Como o Assisted Hatching facilita a implantação do embrião?

A maioria das mulheres tem o sonho de ter filhos e constituir uma família. Mas, nem sempre é possível engravidar de maneira natural, e isso pode acontecer por diversos fatores. Pode existir então a necessidade de recorrer a um tratamento de fertilidade. E, por falar nisso, você já ouviu falar na técnica do Assisted Hatching?

É isso que vamos mostrar para você neste artigo! Também vamos explicar como esse método facilita a implantação implantação do embrião, como ele é feito, para quem é indicado, quais são os riscos, entre outras informações relevantes. Quer saber mais? Continue lendo e confira!

O que é o Assisted Hatching?

A zona pelúcida é uma membrana que contorna o óvulo e posteriormente o embrião. Enquanto ocorrem as primeiras divisões celulares, essa membrana se mantém intacta. Porém, quando o desenvolvimento embrionário começa acontecer, o embrião exerce uma pressão interna pelo seu crescimento, forçando o rompimento da zona pelúcida e possibilitando o início da sua implantação na parede do útero.

Muitos embriões, no entanto, não conseguem romper a zona pelúcida sozinhos naturalmente, e por isso acabam não se fixando na parede do útero, ocasionando uma falha de implantação.

É nesse momento que entra o Assisted Hatching.

O Assisted Hatching é uma técnica laboratorial em Reprodução Assistida,  que aumenta as chances de implantação de um embrião no útero pela “ajuda” no rompimento da zona pelúcida.

Como ele é feito?

O momento da realização do Assisted Hatching é pouco antes da transferência embrionária, após o desenvolvimento dos embriões in vitro.

Para possibilitar o desgaste da zona pelúcida podem ser utilizadas três técnicas:

  • Método a Laser: utiliza  disparos de um laser  e é o método mais utilizado nos dias de hoje, pois possibilita um resultado mais preciso;
  • Método mecânico: com o uso dos instrumentos apropriados, o embriologista faz uma pequena perfuração na zona pelúcida;
  • Método químico: é utilizado um ácido com o objetivo de afinar a camada, porém é o método menos usual.

Em que casos é indicado?

Normalmente, o Assisted Hatching é indicado para mulheres que já fizeram a fertilização in vitro, mas não obtiveram sucesso no procedimento.

Além disso, essa técnica também é indicada nos seguintes casos:

  • Embriões que apresentem zona pelúcida anormal (principalmente espessa e/ou irregular), a partir da avaliação do embriologista;
  • Embriões descongelados;
  • Idade materna avançada (acima de 38 anos);
  • Casais com histórico de falha de implantação, entre outros.

Quais os riscos envolvidos?

Com essa técnica, a probabilidade do nascimento de gêmeos monozigóticos aumenta. Isso porque essa abertura “forçada” pode deixar escapar uma parte das células do embrião, dando origem a um outro embrião idêntico.

Também existe a possibilidade de danificar os embriões e diminuir sua qualidade. Por isso, é de suma importância que o embriologista seja devidamente treinado para realizar esse procedimento.

Faz diferença no resultado do tratamento?

Diversas pesquisas mostram que as taxas de gravidez para procedimentos de Fertilização in vitro com a realização do Assisted Hatching são maiores do que para fertilizações sem a realização do procedimento, sendo substancionalmente maior quando realizada pelo método a laser.

Onde encontrar o Assisted Hatching?

O Assisted Hatching é uma técnica que exige muita preparação e conhecimento do profissional que vai realizá-la.

Procure conhecer a clínica que você optou para realizar o tratamento e verifique a qualidade e competência do profissional. É de suma importância que o ambiente seja de sua total confiança.

Entendeu como o Assisted Hatching facilita a implantação do embrião? Quer conhecer uma clínica de confiança para realizar o procedimento? Então, entre em contato com o CEFERP e tire todas as suas dúvidas!

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