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Mitos e verdades sobre infertilidade

Os médicos são frequentemente solicitados a fornecer conselhos sobre práticas que estimulam a fertilidade. Há muitos mitos que envolvem esse tema tão delicado, e por isso reunimos aqui algumas dicas e conselhos sobre o que os casais podem fazer para aumentar sua chance de atingir a gravidez. Mas, antes de tudo, é necessário compreender o que é infertilidade!

O que é fertilidade?

Fertilidade é definida como a capacidade biológica de gerar uma criança.

No homem, esta capacidade é representada pela produção de espermatozoides saudáveis que, quando depositados na vagina, têm a potencial de fecundar um óvulo para formar o embrião (estágio inicial do desenvolvimento humano dentro do útero).

Já a fertilidade feminina é representada pela produção sincronizada de hormônios secretados no hipotálamo, hipófise, ovários e útero com o objetivo de liberar um óvulo saudável para fecundação pelo espermatozoide. Além disto, aqueles hormônios também têm a finalidade de preparar o endométrio (camada interna do útero) para receber o embrião para a implantação.

A fertilidade diminui com a idade, tanto em homens quanto em mulheres. Entretanto, os efeitos da idade são muito mais importantes nas mulheres, diminuindo significativamente a partir dos 35 anos. Por isto, é importante que a primeira gestação seja planejada para antes dos 35 anos!

De acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (American Society For Reproductive Medicine – ASRM), infertilidade é uma doença, definida como a incapacidade de alcançar a gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares, sem utilizar métodos contraceptivos. Assim, para esclarecer dúvidas das tentantes e futuras mamães, separamos alguns pontos importantes sobre fertilidade!

Frequência de relações

Além da função reprodutiva, a relação sexual traz satisfação e bem-estar físico e mental. Interferir na rotina sexual com o intuito de potencializar a fertilidade pode gerar estresse e interferir no relacionamento conjugal. Por isto, não existe obrigatoriedade de um número fixo de relações sexuais para a obtenção de uma gestação, mas casais que apresentam em média 2 a 3 relações sexuais/semana tem boas chances de alcançar a gestação após 01 ano (aproximadamente 80 a 85% das mulheres ficarão grávidas).

Recomendações específicas para intensificar a atividade sexual no período fértil só devem ser realizadas para casais com baixa frequência sexual do ponto de vista reprodutivo (menos de 01 relação/semana). 

Monitoração de ovulação

A presença de ciclos menstruais regulares representa uma excelente informação clínica da presença de ovulação. Além disto, características relacionadas ao muco vaginal no meio do ciclo, bem como outros sinais que podem aparecer nesta fase e durante o ciclo menstrual, são características que auxiliam na identificação da fase ovulatória. Existem exames (kits) que podem detectar a ovulação, mas a chance de prever este momento por estes kits é semelhante a identificação de sinais clínicos da ovulação. Por isto, não são indicados de rotina!

Mulheres que apresentam evidência clínica de ovulação não necessitam se preocupar em identificar o período fértil se tiverem 2 a 3 relações sexuais/semana. Consulte um especialista em reprodução Humana e saiba como otimizar sua fertilidade natural!

Práticas de coito

Muitas mulheres permanecem em repouso e deitadas após a relação sexual com o objetivo de evitar o vazamento de sêmen pela vagina e facilitar a ascensão do espermatozoide para a fecundação do óvulo na trompa uterina. Mas atenção! Esta prática não tem fundamento científica!

Após a ejaculação de espermatozoides na vagina, esta célula masculina atinge a trompa entre 2 e 15 minutos e esta movimentação independe da posição da mulher e da posição do coito. Também é mito de que práticas sexuais específicas auxiliem na determinação do sexo do bebê.

Deve-se ter cuidado com o uso de alguns lubrificantes que podem interferir na qualidade e função do espermatozoide e, por isto, deve-se preferir os lubrificantes a base de água.

Dieta e estilo de vida

Dieta balanceada e saudável é importante para o organismo e a saúde geral. Entretanto não existem dietas específicas que comprovadamente potencializem a fertilidade!

A obesidade pode duplicar o tempo para conseguir engravidar, enquanto mulheres muito magras (índice de massa corporal < 19 kg/m²) podem demorar 04 vezes mais tempo para alcançar o sonho de ser mãe! Nestes casos, a adequação da dieta pode auxiliar na restauração da ovulação e aumentar a chance de ter filhos.

Então tentantes, fica a dica! Converse com o seu médico sobre as possibilidades de potencializar hábitos de vida saudáveis, evitar possíveis complicações no seu bebê através do uso de vitaminas como o ácido fólico, por exemplo, bem como avaliar se o seu peso pode estar ou não interferindo na sua fertilidade!

Cigarro

Mulheres fumantes tem risco 60% mais elevado de serem inférteis em relação as não fumantes. Sugere-se que o cigarro acelere a perda dos folículos (estruturas que abrigam os óvulos nos ovários) e antecipe a menopausa em torno de 1 a 4 anos. Além destes fatores, o tabagismo está associado a maior taxa de aborto de gestações naturais ou obtidas dos tratamentos de reprodução assistida.

O impacto do cigarro na fertilidade masculina é controverso, mas alguns homens podem apresentar da quantidade e função dos espermatozoides.

Álcool

Não existem dados conclusivos sobre o efeito do álcool na fertilidade feminina. Entretanto, é aconselhável que as tentantes reduzam a ingestão de álcool para menos de 02 latas de cerveja/dia ou 1 taça de vinho/dia porque o excesso de álcool pode interferir no desenvolvimento do feto.

No homem, o consumo de álcool não parece alterar as características do sêmen.

Cafeína

A ingestão de altos níveis de cafeína (mais de 5 xícaras/dia) pode reduzir para metade a chance de fecundação (união do óvulo com o espermatozoide na trompa). Já durante a gestação, 2 a 3 xícaras de café/dia pode aumentar o risco de abortamento. Por isto, as gravidas no início de gestação e as tentantes devem reduzir a ingestão de bebidas que contem cafeína. Nos homens, o consumo de cafeína não altera a fertilidade.

Se quiser mais informações sobre a fertilidade do casal baixe nosso eBook gratuito.

Estas informações têm caráter informativo e não devem substituir a consulta com um especialista em reprodução humana.

Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 104.975
RQE nº 44202-1
Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

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Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 104.975
RQE nº 44202-1
janeiro 9, 2017 | Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo | 2 comentários

2 respostas para “Mitos e verdades sobre infertilidade”

  1. adriana disse:

    adorei materia gostaria de saber se é caro fazer tratamento

    • CEFERP disse:

      Oi Adriana,

      Obrigada pelo contato e pelo retorno.
      Vou pedir para as meninas do atendimento entrarem em contato por e-mail sobre valores.

      Caso queira falar direto conosco seguem nossos contatos:
      (16) 99302-5532 (WhatsApp)
      (16) 3877-7789
      (16) 3877-7784
      ceferp@ceferp.com.br

      Atenciosamente,

      Equipe CEFERP – Centro de Fertilidade de Ribeirão Preto

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