Medicamentos na FIV: conheça mais sobre o tratamento

Medicamentos na FIV: conheça mais sobre o tratamento

Medicamentos na FIV: conheça mais sobre o tratamento

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Sendo uma das técnicas mais avançadas de reprodução assistida a fertilização em vitro (FIV) possui as melhores taxas de sucesso, comparada às técnicas de baixas e média complexidade, como inseminação intrauterina, ou coito programado, por exemplo.

Por meio da FIV casais que possuem dificuldade em engravidar, pessoas que desejam produção independente e também casais homoafetivos possuem uma alternativa bastante eficaz para realizar o sonho de gerar um filho.

É comum surgirem várias dúvidas sobre como funciona o tratamento e quais as medicações envolvidas durante cada fase, por isso vamos explicar neste artigo mais informações sobre os medicamentos na FIV.

Recapitulando o passo a passo da FIV

A FIV trata-se de um procedimento complexo, que envolve a administração de vários medicamentos durante as fases de tratamento e também diversas técnicas laboratoriais.

Basicamente as etapas da FIV consistem em:

  • Estimulação hormonal dos ovários – nessa etapa será preciso que a mulher tome hormônios injetáveis ou comprimidos;
  • Coleta dos óvulos – será preciso anestesia para o procedimento;
  • Coleta de espermatozoides – realizado por masturbação, punção, biópsia do testículo, epidídimo ou via bancos de sêmen;
  • Fertilização – fase em que o espermatozoide será injetado dentro do óvulo e os embriões irão se desenvolver em laboratório;
  • Transferência de embriões – três a cinco dias depois da fertilização os embriões são transferidos para o útero da paciente por meio de um cateter inserido pela vagina – nesta etapa não é preciso de anestesia.
  • Verificação do sucesso do procedimento – cerca de duas semanas depois é possível verificar o sucesso do tratamento por meio de um teste de gravidez.

A maioria dos medicamentos utilizados na FIV são escolhidos pelo médico, que irá indicar um protocolo de tratamento individualizado, de acordo com as necessidades que levaram o casal a buscar o tratamento.

Para realizar o procedimento, a mulher receberá diferentes tipos de medicações para a estimulação ovariana, buscando gerar um maior número de oócitos a serem recrutados.

Condições necessárias para a realização da FIV:

Para que a FIV seja bem-sucedida serão avaliados alguns fatores relacionados ao casal antes do procedimento ser realizado, como:

  • cavidade uterina normal;
  • ovários em funcionamento;
  • número mínimo de espermatozoides;
  • pesquisa de fertilidade por meio de exames.

A FIV inicia-se com a administração de medicamentos na mulher para que os seus ovários produzam mais óvulos.

Enquanto em um ciclo natural a mulher geralmente produz apenas 1 óvulo, com a estimulação dos ovários pode produzir até mais de 20 óvulos simultaneamente.

Como é feita a aplicação das medicações?

Os medicamentos recomendados variam conforme o protocolo definido pelo médico e também de acordo com as necessidades da paciente.

Podem ser recomendados medicamentos em forma de comprimidos, injeções ou gel.

A orientação sobre a medicação será dada pelo médico, podendo ser aplicada no centro de fertilidade ou mesmo pela própria paciente, dependendo do caso.

Em geral existem duas fases em que são recomendados o uso de medicações para a indução ovariana:

1.  Estimulação ovariana

Existem várias medicações para estimular o crescimento do maior número de folículos possível.

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Na fase da estimulação ovariana geralmente é feito o uso de gonadotrofinas. A depender do protocolo utilizado, serão injeções diárias, em dias alternados ou mesmo uma única aplicação de liberação prolongada. A escolha do protocolo é sempre individualizada.

Esta fase dura em torno de dez a doze dias e será acompanhada por ultrassons transvaginais periódicos.

O objetivo dessa fase de indução da ovulação é estimular o crescimento dos folículos para o estágio de maturação.

Além disso, serão utilizadas medicações em aplicações diárias subcutâneas ou comprimidos visando o bloqueio da hipófise – a finalidade deste bloqueio é impedir o pico de LH, que pode causar uma ovulação inesperada, antes do momento da coleta dos óvulos.

No entanto, a dose e o tempo recomendado de uso podem variar de acordo com o protocolo recomendado no tratamento.

O momento exato em que as medicações serão administradas ao longo do ciclo do tratamento e o tipo de medicações serão estabelecidos pelo médico, pois isso também poderá variar de pessoa para pessoa.

Dessa forma, é feito o acompanhamento do crescimento dos folículos e do endométrio, e de acordo com o ultrassom pode-se alterar a dose e o tipo de medicações utilizadas.

Quando os maiores folículos atingem um tamanho pré-determinado uma ampola de hCG ou de agonista do GnRh é aplicada na paciente. A coleta dos óvulos é feita horas após essa administração. Há a possibilidade que uma dosagem de estradiol e progesterona sejam solicitadas neste momento, mas isso é avaliado individualmente.

2.  Suporte da fase lútea

No dia seguinte à coleta dos óvulos, em casos em que for ocorrer a transferência de embriões a fresco, ou, em casos de embrião congelado, após a indicação da transferência, será iniciado o suporte hormonal com doses de progesterona. As doses serão ajustáveis de acordo com as necessidades e perfil da paciente.

A progesterona pode ser utilizada via oral ou aplicada via vaginal.

Durante a fase lútea, podem ser solicitados exames de sangue para que o médico analise o equilíbrio hormonal da paciente. Caso houver a necessidade, as doses da progesterona podem ser modificadas.

Após 14 dias da transferência dos embriões, pode ser feito o teste de gravidez para verificar o sucesso do procedimento.

A taxa de sucesso da FIV depende de vários fatores como a idade da mulher, a qualidade dos óvulos e espermatozoide, a qualidade do embrião e do endométrio, por isso cada caso deve ser avaliado de forma individualizada.

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Dra. Rebecca Pontelo

Médica Ginecologista - CRM 123.481 Curso Superior de medicina na Universidade Federal do Espírito Santo - 1999 a 2005 Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na FMRP-USP - 2006 a 2009 Especialização em Reprodução Humana pela FMRP-USP - 2009 a 2010 Tìtulo de especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Febrasgo em 2009
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