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O teste de farmácia deu positivo? Entenda o que é uma gravidez química!

A gravidez química pode ser mais comum do que se imagina. Contudo, a maioria das mulheres que passa por essa situação não consegue notá-la, pois nem sempre há atraso menstrual — ou ele é muito pequeno e encarado como algo normal dentro do ciclo.

E, para as mulheres que estão tentando se tornar mamães, esse acontecimento pode ser frustrante e triste. Quer saber mais? Leia nosso artigo para entender o que a gravidez química significa e quais suas causas.

Gravidez química: o que é e como identificá-la?

Apesar de o nome não ser muito conhecido, a gravidez química é bem comum entre as mulheres que estão tentando engravidar. Ela acontece quando espermatozoide fecunda o óvulo — que chega na cavidade uterina, tentando se implantar no endométrio. Nesse momento, o hormônio da gravidez (hCG) passa a ser produzido e o resultado é positivo caso a mulher realize o exame que detecta o hormônio circulante, seja ele de farmácia ou de sangue.

Porém, por vários motivos, pode ser que o embrião não consiga se implantar no útero. Isso faz com que o organismo cesse a produção do hCG, e a gravidez não evolua. Alguns dias depois de o hormônio parar de ser produzido, a mulher menstruará normalmente. Quando o exame for realizado novamente, o resultado será negativo e a mulher descobre que não está grávida.

Para facilitar a compreensão, o raciocínio é o seguinte: o termo gravidez química quer dizer que foi encontrado o hormônio da gestação (beta-HCG) no organismo da mulher (por exame de sangue ou urina). Porém, essa gestação precisa ser confirmada através de ultrassom, comprovando a implantação adequada do embrião e início de seu desenvolvimento.

A realização de ultrassom comprovando a gestação constitui a gravidez clínica. Quando a paciente apresentou apenas a detecção do hormônio da gravidez no organismo, porém não houve confirmação de gravidez clínica, constitui-se apenas em uma gravidez química.

Quais são as suas causas?

Diversas mulheres nem percebem que estão passando por uma gravidez química — já que, por não estarem tentando engravidar, não fazem os exames quando a menstruação atrasa alguns dias.

É também por esse motivo que muitos médicos orientam as mulheres que realizaram tratamento de reprodução humana assistida a aguardarem o período ideal para o exame de sangue para confirmar a gravidez.

As causas de uma gravidez química ainda não estão muito certas na medicina, mas existem algumas hipóteses, como a formação de embriões com alterações genéticas ou celulares que não permitem a continuidade de seu desenvolvimento e fixação no útero.

Gravidez química e chances de uma nova gestação

No geral, o fato de ter sofrido uma gravidez química não compromete a fertilidade a mulher. Se o casal desejar, poderá tentar novamente já no próximo ciclo. O ideal é sempre procurar o seu médico após uma situação como esta, para que ele possa lhe examinar e ter certeza do que realmente aconteceu.

Muitas mulheres, contudo, sentem-se muito abaladas quando o teste, repentinamente, passa a se tornar negativo. Se esse for o seu caso, respeite o seu tempo pessoal, e só volte a fazer novas tentativas quando se sentir preparada. Caso julgue necessário, procure um psicólogo para ajudar a passar por esse momento.

Quais os principais sintomas?

Normalmente, uma gravidez química não causa nenhum sintoma. A paciente pode ou não ter discreto atraso menstrual. O único indicativo é a mudança do teste de positivo para negativo em algumas semanas ou dias.

O importante é excluir outros possíveis diagnósticos diante do quadro de teste de gravidez positivo. Por exemplo, se a paciente tiver o teste de gravidez positivo e não apresentar ao ultrassom gravidez dentro do útero, é fundamental que seja avaliado se a gravidez não está localizada em outro lugar que não o útero (gravidez ectópica). Ela pode ocorrer nas trompas ou em outros locais.

Nesses casos, a gestação não é viável, pois não há espaço para o seu desenvolvimento. Podem aparecer outros sintomas associados, como dores e sangramentos e, se a situação não for tratada, existe o risco de a trompa (ou outra estrutura onde a gravidez esteja alojada) se romper levando a uma hemorragia, causando risco para a vida da paciente.

O quadro de gravidez ectópica costuma ser muito diferente de apenas uma gestação química, devido aos sintomas associados e ao fato de frequentemente não haver negativação do beta-HCG. Portanto, é importante que se faça o acompanhamento e investigação adequados, para ter certeza do diagnóstico.

Como funciona o exame de gravidez?

Para entender melhor a gravidez química é essencial compreender como os testes de gravidez funcionam. Tanto os de farmácia, como os feitos em laboratório buscam detectar a presença ou ausência do hormônio beta-HCG.

Esse hormônio é produzido pelo corpo da mulher quando o embrião implanta, ou seja, no momento em que uma gestação se inicia.

Os testes de farmácia, geralmente, medem a presença desse hormônio na urina, enquanto os de laboratórios fazem a dosagem do hormônio no sangue. Embora algumas pessoas tenham receio dos testes de farmácia, eles podem ter uma taxa alta de acerto, desde que a mulher considere alguns pontos como: fazer na data correta, verificar o prazo de validade do exame e seguir o passo a passo descrito na bula.

Como dissemos neste conteúdo, é importante que a mulher aguarde um pouco antes de fazer o exame, para ter certeza de que essa variação da menstruação não é algo normal dentro do ciclo (e para não detectar uma gravidez química).

Tanto para os de farmácia, como os exames de laboratório, o recomendado é aguardar em torno de 1 semana a 15 dias de atraso menstrual. Além da gravidez química, outro motivo para esse tempo é que, geralmente,  a concentração do hormônio antes desse período ainda é muito baixa e pode não ser detectada adequadamente pelo exame, criando um falso negativo.

Se você não tem um ciclo muito regular, é interessante fazer o exame baseando-se no seu ciclo mais longo. Vamos supor que o intervalo entre as suas menstruações varie entre 25 a 35 dias. Você deve considerar um atraso caso não menstrue após 35 dias. Se, mesmo assim, você ainda não estiver muito certa sobre esse período, busque ajuda do seu ginecologista.

Para os exames de farmácia, o horário em que a urina é colhida também pode influenciar no resultado, já que muitos testes recomendam que a mulher colha a primeira urina da manhã ou ainda dê preferência àquela feita com um intervalo de 4 horas. Isso porque a concentração do beta HCG será maior.

Nos exames de sangue, o hormônio pode ser detectado entre 7 a 10 dias após a ovulação, ou seja, até 5 dias antes da menstruação. Porém, é sempre importante esperar pelo menos 1 semana para fazer o exame; e se o teste der positivo, agendar uma consulta com o seu ginecologista para realizar um ultrassom.

Depois de ler este conteúdo sobre gravidez química, o termo ficou mais claro para você? Aproveite e compartilhe este post em suas redes sociais ou pelo whatsapp.

Dra. Camilla Vidal

Dra. Camilla Vidal

Médica especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 164.436
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Médica especialista com formação em Reprodução Humana pelo Hospital das Clínicas da FMRP-USP.
CRM-SP 164.436
setembro 4, 2018 | Dra. Camilla Vidal

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