Ep. 80 Mês dos Pais: A transformação do Homem em Pai | Papo de Tentante | CEFERP

Chegou o episódio que vai aquecer seu coração!

Neste especial do Dia dos Pais, prepare-se para histórias inspiradoras, risadas e experiências de como lidar com a paternidade. Três paizões – Prof. Dr. Anderson Melo, Dr. Luís Fernando Boretti e Marcelo Rufato – se unem à Dra. Camilla Vidal neste podcast.

Uma conversa inspiradora sobre o papel dos pais em nossas vidas, suas vivências, desafios e conquistas. Vem conferir ▶

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?

Oi pessoal, sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Hoje a gente vai fazer um episódio especial com alguns dos papais do CEFERP. Então, em primeiro lugar, queria agradecer a presença de vocês de tirarem um tempinho do tempo de vocês e da paternidade de vocês para a gente falar um pouquinho sobre a transformação do homem pai, falar tanto da parte técnica quanto da parte nossa, humana, nesse dia dos pais. Então, quero agradecer e deixar vocês a vontade para se apresentarem primeiro. Obrigado pelo convite mais uma vez de estar aqui compartilhando um pouquinho da nossa experiência, um pouquinho de conteúdo também de reprodução assistida, especialmente da parte laboratorial.

Um prazer, é um dia muito especial da gente poder falar do dia dos pais para mim, especialmente. Boa tarde, boa noite, bom dia, não sei se vai estar ouvindo. Para mim também é um prazer estar aqui, queria agradecer o convite, principalmente falar de um assunto que é o nosso propósito, que é constituir famílias, às vezes famílias só de mamãe, só de papais, às vezes de mamães e de papais. Obrigado pelo convite. Boa tarde, bom dia, estou com um sentorrado de mais uma vez estar participando aqui e ainda mais numa ocasião dessa, que eu vou falar pra vocês, acho que a maioria daqui ainda até não sabe.

Trabalho com essa parte e realmente eu sou o pai, a gente fez fertilização em vitro. Eu acho que me ressentiu bem. Eu acho que você é um assunto bem bacana e obrigado pelo convite. Eu que agradeço. E eu acho interessante a gente começar falando, porque assim, falando eu como ginecologista, a gente estava muito acostumado, né, doutora Anza, a gente veio muito a mulher, falar muito da mulher, dessa parte da materialidade, mas isso vem mudando bastante graças a Deus, né, a gente até já fez episódio também, inclusive com um paciente que o senhor tinha indicado, né, que a gente falou um pouquinho sobre a participação do homem no tratamento Samuel de mesmo, né, porque a gente percebe que hoje o homem está mais engajado, não só no planejamento da paternidade, como no tratamento mesmo, né.

É isso daí, né, a gente sabe que mais ou menos 80, 90 % das vezes é a mulher que tomou uma iniciativa de buscar uma ajuda para tratar e para infertilidade, para tratar, mas hoje cada vez mais o homem tem se inserido também nessa busca, nessa prática, né. Acabou aquele preconceito de que realmente o problema ali para engravidar esteja relacionado com problema sexual ou masculinidade, então isso tem ajudado muito a gente a desmistificar o assunto e também a povo ao mundo, né. É um dança cultural que eu acho que é o meu ver muito interessante, muito boa que ela tenha acontecido, que é essa mudança da configuração familiar tradicional do qual a mulher cuida da casa, o homem do trabalho, mulher da criação, dos filhos e hoje, graças a Deus, há um envolvimento de todas as partes na família e o homem se envolvendo cada vez mais nas decisões da casa, da formação dos filhos, da educação, do desejo de ter os mesmos e acaba sendo uma benção, uma oportunidade a gente como ser humano, homem, poder participar disso, sabe, é uma das coisas que hoje não sempre foi a partir do momento que eu me tornei o pai, o meu principal propósito de vida que é educação de os filhos, a gente fala hoje na clínica de liderança, a liderança começa em casa, nosso propósito na clínica de ajudar as pessoas e a gente tem isso em casa, então é muito bom, é um prazer, na verdade é uma benção a gente poder hoje ter isso, não é, obviamente que a dedicação de energia é maior, você acaba tendo que separar uma parte da tua rotina pro trabalho, uma parte pro relacionamento, mas uma parte especial também aí pra criação, pra divisão dessas atividades na família. Essa parte da mudança cultural, eu tive isso aí no consultório, no dia a dia. Eu ia te perguntar exatamente.

Antigamente, isso novo, mas eu já tô quase a 22 anos formado, a gente via assim, como que chegava antes pra mim, chegava uma paciente, era o marcado pro marido, o marido não vinha e vinha só esposa com espermaugrano, então esse é 90 % ou 90 % hoje, hoje mudou completamente, hoje eu tenho muito mais, os dois juntos e muitas vezes o paciente sozinho, eu falo, olha, vim aqui e a minha esposa tá fazendo toda a parte investigatória com a parte inicológica e eu tô aqui vendo a parte masculina e é legal que hoje tá vindo muita gente mesmo sem ter o resultado da parte da mulher, porque é uma coisa que eu sempre brigo, eu falo, gente, eu tenho que investigar os dois até o final, adianta que um pode ter um problema, não exclui do outro também. Então hoje mudou culturalmente e servia isso no consultório dia a dia, hoje você vê muito mais homens preocupados com a fertilidade do que antigamente e acabou que limita, acho que a fertilidade relaciona masculinidade, acho que isso foi o principal tabu que conseguiu quebrar aí. É excelente, eu ia te perguntar isso então se você tinha percebido essa mudança no consultório e sobre a questão da vasectomia também, né, porque quando os homens procuram, a gente até falou isso no outro podcast, né, sobre a gente aconselhar da parte de preservar, né, de congelar os espermatozoides, se você tem notado alguma mudança nesse sentido também. Então assim, os homens hoje eles procuram muito pra ainda, pra parte da vasectomia, mas existe ainda resistência em pensar na parte de preservação da fertilidade também? Acho que nem é tanta resistência, a gente viu hoje, teve um, acho que de oito anos pra cá, uma mudança na NS, onde já a vasectomia fez parte do rol, então isso aí teve uma procura muito grande de vasectomia, porque muito era o custo também e o pessoal que cheia da vasectomia, eles não pensam muito nessa parte de fertilização, não é nem por conta de, eles não sabem mesmo, aí se eu vejo um erro até da parte médica, eu acho que poucos médicos falam da preservação, eu quando muito paciente procura sobre a vasectomia, você não quer ter um filho, tal, e te dá uma conversa, mas seja independente da causa, já mexer só por fertilidade mesmo, por contenção, eu indico, você já pensou em fazer uma, se armazenar, porque ah, doutor, mas como que faz?

Como fazer armazenamento? Eu posso ter, não posso ter, hoje aí ele explica o armazenamento e dá punção, hoje ficou um pouco mais fácil também. E o preço diminuiu bastante, né, acho que você pode falar mais disso, preço de armazenamento hoje é muito mais barato do que antigamente, e isso eu sinto um pouco de falta ainda pelos colegas, mas seria importante isso, eu sei por que eu faço vasectomia, lógico, tem os casos de câncer, essas críticas sempre indica, mas a vasectomia do dia a dia eu vejo que muita gente não fala, e mesmo assim eu costumo falar, porque eu brinco assim no constório, lá tenho três vasectomias, dois querendo reverter no mesmo dia, e a cama geralmente come a história, mudou de parceira, ou de parceira, e tem o sonho da maternidade, do paternidade e com o outro, então é ser mais o mesmo histórico, então a paciente para e pensa, hoje em torno de vasectomia que nem pensava, nem se torna de uns 10 % que a gente consegue armazenar, que não tinha o conhecimento, né. Acho que é legal também a gente lembrar, pra quem tiver um vinho, que quando a gente fala em preservar a fertilidade mascovina, o marido vai lá, o homem vai lá, acolhe a amostra seminal, mas ela não é congelada em um recipiente que a gente chama de vaiu só, ela é alicotada, ela é subdividida em vários recipientes que a gente chama de vaiu, e aí futuramente, caso esse paciente precise usar, ele vai lá e pega uma só, e é importante a gente sempre pensar que qualquer método contraceptivo definitivo, a gente precisa pensar em congelar assim por causa da taxa de arrependimento como o Moret falou, que é muito comum, e aí se você não faz esse congelamento, o que vai precisar fazer? Um procedimento cirúrgico -ambulatorial, que é a função, pra poder obter esses espematozoides, mas dependendo do tempo dessa função pra vasectomia, a probabilidade da gente encontrar espematozoide viável diminui bastante.

Quanto mais o tempo diminui, eu falo também às vezes, ele não é só vasectomia em si, é pra não ter que fazer, quando a gente vai fazer algum quadro de reversão, algum pezo, eu pergunto o paciente, a vasectomia é uma asospermia interrompida, então ela é interrompida, mas essas asospermias interrompidas, ela pode se transformar numa não produtiva, depois o cara fez, ele pode ter uma infecção, sofrer uma cirurgia de outra coisa, então isso é importante também, que às vezes ele não pensa muito nisso daí. E a gente tá falando dessa questão de preservação da fertilidade, aí juntou aqui que o Marcelo tinha falado a parte de mudança de rotina, que vem os filhos e muda tudo, eu como única representante de mulher na mesa hoje, posso falar aqui pra gente como mulher, mudou muito essa questão do planejamento reprodutivo, pela mudança que tem pra nós mulheres na vinda dos filhos, então ainda hoje, quando a gente vai falar em mulher e mercado de trabalho, tem toda essa questão de mas você tem filho pequeno, mas você quer engravidar, mas isso seu filho fica doente, quem vai sair pra buscar seu filho, como é que vai ser? Então pra nós mulheres a gente ainda se preocupa muito com isso, por isso a gente fala também muito dessa questão do congelamento, então eu queria saber da opinião de vocês, assim, pro homem, o quanto vocês acham que isso também é relevante no sentido de planejamento, no quanto na vida do homem também interfere, se vocês acham que na vida de vocês mudou muito essa rotina com filhos? É realmente se a rotina nossa muda, né, e muda pra melhor, acho assim, mas a gente realmente tem que pensar, eu vejo isso daí hoje, como cultura mesmo também, hoje a gente vê com os casais mais novos, eles se preparam pra ter um filho, ah, quero viajar, quero fazer antes as coisas, pra depois eles se preparam, então se preparam não vem só da paternidade, acho que vem hoje o pessoal querer melhorar a qualidade de vida, ter uma reserva pra depois pensar em filhos, mas daí assim é fundamental, muda completamente e muda pra bom, e assim, acho que eu queria até ter mais filhos, né, depende só de mim, né, mas realmente pra mulher um pouco mais, dependendo que se for ficar em casa, então assim, mas muda muito e acho bacana esse planejamento, e acho que cada vez mais, hoje as pessoas estão se planejando mais, hoje a gente, difícil de ver um paciente hoje, jovem, seis, sete filhos, ao contrário do nossos pais, tios, ela tem cinco, seis, sete irmãos, isso também é uma coisa que mudou bastante. É, o pessoal fala muito que ter filho é, que nem você tá numa piscina de água gelada, né, o pessoal sempre fala, vem, vem, que tá gostoso e tal, aí outro pula, é que é gelado, mas não desestimulando quem tá aí tentando, não é essa intenção, na verdade, é que é um prazer que compensa muito, sabe, o esforço, sabe, que a gente dedica, se você for colocar na ponta do lápis, realmente você pensar racionalmente, somente, né, a partir de finanças, de tempo, do que você abdica da sua vida, você talvez opte por não ter, mas o prazer que isso gera é indescribível, muda a gente como pessoa, realmente, muda a gente como ser humano, a questão de propósito que eu falei, né, antes de ter filho, você tem um planejamento de vida, você pensa na tua, no teu desenvolvimento profissional, no que você quer conquistar, nas viagens que você quer fazer, aí depois que você tem filho, você vai dar pra ele, né, você inclui, você inclui ele em tudo, e você tenta adaptar toda a tua rotina, né, aquilo, então essa semana que tá conversando em casa, sobre mudar da casa que a gente tá e tal, porque pensando como adultos, a casa poderia ser mais confortável, poderia ter uma disposição diferente, mas a gente não quer sair, por que?

Porque o condomínio atende às crianças, né, o meu mais velho tem 10 anos, o Caio, e ele já tá muito bem adaptado às crianças do condomínio, e dá muita dó, você vai deixar fazer ele perder essas amizades que ele tem, porque a gente quer mudar, então tudo na vida muda, você vê uma decisão teoricamente simples, né, de uma casa para um outro lugar, você pensa em melhorar, mas não é só você, você coloca ali o filho em primeiro lugar, e até pensando em propósito, acho que é interessante colocar, eu tava pensando os tempos atrás sobre, sobre isso, né, sobre o qual é o propósito de vida, o legado que a gente quer deixar, e obviamente que a gente tem condições de mudar a vida das pessoas, e são abençam, né, todos nós aqui a gente muda a vida das pessoas de uma forma importante que ajudar justamente elas a terem filho, e eu olho para mim que além desse legado, eu vejo com o meu legado maior, e o meu objetivo principal de vida hoje, é o que eu posso deixar implantar meus filhos, no que eu posso transmitir para eles de valor que vai fazerem lembrar daquilo que eu transmitir para eles no futuro, e para outras gerações, para os filhos deles, se eles tiverem, ou para as pessoas próximas e tal, acho que isso é o, para mim é o que mais me motiva, saber aquilo que a gente pode entregar para os meus filhos, aquilo que a gente pode transmitir para eles, agregar de valor para eles, porque eles possam levar, então é dentro de casa mesmo, um caminho principal. Eu concordo com tudo isso que foi falado, mas o que que acontece dentro disso que você falou, Camila? Vocês mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho, tem um grau de trabalho, vamos falar um nível de trabalho semelhante, se não for maior até do que o masculino, então acho que hoje a família moderna, ela acaba tendo que compartilhar responsabilidades na rotina, então é isso que a gente acaba na minha casa, a gente acaba tentando fazer até porque a genóina é médica também, então é uma rotina muito puxada, muito corrida, então a gente compartilha as responsabilidades para tentar organizar um pouco melhor, e é um grande desafio, porque você acaba sendo, em piasco, um professor, um modelo dessas crianças que são os nossos filhos, então por exemplo, eu tenho um artrózino no joelho, eu subi a escada quando eu estava em crise aguda, subi a escada apoiando a mão no joelho, ai meu joelho, ai meu joelho, minha filha na época com três anos, a mesma coisa, ai meu joelho, ai meu joelho, imitando, então por que nós somos exemplos, eu acho que hoje o maior desafio para a gente ser pai e a gente ter uma vida sistêmica, eu chamo de vida sistêmica, aquela vida que a gente consegue distribuir atenção, distribuir tempo de qualidade em diferentes áreas da vida, filhos é um dos pilares, mas tem um relacionamento conjugal que se a gente não cultivar pode ser um problema, tem a questão financeira, a questão da profissão, então se a gente não busca ali um equilíbrio, a nossa própria saúde, não busca o equilíbrio, uma dessas áreas fiquem de desigualdade, a gente corre o risco de fracassar, então que nem o Borete mencionou, eu acho que hoje os casais estão se preparando mais e talvez essa vida sistêmica seja um pouco mais fácil de levar hoje nos dias atuais justamente porque os valores são outros, eu falo hoje a gente está numa corrida danada, nós como médicos, profissionais dessa outra, uma corrida danada e aí às vezes eu paro para refletir, a gente quer construir um patrimônio importante, mas é mais importante ainda você quantificar e equilibrar a intensidade desse patrimônio, senão ele vai roubar tanta atenção de você quando você vai ver a filha que está com 10 anos ela está casando, está indo embora e assim é verdade, a gente fez mastermind, não sei se lembra da roda do êxito, a gente tem que colocar, então você tem a família, você tem as finanças, o mais importante ali é você ter uma roda, só que às vezes você não tem, que gira, você tem uma roda, roda, é exatamente, não, porque a gente faz as dedicas outras áreas, aí você tem um 9 ali, profissão, aí você tem um 2 para o relacionamento conjugal, então precisa fazer isso, você é uma roda. Não, muito legal, você estava falando dessa parte da paternidade, de transmitir valores e tudo mais, saindo um pouquinho do assunto, mas é porque me lembrou, eu achei interessante de comentar também, isso é muito do que eu falo, por exemplo, quando a gente faz tratamento com gametas doados, porque a gente entra num conceito de maternidade, de paternidade muito maior do que a genética, você está aqui falando de exemplo do jeito que ela só vê escada, de como eles se espelham, de como a preocupação de vocês é, é o legado, isso tudo é tão maior no conceito, que quando a gente olha só essa parte genética, ela fica tão semelitante. É isso mesmo.

Eu ia levantar, vindo para cá, fiquei pensando, estava pensando no assunto e tal, aí assim, quanto tá para voz a gente teve, assim, assim, sem olhar, poucas gerações para cima, é uma quantidade absurda de pessoas para a gente chegar até aqui, se jogar 10 gerações para cima, não sei, eu não vi o CN de pessoas, mas é uma quantidade enorme de tá para voz que a gente teve para a gente chegar onde a gente está. Então tem a parte genética que você, que no passado era a intenção de ter feito, não sei se eu não quero deixar, meu legado genético, aí tem o legado do nome, o nome, o nome, o sobrenome, adiante, mas hoje, graças a Deus, eu penso dessa forma, que na verdade o que a gente se importa mais é isso, é o processo da paternidade. É, isso eu lembro muito do meu voo, né, o uso ele de exemplo, eu falo muito do caio do meu voo, das qualidades que ele tinha, obviamente como todos tem defeitos, não tem qualidades, mas ao ver, não fica levando defeitos, mas os anos eles dizem de exemplo, né, então você vê, meu voo faleceu quando tinha 12 anos, estou com 38, meu filho não chegou a conhecer meu filho, tem 10 anos, né, e eu falo das qualidades do meu voo para ele, e ele sabe, se você perguntar pra ele do voo carecudo, ele vai saber que que é o voo carecudo, como é que ele era, o amor, o carinho, como ele era carinhoso, a forma como a gente trata dentro de casa, né, de elogio, de abraçar, de beijar, vem do meu voo que transmitiu para minha mãe, que transmitiu para mim, que eu estou passando com o meu filho, eu espero ele passar para as outras pessoas, que é assim que ele trata o irmãozinho dele também, o Tel, que tem dois aninhos, com carinho, como é que vai passar? A partir dessa parte de valores de transmitir, isso não é só para dentro de casa, a gente vai ter pessoas melhores, até até alguns estudos americanos, eu gosto muito de ver essas séries, quando tem assassinos ou, e a grande maioria tem muito problema familiar na infância, então eu acho que aí eles perguntaram muito nessa parte de valores, vai melhorar não só, mas melhorar o mundo como tudo, né, e é que eu falo para ali, às vezes a gente até não, qualquer pequeno sábio tem que pensar neles, você está dirigindo, você toma fechado, hoje eu estou com a lista do lado, não, pera aí, que ela vai ver, que ela vai pensar aqui, então acho que isso daí é importante para a gente, e é legal curtir isso também, ser policial pensando em dar um legado para outra pessoa legal é importante isso, e essa parte da roda tem que rodar, aí eu, em casa é um pouquinho diferente, a gente fez um acordo, matrimonial, e roda -se muito bem hoje, a André, esse pessoal fala assim, antigamente, ah, dono de casa, cara, dona de casa, ela trabalha mais do que eu, até às vezes, muito mais, a gente tem que dar mais valor para a mulher que fica dentro de casa, eu acho isso, a gente, ah, a minha mulher fica dentro de casa, não dá valor, cara, se ela está dentro de casa, ela está te dando tranquilidade para você trabalhar, para você buscar outras coisas, administrar outra coisa, ela administra toda a minha vida em casa, e tem tempo de estar focado no meu serviço, na parte econômica e tudo mais, está é um conjunto mesmo. E às vezes, voltando no sêmio de doador, às vezes a gente vincula a fornecimento do sêmio próprio, deeneada a gente com característica física, talvez se nós aqui fôssemos americanos ou europeus, isso seria válido, mas o brasileiro que tem 80 % de misceginação, isso não vale de nada, eu mesmo tenho uma filha loira, uma ruiva, eu ia falar, porque alguém viu essas filhas dos engoraleiros.

Não dá pra ver, tudo é mãe e essa babunça genética que a gente tem no nosso país, então isso que você colocou Camila, é muito interessante, porque paternidade é um processo, não é um ato de fornecer um DNA, se fosse assim, quantas pessoas aí colocam o filho no mundo e não exercem a paternidade? E às vezes a gente fica num dilema tão grande para tomar uma decisão, para virar uma página da vida que está tão longa ou às vezes com preconceito e possibilitando que a esposa, a parceira, gere o filho do tivo, então realmente algo que a gente tem que refletir para virar essa página da jornada da fertilidade. Então, sobre essa questão de genética, eu tenho um irmão que é muito mais moreno do que eu, ele tem cabelo liso e olho verde, porque alguém olhar não é meu irmão, é diferente, é mesmo? E falando dessa questão de mudança de papéis, da participação, do pai, o que vocês acham que a gente como médico especialista, como quem trabalha diretamente com reprodução humana, como que a clínica pode ser um espaço de acolhimento também para o homem, não só para a mulher, dentro do diagnóstico da infertilidade? É, a gente, como mencionou no começo, não tinha o objetivo de atender ao homem, em primeiro lugar, era mais a mulher.

Eu lembro bem até na hora que a gente foi decidir as cores para pintar a primeira vez a clínica, que era lá no laboratório, que era lá no hospital São Paulo, a gente foi pintar e aí foi a discussão da mesa, estava o Dr. Joaquim, Dr. Jorge e eu para ver a cor que a gente ia colocar. E aí três homens, né? Aí, ah, vou contar com aquele cara de azul e tal, acabou virando uma agenda, um rosa meio que roxa, assim, não é parecida com essa, assim.

Rosa, mas por que foi dessa decisão de colocar rosa? Porque era olhando com o cliente, quem que é o principal cliente? Era mulher. Hoje, não tem mais, a decisão não é mais voltada para isso, então a clínica é muito mais inclusiva para todos, né? Não olhando só para a mulher.

Então, em tudo que a gente pensava, toda a identidade da clínica, forma de se comunicar, é tudo voltado para a mulher. Hoje não é mais e é inclusive no ano passado a gente lançou o projeto Homem -Ceferve, que é um projeto voltado para o atendimento, especialmente do homem, né? Através dos urologistas, sim, do turbolete, um dos profissionais que atende esses homens que nos buscam. Então, é uma linguagem voltada para o homem, é uma comunicação voltada para o homem, é assim que a clínica tem demonstrado a intenção de acolher esses homens dentro da educação. E esse projeto, homen, é para benínsio e inovação, porque como que fuz com a avança?

A gente, a partir de o aerológico, a gente ficava no constor, aí, geralmente, a clínica de fete da chamava, a gente, para fazer um procedimento, a gente não participava em nada disso. O homem, realmente, não participava. Geralmente, quem atendia, na maior das clínicas, era o próprio pessoal de gênico elógico que atendia essa parte do homem, o conjunto. Então, isso foi uma inovação e é bem bacana isso. Está indo super bem, acho que, e tem muitos homens procurando a gente também, que a gente estava até discutindo, para discutir algum caso, alguma coisa.

Então, isso foi bem bacana e abre a porta, né, por um homem. Então, bem diferente nesse sentido. E junto com isso, a gente tem toda uma estrutura física que incluiu o homem no processo, né? Então, uma sala de coleta de coleta, um programa bem privativa, onde as pessoas às vezes nem vão saber que a pessoa está colhendo lá o exame, tem a portinha que se deixa para assim, lá no SEMMEN. E o laboratório só vai pegar, depois que você sair no processo todo, da ultrasonografia, coleta de ovos, transferência, o homem está incluído nessa jornada toda, né?

E junto com isso, nós temos o bem -estar, que engloba as mulheres e pode englobar os homens também, que é uma equipe multiprofissional, que consta com a com turista, consta psicólogo, me ajuda, a gente nutricionista, né? Então, tudo isso a gente acaba potencializando. O CERFERP homem, ele veio para trazer tratamento clínico também, tem alguns casos que não vai indicar direto a fertilização. Se você não está preparado para isso também, você tem essa opção, nessa oportunidade, obviamente, dependendo de cada cenário, de estar fazendo um segmento mais contínuo, mais prolongado um pouquinho para você, ganhando força nessa jornada, né? E acho que uma coisa que vale a pena a gente falar também, é a forma como homens e mulheres encaram a infertilidade.

Então, o que acontece? Hoje é menos comum, mas ainda tem, nós vemos ainda no constório, acho que a Camila vai poder confirmar, às vezes briga, eu brinco que é fight, entre o homem e a mulher, eu mesmo atendi semana passada, o retrasado, um casal que estava dando, ela queria fazer o tratamento, que ela está com 41 anos, ele com 46, um filho de outro relacionamento, ele estava na dúvida ainda, se era o momento, se era o momento, ela foi escuta, o momento é esse, não tem outro, com ou sem você, eu vou fazê -la, falou. E aí o que acontece? Muitas vezes essa briga, ou esses desentendimentos, eles ocorrem, porque o homem e a mulher, às vezes, não sabem como um e outro enfrentam essa jornada. Então, por exemplo, a mulher, ela tem, às vezes, a necessidade de ficar falando disso a todo momento, é algo que está encravado dentro dela, porque o corpo está apitando, eu quero ser mãe, eu quero ser mãe, eu quero ser mãe, a cabeça já está tornando ela uma mãe, e ali não está indo para frente.

E o homem? O homem, a paternidade, ela é mais indireta, porque o corpo não muda, até pode mudar, que a gente come muito durante a graça, mas o corpo não muda, então vem o instinto, eu quero ser pai, só que o homem, ele é mais racional, então ele não tem essa necessidade de ficar falando a todo momento do assunto. Então, se o casal estabelecer algumas regrinhas, pode diminuir o conflito. Por exemplo, olha, vamos estabelecer que nós vamos falar sobre infertilidade uma hora do dia só, fora desse período nós vamos tocar mais no assunto. E o fato, às vezes, do homem não está tão envolvido no cenário, é que realmente esse posicionamento um pouquinho mais secundário faz parte do enfrentamento masculino da infertilidade, mas nem por isso o homem não está engajado com processo.

Então, às vezes, se quem está ouvindo a gente está encontrando alguma dificuldade no relacionamento por esse motivo, antes que a coisa rompa de uma vez, procura ajuda de um profissional específico, tem o, eu esqueci, mudou o nome agora, lá da psicóloga. O Mutser, é Mutser, que eles podem estar fazendo esse acompanhamento e está dando um fortalecimento emocional para vocês vencerem as barreiras que precisarem. É sim, a gente como clínica tem um compromisso maior do que somente executar o procedimento. Então, não é só fazer o procedimento é olhar para a jornada, para o contexto familiar, para o impacto desse momento de vida do casal, como que a gente pode ajudar em vários aspectos. Então, muito bem colocado, realmente o bem -estar, essa preocupação, essa filosofia de trabalho que envolve outras áreas que não somente a medicina.

E a gente como médico também, eu percebo que às vezes a gente recebe os pacientes e eles vêm buscando o nosso aconselhamento, às vezes, um para ajudar, o outro a decidir. Então, assim, eu vim aqui para ver se você consegue convencer ele que a minha idade é essa agora, que eu preciso fazer. E aí a gente fica naquele fogo cruzado justamente pelo que o Dr. Anderson comentou, de que cada um tem a sua visão, a sua forma de lidar com a situação, e a gente fica ali eles buscam a gente por isso para tentar mediar a situação. Hoje, assim, eu brinco, antes de medicar, tinha muito psicólogo ali dentro daquele, porque a gente, a situação já é um pouco traumático, o cara está procurando uma parte de fertilidade, já tem um estresse já associado a isso.

Quer que ele aqui não? Ou mais que hoje se fale mais abertamente, o pessoal já está buscando porque não conseguiu. Então, já tem um estresse. Mas hoje, o que eu falei, a maioria não é, eles não discutem técnica para a gente, tecnicamente, porque a gente põe ali geralmente, é mais essa parte mesmo, emocional, para a gente intermediar uma relação, ele fala que não quer isso, aí você vai intermediando, ou pouco. Isso é comum.

Acho que hoje é a principal isso daí. E o que o Dr. Anderson colocou também de passar juntos, assim, eu saí da residência e fui direto trabalhar no UCFERP, e o que eu estranhei muito quando eu entrei lá e falaram, olha, o homem vai entrar aqui na coleta de óvulos e vai ficar aqui assistindo. Foi sério? Porque a gente não agaceira, o homem fica lá do ladinho de fora, depois a gente vai lá e dá o resultado para ele.

E tanto que até hoje, assim, eu vejo no constório, às vezes, quando a gente levanta para fazer outra som, o homem fica sentado, aí a gente chama, não, mas eu vou também, eu nunca fui, e eles estranham isso, e faz muita diferença. Uma vez eu ouvi de um paciente, porque ele falou assim, ah, todo mundo está muito acostumado a perguntar para ela como ela está se sentindo e tudo mais, a percepção dela, mas nem sempre a percepção dela é a do casal, eu posso ter uma percepção diferente. Então, os dois passarem juntos e a gente ouvi, os dois mudam muito isso. Com certeza. Esse comportamento do paciente, às vezes, ficar ali meio na dele, né, o homem, eu já vi várias vezes também, ainda menos do que no passado.

É, parece que eles não pertencem a outra som, o que eu estou fazendo aqui? Eu tenho que entrar também, eu não posso. E a sua era a parte dele, mas é bacana também, quando ele chama o homem, a própria mulher se sente muito mais segura. Com certeza. Então, isso, tem a parte dele que você acha que está fazendo parte, mas a mulher é totalmente, ela vai mais relaxar, muito mais segura, não é?

Com certeza, falar na coleta de óvulos, que você vai estar ali com seu parceiro, com sua parceira do lado, te acompanhando, né, no momento de fragilidade, né, do tratamento, né. E falando um pouco da parte técnica, mas vocês já foram dando um spoiler dos filhos, vou entrar um pouco na parte pessoal, para todo mundo conhecer o lado da paternidade de vocês. Então, quantos filhos vocês têm? E aí, eu queria saber se vocês sempre pensaram em ser pais, como foi que a paternidade chegou na vida de vocês? Eu tenho uma menina ali, se eu já está fazendo 10 anos, e foi o que eu falei para vocês, Casa de Ferreiro, Espeto e Paul, que a gente brinca, né.

Eu tinha feito um supermograma na faculdade, tudo normal, tudo. E a gente começou, nada assim, vamos com esse até filho, já estava formado, estava acabando a residência, estava estabilizado, que ela já foi programada e demorou para vender um provéu, ela falou, Anderson, vamos investigar. A gente foi investigar ela, como é que eu estou te falando, isso há 13, 15 anos atrás. Investigou ela, tinha uma alteraçãozinha, precisava. Aí, cara, eu vi ela tomando hormônio, tomando, lá tinha o varo policístico, dificuldade no ciclo não era regular.

E aí, cara, estava fazendo tudo isso aí, eu repeti um supermograma. Aí, eu fui lá e fiz o supermograma, realmente, eu já estava quase 10 anos de formado, a gente não toma muito cuidado com a partir, principalmente de high X, e o supermograma eu não estava 100%. Então, é que eu brinco os pacientes. Doas alterações e uma progressão aritmética viram um problemão. Então, a gente chegou e falou, só, nós vamos ficar tentando mais um tempo, nós vamos partir para a inseminação.

Então, foi uma concisização nossa, a gente já partiu para a fertilização, acho que, graças a Deus, na primeira, a gente já conseguiu. E aí, depois que aconteceu, você falou, dois, três anos, aí veio a parte do que teve a do chikungura, de comer e comer, pois veio a parte da pandemia que ficou com medo, aí a gente acabou passando. Hoje a gente tem uma mina linda, Alice, e por mim eu queria mais uma, então vou comer sem exposto. Eu estou com 45, ela está com 41, mas ainda está inteira. Bom, mas está amanhã agora.

Mas se antes era uma coisa, você ficava com o orgulho de falar, cara, eu falo abertamente meus pacientes, e é uma coisa que te brica, eu sou médico, urologista, trabalhava com isso, e aquele negócio era uma coisa assim, quando é com você é completamente diferente, cara. Eu falava, nossa, como que a gente está fazendo essa fertilidade? Nor do nascimento, você é que vai nascer um japonêszinho, vai nascer, você começa com várias coisas na sua cabeça, que são coisas, são os demônios que você tem que trabalhar, porque a pressão é muito grande, e isso foi bom para mim, que hoje me põe muito lugar do paciente. E eu falava, nossa, ao mesmo tempo eu falava, não, parque besteira. Mas vinha, vinha coisas e coisas na cabeça, e é diferente, quando você é médico, quando você é paciente, é completamente diferente, e quando você está no meio ali, mas se foi super tranquilo, foi, a gente conseguiu na primeira, a gente acho que implantou dois, uma que, que a, o que na maioria das vezes acontece, foi bem tranquilo.

Sobrou em brião. Sobrou em brião, aí veio toda essa parte da figura, acho que congelamos durante quatro, cinco anos, aí a gente foi reimplantar, depois de um tempo, aí não tinha um dois só. Na hora que descondilou, só ficou um, e a gente ia implantar a segunda vez, não, não foi para feio. Mas ainda vou convencer, ela foi com a feira. Bom, eu casei com 28 anos em 2005, e meu desejo, desde antes de casar, desde que eu tinha 25 anos, ela tinha 25, a gente veio para a Residência Médico, os dois R1, e eu confesso que eu não tinha muita maturidade, até porque não sentia ali naquele momento preparado, com uma logística de trabalho muito intensa, ela mais ainda também.

Então a gente foi postergando, até que quatro, três anos depois de casado, nasceu a minha sobrinha, eu que estava acostumado a trabalhar com obstepiça, pegava nele em toda hora, a hora que eu tive contato com um bebêzinho mais próximo do meu cotidiano, aí o negócio mudou. Aí acendeu para a gente a esperança novamente, aquela vontade de ter filhos, aí a Jenaína estava na pós -graduação, a gente resolveu encomendar a Bia, tentamos aí com três meses, aí veio a Bia que está com 14 anos hoje. Bom, estava curtindo tudo, a gente queria mais filhos, a gente queria pelo menos um casal, né? Tentamos a segunda vez, uns dois anos e pouco depois, aí veio a Isa, que está com 11 anos, vamos para o terceiro, né? Sobrou do campeonato os pais da escola, já chamando a gente de toio, vocês são bonitos.

E enquanto está nessa fase, você consegue deixar na creche da USP, a gente deixava, não gastava, mas a hora que começou a ir para a escola foi ficando um pouquinho mais apertado, né? Bom, tentamos a terceira vez, aí foi um aborto, uma gestação anegionada, eu nunca vi um ultrassuntor alterado quanto esse que a gente viu uma vesicula vitelínica que ocupava todo o espaço do saco gestacional, né? E nós sabemos que essa gestação é anegionada, geralmente em quatro semanas resolve o problema, a Janaína estava com 37 anos, mas não, foram 18 semanas. Meu Deus! Chegou um dia em casa, ela falou, eu só cheguei no meu limite, não dá mais.

Aí nós internamos, ela fez a mil, a vaca, a inspiração e aí resolveu o problema, só que para ajudar, olha como é diferente o homem a mulher. Quando nós fizemos o diagnóstico dessa gestação do aborto, uma semana depois a irmã dela, minha cunhada, também fez o diagnóstico da dela. Então foi aquela festa, vai nascer junto, do mesmo idade, tudo nosso, foi lembronado, da minha cunhada foi para frente, quando a gente estava indo visitar o meu sobrinho que tinha acabado de nascer, eu já tinha esquecido da nossa tudo, né? Anderson, você já parou para pensar que era para ter um nenenzinho ali atrás? Então você vê como a mulher marca, né?

Eu sofri lá na época, mas ela sofreu emocionalmente e fisicamente, então teve essa diferença. Aí passou com 37 anos, com 38, a minha sogra teve um diagnóstico de câncer e aí a gente começou a rever alguns valores, porque enquanto você vê a pessoa distante falecendo, a pessoa com idade falecendo, é uma coisa. Ora que o sofrimento chega na sua tenda, na sua casa, aí isso te faz refletir sobre um monte de coisa nós refletimos. A gente decidiu que queria mais um filho, só que ela já estava com 39 anos, ia fazer 39, né? E a gente deu um prazo até março, se ela engravidasse, a gente, ok, depois de março não engravidasse, Março, não, desculpa, Julio, se até Julio ele engravidasse, ok, se ele engravidasse a gente ia encerrar, porque o caso da minha sogra era grave, ela faleceu em outubro, nós engravidamos em março e aí veio a Manu, que hoje está com 5 anos, e aí nós não resolvemos mais tentar um menino.

A paternidade é, nossa, é uma rede descoberta, é um aprendizado constante, né? E eu confesso para vocês que às vezes eu sofro e me culpo, porque eu não dedico tanto tempo quanto eu devia. Então o que que eu tento fazer agora? Os mínimos momentos que eu posso ter, eu tento aproveitar enquanto esse tempo, né? E aí é uma faca de dois gumes, porque você está ali trabalhando para deixar um legado, trabalhando para dar melhor escola, trabalhando para deixar os melhores valores, mas tudo isso ocupa, você tem que também se equilibrar para não começar a sofrer emocionalmente e isso te prejudicar de outras formas.

Tem uma frase que se aplicar mulher principalmente fala, quando nasce uma mãe nasce um sentimento de culpa, se sente culpado por qualquer coisa, ou porque você está me mandando, ou porque você não está dando atenção, ou você não está cuidando, você sempre se sente culpado. Mas por homem também, a gente vir e mexe, se sente culpado é isso, né? Minha história, eu não pensava quando adolescente, eu não pensava em nem casar e nem ter filhos. Minha ideia era trabalhar isolado do mundo, mas era mais revoltado, mas a vida vai transformando a gente. Viver na floresta.

Viver na terra, era, era essa ideia. Vai trabalhar com minha produção humana ajudando a botar pessoas no mundo. E eu caiu e veio quando eu tinha 28 anos. Caiu está com 10 anos, 2014, e foi o meu primeiro impacto com a paternidade ali. É a melhor coisa, não tenho que falar.

Meus dois momentos mais felizes assim na minha vida foi o nascimento dos meus dois filhos. E aí o caiu para o Téu, uma diferença de 8 anos, o Téu demorou para vir. A minha preocupação era de vir um japonezinho também, mas aí veio. Aí veio um japonezinho, então o Téu é japonezinho. Nesse caso ainda bem que veio.

A gente brinca, cara, é que loucura, né? Mas a gente… É o santágio do paciente, é bom de ser um filho. É verdade. É, não, a gente no lugar de paciente, eu tive uns dois cistos no ovário, né?

Hoje eu tenho um ovário só. E me colocando no lugar de paciente me transformou completamente. Porque eu lembro a primeira vez quando me falaram do cisto, eu já estava quase terminando na residência. Eu sabia que era um cisto benigno, mas aquilo me deu um choque tão grande, meu Deus, eu posso perder meu ovário. Eu não congelei ovo, eu sabia que precisava, mas eu não congelei porque eu fiquei com medo.

Então, assim, a gente entende o paciente, né? E hoje eu consigo me colocar mais no lugar por conta dessas situações. Imagino que para você seja bem parecido, né? E vocês têm algum exemplo, assim, alguma figura? Marcelo estava citando a questão do seu avô, né?

Que foi uma inspiração, alguma figura paterna ou de algum homem que seja a referência para vocês na criação dos filhos, não? Eu tenho muita referência, assim, do meu voo. Porque o meu voo, na verdade, ele veio da Itália para cá. Então você vê, ele teve, na época da guerra, foi prisioneiro. Então, você imagina, assim, a gente fala…

Imagina você ter que pegar os seus filhos, sair de um país que você não. Porque está tudo arrasado, então eles tiveram que vir para o Brasil, né? Com… veio com minha mãe só. E aí, verem de navio, 15, 20 dias, isso é uma terra que você não conhece, não sabe, não fala.

Então isso, para mim, é uma coisa que eu falo… Não sei se eu teria coragem hoje, se eu daria conta de fazer, mas é uma coisa assim, um legado, assim. O jeito que criou meus tios, todo mundo, né? E viram para cá sem nada. Então…

É difícil isso daí. Hoje em dia, a gente não… A gente está bem acomodado, a gente quer deixar tudo certo e ir para o Sul. Você imagina, pessoal, antigamente, eu tive uma cidade que você não… Um país que você não conhece nada, né?

E eu conheci meu voo, tive o prazer de como me ver com ele. O voo materno, o voo paterno eu não tive. Morreu mais cedo, mas a figura que eu tenho mais desperdi, o meu voo materno. Depois dessa, eu veio para cá sem nada, consegui construir com três filhos, meu tio… Meu tio engenheiro, mecânico, engenheiro, se viu.

Minha mãe professora, minha tia pediatra, que foi aqui mais… Eu tive contato com a medicina e tal, assim. Pessoas que eles não conseguem nem saber escrever direito, nem falam. E construir uma família e dar estudos dos três, né? É o legado que a gente tanto fala, não é?

Eu posso considerar também, assim, os pais, me considerando meus dois avós e meu pai também. Meu pai, o pai dele, né? Eles são um neurovestínio. Então, eles eram meio bravos. Meu pai é um pouco bravo, né?

Mas uma coisa interessante, que meu pai criou a gente de uma forma sempre conceito. Então, por exemplo, na minha família, a gente tinha várias religiões, várias. Então, eles sempre ensinam a gente a respeitar. Em alguns momentos, por exemplo, a gente se reunia para falar das coisas espirituais, falar com Deus. Outros valores que ele mostrava muito para a gente, nós, éramos adolescentes.

Então, a gente olhava muito a carro bonito, a casa bonita. Eu me recordo uma vez, eu morava em Ubatuba e a gente tinha… Tem uns primos que eles tinham poder aquisitivo muito alto. Então, na época, lançava os carros assim, eles apareciam com o carro, né? E quando lançaram o cadete, aquele cadete conversível, todo o vinho, toda coisa mais linda.

Lançavam esses importados, ele vinha e aí meu pai comprava um apartamentozinho lá no pé do muro do velho. A gente tinha que fazer faxina no apartamento. Eu falei, poxa, pai, eu surpreende. Esse dinheiro fica comprando esses apartamentos. Compa o carro bonito assim, ó.

E aí ele falava, do jeito… Brinco que ele é chucro, posso falar o que ele fala. O jeito bravo dele, ele falou, anércio, vai, dá uma coisa. Carro bate, carro quebra, carro amassa. Uma terra pode cair o céu.

Vai ser sem pessoa. Então, ele foi mostrando esses valores no dia a dia. Eu me recordo que eu tenho um primo com esquizofrenia, que em momentos de crise, ele tentava suicídio. E a única pessoa que podia ficar mais ou menos próximo dele era meu pai. Então, meu pai juntava a gente em família.

Então, eu tenho mais duas irmãs. Hoje, todos os momentos que eu tenho disponível de tempo, tá lá eu e minhas duas irmãs em conjunto com meu pai e minha mãe. Então, eles conseguiram trazer a união dos filhos, apesar de todo mundo ter casado. Porque eles conseguiram trazer essa união dos filhos até nessa fase adulta. Eu tenho 47 anos, minha irmã tem 46, a outra tem 40.

Então, conseguiu unir a gente. Então, esses são os valores que eu tiro o chapéu, assim, de referência como o pai. Eu não sei se eu vou conseguir que ele não estou caminhando, pegando o exemplo dele. Mas, porque eu vejo nessa fase, as meninas brigam muito, né? E o meu outro avô também, mas o meu outro avô, por parte da minha mãe, era o posto.

Era aquela pessoa acolhedora. Abraçava todo mundo. Faz o que você quer, brinca do que você quer. Isso foi bom, porque mostra uma humildade, mas ao mesmo tempo faltava um pouquinho de comando. E de uma certa forma, ele acabou ensinando a gente dessa maneira também.

Bom, eu tenho várias referências, né? Eu falo muito, a palavra referência é a gente adotar a melhor prática, nem qualidade a gente usa muito isso. Acho que é um bom aprendizado. A gente sempre tem uma forma de enxergar as coisas. Você pode enxergar do lado negativo, olhar o lado positivo.

Então tem meus avós, tem os avós do Caio, os avós do Téu, tem os meus pais. Eu sou muito apensuado, é a forma como eu enxergo as coisas. Eu tenho várias boas referências em cada um, né? Então eu falei do meu voo, o vocarecudo, isso é que é a parte de acolhimento, do carinho, do beijo, do abraço. E no caso do meu avô por parte de pai, pai do meu pai, era questão mais da retidão, da moral, do que é correto.

Então cada um tem sua particularidade que a gente vai adotando e a gente vai aplicando isso na nossa vida. O que tem de bom. E não tem manual para criar filho, né? Eu vejo a diferença dos dois, são crianças diferentes. Se dão muito bem, graças a Deus.

Uma das preocupações minhas com a diferença de idade deles era que do Caio, sentir o nascimento do Téu, 8 anos depois, foi sozinho por 8 anos. Mas ele se dá muito bem, se alinhou muito. Mas são crianças bem diferentes uma da outra, né? Cada um assura também individualidade, particularidade. Uma coisa que me ajudou muito na criação de ambos e não só na criação, mas o relacionamento inter -pessoal na parte profissional também, de relacionamento de casal, foi atrás de estudar um pouco mais do comportamento humano.

É isso que ajuda a gente a entender um pouco mais e agir com menos filha, menos sentimento de uma forma um pouco mais racional. Então lá atrás, quando o Caio nasceu, eu fui estudar muito sobre comunicação não violenta. É uma coisa que cada geração tem a sua característica de criação, mas foi algo que eu falei, pera aí, questionar o que é a nossa criação e o que a gente pode fazer de melhor. Como dialogar com a criança, como tornar a criança mais consciente, entender o comportamento e tal. Isso tem ajudado muito.

Graças a Deus, em alguns momentos eu consigo ver o comportamento do Caio, especialmente que conversa, que consegue dialogar melhor, mas ele consegue se expressar, ele consegue colocar o sentimento dele, ele consegue fazer o próprio julgamento, ele me chama atenção muitas vezes de algo que eu posso, eu estou fazendo errado, e eu falo, papai, mas você fala pra não fazer assim, mas você está fazendo? Aí eu tenho que reconhecer aquilo, desculpa, realmente você está certo, papai vai corrigir, não vou fazer mais assim, que bom que você falou, então isso a gente vê aqui. E isso que Marcelo falou legal, que fala daqui, eu te volto, eu estou com o inserido falando pra ter ainda que você vê. Marcelo está com há dois anos? Tem há 38.

Você vê, ele teve o primeiro filho, ele foi estudar, isso antigamente não é um legado que era muito difícil, os pais eu falo dos meus tios, que eram 7, 8, o pai chegava daquele jeito com todos e eu disse, não, Marcelo foi estudar, cada um é diferente do outro, eu acho que essa é a principal diferença do pessoal mais antiga do pessoal da gente. A gente consegue enxergar cada um diferente do outro, porque se eu tentei três filhos, eles tinham um diferente mais da outra, e o pessoal antigamente às vezes não conseguia isso. Então isso às vezes de uma criação um pouco diferente, hoje a gente consegue, se o Marcelo for estudar, você consegue isso, como que eu vou comunicar melhor com o meu filho, como que eu vou fazer isso, hoje a gente tem muito mais também, condições de fazer isso com a internet, com tudo que antigamente. Comece em casa e aí você pode clicar em outras circunstâncias, na clínica, a comunicação não violenta, assertiva, ajuda a gente a desenvolver as pessoas, a se comunicar com os nossos pares. Dr.

Anderson deu uma palestra, quase um mês, de perfil comportamental, também foi atrás de estudar, comportamento de pessoas, o disc, então isso ajuda a gente poder educar os nossos filhos. Com certeza. Bom, queria agradecer, a gente podia ficar aqui um tempão, ainda conversando, né? Queria aproveitar para desejar um feliz dia dos pais a vocês e agradecer de vocês dividirem uma parte da paternidade, um tempinho da paternidade para a gente poder aumentar outras famílias também, e queria deixar o espaço final aqui para vocês deixarem uma mensagem para os papais e futuros papais, então estão escutando a gente. Acho que, mais uma vez, agradecer, é muito gratificante, muito legal estar aqui com vocês e falar com o pessoal que tem medo, que não tem que ter medo, porque o Marcelo falou, dia mais feliz da vida dele, eu com certeza dia mais feliz da minha vida, porque quando ela se nasceu.

Então assim, é muito bom, acho que é isso. E vai em busca, tem dificuldade, bom, a gente está aqui, tem várias clientes, hoje, gratamente, a gente, em diferentes dias e anos atrás, a gente tem, evoluiu muito mais a parte científica, a gente tem mais, antigamente, quem não conseguia, hoje a gente tem o poder de fazer isso daí. Então assim, não desanime, entende que é a melhor coisa do mundo, a paternidade. E não é só na hora de nascer, a paternidade começa a contaminar. A gente não tem mais soca, você acha que é mais difícil?

Não, depois que o negócio começa a complicar. Bom, eu queria desejar um Feliz Dia dos Pais para vocês e para você, que ainda não é papai, o futuro papai, também um Feliz Dia dos Pais, eu estou profetizando aqui e deixando para você um pedido ter esfugido a palavra, encarecidamente, era essa palavra que eu queria lembrar. Tenha muita, muita paciência e muita resiliência. A questão da paternidade é questão de tempo. Vai chegar o seu momento, vai chegar o seu dia.

O importante é você buscar informação, buscar apoio na jornada, porque o que está te distanciando do título de pai, é apenas o tempo. Muito bom. Obrigado pelo convite mais uma vez, é um prazer estar aqui, compartilhando com vocês um pouco dessas histórias, conhecendo um pouco mais, desejar todos um Feliz Dia dos Pais e podem ter coragem que vale a pena, não precisa ter medo, se joguem, é uma jornada maravilhosa e dá ainda mais significado a vida. Maravilha, muito obrigada pela participação de vocês e a gente se vê no próximo episódio. Obrigada por assistir ao Papo de Tentante.

Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão, mande um e -mail para papo -detentantearobaceferpe .com .br. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio. Até lá!

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