CAUSAS DA INFERTILIDADE

Fertilidade é a capacidade de gestar ou conceber até a viabilidade fetal.

Considera-se a definição mais aceita para a infertilidade:

“A infertilidade caracteriza-se pela ausência de gravidez após um ano de vida sexual ativa, sem o uso de métodos contraceptivos”.
O prazo de 12 meses, ou 6 meses para mulheres acima de 35 anos, está baseado em modelos de probabilidade estatísticas e reforçado por observações epidemiológicas. Considerando-se que as taxas de concepção normal de cada casal seja em torno de 20%, a probabilidade cumulativa ao longo de 12 meses, será de 93%.

Contudo, na prática observa-se que as chances são de 80-90%. Variações ocorrem quando se trata de primeira gestação da mulher ou gestações subseqüentes, mostrando mais facilidade de concepção no último caso. A infertilidade é de causa feminina em cerca de 40% dos casos, e do homem em outros 40%. No restante, a infertilidade resulta de problemas em ambos os parceiros ou é idiopática (sem causa aparente).

A presença da infertilidade idiopática (sem causa aparente) pode, na realidade, possuir uma ou mais causas, como falha na captação do óvulo pela tuba (“ovulação”), falhas de fertilização (defeitos nos espermatozoides ou óvulos de má qualidade), e falhas de implantação (dificuldade no embrião se fixar ao útero). Com a finalidade de identificar se há infertilidade e quais as suas causas existem diversos exames clínicos e laboratoriais realizados tanto no homem quanto na mulher.

A maioria dos casais com dificuldades em engravidar não são estéreis, porém são inférteis ou subférteis (tem uma chance reduzida de conceber espontaneamente). Estudos recentes demonstram que 20% dos casais são inférteis e suscetíveis a algum tipo de tratamento, e destes apenas 5% não conseguem filhos.

Dr. Jorge Battero

Dr. Jorge Barreto

CRM-SP 33.541

Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

Infertilidade feminina

  • Fator tubário-peritoneal

    Considera-se neste grupo as causas de infertilidade feminina decorrentes da dificuldade de captação do oócito, seu adequado transporte intra-tubário e as modificações que dificultam o transporte e a capacitação dos espermatozóides, bem como a fertilização e o desenvolvimento e transporte do embrião.

    Comumente, as causas mais encontradas são decorrentes de infecções pélvicas (clamídia, gonorréia, apendicite, etc), iatrogênicas (laqueadura, cirurgias anexiais ou pélvicas, etc) e endometriose (ativa ou sequela).

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

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    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Laqueadura

    A mulher que fez laqueadura tubária pode engravidar através das técnicas de reprodução assistida ICSI ou SUPER-ICSI, tendo seus resultados muito superiores à cirurgia de reversão da laqueadura tubária, já que o retorno à permeabilidade tubária obtida por esta técnica não significa a obtenção de gravidez.

    Uma grande vantagem para estas mulheres é já terem um dia engravidado, o que funciona como predição de qualidade no fator feminino.

    Dr. Jorge Battero

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    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Idade materna

    Sabemos que a idade materna é um dos fatores mais importantes para sucesso de uma gravidez. Isto porque os óvulos têm a idade cronológica da mulher, ou seja, a mulher já nasce com o número de óvulos que terá a vida inteira.

    A cada ciclo, muitos são estimulados a iniciarem seu amadurecimento até que um só chegue a ovulação. Os óvulos sofrem também a ação do envelhecimento, irradiação, poluentes e outros fatores que modificam estruturas celulares e diminuem a chance de fertilização. Portanto quanto maior a idade, menores são os índices de gravidez, chegando ao fato da gravidez ser esporádica (com índices muito baixos) acima dos 43 anos.

    Em decorrência destes fatos, deve-se analisar a proposta de doação de óvulos, como alternativa para a gravidez. Se usarmos medicações apropriadas para prepará-la a receber um embrião, é possível sim que a gravidez ocorra mesmo em mulheres de mais idade (50 anos, por exemplo), desde que você tenha uma boa saúde.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

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    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Fator uterino

    O fator uterino compreende as alterações anatômicas que modificam a cavidade uterina, seu epitélio de revestimento, o endométrio e suas paredes musculares, o miométrio.

    As causas mais comuns são os pólipos, a endometriose, anomalias congênitas, sequelas de infecções e inflamações e iatrogênicas.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

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    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Fator Cervical

    Geralmente associam-se neste fato as anormalidades anatômicas de causa congênita, iatrogênica (cirurgia, cauterizações, dilatações, etc.), tumores e distopias; e alterações funcionais, bem mais freqüentes e importantes.

    A cérvix é um componente uterino com várias funções: 1- recebe e modula a penetração dos espermatozóides; 2- protege os espermatozóides em ambiente com pH e condições adequadas; 3- armazena os espermatozóides; 4- atua também na capacitação espermática.

    Quase todas estas funções são desempenhadas pelas características físicas, químicas e biológicas do muco, cujas qualidades e quantidade têm importante papel na propedêutica do fator cervical.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

    A Síndrome dos ovários policísticos é uma das mais frequentes disfunções ovarianas, que pode causar dificuldades para engravidar, porque está associado a anovulação crônica (não ovular) e irregularidade menstrual.

    Seu tratamento, na maioria das vezes é simples, ocorrendo a gravidez rapidamente.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Outros Fatores Ovarianos?

    Existem outros fatores ovarianos que influenciam na fertilidade: Anovulação Hipogonatrófica (disfunção hipotalâmica ou hipofisária), anovulação normogonadotrófica (hiperandrogenemia, hiperprolactinemia ou deficiência da fase lútea) e anovulação hipergonadotrófica (falência ovariana prematura ou más-respondedoras).

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Menopausa Precoce?

    A menopausa precoce significa que ocorreu a falência ovariana antes do tempo previsto. Portanto, a mulher já não tem mais óvulos e produção hormonal que possibilitem uma gravidez espontânea.

    Uma opção é optar pela doação de óvulos, isto é, óvulos obtidos de mulheres jovens (com menos de 35 anos) que estejam fazendo tratamento para engravidar, que aceitam espontaneamente fazer a doação no anonimato (sem conhecer a quem vai doar/receber), sem ganhar dinheiro para isto, e que tenham um número grande de óvulos excedentes àqueles usados para seu próprio tratamento.

    Nestes casos o procedimento usado será sempre a reprodução assistida com ICSI.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Endometriose

    A endometriose é o crescimento do tecido endometrial que reveste a cavidade uterina interna e que descama a cada menstruação, fora do local habitual.

    O que acontece é que este tecido pode se implantar em outros lugares, como as trompas, ovários, intestinos e a repercussão mais imediata é que este sangue fora dos vasos é um sinal de alerta para o organismo, trazendo dor e desencadeando os processos de reparação Estes, culminam com a formação de aderências e modificações da anatomia feminina, dificultando muito a gravidez.

    É muito importante então, que se faça um diagnóstico precoce da endometriose e uma avaliação do grau de acometimento anatômico, para se propor a técnica mais adequada para ocorrer uma gestação, já que a gravidez e as modificações hormonais que dela decorrem são os melhores tratamentos para a endometriose.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

Infertilidade masculina

  • Azoospermia

    A Azoospermia é a ausência de espermatozoides, e pode ser obstrutiva ou não-obstrutiva.

    A Azoospermia Obstrutiva pode ter sua origem em diversas causas, mas a ausência de espermatozoides no sêmen não significa que não poderemos obtê-los do epidídimo ou mesmo dos testículos a partir de uma punção.

    Assim, caso seja indicada a microcirurgia de punção ou biópsia dos testículos/ epidídimo, o homem será submetido a um procedimento simples e a amostra obtida levada ao laboratório para avaliação para triagem dos espermatozóides encontrados, que serão congelados para posterior utilização na fertilização in vitro.

    Se, mesmo depois da cirurgia não for possível a obtenção de espermatozoides próprios, existe a possibilidade do uso de amostra de sêmen de doador, que é obtido de nossos Bancos de Sêmen, sob rígido controle de qualidade, infecção e absoluto sigilo.

    Dr. Jorge Battero

    Dr. Jorge Barreto

    CRM-SP 33.541

    Médico especialista com formação pelo Hospital das Clínica da FMRP-USP.

  • Varicocele

    Trata-se da formação de varizes na região escrotal, onde estão alojados os testículos. As dilatações das veias prejudicam o fluxo sanguíneo local, a troca de nutrientes e levam, muitas vezes, à diminuição da concentração e motilidade espermática.

    O problema é encontrado em cerca de 15% da população em geral, em 35% dos pacientes com infertilidade primária, e em 15% dos adolescentes. O mecanismo pelo qual a varicocele interfere na fertilidade ainda não está claro, mas algumas teorias responsabilizam o aumento da temperatura escrotal, dificuldade na oxigenação dos testículos, acúmulo de substâncias tóxicas, entre outras.

    Todos estes fatores estão associados à dificuldade de drenagem do sangue do testículo. Para o adequado diagnóstico da Varicocele alguns exames devem ser realizados. Dentre eles, o Espermograma permite avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozoides e, dependendo do caso, pode não haver necessidade de tratamento, sendo realizada a Inseminação ou até mesmo a SUPER ICSI.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
    RQE 44202-1

    Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

  • Causas Genéticas

    Algumas variações no número ou na estrutura dos cromossomos podem levar a perda de qualidade, quantidade ou até mesmo ausência de espermatozoides no sêmen (azoospermia).

    Como exemplo temos a Síndrome de Klinefelter ou microdeleção do cromossomo Y.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
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    Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

  • Endocrinopatias

    Endocrinopatias são doenças que afetam o sistema endócrino, sendo seus principais grupos:

    • Doenças da glândula tireoide;
    • Diabetes melito;
    • Outras doenças de regulação de glicose e de secreção pancreática interna;
    • Doenças de outras glândulas.
    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
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    Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

  • Vasectomia

    Homens submetidos à Vasectomia poderão ter seus espermatozoides obtidos do epidídimo e/ou testículo por procedimento simples, sob anestesia local, através de punção com agulha fina ou retirada de pequeno fragmento testicular.

    O procedimento acontece na própria clínica, sob responsabilidade de um urologista e anestesistas. Estes espermatozoides poderão ser utilizados para a injeção intracitoplasmática (ICSI ou SUPER ICSI) no óvulo, com resultados mais satisfatórios que a reversão de Vasectomia.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
    RQE 44202-1

    Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

Infertilidade do casal

  • Frequência do Coito

    Estudos mostram, de longa data, a relação entre frequência das relações e a ausência de gravidez. Observa-se que, num período de 6 meses, a possibilidade de gravidez é de 17% para uma relação sexual por semana, 46% para 2-3 vezes e 83% para 4 ou mais vezes. Isto está ligado diretamente ao período fértil da mulher.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
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  • Duração da Infertilidade

    Estudos recentes mostram que mulheres com infertilidade sem causa aparente, com mais de 30 anos de idade, têm 9% menos chance de engravidar a cada ano que passa. E, a taxa de gestação diminui em 2%, para cada mês adicional de infertilidade, quando esta infertilidade tem mais de três anos e meio.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

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  • Fatores comportamentais

    O uso de alguns medicamentos (anabolizantes esteróides, quimioterápicos, imunossupressores, antiandrogênicos, indutores de hiperprolactinemia, etc), uso de drogas ilícitas (maconha, cocaína, etc), álcool, tabagismo, entre outros, pode ocasionar a infertilidade.

    Dr. Jorge Battero

    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

    CRM-SP 104.975
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  • Fatores sócio-culturais

    O estresse emocional e físico, dietas e estado nutricional podem, também, ocasionar infertilidade.

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  • Fatores Ambientais

    Agentes químicos, poluentes, metais pesados, solventes, pesticidas, radiações ionizantes, temperatura elevada, ondas eletromagnéticas também podem agir como causa da infertilidade.

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    Prof. Dr. Anderson Sanches De Melo

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