Ep. 60 Jornada da Tentante | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

A Jornada da Tentante exige muita resiliência e inteligência emocional, pois é uma trajetória de emoções fortes, que envolve muita expectativa e, às vezes, frustração.

Por conta disso, a convidada do Papo de Tentante de hoje é a psicóloga Bárbara Fagundes, trazendo sua visão de especialista para auxiliar na saúde mental das tentantes.

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje.

Oi, pessoal, sejam bem-vindas ao papo de tentante hoje. A gente está aqui numa mesa toda feminina que a gente vai falar um pouco mais sobre a jornada da tentante, como acolher melhor as nossas emoções nesse processo, né? Então, antes de mais nada, queria convidar aqui minhas minhas convidadas a se apresentarem. Oi, pessoal, eu sou a Bia. Você já me conhecem dos episódios anteriores.

É olá, eu sou a Jaque, sou nova aqui no grupo, sou do market para fortalecer mais ainda esse papa que com as tentantes. Eu sou Bárbara, eu sou psicóloga e eu venho para contribuir através do cuidado com a, com as nossas emoções. Muito obrigada. Em primeiro lugar, pela disponibilidade de vocês. É um assunto que a gente gosta bastante de conversar, né?

Porque a falar de infertilidade ainda tem muito tabu, né? É a gente recentemente, né? Teve um quadro ali na TV, Tati e a gente falou um pouquinho disso, que ela perguntou sobre a questão emocional, né? E assim vou dar meu ponto de vista, depois eu vou colocar o de vocês, né? É a infertilidade, ela é uma doença, ela tem ali a classificação, tem o cid, né, as.

A gente se sente ainda muito culpado pela infertilidade. Que não é quando não deveria, porque não é uma coisa que a gente controla também, né? Então, é o que a gente falou lá no programa, né? E eu falo agora também, a gente não se sente culpado porque a gente está gripado, porque a gente está com Pedra no rim, porque a gente está com infecção urinária. Por que que a gente vai se sentir culpado pela infertilidade?

Mas isso acaba impactando, né? Não tem como. Sim, sim, é quando a gente fala da culpa, eu consigo pensar que vem também desse ambiente que estamos inseridos. De alguma forma é cultural, de que a mulher ela cresce e ela se forma. Ela estuda ela.

Se ela casa e depois disso ela se torna mãe de alguma forma. É esse se tornar mãe quando ele não acontece, a culpa nasce, Hum? Então lidar com essa culpa é algo muito difícil, porque ela não é uma culpa só. Sua, ela é uma culpa que você direciona para outras pessoas, então é como se a gente abraçasse muitas coisas que não são nossas. Então fica muito difícil de carregar isso tudo.

Então eu fico pensando que dentro deste contexto. Chegou a hora, talvez a gente se questionar, o que que é essa culpa? Da onde ela vem, se ela faz sentido para mim, entende? Para a gente poder ter um cuidado com ela e olhar para nossa individualidade. E respeitar também seu próprio tempo, não é?

Eu acho que isso é muito difícil. Eu tenho 26 anos, vou fazer 27 em alguns dias. E? Não sou casada, mas moro junto. Tenho um relacionamento estável e isso me pega muito.

Eu falo, gente, eu já estou velha para isso. Eu já estou velha para ser mãe. A gente assim coloca na gente mesmo. Às vezes ninguém é externo, mas obviamente a sociedade faz essa pressão. É, eu vi um recorte que eu achei muito interessante, assim acho que era de uma série.

Eu não assisti a série, mas eu vi um recorte circulando assim nas redes sociais, né? Que era de uma mulher falando sobre o diagnóstico de infertilidade e tudo, e ela falou assim, Ah, é difícil porque é o casal que quer engravidar, mas quem não engravida é a mulher, remédio e isso chega a me arrepiar, porque acaba pesando mais para nós mulheres mesmo, né? Totalmente. Sim, parece que a culpa ela não cai é com essa força para o homem, né? É sempre.

A mulher que é a geradora que tem que se tornar a mãe, que é a responsável pela criança, né? Tem até aquilo que ai uma mãe, um pai dando um tablet para o filho. Ai que tecnológico, uma mãe dando um tablet para o filho, ai que mãe te escuta menos da mãe. É, é verdade. Muito e do é pegando o gancho da Bia, eu tenho 31 anos e hoje eu estou num relacionamento.

Estava, a gente vai casar ano que vem e só que antes de eu conhecer o meu marido eu já chamo ele de marido. Eu cheguei para ele no segundo encontro e falei assim, olha, eu quero ser mãe, porque eu queria deixar bem claro, ó, eu quero saber se daqui vai dar certo ou não, porque eu quero ser mãe e já tinha conversado, inclusive com 2 amigos para serem doadores, caso eu não tivesse. É um. Pai, pro meu filho, eu. Eu teria desses meus amigos, então assim é algo que é realmente pega muita culpa.

Eu tenho esse desejo de ser mãe, mas e que então tem o desejo de ser mãe? Será que ela se sente culpada também por não? Endereço ou quem tem o desejo e não consegue. Uhum, que eu acho que deve ser uma carga gigantesca. É certeza.

Toda essa questão também vem desse ambiente que estamos inseridas, né? É? Não, não se tratando de de uma questão, é, né? De defender bandeiras, mas de uma questão de fatos mesmo. Nós, mulheres, representamos alguns papéis que, quando deixamos de representar significa que estamos faltando com esse papel.

É como se Peras. Se fosse você é uma mulher e você não tem filho ou você não consegue engravidar, você é incompleta. Você é incapaz. Está faltando alguma coisa em você, essa culpa e dentro da psicologia a gente olha muito pra culpa como algo que paralisa. É como se você tivesse olhando para uma única situação e a culpa?

Ela é te inviabiliza ali. O fato de você conseguir olhar para outros caminhos, né? Porque quando a gente fala ali da questão da fertilização. Eu vejo que ela é uma possibilidade. Diante das impossibilidades, das incertezas, dos medos.

Então eu fico pensando que ela é uma oportunidade para quem escolheu ser mãe, mas para quem não pode ser mãe, uhum. Então eu eu fico pensando que diante de todos esses contextos, hoje é essa possibilidade. É um lugar de conforto para mulher. Não que o processo seja confortável, mas porque ali é o encontro, então uma possibilidade diante da da minha impossibilidade. Exato.

É tanto que assim, até quando a gente faz tratamento, né? E muitas vezes não dá certo. Uma das primeiras coisas que eu falo é assim, olha, nós não estamos no final, não significa que não vai dar, porque a sensação que dá é essa, né? É, parece que assim a gente tentou espontâneo, não conseguiu. A gente já vive isso de essa frustação, né?

O luto do que não foi, eu achei que eu IA parar meu anticoncepcional engravidar, não foi, tô tendo que agora reajustar minha expectativa pra fazer uma five aí tá reajustei toda a minha expectativa, vou lá, faço, poxa, mas não dá certo nem assim né? Então, às vezes pode gerar aquela sensação de não, não tem solução. Então uma das coisas que eu mais gosto de de frisar é isso, de olha realmente a gente ainda tem muito mais que a gente pode seguir, que a gente pode tentar, né? Porque eu gostei muito do que você falou, dessa questão de paralisar, porque a gente até já falou disso. Em outros episódios também a as mulheres, os casais.

Eles demoram muito para procurar investigação, né? Teoricamente a gente falaria em investigar depois de 6 meses, a partir dos 35 anos e depois de 1 ano antes dos 35 anos. Então assim, é um tempo relativamente curto. Se a gente for ver. E a gente recebe casais.

Eu já recebi casais com 10 anos de tentativas que nunca tinham investigado, né? Porque fica naquela de Ah não, depois chega, Ah não, mas 1 hora vem, Ah, mas se for pra ser, vai ser e é lógico, né? A gente tem que acreditar nisso, mas a gente faz a nossa parte também, né? Mas muito disso eu imagino que venha por um certo bloqueio. Não sei se a gente pode falar assim, né?

Sim, sim, é essa questão que você disse. Eu achei muito interessante que a gente pode brincar com a questão da culpa, que é o luto, né? Geralmente a gente fala do luto. Quando a gente pensa em morte e não necessariamente o luto é uma perda significativa diante de algo que temos desejo e não aconteceu também. Então a gente teve uma perda em vida, né?

Então, assim, a infertilidade, ela é um luto, é, é, e você lida com ela. A primeira questão que aparece é essa, a culpa, então você fica paralisado ali? Diante, né? Do que a gente disse aqui também esse assunto é ainda um tabu e todo assunto que é um tabu, tem poucas informações. E aí, o que que acontece?

A gente se distancia, então talvez esses casais, eles demorem tanto para procurar ajuda, porque de alguma forma eles ainda estão. Não se permitem a viver isso. Uhum, porque de alguma forma traz essa configuração de incapacidade. Tem que pedir ajuda, porque para nós, seres humanos, isso é muito difícil, né? Uhum.

Uhum como um todo, né? E aí, pegar para o homem também pega muito, principalmente a gente vê quando é fator masculino, né? Presente também. Ainda ainda tem muito essa questão associada à virilidade que a gente sabe que não tem relação, mas que ainda é muito, né? As pessoas ainda têm muito isso, atrapalha também deles procurarem agora um outro ponto que eu achei legal, que você colocou dos amigos, né?

Que você falou, Ah, antes eu já tinha até conversado com os meus amigos que qualquer coisa e eu acho que você é um ponto fora da curva, assim, se a gente for ver tanto na questão de planejamento reprodutivo quanto na questão de falar sobre isso com outras pessoas, porque normalmente esse tipo de dor a gente passa sozinho, né? Uma coisa que a gente não divide com ninguém e você vê assim, lógico, não, que pra você fosse uma dor, mas assim você estava se permitindo planejar e envolver outras pessoas e conversar sobre isso, enquanto para quem está passando pela infertilidade, muitas vezes acaba sendo bem solitário, né? Não, com certeza, assim é eu. Na verdade, passei um bom tempo assim porque eu tinha essa noção de que eu precisava estar em um relacionamento para ter um filho. E eu, desde assim, desde que eu me entendo por gente, quero ser mãe, eu sou muito materna, eu sou aquela que pergunta, você está bem?

Quer quer um casaco? EE aí eu ficava nisso porque eu não, não tinha relacionamentos, é? Longínquos assim, então eu ficava gente, eu nunca vou ser mãe e aí eu ficava com essa dor e eu não externalizava ela até que eu simplesmente aceitei e eu olhei até o meu redor e é meu pai era assim, não foi presente. Eu fui criada por mulheres e eu pela minha mãe, tia, avó, enfim, e eu fiquei assim, gente, eu não preciso disso. E aí eu conversei com 2 amigos muito próximos que a gente se dava muito bem e um deles é heterossexual, o outro é homossexual e ele até falou e eles falaram assim, olha, é se você não tiver filho, se você nunca encontrar alguém, eu dou o meu esperma pra você e foi muito legal eu eu ter esse apoio.

Foi uma rede que eu encontrei. Enfim, deu. Fim, depois encontrei hoje o meu noivo, quase marido. Mas é algo assim que acho que a gente tem que se permitir falar. É muito difícil.

Até o processo terapêutico. Acho que tudo que você fala sobre traumas dói, sabe? Você se abrir, você pedir ajuda, você saber que você é incapaz de algo é pega muito, seja num num processo assim, de fertilidade mesmo que que nem a gente estava falando. A mãe é mulher, nasceu para ser mãe, quanto em todos os outros processos de você pedir uma ajuda às vezes é muito difícil. É o que eu encontro dentro do consultório, quando eu recebo um paciente pela primeira vez, o que eu mais gosto de dizer pra eles é o quanto é, eu acho?

Assim é de parabenizálos, né? De de olhar para eles ali dentro, porque o processo de passada a porta de entrada do consultório não é qualquer coisa. Uhum, porque, infelizmente, nós não fomos criados, educados. Gente, pudesse falar daquilo que dói daquilo, que machuca. Se eu me lembro, inclusive, da minha própria infância, a gente nasce para ir em busca da Felicidade.

Então você acha que eu vou pagar e entrar num num consultório para falar da minha dor? Fica assim, contraditório. Então hoje, quando entra um paciente lá e ele tem, porque é isso para mim, para você, está dentro de um processo, né? É terapêutico, psicoterapêutico, você precisa querer uhum sem esse quero estar aqui e assim para ver o que é que podemos fazer juntos, qual que, quais são as minhas possibilidades, então vai. Muito disso, acessar aquilo que me dói, precisa de muita disposição, então isso é algo que a gente precisa começar a trazer como viável.

Você pode fazer isso? Como você pode dizer que não está tudo bem? Quando, como você pode dizer que você precisa de ajuda, porque aí as nossas impossibilidades passam a ser possíveis, porque eu pedi ajuda, não é? Quando a gente vai lá, a gente pede ajuda para você em um lugar quando vão no meu consultório, a gente pede ajuda em outro lugar, porque a gente pode. Inclusive, o que eu achei muito legal que vocês falaram que é o que a gente mais trabalha dentro, trabalha também dentro da clínica, que é as nossas redes de apoio para qualquer processo, né?

De luto que a gente esteja vivendo independente dele, qual seja, se é na questão da infertilidade, se é na questão de perdas de alguém ou até mesmo de um sonho de um emprego, é pedir ajuda e ter essa rede de apoio é totalmente importante. Uhum. Então durante esse processo, né? É principalmente quando eu penso muito nisso. É Oo marido.

Ele é uma rede de apoio, então ele também se colocar nesse lugar. Tem empatia. Diante dessa, dessa dor, dessa mulher que ele também vive uma dor, não excluindo de forma alguma eles, mas também olhando para essa individualidade, mas também os amigos. Quando a gente pode pedir ajuda, uma mãe, um pai, uma colega do trabalho, então eu sempre vejo que, diante dos processos, uma rede de apoio ela é muito necessária, então, para a gente poder trabalhar o quanto, por favor, não se distancia das pessoas, porque. Primeiro, o que eu acho que em todo o processo de luto a gente tem esses 2 distanciamento, tanto da pessoa que está vivendo o luto, porque ela não se permite.

Falar para esse outro e viver EEEE realmente sentir, mas também do outro que está vendo essa pessoa enlutada. Por quê? De alguma forma, a gente não sabe o que falar. Você sabe o que dizer para uma mulher que fala assim, olha, amiga, eu não consigo engravidar. É perfeito.

A gente não sabe. E aí às vezes a gente não precisa saber mesmo. Eu só a gente dizer, ó, eu estou aqui, que que você quer falar? Você quer só chorar? Você quer tomar um café?

O que que eu posso fazer para te ajudar, né? Sem julgamento, sem dizer questões, né, religiosas? Sem trazer questões que são suas, aquela mulher, ela só quer um acolhimento, aquele casal. Ele só quer um colo. Então a gente poder dizer que essa rede de apoio ela pode existir.

Por mais que sejam difíceis para ambas as partes, é olhar para essa possibilidade de de de fazer acontecer de um jeito diferente, entende? E Bárbara, eu sei que tem assim, pelo menos na minha cabeça. 2 tipos de exceções de terapia que a gente pode fazer, que é individual em grupo, né? Também com rodas de acolhimento, de apoio. Qual a diferença dessas 2 modalidades?

Bom, é, tem uma diferença grande, mas que acaba sendo em objetivos parecidos, né? O que que acontece a psicoterapia individual? Ela pode acontecer desde um molde tradicional que a gente diz de autodescoberta, autoconhecimento, que a gente começa desde o começo. Sim, claro que a gente atende aquela queixa específica, mas a gente abrange para outros lugares para onde esse paciente consegue e quer ir dentro disso, dentro da própria psicoterapia individual, a gente também entra no atendimento breve que a gente pode dizer, até mesmo de um plantão psicológico ou de um recurso diante de uma queixa muito específica que a gente. Faz um acolhimento, um direcionamento diante daquele lugar mesmo.

De uma busca de solução dentro da daquilo que o paciente precisa. Quando a gente fala do do grupo, ele é também uma psicoterapia e ele tem sempre um objetivo. A gente, né? É, ficaria muito grande eu explicar assim as diferenças. Então eu vou falar de um jeitinho mais assim geral.

Mas o objetivo do luto é OPA, desculpa do grupo. Do Oo grupo o que é que ele faz para a gente? O que é que ele nos traz? Ele traz um lugar seguro para que a gente possa compartilhar daquilo que a gente está vivendo, uhum com outras pessoas que também vivem. Ah, o mesmo não porque são histórias, né individuais, mas que sente uma dor que está ali também, que quer falar.

Então, às vezes, nesse lugar que a gente se coloca do lotado, né? Quando eu vivo um luto, eu sempre me coloco muito nesse lugar, tô sozinho e também de sou a única pessoa que vive isso no mundo. Quando eu me aproximo de outras pessoas, eu me sinto no direito também de reclamar, Hum de chorar, de pedir ajuda. Então eu vejo que o grupo ele é uma possibilidade muito viável, principalmente. Pra quem nunca fez psicoterapia, porque ali é.

É através da conversa. É mais ou menos o que a gente tá fazendo aqui. Claro que a gente estimula a gente traz alguma atividade, algum texto, algum livro pra gente poder começar um assunto e aí geralmente um tem dificuldade e tá tudo bem. Mas aí o amigo fala, aí eu sinto vontade da primeira e da segunda vez eu não falei, mas da terceira e da quarta pode ser que eu fale, então Eu Acredito muito que o grupo, ele é muito viável, porque ele abre pra essa possibilidade de me de de me colocar nesse lugar de de psicoterapia, de me cuidar, de olhar para o meu lado emocional, que infelizmente. A gente ainda tem dificuldade de olhar pra isso.

É, e de ver que você não é o único. Isso que você pontuou, eu acho que é muito interessante, né? Porque, por exemplo, quando a gente fala em taxas de sucesso, né? Dos tratamentos, por mais que elas venham evoluindo, a gente sabe que o tratamento ainda tem limitações, né? Então, as chances elas vão sendo cumulativas, né?

Conforme mais a gente vai tentando, a gente vai aumentando as taxas de sucesso, né? É então uma coisa que a gente gosta muito de trabalhar com os casais, é isso, olha, vamos imaginar que junto com vocês, outros 99 casais fizeram esse mesmo procedimento na idade de vocês, no quadro de vocês do mesmo jeito. Desses, tô dando um exemplo, né? Ali, 60 estariam sentados aqui pra gente, tá tendo a mesma conversa do mesmo jeito, então não é que vocês são um problema que tem alguma coisa de errado só com vocês. É uma limitação e isso traz 11 conforto, né?

Porque é natural, a gente pensa que Oo nosso problema só existe na gente. Eu já ouvi de muitas pacientes que chegaram lá, falaram nossa, mas tem tanta gente aqui, né? Eu achei que era tão pouco, achei que quase ninguém, porque a gente não fala sobre isso, né, e isso que você falou é legal, eu até me coloco assim como paciente, né? Eu passei por uma e olha que assim eu sou médica e a gente como médico fala muito assim, ai cuidado, não vai se comparar com o outro, cada um é um e gente tudo isso é verdade, mas a gente. Busca pessoas que têm as mesmas dores, isso é da gente como ser humano, independente da nossa profissão.

Então eu fui passar por uma cirurgia, né? Recentemente. E aí, no processo de préoperatório e tudo mais, falei, deixa eu começar a olhar algumas pessoas que também passaram por essa cirurgia? Deixa eu ver a experiência aí eu conversava com alguém, Ah, você fez isso? Ah, mas como é que foi?

E você se recuperou e não sei o que lá é natural e assim não é que você quer se comparar, mas você se sente meio que num lugar seguro. Ali, né? Esquece-se de pertencente, é? É, é e dividir isso é. É muito gostoso, né?

É você poder olhar para esse outro e pensar, nossa, o outro também tem nisso. Eu achei muito interessante no começo, quando você diz que a infertilidade ela é uma patologia, uhum, a gente esquece. É como se assim eu fui escolhido, né? Não é uma patologia. Uhum, né?

É uma doença, é algo que precisa de cuidado, de atenção, de tratamento, de pedir ajuda. Então talvez é. Eu sempre digo que informações é poder, então quando a gente se informa do que a gente tem, quando a gente se apropria da informação, fica mais fácil. A gente se aproxima do problema e da solução, inclusive. Sim, é o ser humano, é um ser social, né?

A gente assim não pode se isolar e eu acho que até sente a necessidade de criar esses laços, de criar esses vínculos. Você falou da rede de apoio? Isso de se comparar e eu acho que resume tudo nessa sensação de pertencimento, de saber que você pertence a um grupo que você pertence, a aquilo em que você pode ser você mesmo sem ter julgamentos, falando abertamente. Eu acho que isso também é muito ligado à questão da empatia e assim é que nem você falou ai apoiar 11 mulher que teve um. O diagnóstico de infertilidade é você.

Você não vai de acordo com os seus julgamentos. De acordo com as suas crenças. Mas de acordo com o que aquela pessoa está sentindo, então é um momento realmente de acolher. E assim é. Às vezes só estar presente e procurar ajuda.

Eu acho que isso também é algo muito importante, que que a gente às vezes demora muito para para ir, mas é. É muito importante o trabalho que o the ferp faz. Eu acho que é exatamente isso de monstrar que sim, é possível, porque antigamente acho que quando tinha um atestado de é infertilidade. O casal parava, às vezes até se divorciava. Eu tenho certeza.

Que você ouvia, né, fulano? Não pode? Ter filho era não pode ter filho. E aí não. Quantas vezes assim, na história a gente vê de reis que se separaram porque a rainha não deu um herdeiro e aí?

Homem ainda. É um homem, então assim, isso é algo que vem há muito tempo e eu nunca tinha pensado nisso, que realmente é uma patologia. Uhum, se eu tenho. É bronquite. É, não tem culpa, não é?

Você vai casar, vai tratar, tomar seus remédios direitinho, né? Mas é só que assim eu a gente fala muito dessa questão, né? Da importância de partilhar e tudo, mas de tomar cuidado para não se comparar, porque isso é. É muito difícil assim, eu mesmo estando dos 2 lados ali de médica, de paciente, às vezes eu olhava e falava, Ah, mas a pessoa está assim, mas e eu? Porque que eu não estou assim?

E por que não sei o que lá e eu não sei? Vocês acham que tem alguma coisa assim, que que a pessoa pode usar como ferramenta para tentar evitar comparações, alguma coisa nesse sentido? Qual é o limite entre troca de experiências EEE se comparar ao outro do tipo Ah, mas se ela conseguiu na primeira, por que que eu não consegui? Não sei. Ninguém mostra o por trás das coisas.

É muito fácil se comparar com o que a gente vê superficial é porque às vezes as pessoas estão falando, nossa, engravidei de primeira, mas e por trás, como que foi essa jornada dela? Sabe o que que ela sentiu? Como que ela lidou com isso? Ela, o marido. Então eu acho que a gente se se compara isso na rede social, em tudo, a gente se comparou hoje, né?

Quando? Social hoje, né? É só isso, né? Bonito é tudo, posso escorres é? Então eu acho que se comparar com o que a gente tá vendo de fora não é justo com a gente.

É é pegar uma carga, né, Bárbara? E colocar nas nossas costas que não é nossa. Isso é a palavra que você usou, é o que eu estava pensando. Eu sempre digo para os meus pacientes se comparar, é injusto com você, principalmente dentro da rede social. São recordes.

Eu escolho o melhor de mim, né? Se vocês me verem acordando de pijama é diferente da Bárbara que está aqui agora. Não, seu cabelo não mexe. Ele acorda assim, você é maquiado hoje, inclusive eu estou saindo. Saindo da academia, ele estava com cabelinhos novos.

Eu estava reclamando com uma amiga do lado. Aí a moça entrou e falou assim, não reclama não, porque o meu está caindo. Então pra gente pensar nessa questão da individualidade, o que pra mim é ruim pra aquela mulher, o dela estava caindo. Ela adoraria que eu tivesse, né, que que ela tivesse AAO mesmo problema que eu. Então o que eu fico pensando dentro da psicologia?

A gente não controla nada, principalmente a emoção. Se eu disser aqui pra você não chora e você tá num momento nossa aí que tá joia ainda chorou, é e. Assim. Inclusive, não, gente, vamos sentir. Vão dar vazão para esse sentimento para que ele possa ir embora, para que ele possa baixar e a gente busque recurso, porque quando a gente está mais emocionado, né?

A gente tem dificuldade de ter consciência e buscar saídas, então a gente precisa muito sentir essa emoção. Mas o que que acontece essa questão da comparação é quando a gente faz isso, além de ser injusto, a gente precisa pensar quando eu estou aqui conversando com vocês. Claro que eu estou aqui como psicóloga, com o meu estudo, com aquilo que eu adquiri ao longo do da minha trajetória, mas também tem muito da Bárbara, uhum, entendeu? Então porquê? Quando eu estou falando para vocês de alguma coisa, eu estou falando do que é meu, do meu lugar de conforto.

Então, se eu estava reclamando de alguma coisa, é porque para mim, aquilo é dificuldade, mas para você às vezes não sei, não é? Então eu sempre digo, é muita injustiça com você, porque a história do amiguinho é outra. Onde ele nasceu é outro. Por quem ele foi criado é outro, né? A conta bancária dele é outro.

Então o que que eu digo? A troca de experiência, ela é importante, mas cabe a gente sempre pensar, ó, essa minha amiga fez isso, mas aí eu volto. Pra mim individualidade, uhum. Ó você disse pra mim que vai casar ano que vem, aí eu tô aqui pensando, nossa, mas ixi, eu comecei meu relacionamento agora, será que quando eu vou casar nossa, ela ela é mais feliz do que eu, né? Aí espera, eu volto, eu penso, não, mas eu tô bem, eu tô feliz.

Então o que que acontece? Não tem um recurso padrão pra gente seguir, mas a gente precisa começar a treinar a primeira vez vai ser difícil, a segunda às vezes eu esqueço, mas aí eu você tentando isso se torna automático na nossa vida nós precisamos começar. A se sentir responsáveis pelo que vivemos, então se tem algo que eu tô fazendo que não tá dando resultado, espera aí, vamos mudar então, né? Essa questão da comparação, quando eu tô olhando o programa verde do vizinho, eu nem sei se ela é sintética, né? Eu não sei o que é que tem ali embaixo.

Eu não sei se ela tá cheia de bichinho, mas ele ele pintou ela Pra Ela ser de outra cor, uhum. Então é, além de ser uma injustiça, né? A gente precisa começar a se olhar e olhar pra nossa individualidade, trazer isso como uma troca, olhar aquilo como uma troca e trazer sempre pra nossa individualidade, isso é muito. Importante? Isso me lembra muito, uma analogia que eu gosto, que é a da do ovo.

Quando você quebra um ovo assim, o ovo frito, enfim, o que está na gema é aquilo que você pode controlar e o que está na Clara é aquilo que você não pode controlar. É aquilo que é externo, então o do outro você não pode controlar. Você não sabe como é a vida dele, mas se você está com essa comparação e você pode fazer alguma coisa para você, aquilo te deu um Wake up call que você quer infeliz. No trabalho, aquela pessoa é feliz no trabalho, aí eu posso transformar em algo, mas não. Aí eu quero ser exatamente igual a essa pessoa.

Eu quero que ela perca o emprego dela, porque eu quero, não sabe? É. Mas então você tem que saber diferenciar aquilo que você pode fazer. O que é o seu individual e aquilo que é externo. Nem você falou, pode ter muita coisa por baixo, A gente não vê o que que está acontecendo, a gente só mostra aquilo que a gente quer mostrar e eu achei engraçado que você falou da questão de você falar, Ah, falar para você não chorar, você vai chorar, eu estou chorona, muito.

E por muito tempo eu fui julgada por causa disso. Por ser uma pessoa emotiva, uhum. E eu não era considerada racional por causa disso. Até que eu percebi que o que me torna mais racional. É que eu sou emotiva, é que eu sei lidar com as minhas emoções.

Exato, se eu estou triste, eu eu vivo triste, eu vivo a tristeza. Se eu estou feliz, eu vivo a Alegria, uhum e isso é a coisa mais racional a se fazer, porque se eu reprimir vai ser pior. Eu não vou saber lidar com aquilo, então eu até brinco assim que antigamente eu tinha vergonha de chorar em público, hoje nossa. Do? Conta dos dedos da mão quem nunca me viu chorar?

Eu fico super feliz, primeiro de tudo que você descobriu que você pode ser o que você quiser, porque é isso. Infelizmente a gente é e. Estamos ainda vivendo uma educação, porque eu não sei vocês, mas eu já vi diversas vezes, né? E novamente, não julgando mães e pais, porque eu sei o quanto esse papel é difícil. Mas a minha questão aqui é, a gente precisa também começar a se questionar daquilo que é padrão.

Então, por exemplo, quantas vezes você escutou alguém vendo para uma criança? Engole choro, é não chora não. Então, se você não pode chorar quando você é criança, imagine quando você é adulto. Uhum, então, de alguma forma a gente também aprende que isso não pode acontecer e isso deve acontecer. Você entendeu que isso te traz?

AA sua razão de volta, porque é isso, eu sinto a minha emoção, não jogo ela para debaixo do tapete ou guardo lá na minha bolsinha. Eu sempre uso essa analogia pra explicar pros meus pacientes, vamos pensar que isso aqui é uma bolsinha, uma sacola, então eu tô colocando a minha emoção do meu marido, a do meu filho, a da vida, a das eu vou colocando, porque eu vou colocando e porque eu não tô sentindo eu finjo que nada tá acontecendo, eu só vou colocando lá gente 1 hora a bolsinha não cabe mais nada, o que ela faz, ela transborda, então o que que isso significa se eu não cuido das minhas emoções, dos meus traumas, das minhas expectativas, das minhas frustrações? Aos poucos, elas vão acontecer. Elas vão transbordar e elas aparecem de uma vez. E aí aquilo que eu poderia cuidar aos poucos, eu vou ter que cuidar de uma vez.

E aí a gente o quê? Não dá conta. Então a gente precisa começar a olhar que a razão ela faz parte da emoção, não tem ninguém que seja mais racional ou e o outro mais emocional existe. Fases da vida, tem fases que você vai falar assim, olha nossa, faz 5 meses que eu não choro porque você está bem, para não chorar e aí não aconteceu nada na sua vida. Você está numa fase maravilhosa, só que daqui passa um mês.

Aí você fala assim, nossa, Bárbara, eu chorei o mês inteiro porque você está numa fase de vulnerabilidade, então a gente precisa entender que nós estamos desenvolvendo o tempo inteiro, né? EE olhar para essas emoções, como para serem sentidas do mesmo jeito que temos sintomas quando estamos com gripe, quando a gente tá com alguma questão emocional, isso aparece de algum jeito, o nosso corpo fala, Hum, a gente, né? Já já tivemos outros papos e eu gosto muito de frisar. Ou quanto somos seres integrais? Uhum.

Então assim o meu corpo, ele fala, minha emoção. Ela fala, então se eu não estou olhando para ela e sentindo ela, ela vai se manifestar de algum jeito? Uhum, então a gente precisa sentir olhar para aquilo, se questionar, entender por que que ela está aparecendo e isso vem de um autoconhecimento. Eu tenho certeza que você adquiriu isso através do seu desenvolvimento, Hum, porque você não pensava isso antes? Inclusive você se sentia culpada por chorar, então a gente precisa começar a se questionar, se conhecer esse.

E cerquem a gente. É, é. No processo de fertilização, a emoção influência muito, doutora. É assim quando a gente fala em emoção, em ansiedade, né? E infertilidade existe uma preocupação ali do período pré do período antes do tratamento, porque se a gente tá falando em níveis altos ali, de estresse, a gente pode levar até a irregularidade da menstruação.

Tem mulheres que em período de estresse deixam de menstruar, menstruam, irregular e é isso, impacta na ovulação e em chance de gestação. Agora, quando a gente fala num tratamento. O que acontece, principalmente, é que um dos fatores que mais leva, né? O casal a desistir do tratamento é o emocional. Então, muitas estratégias, inclusive da parte técnica científica, elas têm, na verdade, o objetivo de tentar diminuir o desgaste do casal para diminuir o risco dele, cancelar o tratamento.

Então, por exemplo, né? Existe 11 estratégia que é discutida, que é de distin, que é a gente engatar 2 estimulações em um ciclo só. Então, em vez da paciente fazer 2 tratamentos separados, ela vai dentro de um mesmo ciclo menstrual, se programar para faz uma estimulação, cole passa 23 dias, já começa de novo. E aí tem vários prós e contras ali que são discutidos, né? Para mulheres com baixa reserva e tudo mais é, mas uma das coisas que eles colocam é a gente diminui o risco do que eles chamam de drop out, né?

Então, assim, da pessoa fazer aquele primeiro ciclo, se desestabilizar e não voltar, então isso acaba ajudando a aumentar o sucesso. Então essa é a principal questão, quando a gente fala no emocional, né? E sobre o que você falou de viver, né? As nossas emoções de validar as nossas emoções na jornada da tentante e eu vejo isso como muito importante também, né? Porque, por exemplo, muitas pacientes quando pegam o teste de gravidez negativo, às vezes.

Às vezes elas ai, doutora, desculpa, eu tô chorando, eu falo não, mas pode chorar. Agora a gente tem que parar, tem que chorar, o que tiver que chorar mesmo, né? Vamos viver essa fase para depois? A gente está preparada para viver uma nova fase, né? Então, assim como a gente tem que se permitir viver essa essa fase negativa, a gente tem também se permitir olhar para as pequenas coisas boas que vão acontecendo ao longo do tratamento, né?

Porque ele envolve ali seus altos e baixos, né? Ah, passei pela estimulação nossa, eu tive muitos óvulos, ótimo, Ah, fui formar meus embriões, puxa alguns, tem morfologia ruim, puxa aí Ah, vou fazer uma primeira transferência, transferir foi maravilhoso Ah, mas deu negativo, então se a gente consegue ir vivendo o dia a dia, a gente vai controlando até a nossa nossa ansiedade passando melhor por essa jornada da tentante, né? Sim, sim. EE eu achei muito interessante quando a gente, quando você diz assim, né? Oo fator emocional o maior cuidado ali é diante dessa desistência e o que seria esse cuidado?

Então a gente pode olhar pra isso diante das emoções que vão aparecer diante dessa jornada, desse processo que cada um tem o seu, claro, mas é fato de que a gente vai lidar com ansiedade, com estresse, com medo, com a frustração. Então dentro desse processo, com cuidado emocional. Não é guardar tudo na sacolinha e esperar transbordar, principalmente diante de um momento de vulnerabilidade, que é o negativo, e sim a gente cuidando disso. Ao longo dessa jornada, olhando para cada um desses sentimentos. Quando eu penso nessa questão, nesse processo da né, da da das tentantes, o que eu mais vejo, a gente falou essa palavra várias vezes.

O controle esses dias eu estava estudando e eu achei uma coisa muito interessante, porque a gente sempre fala muito sobre ansiedade, ansiedade e ansiedade, e a gente olha muito ela, só quando a gente pensa no futuro. Mas a gente também esquece que a ansiedade ela aparece muito quando a gente tem a falta do controle, a gente não tem falta, a gente não tem controle em absolutamente nada na vida. A gente só se esquece disso. A gente precisa começar a olhar assim, né? Claro, um passeio de cada vez ou aqui ou agora o que eu posso fazer agora?

Porque ali, amanhã eu não sei. Então quando eu vejo que a questão da infertilidade, ela, ela apresenta essa falta de controle muito concreta, então com ela nasce a ansiedade, pera, eu, eu não tenho controle sobre isso, que que eu vou fazer agora? Então então eu preciso resolver isso e aí quando a gente encontra então essa possibilidade que é maravilhosa, mas aí eu me deparo com essa ansiedade de preciso fazer dar certo, eu preciso. E aí essa ansiedade ela pode fazer com que você não viva o aqui o agora. Entenda qual é o processo que você está vivendo só pensando no ar e o lá ele precisa, né?

De cada etapa ser vivida, para que você chegue inclusive bem. Então esse cuidado com a saúde emocional ela vem disso, da gente simplificar o que é o controle da gente. Olhar para essa ansiedade, para a gente pensar, mesmo que o controle não existe. Mas o que que eu posso fazer aqui? Eu agora, né?

Quais são as minhas chances? O que é que eu posso olhar até mesmo para minha rede de apoio, o que é que eu posso fazer? Durante esse processo, então a gente se conhecer também dentro de um processo novo, que a gente nunca viveu porque é novo e tudo o que é novo traz medo. Hum, então a gente precisa muito olhar para essa parte também. Maravilhoso.

Bom gente, queria agradecer vocês. Foi um papo muito gostoso, passou muito rápido. A gente tem que conversar mais vezes, né? Queria deixar um espaço aqui para vocês deixarem uma mensagem para quem está nessa jornada da tentante, desde quem não procurou ainda auxílio ou quem já passou por algum tratamento. Não deu certo, né?

Então vou convidar primeiro vocês a deixarem uma mensagem e depois, quando a gente encerrar o episódio, vou deixar vocês com uma mensagem de uma extentante agora. Levar também motivação e Esperança para vocês, então deixa a palavra com vocês. Bom. Eu queria dizer que diante de de tudo aquilo que Eu Acredito, de tudo aquilo que eu encontro, inclusive dentro do meu trabalho, é que diante dessa jornada da tentante é existe uma possibilidade de antes de todas essas incertezas e impossibilidades que elas lidaram por muito tempo, então que elas possam se permitir olhar para isso, vivenciar isso, o aquilo agora, e não só pensando no resultado. Mas nessa chance que elas estão dando para elas e para os sonhos delas.

Lindo, é. Bom, eu acho que eu destacaria o fato de a do ser humano ser um ser social e não estar sozinho. Então você tentante, você não está sozinha, tem várias pessoas que estão ao seu lado, procura a sua rede de apoio, procura aqueles que podem te ajudar e acompanhamento psicológico. Acompanhamento terapêutico, ele ajuda demais, se ajuda quem não está tentando? Quem está passando por um processo assim, então é muito mais importante.

Então é tentante o não se? Lembra? Bom, eu queria falar. É sobre se cuidar, então se olhar, cuidar não só da de toda do seu esposo, enfim, da da preparação para iniciar o tratamento, isso é muito importante. É muito legal a gente estar consciente de toda a jornada, ler, se informar é muito importante, mas se cuidar eu acho que é primordial.

Primeiro de tudo, se cuide tanto mentalmente como fisicamente. Se prepare pra esse momento e você é a pessoa mais importante desse momento, sabe? Não tem ninguém que você possa colocar na frente, é você. Isso mesmo, muito obrigada, gente. Foi um prazer enorme conversar com vocês.

Vamos deixar agora para encerrar, a gente se vê no próximo podcast, o relato de uma ex tentante. Tchau, tchau gente. Olá, meu nome é Cláudio. Olá, meu nome é welid, nós somos de Barretos, interior do estado de São Paulo, e estou. Estamos aqui, é honrados, né?

É a convite da doutora Camilla para contar um pouquinho da nossa história, né? É da nossa trajetória, então nós estamos juntos desde o dos 17 anos de idade e conforme a gente foi. É é alicerçando nossa família, né? Nós começamos a planejar o nosso bebê ao. Aos 25 anos, mais ou menos, a gente começou a tentar, né?

Só que nem tudo é como a gente planeja. Eu sou diagnosticada como síndrome do ovário micropolicístico, então eu nunca tive ciclos regulares de menstruação, né? E consequentemente, não tinha ovulação também. Então se tornou bem difícil, né? É?

Foram 11 anos de muitas tentativas, muitos negativos, muitos tratamentos. É muita luta, né? Até que a gente resolveu partir para a fivi e aí eu conheci AA admirável clínica CEFERP, né? Nos planejamos para fazer 11 fertilização in vitro, o ano passado. Fizemos todo o processo.

Foi. Deu, deu tudo certo, né? Até a implantação é. O caminho, né? Para nós, tentando, se eu não posso mentir, não posso falar que é rápido, que é fácil, não é, não é se eu dissesse isso, eu IA estar mentindo, caminha doloroso, cheio de incertezas.

O ano passado, quando nós fizemos a nossa primeira tentativa de firme lá em outubro, né? Nós tivemos o nosso negativo. É não foi fácil, né? Mas o que eu queria deixar para vocês é uma palavra de ânimo, né? É a palavra.

Desistir não deve existir no nosso vocabulário, não é? Então, nós não desistimos. Continuamos, não foi fácil, e agora em 2023, né? Em abril nós implantamos o nosso embrião e ele está aqui, na nossa, no meu forninho, né? É estou grávida de 8 meses e é.

Isso que eu queria dizer para vocês, né? Não desista não, não é fácil o caminho, mas é, é possível. Eu não é, então. Fiquem firmes. É durante esse processo todo que mais nos ajudou realmente foi a CEFERP, né?

A CEFERP é uma clínica que, além de super competente, né? Ali, ali é uma equipe, é, é uma família, é uma família que a acolhe, é uma família que acalenta, né? É surreal, é nota 10, né? Nós 2 é em nome da doutora Camilla, né? Eu vou parabenizar a doutora Camilla, mas é para todos, vocês são excelentes e as tentantes, não desistam, porque é possível, está bom?

Beijo, fiquem com Deus. Bom, pessoal, então agora vou encerrar oficialmente esse episódio com esse relato lindo, né? Queria agradecer imensamente não só o relato, mas o acompanhamento de todas vocês ao longo desse ano de 2023. Um Feliz Natal, que seja um Ano-Novo, de muitas bênçãos, muitas alegrias e aguardem também muitos episódios. A gente se vê no próximo ano.

Um abraço. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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