Entenda como funciona a gravidez com doação de embrião

Entenda como funciona a gravidez com doação de embrião

Entenda como funciona a gravidez com doação de embrião

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A gravidez com doação de embrião é uma excelente alternativa para casais que sonham com a maternidade, mas que enfrentam problemas de fertilidade. O método é reconhecido pelo Ministério da Saúde e aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, desde que algumas exigências sejam devidamente cumpridas.

Assim, diversos casais optam pela adoção de embriões para realizar o sonho da gestação, por motivos desde a preferência por tal método à necessidade de utilizar gametas (óvulos e/ou espermatozoides) doados. Esses casais, normalmente, buscam embriões cujos pais biológicos tenham características físicas semelhantes a eles. Para você entender tudo sobre o assunto, elaboramos este post com o intuito de desmitificar o tema. Confira!

Quais embriões são elegíveis para doação?

Muitos casais que fazem fertilização in vitro acabam deixando nas clínicas de reprodução humana embriões congelados para outras tentativas de tratamento ou uma possível segunda ou terceira gestação. No entanto, há diversos casos em que o casal acaba engravidando na primeira tentativa e/ou desistem de ter mais filhos e acabam assinando um termo de doação.

A legislação brasileira determina que os embriões sejam mantidos na clínica por um período de no mínimo 3 anos, para caso haja arrependimento ou mudança de planos do casal. Não existe tempo máximo para este armazenamento, podendo ser mantidos por tempo indeterminado.

Durante esse período eles ficam armazenados em botijões de nitrogênio líquido a temperaturas inferiores a -150ºC. Passados os 3 anos, os casais podem optar pelo descarte dos embriões, doação para pesquisa ou pela doação para outros casais que enfrentam a infertilidade.

Como é o tratamento com embriões doados?

Quando o casal decide que fará a adoção de um ou mais embriões, algumas etapas do tratamento não se fazem necessárias, como o controle da ovulação, coleta de óvulos e coleta espermática, uma vez que os embriões já estão formados (confira todas as etapas necessárias para a formação do embrião no nosso infográfico: Passo a Passo da FIV).

Os embriões são formados no laboratório por meio da fertilização in vitro, depois são congelados utilizando a técnica de vitrificação, que busca garantir melhor taxa de sobrevivência dos embriões quando descongelados. Quando armazenados em nitrogênio líquido, os embriões não tem prazo para serem utilizados.

Nos casos de adoção de embriões, a primeira etapa do tratamento após a identificação de embriões compatíveis para adoção, é o preparo endometrial para a transferência embrionária, confira no vídeo abaixo.

Quando o endométrio está apto a receber os embriões, esses são transferidos para a cavidade uterina por meio de um cateter orientado por ultrassom.

A quantidade máxima de embriões a ser transferida depende da idade da mulher que forneceu os óvulos, no momento da coleta dos óvulos, conforme imagem abaixo:

https://ceferp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/transferencia-vs-idade-materna.png

Depois da transferência é necessário aguardar 14 dias para que seja realizado o exame BetaHCG para verificar a gestação. Em caso positivo, depois de mais 14 dias é feito o primeiro ultrassom, a fim de confirmar a gravidez dentro do útero, a chamada gestação clínica.

Quem pode fazer esse tipo de tratamento?

Qualquer casal poderia se beneficiar do tratamento utilizando embriões doados, o que ocorre é que os casais preferem tentar gerar filhos com seu patrimônio genético, recorrendo à opção de adoção de embriões apenas em casos extremos.

Normalmente, casais em que apenas um ou nenhum deles pode contribuir com seu material genético (o homem com seus espermatozoides, a mulher com seus óvulos) mas gostariam de passar pela experiência da gestação, podem fazer esse tipo de tratamento.

Isso pode ocorrer em algumas situações, como:

Homens:

– Azoospermia não obstrutiva (onde não há produção de espermatozoides);

Mulheres:

– Baixa reserva ovariana;

-Menopausa;

– Ausência dos ovários.

Mulheres que desejam a produção independente também poderiam se beneficiar deste tipo de tratamento.

O que diz o Conselho Federal de Medicina sobre a doação de embriões

A doação de embriões, no Brasil, é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina, desde que não tenha caráter lucrativo ou comercial.

É necessário manter o sigilo sobre a identidade dos doadores assim como dos receptores. De acordo com o CFM, a escolha dos doadores é de responsabilidade do médico, que fará o encontro de embriões com as características mais semelhantes possíveis com o casal receptor.

Por isso, a escolha de uma clínica de reprodução humana de credibilidade é fundamental em todo o procedimento de uma gravidez com doação de embrião.

Veja a evolução da doação de embriões no Brasil

Relatório do Sistema de Produção de Embriões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, vinculada ao Ministério da Saúde, mostra que o congelamento de embriões e consequentes doações estão em um processo de crescimento no Brasil.

Somente em 2017, foram 78.216 embriões congelados no país, um aumento de 17% em comparação ao ano anterior. Segundo o estudo, a região que mais congelou foi a Sudeste, com 65%, seguida pelo Sul e Nordeste.

Com o crescente número de ciclos de tratamento de reprodução assistida, e o aumento no número de embriões formados, vem crescendo também a realização e a divulgação da possibilidade de doação de embriões para auxiliar outros casais.

Você já conhecia a adoção de embrião? Trata-se de um procedimento regulamentado, que modifica vidas e traz uma nova razão de viver para muita gente que já estava praticamente desistindo do sonho da maternidade.

A gravidez com doação de embrião é uma tendência que veio para ficar, com a certeza de que os futuros habitantes do planeta terão um lar digno e com muito amor.

Ao ler este post, você percebeu que a idade é um fator que faz total diferença no sucesso de uma gravidez. Mas, por qual motivo? Saiba agora lendo o artigo que fala especificamente sobre o tema!

mm

Dra. Camilla Vidal

Médica ginecologista com especialização em Reprodução Humana na HCFMRP – USP. CRM-SP 164.436
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Comentários (4)

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    Natália Rodrigues do Nascimento dos santos

    |

    Olá boa tarde gostaria de saber mais detalhes quais procedimentos custos

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    • mm

      CEFERP

      |

      Oi Natália,
      Obrigado pelo seu comentário, neste caso o melhor a fazer é passar por uma consulta com um dos nossos especialistas, que vai te explicar exatamente como funciona neste caso.
      Seguem nossos contatos:
      (16) 99302-5532 (WhatsApp)
      (16) 3512-7954
      (16) 3877-7784
      [email protected]

      Atenciosamente,

      Equipe CEFERP – Centro de Fertilidade de Ribeirão Preto

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    Natália Rodrigues do Nascimento dos santos

    |

    Olá boa tarde gostaria de saber mais detalhes

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    • mm

      CEFERP

      |

      Oi Natália,
      Respondemos no outro comentário.
      Obrigado,
      Equipe CEFERP

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