EM RESUMO
- Menstruação regular não garante fertilidade.
- A infertilidade também pode ter causa masculina.
- “Só relaxar” não resolve uma condição de infertilidade.
- Quem já teve filhos pode ter infertilidade secundária.
- A fertilidade feminina diminui com a idade, especialmente após os 35 anos.
- Nem todo tratamento exige Fertilização in Vitro (FIV).
- Informação e avaliação especializada ajudam a definir o melhor caminho.
Tempo de leitura: aproximadamente 5 minutos.
- Mitos sobre fertilidade
- Mito 1: “Se a mulher menstrua, ela pode engravidar normalmente”
- Mito 2: “O problema de fertilidade é sempre da mulher”
- Mito 3: “É só relaxar que a gravidez acontece”
- Mito 4: “Quem já teve filhos não pode ter infertilidade”
- Mito 5: “Fertilidade só começa a ser um problema depois dos 40 anos”
- Mito 6: “Todo tratamento de fertilidade significa fazer Fertilização in vitro”
- Informação de qualidade também faz parte do cuidado
Mitos sobre fertilidade
Apesar dos avanços da medicina reprodutiva, muitos mitos ainda fazem parte do imaginário popular e podem atrasar o diagnóstico de infertilidade, aumentar a ansiedade e dificultar a busca por ajuda especializada.
Confira seis mitos sobre fertilidade que já passaram da hora de ficar no passado.
Mito 1: “Se a mulher menstrua, ela pode engravidar normalmente”
Nem sempre.
Ter ciclos menstruais regulares geralmente significa que a mulher está ovulando, mas isso não garante que todos os fatores necessários para uma gestação estejam preservados.
Alterações nas tubas uterinas, no útero, a endometriose, a diminuição da reserva ovariana e até fatores relacionados ao sêmen podem dificultar a gravidez, mesmo quando a menstruação ocorre regularmente.
Se a gestação não acontece após 12 meses de tentativas (ou após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais), é importante procurar avaliação especializada. Em algumas situações, como ciclos muito irregulares, endometriose, cirurgias ginecológicas prévias ou suspeita de fator masculino, essa investigação pode ser indicada ainda mais cedo.
Mito 2: “O problema de fertilidade é sempre da mulher”
Esse é um dos mitos mais comuns — e também um dos mais injustos.
A infertilidade pode estar relacionada à mulher, ao homem, aos dois ao mesmo tempo ou, em alguns casos, permanecer sem uma causa identificada mesmo após investigação completa.
Por isso, a avaliação da fertilidade deve envolver simultaneamente todas as pessoas que participam do projeto reprodutivo.
O espermograma, por exemplo, é um exame simples e fundamental na investigação inicial, já que fatores masculinos participam de uma parcela significativa dos casos de infertilidade.
Mito 3: “É só relaxar que a gravidez acontece”
Embora geralmente dita com boa intenção, essa frase pode causar ainda mais sofrimento para quem está tentando engravidar.
O estresse pode influenciar o bem-estar, o desejo sexual e, em algumas situações, até a regularidade menstrual. No entanto, não existem evidências de que simplesmente “relaxar” resolva uma condição de infertilidade.
Infertilidade é uma condição médica que merece investigação e tratamento adequados. Além disso, o próprio processo de tentar engravidar pode gerar ansiedade e sofrimento emocional, tornando ainda mais importante oferecer acolhimento em vez de julgamentos.
Mito 4: “Quem já teve filhos não pode ter infertilidade”
Falso.
A chamada infertilidade secundária acontece quando uma pessoa ou um casal apresenta dificuldade para conseguir uma nova gestação após já ter ocorrido uma gravidez anteriormente.
Diversos fatores podem explicar essa mudança ao longo da vida, entre eles:
- alterações da ovulação;
- endometriose;
- alterações nas tubas uterinas;
- miomas ou outras alterações uterinas;
- infecções ou cirurgias pélvicas;
- envelhecimento reprodutivo;
- mudanças na qualidade do sêmen.
Ter engravidado uma vez não significa que a fertilidade permanecerá igual ao longo dos anos.
Mito 5: “Fertilidade só começa a ser um problema depois dos 40 anos”
Na realidade, a fertilidade feminina diminui gradualmente com a idade.
Essa redução costuma se tornar mais perceptível ao longo da década dos 30 anos e acelera principalmente após os 35 anos, sendo ainda mais importante depois dos 40.
Isso não significa que toda mulher acima dessa idade terá dificuldade para engravidar, mas as chances naturais de gestação diminuem progressivamente com o passar do tempo.
Por isso, conversar sobre planejamento reprodutivo é uma forma de cuidar do futuro. Entre as opções disponíveis está o congelamento de óvulos, que pode preservar o potencial reprodutivo para uma gestação futura. Entretanto, é importante lembrar que essa estratégia aumenta as possibilidades de gravidez no futuro, mas não representa uma garantia de sucesso.
Mito 6: “Todo tratamento de fertilidade significa fazer Fertilização in vitro”
Não.
A Fertilização in vitro (FIV) é apenas uma das opções existentes dentro da medicina reprodutiva.
O tratamento depende da causa da infertilidade e pode variar desde orientações sobre o período fértil e tratamento de alterações hormonais específicas até indução da ovulação, inseminação intrauterina ou técnicas mais complexas, como a FIV.
Cada caso é avaliado de forma individualizada, buscando sempre a alternativa mais adequada, segura e eficaz para cada paciente.
Informação de qualidade também faz parte do cuidado
A infertilidade pode afetar pessoas em diferentes momentos da vida e em diferentes configurações familiares, incluindo casais heterossexuais, casais homoafetivos, pessoas trans e pessoas que desejam construir um projeto parental solo.
Buscar informação baseada em evidências é o primeiro passo para tomar decisões mais conscientes e reduzir o impacto dos mitos que ainda cercam a fertilidade.
Se você tem dúvidas sobre sua fertilidade, está tentando engravidar ou deseja planejar o melhor momento para ter filhos, procure orientação especializada.
No CEFERP, unimos ciência, tecnologia e atendimento humanizado para oferecer um cuidado individualizado em cada etapa da sua jornada reprodutiva.
Perguntas Frequentes
Menstruar regularmente significa que posso engravidar normalmente?
Não necessariamente. Ter ciclos menstruais regulares geralmente indica que existe ovulação, mas outros fatores também interferem na fertilidade, como a saúde das tubas uterinas, do útero, a reserva ovariana, a presença de endometriose e a qualidade do sêmen.
Depois de quanto tempo tentando engravidar devo procurar um especialista em fertilidade?
De modo geral, recomenda-se procurar avaliação após 12 meses de tentativas sem sucesso. Para mulheres com 35 anos ou mais, a investigação pode ser indicada após 6 meses. Algumas condições, como endometriose, ciclos muito irregulares, cirurgias ginecológicas anteriores ou suspeita de fator masculino, podem justificar uma avaliação ainda mais precoce.
A infertilidade é mais comum na mulher ou no homem?
A infertilidade pode estar relacionada a fatores femininos, masculinos, aos dois simultaneamente ou, em alguns casos, permanecer sem causa identificada. Por isso, a investigação da fertilidade deve considerar o casal ou todas as pessoas envolvidas no projeto reprodutivo.
Quem já engravidou pode ter infertilidade depois?
Sim. Essa condição é chamada de infertilidade secundária e acontece quando existe dificuldade para alcançar uma nova gestação após uma gravidez anterior. Idade, alterações da ovulação, endometriose, miomas, alterações tubárias e mudanças na qualidade do sêmen estão entre as possíveis causas.
A fertilidade feminina só diminui depois dos 40 anos?
Não. A fertilidade feminina diminui progressivamente com a idade. Essa redução se torna mais perceptível durante os 30 anos e tende a acelerar após os 35.
Todo tratamento para engravidar precisa de Fertilização in vitro?
Não. A Fertilização in vitro (FIV) é apenas uma das possibilidades. Dependendo da avaliação médica, podem ser consideradas desde orientações sobre período fértil e indução da ovulação até inseminação intrauterina ou FIV.
Quando a Fertilização in vitro é indicada?
A indicação depende da causa da dificuldade para engravidar e das características de cada paciente ou casal. Idade, reserva ovariana, condições das tubas, características do sêmen e histórico reprodutivo são alguns dos aspectos que podem ser considerados durante a avaliação.


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