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Preservação da Fertilidade

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O que é Preservação da Fertilidade?

A Preservação da Fertilidade é um conjunto de técnicas que permitem armazenar gametas (óvulos e espermatozoides) e/ou embriões para uso futuro.
É uma verdadeira “poupança reprodutiva”, que possibilita realizar o sonho da maternidade ou paternidade mesmo em situações de perda definitiva da função ovariana ou testicular.

Essa estratégia garante que homens e mulheres possam gerar um bebê com seu próprio patrimônio genético em um momento mais adequado de suas vidas ou após o tratamento de doenças que comprometam a fertilidade.

https://youtu.be/zKT5Tre0uzI

Quando a Preservação da Fertilidade é indicada?

A preservação pode beneficiar qualquer pessoa que tenha risco de perder a função ovariana ou testicular. As principais indicações são:

  • Pacientes oncológicos: tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem comprometer a produção de óvulos e espermatozoides. A preservação da fertilidade deve ser indicada antes do início do tratamento, sem atrasar a terapia contra o câncer.
  • Motivos sociais: muitas pessoas adiam a maternidade ou paternidade por questões pessoais ou profissionais. No caso das mulheres, recomenda-se a preservação antes dos 35 anos (idealmente antes dos 30), quando a qualidade e quantidade de óvulos são maiores.
  • Doenças ou cirurgias que afetam a fertilidade: casos de endometriose, doenças autoimunes, genéticas ou cirurgias que reduzem a reserva ovariana ou a função testicular.

Técnicas de Preservação da Fertilidade

Atualmente, existem técnicas regulamentadas e consolidadas, além de opções experimentais:

  • Congelamento de óvulos: estimulação ovariana com hormônios, captação dos óvulos e congelamento. Posteriormente, podem ser utilizados em Fertilização in Vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI).
  • Congelamento de embriões: indicado principalmente para mulheres em relacionamentos estáveis ou que optem por produção independente. Os óvulos são fertilizados em laboratório (FIV) e os embriões resultantes são congelados.
  • Congelamento de sêmen: técnica rápida e consolidada, realizada em até uma semana. O sêmen congelado pode ser usado posteriormente em inseminação artificial ou FIV.
  • Congelamento de tecido ovariano ou testicular (experimental): indicado em situações específicas, como crianças pré-púberes ou pacientes que precisam iniciar a quimioterapia de forma imediata.

Na figura estão representadas as principais técnicas utilizadas na reprodução assistida para preservação da fertilidade de acordo com a fase da vida. 

Técnicas de Preservação da Fertilidade

Fonte: American Society for Reproductive Medicine e American Society of Clinical Oncology *Congelamento tecido ovariano: considerado um procedimento experimental e só deve ser realizado em protocolos de pesquisa.

Preservação da Fertilidade em pacientes com câncer

Um dos maiores desafios é o encaminhamento oportuno do paciente antes do início do tratamento oncológico.
Na maioria dos casos, há tempo suficiente (2 a 3 semanas) para realizar a preservação da fertilidade sem comprometer o início da quimioterapia ou radioterapia.

Essa possibilidade representa um importante avanço para garantir qualidade de vida, respeitando o desejo de formar uma família mesmo após o tratamento do câncer.

https://youtu.be/WnhsixhXp3E
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Tire suas dúvidas sobre Preservação da Fertilidade

Respostas claras para ajudar você a entender cada etapa

A Preservação da Fertilidade é um conjunto de técnicas que permitem armazenar gametas (óvulos e espermatozoides) e/ou embriões para uso futuro. Ela funciona como uma "poupança reprodutiva", possibilitando que homens e mulheres possam ter filhos biológicos em um momento mais adequado de suas vidas, ou após tratamentos que possam comprometer sua fertilidade, como quimioterapia e radioterapia.
A preservação da fertilidade é indicada para qualquer pessoa com risco de perder a função ovariana ou testicular. As principais indicações incluem: pacientes oncológicos (antes de iniciar tratamentos como quimioterapia ou radioterapia), motivos sociais (para quem deseja adiar a maternidade/paternidade por questões pessoais ou profissionais, sendo ideal para mulheres antes dos 35 anos), e doenças ou cirurgias que afetam a fertilidade (como endometriose, doenças autoimunes ou genéticas).
As técnicas regulamentadas e consolidadas incluem o Congelamento de Óvulos (estimulação ovariana, captação e congelamento), Congelamento de Embriões (óvulos fertilizados em laboratório e embriões congelados, ideal para casais ou produção independente), e Congelamento de Sêmen (técnica rápida para homens). Há também o congelamento de tecido ovariano ou testicular, que é considerado experimental e indicado em situações específicas.
Os benefícios incluem a manutenção da possibilidade de ter filhos biológicos no futuro, ser uma opção segura para adiar a parentalidade e a preservação da autonomia reprodutiva. No CEFERP, os protocolos seguem rigorosamente as normas da ANVISA e do Conselho Federal de Medicina (CFM), utilizando laboratórios com tecnologia de criopreservação de última geração, monitoramento ultrassonográfico, e uma equipe multidisciplinar experiente. Isso garante segurança, eficácia e atendimento individualizado e sigiloso.