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Respondemos as suas maiores dúvidas sobre Inseminação Artificial!

Nos últimos anos, a inseminação artificial tem se tornado uma prática cada vez mais comum, sendo responsável por trazer alegria a diversas famílias que têm dificuldades ou não podem engravidar. O tratamento consiste em introduzir o sêmen diretamente no útero, o que aumenta a probabilidade de sucesso de uma fecundação.

Também conhecida como inseminação intrauterina, essa técnica de reprodução assistida é considerada de baixa complexidade. Por isso, ela atrai a atenção de casais que estão enfrentando problemas de fertilidade e buscam alternativas para realizar seus sonhos.

Continue a leitura para saber em que casos o procedimento é indicado, como ele é feito e quais são as contraindicações e os riscos. Vamos lá?

Quando a inseminação artificial é indicada?

Em comparação com outros métodos de reprodução assistida, a inseminação artificial é uma técnica relativamente simples. Normalmente, ela é indicada em alguns casos de infertilidade, entre os quais podemos destacar:

Além disso, a técnica pode ser aplicada também em situações de união homoafetiva feminina, com sêmen de doador.

Quais são as condições para realização do procedimento?

Para que a chance de uma gestação bem-sucedida seja maior, algumas condições devem ser observadas. Acompanhe!

Na mulher

Como a fertilização do óvulo pelo espermatozoide ocorre no interior da tuba uterina, é preciso que essa estrutura esteja desobstruída. Existem diversas formas de se avaliar a permeabilidade das trompas. Um dos exames indicados é a histerossalpingografia, que consiste em injetar contraste através do útero e observar sua passagem por meio de exame de raio-X.

É possível ainda que essa avaliação das trompas seja feita a partir da histerossonossalpingografia, exame semelhante à histerossalpingografia, porém, nesse caso, é injetada solução salina (e não contraste) no útero e a observação da passagem ou não pelas trompas é feita por meio de ultrassonografia (e não de raios-X, como ocorre na histerossalpingografia).

Para realização da inseminação artificial, é necessário que, pelo menos, uma das duas trompas esteja pérvia, preferencialmente as duas.

Caso a mulher tenha se submetido à laqueadura tubária, a inseminação artificial não é indicada. Nesse caso, após avaliação do casal, podem ser discutidas as possibilidades de reversão da laqueadura ou tratamento de reprodução assistida por meio da fertilização in vitro (FIV).

No homem

O sêmen utilizado no procedimento deve apresentar, no mínimo, 5 milhões de espermatozoides móveis por mililitro de material, após o preparo adequado. Por isso, é feito previamente um espermograma para avaliar a qualidade do sêmen e se é possível realizar a inseminação artificial com boas chances de sucesso.

Ainda que haja pequenas alterações no exame, é possível seguir com a técnica, uma vez que o material é preparado no laboratório para selecionar as células de melhor motilidade antes da inseminação.

Como é feita a inseminação artificial?

O primeiro passo para a realização de uma inseminação artificial é a consulta com um médico especialista em reprodução assistida. Além de conversar com o casal, o profissional solicita uma série de exames para identificar as causas da dificuldade em engravidar.

Tanto o homem quanto a mulher devem ser avaliados. Somente após a verificação de diversos fatores, tais como antecedentes familiares, permeabilidade das trompas, reserva ovariana e qualidade do sêmen, é possível determinar se a inseminação artificial é a solução mais adequada.

Caso o médico e o casal decidam seguir esse caminho, terá início a preparação para o procedimento. Siga conosco para conhecer o passo a passo do tratamento!

Estimulação ovariana

Embora a inseminação artificial possa ser realizada em um ciclo natural, observando-se o crescimento do(s) folículo(s) por meio de ultrassonografias, a eficácia do procedimento aumenta quando são utilizadas medicações para estimular o crescimento folicular.

O período da estimulação pode levar cerca de 9 a 13 dias, durante os quais são administradas medicações orais e/ou injetáveis. Nesse intervalo, são realizadas ultrassonografias a cada 2 a 3 dias, aproximadamente, para acompanhar o crescimento dos folículos e ajustar a dose do hormônio caso seja necessário.

Indução da ovulação

Nesse tratamento, o objetivo é o crescimento de 1 ou 2 folículos em um mesmo ciclo. Quando o(s) folículo(s) atingir(em) tamanho(s) adequado(s) — geralmente entre 16-20mm —, pode ser prescrita uma medicação para induzir a ovulação. Isso é feito com a aplicação de um segundo hormônio, a gonadotrofina coriônica humana (hCG).

Preparação do sêmen

No dia programado para a inseminação, o sêmen pode ser colhido por meio de masturbação ou descongelado (caso tenha sido colhido previamente, ou seja, proveniente de banco de sêmen). No laboratório, será realizada uma seleção dos espermatozoides mais aptos à fecundação pela inseminação artificial.

Inseminação

Após algum tempo da aplicação do hCG, o óvulo está pronto para ser fecundado. Portanto, esse é o momento de introduzir os espermatozoides na cavidade uterina, por meio de um cateter muito fino. O procedimento não requer anestesia, é feito com a paciente em posição ginecológica e tem duração de poucos minutos.

Avaliação da gestação

Após a inseminação, a mulher pode seguir com suas atividades normais. A avaliação do sucesso do procedimento é feita duas semanas depois, por meio da realização de um teste de gravidez tradicional, com a dosagem de Beta-hCG no sangue. Caso o resultado seja positivo, a mulher deve realizar uma ultrassonografia após outras duas semanas. Confirmando-se a gestação, deve-se então iniciar o pré-natal.

Quanto tempo dura o tratamento?

Após a primeira consulta, é necessária a realização dos exames de investigação solicitados, para definir se essa é uma opção de tratamento viável para o caso. Muitos casais já chegam à consulta com alguns exames realizados, o que pode acelerar o processo de investigação.

No CEFERP, logo na primeira consulta, podem ser realizadas ultrassonografia transvaginal e coleta de espermograma, exames muito importantes na definição do melhor tratamento.

Com isso, conseguimos reduzir o tempo de espera necessário para o planejamento do tratamento, o que diminui os níveis de ansiedade e auxilia os pacientes a se sentirem mais seguros, independentemente do tratamento escolhido. Caso seja feita a opção pela inseminação artificial, o tratamento poderá ser iniciado no primeiro ao terceiro dia do ciclo menstrual da mulher, com a estimulação ovariana.

A partir daí, o procedimento “imita” um ciclo natural. Aproximadamente no 14º dia, o óvulo está pronto para ser fecundado, e a inseminação propriamente dita pode ser realizada. Depois disso, é preciso aguardar duas semanas para avaliar se houve a fecundação e a implantação do embrião.

Quais são as contraindicações da técnica?

Como vimos, a inseminação artificial é indicada para alguns casos de infertilidade no casal. No entanto, ela pode não ser a solução mais apropriada nas seguintes situações:

  • idade materna superior a 35 anos;
  • laqueadura ou obstrução tubária;
  • baixa reserva ovariana;
  • endometriose moderada ou severa;
  • alterações graves no espermograma;
  • risco de transmissão de doenças genéticas já conhecidas no casal.

Para esses casos, deve-se avaliar todos os fatores envolvidos no tratamento e as chances de sucesso, visando escolher a melhor alternativa de tratamento. Uma opção a ser considerada é a fertilização in vitro (FIV). Quando bem indicada, ela permite boas chances de sucesso e alguns diferenciais, como o diagnóstico genético pré-implantacional para análise de anomalias cromossômicas e genéticas.

A inseminação artificial traz riscos?

Todo procedimento médico pode apresentar riscos ou efeitos colaterais. No caso da inseminação artificial, os mais comuns são:

  • sensação de inchaço e dores de cabeça devido aos hormônios utilizados no tratamento;
  • desconforto abdominal devido ao crescimento dos folículos;
  • possibilidade de gestação múltipla.

É importante destacar que, como são utilizadas doses menores de medicamentos, os efeitos colaterais costumam ser mais leves e toleráveis quando presentes. Além disso, a adequada monitorização do número de folículos em crescimento permite minimizar, e muito, o risco de gestação múltipla.

Quais são as chances de sucesso dessa técnica?

Quando comparada a outros tratamentos, a inseminação artificial pode ser vista como um procedimento eficiente com custo reduzido. O sucesso da técnica é medido pela taxa de nascidos vivos após o tratamento e é influenciado por diversos aspectos, tais como idade da mulher, causas da infertilidade, tempo de infertilidade, entre outros.

Em média, as chances de ter um bebê por meio da inseminação variam de 10% a 32% após três tentativas. No entanto, diversos fatores influenciam o resultado, como idade materna, quantidade de tentativas e utilização (ou não) de medicamentos para estimulação ovariana durante o ciclo. Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando-se todas as suas particularidades, que podem trazer chances de sucesso maiores ou menores.

O importante é que você converse com um especialista em reprodução humana e tire todas as suas dúvidas, para se sentir tranquila e segura em qualquer tratamento.

Então, gostou de saber um pouco mais sobre a inseminação artificial? Em comparação com a FIV, essa é uma técnica menos complexa e mais acessível. Contudo, a decisão pelo melhor método de reprodução assistida depende de uma série de fatores. Em vista disso, ela só pode ser tomada após a realização de diversos exames e sempre com o acompanhamento de uma equipe médica especializada no assunto.

Quer descobrir qual a melhor opção para você e sua família? Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar!

Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 104.975
RQE nº 44202-1
Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo
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Médico especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 104.975
RQE nº 44202-1
março 14, 2019 | Prof. Dr. Anderson Sanches de Melo

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