Bebê arco-íris: encontrei o pote de ouro depois da perda!

Bebê arco-íris: encontrei o pote de ouro depois da perda!

Bebê arco-íris: encontrei o pote de ouro depois da perda!

Casais sem dificuldades prévias para engravidar podem apresentar infertilidade posteriormente. Neste relato vocês vão conhecer a história emocionante de um casal que engravidou espontaneamente, mas a gestação evoluiu para um aborto. Posteriormente, Estela e Carlos* enfrentaram a batalha da infertilidade secundária e venceram com o nascimento de um lindo bebê, o chamado bebê arco-íris (bebê que nasce depois de um aborto)!

Após 02 anos de relacionamento, este casal decidiu que era hora de aumentar a família! Estela decidiu parar o anticoncepcional e depois de 03 meses pôde contemplar seu primeiro teste de gravidez positivo. Que alegria! Entretanto com 06 semanas, apresentou um aborto espontâneo que não precisou do auxílio da curetagem para resolver a situação…. não foi possível nem ouvir as batidas do coraçãozinho! Que dor, mas o casal precisava se levantar e assim aconteceu. Depois de um ano deste triste episódio, a ferida do luto estava cicatrizada e o casal decidiu encomendar a segunda gestação! Não imaginavam que naquele momento se iniciava uma nova história!

Estela tinha 34 anos, era saudável e tinha relações sexuais frequentes (2-3 vezes/semana). Já havia se passado 09 meses e nada da menstruação atrasar. Ela e seu marido, Carlos, decidiram procurar seu ginecologista que avaliou a permeabilidade das trompas e o espermograma.Todos os exames estavam normais e devido ao fato de apresentar ciclos menstruais regulares, o casal teve o diagnóstico de esterilidade sem causa aparente (ESCA). Nesta fase, já estavam 01 ano tentando engravidar e nada!

Inicialmente, seu médico propôs utilizar o clomifeno para induzir as ovulações. Fez uso deste medicamento por 03 meses sem a confirmação da ovulação por ultrassonografia ou dosagem da progesterona e a gravidez não acontecia. Neste momento, um novo capítulo da história deste casal começava a ser escrito aqui no CEFERP!

Na primeira consulta, após a avaliação clínica e dos exames, o diagnóstico da ESCA foi confirmado! Nesta visita a clínica foi explicado que nos casos de ESCA, o uso do clomifeno não aumentaria as chances de engravidar em relação às tentativas espontâneas convencionais! E foram dadas duas opções para o casal de acordo com as recomendações internacionais e brasileira (SBRA, ASRM, NICE e ESHRE): aguardar a chegada espontânea do bebê (conduta expectante) por mais 6 meses ou partir para a reprodução assistida (inseminação intrauterina ou fertilização in vitro (FIV)). Como o casal estava mais ansioso e desgastado com todo o percurso em busca da gravidez e após esclarecimentos das taxas de sucesso de cada uma das opções oferecidas, decidiram partir para a FIV. Entretanto, antes de iniciar o tratamento, recomendamos a avaliação da psicóloga e realização da terapia. O casal aceitou.

Após aproximadamente 05 anos, Estela e Carlos trilhavam o caminho das injeções para alcançar a gestação. A FIV apresentou a este casal quatro embriõezinhos de alta qualidade morfológica! Tudo parecia mágico para o casal! A jornada em busca do bebê parecia mais concreto, mesmo sabendo das possíveis limitações do tratamento. E quando chegou o dia do beta hCG, uma nova decepção: o casal enfrentava um novo luto com seu primeiro negativo. O castelo havia desmoronado de novo! E agora precisava recolher os cacos porque a ferida do luto, desesperança, incapacidade, insegurança havia voltado!

Alguns meses depois, mais fortes, unidos, racionais e esperançosos, voltaram para a segunda transferência. Solicitamos o rastreamento para as trombofilias (doenças que predispõem a formação de pequenos coágulos que podem prejudicar a gravidez) e o estudo genético do casal (cariótipo), todos normais. Após o preparo do endométrio de forma natural, o casal recebeu dois embriõezinhos! Foram quatorze dias de expectativa do casal e de toda equipe CEFERP que acompanhou este caso! Finalmente, o sol brilhava e o bebê arco-íris dava sinal que estava chegando: um beta HCG de 960,40 mIU/mL. E para nossa grande surpresa, no primeiro ultrassom havia dois bebês arco-íris! A jornada até aqui havia sido árdua, teve muito choro e sofrimento, mas a alegria veio em dobro!

*nomes fictícios

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