A construção da família é algo básico a todo ser humano, não é mesmo? Desde a infância, é comum ouvir sobre os padrões de construção de família heteronormativas, que desconsidera os casais homoafetivos.
No novo episódio do podcast Papo de Tentante, Dra. Camilla Vidal se junta a Dra. Ingrid Guedes, Marcela Gomide e Jackeline Costa para falar sobre inclusão no contexto do planejamento familiar proporcionado por uma clínica de fertilidade.
Um episódio especial em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28/06.
Saiba que as possibilidades de realizar o sonho de construir uma família são para todos! Acompanhe essa conversa na íntegra ▶
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Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi, pessoal! Sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Hoje a gente está fazendo um episódio especial, porque vocês sabem que em junho tem o dia do orgulho LGBTQIA PNM. Então a gente vai falar um pouquinho sobre gestação homofetiva, sobre quais as opções de tratamento, tirar algumas dúvidas que podem ser às vezes dúvidas de mais pessoas, tabus, então vamos ter um bate -papo bem legal sobre esse assunto. Obrigada pela presença de vocês.
A gente é gratinha. Vou deixar vocês se apresentarem. Sei que vocês já se apresentaram nos outros, mas às vezes a pessoa está chegando agora para reconhecer o rostinho e a voz de vocês também. Olá, eu sou a Marcella Gomid, seu jornalista e faço parte da equipe do Marketing do CEFERP. Eu sou a Jacqueline, eu já aqui, no Mexão de Jacqueline, que é a Jacqueline Bronca, e sou aqui do Marketing do CEFERP.
Eu sou a Ingrid, eu sou médica de Necolitis sobstéfica, especialista em reprodução humana e faço parte da equipe do CEFERP. Perfeito. Bom, acho que a gente poderia começar essa conversa, a gente estava falando antes no episódio sobre se a gente quer ser mãe ou não, sobre pensar, sobre isso, e isso vale para todas as pessoas, independente se pessoas têm o relacionamento, se ele é hétero, se ele é homo afetivo. É uma parte do nosso até planejamento de vida, a gente sempre escuta lá na biologia, nascer, crescer, reproduzir e morrer. Então, a gente é natural que esse pensamento surge e é uma forma até de inclusão, a gente poder falar mais para esse público especialmente.
Sim. A construção da família é algo básico do ser humano, e eu acho que os casais, as pessoas que são cuí, elas tiveram uma grande dificuldade durante toda a vida, principalmente se você pensa na infância, você vê as pessoas sempre, é algo para o sexo oposto, as namoradinhas, os namoradinhos, imagina para uma pessoa que consegue perceber que não tem atração pelo aquele sexo oposto, então ele vê em toda a construção de família, em nas novelas, nos filmes na época, tudo era uma construção de um casal heteronomativo e ele imagina, nossa, eu nunca vou poder ter uma família, eu nunca vou poder casar na frente dos meus pais, eu não vou poder entrar numa igreja, eu não vou poder apresentar o namorado para a família, ter filhos, então são sonhos que passavam ali na cabeça e que eles precisavam ser guardados, reprimidos e isso deve gerar muito sofrimento. Então a gente vê na mídia, a gente vê filmes, novelas e as pessoas conversando sobre famílias, plurais, ajuda muito a pessoa se entender e a ver que tem todos os direitos de ser uma pessoa de ter felicidade, de construir sua família, ser uma pessoa com direitos como todos. Aí eu acho assim essencial, principalmente depois que comecei a ter relacionamentos com isso, assim, meus amigos, enfim, é algo que eu coloco como assim, gente, você tem que ser tratado bem, você tem que estar feliz, independentemente do sexo, independentemente do gênero, independentemente se não há gênero, eu acho que assim, a gente tem que procurar relacionamentos saudáveis, então muitas vezes a pessoa se coloca em um relacionamento tóxico só porque a sociedade pede e ela não está sendo verdadeira consigo mesmo e é muito bom que exista hoje a possibilidade de se a pessoa não se encaixa naquele padrão hétero enfim, mas ela quer ter filho, ela tem a possibilidade de fazer isso, que às vezes fica o padrão homem e mulher que é ali, que a felicidade está ali e às vezes a felicidade não está ali. Eu acho que pela sociedade, pela pressão da sociedade acaba seguindo por essa linha, mas não é a pressão de ter filhos de casar, que nem da turinha a gente falou e às vezes não está ali a felicidade da pessoa, então que bom que a gente pode conversar sobre isso e trazer alternativas para quem quer construir uma família independente da sua relação sexual ali.
E às vezes até para quebrar um certo tabu que eu vejo, porque muito por desconhecimento mesmo, né? Às vezes as pessoas ainda têm muita ideia de que vai ser só por adoção, né? E é um ato muito nobre, mas tem pessoas que têm vontade de ter o vínculo biológico e elas têm formas de conseguir isso também, né? Então é ajudar até a levar consciência mesmo de que isso é possível, né? Porque às vezes a pessoa pode ser que pense que aquilo não é para ela, né?
E a gente estava falando dessa questão de preconceito e tudo mais, ontem eu participei de um evento de uma instituição para famílias homotransafetivas, né? E aí elas estavam contando, tinham um casal, e elas estavam contando sobre como foi falar para a família que elas queriam engravidar, que elas iam começar um tratamento. E eu achei interessante porque assim, eu nunca tinha pensado nisso, porque às vezes quando a gente vê isso com naturalidade, a gente nem pensa que na cabeça das pessoas passam umas coisas absurdas, né? E aí elas estavam contando que assim, que elas sempre foram muito bem aceitas na família, nos círculos, olhos sociais, mas que quando elas falaram para a família que elas queriam fazer um tratamento para engravidar, meio que tudo mudou. Então, no sentido assim de não, pera aí, enquanto eram só entre vocês, tudo bem, tá tudo certo.
Agora, vai colocar uma criança nessa, entre aspas, brincadeira. E aí elas, é, deu até um negócio assim. E aí elas falaram, falaram, a gente estranhou porque a nossa família sempre lidou com tudo isso muito bem e aí eu falei, gente, ainda tem pessoas que pensam isso, né? Eu fiquei muito chocada assim de ouvir esse relato. Então a gente, falar dessas possibilidades, ajuda aí quebrando essas objeções que as pessoas têm, né?
Sim, é, porque você falou, às vezes as pessoas têm uma ideia de que é só por adoção, né? Mas e a outra parte que é cuidar desde pequenininho, passar aquele afeto desde criança, mudada da sua forma e desde os primeiros dias de vida é possível, né? Então, cada vez mais falar sobre isso, abre as chances, né? Para os casais homofetivos trazerem isso para a realidade deles. E isso assim, por exemplo, pode ser a mulher, ela pode ter uma relação homofetiva, mas ela às vezes pode querer ter a vontade de gerar.
E isso a gente pode até ver, é, no caso famoso da Ludmilla e da Bruna, né? Ela é a Ludmilla cantora e a Bruna, se eu não me engano, ela é a barriga solidária, né? Na verdade, ela é a mãe gestante de estacional do óvulo que foi fecundado da Ludmilla, né? Com o banco de seme, acredito que sim. Com o banco de seme, isso mesmo.
É, eu não sei qual das duas, eu não tô por dentro assim, qual das duas forneceu o óvulo e qual vai agestar. A Bruna que vai gestar, porque a Ludmilla não pode parar os shows, então foi isso que eu tinha visto. Então, a Ludmilla doou o óvulo, fecundou e vai colocar na barriga da Bruna, acho que ela fez. Mas aqui assim, nada a ver com reprodução humana, mas elas não trabalham juntas nos shows? Porque a Bruna também não trabalha agora.
Ela era, né? Ela não é mais. Ah, ela não é mais? Não é mais. É porque ela, você falou, ela não pode parar, mas a Bruna também, junto com ela.
Não, mas ela gosta. Depois a gente gosta. Então a gente gosta. Depois a gente volta. É que mais fácil substuir a dançoeira do que a Ludmilla.
Depois que ela foi para o Big Brother, ela participou, ela já saiu da equipe. Gente, mas você não sabia? Não. Mas aí você também. Você foi fazer um papo de porfa.
Eu não sabia falar do Big Brother. Ela foi do Big Brother. A Bruna, foi do Big Brother. Foi. Com certeza.
Gente, eu não tô sabendo não. Ela foi eliminada nas primeiras semanas, mas ela foi. Aí ela foi, isso que… Mentira, eu não sei nada de Big Brother. Eu comprei o Big Brother e me perdi.
Ah, mas faz uns três anos, já foi um dos três ou quatro anos. Foi na época da pandemia. Mas ela já tava com a Bruna. Ela já era. Ela já era com a Ludmilla.
Oh, meu Deus, aí, olha isso. Ela já estavam juntos e a Bruna foi para o Big Brother. Gente, não sabia. Sim. Olha só, tá vendo?
Meu negócio é falar mesmo dos tratamentos, explicar que o resto da vida das pessoas não sei. Enfim, então aí a Ludmilla não vai poder gestar para não parar a carreira, então vai ser a Bruna que vai gestar, né? É, e nesse caso, a gente fala sempre em semen de doador, né, para casais ou mafetivas femininos, e aí, basicamente, a gente pode falar tanto com um doador anônimo ou doação por parente até quarto grau, o que não pode ter é consanguinidade, né? Então, no caso delas duas, por exemplo, já que vai usar o óvulo da Ludmilla, então tem que ser alguém da família da Bruna, porque a gente não poderia, por exemplo, usar o óvulo, os permatosóides do irmão da Ludmilla e o óvulo da própria Ludmilla, né? Então, seria consanguí.
Então, dá para ser por alguém da família, parente até quarto grau ou anônimo, são as duas opções. Se ela quiser escolher um doador, ela não pode. Ela não pode. É, porque quebra o anonimato e não tem o vínculo familiar, né? Porque o objetivo do Conselho Federal, né, isso é, em minha opinião, e o que eu percebo, né?
É justamente, a gente sabe que não pode ter caráter lucrativo e o maior objetivo de você barrar isso é justamente você barrar essa possibilidade de lucratividade, né? Às vezes eu conheci uma pessoa, quando você quer ser meu donador de seme, então vou te pagar, você vem aqui e fazer o tratamento e eu falo que você é meu amigo desde sempre. Então, isso não é permitido justamente para a gente não ter essa forma de burlar isso e colocar um vínculo comercial ali junto, né? Então, por isso que tem que ser pela família, porque a gente sabe que é pelo altruísmo mesmo do familiar, tá participando, né, daquilo. E mesmo a questão da família é recente, né, a inclusão, né?
Eu ia até falar isso, porque eu sempre… É, quando eu queria fazer produção independente, que eu ia chamar amigos, né, que eu já tinha conversado. E aí a gente conversou aqui dos bestidores da Dra. Camiloca falou assim, então, não pode estar. Eu acho que tinha o senso errado.
Mas eu acho que você não vai conversar muito com o homem, com as mulheres, né? Se eu não engravidar, não encontrar ninguém, o meu amigo vai ter meu donador de seme, mas não pode. Gente, isso… Mas quem nunca teve até essa conversa assim, ah, mas se eu não tiver relacionamento de ser também não até o salano, a gente vai ficar, né? A gente vai viver nossa vida, vai fazer…
Eu acho que para programação dos filhos é a mesma coisa, né? Mas se chegar numa clínica com essa ideia, a gente não é poder. Você acha algo que é importante, gente, começar a falar que a Bruna vai gestar o óvulo, vai ser da Ludmilla, que vai ser facilizado, mas gente, tanto faz essa dinâmica, tá? O óvulo pode ser da própria paciente, que vai gestar, fertilizar com o semiddoador e ela engravidar. E o filho é do casal, tá?
Então, tanto faria se fosse a Bruna, se fosse a Ludmilla, se fosse o Inverso. Pode também formar embriões das duas, engravidar primeiro de um embrião, de um óvulo de um, e depois da outra. O que a gente não pode é fazer aquele mix de embrião e colocar embriões de duas… duas cargas genéticas diferentes, né? das duas pacientes, sem a gente saber porque a gente não tem como fazer esse mix, ah, vou colocar um de cada aqui, o que fertilizar, fertilizou.
Isso a gente não pode fazer, a gente tem que saber a carga genética do embrião que a gente tá colocando, e que tá ali gerando. Mas pode formar embriões das duas, e pode, a mesma pessoa, fornecer o óvulo e gestar também, tá? Mas isso que você falou de que assim, não importa, porque as duas são mais, eu acho tão importante, porque uma vez, eu não sei se eu vi alguma paciente, ou se eu vi algum profissional falando na internet, né? Mas a pessoa falou assim, quando você encontra um casal, é, ter um narruque engravidou espontâneo, você não chega pra ela falar, mas é seu óvulo? Esse ilho é seu?
Exato. Então por que você vai chegar pra um casal e falar assim, mas o óvulo é seu ou dela? Isso faz diferença na sua vida? Então vai deixar essa conversa, não tem que existir, né? Exatamente.
Não tem que existir. É a mesma coisa do caso do Paulo Gustavo com o marido, né? Que as pessoas ficam especulando muito na internet, porque um é parecido com um, e o outro é parecido com o outro. Tá, mas aí como que foi feito isso? Foi colocado, o sêmen de cada um foi implantado junto, as pessoas ficam querendo especular muito a vida das outras justamente.
Isso gera curiosidade, que é uma coisa que não deveria, né? Teria que ser muito normal isso, teria que ser muito natural, né? Por isso que é importante a gente bater muito papo sobre isso. Sim, aqui a gente tá conversando de uma maneira mais técnica para as pessoas entenderem o que pode ser realizado, né? Mas realmente, gente, não tem nada a ver de quem é filho, o óvulo, de quem que é, o importante é que as duas são mães, isso é muito bonito.
Elas fizeram essa escolha consciente, e eu acho que exatamente foi isso. Pegou o óvulo da Ludmilla para elas sentirem mais isso de que as duas fazem parte. Então, uma vai gestar o óvulo da outra, mas as duas são mães. E o que importa é o amor que vai dar para essa criança, aquela cresça saudável, que nasça tudo bem. Eu acho que isso é o que mais importa no final, né?
E tanto para casais masculinos, né? Que aí eles, no caso, vão pegar uma barriga solidária, né? A doação temporária de útero. E nesse caso, se aplica às mesmas regras. As regras de anonimato, você diz?
Isso, gente. Na verdade, aí precisa ser alguém da família, parente até quarto grau. E nas últimas mudanças agora do Conselho Federal de Medicina, eles colocaram também que essa pessoa tem que ter pelo menos um filho vivo. Então, já tem que ter passado pela gestação, tem que ter pelo menos uma coisa que antes não precisava. Mas, e aí tem outras condições que precisam ser cumpridas.
Então, assim, precisa de avaliação psicológica dos envolvidos. E nesse ponto, eu vejo que o vínculo familiar realmente é muito importante, porque assim, eu não que engravidei, mas eu imagino, a Maisalata aqui pode falar, que deve ser assim, um momento muito transformador na vida da mulher, você sentir o corpo mexer, você passar as mudanças e o pré -natal, né? Então, você precisa de um vínculo muito bem estabelecido com a pessoa que é realmente o pai, a mãe daquele bebê, para que você passe por todo esse processo com o único objetivo de ser altruísta e de entregar aquela criança para a família, né? Então, o vínculo familiar, nesse caso, vem justamente para resguardar isso, justamente pela segurança. E deve ser muito difícil mesmo, porque você…
No meu caso, eu queria muito ser mãe, então, eu não consigo imaginar o Henrico nascendo, só aluguei minha barriga, digamos assim, só. Mas, se fosse pessoas mais distantes, o que poderia acontecer dessa pessoa depois e atrás da sua criança? A gente não sabe, né? A gente não sabe como seria a sensação da pessoa. Eu acho que é importante, Clés, que essas regras são do Conselho Federal de Medicina do Brasil, porque a gente estava falando do caso do Paulo Gustavo, que teve filho nos Estados Unidos.
As regras americanas são bem diferentes, tá? Lá eles podem, inclusive, contratar, pagar, e isso é aceito, não é contra a lei americana, tá? Essa lei é brasileira. Alguns países da Europa, inclusive, são até mais conservadores do que o Brasil nessa dinâmica. Então, o que a gente está falando é que são das leis brasileiras.
Tem muitos casos na mídia de artistas que vão para o exterior, então, principalmente, já às vezes, que tem regras muito mais abertas, então, acaba que a pessoa pensa assim, ah, elas estão conversando sobre isso, mas como assim? O Paulo Gustavo não foi ninguém da família, realmente não foi, tá? Porque eles são regras americanas, isso. Porque os filhos dele foram lá, então, são regras diferentes. Essas regras, a câmbio eu estava falando, são regras brasileiras, e como a gente segue aqui, tá?
Até para tudo no tratamento, né? Então, assim, tem países que não permitem análise genética, que tem países que não permitem engametar doado, óbvio doado, espermatozóide doado, então, é o que a gente falou. Tem lugares que são muito mais conservadores, e tem lugares que são muito mais abertos do que o Brasil, mas no Brasil, a gente responde ao Conselho Federal de Medicina nessa regulamentação de que precisaria ser alguém da família. E a gente estava falando dessa questão, da percepção, da sensação. Eu vejo muito isso, por exemplo, quando você assiste um filme, e quando você vê seriados, né, que eles relatam, porque, por exemplo, fora do Brasil também, tem a questão, às vezes, da pessoa engravidou, mas ela já decidiu que ela vai disponibilizar o bebê para adoção, né?
E aí, às vezes, os casais acompanham o pré -natal, e depois do parto, a pessoa deixa o bebê para adoção. E enquanto os filmes, enquanto seriados, a gente vê aquela pessoa, aquela gestante que passou pelo parto, com um grau de sofrimento muito grande, de estar se desvincilhando daquele bebê, sendo que ela tinha decidido que ela não queria, porque foi uma gravedesa não planejada, e mesmo assim é difícil. Então imagina, né, um cenário onde você passou por uma gravedesa que você fez um tratamento, você foi lá também, você recebeu o embriãozinho, então é um misto de sensações, né? E aí, por isso que precisa de uma avaliação psicológica, de um acompanhamento bem feito de todos os envolvidos, e desse vincula da família, que é a regra do Conselho também. Mas é um ato muito bonito, né?
Você ajudar a realizar o sonho da outra pessoa, de outra família. Eu acho assim que é um gesto extremamente nobre, e que devia ser mais difundido, assim, realmente, das pessoas, porque às vezes as pessoas têm essa possibilidade de ajudar, e fica se prendendo a questão de tabuque, nem você falando, sabe? E as famílias aceitam os filhos que são queer, mas aí no momento que eles querem ter filho, vão julgar gente, eles só querem passar mais amor, sabe? É a construção da família, independente, né? De qual o seu…
onde você está inserido, né? E essa comunidade já sofre tanto, assim, no sentido de que tem que explicar, tem que justificar tudo, né? E é aquele filme que eu adoro, que é o… Com Amor… Com Amor Simon.
E aí ele tem até uma parte lá que eu tenho o livro, já vi o filme milhão de vezes, ele fala assim, nossa, é muito injusto, só quem é gay ter que sair do armário, quem é heteroteria que sair também, sabe? Então assim, já é uma comunidade que está sempre já… Se justificando, sabe? Tendo que justificar, tendo que fazer as coisas, e agora eles querem aumentar a família, que é assim, espalhar mais amor. E nesse momento você tem duas opções, ou ajudar, ou criticar.
E as pessoas criticam, sabe? Gente, quantos casais heteros a gente conhece aí, que às vezes não dá o devido amor para o filho? Então quantos casais que às vezes o homem, né, abandona a criança, ou então fica presente até o momento em que a lei está lá em cima, paga a prisão e depois some. A sociedade não critica, né? Não julga tanto quanto julga os casais a uma afetiva.
É, sabe? E está lá os dois extremamente companheiros, querendo formar uma família e não olhem um lado bom, sabe? Eu acho que a gente tem que começar a prestar mais atenção na bondade, ao invés de ficar criticando, sabe? Eu acho que teve uma coisa, você falou em outro episódio, que a gente começou anterior, que você falou sobre as fases da sua vida, em que você queria ou não ser mãe. Você se toma coisa muito interessante, você falou que se percebeu na família só de mulheres, que você foi criada por mulheres, e que naquele momento que você se percebeu na família só de mulheres, você percebeu que você poderia ser uma mãe só, se você quisesse, porque se você foi criada só por mulheres, você conseguiu ter essa sensação.
Então no momento em que a gente tem uma família plural, a gente tem uma família entre os homens e duas mulheres, aquela criança que ela nasceu naquele ambiente, ela entende as possibilidades da sociedade. Então a gente forma as famílias purais, a gente forma pessoas, a gente forma cidadãos, e consegue entender o outro, consegue observar o outro. Porque quando a gente está inserido naquele meio familiar, é muito mais simples, é muito mais natural a gente perceber isso. Então é algo que, além de ser uma atoria môtuo, é uma ato político, é uma atoria mudança social, a gente forma comidas purais. Sim, a mudança começa com a gente, de falar.
E assim, por mais que eu tenho certeza, que se eu tivesse seguido com essa ideia, seriam pessoas que iam me julgar. Ah, mas tem gente que vai julgar, a gente pode colocar qualquer coisa, essa roupa não está bonita, seu cabelo era melhor liso. A gente pode ligar para isso. Nossa, demais. E assim, quantas coisas a gente faz pelo julgamento dos outros, sabe, pelo que está querendo?
Sim, ou não faz, né? Ou não faz. Então assim, a gente até, é porque o Yamaha, a gente participa de podcast, teve uma convidada que um dia a gente conversou, que ela falou assim, tudo é difícil, escolha o seu difícil. Então, às vezes a gente fica se prendendo muito pelo que o outro está querendo e não pensa na gente, o que faz a gente feliz? Então, se o sonho da pessoa é ter um filho, e ainda mais um filho biológico, o filho que tem a carga genética, a gente vai atrás, sabe, vai realizar o seu sonho, porque a gente está aqui, a vida é aquele intervalo entre duas datas, a data do nascimento e a data do nosso morte.
Então, a gente tem que viver aqui. E pode ter certeza que vão ter mais pessoas falando mal do que incentivando a fazer isso. E a gente tem que olhar sempre o lado positivo daqueles que estão incentivando, daqueles que estão junto para trazer aquilo da melhor maneira. Tanto a gente como envolvido nesse segmento, de trazer alternativa, de trazer opções para tantos casais. E eu vejo que mais do que a questão genética, lógico, tem também a questão da pessoa ter vontade de ter um filho biológico com a sua carga genética, mas a experiência de viver, de vivenciar ali a gestação, o pré -natal, a construção do sonho, então fazer o enxovar, fazer o quartinho, ir nas consultas, chegar ao momento do nascimento.
Eu falo muito isso para pacientes que às vezes estão em dúvidas, fazem tratamento com óvulo doado ou não, por exemplo. E aí, ah, mas aí o filho não vai ser meu. Eu falo, pera aí, mas a maternidade é muito mais do que você passar seus genes. Quem vai em gravidade é você, quem vai no pré -natal é você, quem vai ter que fazer os exames é você, quem vai ter que fazer o enxovar é você, quem vai viver todo esse sonho é você, o filho é seu. Sim, depois que nascer também, quem vai cuidar é você.
Exatamente, exatamente. Então, eu vejo que a gente dá essa possibilidade das pessoas viver em essa experiência, também é importante. Então, tem pessoas que vão optar pela adoção, está tudo bem, é excelente também, mas tem pessoas que têm o sonho de viver essas etapas, e a gente pode propiciar isso também, além dessa parte do vínculo genético. Doutora, eu tenho uma dúvida aqui um pouco mais técnica. Falar fazendo referência aos meus conhecimentos de biologia do médico médio, que a gente está conversando um pouquinho, porque assim, como vão ser, querendo ou não, tem três cargas genéticas diferentes envolvidas, é a carga genética da mãe gestacional, da duóvulo e a do espermatozoide.
Tem algum empecínio, lembra assim, de RH positivo, RH negativo, tem alguma coisa assim a ver, por exemplo, pode dar algum choque de… Sanguíneo. É, um choque sanguíneo. Quer responder? Quer responder?
Bom, então assim, na verdade, se a gente for falar em carga genética mesmo, ela vai ser duóvulo e do espermatozoide. Então, o bebê nasceu, a gente colheu material, a gente vai fazer um teste de DNA. O DNA que vai vira de quem forneceu óvulo, de quem forneceu espermatozoide. Então, a pessoa que gesta o embriãozinho, ela, lógico, tem uma função importantíssima. Na verdade, se não fosse ela, que ela, as células não seriam um bebê.
Então, toda a nutrição, toda a organogênese, tudo foi graças às células daquela pessoa que gestou, mas ela não vai passar a carga genética propriamente dita. Existem fatores epigenéticos, fatores que são, como o nome diz, além da genética. Então, eles não vão mudar diretamente o nosso DNA, mas eles podem mudar a expressão da nossa carga genética, no sentido de genes ativos ou inativos. Então, tudo que a pessoa comer, sentir, atividade física, tudo isso também vai ser importante para o ambiente que aquele embriãozinho está desenvolvendo. Quando a gente fala especificamente da parte do tipo sanguíneo, na verdade, o que é importante a gente saber de tipo sanguíneo e gravidez?
É quando a mulher é negativa e ela vai engravidar e ela tem a possibilidade de ter um bebê que seja positivo, porque quando a gente é negativo, a gente não tem uma substância e quem é positivo tem. E se o meu corpo não tem essa substância e entra em contato com ela, ele pode entender o pai. Isso aqui é uma coisa invasora. Eu vou colocar anticorpos aqui, isso aqui, não é meu. E aí, o que acontece?
A gente desenvolve uma coisa que a gente chama de isoimunização. Então, a gente cria anticorpos contra esse fator do tipo sanguíneo positivo, o que normalmente traria problema para uma segunda gestação, porque numa primeira, é o período do meu corpo entender e começar a produzir anticorpos, anticorpos, anticorpos, mas não dá tempo suficiente na maioria das vezes para trazer alguma repercussão obstétrica nesse sentido. Aí agora eu vou lá engravidos de novo, meu corpo já tem anticorpos desde o começo. Então, se chega um bebê de tipo sanguíneo positivo, aí sim, esse impacto pode ser maior. Então, normalmente a gente se preocuparia com essa isoimunização para uma segunda gestação, porém, hoje em dia, como a gente já sabe muito sobre isso, tem vários fatores.
Então, tem um exame, que é um exame de cumbes em direto, que eu, como paciente negativa, faço para saber se eu tenho esses anticorpos ou não. Esse exame, ele é acompanhado ao longo do pré -natal, se eu sei que esse bebê pode ser positivo. Tenho que a gente fala que é a vacina do tipo sanguíneo. Então, assim, quando a gente está lá do meio para o final da gestação, essa mulher recebe essa imunoglobulina, depois que o bebê nasce, a gente faz o tipo sanguíneo para ver se é positivo para ver, se a mulher precisa também dessa vacina, dessa imunoglobulina. Então, hoje em dia, é muito…
Vou usar essa palavra, mas não sei se essa. É simples, para a gente fazer esse acompanhamento, porque é algo que, assim, é muito martelado, porque é uma coisa muito séria, mas que também é muito fácil de a gente contornar. Então, isso precisa ser avaliado. Então, precisa saber se a mulher é tipo sanguíneo negativo ou positivo, se ela for negativo é importante a gente ter essa informação do cumbre, se ela já tiver histórico de aborto, de transfusão, para saber se ela tem esses anticorpos que poderiam trazer algum risco. Agora, se não, não é que ela só possa engravidar de um bebezinho negativo.
Quantas pessoas engravidam um negativo e têm um filho positivo. Só que ela precisa saber dessa informação para ir acompanhando ao longo desde o planejamento, pré -natal e pós -parto também. Eu acho isso muito curioso, porque desde que eu entrei na clínica, que eu vou olhando as pacientes falando, elas têm muito isso na cabeça de, ah, mas o tipo sanguíneo, principalmente quando vai lidar com doação de gametas, ou de cêmio, ou de ovos, ah, mas o tipo sanguíneo, o tipo sanguíneo, porque meu tipo sanguíneo, às vezes elas são positivas, é só, eu acho que a gente ajuda tanto isso, né? Exatamente, eu fiz muitos esses questionamentos quando eu fui. É, que é a coisa que mais me dá a pensar, ah, mas o tipo sanguíneo tinha uma doença, a gente vê no ensinamento, fica aquela memória lá atrás.
E assim, quando a gente tem uma relação sexual, a gente vai ter um filho de forma espontânea, a gente não está pensando no tipo sanguíneo, do parceiro, no meu tipo sanguíneo. A criança, eu posso ser negativo, meu marido ser positivo, e eu tenho uma criança positiva, e eu vou lidar com isso no pré -natal, eu vou usar em monogôbolic, nessa vacina, que é a Camila Dumont, e isso acontece assim, em muitos pré -natais, isso é algo muito natural. E eu vejo que quando as pessoas estão vendo essa parte do lação de gamentos, elas ficam muito ficcionadas nisso. Eu nunca tinha falado, gente, mas por que que fica contando isso na cabeça? Mas eu acho que é muito isso, né?
A gente vê na época do ensino médio, às vezes não é da área da saúde, só vem aquela lembrança, tem alguma doença aí que eu preciso lembrar. Queria que você lembra que no livro de biologia tinha lá a foto do bebê, tinha aquela coisa falando, não, tinha alguma coisa disso, que era importante. Aí você falou na cabeça… Gente, eu sou positiva, tá, meu marido é tão… Já fiquei a jantar.
E eu lembro que fazia aquelas tabelas, né? O fulano é positivo, o fulano é gratinho, o que pode nascer. Fazer na probabilidade. Acaba assim. Mas, gente, toda vez que eu vou se fazer percação tanto com isso na cabeça, né?
Mas é algo que realmente gera muitas dúvidas. Uma única coisa que eu gosto de falar, sempre que a gente fala em gameta doado e tipo sanguíneo, não se aplica assim aos casais ou no afetivo, mas uma coisa que é importante a gente falar, quando a pessoa não quer abrir a decisão, então assim, eu vou ser receptora de óvulos junto com meu marido, mas eu não quero que ninguém saiba que eu fui receptora de óvulos. Aí a gente precisa de uma doadora que tenha o tipo sanguíneo compatível, mas é por uma questão de sigilo, porque assim, vamos por eu sou ó, meu marido é ó. E aí eu tenho um bebê que nasce a… Aí vai falar, é, mas o acumuloso só nasce ó, como que nasceu a?
Então, se a gente está falando em questão de sigilo, de óleo, eu não quero nunca contar essa decisão em momento nenhum, aí a gente precisaria de uma tipo a gente sanguíneo que fosse compatível também com o nascimento do bebê. Não é que precisa ser exatamente igual. Nesse exemplo que eu dei, precisaria ser ó, porque só nasceria ó. Mas, por exemplo, aí eu sou a, e meu marido é b. Pode ser a, pode ser b, então a gente tem uma flexibilidade ali na tipo a gente sanguíneo de quem vai doar, desde que gere um bebê que seja compatível com o que nasceria se fosse o meu óvulo.
Mas isso se fosse só pensando na questão do sigilo, porque clinicamente falando, não é algo relevante, assim, não é algo que vai mudar nossa chance de sucesso. E eu falei que não se aplica no caso dos casais amofetivos, porque aí a gente já sabe, né, o bebê já vai saber que ele nasceu de um tratamento e que isso envolve, né, gameta doado. Então, não teria nenhum problema, né, nenhum tabu em cima disso. Gente, e é tão bonito assim, é… A gente teve esse evento de dia das mães, né, assim, as mães chegando, as famílias chegando, as crianças chegando.
As crianças perguntando, o que que é aqui, mamãe? O que que é aqui, mamãe? A gente já viu umas duas perguntas dessa, que o meu olho brilhou, eu falei assim, agora, gente. A gente teve até uma mãe assim, que foi… Aliás, em muitos momentos, ser difícil não ser emocionar, tinha pessoas que chegaram já chorando.
Churando, eu vi, mãe chega e chora. Porque é a realização de um sonho, né? É a realização de um sonho, e assim, o sonho, ele não tem que ficar restrito a quem você ama, sabe? Gente, o amor é a coisa mais linda que existe no mundo, e quando você escolhe ter um filho, você tá querendo só aumentar esse amor, e é amor assim, que realmente não aguenta mais pra você. Você tem que passar da frente.
Sabe, então, eu acho que a gente tem que rechear, popular esse mundo cada vez mais de mais pessoas amorosas, querendo fazer o bem. E independentemente da… Se ela é bi, se ela é assexual, se ela é trans… Inclusive, eu acho que ainda existe muito tabu na questão trans. Tem uma moça que eu sigo, que é Juliana, eu não lembro agora o sobrenome dela.
E ela acabou de fazer a… A cirurgia de… Reversão. De reversão de sexo. E assim, primeiro, eu não consigo assistir um vídeo dela sem chorar, porque é a coisa mais maravilhosa do mundo.
Ela colocar uma calça legue, ela começa a chorar assim, e ela tipo, eu tô conseguindo colocar uma calça legue, sabe? Ela é maravilhosa, assim, eu acompanhei ela já faz alguns anos, dela falando da questão da aceitação da família, enfim. Só que quando ela tá lá no hospital, de acabado de fazer a cirurgia, fizeram uma pergunta de… Você congelou semen? E aí ela e a mãe dela também, que é psicóloga, elas se reagiram de maneira até muito explosiva, tipo, nossa, que pergunta idiota, sabe?
Como assim você me fala algo disso? Mas por quê? Eu acho que é algo que pra elas é tabu, sabe, nesse sentido, embora elas estejam assim extremamente abertas à frente, em vários sentidos, nisso foi muito tabu, tipo, não, a minha filha nunca quis ser mãe. Por que ela vai congelar o semen dela? Mas também é algo que não parou pra pensar, porque a Juliana é nova, ela tem 18 anos, e se vai se pra frente, ela quiser ter um filho com que tenha o material genético dela, sabe?
Então eu acho que a gente tem que falar disso cada vez, mas realmente pode ser que não queira. Mas eu acho que dá pra falar isso, olha, você consegue preservar a sua fertilidade, mesmo se você fizer cirurgia de mudança de sexo, e não tem problema nenhum, você não vai ser menos mãe, sabe? Eu acho que a Juliana seria uma ótima mãe, pelo qual eu acompanho dela, mas se não for o desejo dela, tudo bem, sabe? A gente teve até um episódio que a gente começou bastante sobre isso, né, Camila? Mas sim, é bem importante a gente discutir tanto o congelamento, né, a preservação do semen, quanto do óvulo, antes de começar a utilizar os hormônios, porque a gente tá…
É isso que você falou, a gente não sabe ali no futuro, né, se… se vai surgir o sonho da maternidade, por exemplo, e, principalmente pensando na parte do semen, é algo muito tranquilo, o congelamento, né? É muito mais fácil, mas o congelamento de óvulo também é algo muito mais simples do que a maioria da população pensa, né? Então, se a gente tem essa possibilidade de guardar, de deixar ali, que maravilha, né? Vamos utilizá -la.
Mas a gente conversou bastante sobre isso, sobre fazer a preservação, principalmente, antes de começar a utilizar a terapia hormonal. Então, a gente vê que muitos pacientes começam a usar a terapia hormonal muito jovem, então era importantíssimo que isso fosse comunicado pelos endocrinologícios, genecogistas, gerais que trabalham, principalmente, com essa parte terapia hormonal, pra falar, ó, vamos congelar, vamos deixar ali guardado, porque a gente não sabe o futuro, né? Você não sabe o que você vai querer ali na frente, e você tem essa possibilidade. O nome da cirurgia é cirurgia de reedignação de sexo. Reedignação de sexo é isso que eu queria falar.
Eu fiquei, eu falei assim, gente, não é o nome que eu vou usar. Não é tudo bem. É bom que a gente tá cada vez aprendendo, né? Ninguém é perfeito, a gente tá aqui em constante aprendizado, isso me importa. Maravilha!
Bom, queria agradecer vocês pelo nosso bate -papo, queria encorajar, né, você que tá escutando a gente, que conhece alguém que já teve essa dúvida, algum casal que tá com receio de pensar mais sobre esse assunto, manda esse episódio pra que essa pessoa possa ir amadurecendo a ideia, marcar uma consulta, entender sobre as possibilidades, porque todas as famílias existem, importam e merecem, né? Crescer em um lar de muito amor, todo mundo que quer ter filho tem o direito de ter filho, né? E nós estamos aqui pra ajudar. Então muito obrigada pela presença de vocês, viu? Tchau, tchau, gente.
Obrigada por assistir ao Papo de Tentante. Pra enviar seu relato, dúvida ou sugestão, mande um e -mail para papo -ditentantearobasifairp .com .br Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com um médico especialista. Te vejo no próximo episódio. Até lá!
