“Quero ser mãe, mas não agora”
Neste episódio do podcast Papo de Tentante, a Dra. Camilla Vidal recebe Dra. Ingrid Guedes, Marcela Gomide e Jackeline Costa para compartilhar assuntos pertinentes à programação da gestação.
Por onde começar? Quando? Com quem? As dúvidas são muitas, mas todas elas podem ser respondidas com o acompanhamento certo.
Episódio imperdível ▶
Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi pessoal, sejam bem -vindas ao Papo de Tentante. A gente hoje vai falar sobre um assunto muito especial, mas antes de entrar no assunto vou deixar minhas convidadas se apresentarem para a gente poder falar o tema. Oi gente, eu sou a Ingrid, eu trabalho junto com a Camila no CEFERP, eu sou médica de neclodista e obstétrica, especialista em reprodução humana. Olá pessoal, eu sou a Jaceline e eu, Jacque, trabalho no marketing aqui para o CEFERP eu sou a Marcela, também trabalho no marketing do CEFERP. Bom, então agora acabando com esse mistério, a gente está gravando em maio, mês das mães e aí vem todo aquele sentimento da maternidade, mas nem todo mundo está preparado para pensar nisso agora, né?
Então hoje a gente vai falar um pouquinho justamente sobre isso. Eu quero ser mãe, então não sei se eu quero ser mãe, mas não agora e o que a gente pode pensar com relação a isso, quais são as nossas opções e por que é importante a gente falar sobre isso? Porque uma coisa, eu vejo que a gente pode perceber é que a nossa vida como mulher mudou completamente, né? O nosso tempo para as coisas mudou completamente, né? A vida da gente ficou muito mais corrida, parece que, o dia parece que tem menos horas.
Acho que tem a vida da internet, todas as coisas e natural que a mulher acabe postergando essa gravidez, né? Então eu tenho filho, já fiz 41, quero segundo e aí eu fico pensando e aí será que ainda, o que que eu vou fazer, né? Vai congelar óvulos, já congelou embreu, então a gente fica nessa, o que que eu vou fazer para ter esse segundo filho? Então vai o relógio biológico aí da Mó, não, não estou com nada. Não, não, com certeza.
Eu assim, eu tenho 32, vou fazer 33, é isso gente, que ano que a gente… Já perdeu os números, pera, muda todo ano, difícil. Todo ano é muito difícil. Não, mas é bem essa coisa, acho que é tão corrido que a gente às vezes até o aniversário a gente se para, pera, quantos anos eu tenho mesmo? E é isso, porque o tempo passa muito rápido, de repente você é jovem, de repente você não é mais jovem e a mulher, ela tem isso, né?
Ela tem esse relógio, ela tem essa reserva e pode ser que algumas mulheres não queiram ter filho agora ou às vezes nem sequer pararam para pensar nisso, só que lá na frente se surgia essa necessidade. Isso é uma coisa que eu sempre fiquei me pensando porque eu sempre que ser mãe desde sempre, mas ainda não sou. Então é aquela coisa que eu vou casar esse ano, então já estou planejando ir para ter filho, se não der certo eu vou começar a contar, pera. Eu acho já que também tem a questão da cobrança da sociedade ou da família, né? Se já está namorando, não é quando que você vai ter filho, aí o tempo vai passando e você fica com aquela cobrança, mas a pessoa às vezes não quer elas, não é um momento dela, né?
No seu caso você já quer, falou que você já está se programando para isso, né? Tem as mulheres que têm certeza que querem ter, né? Tem as que têm certeza que não querem ter e eu acho que a grande maioria tem uma grande dúvida, né? Um ponto de interagência, um assim, será que eu quero, será que eu não quero? Será que é uma pressão social?
Será que é uma pressão biológica? Às vezes a gente estava falando por quanto de começar, que teve de dar as mães agora do CEFERP, que foi um monte de nenê, você não dava, e o outro ficou colçando. Às vezes tem aquela impressão, será que é algo biológico meu que surge essa necessidade de ser mãe, que surge essa vontade, esse desejo quando eu vejo nenê? Será que é só uma pressão social? Então a gente tem tantas questões na cabeça, né?
Se a gente quer, não quer, então eu acho que é importante a gente conversar sobre o que a gente tem, né? De tecnologia, o que a gente tem de ciência para ajudar a gente a tomar essa decisão, para a gente conseguir fazer isso com mais clareza e sabendo o que a gente quer mesmo, sem ser nenhuma pressão externa. É, e assim, eu acho que é o que a gente está falando assim, a gente se permitir pensar sobre isso, né? Porque às vezes a gente vai naquela vida no automático, né? Tanto com o dia, o tempo, o dia tem menos hora, concordo totalmente com você.
Então às vezes a gente não para para perceber as coisas que acontecem na nossa vida, então a última coisa que a gente vai parar para pensar é sobre isso. E às vezes quando a gente vai parar para pensar, já dá um bocado para a frente, né? Porque antes parece que a gente tinha ali aquela vida já pré -estabelecida, né? Você casa novinha, você cuida da sua casa, você cuida dos seus filhos e esse é o papel da mulher. E hoje a gente vê que graças a Deus, muita coisa mudou nesse sentido, né?
A gente consegue focar mais nos estudos, na carreira, a gente consegue se desenvolver muito mais nesse sentido, né? E às vezes se a gente deixar para pensar nesse assunto só mais para frente, talvez a gente não tenha o melhor momento, né? A melhor oportunidade. Porque eu fico pensando muito nisso. Hoje eu me identifiquei, eu tenho 30 e…
33. Não sei descapa. Não, é difícil, mas a minha sorte é que eu nasci em 90, então como é? Ah, mas faco. Aí é só pegar o ano final e saber se está antes ou depois do aniversário.
Então eu tenho 33, eu não tenho filhos. Na minha idade a minha mãe estava tendo o último filho dela e fazendo uma laqueadura enquanto eu não tenho nenhum. E daí depois eu quisia ter mais de um. Então quando eu paro para pensar nisso, as minhas avós, minhas avós foram mais do que dois filhos, né? É que é cultural, se a gente pega as avós, as avós, elas não trabalharam.
Exatamente. Não tinha uma rotina de estudo até, não estudavam, trabalhavam. É diferente da nossa perfil hoje, né? Que a mulher trabalha desde cedo, a mulher quer estudar muito, nunca para de estudar. Então eu acho que é essa grande diferença aí, né?
De questão de filhos também. Acho que o acesso é informação também, antigamente elas não tinham tanto acesso. Hoje a gente lê um milhão de coisas sobre maternidade, sobre como educar os filhos e você quer fazer as coisas da melhor forma possível. Então você quer o momento que você esteja melhor financeiramente, que você consiga um tempo no seu trabalho e na vida pessoal para conseguir ter o filho no melhor momento possível, que era algo que antes as nossas mães juntos preocupavam tanto. E qual que é o melhor momento?
Não tem um melhor momento. É o que acontece. E é engraçado eu estava conversando com uma amiga e ela falou, eu não quero ter filhos, não quero ter filhos, ela parou e pensou. Mas o que será no futuro de mim? Quem vai cuidar de mim no futuro?
E se eu não tiver ninguém, ela começou a fazer essa alfa -niplexão, eu falei, olha aqui engraçado, nunca quis ter, mas agora está pensando no futuro. Quem que ela vai deixar, que legado que ela vai deixar? Quem que vai cuidar dela no futuro? E é muito engraçado isso, né? Porque as pessoas param, caem em si na hora que você levanta esse assunto mesmo.
Eu tive três momentos assim, eu tive um momento em que, na verdade quatro, tive um momento em que eu era muito novinha e queria ser mãe, mas obviamente não naquele momento. Tive um momento que aí quando eu comecei a namorar, tal assim, inclusive eu até tive uma suspeita de gravidez, só que a pessoa que eu estava não era nem um pouco legal para ser um pai. E aí eu falei, eu fiquei meu Deus, sabe o que é que mais é da minha vida? Mas não era só suspeita mesmo. O momento em que eu falei, não, eu quero ser mãe sim, independentemente do pai.
Porque aí foi quando eu percebi que eu fui criada por mulheres, eu fui criada pela minha mãe, pela minha típia, pela minha avó. E aí eu falei, eu conversei com dois amigos meus, um que é hétero e o outro que é homossexual. E eles tinham já se disponibilizado a doar o selo deles para eu fazer produção independente. Aí eu já estava com essa. Nesse meio tempo aí eu conheci o meu marido, o meu noivo que eu vou casar.
E aí no segundo encontro eu falei para ele, ó, quero ser mãe, tá? Só para saber, para a gente alinhar as expectativas. Então, assim, mesmo eu querendo ser mãe desde sempre, lá atrás, eu não estava pronta para ser mãe. Então, assim, mesmo, então eu entendo que tem esse momento também. Eu era muito nova.
Então, naquele momento não ia ser bom para mim. Mas hoje eu já quero ser assim. Mas vocês sabem, a Marta estava comentando essa questão de que a pessoa ficou pensando, né? Eu vejo que vale muito igual para quando a gente fala quem vai fazer laquiadura, principalmente quem vai fazer vasectomia, que às vezes a gente fala, olha, congelo semen antes. Você não sabe o dia de amanhã, porque às vezes naquele momento a pessoa vai fazer e ela está assim, não quero, eu estou fazendo porque eu não quero mais, de jeito nenhum.
Só que a vida muda, os relacionamentos mudam, os filhos crescem, a gente não sabe, né, da nossa vida. Então, eu vejo que vai muito parecido a esse raciocínio. Você estava lembrando, falando, e eu lembrei de uma paciente que eu atendi, que eu achei muito interessante, porque ela foi no consultório e falou assim, olha, eu senti certeza que eu não queria ser mãe. Eu continuo com essa certeza até agora que eu não quero, mas eu perdi meu pai recentemente. Meu pai só tinha a mim e deixou tudo para mim.
E veio assim, para quem que eu vou deixar quando acontecer isso comigo? Eu não sei. E aí ela falou, então, eu comecei a ter um pensamento, eu não mudei de ideia, mas eu quero ter a possibilidade de mudar de ideia. Eu acho que a possibilidade que é o que dá um quentinho no coração, porque tem uma outra amiga que nunca é que está filho. Quando ela teve o diagnóstico, que ela não realmente não pode, aí ela, como assim eu não posso?
Exato. Aí ela pensa, não, agora eu quero. Porque parece que ficou com mais difícil, né, e ela ficou… O que eu vou fazer? Eu falei, calma, tem.
Tem a possibilidade, né? Então eu acho que isso é muito importante, da gente falar das possibilidades que tem hoje, né? E mais assim, é sobre a… Falando em possibilidades, né, a gente… Como a gente é do marketing, a gente entende bastante do CEFERP fala em toda a preservação, né, da fertilidade.
Assim, acho que é de senso comum saber, ah, é porque a mulher vai diminuindo a quantidade de óculos. Mas isso realmente é uma coisa, é uma matemática exata. Eu acho que as pessoas têm essa dúvida, se é uma matemática exata. Ou se… Ah, não, tem o 32, está tudo bem.
Ou se por acaso eu tiver alguma condição. É importante fazer o acompanhamento com o genicologista? É importante. Não é uma matemática exata como nada na medicina. Não é…
Ah, com tantos anos você tem trans e x, com tantos você tem uma chance y, isso varia muito de organismo pelo organismo, então vai variar de mulher para mulher. Tanto é separar para pensar assim em questão de menor pausa. Sua tia entrou com idade, sua mãe entrou com idade, a amiga entrou com a outra idade. Assim, o organismo humano é muito variado. Então, é importante fazer um acompanhamento, mas também é muito importante saber que qualquer informação que você tem sobre a sua…
Sua reserva variando sobre a… Qualquer informação sobre a fertilidade é algo pontual, é uma fotografia do momento. A gente não consegue prever o futuro. Eu não consigo examinar hoje e dizer, ah não, daqui a 10 anos você vai conseguir engravidar. Eu posso dizer, não, agora, sua reserva variando está normal, agora seus hormônios estão todos normais, seu útero está normal, eu consigo dizer o agora.
Eu nunca vou poder te dar uma certeza de que está tudo tranquilo para daqui a anos. Isso a gente não consegue prever, não tem nenhum exame que, assim, consiga olhar lá na frente. E eu acho que é interessante a gente falar sobre isso também, porque o que às vezes acontece é assim, a paciente chega, ah, eu quero conhecer a minha reserva ovariana, não tem nenhum planejamento para engravidar por agora, quero ver como é que está. E aí você faz outra som e você descobre que ela está ótima, que ela está acima da média. Ótimo, isso é uma notícia muito boa, mas a gente não tem como prever como é que vai ser essa evolução dela e para frente.
E uma coisa que é importante a gente falar também, uma coisa é quantidade, outra coisa é qualidade. Lógico que se a gente tem quantidade maior, maior também é a probabilidade, pelo menos alguns terem uma qualidade melhor, mas a gente não sabe. Então, às vezes a paciente está lá, depois do seu próximo, dos 35 depois, sem nenhuma previsão de ter filhos, ela faz a contagem, tem um monte lá, então eu nem vou pensar isso, tem um monte, depois eu vejo. Pode até ser que o impacto da quantidade para essa paciente não seja tão importante, a gente não sabe. Mas e a qualidade?
Mesmo que ela tenha bastante e que ela volte com 38, 40 anos, com bastante, são óvulos que passaram esses outros 3 a 5 anos a mais, armazenados, sendo exposta a estresse oxidativa todo dia. Então, o impacto da qualidade deles também conta bastante. E esse tempo de 35 a 38, esses 3 danos, eles não prejudicam, mas eles são capazes de interferir mesmo na qualidade desses óvulos. É que na verdade a nossa redução é constante, em quantidade e qualidade, e que os 35 acabam sendo aquele marco, porque a gente tem uma velocidade mais rápida dessa redução, depois dos 35 em diante, depois dos 40 mais ainda. Então, outra coisa que a gente costuma falar é que não tem um momento ideal, mas quanto antes a pessoa pudesse organizar, por melhor, né?
Eu ia bem isso, perguntar se existem fatores externos que podem também afetar a qualidade dos óvulos. Isso existe ou não? Olha, eles já têm aqui os meus óvulos, então tá tudo bem. Existe e esse é outro ponto muito importante. A gente tá comparando a nossa vida com a vida de anos atrás, e hoje a nossa alimentação é muito pior.
Os nossos índices de obesidade são muito maiores, sedentarismo, fumar até que agora diminuiu, que antes era chique fumar, e agora graças a Deus teve uma consensação, mas devido à alcoólica, então os nossos hábitos de vida pioraram muito nesse sentido. Isso impacta também diretamente na nossa reserva ovariano. Então, tem esses outros fatores pra gente considerar além da idade, né, Indy? São fatores que não são tão fáceis quanto parecem, né, de modificar, né? O estilo de vida é uma das coisas mais difíceis de modificar.
As pessoas querem muito remérios que resolvam, remediatismo, né? Mas as coisas que mais impactam são isso, né? O estilo de vida da gente, se eu sou uma pessoa mais saudável, praticar aividade difícil, comer alimentos mais saudáveis, não fumar, e a idade é o principal. Então, são coisas que a gente consegue, os fatores externos a gente consegue mudar, mas eles exigem mais do que a gente imagina só falando, né? Falando é até bem mais fácil.
A gente já é só fazer atividade física, é só se alimentar bem, não fazer frio. Tranquilo, né? Correr como se fosse uma viradinha de chave, né? É, né? É como se a gente conseguisse também, né?
Quantas vezes a gente, como profissional, tem que falar, oh, você não pode fazer tal coisa, e a gente mesmo consegue. Nossa, eu sou hipócrita, acabei de comer um bolo. É, é. Pois é, exatamente. Então, esses fatores interferem, e assim, como a Ingrid estava falando, que a gente não consegue prever, na verdade, nada da nossa vida, né?
A gente está aqui hoje, a gente não sabe como é que vai ser nosso dia de amanhã. Então, mesma coisa, eu falando pela minha experiência pessoal, eu já tinha uma questão ali que eu tinha mexido no ovário, já sabia que tinha um pouquinho de limitação daquele ovário, e aí eu fui lá e ainda descobri um outro sisto maior, ainda no mesmo ovário, sem ter feito nada, né? Assim, por uma coisa que acontece. Então, mesma coisa. Às vezes a mulher vai ter um diagnóstico de endometriose, precisa passar por alguma cirurgia, por algum outro sisto no ovário que seja, né?
É, histórico na família de menopausa precoce, aí de repente ela se depara com uma reserva mais reduzida, então tudo isso são fatores que a gente não consegue prever, e é por isso também que a gente fala nesse planejamento reprodutivo, né? Eu acho importante a gente ter conversas como essas entre mulheres, porque por muito tempo as conversas entre mulheres com gravidez era só assim, aqui a anticoncepcional você usa. Ah, porque eu uso esse, não me adaptei. Lógico, a anticoncepção é muito importante, mas é um conceito muito maior, né? A anticoncepção ajuda a gente a programar a gravidez tanto quanto um planejamento reprodutivo vai ajudar, né?
Assim como eu quero um momento de não ter, eu quero poder ter, eu quero ter a possibilidade, né? Então, se a gente puder mudar essa chavinha nos nossos círculos de mulheres, em vez de só falar de anticoncepção, de falar de uma maneira mais geral, mas aí, você já viu sua reserva? Quanto tempo você tem? Como é que você está? Você já fez alguma coisa?
Você pensa em congelar? Acho que ajuda a quebrar até um tabu mesmo, né? É, porque é uma conversa muito recente, né? Esse bate -papo é muito recente, porque a conversa entre mulheres era isso, era anticoncepcional, e está com dias, está com sei -que -que, o que você está fazendo, né? E agora, não, justamente por essa questão de estilo de vida hoje ser diferente, das pessoas estarem postergando essa gravidez.
Sim. E eu acho que também, assim, é que a gente passou por alguns… Bom, é que o primeiro que tinha a pressão da sociedade, aquela coisa para você ter filhos, aí começou a mulher a ter o direito, então, de adiar a maternidade com a anticoncepcional, mas tudo são extremos, e aí, acho que hoje está assim, não, pera, eu posso ter a escolha de ter, de não ter, de adiar, de querer fazer o que for. E a gente fala, eu acho muito produtivo, bate -papas assim, que mostram as possibilidades, realmente, que a mulher tem para fazer. E, assim, hoje, depois que eu comecei a trabalhar nos Conceferpes, eu converso direto, converso com a minha cunhada, converso com as minhas filhas, eu até soube doação de óbulos, eu falo assim, olha, então, eu falo assim, ai, não, não quero mais ter filhos, tá bom, mas você já pensou em doar, porque tem tantas mulheres que não conseguem.
Exato mesmo. Mas é uma conversa que eu acho que está cada vez maior mesmo, né? Ultimamente, toda vez, vou para um barzinho, vou sair com os amigos, aí tem um pessoal que, ou não é da medicina, ou é de outra especialidade, sempre alguém para, ai, a gente precisa conversar sobre como congear o óbulo, porque eu estou preocupada com isso. Então, é algo que está surgindo na cabeça das mulheres, mais, né, essa dúvida, e essa preocupação. Eu acho que isso é muito bom, que realmente antes não era um assunto que surgia, era só sobre, ah, não quero agora, ponto.
E eu acho também que as pessoas tinham um tabu com relação ao tratamento de fertilização, né, a fertilização em vitro, porque usavam os termos, né, mais prejudativos com relação a isso, e se falavam muito de beber, de aproveitar. E aí, vai olhar criança diferente, tinha um negócio desse antigamente, e hoje não, hoje está muito mais amplo, está muito mais humanizado isso, né, e está apassimando mais as pessoas, está fazendo as pessoas conversarem, aceitarem, e buscarem realmente a realização desse sonho, mesmo que ele seja tardinho, né, que a gente está falando. Eu concordo, é, eu acho assim, está melhorando muito, mas a gente ainda tem muito a melhorar. Vocês estavam falando, eu lembrei de uma experiência recente que eu tive, agora eu só tenho um ovário, não tenho filhos, né, então fui fazer o tração de abdómen, de rotina, de pós -operatório, por conta da bariatrica e tudo mais, e aí o tração, eu já contei para o traçornografista, porque depois ele vai ficar lá procurando um ovário, que eu não tenho, né, eu falei, ó, não tenho avisiculo, eu não tenho um ovário direito, tá, aí ele que aconteceu com seu ovário, eu falei, aí eu tive um cisto, um ovário, eu preciso ir tirar e tal, aí ele, ah, mas e o outro, ah, se Deus quiser, continua tudo bem, né, porque eu preciso contar com ele. Aí ele falou assim, e você já tem filhos, no sentido assim, de vamos lá, porque você só tem esse ovário aí, e eu falei, não, mas eu tenho ovulos congelados, silêncio no ar, não acabou a conversa, porque não falou mais sobre nada, acabou o exame, tudo certo, viu?
Porque eu acho que até ele não sabe evoluir essa conversa. Ele não sabe, não. Pode ser mesmo, o profissional, mas que ele não é da área, ele não sabe evoluir, mas a cabeça dele falou assim, mas ele não sabia com quem ele estava falando também, né, de brasil. Ah, é, com o seguinte, tem que ter esse assunto. É, ficou ali a conversa, nossa, que estranho, né?
Isso é algo que eu estou totalmente contra, quando homens querem perguntar sobre, ah, e quando vai ter filho? Eu tenho um chefe que eu amo, mas ele sempre fala, a gente tem que incentivar as mulheres a ter filho antes. Isso é muito mais saudável, não é só sobre congelar. Eu peraí, ninguém incentiva os homens a ter filho tão, deixando a sociedade. Não trabalha no seu perfe.
É seu ex -chefe de outro serviço. Aí eu não, como assim, gente? Com essa machista, eu não estou me perguntando quando você vai ter filho, não isso não. Porque é nessa vida que vai mudar tanta, assim, né? Fica nessa rupra.
Ah, vou partir desse lado não, porque eu vou começar… A ter gatilhos. A ter gatilhos. Mas realmente tem muito isso. Que gênio não, gente.
A mulher, quem vai mais se dedicar a criança, se dedicar ao filho, é ela quem vai sentir as dores da contração. É o corpo dela. É o corpo dela, gente. Então, assim, a gente realmente tem que respeitar a mulher, a mulher tem que ser ouvida, e ela tem que conhecer as possibilidades. E isso me lembra algo que a gente está falando aqui de congelamento de óvulos, né?
Congelar óvulos dói. Interessante a gente falar sobre esse ponto, porque muita gente tem medo, e muita gente tem medo como se fosse assim, se tivesse roubando dela mesma do futuro, né? Porque às vezes a gente fala assim, de que, ah, tem que fazer como se fosse uma poupança, como se fosse um seguro, e aí dá a sensação de que assim, tá, mas eu estou tirando aqui de mim mesmo, eu estou gastando antes do tempo, e eu nem precisava desses óvulos aqui, e fui lá e gastei a toa, né? É, a gente fica tão bons congelado quanto fresco, fresco assim, muito e friascos, não sei. Mas tá certo, se eu não tenho um certo.
Então, assim, acho que a gente pode falar um pouco primeiro do processo, né, porque doer não dói, é mais ali o desconforto da expulsão, das injeções, mas a gente pode falar dos dois lados, né? Não, eu achei engraçado, eu estava conversando, né, para fazer a minha estimulação para congelar, e eu, ah, vou transmitir tudo isso, vou conversar com os pacientes, e assim, acho que 99 % das pacientes passam por todo o processo de congelar em uma forma totalmente tranquila. Às vezes tem uma variação emocional, e as dores são muito tranquilas, são muito, assim, dá… Suportáveis. Suportáveis, isso, essa é a palavra.
Para a coleta, o processo de estimulação de 9 a 3 dias, e a coleta é uma sedação, como se fosse um idoscopia, que a gente já fez um idoscopia sabia muito bom, a gente dorme para aí. É, até gostoso. É, até gostoso. E aí duram uns 30 minutinhos, você sai, ó, ótima, e ainda é normal, assim, aquele primeiro dia a gente vai dar, dar uma descansada, porque fez anestesia, tudo uma suspensão, um processo tranquilo. O meu não foi, não, não foi.
É, não foi. Mas por motivos muito pessoais, assim, no sentido de tomar comprimido, é uma coisa que eu tenho dificuldade, porque a minha varriga, ela sente um certo incômodo se eu ficar tomando comprimidos todos os dias. Mas o meu estômago é mais sensível. Então, às vezes eu chegar, trabalhar meio enjoada, de manhã que eu me olhei, eu falei, nossa, está branco aí, vai dar uma melhorada. E aí, hoje em dia, eu acho que é até bom ter passado tudo o processo, porque quando tem uma paciente que fala, nossa, fiquei um pouco enjoada, fiquei um pouco mais emotiva.
Eu sei que é isso, Paulo. É, é, mas é. Realmente. É do tratamento, pode acontecer, e eu acho que quando a gente sabe o que pode acontecer, a gente se sente mais no controle. Às vezes, eu fiquei mais emotiva também, não sei se você ficou, mas eu fiquei emotiva, e eu sabia, os hormônios podem me deixar um pouco mais emotiva.
Então, você consegue lidar melhor com aquelas emoções. Às vezes eu estou estressada com isso, mas isso não precisava ser algo estressante, o fato de estressou. É porque eu estou no tratamento. Mas, gente, isso não é para assustar. Ah, grande maioria das passagens.
Não, eu passei também por esse processo, não de congelar óvulos, mas eu fiz todo o tratamento na fertilização, que é o mesmo processo. É, é a mesma coisa. É, é a mesma coisa. Eu fiquei super bem, é um desconforto na barriga, fica um pouco pesada no dia da coleta, que parece que tem alguma coisa, parece que tem um bebê. É, parece que fica pesada, mas logo passe, aquele, o gostosinho da anestesia.
Você sai, você já sai super bem. E eu até falei com o Nupotica de Doutora Camilla, que é a primeira ingessão que eu apliquei para fazer a simulação, eu já me senti agravada. Eu curti muito o processo, né? Então, assim, por mais que seja o congelamento de óvulos mesmo, tem que pensar no que vai representar isso, o futuro, né? Sim, eu acho que é isso.
É você pensar no que vai representar no futuro. Eu acho que essa parte de ciência do que eu estava fazendo me deixou tranquila durante todo o tratamento, e você ter uma segurança, você ter aquilo, eu tenho congelado os óvulos, você sai do processo inteiro sentindo um pouco mais confiante. Sim. E tranquila, né? A decisão que foi tomada perturba a tranquilidade para uma decisão futura.
Sim, com certeza. Você sabe que a minha experiência já foi para o lado oposto, assim, foi de também entender o que as pacientes passam mais pelo outro extremo, porque você comentou do sintoma que você teve, às vezes alguma paciente comenta, né? E o meu era do tipo assim, gente, eu não tô sentindo nada. Será que você remete tá tudo certo? Aí eu li a validade, não tá na validade, tá tudo certo.
Não, mas será que eu tava te via tratando mais alguma coisa? Até que eu parei e falei, gente, não é possível, trabalho com isso, eu falo para as pessoas, tá tudo normal, não senti nada. Eu queria ficar fazendo ultrassom, eu não sei, desceria que eu vou lá dar uma olhada, deixa eu ver se cresceu, aí eu não vou. Então assim, eu entendo também quando as pacientes falam, mas eu não tô sentindo nada, não deve estar respondendo. Ou até depois da transferência, que às vezes as pessoas buscam, né?
Ter alguma pista. Não tô enjoada, não tô com sensibilidade, não tô sentindo nada. E é normal também, gente. Passei por isso e é difícil, né? Mas traz parte.
E sobre essa questão que a gente tava falando do medo, de às vezes gastar também, né? Só para responder, para deixar todo mundo tranquilo, que a gente não tá gastando o nosso estoque quando a gente tá congelando, porque a gente vai gastar esses óvulos, a gente usando ou não usando, né? Eu costumo brincar, que é como se a gente tivesse os óvulos com data de validade, e eles vão inspirando a cada mês. Se a gente usar ou não usar, é problema nosso, porque eles vão inspirado do mesmo jeito. Então a gente tá estimulando para guardar aqueles que a gente jogaria fora mesmo, naquele mês, né?
E o nosso objetivo é guardar para casa, ou seja, necessário a gente ter aqueles de melhor qualidade para poder recorrer depois, né? Então dá para ficar tranquila que não dói, ou sintomas são leves, e que a gente não vai estar roubando da gente mesmo, é muito pelo contrário, né? A gente vai estar guardando aqueles teoricamente de melhor qualidade para caso a gente precise deles lá na frente. E tem tempo, doutora, que eles podem ficar guardados? Não tem, eles podem ficar por tempo indeterminado.
Então existe um risco de perda no descongelamento, isso para qualquer estrutura que a gente congela, o óvulo por ser uma célula só. Ele pode ser um pouco mais sensível do que um embrião, que já é ali um conglomeradinho de células, né? Então a gente tem um risco de perda, mas isso é independente. Se esse óvulo ficou congelado um dia, um mês, um ano, isso é inerente ao processo de congelar e descongelar. Então uma vez que a gente congelou, a gente só vai poder realmente pensar, só vai precisar pensar em descongelar se a gente quiser usar.
Porque é um outro ponto também que eu vejo como muito importante da gente falar, é que assim, não é porque você congelou, que você vai ficar refém daquele óvulo. Porque às vezes a pessoa pensa justamente de, ah, mas eu não quero congelar, não quero engravidar por uma fertilização. Não, mas a gente não está falando de precisa engravidar por uma fertilização. Inclusive, a programação é que você tente mesmo, se você sentir a necessidade de engravidar naquele momento, né? Esses óvulos, eles vão ficar como um becápio.
E os óvulos congelados, eles têm a mesma qualidade dos óvulos frescos. Em questão de chance, de evolução, sim, o que a gente precisa contar é essa parte da perda, né? Então, quando a gente vai descongelar, a gente tem um risco de perda, se a gente está usando o óvulo direto a fresco, como ele não passou por esse processo. A gente não tem esse afunilamento, mas é por isso também que, quando a gente congela óvulo, a gente faz um aconselhamento, né? A nível de quantidade, justamente porque a gente tem que trabalhar com essa ideia das perdas que a gente pode ter mais para frente, né?
Sim, tem um caso que saiu na mídia, que começou a falar de preservação porque ele não lembra o nome dela, mas era alguma CEO de alguma empresa famosa nos Estados Unidos? Era Brigitte Adams, né? Que ela congelou e ela falou… Que ela falou que ela congelou, ela falou que ela tinha certeza que eu vou conseguir engravidar com esses ovos congelados, eu já tenho uma minha reserva, tudo. E acabou que ela não formou…
Ela formou alguns embriões em todas as filhas, mas acabou não engravidando. Então, é isso que a Camila falou, a gente está fazendo uma reserva e a gente tem um número, que a gente pensa em um percentual matemático que vai ter uma chance boa de você engravidar. Às vezes, a paciente precisa fazer mais de uma coleta para a gente aumentar essa chance maior dela e engravidar lá na frente. Então, não é aí congeleria um, volteia um filho. Não é bem assim.
Não é certinho, inclusive a Ivette Sangalo, a gente postou recentemente sobre a história dela, que ela congelou óvulos quando era mais nova, quando tinha, acho que, uns 30 e alguma coisa. Aí, nesse período, ela tentou, ela engravidou por duas vezes, só que a gravidez não foi adiante. E aí, ela fez a inseminação, a ingrânia foi a fertilização em vitro mesmo, e aí, ela teve as meninas, as mulheres que ela tem hoje. Então, assim, é o que a doutora Camilla falou. Ela tinha feito congelamento de óvulos, mas não parou de tentar se fazer natural.
As gravidez não foram para a frente, mas tentou. Chegou, em gravidade, e aí, depois que a coafive deu certo. Sobre esse caso, eu achei legal que eu lembrei que era ela, porque quando eu fui no Congresso, que foi na Filadeu, da Sociedade Americana, ela foi lá dar uma palestra, porque na época, ela ficou muito conhecida, ela foi ali o rosto da preservação da fertilidade, né? Tem uma capa de revista dela, que é muito famosa, que tá toda numa posició, e a frase é Free your eggs, Free your career. Então, tipo, congele seus óvulos e liberte a sua carreira.
Então, ela realmente levantou muito essa bandeira, o que foi fundamental para falar mais sobre congelamento, mas realmente, assim, naquela época, ela tinha certeza que ela ia engravidar. Isso, no menino, ela ficou com 11 óvulos congelados e acabou não engravidando daqueles óvulos congelados. E aí, nessa palestra que ela deu lá, ela contou justamente dessa experiência de como é que foi, quando ela se viu diante da situação, de não conseguir com esses óvulos, ela tinha deixado para engravidar já mais para frente, então, quando não deu certo com os óvulos próprios congelados, foi acabou sendo proposta a ovo doação, então, no fim, hoje, ela fez tratamento por ovo doação e teve bebê. E aí, ela mostrou lá, num dos slides da apresentação dela, o que eu gostaria de saber lá na época e lá na época, eu não sabia. E era isso que a gente estava falando agora, que olha, isso não vai te garantir o bebê em casa, que nem todo óvulo vai resistir ao descongelamento, que nem todo óvulo vai fertilizar, que nem todo embriãozinho vai realmente implantar, né?
Então, esse ajuste de expectativas para os dois lados é importante, né? Ainda mais agora que eu vejo também, que tem mais famosas, isso é ótimo, falando sobre o congelamento de óvulos, a gente viu a Carla Dias, a Juliette, né? Tem muitas famosas, assim, que falam do congelamento, eu acho que isso é muito bom, porque a gente acaba vendo, na mídia a gente pega tão tesê, porque às vezes não é legal, então tem um exemplo, assim, positivo de, olha, congelamento, você não precisa parar a sua vida para isso, mas também ter a consciência de que, olha, não é certeza, eu acho que é como tudo na vida, né? Que nem eu falei mesmo aqui agora, agora… Que está aumentando, né?
As nossas chances, as nossas perspectives lá na frente. A gente não é uma garantia, né? E uma coisa também que eu ia citar aqui, que recentemente, né, eu fui na minha ginecologista, pra… Porque hoje eu tenho o Jill, pra conversar sobre isso, olha, então, é melhor já tirar o Jill, esperar um pouco, tal, e ela falou assim, ”vão ver primeiro como você está, eu tinha acabado de fazer um exame de sangue” e ela falou assim, ”olha, do jeito que você está, você não tá apta para engravidar” as suas vitaminas, estão baixas, sus minerais, meu ácido fólico estava ruim, minha vitamina B12, minha vitamina D e meu… Mas ao qual…
Não tinha alguma boa nessa nossa… Então assim, eu acho que isso também é algo que a gente pode falar, porque às vezes a gente fala muito sobre preservação de fertilidade também, mas tem que pensar na saúde da gestante, né? Que ela também tem que estar com a saúde bem para ocorrer a importação… a… A fertilização tanto de maneira natural quanto artificial, né?
Sim, tanto que assim, o recomendável mesmo, já que a gente tá falando do mundo ideal da gente falar sobre planejamento reproductivo, o ideal também seria ter um planejamento pré -concepcional, né? Então assim, a recomendação como dinicologista é que a mulherá decidir que eu quero começar a tentar, não é simplesmente parar de tomar o remédio e começar a tentar. Vai no seu médico, tá tudo certo, seus exames estão em dia, né? E isso é a rotina dinicológica, a papa nicolau, você tem algum remédio que você use, que precisa fazer ajuste antes, então o ideal é que tudo isso seja avaliado realmente antes, né? Eu acho que a saúde mental também tem que ser muito pensada, assim, né?
Da gente olhar se é o momento né? Da gente parar para pensar porque é um processo exotivo, é… com altos e baixos, então assim, a mulher tem que olhar também como que tá o psicológico dela, se ela tá se ela tá bem, se ela tá equilibrada, porque eu acho que também algumas tentativas, falhas de engravidar é pelo momento psicológico. Da mulher, hein? Quando você congela um óbulo, você vai ter aquela segurança, pode ser que até facilite a sua gravidez natural, digamos assim, né?
Então, acho que o psicológico da mulher ajuda demais nesse momento, com certeza. E até nessa parte preconcepcional, assim, eu vejo que, às vezes, conversar com o médico e ajustar a expectativa de que engravidar não é tão fácil, pode ajudar, né? Porque a gente tem aquela sensação de que assim, ah, meu Deus, que nem, você você vai ficar comentando do dia, eu não posso tirar esse dia, porque amanhã aconteceu alguma coisa aqui que vai engravidar. E a gente sabe, principalmente a gente que trabalha diretamente com isso, que infelizmente essa não é a nossa realidade como ser humano, mas por uma limitação biológica nossa, do ponto de vista reproductivo, né? Então, às vezes, se há paciente nesse momento que ela tá em planejamento reproductivo, ou mesmo planejamento pra tentar engravidar mesmo.
Então, a gente vai uma conversa franca com o ginecologista, entender, olha, as nossas chances que assim, a gente tá falando aqui de idade melhor momento pra engravidar. Uma mulher, no melhor momento, então até aos 30, no mais tardar 35 anos, quantos por cento você acha que ela tem de chance de engravar uma pessoa de 30 anos? Ela acabou de ter relação no período fértil, ela tem todos os exames normais, o cenário tá perfeito pra ela engravidar, qual é a chance dela engravidar dessa relação que ela teve com o mês de tentativas? Ai, não posso ideia, mas assim, eu acharia que era de 120%. É, mas na sociedade é o que as pessoas acham, né?
De, meu Deus, não, como se eu isso vai engravidar. Mas ela chega em torno de 15 a 20 % É muito baixo. A gente pensar que, poxa, quer dizer que os outros 85 % fizeram tudo isso e não engravidaram, infelizmente, mas não é porque ela tem problema, porque o parceiro dela tem problema, é por uma limitação realmente da nossa espécie, que é diferente, né? De outras espécies. Então, às vezes, ajustar essa expectativa faz com que a caminhada seja mais leve também, né?
Ajustar a expectativa, acho que é a expressão que define muita coisa, né? Que nem a Brigitte Adam, que tinha expectativa lá no alto, achando que ia engravidar e não deu certo. Quando a pessoa congela os óvulos também, às vezes ela pode ficar com essa expectativa. Então essa ansiedade, mas que nem você falou, ai, já tem os óvulos congelados. Então, às vezes, naturalmente, ela vai acabar congelando, porque já tem um seguro.
É tudo também a nossa impressão, né? Um casal que está tentando engravidar. A gente quer engravidar. Aí tá seis meses tentando engravidar e não consegue, meu Deus, o que você, seis meses tentando é que não conseguiu. Um casal que não quer engravidar, mas tão pouco usa algum método contraceptivo e está há seis meses tendo relação e tem um filho que fica, meu Deus, foi muito fácil.
Nossa, ela engravidou, a gente não queria. É, ela é muito fértil aí, né? É, porque eles não estavam, eles achavam se eles faziam coito interrompido e aí, ah não, não vai engravidar. Quando engravindo, e fala nossa, como isso aconteceu? Foi aí, sabe?
É a impressão da situação, por os mesmos seis meses, mas pra um casal aquilo parecia uma jornada muito longa e pro outro foi no susto. Sim, tudo relativo. É, muito relativo. É, a VTube mesmo, ela estava, é que agora ela está grávida, né, do segundo filho, mas ela postou antes disso, que ela estava tentando já três meses. Então assim, pra ela, tava porque ela já tinha uma e pra ela era jáada, eu acho, né?
A primeira gestação dela, se não me engano, foi não por já. Não por já. Então, acho que ela vivei isso agora, né, dos três meses. Poxa, agora que o do começo foi, a primeira foi tão fácil, agora que o que era, o cadê? Mas são três meses, olha isso, um tempo muito curto.
Mas é, mas pra quem tá tentando, né, cada mês é uma luta, cada mês que passa, que imagina, você tá… Você me instrua, é, você me instrua, olha aquela expectativa, né, indo embora, então pra quem tá tentando, cada mês, é muito tempo. Exatamente. É, mas às vezes a gente, saber que o problema não tá com a gente, né, saber que na verdade não é um problema, que se é o normal, ajuda a ficar um pouco mais tranquila pra continuar tentando, né? E importante saber que tem alternativas pra isso.
Sim, são mais importantes de tudo. Bom, a gente acha que a gente conversou, teve um bate -papo bem legal, né? A parte mais técnica, assim, o passo a passo, também, a gente tem vários conteúdos a gente já fez, podcast específico sobre esse assunto, então, se você tá ouvindo a gente, não ouvi os episódios anteriores, né? Mas quer saber mais sobre preservação da fertilidade, tem episódio sobre isso, tem conteúdo no blog do Sefer, tem conteúdo no Instagram, vai ser o maior prazer ajudar no planejamento reproductivo. E queria agradecer vocês, deixar um espaço pra vocês deixarem uma mensagem pra quem tá escutando a gente, tá nessa dúvida agora nesse período aí de próximo do mês das mães, quero ser mãe, não quero o que eu vou fazer, então vou convidar vocês pra deixarem essa mensagem final e já agradeço a participação de você.
A gente que agradece. Bom, é muito importante a gente dar um passo pensar no futuro, mas esse futuro tem que ser pensado agora, então, fazer o que é necessário ser feito com antecedência pra que a gente possa ter segurança que é o que a gente tá falando na formação da família, ou na construção de um sonho que você queira no futuro, então acho que agora é o momento certo de pensar independente se o desejo de ser mãe é agora, né? É isso. Eu faço das minhas palavras da Marcela, assim, eu acho que, eu não gosto de me limitar e eu acho que as mulheres hoje da nossa atiração, elas também têm isso. Então a gente tá no mercado de trabalho, a gente faz o que a gente quiser, a gente é dona de nós mesmas, mas a gente também precisa pensar no futuro, às vezes a gente pode mudar de ideia e eu acho que pensar na preservação da fertilidade é mais uma maneira da gente ser mais dona de si.
Então assim, é hoje é muito mais acessível, vocês têm informação, todo mundo tem informação e vamos atrás disso e é sempre um prazer estar aqui com essas outras maravilhosas entre a Índia e a Doutora Camilla e a Marcela também que é o homem de paixão. É, obrigado meninas. Obrigada. Ah, eu acho que as mulheres já falaram tudo, né? Mas é basicamente isso, que a gente precisa, mesmo que a gente tenha uma dúvida, é uma questão que a gente vai trabalhar na nossa cabeça por um tempo, se a gente quer ser ou não mãe, quanto antes a gente pensar em preservar pensando na qualidade daqueles ovos e os melhores, para a nossa segurança de como se a gente pensar no futuro, alguns anos, quero ser mãe, você tem aqueles ovos, você tem essa segurança e isso dá um alívio, né?
Na nossa vida. Perfeito, muito obrigada. Então gente, se você está ouvindo esse episódio, conhece alguém que está ali próximo dos 30, 35 anos, não pensou sobre esse assunto, não conhece sua reserva ovariana, manda esse episódio para ela para ajudar a conscientização sobre a importância do planejamento reprodutivo. E a gente se vê no próximo episódio.
