Para realizar os nossos sonhos, procuramos todo tipo de informação, não é mesmo? E se tratando do sonho da gestação, vamos além!
Neste episódio do Papo de Tentante, Dra. Camilla Vidal, Dra. Ingrid Guedes, Marcela Gomide e Jackeline Costa falam de suas experiências e orientações essenciais para quem busca entender e alcançar esse momento tão especial na vida.
Quer saber como aumentar as chances de engravidar? Dá o play ▶
#podcast #fertilidade #gravidez #mitoseverdades
Transcrição do episódio
Clique para ler a transcrição completa
Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi pessoal, sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Hoje a gente vai falar de um assunto que eu tenho certeza que todo mundo que está pensando em gravitar já pensou, que é assim, será que tem alguma coisa que eu posso fazer para facilitar? Como que eu aumento essas chances de engravidar? Mesmo que não seja para agora, o que eu posso fazer? Então a gente vai conversar um pouquinho sobre esse assunto, queria agradecer a presença de vocês e deixar vocês a vontade para se apresentarem.
Oi gente, eu sou indigri, eu sou médica formada em Ginecologia Obstetrizia aqui pelo Aluspir Ribeirão e sou médica com especialização em produção humana e trabalho no corpo clínico do CEFERP. Olá pessoal, eu sou a Jaqueline e eu trabalho aqui no Marketing do CEFERP. Olá, eu sou a Marcella Goumidi, seu jornalista e também trabalho no Marketing do CEFERP. Bom, então vamos lá, porque quem fala em gride por nós, quem nunca recebeu uma paciente e fala, mas e aí? Eu posso ter relação todo dia?
Não vai atrapalhar? Será que é melhor eu guardar os espermatozóides? Tem um período certo, né? Então hoje nós vamos entender um pouco mais dessas questões e até por essa questão, ser uma pergunta tão frequente, a gente tem até um documento que eu trouxe também para a gente discutir um pouquinho, porque foi um documento da Sociedade Americana de 2022, justamente sobre quais as medidas a gente tem para otimizar a fertilidade natural. Então o que a gente, como ginecologista, não só especializa em reprodução, pode orientar também esses casais, né?
A gente vê bastante dessas dúvidas, né? Sim, muitas pacientes procuram, às vezes, os médicos ginecolos exagerais, às vezes a gente, muito mais os ginecolos exagerais dela, né, quando estão conversando dia a dia com essa questão de como aumentar a facilidade dela de forma natural, sem partir para procedimentos já mais invasivos, né? Às vezes elas ficam preocupadas, ah não, eu quero muito gestar natural, o que eu posso fazer? Então é uma questão muito recorrente na clínica, né Camila? É, um dos pontos, assim, que esse documento chama atenção, e a gente já conversou, né, algumas vezes, é sobre a questão da idade, né?
E da gente levar a conscientização do impacto da idade para nós mulheres, né? Porque isso é uma coisa que eu falando como ginecologista e como mulher, assim, eu vejo que as pessoas estão se conscientizando, mas a gente ainda precisa avançar bastante, né? Às vezes a gente recebe pacientes que estão bem, assim, já em uma idade mais avançada e elas são, não, mas eu estou tentando, eu não sei quantos anos e até agora eu não consigo, e ela, entre aspas, né, deixou para procurar naquele momento onde a gente já tem uma limitação, né? Então a gente falou sobre isso. É, a falta de informação mesmo, né, das pessoas acharem que vai ter o momento certo, né?
Qual que é o momento certo e ele nunca vai chegar. Então hoje que a informação está um pouco mais disseminada, a gente vê pessoas, né, que têm procurado antes um profissional, uma clínica para poder tentar realizar esse sonho, né, de formar uma família. Eu lembro quando eu estava tentando engravidar, que eu estava tentando natural, eu também fiquei tentando muito tempo até que eu falei, olha, a gente tem um tratamento, né? Então assim, eu vejo por mim, assim, como eu demorei um pouco e minha mãe falava assim, não, você tem que ficar de perna para o ar, você tem que fazer um desequilhamento, porque eu fazia isso, então vem muito também de cultural, questões culturais da mãe, da vó, você tem que cometer tal coisa, que se implementar a fertilidade. Não, Guilherme tem que cometer tal coisa para aumentar a quantidade de espermatozórdia nas coisas que hoje, né, a gente, trabalhando com isso, a gente sabe que não é assim, né?
São questões também fisiológicas. É, essas, eu ia até perguntar assim, se algumas dessas crendices, se elas têm fundamento científico, porque assim, realmente, ficar de perna para cima, depois da relação sexual vai aumentar, porque a gravidade vai ajudar, isso tem a ver, sabe? É, na verdade não, né? E essas coisas todas acabam sendo um fator muito stressor, se a gente for ver, né? Porque até o casal transforma ali, o que era para ser um momento prazeroso e uma questão matemática, né?
Uma obrigação, né? É, e aí assim, você tem que fazer nessa posição, e aí agora você não pode levantar, você não pode fazer nada, né? E mais às vezes, a gente explicar isso para a paciente, vai fazer ela passar mais tranquila, porque não basta a gente só falar assim, não, ó, isso aí é mito, tá? Não precisa se preocupar com isso, não. Mas aí se ela tem relação, levanta, e aí ela começa a sentir aquele negócio todo escorrendo, ela fala pronto, tá aí, tudo embora os meus espermatozórdios, agora não vai dar certo.
E então, às vezes, se a gente não leva um pouco mais de informação, elas vão ficar continuando, né, com esse receio. E a gente precisa lembrar que assim, uma coisa é o semen, que a paciente está vendo, outra coisa são os espermatozóides mesmo, né? Que são as estruturinhas ali microscópicas, e eles vão estar nadando em questão de segundos, né? Em poucos minutos, a gente já encontra espermatozóide na trompa. Então, independente de movimentação que a mulher faça, né?
Pôs a gestia de aculação, a gente não vai impactar na chance desses espermatozóides encontrarem o óvulo. Só fazendo um parêntese de uma coisa interessante que eu lembrei, não é diretamente relacionada em gravidar, mas entra um pouco nesse assunto de orientar. Tem muita paciente que tem medo de depois que transfere embrião, né? Então assim, ah, será que eu posso seguir as atividades? Será que eu posso fazer tudo?
E eu vi, eu não lembro se era uma médica, eu não lembro onde eu vi que a pessoa estava falando sobre esse assunto. E ela falou uma coisa que eu achei muito interessante, porque ela falou assim, olha, pensa bem, pensa assim, o útero, ele é uma estrutura que normalmente ele vai ficar curvadinho. Então, se você está em pé aqui, o seu útero ele está curvadinho para cá ou ele está curvadinho para lá? Então mesmo que você fosse pensar que o útero se mexe e atrapalha o embrião, se ele está deitado, o embriãozinho está deitado aqui, o útero está nessa posição dentro de você. Então, às vezes até a paciente conseguir fazer essa imagem mental para ela vai falar assim, então tá, então agora eu tenho esse fundamento e está mais tranquilo, né?
Sim, e é muito engraçado, porque pensando nisso realmente dá mais segurança. Exato. Mas as pessoas leigas, assim, a gente que não entende, se levantar como se fosse cair, se fosse cair, que ele fosse sair, e eu participo de vários grupos participavam antes de ter o Henrico, e todo mundo tem a mesma cabeça. É impressionante como as pessoas leigas pensam iguais. E eu acho que isso que a Camila possui, você só dizer, ah, é mito, é o que você está vendo, eu estou vendo sair, não é possível.
Exato. É uma explicação, né? Sim. As empresas explicaram que dá conta assim, então, ah não, eu estou vendo sair. Essa médica fala assim, mas eu estou vendo sair.
A médica não sabe. Mas é. E ainda junto aqui, quando a gente vai transferir, por exemplo, a gente muitas vezes passa uma gase que tem bastante soro, né? Então a gente molha ali o canal vaginal para poder limpar, para poder fazer. Então na hora que a pessoa se entende, ah, levanta achando que vai sair.
E ainda escorre o líquido, ela fala, tá vendo? Ela já apanhou. É, tem certeza, já foi. E na verdade não tem nada a ver, né? Então a mesma coisa vale para essa parte de posição.
Outro ponto também é sobre isso de ter relação todos os dias, né? Então de que, ah, tem que ser todos os dias. E a gente sabe que isso não vai impactar, né, Engrid? Tanto ter todos os dias quanto umas já vem o contrário, né? Não posso ter todos os dias, porque o sêmem vai ficando fraco.
Não pode ter muita frequência, porque tem que economizar para o momento certo. E a gente vê que nenhuma das duas coisas elas realmente interferem, né? Então antigamente isso ele tem todos os dias. E agora eu acho que está um a um, mas até pelo contrário das facientes. De não.
De um contrário. De ouvir muito. De falar assim, se você quiser todos os dias, a qualidade deles vai diminuir. A quantidade diminui, então não vai dar certo. Sim, as pacientes, eu acho que hoje em dia eu vejo mais isso até do que dizia que tinha todos os dias.
Não, vamos economizar aqui. E a gente vê que não é bem assim, né? É como na academia, né? Não pode ser todo dia de perna. É!
É! É isso aí. Mas é um pensamento, na hora, vai enfraquecer. Até porque o homem ele não perde, né? Ele não nasce com uma quantidade igual a mulher nasce, né?
Sim, sim. Então ele vai, ele produz isso, então, até determinada edade. Então você ficar três dias sem relação sexual ou… O que a gente vê justamente na questão de muito tempo, a partir ali de cinco dias, a gente já vê uma redução na qualidade daqueles pernautóidos. Então, longos períodos sem ejácular seria pior do que tanto ele passar dois, três dias quanto todos os dias, teria uma qualidade semelhante e agora, longos períodos, a gente vê uma redução na qualidade.
Então ele ficar sem ejácular, longos períodos, pensando em fazer uma espermograma, pensando em colher um seme para congelar, um seme para a gente formar embrião ali no AFIVE, ou para um namoro programado, não teria fundamento. Então esse pensamento de economizar e guardar ali para ter mais espermatozoide não realmente não é válido. Você tocou num ponto que eu tenho muita dúvida, e aqui é com relação ao namoro programado, né? Ele realmente aumenta as chances de engravidar e como que é feito isso? Tem os dias certinhos?
É viável? É viável, principalmente quando a gente tem suspeita de alteração na ovulação ou aqueles casais que têm dificuldade de sincronizar o período fértil, né? Porque falando dessa coisa de aumentar a chance de engravidar, tem muitas, muitas não, mas a gente já ouviu histórias de pacientes que falaram, eu fui lá e tomei por conta o indutor de ovulação. Ah, porque isso aí vai aumentar a minha chance. Meu Deus.
E na verdade não é bem assim, né? É meu Deus mesmo. Os perigos da auto -medicação. Exato, exato. E as pessoas tendem a achar que assim, ah não, é o tipo de merremédio tranquilo, né?
Não tem problema, e na verdade a gente não sabe como é que essa paciente vai responder ao indutor de ovulação e se crescer em vários folículos e ela aumentar o risco de nascer vários, né? Tem alguns indutores de ovulação que podem atrapalhar o endometrio também. Então, às vezes ela usa achando que está ajudando, mas na verdade está atrapalhando por outro lado. Então, toda a medicação a gente sempre tem que acompanhar. E quando a gente fala nessa questão de namoro programado, né?
Quem mais se beneficia é quem não ovula, ou quem tem dificuldade de sincronizar o período fértil. Porque o que é interessante também a gente orientar, é que a paciente tem a sensação assim, poxa, ela já faz tudo certinho, ela ovula, ela tem relação no período fértil, mas ah, então vamos fazer um namoro programado para aumentar a chance. Só que, se essa paciente é ovulatória, se ela percebe o momento da ovulação, se eles conseguem ter relação no período fértil normalmente, é como se eles já tivessem, entre aspas, programando o namoro todos os meses, sem precisar da nossa intervenção e do nosso estresse ali de ficar te dar remédio. Vem, faz o tração, agora faz a injeção. Então, a gente tem que tomar cuidado porque ele é um tratamento bom, de baixa complexidade, mas quando bem indicado, porque senão às vezes a gente só agrega mais artificialização e não necessariamente agregar enxances.
Eu acho que é bom a gente falar em perder tempo, como a gente está falando em reprodução, que às vezes as pacientes, já vi pacientes anos usando indutores de ovulação, elas não tinham problema nenhum e ovular não era um fator de infertilidade, elas realmente ovulavam todos os meses, então não era esse o ponto, e elas ficam usando por muito tempo indutor de ovulação achando e que está fazendo algum tratamento, mas não é o fator de infertilidade dela, não é o que está atrapalhando ali aquela gestação. Então, às vezes elas perdem tempo com um tratamento que não é o adequado para elas, porque ela simplesmente… ah, pelo achismo, porque a amiga fez, a prima fez. A filha da vizinha, do meu tio fez e deu certo. E aí nesse momento é muito importante pensar na individualidade, né?
Sim, sim. E na responsabilidade dos profissionais, saber uma pessoa realmente que sabe do que está falando e não simplesmente alguém que acha que daria certo. Por isso que é tão importante ter especialistas em reprodução humana. É uma área que vocês seguem e ela é fruto de muito estudo, muita atualização constante, né? Toda vez que tem, a ciência não para, então toda vez que descobre alguma coisa, vocês trabalham em prol disso de melhorar, então não é…
E também pelo fato da gente estar avaliando o casal, né? Porque quando a gente fala em infertilidade, ninguém engravida sozinho. Então eu já tendi paciente que fala, não, mas eu sei, o problema é meu, eu não ovulo, eu tenho vários policícios que eu fico no tampão sem menstruar. Tá, tudo bem, a gente pode fazer você ovular, mas como é que estão os espermatozoides? A gente não sabe, será que vai ter alguma dificuldade?
É que, naturalmente, também é sempre uma questão da mulher. Da mulher, tá? Sim. A mulher que gera, a mulher que é a culpada. É.
E sobre essa questão também de ovulação, em momento de sincronização, namorro programado e tudo mais. Um outro ponto que eu acho importante da gente falar nesse tema, de aumentar as chances, é que às vezes as pessoas buscam muito aquela sincronia perfeita, de que assim, ah, não é o período fértil, eu preciso saber quando eu estou ovulando, porque na hora que eu tiver o volano, eu vou tirar meu marido de onde ele tiver e eu vou da relação naquele momento. E na verdade, esse nem é o melhor momento se a gente for falar em aumentar a chance de gravidez, porque o melhor momento seria se ela já tivesse tido a relação antes da voa ovo acontecer, né? É tão difícil também saber que está ovulando, é porque a gente tem uns sintomas, mas será que realmente é aquela dorzinha que dá, aquela aclara de ovo que sai, esse é o momento, digamos assim? A gente, é, são sinais.
Sim, mas a gente não é muito difícil. A gente sabe exatamente, mas se não se for natural, a gente sabe o momento exato que aquele ovo foi liberado. Eu acho engraçado que enquanto tem algumas mulheres que falam, eu não sei, nunca percebi, tem gente que tem uma confiança sobre saber o próprio corpo muito grande. E assim, são sinais de ovulação, a gente acredita que por esses sinais, a pessoa realmente está ovulando, mas a gente não tem como dizer, ah, é exatamente essa hora. Eu acho engraçado que as pessoas que têm a certeza absoluta, elas têm muita certeza, só muita certeza.
Eu tenho certeza, foi hora, hora. E fala até o horário, às vezes, né? Vai descer normalmente a tarde. 33, agora? Então, nós.
Desculpe -se mesmo, pera. Mas realmente, como Camila falou, independente de realmente for o horário que você está dizendo, não tem obrigação de ser naquela hora certa, né, de ter a relação. Mas eu acho isso muito engraçado, gente, porque eu não consigo dar essa certeza absoluta de nada, no meu corpo. É, mas é, mas aí se a gente for falar em como aumentar as chances, é melhor que essa paciente tenha tido relação antijovo lá, então por esse documento que a gente está falando da sociedade americana, a recomendação é que o ideal seja 1 a 2 dias antes da ovulação para acontecer o encontro do seu avião. Para aumentar a chance dela em gravidade, porque assim, o espermatozóide, ele dura mais tempo do que o óvulo.
O óvulo é mais sensível. Então, se a gente fica tentando aquele momento exato ali para sincronizar exatamente o momento da ovulação, se a gente não pega, porque a maioria das pessoas não vai saber exatamente, às vezes o óvulo foi lá, ficou esperando, não apareceu ninguém, e aí não tinha espermatozóide, acabou, perdemos essa chance. Agora o espermatozóide, não, eles são milhões e eles vivem mais tempo. Então, se ela já teve relação diante, maior a probabilidade de já ter alguém por ali esperando na hora que a ovulação acontecer. E aí com isso a gente facilitaria a chance desse encontro acontecer.
É incrível essa dinâmica, né, ser potencial, né, é bem interessante, né, a gente tá falando sobre isso. É, por isso que, por exemplo, outro ponto, né, quando a gente fala em aumentar a chance, é a gente falar em fazer teste de ovulação, né. E quando a gente faz os testes de ovulação, e ele dá ali o segundo risquinho, ou ele dá ali a carinha feliz, ele tá detectando o aumento do LH, que é o hormônio que vai fazer a gente ovular. Só que desse aumento, até realmente o folículo romper e liberar o óvulo, vão questão ali de umas 36, 38 horas aproximadamente. Então, quando a mulher tem o teste de ovulação e dá positivo e fala, ah, esse é o momento bom para ter relação, realmente ele é.
Mas não porque ela ovo lou no sentido de liberar o óvulo naquele momento da carinha feliz, assim porque, como vai ser mais para frente, já vai ter dado tempo dela ter tido relação, o espermatozoide tá ali, para quando o óvulo realmente chegar, né. Nossa, é muito interessante isso. E assim, uma dúvida que eu fiquei, é porque fala bastante de fertilidade conjugal, né, a doutora até falou, que não é a mulher, nem o homem, mas a junção dos dois que vai dar certo. Existem alguns fatores que às vezes a pessoa pode fazer tanto homem quanto a mulher para tentar melhorar as chances, por exemplo. O meu marido é fumante, ou então eu estou acima do peso, de acordo com o meu IMC, enfim, tem alguns fatores que a gente pode tentar para melhorar essa fertilidade conjugal?
Tem, tem, assim, são fatores para a gente cuidar da nossa saúde e da fertilidade, mesmo que a gente não esteja querendo engravidar agora, né, mas se for algo para o futuro, porque, por exemplo, a gente fala no cigarro, o cigarro ele pode acelerar, inclusive o nosso gasto da reserva ovariana e fazer com que a gente acelere, né, esse gasto. Então a gente tem uma reserva ovariana mais baixa, a gente poderia aumentar esse risco só pelo fato de a gente fumar. Então mesmo que eu não esteja tentando engravidar nesse momento, se eu fumo e continuo fumando, eu posso aumentar a minha dificuldade lá na frente, né. Para os dois sexos, né, Camila? Não sofre a parte da facilidade, mas é muito importante reduzir a carga tabática, né, não fumar, e eu acho que isso é um conhecimento geral, mas se tratando de facilidade, eu acho que é pouco falado, né, pouco discutido, a gente sempre fala de malefício de um cigarro em relação a outras coisas, mas eu acho que é importante a gente falar da parte da facilidade também.
Até se você é fumante passivo, por exemplo? Da parte de fumante passivo, acho que não tem muitos estudos falando não, né. É, eu imagino que não tem muito. É, que eu interviria tanto. Tá, mas a gente fala muito de cigarro em relação também a essa função erétil, né, eu acho que da parte de reprodução, da parte de facilidade, as pessoas discutem muito a parte de função erétil, mas não seria só isso, seria também na qualidade dos spermatozoides e na reserva o variano, então ele interfere muito na parte da facilidade.
Pra gente ter uma noção, até deixei esse dado anotado, que eu achei muito interessante, eu tava revisando esse documento pra gente conversar um pouquinho, né, e eles colocaram um dado que eu acho interessante de a gente falar pra ajudar a ficar palpável, é o que a gente tava falando, né, das informações, de que a menopausa ocorre em média 1 a 4 anos antes em mulheres que fumam, em comparação a mulheres que não fumam. É, de reduz mesmo, então. Nossa, justamente porque a gente tá gastando mais. É, se a gente for olhar, é muita coisa. E assim, de 1 a 4 anos, gente, é muito, sabe, por exemplo, se a gente normalmente fala que a partir dos 35 anos, né, que a reserva variana vai diminuindo mais, então assim, eu tô com 30, eu tô com quanto?
Mas você não fuma. Não, não. Não está na menopausa, nem prova. Por exemplo, se eu fumasse, seria algo assim que, sabe, viria antes, adiantaria, é, a carretaria danos da minha reserva variana. Então, é tão cedo, né, mas não mais cedo.
Exatamente. Exatamente. Pra nossa realidade hoje, a nossa idade da menopausa já é uma idade que, pra nada, é muito jovem, né, se for comparar antigamente, né. E outras questões de estilo de vida também, né, então é o que a gente falou, muito já é conhecido, mas acho que é importante a gente chamar atenção pra fertilidade, né, porque se não entra naquela coisa do tipo, aí tá, todo mundo sabe, faz mal isso. É, mas às vezes não pensa que faz mal até esse ponto, igual quando a gente tá falando agora dessa questão da menopausa, né, então, mesma coisa pra excesso de álcool, uso de outras drogas, os extremos de peso, às vezes a gente olha e fala muito só da questão da obesidade, mas o extremo pro outro lado, então, pacientes com IMC muito abaixo, também podem ter impacto na fertilidade, até pela questão de impacto na ovulação, né.
Então, é muito comum a gente ver atletas, essas pessoas que têm um percentual muito baixo de gordura corporal, muitas vezes, essas pacientes não menstruam, justamente por, pelo desequilíbrio hormonal que tudo isso traz também, e atrapalha a ovulação. Então, são fatores pra gente cuidar e que aumentariam as nossas chances de engravidar quando a gente quis. Tanto na mulher quanto no homem, né, nesse caso. Tanto, mas assim, principalmente pra mulher, né, nessa questão da ovulação, mas, por exemplo, a obesidade pro homem também impacta na questão dos parâmetros seminais, né, até por uma questão anatômica mesmo, porque assim, pro testículo funcionar adequadamente, ele precisa ter condições principalmente ideais de temperatura, né. E a obesidade, ela vai fazer com que a região do testículo não tenha a mesma, não consiga manter a mesma temperatura, por uma questão, né, anatômica mesmo.
Então, isso também pode impactar na qualidade, na chance da gente conseguir espermatozoides. Eu lembrei de um ponto muito importante também na questão do homem, os urologistas do Cepherapia falam muito a questão do celular no bolso do homem, que isso também, a questão da alta temperatura também de se usar um notebook no colo. Então, são várias coisas, a gente não pensa nisso, né. Mas hoje em dia, com o telefone do bolso, todo mundo tem o telefone do bolso. Então, assim, são coisas que a gente precisa ficar atento mesmo, pra depois no futuro a gente olhar.
Sim. O que é que aconteceu? Mesma coisa, calor, né, exposição a calor, altas temperaturas, roupa justa. Então, esses cuidados vale a pena a gente orientar, né, pra que a gente tente mudar mais o nosso foco por uma questão de prevenção, de cuidado com a saúde do que só de, entre aspas, remediários que a gente encontrou lá na frente, né. A prevenção é sempre a melhor saída, né, o melhor remédio.
Porque lá pra frente, que nem a gente conversou já em outros podcasts, pode ser que lá pra frente você não queira ter filhos, caso você tenha dúvidas agora. Mas, e se você quiser, sabe, então, se prevenir, pensar antes é melhor. E querendo não, são questões de saúde geral, que nem a gente tá falando. De estilo de vida, de ter uma alimentação balanceada, não ter obesidade, e também não estar muito abaixo do peso, não fumar. E outro ponto muito interessante também, que até eu tava lendo esses dias, é sobre o estresse.
A gente sabe como o estresse é extremamente prejudicial pra nossa vida no geral, mas eu fiquei em choque quando eu vi que afetava a saúde. É que a gente banalizou o estresse. A gente banalizou o estresse. A gente glamorizou o estresse. Ah, tá estressada.
Mas ele é muito no cílio. É, muito. E aí, quando eu vi isso, que a Paolo Oliveira, ela fez congelamento de óvulos dela, porque a atriz fez congelamento de óvulos dela, porque ela viu que tinha afetado a qualidade dos óvulos. Por conta do estresse, gente, eu fiquei assim, desespero, meu Deus. Já se deu um alerta ali.
Aí eu fiquei sensado. Aí eu fiquei… Aí agora, que eu faço. Não, e são várias questões, né? Tanto que assim, tem muitos estudos tentando justificar porque que a gente tá tendo realmente mais dificuldade pra engravidar.
E tem todas essas questões, não só da gente deixar pra engravidar mais tarde, do estresse, dos nossos hábitos de vida. Nesse documento, inclusive, eles colocaram um ponto que eu achei interessante, tentando correlacionar com a poluição do ar. Então, assim, de que, dependendo do lugar que a pessoa mora, se é uma área, uma cidade maior, mais movimentada, mais próxima de região com muito trânsito, que isso poderia… É, é uma pessoa de São Paulo. Que isso poderia também estar associada a uma dificuldade maior de engravidado que pessoas que morassem em outras regiões.
Então, tudo isso interfere. Lógico que tem coisas que não tem o que a gente vai fazer com essa informação, vai mudar de cidade, vai largar a vida de São Paulo, vai pra outro lugar, né? Ou então, do estresse. Ah, então agora vou apertar esse botão aqui, agora eu tô relaxada. Então, tem coisas que…
Não, não, uma massagem resolve. Não tem muito o que a gente fazer. Mas, às vezes, a gente saber disso ajuda a gente até a entender melhor, né? De como a gente buscar, melhorar. Por que que é importante a gente cuidar desses aspectos, né?
O… Sôando sobre o estresse, que às vezes eu acho que fica muito teórico, muito assim… Filosófico, pensar, ah, o estresse vai atrapalhar alguma questão de dificuldade, como a atrapalharia, né? Mas, gente, tudo da parte de reprodução é muito hormonal, tá? Então, cascadas hormonais, que é como se um hormônio sinalizasse pro outro, agora sua vez vai lá e o hormônio que foi sinalizar, tô indo.
Então, é como se eles se conversassem muito e tudo isso acontece muito de forma tanto das glândulas, né? Dos ovários, no testigo, mas muito boa parte cerebral, tá? Então, os níveis de cortisol, quando a gente se estresse, também é um hormônio que vai estar lá interferindo nos demais. Então, é por isso que o estresse realmente atua tanto em todo o nosso eixo hormonal, que a gente fica, nossa, mas é algo psicológico, é algo psiquiátrico, mas não, é algo hormonal mesmo, que ele tá ali atrapalhando todas as nossas questões. E como o nosso eixo, né, o nosso ciclo menstrual, ele é todo hormonal, então, todas essas questões presão de um ajuste bonitinho, um alíese médico, pra que ocorra.
Então, ele é bem biológico mesmo, são ações que a gente vê de verdade, vamos dizer assim, não que nada psicológico não seja de verdade, mas assim, algo biológico mesmo, que tá ali acontecendo, não é algo tão filosófico, tão psicológico, como as pessoas pensam. É, mas isso é muito importante ter essa ilustração do que acontece, porque, assim, aqui a gente sabe a importância, realmente, como os aspectos psicológicos agem, mas tem muita gente que ainda acha que é besteira, tem muita gente que ainda coloca de lado, então ter isso mostrar, olha, o que tá acontecendo na sua mente afeta, assim, o seu corpo, é pra essas pessoas verem que não é bobagem, então, e corta a sua cabeça. É, porque se fosse assim, é a coisa que você fala assim, né, que se fosse simples a gente ia falar assim, agora não posso me estressar, porque senão eu vou prejudicar a qualidade do meu salvo. Não é isso, não é muito psicológico, né, muito plena, não posso me estressar, que se não vai me afetar. E aí sim, você se estressa, né, aí não tá igual o seu exemplo da Paula Oliveira.
Eu fiquei estressada, eu não tenho que escrever, aqui não vem aqui na agência, eu até fiquei assim, gente, do céu não acredito, acabou tudo. Aí existem as maneiras de prevenir, né, o Cepherpa, inclusive, tem até o programa, o projeto Benstar, que pensam nessas terapias complementares, então assim, a gente falou da alimentação, tem nutricionista que fala, que direciona a alimentação que a pessoa deve ter, a propontura também pra ajudar, relaxar, pra estimular a regulação hormonal, os psicólogos, a massagem mesmo, que você falou assim, aí vai massar, porque desestressa. E eu tenho um relato de massagem, eu passei por isso, dia da minha transferência eu fui fazer massagem e eu saí de lá, eu tava muito bem, eu falava, nossa, precisava passar por esse momento, porque a gente sai tão tensa, que será que vai acontecer? Nossa, eu dou esse relato pra todo mundo, foi maravilhoso, eu saí muito mais tranquilo e confiante assim. E mesmo que a gente diga, por exemplo, isso, a massagem não vai mudar a taxa da transferência, né, a taxa de sucesso da transferência, mas é algo que te relaxou, que deixou você mais tranquila pra viver aquela experiência de uma forma positiva, né, eu acho que a gente tem que pensar muito nisso, em como você vai viver aquela experiência de uma forma mais leve, de uma forma mais positiva, porque queira não a jornada, ela é pesada, né.
Ela colocou minha cabeça no lugar, assim, eu tava muito estressa pensando em muitas coisas, e eu fui pra massagem e eu falei, nossa, tô bem, não tô pensando, eu simplesmente vou, entendeu? Mas eu vejo que é mais isso mesmo, né, assim, é mais o significado da massagem, né, a questão de você ir lá, é a questão de que você parou, você teve um cuidado com você naquele momento, você se deu aquele tempo de esvaziar sua cabeça, né, então é o significado por trás daquilo, né, e sobre essa questão, a gente, na medicina, a gente fala muito desse lado técnico, desse lado da ciência, de que os estudos, e é o nosso papel, a gente tem que ser transparente com relação ao que a ciência mostra, mas a gente tem que lembrar que a gente é biologia, né, a gente é um conjunto ali, e a ciência, muitas vezes ela não vai conseguir levar em consideração todas essas variáveis, né, até porque pra gente falar em estudos, a gente vai tentar isolar o máximo de variáveis possível, procurando ali uma correlação, mas eu tenho um conjunto de variáveis, você tem outro, já que tem outro, então a gente tem que individualizar isso também, né, e aí a gente entra nessa questão, por exemplo, a da nutrição, da copuntura, a gente fala da questão científica, mas ela é além disso, né, entra no que a gente tá falando, de um cuidado com a gente, da própria copuntura, ajudar no manejo do estresse, da ansiedade, da percepção de que assim, olha, eu tô investindo o máximo em mim, no meu cuidado, no meu tratamento, pra que ele seja o melhor tratamento possível, né, eu gosto muito da gente falar sobre isso, porque assim, o controle do desfecho final a gente não tem, então o que a gente tem que buscar, né, quando a gente tá num tratamento ou tentando, é olhar e falar assim, bom, o que tá o meu alcance eu tô fazendo, e eu tô controlando, e se tá o meu alcance, cuidar bem da minha saúde, da minha alimentação, fazer a copuntura, fazer a massagem, né, eu vou fazer pra que eu possa olhar pra trás e falar, bom, o resultado foi esse aqui, era o que tinha pra ser, porque o que tava de ferramenta disponível pra fazer, a gente fez, né, até porque assim, a mulher é a casinha, né, do bebê, então ela precisa tá bem, tudo que o neném vai pegar assim, enquanto tá na barriga, ele pega nutrientes da mãe, né, então assim, imagina, enfim, quero engravidar, e aí eu tô com todas as minhas vitaminas baixíssimas, eu tô desidratada, eu tô com queda de cabelo por causa de alguma coisa, isso são sinais que o corpo dá de que eu não tô bem, agora imagina se tiver outra pessoa aqui pegando nutrientes meus, gente, assim, vai dar ruim pra nós dois. É, e pelo próprio fato de que assim, engravidar pra nós como seres humanos já não é fácil normalmente, então assim, não é só num tratamento pra nossa espécie, aqui em comparação, né, a outras, a gente tem uma limitação maior, então engravidar pra nós já é uma questão de tempo maior do que quando a gente tá falando de outras espécies, então ela precisa de uma certa determinação, eu vou fazer isso repetidamente, então pra gente ter condições emocionais de fazer isso repetidamente, a gente tem que se cuidar no caminho, mesmo que a gente não tenha que falar assim, eu vou sair pra correr uma maratona e eu vou sair correndo loucamente aqui nesse primeiro quilômetro, nós não vamos chegar até o quilômetro 42, então tem todo um treino pra aquilo, você vai fazer no pace, que agora tô tentando aprender, não, ela falou ali, tá muito piscos, olha só, a conversação, você vai correr dessa ferpa, então você vai fazer todo um preparo, você vai manter um ritmo, você vai cuidar da sua respiração, você vai levar ali o quanto que você precisa pra comer, do gelzinho, de carboidrato, de água, justamente pra você poder manter o ritmo de chegar até o final, então é a mesma coisa, vale pra um tratamento ou pra uma tentativa espontânea, né, você tem que entrar de uma forma mais racional, né, um pouco mais lenta, vamos dizer assim, pra você poder ir mais longe, né, do que… Não é mais expectativa, mais alinhada também, né, mais calma, eu até falo assim, eu gosto muito daquele ditado, crignomas, mas não crie expectativas, porque assim, expectativa é horrível, porque às vezes você entra toda aquela coisa, aí eu vou, tirei o deal, nossa, agora vou engravidar, aí não deu certo, aí você vai tentando, tentando, tentando, aí você tenta, aí você toma sozinha, aí stressa, aí você estressa, aí toma um indutor de ovulação, aí procura um médico, aí agora vai dar certo, e tem vários fatores, e a expectativa lá, então isso afeta demais, né, porque você querendo não tá trabalhando com o sonho de alguém, então o trabalho que o CEFERPfaz de ser transparente é realmente digno de dar os parabéns, assim, que quando a… eu falamos por pessoa de fora, quando eu conheci vocês e vi que vocês realmente tinham esse cuidado, que não é uma questão de números, mas é uma questão de pessoas, é realmente muito bonito de ver, dá pra ver, sentir.
Só vou pegar um gancho do que a Camila falou e ver o que você falou também, Jacque, sobre o resultado final do que a gente espera, né, que a gente tá falando tudo isso, de manter a cabeça mais tranquila, manter o corpo mais saudável, tudo, porque o nosso objetivo final não é aquele teste positivo, né, a gente tá pensando que aquela pessoa vai construir uma família, aquele casal vai construir uma família, aquela mulher vai construir uma família, então o resultado final vai ser aquela família construída, aquela criança nascendo, e você já passou por uma gestração, aquele que fala e melhora ainda, mas são muitos hormônios, é muito stress, é muita coisa na cabeça, se a pessoa já começou naquele positivo, com o emocional todo desequilibrado, com a alimentação toda desequilibrada, porque o emocional interfere muito em como a gente se alimenta, como a gente cuida do nosso corpo, na atividade física, se a gente já tá lá com estresse lá em cima, tudo desequilibrado, aí vem aquela gestação que os hormônios deixam a gente mais doida ainda, então aquela criança já vai na serviça e já tá num desequilíbrio, né, você pensando, ah, o meu resultado final que eu quero é a construção dessa família, então a gente fazer o processo da forma mais saudável possível, a gente vai estar ajudando ali naquele final, né, e a gente acaba ajudando a aumentar as chances, porque assim, a ferramenta que a gente mais tem comprovada para aumentar as chances é continuar as tentativas, né, e o principal fator para limitar as nossas chances é a desistência no tratamento, né, a gente sabe que tem muita questão até financeira quando a gente fala nos tratamentos, mas por exemplo, tem muitos países onde a mulher tem um certo número de tratamentos custiado de fazer ali um número de ciclos, e muitas vezes mesmo nesses países as mulheres não chegam até o último ciclo que elas têm entre aspas direito, porque, porque é muito mais do que uma questão financeira, é uma questão emocional, é uma questão de mexer com o corpo, é uma questão do sonho, é uma questão do desgaste de relacionamento, né, então todos esses fatores que levariam essa paciente, esse casal a desistir desse sonho são os fatores que vão mais puxar as nossas taxas de sucesso para baixo, então a gente precisa olhar para todos esses fatores também, né, com cuidado para que a gente favoreça o tratamento de continuar, né, e vai dando um sentimento de impotência durante o processo quando não dá, até pegando o gancho da doutora Ingrid, essa questão de quando você vê o positivo, né, enlouquece mesmo e fala que que eu tenho que fazer a partir de agora, eu não posso comer isso mais, eu não posso beber mais café, eu não posso, aí começa uma noia na cabeça que é horrível, assim, nesse momento, o que eu vou fazer agora, porque eu preciso, eu quero o resultado final, não quero só o teste de positivo, né, eu quero beber no meus braços no final, então são nove meses que a mulher fica ali fazendo tudo certo, tentando fazer tudo certo, né, e às vezes o certo do leigo é diferente, né, de não comer tal coisa, de, ah, eu não vou correr, eu não vou andar rápido, eu não vou usar, eu não usava salto, gente, não usava salto, com medo, e aí depois eu falei, gente, como assim, como não vou usar salto, mas isso só depois, né, que você fa, que baixa a adrenalina, os hormônios dão uma calmada, que você fala, nossa, eu poderia ter feito tanta coisa e não fazia com medo de não dar certo, então a mulher viu uma explosão de hormônios, e tem alguma coisa dessas que você falou, por exemplo, que é verdade, por exemplo, a mulher pode usar salto? A mulher grapa, então, que quer engravidar, que tá no meio do tratamento, ou então fazer atividade física, é, fazer atividade física, fazer yoga, tá, eu já vi assim, é, que às vezes na academia, eu, então, tem algum alimento que não pode, nem sushi, não pode peixe cru, não pode sastimi, não pode café, existem, assim, álcool é, acho que, realmente, não pode, mas quais outros alimentos não pode, que atividades podem ou não ser feitas? É, sobre o salto, acho que você pode falar melhor, mas deve ser mais difícil, acho que talvez não vai prejudicar gravidesses, né, provavelmente não dá, já é difícil, o salto vai ficar um pouco mais complexo, né, já para o final, né, que a gente muda todo o eixo, a gente começa, a gestante, ela anda com aquela, já aquela caminhada característica, né, realmente, salto no final da gestação, para ficar um pouquinho mais complicado, pode ser que realmente, até o risco de calcular, né, é, não vai cair, né, mas não que o salto em si, iria interferir na gestação, mas na dificuldade mesmo de andar, mas eu acredito que você tenha parado desde o começo, assim, eu preciso falar, eu não, né, eu preciso pedir, imagina, que aquele toque, toque não, menina, ele vai fazer assim, ele vai se encaixar, do salto, também, é muito doido, é muito doido, mas faz sentido, porque às vezes tem gente que preocupa com o buraco, por exemplo, ó, eu tenho que voltar para casa agora, a estrada é muito ruim, será que eu posso ir mesmo assim, porque vai passando um monte de buraco, fala, não, gente, foi um buraco não, não casou, é, é, é, é, é, é porque, nossa, a gente fica muito fora, assim, do eixo, né, do café em específico, sim, tá, a gente tem, tanto para a parte da facilidade, ele interfere, quanto a aumenta taxa de aborto, então, a gente orienta duas a três xícaras de café por dia, tá, não é também ficar zero café, né, acho que, para os viciados em café, né, Camila? É muito difícil, é difícil, dá uma reduzida ali na quantidade, que já tá suficiente, não precisa ficar zero café, a minha mãe na época, ela sempre fala de coca -cola, café e coca, gente, ela disse que ficou zero, porque para ela, café não era nada, mas coca, na época, lá atrás, né, falaram para ela que grávida não tinha que ser zero café ainda, então ela não podia tomar um copo de coca, ela disse que quando eu nasci, a primeira coisa que ela pediu foi um copo de coca -cola. Ela nem viu você.
A gente pede para reduzir mesmo a quantidade de cafeína durante esse período, porque principalmente a questão da cafeína, ela prejudica tanto a parte da facilidade quanto na taxação, ela aumenta o insia -bonto. Para os homens também, a cafeína é prejudicial na qualidade espermática? Sim, quantidades, as geradas de cafeína interferem e esse fisico, a gente é super importante continuar, a gente acho que hoje em dia todo mundo vem batendo nessa época, então os obstétricos é muito importante continuar a atividade física, gestantes não precisarem àquele peso todo o que a gente achava no passado, lindo, quando ganhava 30kg. A criança nasce com 3kg. É, mas é saudável, a gente não é saudável.
Pode continuar a atividade física normalmente, não interfere, não prejudica o nenê e como você falou, álcool é zero, a gente não tem uma tacinha de vinho, só um pouquinho, não existe nem uma porcentagem de álcool que seria segura na gestação. Acho que é importante também explicar porque que o álcool não pode, porque assim, é algo que quando eu era mais doble eu ficava meio assim, porque não sabe? E aí eu descobri que é porque o álcool na verdade é uma substância tóxica para o nosso organismo, que podem me corrigir, vocês são especialistas, mas assim, que todo o sentido da embriaguez, a ressaca depois, é o pós por ele ser uma substância tóxica. Então por isso que ele faz mal para a saúde e não pode na gestação? Na verdade, em questão da gestação existe um assíndrome fetal, se se tira um assíndrome e o álcool fica fetal, que ela provoca muitas malformações no feto.
E a gente não tem nenhuma quantidade nenhuma dos estudos que diga a partir dessa quantidade pode provocar esse assíndrome. Então a gente contendica qualquer dosagem, até porque a gente tem muita dificuldade em fazer estudos indiestantes, né? Então a gente nunca vai fazer um estudo a 50 gestantes vão tomar um copo de cerveja por dia, 50 gestantes vão tomar dois e vamos ver quem vai ter bebê malformado. A gente nunca vai poder fazer um estudo desse, né? Graças a Deus!
Graças a Deus! Não podemos fazer esse tipo de estudo, então a gente realmente não recomenda porque causa uma formação no feto. Entendi. Até o final da gestação, né? Até o final do estudo.
Ah, quer tomar uma? Tá assim, devia que não, não posso. Mas já tá com nove meses, já tá todo formado. Mas eu não posso, entendeu? É uma coisa perigosa.
Eu tinha consciência, mas eu nunca fui de bebê mesmo, então sim. Mas eu acho que as pessoas interferem muito na vida da gestante, né? É, não, na sua opinião. Já tá na hora de nascer, né? Depois que nasci, então, Paulo, Paulo e Pinto estão mais ainda.
É, imagina. Paulo Pinto é um antes de você ter, né? Caso eu tenho que ter filho, cadê a criança? Aí começa a Paulo Pinto a niço que a gente tá falando. Na posição, você tá deitada, você tá comendo, ou fiz alis, unhame.
Eu não sei mais do que, né? É isso, né? Nossa, gente, as pessoas se… Você não sabe imaginar alguém Paulo Pinto nas posições que você tem que fazer, né? Imagina você conversar com a sua mãe sobre isso, né?
Minha filha, porque na minha época eu fazia assim, você tá lá e… Não, mãe, eu só quero saber disso. Eu não quero saber disso. É difícil, gente. A gente entendeu um casal hoje, eu achei engraçado, porque eles foram com a filhinha deles, né?
Aí foi uma porcura hoje, foram com a filhinha deles, que já tem, acho que três, quatro anos. E aí ela foi assistir a parte da transferência, eles falaram, olha, assim que se tem bebê, viu? Olha, vai ser bem mais fácil pra explicar pra ela. Mas ele é muito mais fácil. É, olha só, filha, como foi que você veio aqui?
É muito melhor, né? É, fácil, então conversa aí, longa. Verdade. Bom, acho que é isso, né? Que a gente tinha separado pra falar.
Conforme forem surgindo as dúvidas, a gente vai falando nos outros episódios, né? Se eu pudesse deixar uma mensagem final pra esse episódio, era isso. Da gente parar de ficar escutando todos esses palpites e ficar perdendo o tempo, né? Que é um tempo relevante da gente passar por avaliação, receber orientação. Às vezes tem paciente que chega com essas dúvidas simples, porque eu já conversei com um, com outro.
Se tivesse passado numa consulta, às vezes estaria muito mais tranquilo tendo relação ali sem essa preocupação toda, né? Então quebrar esse tabu realmente de que precisa demorar, precisa ficar tentando, precisa se estressar com tudo isso. E procurar uma avaliação, receber orientação apropriada pro seu caso, né? Então, espero que quem esteja ouvindo e que conhece alguém nessa situação mande esse episódio, né? Pra poder ajudar a gente nessa função de desmistificar um pouco tudo isso, né?
Com certeza que o papo de tentante é feito pra isso, pra passar conhecimento, pra tirar essas dúvidas. E assim, quando a gente participa é sempre muito gratificante, porque a gente vem com essas dúvidas. Sim, que são dúvidas do público, que eu tenho certeza que às vezes… Isso da posição, foi a primeira coisa que a gente falou. Eu tenho certeza que quem começou a assistir, ele é, você tem que usar gravidade a seu favor.
A porra é beceiro de baixo do cabril, não é? Então, ciência, conhecimento é o norte. É isso. Muito obrigada, gente. Tchau, tchau.
Tchau.
