Ep. 95 Redes sociais e o universo das tentantes | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Nesse mês tão simbólico, o Papo de Tentante abre espaço para duas mamães: Nathália Bastos, idealizadora do N Tentativas, em participação remota, e Jackeline Costa, do marketing do CEFERP. Como as redes sociais agem na vida das tentantes? Qual o lado bom e o ruim?Venha ver nesse episódio como cada história importa. E como cada mãe, em potencial ou em realidade, pode ser força para a história de outra mulher!#podcast #diadasmães #gravidez #maternidade #tentantes

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje a gente vai falar sobre um assunto muito importante e se você está acompanhando a gente por aqui, você faz parte desse universo, porque a gente vai falar um pouquinho sobre a importância das redes sociais, a participação, né?

Das tentantes nas redes sociais, os pontos positivos, os pontos negativos. Então vamos conversar um pouquinho sobre esse assunto e para isso, nada mais, nada menos do que eu tenho aqui. Como algumas convidadas, tem a Jaqueline, muito obrigada, Jaque, pela sua. Presença e a presença da Natália Bastos, ela que é idealizadora do n tentativas Natália, muito, muito obrigada por tirar um tempinho para conversar com a gente, viu? E eu que agradeço o convite por esse bate-papo que vai ser.

Necessário e especial, muito obrigada. Obrigada, você quer se apresentar um pouquinho para quem não te conhece, Jaque? É bom. Eu sou a Jaqueline, né? Eu faço parte do marketing do CEFERP eu tô muito feliz também por estar aqui, porque as redes sociais, elas estão no meu dia a dia, né?

E eu, assim como uma extentante, acho que eu um pouquinho sobre o tema também. Aí você já deu um spoiler, né? Que agora você é uma extentante, é, e acho que a gente podia começar, Ana. Olha, se você puder apresentar um pouquinho da sua história, da história do n tentativas para todo mundo conhecer um pouquinho mais também. Então tá o Combinado.

Eu, meu nome é Natália Bastos. Eu sou idealizadora do Instagram n tentativas e do projeto n tentativas. Eu lido com a infertilidade há mais de 10 anos. Ativamente. O que eu falo?

Eu passei por essa jornada toda das tentativas. Foram 7 anos de tentativa, 6 filhos, 9 transferências. Até ter os meus 3 filhos é nos meus braços, até realizar o meu meu maior sonho, que sempre foi, é ser mãe. Então OON tentativas. Veio como forma de acolhimento.

E mostrando histórias e informações que de qualidade e compartilhando um pouco. Porque quando a gente compartilha, a gente também se cura, né? Quando a gente fala sobre o assunto pra tantas pessoas que estão se sentindo ali, sozinhas e desamparadas, é, eu acho que todo mundo se ajuda. Com certeza, até porque assim acaba que a infertilidade ainda é muito silenciosa, né? As pessoas não, não falam muito sobre isso, elas sofrem muito sozinhas, né?

Ainda tem muito tabu com relação a isso, né? É. Então eu vejo que às vezes, encontrar esses perfis, encontrar grupos, né, onde você perceba que tem mais pessoas passando pela mesma situação, é uma forma de você se acolher, de você saber que você não está sozinha, né? Porque é muito cultural para para nós ainda essa questão de que, Ah, se eu quiser. Engravidar eu paro o anticoncepcional e eu engravido e todo mundo escuta, sempre tem alguém que conhece, né?

AI a pessoa tomou um antibiótico, cortou o efeito e engravidou, AI a pessoa aconteceu de sair um dia, esqueceu o anticoncepcional e engravidou, e aí a gente pensa, não, não é possível que só comigo que não tá dando certo, né? Então acaba sendo muito, muito solitário mesmo, né? Você como ex tentante se identifica, Jaque. Eu me identifico assim, a minha jornada. Ela, na verdade, foi bem mais tranquila nesse sentido.

É, eu consegui engravidar. Espontaneamente, e é é aquilo que que você falou, doutora Camilla, é, a gente parece que tá sempre construindo AA mulher para a gente evitar a gravidez. Na verdade, né? Quando a gente começa lá No No no período reprodutivo, quando a mulher menstrua, a preocupação é, olha, tem que começar a tomar anticoncepcional. Cuidado aqui com os cuidados para você não engravidar, é de dst, enfim, mas não fala sobre é, e se eu quiser engravidar?

Frente eu quiser engravidar e hoje, cada vez mais como mulher, está no mercado de trabalho. A gente está adiando esse sonho. Assim é a minha mãe mesmo. Ela engravidou com 23 anos, a minha avó engravidou com 17. Então assim é, hoje eu estou grávida, com 32, então assim é, e muitas mais mulheres, às vezes tem um sonho, começa a despertar isso com 40 anos, que ela se toca de que não agora eu quero ter um filho e a gente não tem não, sabe?

É hoje, graças a Deus, as redes sociais também, a gente tem essa possibilidade de ter mais informação, mas ficava muito isso realmente que Ah, eu vou então tomar a pílula. Quando eu parar a pílula, eu vou engravidar e às vezes não é assim. E você criou Natália ON tentativas quando você ainda tava tentando ou depois? Eu criei depois, durante as tentativas, eu passei. É pelo que eu escuto de todas as mulheres.

São os momentos, né, que a gente fala sobre assunto em momentos que a gente não quer falar sobre o assunto. EON tentativa surgiu depois que eu tive a Valência. É o nome da minha primeira filha, que vai fazer 9 anos de idade. Que foi, é como forma assim muita gente começou a me procurar. Nati fala, fala para minha amiga, olha, eu não passei por isso, eu não sei o que falar, mas fala, você dá uma Esperança aqui para ela, conta um pouco dessa história, o que que você fez?

Deu certo, fala para ela. E eu sempre gostei muito de de ler e de escrever e falei, AI, quer saber, eu vou montar na internet, nas redes sociais, é o Instagram que que que eu compartilho a minha história. E que eu traga outras histórias com essa, com essa tentativa de de ajudar quem tá passando pelo que eu passei, mas foi pós, é a minha primeira filha. É, até porque você tava comentando, é? Ela tá com 9 anos, como passa rápido, né?

O tempo passa muito rápido e é muito legal assim de ver, porque eu, eu, eu penso assim bastante, sabe quando eu tava passando pelas tentativas? Eu muitas vezes, durante todos esses anos, eu pensava assim, quando vai ter um fim nisso, né? Quando que vai terminar? Será que um dia vai terminar? Será que um dia eu vou realizar esse sonho?

É que que eu tô errando, que que eu tô fazendo? É todos os medos e as angústias do processo. E hoje, quando eu olho Pra Ela ou pros meus outros 2 filhos que eu tenho depois gêmeos de tratamento também, é que tem 6 anos de idade. É, eu vejo assim. Nossa, eu ainda não acredito, é?

Eu ainda não acredito que eles é, eles estão comigo. Eu ainda não acredito que é. Às vezes eu não acredito também. Como que eu pude duvidar que talvez não era para mim não fosse para mim ser mãe, como tantas mulheres? E eu escutei bastante isso.

É que talvez fosse melhor parar, que eu estava ficando doida, que eu já tinha feito muitos procedimentos, muitas cirurgias, até quando eu iria fazer isso? E quando eu olho para eles, eu tenho 2 certezas. Uma. A primeira é que eram para ser eles. E eu entendo porque não deu certo todas as outras vezes que era necessário eu passar, eu e meu marido passarmos por todas essas esses esses veem obstáculos, né?

E a outra certeza que eu tenho é que cada um tem a sua própria jornada. As redes sociais que a gente tá falando desse assunto é, é muito interessante porque você Na Na minha época, não existia, né? Na minha época, eu realmente eu não conhecia ninguém que tivesse passado pelo pelo que eu tava passando. Tem um lado maravilhoso que é você escutar outras histórias, ou seja, se reabastecer, né? Você se abastecer, na verdade de histórias de.

De trajetórias, mas pelo lado ruim, que tem muita informação, ruim é informação que não são, não são verídicas, né? E tem as comparações também. Então, assim, o que eu tento mostrar sempre é que cada história é única, né? Cada jornada é única, cada mulher, cada casal vai enfrentar. É o seu próprio processo para tentar não se comparar, para buscar só as coisas boas, né?

Mas não a comparação, porque. A gente já se culpa tanto, né? Já se compara tanto, então tomar esse cuidado. É, e esse ponto é, eu, eu vejo que realmente é o mais de alerta, assim, é o maior ponto negativo, de certa forma, né, é da das redes sociais, né, porque acaba que muitas vezes a gente vê realidades, não só da da parte de fertilidade, mas a gente vê um recorte da realidade dos outros, né? E aí a gente tá lá trabalhando, enquanto você entra no store, a pessoa tá na praia, você fala, puxa, só eu tô trabalhando porque a pessoa tá na praia, a outra foi pra.

Disney e tudo. Então a gente só vê o recorte feliz da vida de todo mundo, né? E se a gente não filtra esse conteúdo relacionado aos tentantes, se a gente for olhar também só as histórias de sucesso, lógico, elas elas ajudam a gente a saber se as outras pessoas conseguiram, eu também posso conseguir. Mas se a gente só olha a Vitória do outro e não olha o quanto aquela pessoa passou para construir aquilo ali, reforça aquela sensação de que tá vendo, todo mundo consegue, menos eu, né? E às vezes quem ouve, né?

Por exemplo, você mesmo, a Natália falando. De tudo isso agora não tem nem noção da trajetória, né? Do que você falou, olha, 6 tratamentos, 9 transferências, né? Hoje a gente vê ali falando no Instagram com 3 filhos, fala, nossa, tá vendo? Para Ela Foi fácil.

Né? Dessa falsa. Foi até um texto que eu fiz já faz muito tempo. É falando sobre isso. Assim era falando.

Quem vê, quem vê, a minha família, quem me vê. Jamais vem imaginar tudo que eu passei. E é um pouco isso na vida, né? A gente a rede sociais mostra que é um recorte e a gente é só vê mesmo uma parte de de toda uma jornada. E um outro ponto, assim que você tocou bastante, eu até também queria saber sua opinião como consumidora dos conteúdos.

Jaque é sobre essa questão de informações inverídicas, né? Porque hoje todo mundo tem muita voz para falar muita coisa. E a gente sabe que em vários assuntos tem muitas polêmicas, mas na. Produção humana tem muito que é desconhecido ainda, né? Então assim, dos tratamentos, tem muitos fatores ali de chances de sucesso, muitos exames que às vezes a gente não consegue ter o benefício comprovado, né?

Então é, a gente tem que tomar cuidado, porque às vezes as pessoas divulgam como verdades absolutas, né? Então assim, olha, você tem que fazer esse exame, que é ele que vai realmente mudar. E assim, se fosse tão simples, podem ter certeza que todo mundo estaria fazendo e as nossas taxas hoje seriam muito maiores, né? Então. A gente tem que tomar cuidado com relação a as Fontes, né?

Que a gente busca é você. Enquanto tava pensando em engravidar, nas tentativas, você procurava muito conteúdo, você acompanhava muita coisa, você tinha esse filtro. Então, na verdade, o meu é. Tudo veio por conta do CEFERP. O CEFERPfoi muito importante para mim nessa questão, porque eu tinha interesse em engravidar.

Queria, mas ainda tinha. Um dia eu tava. Ainda planejando como é iria ser AA minha vida, quando que eu teria filho. Eu tive essa possibilidade e trabalhando com o CEFERPeu percebi, como assim eu já sou é? Eu vinha de uma história acadêmica, então eu já tenho essa essa coisa de procurar Fontes verídicas, mas com o CEFERPa gente toma isso muito cuidado para realmente não passar falsas esperanças.

EE falsas informações para o para as pessoas que estão é vendo que estão acompanhando as redes sociais. Então isso a gente toda hora conversa com os médicos. Tem a aprovação de vocês de que realmente é um tratamento que dá certo, que não dá certo, tenta desmistificar as coisas. E a gente sabe que isso recai muito sobre a mulher, né? A mulher, ela sempre carrega uma culpa da infertilidade por não por não conseguir engravidar às vezes.

E assim é quando o CEFERPele começou a me abrir os olhos em relação à preservação de fertilidade, a análise de reserva ovariana, que não são coisas faladas hoje. Então assim, é isso que AA Natália trouxe, de que cada história única é muito importante. A gente tenta passar isso também para a gente não ficar se comparando, porque eu mesma hoje grávida é, não sinto nem a neném chutar, se mexer, ainda não sinto ela chutar. Então assim, tem outras mulheres que às vezes com menos tempo de gestação já sente, aí eu já fico assim, meu Deus do céu, o que que está acontecendo, será que tem algum problema? E imagina então quando você está no processo de fazer uma fertilização, você fica se comparando a outra, Ah, pra que ela deu certo pra mim, porque não está dando, será que o problema sou eu?

O que que está acontecendo? Será que não é pra eu ter filho que é é, é Oo que muitas mulheres sentem e não é isso, gente, é a persistência, a perseverança, né? É, deu certo aqui, mas eu gostaria de ter um segundo filho. Será que vai ser tão fácil entre aspas, como foi o primeiro, então? Não, com certeza.

E você tocou num ponto também que eu até tinha elencado aqui para a gente falar. A gente até falou um pouquinho sobre essa questão da mulher, mas ainda é majoritariamente feminino, né? Então, assim, a maioria das pessoas que falam sobre fertilidade nas redes sociais são mulheres, né? Que são tentantes ou extentantes. Quem acompanha?

De quem a gente vê que tá ali nos comentários mandando, a maioria é mulher, porque pra nós mulheres, eu vejo que a gente ainda carrega muito AA questão da da culpa e fora o fato de que a maioria dos tratamentos, a maior parte é a mulher que vai fazer, né? A mulher que vai usar hormônio, é a mulher que vai fazer ultrassom, é a mulher que vai ter efeito colateral, ela que faz a transferência, então acaba que Oo grau de envolvimento das mulheres é maior, você percebe é no n tentativas também. Natália, essa essa questão eu imagino, né, que seja. Muito mais mulheres, mais mulheres. Tanto mais assim, acho que o meu público é 95% mulheres tem, tem.

Eu tenho notado que mais homens tem procurado é pra falar, mas majoritariamente é feminino. E uma coisa que eu acho que é importante assim, ser falado como pra mulher é difícil, não só porque o fator feminino que é mais que é 5050, né? Com fator masculino e a mulher que encabeça, normalmente é, é. E lidera os tratamentos, né? Mesmo ela ela, o fator não sendo feminino é a mulher carrega isso.

EEE. Tem a questão também que ela é difícil para o homem quando é fator masculino e lhe dá, né? Então fica pensando muito como, como? Como fazer também para lidar com esse homem que também está sofrendo, né? Como fazer?

Mas eu tenho notado cada vez mais assim. Tem crescido no AO número de homens que me procuram para saber que que que como até como pode lidar melhor com as questões com a esposa que que ele pode fazer, se tem alguma dica. Eu tenho notado assim que tem aumentado, mas ainda são as mulheres que que que procuram. É e é ouvir de quem já passou, eu vejo que é diferente, porque assim você tinha comentado, né? É de que as pessoas te procuravam pra falar, olha, eu não passei por isso, mas você passou, conversa com amigo, tudo é e é interessante como as situações que a gente passa na vida transformam a nossa visualização e realmente a gente se comporta de um jeito diferente.

Acho que a gente consegue se colocar num lugar de de empatia, né, muito maior, a gente consegue ter um pouco da dimensão do que a pessoa passou, né? É, eu já dei esse exemplo. Outros episódios mas vou falar aqui de novo resumidamente, né? É, eu tava já terminando a residência de ginecologia, já sabia que eu IA fazer reprodução depois, e eu tive um cisto no ovário, um cisto benigno, mas era um cisto grande que IA me levar a uma cirurgia com o risco de talvez perder aquele ovário, né? É, e aí quando eu recebi aquele diagnóstico que me veio, toda essa questão de meu Deus, metade da minha reserva overiana pode ir embora, porque eu vou perder meu ovário e tudo mais.

Eu fiquei lembrando de quantas vezes eu já tinha visto esse cisto benigno em outras mulheres e falado, olha, fica tranquilo, ele é benigno, é só fazer a cirurgia e tá tudo bem. E aí na hora que eu me vi naquela situação, eu falei, não, mas não é só isso. Eu não queria fazer essa cirurgia. Eu não queria perder meu ovário, eu quero. Então, assim, isso me transformou muito como como profissional.

Depois, mal sabia eu que IA ter outro cisto, que no fim IA custar meu ovário mesmo. Então assim é. Essas vivências que a gente tem mudam mesmo a nossa, a nossa forma de enxergar e de se comunicar. Uma vez eu tava resolvendo um assunto da minha vida pessoal, coisa de apartamento, nem lembro bem o que que era, mas eu tava conversando com uma pessoa e eu sabia assim, uma pessoa distante, mas eu sabia que ela tinha um familiar que tava tentando engravidar e não tava conseguindo. Mas só nunca tínhamos conversado sobre isso.

E aí a gente tava falando sobre a resolução ali da da questão. Do do apartamento, né? EE, aí ela falou alguma coisa assim não, porque aí quando você tiver filhos, mas se você quiser, também tiver ter filhos, né, se isso for um planejamento para você. E aí na hora que ela falou aquilo, eu falei, gente, tá vendo como é diferente quando a pessoa vive ou conhece alguém que vive, ela sabe que que não é bem assim, né? Então é, eu vejo que apesar de terem muitos perfis, tem muitas pessoas que falam, mas é é muito importante a presença de perfis como o seu, que realmente.

Mostram o lado de quem viveu aquilo, né? É a mesma coisa pra hoje. Tem bastante pessoas, né, falando sobre tratamento com gametas doados, né? Então tem perfis falando muito sobre ovorecepção, é, tem alguns homens falando também sobre, né, casais exatamente, casais homoafetivos, é, então é é importante essa, essa representatividade, né? É quando a gente tem informação de qualidade de pessoas que passaram por aquilo.

É aquilo que que tava que a gente tava falando. É, eu posso não ter passado, mas eu escutando uma história de quem passou, eu me envolvo com aquilo e eu começo a entender. E eu acho que isso é uma das coisas que tá deixando os homens, é? Participarem mais que nem a Natália falou de que eles estão procurando mais saber sobre as tentativas, sobre esse tentante, porque isso é é uma coisa boa. Das redes sociais a gente está falando mais, então a gente está sendo mais ouvido e às vezes vê uma história de uma pessoa que eu nunca vi na vida.

Não conheço, nunca vou conhecer, só que é uma história que conversa comigo, então isso é muito bom. Então, assim, tem o lado bom e o lado ruim. O lado ruim é que a gente tem que filtrar as informações que chega, mas o lado bom eu acho que é essa conexão. E ainda mais que nas redes sociais hoje tem algoritmo, né? Então, quando você começa a pesquisar sobre um assunto, ele vai surgindo muito assim para você.

Então tem que ter esse cuidado de que, olha, vou filtrar o que é, o que é ruim, vou descartar e o que é bom. Aquilo vai me fortalecer. E eu imagino, Natália, que nesse período todo do n tentativas, você deva ter visto muitos comentários, directs, recebido muitos contatos de muitas histórias, né? E? Tem alguma?

Ou algumas que te marcaram mais de alguma forma? Nossa, assim tem tantas histórias tão maravilhosas assim. Na verdade, todas as histórias são maravilhosas, né? É, todas as histórias são especiais. EE.

E eu acho que o legal é a gente ver, é quando essa comunidade é criada, né? AA vergonha e todas os tabus vão saindo um pouco. Você fala, nossa, ela passou pelo mesmo que eu estou passando, então não transo, só eu que estou passando por isso, né? Eu posso sentir o que eu estou sentindo, eu tenho direito de de pensar o que eu estou com medo de pensar do julgamento começa a ver, é outras pessoas que passam pelo mesmo. Eu já tive, nossa, tem histórias tão lindas, teve uma história.

É, eu moro aqui no interior de São Paulo. Eu estava com os meus 3 filhos num numa lanchonete EE. Eles estavam causando, eles estavam assim causando dentro daquela lanchonete. E aí saiu, saiu assim. Eu estava na confusão assim com ele saiu uma pessoa de dentro, assim da, da.

Da cozinha, né? Assim é saiu e aí com uma criança nos no colo e falou, você é Natália. Eu falei, levei um discurso. Eu falei, eu, eu sou assim, você tem um n tentativa, ele foi eu, ela falou, eu te reconheci pela voz, olha, e eu falei, AI, desculpa, eu tô gritando tanto, eu tô tão desesperada com esses 3 aqui me deixando louco. E aí ela falou, Natália, eu só queria te falar, não, não acredito que eu que eu tô te encontrando.

Mas eu escutei tanto uma entrevista que você deu lá no comecinho tantas vezes. Eu escutei que eu gravei a sua voz e eu tava aqui na cozinha, escutei e falei, É Ela. E foi muito legal porque ela falou assim, ó, isso quer te falar que aquilo que você falou naquela entrevista, aquela frase fez eu tentar mais uma vez, e hoje eu tenho minha filha aqui comigo graças a aquilo. Então foi uma coisa que eu fiquei, eu não sabia nem assim. Como que agem de, de, de.

De Alegria. Assim eu, EE eu vi ali que a fez sentido a minha história, né? Saber que uma coisa que eu falei é, ajudou alguém, fez alguém dar mais um passo, faz 11 tentativa ou então também tirar a culpa de dar um tempo de pausar, de parar de buscar outras, né? Alvo, doação, adoção ou mesmo é parar as tentativas. É muito gratificante.

Então teve essa história, porque teve uma história linda de de adoção também, que que a pessoa me escreveu até do projeto em tentativas agradecendo. É ter sido selecionada, né? Para começar o projeto é começar os tratamentos. E aí quando ela IA começar os tratamentos, ela falou, é, eu recebi uma ligação e falando que meu filho tinha chegado e tá aqui então. Então eu só quero agradecer, né?

A possibilidade de fazer é um tratamento pelo projeto, em tentativas, mas eu já tenho meus filhos nos braços e foi muito lindo porque é isso, né? Então assim, são várias histórias, essas são mais setentas assim que eu estou, assim com elas, borbulhando assim na cabeça, essa é maravilhosa, né? E é isso, eu recebi meus filhos, EEO, meu filho, e estou aqui, então tem e tem outras tantas histórias assim que que são. Daria um filme literalmente assim, de cigarra, de força, de interação. É não porque é o que você falou.

Todas as histórias, né? São são muito bonitas. Se a gente parar pra ouvir AA história, né? Da das tentantes independente, né? De um tempo menor ou maior de tentativas.

Mas são histórias nossa, de de uma força, né? De de superação, de uma garra. É eu. Eu enxergo assim como se a pessoa já já tivesse a maternidade ali, só o bebê que não chegou ainda. Mas tudo isso é característica de quem já é mãe, né?

É, eu sinto muito isso. Eu falei disso hoje, que é desde sempre. Eu sentia um chamado para ser mãe, era como se fosse uma missão. Então assim é. Eu já falei isso em outros outros papos de tentantes que eu participei, mas é, eu tentaria a.

Eu, eu eu tava tão firme na minha cabeça que eu queria ser mãe, que se hoje eu eu tô casada, tudo mais. Só que se não não tivesse casada, enfim, eu IA tentar a produção independente, porque é um chamado que mexia muito comigo desde sempre, desde que eu me entendo por gente. Então assim é, tem várias formas de maternidade e eu acho muito bonito porque é realmente isso, as histórias delas. É, elas se conectam, elas se inspiram umas nas outras. Uma frase que a Natália falou ecoou na cabeça da mulher, e é, é.

Acho que é isso que que fica no final, sabe? A gente pegar aquilo que faz bem e fortalecer e a gente ir atrás daquilo que a gente sente que é o certo. Né? E eu acho que às vezes a gente não tem muita noção, né, falando de rede social, porque assim a gente tá ali de frente para uma câmera, para um celular, ou então tá digitando e publicando um texto e a gente escreve aquilo, fala aquilo do nosso. Coração e a gente tem, não tem noção de quantas pessoas vão receber aquilo e mesmo que seja pouca, mesmo que seja uma pessoa, mas como ela vai receber aquilo, né?

E às vezes pode ser uma coisa que a gente fale todos os dias e que já possa parecer batido, mas que naquele momento, para aquela pessoa toca o coração de um jeito diferente, né? Então é eu, eu vejo que esse alcance que as redes sociais permite, né, permitem é, é muito importante também, né? Uma vez, esses tempos agora eu tava atendendo uma. Uma paciente eu fui atender um retorno, eu tinha feito uma vídeo chamada com ela, a gente falou um pouquinho sobre a programação e tal, e aí eu fui atendendo um retorno e a primeira coisa que ela falou, ela falou assim, quando você me atendeu a primeira vez, eu não sabia que você era você, mas agora eu sei que você é famosa. Eu falei, que famosa, quem sou eu?

Não sou nada, não sou ninguém, e ela não, porque você faz vídeo, porque você faz podcast. E agora eu vi que eu acompanho você. Eu falei, gente, a gente não tem ideia, né, da das coisas, e eu imagino que foi mais. Mais ou menos a sensação que você teve quando essa pessoa saiu lá do meio da lanchonete, nossa, te reconheci pela voz. É, foi um misto de coisa, porque primeiro estava um caos ali falando um pouco alto.

Eu já falo alto e. Mas foi incrível porque é essas mulheres que estão passando por isso. Elas se abastecem de de histórias, né? Elas a. Era o que eu sentia falta de saber que é, será que tem uma chance nisso?

Vai dar certo, será, será quem mais passou por isso, sabe? Porque eu achei que quando primeiro que eu não imaginei nunca que fosse tão difícil, foi como, né? A gente falou ali no começo, pensei que fosse fácil, depois pensei que FIV era uma coisa garantida, ainda mais que eu tinha 22 anos na primeira FIVE que engravidar, então a gente é. Ninguém está preparado para ter dificuldade, né? Ninguém está preparado para isso e ninguém acredita o quão forte pode ser.

Eu lembro que um dia me falavam, né, na época é, você é muito forte, você consegue e falava, mas que outra opção eu tenho? Não é que eu sou forte, não é, né não, não é nada disso. Eu só quero muito uma coisa e eu vou até essa coisa até quando eu achar que deu. É, né, é muito pessoal quanto? Então também tenho muito cuidado para falar isso, porque tem mulheres que me escrevem, Ah, Natália, se você conseguiu em 7 anos, eu estou com 6, então está quase ali, né?

Pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que você entra natural agora, hoje, né? Então, assim é tomar cuidado com é só essas comparações assim, mas que esses dados e essas histórias sirvam como um procursor assim de fé, de Esperança. Né? Na Na Duda ali de saber, será que isso não quer dizer que essa dificuldade toda, que é para eu não ser mãe, então pegar uma história, por exemplo, igual a minha, né, igual de outras mulheres e falar não, não tem nada a ver. Isso que né, essa, essa sabotagem que eu tô fazendo, eu tenho que passar por isso, por algum motivo.

Aí a pessoa acredita, né, no que a fedella é encontrar ali. Mas eu acho isso muito, muito, muito importante. 11 papel é que a gente tem que ter muito cuidado, né? Com tudo que a gente, com tudo que a gente faz, com tudo que a gente fala, porque tem alguém ali que pode pegar aquilo pra pra desistir ou não, né? Pra tentar ou não.

E eu acho tão importante assim. Eu vejo que é bom nas redes sociais, falando, por exemplo, no meu perfil, no perfil de clínicas, normalmente a gente compartilha, né? Olha o positivo, olha o ultrassom do bebê, o coração. Isso é muito bom, levar fonte de de Esperança, levar notícias boas. Mas desde que a gente contextualize a história daquele positivo, né?

Porque senão a gente só sai ali Na Na positividade, gerando a sensação de que tá vendo, tá todo mundo indo lá e engravidando. Eu fui lá, não engravidei. Sou eu que tenho problema mesmo. E aí quando você comentou, Ah, eu comecei as tentativas com 22 anos, nossa, é tão importante a gente falar sobre isso, porque o que eu recebo de pergunta, de mensagem, né, em caixinha e tudo falar, mas eu tô, sou tão nova, eu tenho menos de 30 anos, eu já tentei 23 vezes e por que que não tá dando certo? Todo mundo engravida, então é você contar um pouquinho, eu vou deixar todo mundo com muita vontade.

Quem não conhece sua história vai ter que ir lá para conhecer a sua história ou você vai fazer um resumo dela, porque todo mundo vai ficar com muita vontade de conhecer. Essa história, Nádia, é, mas eu vejo que é muito importante isso mesmo, né? Da gente é compartilhar essas, essa superação, né, e mostrar que cada jornada é única. Eu falo muito isso que você falou lá no início também, de que olha quando nasceu o seu filho e você olhar, você vai saber que era aquele embriãozinho que era para ter nascido, né? A gente vai olhar e vai falar.

Não tinha um propósito. Realmente. Tudo aquilo que eu vivi, todos aqueles embriões, eu tive uma vez uma paciente que quando ela engravidou, ela. Fez um post no Instagram para comemorar e tudo. E aí ela colocou, obrigada CEFERP, obrigada doutor, obrigada família tudo.

E aí ela colocou, obrigada aos meus embriãozinhos transferidos que não implantaram porque vocês permitiram que chegasse o nascimento da minha filha. Vocês fazem parte dessa. Parada. Nossa, me marcou muito porque realmente, né, eram todos aqueles que prepararam ela até na jornada da vida. Mesmo porque o tratamento, como a Natália pontuou muito bem, muda a pessoa também ao longo de todo o tratamento.

Então Ela Foi se preparando ali, inclusive como pessoa, pro momento da chegada da filha, né? Então achei muito importante. Nossa, lindo, lindo, lindo. Isso é a gente Na Na no Instagram do CEFERP a gente toma muito esse cuidado de contextualizar. É a gente sempre posta lá o.

O tem bebê no forninho, né? Que é uma é? Muito fofo, é muito fofo, né? Que mostra o ultrassom e a gente sempre no texto, coloca um resumo da história para as pessoas elas entenderem realmente. Olha que é, se foi a primeira tentativa, se foi a 11ª tentativa, o que que aconteceu?

Qualquer história daquela pessoa se é e é assim. Assim, a gente sempre preserva AA identidade, mas a gente contextualiza e isso é muito bom pra realmente a gente. Compartilhar essas histórias. E é exatamente isso. Era pra Ser eu.

Eu Acredito muito nisso. É, é tudo que a gente passa. A gente leva coisas boas, leva coisas ruins, mas a gente pode sempre se fortalecer, até dos momentos mais difíceis. E a jornada da tentante é, ela é desafiadora. A Natália pode falar melhor aqui do que dentro nós 3, mas.

É, eu. Fiquei até curiosa, Natália, se você puder contar um pouco. Ainda bem que você pediu porque eu queria. Pedir. Mas eu tava com vergonha.

Eu é. Agradeço tudo, né? As palavras todas assim. E acho muito legal esse do forninho, porque é é muito legal ver. É tantas vidas serem transformadas, né?

Eu acho que é muito, muito legal. É uma história assim, eu vou resumir um pouquinho, porque são foram vários anos. Então comecei, casei super jovem, comecei a tentativa super jovem, muito, sem entender nada de nada. Não saber nada, né? Totalmente é.

Nem ser turista nessa, nesse, nesse mundo todo. E a gente termina quase pós graduada, viu, doutor? Eu não quero. Falar eu falo, tem paciente que eu falo, depois da sua licença você pode vir trabalhar aqui? Exatamente, é.

Então Bora, é. Eu comecei com a questão de né, faria pila? Achei que fosse engravidar super rápido. Não veio. Comecei as tentativas, depois fui pra tomando hormônios de oral, não vinha.

E aumentava a dose, triplicava a dose e nada. E fazendo os o exame de controle de ovulação pra ver se eu ovulava. E aí num controle de ovulação, numa marcação igual, centenas que eu já tinha feito, é chega a Mat e fala, Natália, eu não estou entendendo o que que você está fazendo aqui? Porque eu falei mas né, porque não? Porque eu esse ali sem endometriose.

Eu falei, não, essa endometrose, o que que é endometriose, né? Isso eu estou te falando, 2011, 2010, 2011 por aí, olha, não tenho noção o que que é isso? Ela me explicou, eu falei, olha, não tenho essa essa doença, porque eu não tenho nada disso, cólico, eu não tenho, não tenho nada disso, e ela falou, olha, mas você me permite dar uma olhada? Eu falei, tá ótimo, eu tinha acabado de sair da mesa e pra quem não sabe, é precisa fazer uma, é uma limpeza, né doutora do eu esqueci agora o termo. Preparo intestinal.

Isso eu tenho que exatamente obrigada. Tem que fazer o preparo intestinal. E eu tinha acabado de comer, né? Acabado de ser o mesmo almoço. E aí na hora que ela fez o exame de ultrassom, a ultrassom transvaginal, ela falou, quero o telefone do seu médico porque você está emprestada de endometriose.

Se eu estou vendo sem preparo intestinal, a sua situação é complicada. Então já ligou naquele mesmo momento, ali naquela sala, para o meu médico, no meu ginecologista. E já marquei o exame com ela e vi o que realmente eu tinha no útero, nos 2 ovários, bexiga, em uma metrose profunda. É, estava cheio. E aí começou a minha jornada, né?

Aí começou tudo. Eu fiz uma cirurgia de endometriose, que foi extremamente delicada. Tive uma intercorrência bem séria. É, fiquei muitos dias internada e depois saí e falei, bom, se o meu problema, meu problema era endometriose, não tenho mais endometriose. Já paguei tudo que eu devia pagar nesses dias é que eu passei essas questões todas.

Agora vai dar certo. E aí começaram as fivens, a primeira negativa, a segunda veio negativa, a terceira veio negativa e aí o mundo desmorona, porque eu não estava preparada para isso, nem sabia que poderia existir. A gente que fazia mais de uma filha assim, eu não sabia nada, não sabia nada, nada de nada. É totalmente crua no assunto. EE, eu lembro que quando deu errado a segunda eu tive o meu segundo beta negativo, eu falei, eu não vou passar da 3 de jeito nenhum, eu não passo da terceira five porque eu não vou passar porque é desgastante, eu tô exausta.

É 3 é uma coisa, é muita coisa, 3 eu não vou passar de 3, e aí veio o terceiro negativo, e aí quando veio o terceiro negativo eu fazia é terapia na época que eu acho. Formidável fazer terapia, quem tiver possibilidade é muito importante para ter esse preparo emocional. A minha terapeuta na época falou, Natália, você tá tão firme que você não vai fazer a terceira. E se na terceira vier um negativo? Aí eu olhei para ela e falei, é, né, pode ser calma, pode ser calma, não, não vai ser tão firme assim.

EEE, foi o que aconteceu. E aí eu saí, fiz tratamento aqui no Brasil, depois eu fui para Espanha. Fiz tratamento na Espanha, fiz diversos procedimentos lá na Espanha, fiz é várias vives, lá é e aí no meu, na minha sexta transferência, veio meu primeiro positivo, que só crescia, só é, aumentava, é os exames de ultrassom, tudo certo. Então foi aquela Alegria tremenda, né? Assim, indescritível.

Pegar um exame é positivo, que eu nunca tinha visto isso na minha vida. EE aí depois, num exame de ultrassom, parou de desenvolver, então foi um aborto, eu tive que fazer uma cercagem e aí foi, meu mundo caiu porque é, eu não imaginei que pudesse dar errado depois de tantas tentativas. EEE. Aí eu fui pra sétima achando que fosse dar certo, porque meu corpo entendeu o que que é uma gravidez. Todo mundo falava isso, eu consegui um positivo e aí virei a sétima baita de um negativo 0.0.

E eu lembro que um médico, outro médico, falou para mim, Natália, até quando você vai tentar, né? Porque assim você já fez tudo, você já saiu do país, você não para de fazer exame, você não para de fazer procedimentos e né, quando você vai parar? E eu lembro que eu respirei assim, nunca tinha pensado assim tão forte nessa possibilidade assim. Até quando eu iria? Eu falei.

Não tenho, não, não sei o que te responder. Eu sei que eu vou continuar enquanto eu sentir que eu tenho forças, porque sou eu que faço tudo, né? Os hormônios sou eu, os procedimentos sou eu, as suas cirurgias sou eu que faço. Eu descobri várias outras questões lá na Espanha que eu tinha que pedir uma gravidez, e aí é, eu fiz a minha última five e deram 5 embriões, e eu sempre tive muitos óvulos e muitos embriões mesmo. Sempre tive hiperestímulo, que também é uma outra questão complicada.

Tem um lado positivo, né? E tem um lado negativo de ser tantos embriões assim, as a qualidade eram baixas deles. E aí a médica, quando eu saí, ela falou, Natália, olha, 5 embriões, eu já comecei a chorar, porque eu falei com 1415 embriões, eu não engravidei com 5, vai ser difícil. E ela falou, aí você esquece, você esquece 2, estão péssimos, esses esses óvulos não tão bons, você esquece, você tem 3. Mas a minha, o meu, o minha neurologista aqui tá insistindo muito para deixar, já que conhece essa histórica, né?

É, vamos tentar um pouco mais, mas você esquece, você tem 3, a gente vai congelar esses 3? Falei, tá ótimo, fiquei arrasada, mas eles tão ótimos, AAA nota deles, vai ser ótimo e tal. E aí eu voltei para o Brasil, me ligaram depois, olha, eles tão bem meia boca, bem lerdinhos, mas eu vou congelar esses 2. O pessoal do laboratório falou, vou congelar separado. E aí é, eu coloquei esses 3 embriões, os 3 eu coloquei e veio esse negativo da sétima transferência.

E eu falei, gente, com 3 maravilhosos, né? Como que não vai dar certo? E não deu certo. E aí eu coloquei depois os outros 2 lerdinhos que ninguém deu bola, que a médica falou lá para eu esquecer que a nota era era ruim e que nunca tinha tido uma nota tão baixa. E no primeiro beta que eu fiz, veio altíssimo, altíssimo, é, achavam até que os 2 tinham vingado, depois viram que foi só um que vingou mesmo.

E a Valência, então é a Valência. Esse embrião que ninguém queria, né? Achava que não IA desenvolver, que né, que que que não IA dar certo. EEE. Eu tenho ela aqui comigo hoje, então eu falo para essas mulheres assim.

É, você só precisa de uma questão dos números, é a medicina, os médicos, né, doutor? Olha, todos os comédia que linda assim sabem muito, mas Eu Acredito muito em Deus, né? Eu Acredito muito que quem faz ali o coração bater é Deus, Eu Acredito que quem é, né? Quem vai permitir tudo a ele? E Ela Foi esse embrião que tava ali.

A classificação bem, bem baixa. E veio a ela e depois eu fui. E aí eu eu tenho problema nas trompas, né? Como se eu não tivesse as trompas, aí tinha que fazer feed de novo. E vieram aí meus gêmeos, a Caroline e João Francisco, que tem 6 anos.

Então é é a história que eu vejo. É assim que que que jornada assim. Que jornada, quantos obstáculos? Como valeu a pena? Tá vendo?

E você é a personificação de tudo que eu falo para os pacientes, porque a gente se preocupa muito com essa questão de morfologia, né? E eu falo, gente, isso é 11 avaliação. Ela é uma foto de um momento ali, que é que é contínuo, né? O embriãozinho, ele é uma estrutura tridimensional que tá se desenvolvendo a todo momento. Você tá olhando uma foto no 2 d que uma pessoa foi lá, avaliou.

Não dá para a gente rotular o embriãozinho dessa forma, né? Então. Se existe um embriãozinho, existe Esperança, né? E a Natália está aí para provar isso. E o outro que eu sempre falo, que é a questão da quantidade e qualidade, né?

Porque lógico que é natural. Ela falou, poxa, já tive ciclo com 15, agora eu tenho esse ciclo com 5, que na verdade estou contando com 3. Lógico que a gente fica meio preocupada, mas a gente precisa daquele um bom precisa ser aquele, aquele, né? Pra nascer. É, e aí, exatamente, doutora, aí eu acho que assim que aí as redes sociais ajudam nesse nessa questão, né?

Porque você tirar um pouco mesmo, aí você pode se comparar com a, né? Com a outra, olha, não, mas ali conseguiu, né? Só era, né? Depois de tantos bons, é qualidade tão boas, não vingou nenhum. E depois esse assim é.

E tem outras centenas de histórias que me escrevem coisas super parecidas assim com o que eu passei. E aí você vê como. Como é legal assim, né? Como a vida nos surpreende, sempre nos surpreende uhum. E ô Natália, a Natália tem algum ponto que você veja como negativo, desafio e desafio que você já passou?

Estar compartilhando a sua história. E por falar sobre os assuntos, né? As redes sociais? Não que você, não que você se lembre. Não, nunca tive, sabia?

Eu sempre é. Nunca tive nenhum. Nenhum ponto assim. Negativo pra eu te falar assim é pessoalmente assim é pra falar é. Eu acho assim, das redes que eu vejo assim.

Só essa questão que a gente já falou bastante das informações de quem está te passando, né? Dos métodos todos que prometem. É inúmeras, inúmeras coisas. Mas no meu pessoal assim eu, não eu. Sempre tive super acolhimento, sempre é.

Eu fico um pouco nervosa, porque às vezes eu não consigo responder todo mundo e eu sei que cada pessoa que tá ali que manda um oi, ela, ela, ela tá esperando ali 111 mensagem, né? Uma troca de de figurinhas, né? Para para se reabastecer, talvez, ou para tirar algumas dúvidas, ou para compartilhar, e nem sempre eu consigo. Então isso eu me cobra um pouco, mas a gente também vai aprendendo a lidar, né, que infelizmente a gente. A gente não consegue é fazer tudo assim.

E você falou sobre Oo projeto, né? É uma coisa que eu acho interessante assim, da de alguns perfis também nas redes sociais, é que a gente cria grupos de de apoio e muitas vezes existe até apoio financeiro, né? Então tem alguns grupos, né, que conseguem ajudar pacientes, né? Organizar ali é de alguma forma facilitar o financeiro para que algumas pessoas? Possam fazer o tratamento.

E isso é tão poderoso também dentro das redes sociais, né? Bastante, bastante. A gente tem bastante grupo, né, de apoio, acho super legal, acho que é extremamente proveitoso. Assim é encontrar outras pessoas que estão passando pelo mesmo por ser nessa jornada, porque quando a gente compartilha, a gente também alivia ali aquele peso, né? A jornada é a única, mas não precisa ser tão pesada assim, tão solitária.

E o projeto em tentativas ele veio. Da da nossa vontade minha e do meu marido de ajudar. Casais estão passando pelo que a gente passou, mas encontram na no financeiro, o realizar, tentar ou não, né? Ter uma chance ou não de tentar 11 tratamento de fertilização ou inseminação. Então Oo projeto em tentativas.

Ele, ele já existe há há 5 anos. É e é uma Alegria tremenda, eu falo que. Quando eu me perguntava ali por que que eu estava passando por isso? Hoje eu tenho a resposta, né? São graças a Deus, muitas famílias que a gente ajudou.

A gente está trabalhando muito para conseguir mais doações e mais é e mais mais ajuda assim para conseguir ajudar esses outros casais. E é muito legal de ver. É que tudo tudo fez sentido ali, né? Que a que a que AA roda toda que eu tava perdida, né? Que ele Vendaval sem saber que que IA acontecer.

É caminha EE eu vejo que nossa, isso mesmo, que tinha que acontecer, sabe? Tá tudo certo. Nossa, muito legal e é maravilhosa a iniciativa. Parabéns, viu? De?

Bom, acho que falamos bastante, né? Dava pra vontade de ficar aqui conversando, né? Nossa, muito gostoso. Mas queria agradecer muito a participação de vocês e deixar esse espaço agora no finalzinho pra vocês deixarem uma mensagem, já que a gente tá falando de redes sociais, então de todo mundo que vai estar ouvindo a gente encaminhando esse episódio, enfim, pra que vocês deixem um recado pra quem acompanha a gente pelas redes e acompanha a Natália também. Começar por você, Jaque.

Um recado, agora como? É bom com mamãe, o meu assim. Primeiro eu gostaria de agradecer pela morena tá aqui no meu forninho logo logo ela vai estar aí dando as caras, é e. Pensar das pessoas tirarem o melhor das redes sociais mesmo. Eu acho que isso é o é o principal.

É pegar histórias de que que vá te fortalecer que nem as histórias que a que a Natália traz No No n tentativas, tanto outros perfis trazem também para realmente usar as redes sociais para o bem. Porque essa questão da comparação, ela é muito injusta, ela é muito frustrante. E pra quem tem um sonho, quem tem um objetivo, isso acaba pesando cada vez mais. Então é se você tem o chamado do seu coração de ser mãe com a doutora Camilla, falou, AA mulher já é mãe antes mesmo de ter o filho. É pra seguir nesse sonho e pegar histórias que vá te fortalecer.

Maravilha. E você, Nati? O seu recado final para quem está escutando a gente foi. Aqui pensando que a Jaque falou, é tão bonito, né? Eu concordo com tudo, com tudo que ela falou.

É o meu recado. Tá nesse momento agora de Dia das Mães, né? Que é tão difícil, que tanta, né? Tantas mulheres, tantos casais se sentem errados, se sentem menos, se sentem culpados. Porque, né, é porque.

Com dúvidas, né? Porque fizeram o que fizeram, como fizeram. Enfim, é é que é difícil mesmo mesmo, né? Que não tem nada de errado com você, que a culpa não é sua, que você nas redes sociais encontre, é o acolhimento que faça, né? Amizades ali que com pessoas que.

Entendem que não vão te julgar pelo que você está pensando, sentindo, porque tudo faz parte do processo. EE é isso, mandar um beijo grande, falar que estamos aí, que vale a pena dar mais um passo. Vale a pena continuar, vale a pena, na verdade, seguir o seu coração, né? Vale a pena e que a gente se renova nesse processo se. Destrói, se reconstrói, a gente descobre que a gente pode sentir mais, que a gente dá conta do recado, então é isso que.

Lindo. Muito obrigada, viu? Obrigada mais uma vez Natália Jaque. Convite. E parabéns pelo trabalho maravilhoso que você faz, não só no projeto, mas no Instagram como um todo, no n tentativas.

É fundamental ter pessoas iluminadas de bem, que falam abertamente sobre a sua história de uma forma tão leve, tão bonita. Que é isso? Leva com certeza, inspiração e força para todo mundo nessa caminhada. Parabéns mesmo, viu? E muito obrigada.

Obrigada, doutor. Eu tenho que agradecer. Esse espaço é para falar sobre esse assunto, o papo tão importante que é esse. Agradeço que tenham muitos outros que eu tô doida para ver todos os episódios que convive, porque é sempre, sempre enriquecedor. Com certeza, obrigada.

E a gente se vê gente no próximo episódio, tchau, tchau. Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.

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