Neste episódio, convidamos uma família muito especial para compartilhar conosco como foi para elas a decisão de se tornarem mães, suas expectativas e experiência em cada etapa do tratamento até o positivo (em dose dupla)!
Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papa de tentante hoje. Vocês viram que a gente está estreando um estúdio novo, né? Então, nada mais justo da gente ter convidadas super especiais, olha lá. Essas beldades. E hoje a gente vai falar sobre tratamento para casais homoafetivos femininos, então entender um pouco mais desde como funciona, mas principalmente da experiência de passar pelo tratamento.
Então, primeiro eu vou convidar vocês para se apresentar. Bom. Bem, tudo fica aqui. Assim eu sou a Gabriele, é esposa da Natália. Estamos juntas há 9 anos.
Olha, é, somos fisioterapeutas, trabalhamos com pilates e começamos a falar já do processo de. Pode ser. Pode. Fique à vontade. É, a gente começou.
Ah, meu sonhozinho foi ser mãe. Eu IA perguntar isso para vocês. Assim, sempre. Quiseram. Sim, foi um sonho, sempre foi o sonho da minha vida.
Eu pensei, Gabriele fez. É, inicialmente, ela era meio assim, não, não quero. Não sei se é isso e a gente fez é desenrolando, né, passando o tempo tudo mais, Ah, aí chegou 11. Momento, acho que da vida sei lá, se a idade bate, se. Ah, mas sessão novíssima, vocês estão com quantos anos agora?
Você tem um eu não e 30 Gabi é. E aí ela chegou e falou assim, não, tá bom, vamos, vamos tentar, vamos começar a pensar nisso. E aí a gente começou, né? Deu início ao tratamento no meio da pandemia. É, é 2020, né?
2 20. E aí, logo que vocês decidiram começar assim, AA buscar o tratamento. A Gabi já entrou porque a princípio ela não precisa, não pensava muito, né? No? Início é que no começo, ela nunca.
A ideia nunca era ser gestor chique, hã? Tudo bem, vamos ter filhos, mas eu não. Gosto mal, sabia? Eu não. Não sou eu que vou gestar.
E aí, ficou Combinado isso? Beleza? A gente faz e aí eu gesto e a gente segue em frente. Aí a gente tinha meio que o medo, né? Do talvez, como a gente IA ser recebida?
Como era essa parte da dupla maternidade nos nas clínicas e tudo mais. E aí a gente entrou na internet. A primeira que que apareceu a gente foi. E aí lá a gente recebeu um pouquinho de preconceito, aí nós ficamos meio assim e aí logo depois é porque falaram pra gente que assim é como se o se a gente não soubesse, porque a gente teria que procurar uma crise. De finalidade, né?
Aham. E aí a gente comer assim, falou nossa, que estranho, né? Aí nós fomos e ferb. Bom, aí a segunda é que foi indicação de 2 clientes nossos, já tinham ido lá. Olha que legal, já tinha.
Passado pelo pelo seférper tinham gostado antes de ter mudado lá pra pra unidade do shopping. Tinham cliente que já. Fez tinha passado quando era inferno ainda. Sim, é aí ele que indicou pra gente até que ele deu um filhinho que chama Heitor, que deve ser feito, né? E a Coisa Mais Linda.
E aí a gente marcou uma consulta e fomos conhecer. Você sabe que essa questão que vocês falaram, né, do preconceito? Eu IA perguntar mesmo porque eu tive até uma paciente que conversando, ela falou assim, Ah, e você sabe que quando a gente resolveu que a gente IA começar o tratamento, a gente marcou. Aí um Monte de lugar, porque aí a gente IA passar e aí a gente IA ver onde que a gente IA se sentir bem, que não IA ter nenhum problema, nada disso, né? Aí quando elas passaram na clínica, elas Ah, não, mas agora a gente já não vai mais passar nos outros, porque a gente já se sentiu bem e eu acho legal assim a gente ter essa essa preocupação.
Eu não sei se vocês podiam falar, o que que vocês acham assim que que faz parte da gente acolher um casal homoafetivo quando busca tratamento igual, por exemplo, você falou, Ah, era óbvio. Ele falou como se vocês não soubessem, né? Então, quais outras coisas vocês acham que que que é importante para a gente demonstrar acolhimento, sabe nesse sentido, que vocês se sintam acolhidas. Nossa, no momento que a gente chegou antes se sentiu. Se tu não ver as bolidas, ficamos muito felizes, mas eu acho que é o fato de saber que existe esse público e que não é nada de diferente, né?
De tipo, Ah, é como qualquer outro, e a gente tem uma. Eu acho que a demanda da dupla maternidade está aumentando cada vez mais, né? Uhum. E que bom, né? Porque antes era muito mais tabu, né?
Falar sobre tudo isso e agora eu vejo que as pessoas procuram muito mais um tratamento entre aspas, oficial, que a gente sabe que sempre existiu o tratamento caseiro, né? Mas em todos os riscos, né? Que isso envolve, então acho que agora vem mais as pessoas. Vêm, né? Assim, procurando realmente, né, Oo tratamento?
Eu. Acho que o tabu também, de de da maioria das pessoas, que era uma coisa que eu também me sentia que eu talvez não conseguisse ter Acessibilidade financeira a esse tipo de tratamento. Não uma coisa tipo assim, Ah, é muito mais do que eu consigo pagar, e aí não é mais assim, né? Uhum. Porque antigamente quando começou era uma coisa absurda, não era acessível ao público.
É, e aí eu acho que hoje. Tem várias formas também, né? Que nem nós 2 nos cadastramos e a gente foi doadora de ovos, então que já já ficou muito acessível pelo programa, pelo. É, e assim tem 11 evento, né? Que a sociedade brasileira de reprodução humana SBRH faz se chama filho.
Eu não sei se vocês já ouviram falar, Hum, e aí uma das das chamadas para o evento, né? Era eles fazendo takes na rua, assim, quanto custa uma fertilização in vitro? E aí a pessoa, Ah, não sei, 50060 1000 aí a outra não mais do que eu posso pagar e assim ninguém tinha nem noção porque a pessoa nem se permite procurar, e aí é o que você falou, Gabi tem várias opções, né? É. Tanto é que tem gente que fala pra.
Acaba conversando com a gente, fala, Ah, mas é que vocês têm dinheiro. A gente fala. Não, não é isso, é não. É bem assim, galera. Foi tudo isso, vocês não têm.
Plano, eu achei assim. É lógico que tem um custo pela qualidade. Não é uma coisa que é barato e acessível a todos. Assim, de forma geral, mas é uma coisa que é um só. Dúvida, seu filho, e aí, você arranja meios de conseguir acabar fazendo isso, né?
Mas aí então vocês conversaram e resolveram que vocês iam procurar, passaram em consulta e foi tranquilo. Assim, quando vocês conversaram com a família para fazer o tratamento, eles ficaram com medo que, por exemplo, às vezes tem paciente que passa em consulta e às vezes a mãe está junto e ai, mas que que ela vai sentir com esse remédio? Ah, mas não vai acontecer isso, mas não vai. E aí eu não sei, a família de vocês teve alguma preocupação? Ninguém.
Sabia? Não tinha contado ainda. Gente, é pra gente, pensa minha, se IA dar certo, como que IA ser? A gente foi introduzindo o assunto aos poucos, é, a gente chegava e falava assim, Ah, daqui um tempo eu botei um feeling, Hein? Me preparando e aí aos poucos a gente foi introduzindo isso nela.
Mas a gente fez a coleta de óvulos das 2 ninguém saberem, Hein, gente? Eu fiquei um ano de mesa, se eu morrer, minha mãe vai ficar louca. Ela morreu na coleta de ovos. Ela nem sabia que eu estava fazendo e esse é muito difícil esconder, né? Porque é que nossa?
Eu passei, eu passei, você lembra, né? Santos? Anal é com os remédios, né, da estimulação. Fiquei. Bem mal, e ainda que vocês não precisaram de tanta injeção, mas, por exemplo, eu.
Eu já tive paciente que precisou, ela precisava fazer aquela injeção da noite que tem o horário certinho, né? E ela tinha um casamento exatamente nesse dia. Não, não. Eu tive que levar a injeção na bolsa. Eu pedi pra noiva pra usar a sala da noiva pra aplicar a injeção, então às vezes é difícil da gente esconder esse tipo de coisa, né?
Mas eles conseguiram, não, vocês conseguiram, não perceberam nada. Aí quando a gente contou quando a gente teve o primeiro positivo. É, Ah, e a. Gente, contou. Aí foi o choque, né?
Porque aí vocês contaram, logo depois da com a notícia boa, sim. E aí, depois, então do perrengue do sangramento, aí se eles vieram juntos, sabe? Uhum. E foi uma coisa que a gente também decidiu. Assim da próxima vez.
A gente só vai contar depois que a gente ouviu o coração. É, entendi então depois vocês não contaram de novo, mas eles não ficaram assim. Mas e aí, não tem mais embrião. Quando vocês vão transferir? Será que foi um período?
A gente falou não, a gente vai dar um tempo, né? Aham, então a gente estava na pandemia é amanhã a gente. Também teve que fazer um tratamento. Aí a gente falou, vamos esperar a mãe dela terminar esse tratamento por isso. Que eu falo que a gente IA ficar muito na ansiedade quando a gente tá nessa, nesse, nessa parte do tratamento, né?
É todo mundo que que eu converso fica nossa, mas hoje eu vejo que tudo acontece como tem que acontecer, porque a gente perdeu depois, logo depois, minha mãe descobriu que ela estava doente e aí eu penso, se tivesse dado certo, o tratamento dela seguiu e eu podia me dedicar àquele momento. Cliente e se tivesse grávida, eu não ter conseguido acompanhar e tudo mais, então passou isso e a gente demorou um período. Aí a gente falou, não, vamos focar nisso, então eles focaram nisso e passou, uhum. Daí a gente foi lá e falou, não, agora é a hora. A gente é.
A gente ficava deixando ai próximo mês, próximo mês. Aí a Gabriele misturou. Foi nessa menstruação, vamos nessa. Eu falei, vamos viajar pro meu homem, fazer uma viagem primeiro antes de tentar de novo. A gente viajou, a gente curtiu mais um pouco.
Ah, mas é porque também dá um misto, né? Assim que é. Mas aí você tem medo de fazer tudo isso de novo e passar pelo frustração. Né? Frustração então a gente uma sobrecarga que a gente põe, né?
De? E assim eu tava fazendo uma live, né? Falando sobre tratamento pra casais homoafetivos? E eu recebi uma pergunta muito legal, eu vou fazer pra vocês também que ela me perguntou assim, qual você acha que é o principal desafio? Nos tratamentos para um casal homoafetivo vou te vou dar a minha resposta a esses.
Falam que se vocês concordam ou não, o que eu vejo como o maior desafio é, vocês não são inférteis, então, teoricamente é uma é a sensação. É assim, bom, a gente vai lá, o embrião tá bom, o meu útero tá bom, tá tudo certo e o embrião vai grudar. Então quando a gente coloca uma vez, não dá certo, coloca 2 vezes, não dá certo, a frustração acaba sendo até maior se a gente for ver, né? Porque a gente pensa, poxa, mas tá tudo normal, a gente não tem problema nenhum e assim pelo que eu percebo como médica, acaba doendo um pouquinho mais. Lógico que a gente não vai comparar a dor com a dor do outro, mas assim eu vejo que é mais difícil é relacionar assim no negativo, nesse sentido eu não sei o que que vocês acham, como foi a experiência de vocês quanto a isso?
Com certeza a gente achou que IA ser. Dá certo de primeira, falou, não, nós somos, nós tiramos os ovos. A gente tinha 2727 anos falando não tem tudo pra dar certo, vai dar certo de primeira e aí, a princípio deu certo, mas aí logo depois teve o sangramento. A gente teve o positivo, né? No exame de farmácia e depois começou o sangramento e tudo.
E aí a gente acabou perdendo aquela primeira gestação. Aí a gente foi inconformado, tipo nossa, mas por que que será que a gente procurando alguma coisa que a gente, alguma? Coisa que a gente veja na cabeça. É, será que não foi culpa de será que a gente? Tinha feito uma trilha, é a gente.
Pensaram até que ele foi ao. Clube, a gente. Ido viajar, a gente foi numa praia e a gente fez uma trilha de uma praia até a outra. Aí foi logo depois disso. Conheci o de começar o sangramento da Natália.
Aí a gente falou, certeza que foi a trilha. Ai, que arrependimento o. Problema é que que daí eu também fiquei pensando, além de frustrar a gente, eu fiquei chateado por ter frustrado meus pais, os pais da Gabi, que ficaram tão felizes que a notícia esperando tudo aquilo e tiveram que lidar com não assim, então. E aí, vocês têm que lidar com a dor de vocês e deles, né? E, ao mesmo tempo, ser forte pra ajudar eles.
Mas ao mesmo tempo fica chateada porque tá frustrando eles, né? Então acaba sendo difícil, tem o lado bom de contar, que assim você tem apoio, né? Mas tem esse lado de difícil, por isso que os outros vocês já não contaram mais, né? Não? Contando.
Que a gente já programa tudo, né? A gente foi lá, colocou lembrança. A gente já tá? Vai nascer por volta de tal mês, a gente vai planejar isso. Isso.
Ah. Mas é, ué engravida, mas tem que ter seus benefícios. Também, mas tem outra coisa que eu aprendi que daí na, na deles a gente não planejou certinho porque eu queria escolher o signo, né? Mas tá vendo a boca, mas, mas aí depois eu pensei, ai a gente não tem controle de nada e aí? E a deles foi e a gente aprendeu que é tudo no tempo que tem que ser no tempo de Deus e a gente só é.
Os embriões que têm que ser, né? Eu penso muito nisso sim, uma vez faz bastante tempo já eu tive uma paciente que fez um post no Instagram e ela contando a trajetória dela, tudo e aí ela colocou assim agradeço aos meus, eu não lembro quando os embriões, aos meus tantos embriõeszinhos transferidos para que hoje pudesse ter nascido a minha filha e eu falei realmente, né? Todo o embrião faz parte dessa história, porque Era Para Ser aquele embrião que era para nascer. Então eu penso muito nisso hoje, quando eu vejo, por exemplo, vocês com eles, né? Eram eles, era a vez deles para implantar.
Né? Tinha que ser eles, né? E aí, então, foi a primeira transferência, que foi a perda, e aí depois ainda teve mais, né mais? 1 + 1 que também ninguém nem sabia quando a gente falou que está que eu estava grávida, que foi a maior surpresa para todo mundo que ninguém esperava. Aí você fala, nossa, mas já tentou?
É a segunda tentativa de vocês. Eu falei, na verdade, é a nossa terceira tentativa. Teve mais uma aí que a gente não acabou não contando para ninguém. Aí, agora a gente entende de certa forma assim, porque a gente perdeu, a gente não respirou e falou, não, está tudo dando errado, nós vamos colocar embrião para para alguma coisa, ter de bom, Hum, só que a gente já colocou uma carga numa coisa que não não é assim, sabe? E aí depois a gente parou, respirou e falou, não vamos dar um tempo e vamos seguir assim, mas eu acho que.
De dificuldade também de forma geral. Assim, foi muito difícil escolher se a gente IA tirar. Das 2 os óvulos, eu IA perguntar, como vocês decidiram isso? É se porque eu IA ajustar de qualquer forma, né? Mas.
Você que você queria, você tinha o sonho. Gestar. Eu queria ter filho, independente de era se fosse gestão ou não, é. Porque falou por mim, por exemplo, eu quero muito ter filho, eu não tenho ainda, mas eu, eu. Eu tenho medo de gestar.
Sendo bem sincero assim, ainda mais quando a gente vê do outro lado a gente. O que pode acontecer então, assim, se eu tivesse a possibilidade, eu IA estar no time daquela. Vi, e quanto mais informação a gente tem, mais mais do que isso tem, né? A gente tem mais preocupado, a gente fica mais. Então, e é, tinha 2 opções, né?
Eu queria gestar Gabriele não era uma opção porque ela já tinha falado desde sempre que tinha não. Queria. Então, beleza, eu aceitava a condição era um problema pra mim. Aham. Não era um sonho gestar, mas também não era um problema, porque que os nossos filhos nascessem de qualquer jeito e aí conversando muito, a gente falou, não vamos tirar um óvulo de cada um.
É? A gente viu um casal na internet que tinha feito isso também. Aham que deixou legal a ideia, falou. Ah, não preciso escolher. Aham, deixa.
Que Deus escolhe, é. Vingar se um sol IA colocar uma de cada uma. Se vingasse um sol, IA ser sorte. É tudo bem, então ela, tudo bem. Vocês foram duplamente abençoadas.
É, e aí a gente ficou com medo também do valor de como que IA ser. Olhar para as decisões, te olhar, fazer as 2. Mas aí como a gente foi lá e viu que que era possível, uhum é e. Até falando dessa questão, né? De ser acessível e tudo mais.
Vocês falaram da idade favorável, né? Para estimular, assim como eu vejo que 11. O desafio é essa questão, né? Dos negativos e tudo mais. O lado que eu vejo como muito positivo, né?
Quando a gente fala em tratamentos para casais homoafetivos é que assim, não tem todo Oo peso para procurar, pelo menos o que eu vejo, né? Não tem todo o peso para procurar uma clínica. Quando que quando a gente está falando de de um casal heterossexual, não é porque, por exemplo, é normalmente o que é que a gente fala, não tenta mais um pouco, não? Quando você desligar a vem e aí a pessoa fica lá anos achando que o problema é porque ela está estressada e aí procurar a clínica é aquela coisa, é assinar de que ela realmente não vai conseguir, então não tem isso, né? Na verdade.
É feito? É? Mas que aí eu vejo assim, pra por exemplo pra vocês passarem, eu imagino que tenha sido algo bom, então assim. A gente está marcando a consulta por por um sonho, não é? Não foi.
Um sonho que eu vejo, mas a galera demora é que tipo assim fica esperando alcançar uma estabilidade financeira? Sim. Então tipo, Ah, eu vou deixar para mais para frente, porque eu vou ter menor de dinheiro. Só que aí. Esquece que o óvulo está cada vez mais velho e a hora que chegar na clínica não é a mesma.
É então e. Isso vale, na verdade, para todo mundo. Você está falando até para mim que eu também não tenho filho. Sou mais velha que você. Tem um ovário só porque.
A? Gente. E a gente fica, né? Ah, não, mas quando isso aqui der certo? Não, mas quando aquilo gente não tem um momento ideal?
Né? Eu era dessa teoria de vamos esperar. É, vamos fazer uma, vamos mudar de casa primeiro, eu quero um apartamento maior. Não vamos esperar. A gente está mais estabilizada financeiramente.
Vamos esperar, fazer uma viagem que eu queria fazer. A Anatel falou, não vai demorar muito, a gente vai fazer tudo isso com os. Filhos. É e consegue sim, vivendo tudo isso, a gente está indo trabalhar com vocês. Não é que se chama?
Dia? São o show tal do estúdio, uma coisa que. Uma outra coisa que eu IA perguntar pra vocês também, que até uma paciente recentemente me pediu, eu vou pedir pra vocês é, tem, vocês têm indicação de grupos, né? Pra mães tentantes ou já gestantes ou o grupo único, vocês conhecem algum grupo nesse sentido? Sim, a gente tem um grupo daqui, só de Ribeirão Preto, Ribeirão e região, né?
Tem 11. Limite de um raio da de 100 km de 100 km. Cidadezinhas mais, tem uma tem uma influência. De na verdade, já escreveu um livro. Eu acho que toda todas as lésbicas e dupla maternidade vão conhecer esse livro, mas é é da dupla maternidade da Marcela tibone, hã?
Então ela escreveu esse livro porque ela passou por isso. Então a gente leu o livro na em toda a parte que a gente estava. É desse? Processo de parte é, a gente comprou o livro e a gente estava no processo de de tirar os óvulos já. Vocês já tinham começado.
Sim, e ela explica todo o processo dela. Então assim, gêmeos também. E aí ela explica, eu acho que ela, pelo que a gente sabe, é. A esposa dela foi um dos primeiros casais que amamentaram as 2, que foi da onde a gente olhou e falou nossa, que legal e tudo mais. Até então, vocês não tinham pensado, não sei nem.
Sabia que era possível também, né? Foi por. Conta dela que a gente viu, eu falei, nossa, se a gente tiver 2, eu vou, vou amamentar as 2. A gente sempre falou isso, né? É aham.
E aí ela tem um grupão de todo do de todo o Brasil e lá no grupão tinha uma galera de Ribeirão Preto, então a gente às vezes IA conversando nesse grupo, aí IA falando, Ah, não sei o que de Ribeirão Preto ou de São Paulo, IA meio que regionalizando o. Grupão dela é do WhatsApp também isso. Aí eu e mais uma menina daqui de Ribeirão Preto também é. Que estava nesse processo de fertilização. A gente conversou e falou, vamos montar um daqui.
A gente é, falou ai, quem é de Ribeirão, entra em contato com a gente. Vamos fazer um grupo E aí o grupo começou com 6 pessoas foi crescendo, crescendo, crescendo e agora, tipo uma pergunta, indica a outra e vai só chegando, gente e é nossa que. Legal. Encontrou tinha mais de 20 casais, né? Hum.
E vocês fazem agora encontro presencial do grupo. Vocês se conheceram pelo WhatsApp? Pelo WhatsApp, aquilo que daí a gente acha muito importante que nossos filhos conheçam e convivam com famílias igual a nossa, né? Certeza, então, vê quanto é normal e como existe diversas. Então a gente troca muita ideia disso, de por exemplo, Ah, escola que é.
Comemora Dia das Mães dos pais como é então, assumem? Minha filha de. Quem, dupla maternidade e tal e a gente compartilha lá e conversa indicações de tudo, sabe? Então é muito legal nesse grupo, tem gente é fertilizando agora tem pessoas que estão planejando fertilizadas daqui um tempo, tem casais com filhos grandes. Anos, já que já fizeram.
É, dá para trocar. Casais também por adoção, então tem todo tipo de dupla maternidade. A gente tem ali. Que, sei lá, agora deve ter pelo menos uns 30 casais, deve ter. Bastante nossa, tem bastante gente.
É para que começou com 6 pessoas. E Uber, uma vem indica na outra que conhece outro casal e vai colocando. Que legal. E aí vocês fazem encontro todo mês, você tá falando? A cada 6 meses.
Ah, mais ou menos, mais ou menos, a gente tenta fazer. É 2 por ano. Até porque eu Monte com filho pequeno, né? Agora você chora com mais gente, é mais difícil conseguir conciliar a data? Né?
É, mas aí você fazem aqui, né? Porque o do pessoal de Ribeirão e região, né? E como faz pra entrar que eu já vou indicar agora pra todo mundo? Que é o grupo, pode falar com a Gi comigo, né? No WhatsApp ou no Instagram?
E aí a gente adiciona, e aí as meninas são superceptíveis, é muito legal. Ah, então se você quiser deixar seu Instagram. Eu vou. Deixar você deixar e chama Nati, que a NAT, que é é administradora do grupo, ela que como foi ela que criou? Aí ela vai adicionando o pessoal.
Ficou eu e a Fernanda como administradora, que é uma amiga. Aham e aí, pra pra não ficar muita bagunça de todo mundo. Ah melhor, né? E. Daí a gente coloca e para as pessoas.
Trocam ideias, dúvidas e tudo mais e de. Todas as etapas, né? Todas as. Mas eu achei muito legal falar até dessa, da parte da escola, né? De porque tem nossa, tem muita coisa mesmo, né?
Sim. Essa semana passada teve 3 positivos, 3 novas gravidinhas que no. Grupo, elas vão, elas vão atualizando tratamentos. Eles vão dividindo, né? A parte ai como você ficaram Na Na retira dos ossos dispositivos?
Ainda não. Vai contando aí nessa parte, você não. Fala, senão vai ficar todo mundo trabalhando. Não. Existe?
Não, a gente dá uma universal, mas eu fiquei super bem. Eu saí de lá, fui fazer compras, estava perfeita. Já a Natália é outra. Tadinho. Mas olha, eu não, mas eu nem lembro mais, fazia tudo de novo, hoje eu faria.
Então essa história que fala, né? Que depois do parto tudo passa e esquece, é verdade, não é, Hum, mas isso para tudo. Eu passei por uma cirurgia também em março, para. Perrengue do pós-operatório, mas agora estou tão plena que não se precisar passar de novo, eu passo, não tem? Problema.
A gente. Depois, disseram, o benefício nem lembra tudo que foi ruim, né? É, tem que tem que esperar um tempo, né? A casa gestação eu não. Não recomendo não.
Eu IA perguntar, porque, a princípio, como a ideia era você gestar, NAT, quando vocês decidiram que você IA gestar, você ficou tranquila como foi? Não. Eu achei que não IA dar certo de primeira, porque a noite já tinha tentado 2 vezes e não tinha vindo positivo como a gente achou que IA ser No No primeiro? Fácil com a galera do grupo também. A gente foi conversando com as outras.
Reconhecimento que não, não é todo mundo que consegue, mas. É tão bom quando as pessoas falam. Sim, dividem isso é. Aí gosto falar, chega com uma expectativa muito grande. Todo mundo chega assim é, a gente viu com as outras meninas também passaram por isso.
É então tipo, Ah, não é todo mundo que tem o positivo, independente de. Tem os casos, né? Que deu para positivo de primeira, mas não é a maioria. Uhum. E aí quando você já estava pensando que não IA dar de primeira, mas.
Aí a Natália falou, tenta você uma vez. Não, porque a gente tinha 4 embriões, hã de cada uma, né? Então a gente já tinha feito 2 tentativas, a gente estava na metade, aham, toma a metade porque você não tenta uma vez uma vez? Aí, beleza. Aí eu volto, tento, tento eu novamente a próxima.
Uma vez, né? Ela já. Tentou falando nada na minha. Cabeça, eu falei, acho que não vai dar certo de primeira, vai ficar só Pra Ela parar, deixa eu te falar. E aí, quando veio positivo, aí foi real de verdade, né?
Aí quando fez ultrassom, viu 2. Meu Deus. Aí é uma mistura de Felicidade com desespero, com medo. Mas tem nome. Depois a Gabi tem um sangramento também, né?
É, e aí, vocês já ficaram mais preocupados, não? Mas aí elas passaram pelo positivo e teve o sangramento. Andava meio com susto e com medo, mas era que teve sangramento, falou. Putz, e se a gente perder de? Novo?
É, aí ela entrou em desespero, não, mas eu quero tênis, sim. Pelo amor de Deus, o que que eu faço pra não perder essas crianças? E era só eles aprontando, dando susto se vocês. E a gestação foi tranquila. Não.
Sei que olha os 4 primeiros meses, eu passei bastante mal, tinha muito enjoo, tudo eu vomitava. Não foi muito bom, irmão. Ah, eu passei muito mal assim de acordar, bebia água, já senti enjoada, já passava mal, sabe? Aham tomar banana e já passava. Mal.
Eu senti muito mal e aí eu ficava a base de remédio. Aí a Natália vinha, IA ler, IA estudar, ela falava gente, mas tem estudos que não é indicado. Estão matando tanto remédio assim. Aí que você passava apertada, porque faz. Não.
Tem, mas você vai ter segurança. Mesmo, tem que ter um. Público pra tomar remédio, vou aguentar e aí eu ficava passando mal. Ai deu 4 meses mesmo, sumiu, passou, sumiu, tirou com a mão assim, hã? Aí não acho que passou uns 21 mês bem assim, tranquila.
Vai. Um mês e meio mais ou menos. Aí eu comecei a ter muito refluxo. Muitas, i aí eu tinha que dormir sentada porque eu, com a minha voltada. Mas aí já estava mais com o barrigão.
É, mas a. Sensação foi dela, mas é como se eu tivesse digestado, né? Porque ela não passou mal um dia sozinha, ela acordava todas as noites. Não tô passando mal. Tadinha.
Não, perdão, eu vou na Tânia, eu estou passando mal, nem. Que fosse para você ficar do. Lado só não é com certeza, lógico. Fica acordado aqui, na segunda seguros. Mas é verdade, parceria de tudo.
Né? E? E assim, na experiência de vocês, na questão da dupla maternidade, passando pelo pré Natal do parto, foi tranquilo. Assim, o acolhimento. Vocês tiveram alguma situação igual você?
Comentou da parte da clínica, teve alguma algum evento assim durante a gestação ou não? Ai a gente escolheu uma médica que por indicação é e Ela Foi assim. Maravilhosa é mandioca, a gente amou ela. E a gente recomendar para todo mundo. Assim.
Porque assim ela. Ela olhou para a família, aham, então ela olhou ela. Ela entendeu que na verdade eu dava muito mais trabalho que a Gabi, né? Como sempre, porque a. Genática tinha WhatsApp dela e que perguntava, né, é?
Chorando, vixe. E aí ela dava todo o suporte, tanto é que aí eu quis amamento. Pode, pode falar, eu sou suspeita de eu sei quem é, acho maravilhoso. É a doutora Viviane Viviane, esqui é bom. Maravilhosa.
E assim eu. Eu mandava mensagem Pra Ela, falava, doutora, Socorro. Aí ela dava todo o suporte. Aí eu quis amamentar. Ela olhou.
Toda a parte que eu IA comer uma tinha tido câncer de mama. Ela olhou a parte de eu ter hormônio, aí vai estimular se vai pedir. Os exames para nada se. Enfrentavam com ela. Foi providência, né?
Que? A gente foi muito bem assistida. E aí ela me dava, eu falava, tipo assim, ela, como eu sou muito neurótica, então ela me dava toda a segurança do mundo e foi tipo assim, nossa. Tanto é que o evento, assim, o parto. A gente fala que foi.
Foi lindo, foi maravilhoso. Foi uma cesárea, aham, mas a gente se sentiu tão bem, então parecia. Que eu estava em casa, eu sou. Tão confortável. Porque tinha 2, aquela equipe dela e amigas nossas que trabalhavam lá no hospital, então estavam lá com a gente.
Que bom, aí tinha ela que tinha assistido o tempo todo, então parecia que estava todo mundo conversando. A gente estava ouvindo música, eles. Eram Mariana Silva, mais ou menos, porque ela nasceu pé. Ela fica assim, mas não fiquei desesperada igual. Achei, estava em paz assim foi, foi.
Muito gostoso, foi muito leve. Assim, o parto de ido é. Porque foi também uma relação que vocês construíram. Vocês já confiavam em todo mundo e as alunas estavam lá porque eram perto de vocês. Sabe o que aconteceu de uma?
Tragédia lá e a outra foi com a gente. E para dar o suporte nele. Bom. E aí 2 enfermeiras da nessa área que foi muito grande a gestação inteira já era, nossos amigos também e foram. De acompanhar o nascimento deles?
E a gente se sentiu muito abraçada de desse tipo de zero preconceito, entendeu? A nossa família entendeu a forma que funcionava. Como eu. Era preocupado com tudo. Ela dava todos os exames e aí eu falava não, mas por favor.
É aí teve 2 pediatras que acompanharam elas era em 2, Ela Foi ela e mais uma uma GO. Ela levou mais 2 pediatras para receber os 2. Tanto é que a gente conheceu as 2 pediatra deles Por Ela e a gente ama elas também, a gente. Ela que continua com acompanhando eles até hoje. Que gostoso.
E? Tinha muita pena, o. Processo para você amamentar também, Nati, vocês começaram ao longo da gestação, né? Isso a gente viu no livro da marcha late boni, que era possível. E lá ela já indica aquele Carvalho que é uma fono maravilhosa lá de São Paulo também, e um a gente por acaso um primo do meu pai também conheceu, indicou ela.
Quando a gente falou que a gente tinha que eu queria amamentar, porque a gente já tinha, é Descoberto que eram 2 e tudo mais. Aí ele indicou ela. A gente entrou em contato e aí ela faz uma consultoria online. Ela juntou ela junto com uma GO. Também?
É, e aí as 2 fazem um atendimento. Aí faz toda a parte de. Saber como funciona e tudo mais, nada sou. De São Paulo, mas a gente fez tudo. Tudo online.
Ela deu as orientações e ela indica. Que comece mais ou menos com 6 meses ou 6 meses antes. Eu não. Não deu certo. Se eu não me engano, acho que é 6 meses antes do parto.
6 meses antes, então. Ficou bem cedo, então é. Tinham que ser tão cedo? A gente como a gente foi, entrou em contato com ela e fala, Gabi estava com 6 meses, entendi. Aí eu comecei tomar uns remédios antes e quando eles nasceram eu já estava lactando nossa.
Que legal. Isso porque e eles nasceram um pouquinho. Antes, né? 5 semanas. É então assim, não foi um intervalo tão longo, né?
De você ter começado. Aí a gente começa tomando remédio e fazendo bombinha de leite e a gente vai aumentando estimulação e também outro outro anjo, porque assim ela deu todo o suporte. Sim e ela tá super. É quando você precisa de alguma. Coisa é preciso.
É disponível, aham, então tudo que você precisar dela, ela dá toda AA ajuda e tudo mais. E aí eu fui passando também com ela, porque chegou 1 hora que eu comecei a tomar remédio que eu comecei a ter tremor. Por causa da dose, mas da. Dose, né? Aí ela.
Falou não, não precisa passar mal, diminui que você vai conseguir. E aí quando eles nasceram eles nasceram e quando a gente foi pra recuperação, aí já foram pro meu peito e um pum da Gabi. Seguimos assim que. Legal. Já foi direto, viu?
Tinha uma meta de deixar eles amamentarem até 6 meses, hã? Que de pra não ficar tomando tanto remédio assim, né? É, mas aí chegou nos 6 meses eu falei, não vai dar pra tirar porque eles só dormem no peito e deixar tudo com a Gabi, os 2 pesado. Né? Mas mesmo sem.
Saber que seriam 2 você já pensava em amamentar ou não, se fosse. Um, só eu não IA. Entendi o nosso Combinado era se. Se der certo de ser gêmeos, aí as 2 amamentam. Até cogitei porque eu falo pro iambi que eu acho que a gente tem que viver tudo que a gente pode toda oportunidade, experiência nova.
A gente tem que viver. Então, talvez se fosse um e o processo fosse fácil de de fazer, eu eu tentaria. Não, não, não tínhamos definido isso. Aham, mas era definido que se fosse 2 era seja esse biologia IA aumentar. É independente de quem fosse.
Tudo isso. Né? E poderia, se fosse, mesmo se fosse um, poderíamos tentar também pra pra natipoder, amentar e criar esse vínculo também. Que amamentação gênero é? É, não sou mãe ainda, mas eu imagino que seja um momento muito mágico, né?
Amamentação o vínculo que você cria, né? Com o bebê naquele momento? Eles ficam só o tempo todo, né? É, fica mais pra acalmar agora do que pra nutrir, porque agora que eles já estão mais, eles estão comendo bem. Estão comem super bem.
Ah. Ai, que bonitinho, eles vão fazer um aninho já em novembro, né? Sim, faça muito. Rápido, a gestação demora pra passar, a gente fica tão ansiosa aí agora já de vez que nasceram muito rápido. Mas vocês pensam em ter mais depois?
Não. Uhum. Então, o problema? É, eu olhei Pra Ela pra saber que ela IA concordar. Eu acho que estava bom, né?
Eu gostaria. De ter mais uma? Mas você gostaria de gestar? Vocês não pensaram? Eu não.
Gostaria de estar agora. Eu adorei ser a mãe, não gestante, é verdade mesmo? Achei maravilhoso. É tirando a parte, mas assim a Gabi teve precâmpsia, né? É, então, dizem que o risco de aumento acontecer novamente e tudo mais gostaria.
De passar mais, eu não quero tá tão. Tarde? Tão era uma coisa. Importante ela passar, agora ela sentir. É pra todo mundo viver.
Assim, eu não gostaria de ter gêmeos novamente. É? Sabia que tá todo mundo de unh aí, tá? Aí eu falei, eu decidi que se fosse os próximos, a gente colocaria um só, né? É, mas não agora, né?
Se eles tiverem um de. 5 anos você entrar na onda, ela já tá. Animando. Pode dar? Vai crescer um pouquinho.
Já voou? Atrás? E maravilhoso, não é? É gostoso, não é? Eu fico olhando, já estou babando.
E tem mais alguma coisa que vocês acham importante da gente comentar sobre o tratamento? A experiência de vocês para vocês, essa parte assim, do registo, foi preocupante, estressante também ou foi mais tranquila? Não foi super tranquilo, a gente pediu o documento antes na clínica, aí só foi registrou em cartório. E aí, na própria maternidade a gente já conseguiu, já registrou. Eu estava lá internada, a Natália desceu com o papel da clínica, com nossos documentos.
A gente até tinha casado, já a gente levou uma nossa certidão de casamento. Para não ter problemas, também. Isso é uma coisa que é diferente, né? Porque um casal heteronormativo não precisa estar casado. A gente precisa, então precisa do é.
Eles cobraram você apresentar a certidão de. Casamento aí o papel da clínica. É, tinha que estar passado em cartório e nossos documentos. Então assim é uma coisa que é e outra coisa que a gente tinha muita preocupação também é porque eu já ouvi falar em outros lugares, eu não sei se aqui Ribeirão é assim, mas é onde a gente fez, não que tem lugar que põe pai e mãe. Ah, o nome de uma das mães.
Como pai, como? Pai, ou então foi tipo assim, mãe, uma seguida da outra. Sabe, entendi. Na? Mesma?
Linha, entendeu? Era. Uma preocupação nossa que eu gostaria que tivesse tudo organizado e saísse como filiação. Aham, então isso é uma coisa que vira e mexe. Eles viviam mexendo assim, aham, mas é bom, é informar antes, se no lugar aonde vai registrar, sai filiação.
Ah. E consegue essa informação antes consegue chegar que legal. Não é uma ótima mesmo informação pra passar, né? Nunca. Foi, né?
É. Com certeza. Você sempre tinha filiação, aí já vem o CPF, tudo certo já. Acontece muito isso também quando vai registrar na com ORG essas coisas, é uma briga. Não por Poupatempo.
Aí você também tem que pedir. Ah, é verdade, né? Eu imagino mesmo sim. Então tem que ficar atento por. Aí o problema ainda não tá atualizada ainda de uma forma que abrange todo mundo, então a gente tem que sempre lembrar e falar, olha só que como somos um casal, uhum.
É de 2 mães. Eu gostaria de de ver se tem essa possibilidade, aí eles vê. Uma coisa que é que é a doutora perguntou que. De amamentação é uma. É uma coisa muito engraçada, porque as pessoas olham muitas vezes, falam.
Ação gêmeos. São? Quem? É a mãe? Perguntam isso pra vocês.
Frequente eu nunca, nunca perguntei isso para as pessoas e nem é que ninguém. Perguntasse, são sempre nós 2 com os 2, aí você fala, mas quem que é a mãe? Aí a gente fala as 2. E aí, nossa, é gente, mas nossa, nem nunca me passou pela cabeça. E algumas pessoas.
A gente acha que é importante levar informação, então a gente explica que foi uma, mas às vezes a gente fala, Ah, sei lá, você está no banco, aí alguém chega e fala ai, quem é mãe? Você fala as 2 aí? A pessoa tipo fica olhando, não? Questiona aí. Tem hora que vale a pena você investir no assunto.
Tem a hora que você sabe. Ah. Sim, o ideal seria a gente explicar pra todo mundo levar o conhecimento, falar assim, existe família? Assim? É possível sim, ser 2 mães e ter.
Hum? E há aqui o contexto. Também nem cabe a gente fala as 2 tá bom? Aí um chora. Eu ponho no peito, começo a mamar, aí o outro chora, aí a Gabriele põe no peito, a pessoa fala, mas eles não são gêmeos.
Vocês leem que vão. Sem gêmeos, mas são gêmeos. E uma coisa? Igual outra. Aí?
A pessoa fica tipo, olhando a rede. Você sabe, bugada na caminhada a gente simulação, inclusive, viveu. Muito isso em pessoas mais idosas, né? Sim, quando é tipo, não consegue entender como aquilo está acontecendo e como as 2 estão amamentando é e. Já perguntaram pra gente, mas sai leite?
Ai, gente. Você é uma boca dela ai. Fazendinha a introdução, amamentação, isso é que é pessoal. Putz, gente, não é? Eu vi.
Acho que alguém falando assim, Ah, mesmo, quando você. Veio um casal, você não pergunta, né? Ah, mas é seu filho? Você não pergunta pro pai isso? Por que que você acha que você tem o direito de chegar para as mães e falar, mas é seu óvulo?
Ué, mas que que isso é irrelevante, né? Isso é um questionamento assim que a gente vê muito na internet, né? Que o pessoal tem. Influencia e tudo mais que educou a maternidade. Eles questionam muito, isso ai nasceu de você, mas é a outra, não é, mãe?
Sabe, uhum. Isso é um preconceito que a gente vê que ainda. Existe forte. Né? É tanto que eu achei bem legal que você falar, eu gostei de ser mãe, não, gestante.
Esse é um termo muito bom para as pessoas conseguirem entender que você é mãe do mesmo jeito, né? Sim, é muito bom. E aí pra quando a gente recebe convidados? A gente sempre gosta de convidar vocês pra deixarem uma mensagem, né? Alguma é?
Levar ânimo para as pessoas que estão ou pensando em fazer um tratamento ou já estão em tratamento, às vezes passaram, né? Por alguns testes de gravidez negativos. Então o que que vocês têm pra deixar de mensagens para as mamães futuras mamães? Quem pensa em vencer, mamãe? Acho que todo investimento vale a pena que não desistam, que às vezes demora.
A gente acha que vai, que não vai conseguir, mas que continue tentando, que que você tem? Visto, eu acho que é a coisa mais importante é controlar a ansiedade, que é um momento de muita ansiedade e que tentar acreditar que tudo acontece no seu tempo, né? Uhum. E que? E que depois que você tiver seu filho e viver toda essa experiência, você olhar para trás e falar, nossa, faria tudo de novo.
Valeu muito a pena e não tem preço no mundo ter eles aqui hoje, né? Com certeza valeu todo o esforço de vocês, toda a resiliência. Quem sabe em breve vem mais um, né? Na. Fiquei esperando, querendo botar o freio.
Hoje já tá bom. Gente, queria agradecer muito a presença de vocês, foi muito especial vocês trazerem os pequenos ainda pra gente, né? Despender um tempo do trabalho da maternidade? Toda correria pra tá aqui, levando informação, levando né? Motivação pra quem tá em tratamento.
Muito obrigada e parabéns pela família maravilhosa de vocês, viu a gente. Agradece o convite e estamos à disposição para as tentantes, para as futuras mamães ou para as que já estão em em processo de dupla maternidade e quiser tirar dúvida. Ou participar do grupo é só entrar em contato com a gente que a gente. Já vai indicar? No que a gente puder ajudar, a gente está à disposição.
Já vou indicar. Eu tive uma paciente, me perguntou, eu falei Pra Ela, falou, vou conseguir, consegui matar. Nossos contatos que estamos à disposição porque é bom, né? A gente ter é famílias igual a nós, a gente conversar com pessoas do que passaram que já passou, pelo que a gente tá passando ali no momento, fala não, tudo bem é assim mesmo. Eu também senti isso.
E às vezes você tem outro, né? Outro ponto de vista, a pessoa consegue te ajudar, né? A elaborar alguma coisa que você possa ter passado. Uma preocupação é muito bom, a gente. Fica muito preocupado nessa fase, né?
Será que é normal? Será que será que tá certo isso? E aí a hora que você conversa fala, não, isso aconteceu comigo também é assim mesmo. A gente se entrou, né? Com que eles cresçam com com famílias e com crianças que têm a mesma estrutura familiar deles, né?
Uhum, porque a gente, querendo ou não, vive numa sociedade heteronormativa onde é, em vários lugares, cobram pai, mãe, e aí eles não vivem assim. Então ter essa referência de pessoas que também têm. Esse tipo de. Família é muito importante para eles. Eu acho mais do que para a gente.
Crescerem acolhidos, né? Também é. Não, só como nós. Gente, tenta apresentar para eles a nossa nossa meta, né? Todos os tipos de estrutura familiares com 2 pais com 2 mães, mães, solos também, uhum não só o padrão da sociedade, né?
O imposto pela sociedade. Muito legal, muito obrigada, voltem sempre. Vamos conversar mais vezes. E a gente se vê no próximo episódio. Pessoal, tchau, tchau.
Obrigada por assistir ao papo de tentante. Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista.
Te vejo no próximo episódio até lá.
