Ep. 74 A transformação da Mulher em Mãe – Especial Dia das Mães | Papo de Tentante | CEFERP

Neste episódio do podcast Papo de Tentante, Marcela Gomide conta sua jornada para ser mãe, dando ênfase no quanto ela desejou ter seu filho, assim como muitas mulheres partilham desse desejo.

Com a ajuda do CEFERP, ela realizou o seu sonho de ser mãe e vem contar sua experiência, mostrando sem filtros os desafios que enfrentou. Episódio especial de Dia das Mães imperdível! ▶

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?

Oi pessoal, sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Hoje a gente tem um episódio especial de Dia das Mães. A gente vai falar um pouquinho sobre a nossa jornada, nossa transformação como mulheres em mães e para isso a gente tem uma convidada muito especial que vocês vão conhecer do lado de cada câmeras agora, né Mar? É, é verdade. Obrigada, doutora.

Oi, eu sou a Marcela Gomedi, sou jornalista, trabalho na parte do marketing e estou nessa jornada aí no mundo das mamães. Agora faz três anos que eu tenho Henrico, passei por todo o processo da fertilização, né? E hoje eu estou muito realizada assim do mãe e eu acho muito importante a gente trazer esse assunto aqui para mostrar para quem está do outro lado que é possível sim com paciência, com persistência e com muita fé que a gente consegue alcançar esses nossos objetivos, né? E que cada jornada é única, né? Eu falo muito isso também, assim, porque às vezes as pessoas falam, mas é porque conheço gente que nem queria engravidou ou então aqui engravidou logo na primeira tentativa.

Tem muitas comparações, né doutora? Eu quando eu estava no meu processo de tratamento eu participava de vários grupos, conversava com muitas pessoas e a gente tem essa mania de se comparar com o outro. Por que que com ela deu certo? Por que que não está dando certo comigo? E eu acho que isso a gente não consegue focar no nosso maior objetivo, né?

Não consegue ter tranquilidade, curtir cada momento. Eu lembro quando eu comecei esse processo, eu guardava todos os medicamentos, eu guardava tudo, todos os receitulares médicos, eu curti muito. Olha que legal. A gente dá ouvido para as outras pessoas, é normal, mas a gente deveria não fazer tanto isso, né? Porque cada pessoa tem uma dificuldade, cada pessoa tem uma história e trabalhar de forma individualizada é muito importante nesse momento, até para você cuidar da sua mente, né?

É, nossa, achei tão legal isso que você falou de guardar os remédios e tudo, mas eu tenho guardado até hoje. Ah, que lindo, imagina, mostrando, né? As caixinhas, depois. Uma vez eu tive um casal que filmou a transferência, então como eles tinham feito a análise genética, eles sabiam ser a menina e a gente tinha escolhido o nome. Então, na transferência, ele filmou o cateter, né?

E ele, olha aqui, Fulani, você sendo levado aqui para o outro da mamãe. Gente, que espertinha até hoje. Olha, meu Deus, olha, meu Deus. Porque eu pensei, pensa você mostrar isso para a criança, porque essa transferência deu certo, nasceu, e essa bebê vai poder depois assistir como ela foi desejada, né? E a gente, falando alguns episódios atrás, a gente falou sobre essa parte de curtir o processo, de que a gente quer o objetivo final, mas a gente tem que se permitir viver cada etapa, né, Mara?

Sim, com certeza. E até comendo com o Guilherme e o meu marido hoje, é como a gente tem as fotinhas dos embriões, a gente fala, nossa, ninguém tem isso, é um privilégio que a gente tem de ter as fotinhas e do futuro mostrar para o Henrico, olha, filho, você era assim, né? E isso é muito emocionante. Porque toda a jornada tem as dificuldades, mas a gente tem que tirar as coisas boas desse processo, né? Todo a união do casal, a gente ficou muito unida aí, Guilherme, a gente sempre estava focado nisso, a gente queria isso.

Tem super cálcio no meio do caminho, não tem como não ter, como tudo na vida, tudo é difícil, né? Escolha o seu difícil, então assim. Mas a gente tem que focar naquilo que a gente quer e nunca desistir. É, você falou dessa parte de se comparar, né? E realmente é muito difícil e todas as, nos escolhas de seu difícil, em todas as nossas dificuldades, né?

Eu lembrei muito de eu como paciente pós -bariátrica, né? A gente, como paciente, faz tudo que a gente fala para os pacientes não fazer. Então, até acompanhar a blogueira, o que fez, procedimento, tudo isso a gente faz. E aí, esses tempos eu estava olhando, eu estava vendo a rotina dela e eu pensava a gente, mas por que eu não estou igual a ela? Mas por que ela está comendo desse jeito e eu não estou?

Mas por que a evolução… Aí depois eu falei, não, pera, eu falo para todo mundo que não pode fazer isso e eu mesmo estou fazendo. É difícil, né? Porque a gente busca referenciais ali, mas a gente tem que saber respeitar o nosso processo, as nossas individualidades, né? Mas ouvir outras histórias, acho que dá conforto também, né?

Porque durante cada etapa do meu tratamento, eu buscava pessoas que estavam naquela mesma etapa ou já tinham passado por aquilo. Por eu tentar entender o que que eu ia sentir, como que ia ser, o que que ia acontecer, aí aconteceu alguma coisa diferente. A gente se modela, não tem como. Mas depois que passa, eu hoje eu olho para trás e vejo pessoas que estão fazendo isso. Eu falo, mas não vai adiantar, sabe?

Assim, a pessoa tem que curtir, mas é muito engraçado, né? Porque quando você está vivendo, você quer mesmo conforto ou alguém que esteja passando pelo mesmo processo que você. Acho que a gente busca um pouco de pertencimento, né? Assim, principalmente, por exemplo, na parte de infertilidade, né? A gente está muito acostumado com a ideia de que engravidar é muito fácil, você não vai misturar a gente biótico, você é um anticoncepcional, que você vai engravidar.

E aí de repente, quando você se vê nessa dificuldade, você pensa, porra, mas todo mundo engravida menos eu. E aí a gente busca uma forma de falar, não, não é só comigo. Conheça a fulana, conheça a insiquência, elas estão na mesma, na mesma barco ali que eu, né? Então, tem um seu lado positivo, mas a gente tem que saber filtrar. Tem.

E a gente se surpreende com as histórias, né? De, nossa, a história da minha mesma que a minha. Eu estava muitos anos tentando engravidar, ela conseguiu, nossa, e aí você começa a seguir aquela pessoa. Então assim, você cria essa sensação de pertencimento, de estar envolvido nessa comunidade, isso é muito importante. De você também tirar as coisas boas, né?

Porque acontecem coisas ruins durante o processo, não tem como também desviar disso. Mas a gente sempre tem que tirar as histórias boas e se apegar naquelas ali, nas histórias de sucesso. Sim, né? Sim. E não é fácil, é um tratamento, é um processo de você descobrir isso em fertilidade, que te dá uma baquiada, eu passei por isso, né?

Tava muito tempo tentando engravidar, várias tentativas falhas de gravidez, não estava vindo. E aí quando a gente vai procurar um profissional, a gente nunca, a gente imagina, mas a gente nunca espera, né? Mas a gente recebe o diagnóstico, a gente olha aquilo, a gente tem o tempo pra gente digerir aquilo lá. Mas depois te dá uma força, que eu acho que é sobrenatural, é de cima, né? Que fala assim, não, você é capaz.

Não é, pode não ser pelas vias naturais, mas há um caminho que você tem que seguir. E é nesse caminho que você tem que procurar, porque como você não consegue, pelo caminho que todo mundo vai, é do meu faco, tem esse colô, né? Todo mundo engravida com facilidade, tem gente que é extremamente fértil e engravida muito fácil. Mas nem todo mundo é assim, então você não pode seguir por esse lado. Você tem que voltar aos seus olhos, que existe um caminho, e é esse caminho que eu vou percorrer e aceitar isso, né?

E eu acho legal que assim, da forma como você coloca, a gente coloca a consulta com o especialista de uma outra forma, porque assim, o que eu percebo hoje é que as pessoas encaram muito como assim, meu Deus, é o fim da linha, tá vendo? Eu não consigo mesmo, eu vou ter que ir numa clínica pra fazer um tratamento. As pessoas se sentem como que a palavra, mencapazes ou menos que as outras, sabe? Eu já escutei muitas dessas expressões. Ah, o meu marido vai me ver como se eu fosse menos mulher, o meu marido é menos homem, sabe assim?

E eu já vi muito isso, né? Eu vi muito isso e você não pode focar nesse tipo de coisa, né? Você é uma pessoa extremamente forte, porque você vai ter um caminho, arda pra percorrer, e ali que vai estar o resultado do que você precisa, né? Sim, então assim, em vez de enxergar como o fim, na verdade é a oportunidade de você ter um começo diferente, né? E graças a Deus que existe isso hoje, né?

Que bom que tem todos esses procedimentos, essa trilha pra você seguir, pra você conquistar isso. Sim, porque se você for olhar, é tudo bastante recente, né? A primeira BB de fertilização, a Louise Brown, tem um pouco mais de 40 anos, né? É um período curto de tempo, né? E quanta coisa que eu já evoluiu.

Se a minha mãe não pudesse engravidar, como que ela faria? Porque se foi a 40 anos, a primeira BB, qual seria 40 anos atrás? Verdade. É muito recente, muito recente. Então assim, que bom que a gente tá envolvido nesse estudo e oferecendo oportunidade pra tantas famílias, né?

Que querem realizar esse desejo de ser mãe, pai. Mas vamos começar do começo, então que a gente foi se empolgando aqui na conversa, né? Falando sobre essa parte de transformação, né? Da mulher em mãe. Você sempre quis ser mãe?

Como surgiu o desejo de ser mãe? Sempre quis ser mãe. Fui uma pessoa, uma adolescente, que tive dois irmãos na adolescência e eu cuidava muito deles. Então, eles são bem mais novos que eu, né? Tem diferença de 11 anos com isso.

Então, já tinha aquele instinto de cuidar, eu adorava arrumar e fazer. Então, esse instinto maternal tá em mim desde sempre. E quando eu conheci meu marido, que é muito jovem, tinha 19 anos, ele também queria ser pai. Então, foi uma coisa assim, foi um encontro de almas que a gente foi os dois que era a mesma coisa e um ano depois de namoro, a gente já tava pensando em ter filhos, assim. Porque o sonho dele era ser pai jovem, meu nome era ser mãe jovem.

Só que as coisas, no meio do caminho, não foram do jeito que a gente gostaria que fosse, né? A gente não se agarrou nisso, a gente foi buscar alternativas. E eu percebo, assim, que desde de criança, eu sempre brinquei muito de boneca, eu gostava de brincar de boneca, eu tinha uma coleção de boneca. Então, cada hora eu tava fazendo alguma coisa. Então, eu quero mais filhos, né?

Então, assim, eu tenho um Henrico, mas eu quero mais. Porque desde sempre eu me vejo com crianças em volta. Então, isso faz parte de mim, assim. Você sabe, eu me dentiquei muito em várias coisas que você falou, né? Eu também, eu não tenho filhos ainda, mas eu sempre quis ser mãe.

E eu lembro direitinho, na adolescência, quando eu decidi que eu ia fazer medicina, eu sempre falava assim, primeiro eu vou ser mãe, depois eu vou ser médico. Então, primeiro é a maternidade. E aí, a vida vai mudando, né? Entra na faculdade, uma coisa e outra vai acontecendo. Até que eu me deparei com a questão da minha problema, né?

Ali relacionado à fertilidade. E aí, quando você se depara com essa potencial dificuldade, parece que a vida te coloca assim, e aí? O que você vai fazer? É o que você falou um tempo atrás, assim. A gente precisa de um tempo pra digerir tudo isso.

Então, quando eu fiquei sabendo de que hora você vai perder o ovário, pra mim foi assim, meu Deus, né? Então, eu tomei meu tempo pra respirar, pra pensar, não. E agora, o que eu vou fazer com essas informações pra poder, depois decidir, fui lá, congeler meus óvulos, né? Então, às vezes, a gente precisa, realmente. Por mais que eu sempre soubesse, eu fui deixando, né?

De canto ali, por outras coisas da vida. Mas existem algumas situações que se impõem, que a gente tem que tomar uma decisão. A gente para, respira, e a partir dali consegue juntar força pra seguir, né? Hoje tem meus óvulos congelados. Ah, do céu!

Se Deus quiser, quem sabe, né? Mais pra frente, não é que não precisa de eles, mas se precisar, eles já estão lá. É segurança, né? Não sabe o que vai acontecer. Acho que é super importante também, a gente pensar.

Anir isso com antecedência, né? Porque depois, pensar na hora que já tá ali, lá, na porta, e aí, como é que faz? Exato. Tem que pensar com antecedência. E você falou que você já, namorando, logo depois, você já pensava em ter filhos, e mas você já começaram as tentativas, vocês ficaram bastante tempo tentando, antes de…

Sim, ficamos muitos anos tentando, antes de procurar ajuda, né? Ajuda profissional. Por diversos fatores, assim. Porque a gente era muito jovem, por mais que a gente queria, né? A gente tava no começo da vida profissional, né?

Eu trabalhando numa empresa, ele trabalhando também. E a gente vai deixando passar. Vai postergando, postergando. Ah, que que será que tá acontecendo? Não quero descobrir.

Tem muitos olhos, não. Eu vou continuar tentando, porque o fulano consegue. Aí você começa a ver todo mundo grave, o pessoal volta. Aí o negócio começa a ficar mais sério, né? Vamos tomar decisão, vamos tomar decisão.

Em 2014, a gente tomou a decisão de procurar um profissional. Coincidentemente, é o Dr. George, né? Primeira consulta para eu ver com ele. Nós fizemos os exames e…

Ah, na hora que você pega, assim, teoricamente, a parte feminina, minha parte tava assim, tava OK. A parte masculina tava com algumas… algumas modificações ali no esparmograma. Tudo bem. A gente vai fazer o que tem que ser feito, vai pra parte do processo.

Só que no meio do caminho, a gente percebeu que não era só o pator masculino, né? Tinha que fazer análise genética, porque não implantava. A gente tinha os embriões, a gente conseguia uma quantidade legal de embriões, só que eles não implantavam. Então, vamos investigar a parte feminina. E aconteceram algumas coisinhas no meio do caminho.

Apareceu um sistozinho também no meu ovário. A gente tentou tirar, não tirou, mas ele não evoluiu. Mas, no final das contas, deu certo, né? Então, foi uma jornada longa, mas que eu não desisti momento algum, porque eu tava focada que era isso que eu queria, né? Acontecer isso que acontecer.

Eu tava ali focada. E a gente para hoje, olha, pra tudo que a gente passou, a gente percebe, né? Como que a gente foi forte? Como que a gente se transformou? E o que a gente é capaz de fazer por um sonho?

Não é mais sendo filho, né? É inacreditável. E é uma jornada assim, porque eu te falei, eu guardei todas as coisas, né? Eu guardava o tíquete do estacionamento quando eu tinha que fazer a consulta, um negócio assim. Tá vendo?

Já eu… O instinto materno, desde antes, né? Você já vai ter tudo isso pra mostrar pra ele, tá? E eu tinha já coisas de beber antes mesmo de engravidar, antes mesmo de começar a fazer o tratamento. Eu já tinha roupinhas, eu tinha uma madeira, tinha umas coisas.

E eu me agarrei nisso. Eu me agarrei nisso. É isso que eu quero, é isso que eu vou fazer. E ninguém vai tirar esse foco, né? E a gente se vê, eu me sinto muito orgulhosa de mim por eu ter me permitido agarrar isso porque era uma coisa que eu queria, era um sonho.

E a gente não mede esforço pra isso. Eu percebi muito. Depois que eu me tornei mãe, eu olho pro Henrique, hoje eu falo assim, nossa, ó, ufa! O que que eu fiz se você tá aqui, menino? A gente abraça, beija ele.

É uma coisa do mundo, né? Você acabou até já entrando um pouquinho numa coisa que eu queria te perguntar também, que é assim, vocês passaram pela consulta, tiveram ali alguns diagnósticos à proposta do tratamento. E como é que foi pra você estudar isso assim, a reação de cada um pessoal, a reação pro relacionamento, levou muito tempo pra vocês falarem tá, vamos fazer mesmo o tratamento? Como foi? Eu tava mais decidida, né?

O Guilherme, ele ficou, como o primeiro diagnóstico foi o dele, ele ficou se sentindo… Ele ficava mal, ficou mal, né? E aí começa a passar várias coisas na cabeça, enfim, a gente tem que dar força pro outro nesse momento, né? Então demorou um tempinho pra gente decidir, vamos fazer, que que precisa pra isso? Tem que começar a estar casando, então vamos lá, o que tem que fazer?

É um dia após o outro, e você tem que curtir isso. E você tem que se fortalecer como casal, não tem como ser diferente, não… Um tem que ficar acupando o outro, um não tem que ficar apontando no outro, não. Ali os dois tá em busca de um único objetivo, né? Então assim, eu confesso que eu fico muito medo, né?

Nesse… nesse início de tratamento de como que ia ser a relação de casal. E não tenho que falar, foi… A gente se… A gente tá junto sempre, a gente sempre trabalhou junto, a gente sempre tá muito junto.

E nesse processo a gente se fortaleceu ainda mais, né? A gente conversava muito a gente fazia planos, a gente escolhi o nome. Quando eu comecei… Engraçado, e quando eu comecei o ponto a peca, a primeira injeção que eu apliquei foi muito engraçado, porque eu me sentia grávida. E eu falava assim, nossa, tem a mão na barriga…

Eu curti muito todos os processos, todos os momentos, assim. Então foi uma coisa que eu passei e eu olho pra trás e vejo que foi muito compensador, né? Porque eu curti todas as etapas, eu não reclamei momento algum. Que bom! Você comentou de algumas tentativas, você falou que tivesse que fazer análise genética, porque alguns embriões não implantaram, foram muitas tentativas até o Enrico.

Sim, nós tivemos nove embriões, tá? E eles foram congelados dois, dois, dois e três. A primeira tentativa com os dois embriões eu engravidei, só que eu não consegui seguir gravidez com dois meses, eu perdi. A segunda e a terceira não chegou a implantar. Então, aí já foram as três.

E era erucamente a última, né? Com três. Então, descongelamos os três e implantamos os dois. Então, um deles é um Enrico. Então, foram algumas tentativas sim, mas todas elas eu, com muita fé e todas elas eu tava muito sim.

Claro, que nesses 14 dias da implantação ao exame de gravidez, dá muita ansiedade, eu tentava controlar isso, mas e eu tentava agir como grávida, eu falava assim, não, eu tô grávida, eu pensamento positivo sempre e até que deu certo. Que legal! Na quarta tentativa. Na quarta tentativa. Tá vendo?

E você vê, como teoricamente tudo favorável, né? Porque até então, não, os exames tão bons, a quantidade de embriões foi boa, né? Tudo evoluindo bem. Então, muitas vezes a gente tenderia a olhar pro outro lado, né? O lado pessimista.

Acho que tá vendo só comigo não dar certo e tudo mais. Quando na verdade você tá aí pra provar o contrário, né? E hoje sim, eu falo muito isso para as minhas pacientes também, que quando nascer você olhar, o bebê você vai falar assim, era pra ser você. É que era pra ser. Exatamente.

Exatamente. Eu tive uma amiga que teve um embrião. Um embrião. E deu certo. Então assim, tive 9 e o rico tá aí, então assim não é a quantidade, é o que você tem dentro de você e o que tá escrito na sua história.

Exato. E de olhar e realmente é você. Eu sempre conto essa história porque me marcou muito também porque eu tive uma paciente, ela fez dois ciclos de estimulação. Porque as pessoas tendem a achar que quantidade e qualidade, mas você falou do um, né? Ela fez dois ciclos e aí no primeiro ciclo ela teve dezesseis óvulos e no segundo ciclo ela teve cinco.

Então num primeiro ela formou um embrião pra tentar três vezes e no segundo ela formou um embrião pra tentar duas vezes. No primeiro ciclo ela colocou as três vezes que tinha ali de embriões, nenhum deles deu certo. Quando ela fez o segundo ciclo tiveram só cinco, ela já falou, meu Deus, se com dezesseis eu não consegui o que dirá agora com cinco, como é que vai ser isso, né? E aí desses a gente conseguiu formar um embrião pra duas tentativas, ela colocou dois embriõezinhos nessa que já tava sendo a quarta tentativa, os dois implantaram e nasceram gêmeas. Oh, com certeza.

Desses ciclos com menos. E assim, com tudo exatamente igual protocolo de estimulação, resposta tem coisas que saem do nosso controle, né? E você vê que de forma alguma pra ela a quantidade foi qualidade, ela precisava daqueles ali que iriam nascer, né? E eu lembro que nesse meu processo eu queria saber a qualidade desses embriões, uma coisa assim muito específica, né? Durante tecno.

Mas eu queria saber a qualidade desses embriões. E até o médico falou pra mim, falou ó, os primeiros que a gente vai congelando eles são a qualidade de a qualidade de não sei o que, né? E os três últimos, são qualidades inferiores. Tá vendo? Tá tudo certo pra mim.

Porque o meu tá perfeito. É, né? O Henrique veio perfeito. E esse é outro ponto que a gente tenta falar pra não se apegar muito, né? Porque, lógico, a gente usa a classicação pra tentar ter uma pista de priorização da transferência, mas a gente tem que ter muito cuidado pra não rotular, né?

O embrião de que, ah não, esse embrião aqui é grau 3, a nota ser ele, não vai implantar. Tem tanto embrião grau 3 nascendo lindo, por aí, saudável, maravilhoso, né? Sim. Sim, o Henrico. Tá vendo?

E dessa com 3 ainda, você sou corajosa. Exatamente. E a gente começa a pensar, né? Que tudo que aconteceu tem que ser é um momento que tem que ser, ele veio no melhor momento das nossas vidas, então a gente para e olha o universo, parece que não tá conspirando a favor da gente, né? Como muita gente acha, ah, o universo tá coitadinho de mim, não.

Não pode olhar dessa forma, né? Tem que começar a olhar de maneira positiva. As coisas acontecem no momento certo, na hora certa, isso não é pra vir. Mas tem que ser, tem que ter muita fé. É.

Eu ia falar isso, assim, lógico, cada um tem a sua religião, a sua fé, né? Mas, é, eu, pelo menos, a minha concepção pessoal, é que quando a gente abre mão desse controle que já não é nosso, né? E assim, eu sou católica, né? Eu acredito em Deus e que ele tá acima de nós, sabendo o momento de todas as coisas. Então, quando a gente tira dos nossos ombros, essa necessidade de controle que a gente não controla nada e a gente nem saberia controlar, mesmo que a gente pudesse, né?

Então, o fato de a gente entender que esse controle não tá nas nossas mãos, tira junto um peso enorme. Dá um alívio. De que assim, olha, a minha parte eu tô fazendo e tá, isso aqui tá sendo controlado, porque a gente sabe muito melhor o meu tempo do que eu mesma, né? Então, eu vou fazer aqui o que cabe, o que tá o meu alcance fazer, né? Isso faz diferença, eu imagino, né?

Faz. Porque a espiritualidade em diversas formas, independente da religião, né? Que nem se falou também sobre a católica, acredito muito é nessa força que nos move, né? E, enfim, mas quando a gente perde isso, a gente perde controle, né? Então, a gente se culpa, a gente fala, é que que eu fiz de errado?

Que médico fez de errado? Que que eu não sei que fez de errado? Não, gente. É. Porque a gente começa a perder o controle dessa realidade.

Não pode perder o controle dessa realidade. A gente tá se agarrando uma coisa que a gente não tem controle. Exato. E eu tento falar muito isso pras pacientes também, porque quando a gente traz isso pra nós, a gente é o que você falou, a gente traz muita culpa junto. Então, ainda mais aquele momento entre a transferência e o teste de gravidez, aí quando você pega o negativo, aí você vai falar, meu Deus, mas por que que eu fiz xixi depois da transferência?

Ah, mas por que aquele dia eu tomei aquela água na temperatura tal? Ah, mas por que que a gente, mas não é assim, a gente não controla nesse nível de detalhe, né? Sim. E eu passei por esse processo, né? Porque a primeira, a primeira eu tenta te ver engravidar, é na segunda, eu falei, vou fazer as mesmas coisas que eu fiz na primeira, que eu fiz repôs, eu fiz…

Olha só. Fiz de tudo, fiz igual à primeira. E a última, eu desencanei, falei, é a minha última, e eu vou fazer, eu continuei trabalhando. E então, assim, não tem, né? Não tem culpado, não tem o que fazer.

E a gente sempre fala, né? Quando você engravida natural, você nem tá sabendo. Você nem tá sabendo. É. Como que o corpo vai saber?

Eu gosto muito de dar esse exemplo, assim, a pessoa engravida, as pessoas engravidam no carnaval, pular, pular, fazer um monte de coisa, o bebê tá lá implantando, né? Exato. Tem gente que descobre gravidez nos seis, sete meses? Exatamente. Exatamente.

E eu sempre falo assim, lógico que, não saber que o embrião tá ali é muito mais confortável do que saber. Então, se for pra te trazer conforto, evitar algumas coisas, tudo bem. Desde que isso não vá te deixar ali estressada, né? Numa paranoia de que não possa fazer nada, porque às vezes esse stress vai ser muito pior do que se você te vai seguir dormindo, né? É muito pior.

Você ficar parado, assim, deitada, 14 dias esperando e a máquina da cabeça, o osso criativo ali, fica só pensando no boomagem, né? É. E acaba entrando naquilo de que a gente vai condicionando a viver só depois do positivo, né? Porque você coloca a sua vida lá num estandibaio aos 14 dias. Aí vem o negativo e você, nossa, eu vou ter que continuar no estandibaio até agora, a próxima tentativa e parece que a gente só vai deixar pra viver depois, né?

Sim. E assim, eu ainda não sou mãe, mas eu imagino que os desafios estão longíssimo de acabado, depois que vem o positivo, ultra som, o parto, porque assim, eu já sou uma pessoa por mim mesmo, assim, muito preocupada com muita coisa, né? Então, eu fico me imaginando, às vezes eu me coloco nessa situação de se eu fosse fazer um tratamento, como seria minha ação, né? E tudo mais. E aí, eu fico pensando, gente, mas eu não pararia por aí, porque aí você engravida, aí você fica preocupada com a evolução da gestação.

Aí, depois que nasce, eu acho que eu ia ser aquela mãe que olha assim, quantos dedinhos da mão, quantos dedinhos do pé tá respirando bem, tá tudo certo. Eu preciso dessa pergunta, eu tava na rica na ceira. Léia, e aí, tá tudo certo, ele fala 10 dedinhos da mão, 10 dedinhos do pé, tá tudo certo. Não, e é preocupação agora a resta da vida, né? É, eu, quando você falou da questão de instinto materno do seu irmão, eu me identifiquei muito também, porque eu também tenho um irmão mais novo e nós temos intervalo de 12 anos.

Então, quando ele nasceu, eu já tinha 12, minha mãe brinca que eu fui meio que irmã, né? Irmã. Eu ficava ajudando a cuidar, não podia fazer as coisas. E até hoje, eu tenho muita essa sensação com meu irmão, então, assim, quando ele fala que vai para uma festa, eu me digo, será que vai voltar tarde? Será que ele tá com alguém que dirige bem?

E se essa pessoa bebe isso? Não sei que, eu não fico tranquila enquanto ele não chega de volta em casa, e às vezes eu fico pensando, gente, imagina quando eu for mãe, como é que vai ser, se eu já sou assim com o meu irmão. Então, assim, é um desafio constante, né? A gente só vai mudando o foco das preocupações, então, se a gente não aprende a lidar com elas, eles vão tomar conta da nossa vida, né? É, é a gravidez, né?

Que são aqueles 9 meses que você quer ter o bebê nos braços, então, parece que não vai passar, mas hoje eu já vejo que faz 4 anos que eu tava gravando, eu falo, nossa, gente, já foi, passa muito rápido, eu tenho que curtir mesmo. É. Os 9 meses da gravidez, aí o bebê nasce, aí eu olhava para ele, eu falava, deixa eu ver se tá tudo certo, o que quises antecipar todos os exames. Aí, a preocupação, que horas, quando que ele vai sentar, o Enrico ainda demorou para andar. Não.

Não, cada, cada período. É uma preocupação. É. E a gente tem que saber viver com isso, né? E, ai, primeira febre, ai, não quer comer.

O que que vai fazer? E a pediatra fica doida, né? Porque assim, febre faz parte, o não comer da criança não vai morrer de fome, não quer comer. Então, assim, e isso é da mãe, né? De você saber lidar com todas essas diversidades aí que acontece no meio do caminho.

É, com certeza. E é uma… E acaba que, lógico, ninguém escolhe, né, passar por um tratamento, mas se a gente for orgulha, você falou, olhar o lado bom das coisas, né? Muitas vezes, o tratamento acaba sendo uma oportunidade, uma ferramenta da gente aprender a lidar melhor com essas preocupações também, né? De certa forma, ele pode nos preparar para uma maternidade um pouco mais leve.

Pelo menos, do que eu passei, das minhas questões do ovário, congelamento, cirurgia e tudo mais, eu tentei tirar esse lado, assim, sabe, de aprender a me relacionar um pouco diferente com essas coisas, abrir um pouco mais de mão desse controle que realmente não tá nas nossas mãos, pra ficar, passar um pouco mais tranquila por esses desafios, né? Sim, se fortalece, né? O que você passa antes e as coisas ficam mais, mais tranquilos de você resolver, porque você já resolveu tanta coisa, você sabe que vai passar, você sabe que vai durar um período, vai, né? Vida assim, tá um período que tá na baixa, já, já tá na alta, então você tem que faz parte, né? E a gente se fortalece mesmo, quando a gente se depara com alguma coisa hoje, você olha pra trás, falando, não, aconteceram coisas muito mais desafiadoras e passou.

Sim, eu tô aqui, venci, tudo isso, né? É um sentimento de vitória mesmo. Ah, com certeza! Total, total! Eu lembro que eu chorei tanto quando o Henrique nasceu, eu, nossa, eu tenho um vídeo que o Guilherme fala até hoje, você não se lembra?

Eu chorava, quem não sabia do… de tudo que eu passei, e falava, gente, que aconteceu com essa moça. Mas era um choro de alívio, tipo assim, acabou. É, tá aqui, pronto, agora eu venci, eu consegui, né? E graças ao nosso esforço, a nossa vivência, a nossa dedicação, estamos curtindo essa fase, né?

Sim, mesmo. Ah, eu tenho certeza. E, diante de tudo isso, assim, vocês, em algum momento, pensaram e desistiram? Imagina que não, né? Nunca.

A gente, acho que chegou a falar uma vez, ah, com só três embriões, e aí, tipo, se não der certo, não vamos, né, ficar pensando nisso, vamos fazer essa e depois a gente pensa. Então, assim, nunca pensamos em desistir, porque a gente queria muito e hoje a gente olha pra ele e fala, assim, dá bem que você tá aqui, graças a você tá aqui, que bom, porque a gente lutou pra você, sabe? Eu, às vezes, eu olho pra ele assim, eu nem acredito. Porque eu falo, outro dia mesmo, tava nos três assim, eu olhei pra ele, eu me falei, Gui, você tem noção, há quatro anos atrás, ele não tava aqui, como que a gente tava? Não.

Né? Passou tão rápido, olha aqui, nossa vida é outra coisa, né? A gente conseguiu, a gente tá, então, assim, a gente olhar o resultado de tudo que a gente passou é extremamente satisfatório. Por isso que a gente passaria de novo se for preciso. Você sabe, você falando agora, me arrepio de novo, porque assim, eu lembro muito das ex -pacientes que vão levar os bebês, né, na clínica e a primeira coisa que eu penso, porque normalmente elas ficam ali esperando na recepção, né, e as meninas da recepção vão lá avisar, a gente tem um tempinho, a gente vai ali pra ver o bebê.

Então, na hora que eu saio e eu vejo o casal, a paciente sentadinha ali com o bebê no colo, a primeira coisa que eu penso é, poxa, quantas vezes ela tava sentada aqui esperando esse momento chegar, né, como será que deve estar o coração dela agora, de estar sentada aqui com esse criança no colo, né, que foi um ovo lindo, a estimulação, né, é muito, pra mim já é emocionante, eu imagino pra quem tá ali sentado se vendo nessa situação, né? É, toda vez que eu sento ali, até hoje me vem frio na barriga. Porque eu sento ali, eu olho pros peixinhos lá passando e eu lembro que na época que eu sentava ali que eu olhava pela voz assim, nossa quando que eu vou voltar aqui de novo, como que vai ser, e eu hoje eu sento, né, por outros motivos e aí o pari pensa, poxa, nossa eu tinha esse pensamento há quatro anos, né, e é e dá um frio na barriga, um sentimento de que aí eu lembro e eu tô falando, foi muito eu passo rápido foi muito bom e é verdade que esquece mesmo de toda essa dificuldade porque todo mundo depois que a pessoa né, passa pela gestação, pelo parto, passa pelas noites mal dormidas, aí passa um tempinho falando, não, mas eu já quero mais um passou e eu tô dormindo bem, já vou voltar Bom, eu acho que eu sou privilhegiada nesse sentido, porque eu não te vi uma contração com o Enrico eu até estimulei pra ter o parto normal fiquei internado três dias pra tentar o parto normal, não tive uma contração, mesmo sei o que é dor de contração quando deu 42 semanas, eu falei doutor, por favor, já passei por muita coisa até aqui, vamos fazer uma cesárea que não tá evoluindo normal não tá evoluindo, 42 semanas tô assim, já tava ali e no último ao dormindo também porque eu Enrico dormiu bem na gente gente, então assim é… eu não esquece, né, eu relembro todas as coisas que eu passei mas eu acho que o ciclo ainda não se fechou, sabe eu esqueci, realmente esqueci os problemas que era pra começar a fim de não, né, então assim, eu acho que o resultado a transformação do sonho de ser mãe, ele é capaz de apagar tudo de ruim que acontece por isso que as mulheres que têm aquele parto, que em parte dolorida, tudo esquece e tem outros filhos, né porque o que te proporciona depois o dia a dia, né, é maravilhoso é maravilhoso e tem algum momento assim, seja de quando você descobrir a gravidez da evolução da gestação do parto que tenha sido muito significativo pra você alguma lembrança específica, não? sim, porque o Enrico era gênios, né o Enrico tinha um irmão ou uma irmã, eu não sei acredito que seja menino, por sentimento eu fiz um exame, tava uns dois perfeitos, pulando no traçom, tava de transcussência no carro, nas três meses quando eu voltei pra fazer de 18 semanas um deles tinha parado, não sei bem adiantado já, né, se a gente tinha feito até a transcussência, e aí eu pirei, né ah, com certeza, pirei então foi uma foi tensa gravidez, né e por isso eu acho que o ciclo não se fechou eu quero um outro pra meio que cobrir, cobrir não, ninguém substituíva mas pra fechar esse ciclo mesmo, eu sempre quis dois ou três mas eu acho que dois na atual circunstância não vê se hoje você teria coragem de trazer três em Breuins não, acho que não, Dr.

Corre é muito ousadia, né é muito ousadia ah, mas é porque no momento ali do tratamento você pensa muito que lá não tem nenhum, já tentei todas as vezes então vamos com esses três agora, né aí depois que já tem um, um muda um pouco a conversa, né e o mais engraçado, e quando eu fui fazer o exame, né, o traçom já tinha dado positivo no exame de sangue, né, pra fazer o traçom o Dr. Anderson assim tem um ligado peraí, tem outro como assim, sujei aquela alegria peraí, eu falei não, agora pelo amor de as três, então você procure esse terceiro aí, não tem mesmo não, não tinha, né então foi uma alegria, né, então é curtir mesmo, cada etapa e esquecer as adversidades e tanto aqui eu esqueci e eu quero continuar e hoje eu imagino que o dia das mães pra você tem um significado completamente diferente, né total, total é assim, ó quando eu fui ter um filho, eu sempre pensei que quero que o pai seja um pai presente né, o Guilherme é fantástico nisso e no meu primeiro dia das mães eu parei pensei, falei, nossa, minha mãe comemorou todos esses dias das mães, né eu desejava aqueles dias das mães pra ela tudo e agora eu tô num outro papel e o primeiro dia das mães que eu olhei pro Henrico eu falei, nossa, agora eu sou a mãe eu até esqueci de ligar pra mim, você tá querendo ver eu falei, eu liguei pra ela, tipo, na hora do almoço que a gente ama só junto mas as coisas vão acontecendo aí você olha pra ele, eu lembro que o Guilherme fez uma surpresa pra mim que eu parei e falei, nossa tô comemorando o dia nas mães nossa eu tava grávida no primeiro, eu tava grávida a gente fez mas quando você tá com um bebê nos braços que você agora não tem como né não criticou mesmo tem um significado diferente a gente muda mesmo faz uma transição aquela frase que parece que é batida mas é verdade a transição de mulher pra mãe e acontece isso porque você tá totalmente dedicada a ele né, e você olha e fala assim, ele precisa de mim né, eu tô aqui dedicando minha vida pra ele e eu só tô comemorando essa data por causa dele então é um é diferente, é um sabor diferente com certeza, é um sabor diferente mas eu tenho muito a sensação que assim, pra pacientes que pra mulheres que engravidam um tratamento eu percebo em muitas que essa transformação ela começa também ao longo do próprio tratamento talvez até desde antes né, porque assim se você for ver, agarra que a pessoa tem que ter, a força que a pessoa tem que ter pra falar, não, eu vou me subir meteto do isso e vai dar certo, eu vou tentar de novo e eu vou levantar e vou fazer injeção vou fazer procedimento você tem que ter uma certeza muito grande uma força muito grande que são dignas de uma mãe mesmo porque é a mãe que faz isso pelos filhos né, e quem parte pra um tratamento é que uma pessoa que tem dificuldade de engravidar, então o que acontece muitas vezes, ela já passou vários dia das mães, vendo outras mães comemorarem falando por mim, que eu vejo isso, eu tenho várias amiguinhas que passaram por isso ah, feliz dia das mães, falando, ou é prima ou é aconhada, ou é irmã, que são mães e aí você fica lá, aí todo faz a festa pra todo mundo você fica lá você tem aquele desejo de ser mãe mas não é pra você aquela festa de dia das mães é pra outras, né, então isso é frustrante, então quando você passa, você tá tentando engravidar você passa, vários dias das mães, com esse desejo de ser mãe não podendo comemorar data, quando você tem a primeira oportunidade de comemorar, é é maravilhoso, né, porque você respira aliviada, falando uff, agora é minha vez dá licença que eu to comemorando isso é, com certeza você ouvia ele falando uma mãe recebeu o trabalho da escola, e aí nem umas coisas assim parece tão pouco mas pra gente não é, sabe algumas palavrinhas que ele vai falando e a gente, nossa, ele já tá falando isso ele conta, ele tá contando até 10, ele tá falando os números, ele tá falando as cores você fala, gente, como assim essa criança até outro dia tava na mesma riga até outro dia era uma embrião olha que isso aqui, é foto do filho como seja, assim então a gente mais surpreendendo né, e cada coisa que acontece, cada etapa dele, é, a gente se fortalece como mãe, né tem, as, a, tem o super rênxito comigo do caminho, ai não quer comer ai não quer tomar banho, mas no final, eu olho pro Guilherme falou assim, tudo bem, né tudo bem que tá aí ai, né, eu já até os perrais, a gente agradece a gente agradece a gente agradece, com certeza porque foi, quando você quer muito uma coisa, e aí ela chega até você, você vai o que você vai fazer numa diversidade, não tem, você tem que comemorar, juntos, sabe nossa, e eu achei muito legal que você foi trazendo, assim, alguns exemplos porque às vezes a vida vai passando e a gente não vai se dando conta do que aconteceu, né, eu lembro na época que eu fazia faculdade eu sempre tive um sonho de morar em Ribeirão, eu queria muito fazer residência na USP, tudo mais, e aí fui fazendo as residências, fui passando e aí tem toda uma história das residências que eu passei primeiro em uma, mudei pra lá, depois passei em outro, pois saiu o resultado daqui, então aqui já era terceira cidade que eu já tava assim agora eu vou pra lá, e aí tá, foi tão correria tanta coisa, que eu lembro num dia, eu já tinha começado a fazer residência aqui, eu tava dirigindo e eu passei numa dessas rotatórias que tem a plaquinha de Ribeirão, e aí eu olhei e falei gente, eu moro em Ribeirão e eu consegui fazer a residência e aí parece que naquele momento me deu uma coisa assim, Filipe tá assim não sou realiza, hein, porque às vezes seu sonho, seu sonho, seu sonho, quando você realiza isso, eu só não agradeço, né, exatamente, então na hora que você dá o clique, ela vai acontecer quando você acontece comigo, eu dou um olhado pra Filipe e eu posso mostrar, que legal tá aquele nossa muito muito legal, parabéns parabéns, sua história pela força, por ele maravilhoso e aí pra gente encerrar essa nossa conversa, quero te convidar pra deixar uma mensagem um recado, um conforto pra as mulheres que estão nessa jornada, né, como você comentou às vezes ouvindo esse episódio antes de comemorar o seu próprio dia das mães, mas pra levar um pouquinho de fortalecimentos que o dia das mães delas vai chegar também, com certeza a mensagem que eu tenho é aqui eu me agarrei, é não desistir porque o que é seu tá guardado e a gente precisa lutar pelo que a gente quer, né eu sabia que eu tinha esse desejo eu me aflorei como pessoa como mulher, como mãe depois de um tempo nessa jornada e eu não desisti eu me agarrei naquele sonho, eu persisti eu passei por diversidades eu passei por dificuldades eu também tive meus altos e baixos só que agora consciente eu olho pra trás eu acredito que poderia ter sido diferente, poderia ter sido mais tranquila, menos ansiosa mas eu sei que as coisas acontecem no momento que tem que acontecer hoje, mais consciente a gente começa a pensar nisso, então quem tá nessa jornada da maternidade de construir uma família é se agarrar na fé e seguir fazer tudo que tem que ser feito porque o resultado disso a transformação a vinda de um bebê vai superar qualquer dificuldade que você tenha passado pra chegar até aqui acho que é isso maravilhosa amei, amei nossa conversa amei conhecer um pouquinho mais essa história do outro lado aqui, né? conversar mais sobre esse assunto tá super convidada pra voltar outras vezes pra gente poder conversar mais é muito bom nosso bate papo e quero aproveitar pra mais um momento pra poder cair a sua fichinha dessa vitória e eu te desejar um feliz dia das mães muito obrigada eu ouvi isso hoje é realmente satisfatório da pessoa me olhar e falar feliz dia das mães uma coisa que eu queria tanto ouvir durante tantos anos e hoje, graças a Deus eu consigo ouvir isso obrigada, doutor obrigada a você obrigada por assistir ao papo de tentante pra enviar seu relato, dúvida ou sugestão mande um e -mail para papo -ditentantearoba -CEFERP .com .br aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades o conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista te vejo no próximo episódio, até lá!

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