Conheça 6 tipos de tratamentos para engravidar disponíveis no Brasil

Tratamentos para engravidar: A reprodução assistida vem ajudando milhares de pessoas a realizarem o sonho de ter filhos e formar uma família — e embora esta ainda seja uma das principais metas pessoais dos brasileiros, muitos adiam esses planos por questões profissionais, financeiras e de relacionamento, acabando por encontrar dificuldades para engravidar naturalmente.

O processo de reprodução humana assistida é um conjunto de técnicas que visam aproximar artificialmente os gametas feminino e masculino — óvulos e espermatozoides — por meio da manipulação de, pelo menos, um deles e dos meios de fecundação. Dessa maneira, são criadas as condições ideais para propiciar a gravidez.

Seja por doenças que prejudicam a fertilidade, ou mesmo pelo processo natural de envelhecimento, cada vez mais casais buscam ajuda médica. Ao longo dos últimos anos, a medicina desenvolveu diferentes tratamentos, capazes de ajudá-los a conseguir a sonhada gravidez. Conheça um pouco mais sobre eles neste post!

Tratamentos para engravidar: Técnicas de reprodução assistida disponíveis no Brasil

Dos procedimentos mais simples, como o coito programado, aos procedimentos de alta complexidade, que promovem a junção dos gametas em laboratório, são oferecidos no país muitos tratamentos de reprodução humana. Veja a seguir alguns dos mais relevantes!

1. Namoro programado

Método simples em que a mulher passa por um tratamento de estimulação ovariana por meio de medicamentos (hormônios que induzem o crescimento e amadurecimento dos folículos, que contém um óvulo cada).

Após o acompanhamento do desenvolvimento folicular por ultrassonografia, é chegada a hora de induzir a ovulação. A relação sexual deve ocorrer até 36h após a injeção de HCG — hormônio que promove a liberação do óvulo.

2. Inseminação Intrauterina (IIU)

Consiste na colocação de espermatozoides capacitados na cavidade uterina durante o período de ovulação (também estimulada por medicações e monitorada por ultrassonografia), favorecendo a ocorrência da fecundação natural dentro da tuba uterina. Por esta razão, é necessário que pelo menos uma das trompas seja normal.

O procedimento é simples e rápido, o esperma coletado sofre uma capacitação dos espermatozoides — seleção daqueles com formato e mobilidade normais — e uma amostra com quantidade desejável de gametas de qualidade é introduzida através da vagina por meio de um cateter fino de plástico.

Trata-se de um tratamento popular devido à sua efetividade e custo mais baixo, e é indicado como opção inicial quando há alteração leve no espermograma e quando a mulher apresenta dificuldades para engravidar sem causa específica. A estimulação ovariana é comumente realizada, da mesma forma que na relação programada, aumentando as chances de sucesso.

3. Fertilização in vitro (FIV)

Esta é considerada uma técnica mais complexa, uma vez que a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece fora do corpo, ou seja, no laboratório. O tratamento ocorre em diversas etapas, começando pela estimulação ovariana, coleta dos óvulos e do sêmen, fertilização e transferência do embrião, ou embriões, para o útero.

FIV é indicada em muitos casos, tanto de infertilidade feminina como masculina, como laqueadura, vasectomia, obstrução tubária, baixa reserva ovariana, espermograma alterado, idade avançada da mulher, endometriose, ou ainda, quando tratamentos iniciais falharam repetidas vezes.

No que se refere à fertilização, a técnica pode ser classificada de duas formas:

Clássica

Quando a fertilização do óvulo pelo espermatozoide in vitro ocorre de forma natural. Ou seja, são colocados juntos, em um meio de cultura propício, milhares de espermatozoides em torno do óvulo até que um deles penetre aleatoriamente e ocorra a fecundação.

ICSI

Neste caso, a fertilização é feita por meio de uma injeção intracitoplasmática do espermatozoide (ICSI). O espermatozoide mais apto é selecionado e injetado diretamente no óvulo com uma agulha bem fina. Indicada, especialmente, em casos de alteração moderada ou grave do espermograma.

4. Doação de óvulos

Solução indicada quando por alguma razão — idade avançada, menopausa precoce ou outros problemas — a mulher deixa de produzir óvulos ou os tenha em quantidade e qualidade muito reduzida.

Nesse caso, os óvulos de uma doadora anônima são fecundados pelo sêmen do parceiro, através do processo de fertilização in vitro já descrito anteriormente. A mulher recebe apenas um tratamento hormonal para que seu corpo esteja pronto para receber o embrião.

5. Doação Temporária de Útero

Esse é o método utilizado quando a mulher, mesmo produzindo óvulos viáveis, não é pode gestar seu bebê. Isso pode ocorrer por ausência ou má formação uterina, ou mesmo pela presença de doença grave que contraindique a gestação, oferecendo risco de morte à gestante.

Dessa maneira o casal poderá gerar filhos com seu patrimônio genético. A fecundação é realizada in vitro, com a união dos óvulos e espermatozoides da mãe e do pai, no entanto, o embrião é transferido para o útero de outra mulher.

Assim como ocorre na doação de óvulos, a mulher que recebe o embrião precisa tomar medicação hormonal que promova o espessamento do endométrio, preparando o útero para que ocorra a implantação.

6. Doação de Espermatozoides

Quando há azoospermia — ausência de espermatozoides — o casal pode recorrer a um Banco de Sêmen. Uma amostra de esperma será utilizada para fecundação, que pode ser realizada por meio de fertilização in vitro ou por inseminação artificial, dependendo da fertilidade da mulher.

Casais homoafetivos femininos e mulheres que não possuem parceiros (produção independente) também recorrem a banco de sêmen para obter espermatozoides para seu tratamento.

Como vimos, são muitas as opções à disposição da medicina reprodutiva. De acordo com o diagnóstico e histórico de cada um, é possível escolher a melhor opção que poderá ser aplicada isoladamente ou em associação com outros tratamentos para aumentar as chances efetivas de se conseguir a gravidez.

Dessa maneira, é importante que o casal que busca auxílio na reprodução assistida receba atendimento em centros de atendimento personalizado, desde o momento do diagnóstico à escolha e acompanhamento do tratamento adequado.

Leia também: Novas regras sobre reprodução assistida são destaque de edição

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