Controle de qualidade na fertilização in vitro: existe risco de troca?

Controle de qualidade na fertilização in vitro: existe risco de troca?

Controle de qualidade na fertilização in vitro: existe risco de troca?

Muitos casais, quando passam por tratamento de reprodução, têm dúvidas sobre os procedimentos e riscos de troca de material genético. Imagine engravidar de um embrião de outra pessoa, em decorrência de um equívoco no laboratório. É aqui que entra a importância de um rigoroso controle de qualidade na fertilização in vitro (FIV).

Embora não existam registros desse tipo de ocorrência no Brasil, há vários casos relatados no mundo. Em julho de 2019, por exemplo, uma situação ocorrida nos Estados Unidos foi divulgada, em função do processo movido pelas famílias envolvidas.

O tema, aliás, é retratado em um livro escrito por uma mulher que gerou o bebê de outro casal, em decorrência da troca de embriões na clínica em que o tratamento foi realizado. No caso, o erro gravíssimo aconteceu por uma coincidência de sobrenomes das envolvidas.

O importante a se destacar é que, quando o tratamento é feito sob rigoroso controle de qualidade, o risco é nulo. Por esse motivo, é fundamental escolher um laboratório de reprodução humana que siga todos os procedimentos de segurança. Então, quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo nosso artigo!

Existe, de fato, algum risco de troca de material genético?

Em um procedimento de fertilização in vitro, os óvulos da mulher são colhidos e fecundados em laboratório com o sêmen do cônjuge ou de doador anônimo. O embrião é gerado, sendo transferido alguns dias depois para o útero da futura mamãe, entre o terceiro e o quinto dia de desenvolvimento no laboratório.

Afinal, durante o período em que o embrião se desenvolve, existe risco de troca? Ou será que há alguma possibilidade de que os óvulos sejam fecundados com material genético de outro homem? Muitos casais têm essas dúvidas, embora o tema seja pouco comentado. Por isso, é importante entender como funciona o processo e quais são os cuidados adotados pelo laboratório em que você está realizando o tratamento. Assim, esse receio deixa de ser um fator de ansiedade.

Quando existem procedimentos rígidos de controle de qualidade, pode-se dizer que o risco é nulo. No Brasil, é obrigatório que todos os materiais sejam identificados por um código alfanumérico, o que dificulta o surgimento de erros — como o que citamos na introdução, da coincidência dos sobrenomes.

Normalmente, essa identificação contém os dados da futura mamãe (como nome e data de nascimento), além de outros controles do laboratório, que podem ser o número do prontuário, um numeral estabelecido individualmente por paciente. Quando as amostras são manipuladas, todos os dados são conferidos pelo embriologista, que faz uma dupla checagem de todas as informações.

São confirmados os dados de todos os tubos e placas de cultivo, em conformidade com as etiquetas de identificação das fichas da paciente, antes de estes serem manipulados para realização do procedimento. Tais checagens fazem parte de um protocolo de segurança na transferência de informações, que é adotado na rotina por todos os profissionais durante as etapas do procedimento.

Já no momento da transferência de embriões, os dados da mulher também são conferidos pela equipe laboratorial e médica antes de dar início ao procedimento. E os dados descritos no cateter de transferência dos embriões são checados com a identificação da paciente. No caso de o casal optar por deixar embriões congelados para implantação futura, os mesmos cuidados devem ser adotados.

Por que optar por uma clínica com controle de qualidade na fertilização in vitro?

Como explicamos, o risco de um equívoco — seja na manipulação do material genético do casal, seja no momento da transferência — é praticamente nulo. Normalmente, a coleta do sêmen paterno é feita no mesmo dia da captação dos óvulos, e todas as amostras são identificadas e conferidas com muito cuidado e critério.

Em alguns laboratórios os procedimentos são ainda mais rígidos. No caso do CEFERP, por exemplo, uma embriologista é dedicada exclusivamente ao controle de qualidade. Além disso, uma empresa certificadora realiza auditorias rotineiras, para checagem dos procedimentos e da documentação.

O fato de se obter a certificação em controle de qualidade garante que os protocolos, incluindo o registro seguro da identificação dos pacientes e conferência das informações, seja ainda mais rígido e seguro, sendo auditado constantemente.

Essas práticas proporcionam maior segurança e tranquilidade ao casal, num momento que, naturalmente, é bastante delicado. Afinal, além do próprio investimento material, um tratamento de fertilização in vitro envolve várias emoções, como medo, ansiedade e muita expectativa. Por isso, é essencial que a clínica responsável pelo tratamento atue de forma ética, respeitando todas as normas de segurança na execução dos procedimentos.

Isso, sem dúvida, inclui o cuidado com a identificação correta dos casais e de todos os materiais. O controle de qualidade é fundamental para garantir que todos os protocolos sejam cumpridos, desde a coleta de amostras até a transferência ou criopreservação dos embriões.

Essa, aliás, é uma das grandes preocupações do CEFERP, que justamente por esse motivo é a primeira (e única) clínica de reprodução humana assistida da América Latina a integrar o Programa de Acreditação em Qualidade Qmentum, certificado pelo Accreditation Canada International.

Tal certificação garante a todos os pacientes que a clínica cumpre os requisitos internacionais de controle de qualidade e boas práticas assistenciais, com padrões e exigências bastante rigorosos.

Como é feito o controle de todos os materiais genéticos?

Para atender a todas as normas de controle de qualidade, os laboratórios de reprodução assistida precisam seguir uma série de regras, preservando a segurança dos pacientes e de seus gametas e embriões. No CEFERP, esse controle de qualidade é bastante rigoroso, com a conferência cuidadosa de toda a documentação de cada paciente.

Todas as amostras são identificadas com códigos específicos, contendo o nome completo da paciente, sua data de nascimento e o número de seu prontuário. Além disso, em vários momentos durante o tratamento é necessário que a mulher informe seus dados de registro, para que o profissional responsável confira as informações e se certifique de que essa paciente é, realmente, a mesma.

Vale explicar, ainda, que os cuidados com as amostras e procedimentos são similares à identificação feita com as mães e seus bebês nas maternidades, por segurança. Os embriões são tratados da mesma forma que um recém-nascido, que é identificado com uma pulseirinha contendo seus dados maternos.

Outro cuidado importante é que toda a coleta de óvulos é feita na presença de dois médicos anestesistas e um médico especialista, além do embriologista responsável pelo procedimento cirúrgico. Com isso, além da segurança para a paciente, a atenção com a manipulação e identificação das amostras é maior. Sem contar que o acompanhante pode assistir o que está acontecendo no centro cirúrgico por uma janela na área externa do C.C.

O sucesso do tratamento, como podemos ver, depende de vários fatores. O controle de qualidade na fertilização in vitro é um deles — já que as boas práticas envolvem não apenas a responsabilidade pela manipulação e armazenamento dos gametas e embriões, mas também outras condições, como excelência do laboratório, capacitação dos profissionais e atendimento às legislações sanitária e de segurança.

Então, gostou de saber mais sobre os cuidados que evitam riscos e equívocos, como troca de materiais genéticos ou embriões? Agora, compartilhe este artigo em suas redes sociais para que mais pessoas se informem sobre os procedimentos que garantem a segurança nos tratamentos reprodutivos!

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Mariana Rufato

Bióloga Gerente de Controle de Qualidade do CEFERP
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