Neste episódio, temos a presença de um papai contando como foi para ele toda a trajetória do tratamento até ter seu filho nos braços!
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Olá, aqui é a Dra. Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERPcentro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente.
E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do MC ferp vamos ao episódio de hoje. Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante. Agosto é o mês dos pais, então nada mais justo, né? Vocês sabem que a gente traz sempre relatos para animar, motivar quem está nessa caminhada e dessa vez, o relato vai ser do papai que hoje a mamãe está cuidando das crianças. Quem sabe elas conseguem aparecer por aqui um pouquinho mais pra contar, né?
Como é tá do lado do do lado de marido, de pai que às vezes né, tem uma participação mais silenciosa ali no tratamento, mas não menos importante, então, em primeiro lugar, Rafael queria te agradecer pela disponibilidade de vocês estarem aqui. EE te deixar a vontade para se apresentar, contar um pouquinho da história de vocês. Olá, pessoal, tudo bom? Eu sou Rafael, sou da cidade de Bauru e resolvemos em 2019 ter nosso filho após alguns anos. Já de casado.
A gente já tinha 13 anos de casado e resolvemos assumir a maternidade. Desde então, a gente começou a tentar tentar e nunca positiva. Vai aí a gente foi aos médicos para saber o que realmente estava acontecendo, porque não conseguia ter essa gravidez positiva. Foi aí aqui na nossa cidade mesmo, em Bauru. Que descobrimos que minha esposa, Juliana, tinha um problema da falência ovariana, e ela não produzia a quantidade de óvulos necessárias para uma reprodução.
Aqui mesmo em Bauru, tentamos algumas vezes, mas nada sem sucesso e começamos a pesquisar mais sobre a fertilização foi que nós encontramos a ser fé, ser fap, onde iniciamos esse processo primeiro aqui ainda na nossa cidade. Começamos mandar mensagem, ligamos e decidimos a marcar a nossa primeira consulta aí com a doutora. Camila, fomos super bem recepcionados. Chegamos aí. Descobrimos ainda uma infinidade de fatores que podia estar acontecendo, não só o que é realmente a gente imaginava que estava ali acontecendo.
Foi aí realmente que a gente descobriu o porque que a gente não conseguir engravidar nesse momento. Em 2019, começamos então a tentativa, decidimos fazer a nossa primeira fertilização depois de um longo processo, a gente fez, conseguimos apenas 2 óvulos na nossa primeira fertilização. Fizemos a inseminação, colocamos esses 2 ovos, porém na primeira inseminação não foi positiva. A gente não conseguiu engravidar. Aí vem toda aquela frustração do que está acontecendo, porque isso acontece com a gente, já vem aquele Monte de pergunta, por que isso acontece?
Minha esposa também teve um momento bem crítico nessa. Nessa fase, ela não acreditava, chegou até desistir e falou que não IA tentar mais, aí vai de novo. A equipe da cerf, eps da ser fap nos orientando. De como agir e decidimos fazer a segunda vez. Fizemos todo o processo de novo, conseguimos dar segunda vez 3 óvulos onde foram implantados 2 óvulos no dia 13 de dezembro.
Essa data eu acho que. Vai ser marcada pra sempre, né? Gente net, nunca vamos esquecer aonde a gente fez a nossa segunda fertilização e graças a Deus, primeiramente, depois a toda a equipe, a gente conseguiu nosso positivo, vem um menininho nosso, Benício, que hoje vai completar. 3 anos, dia 24 agora que é eu acho que é nossa maior realização de todas que a gente teve na nossa vida. Com certeza.
E assim demorou um tempinho, né? Desde que você estavam começando a tentar até vocês decidirem procurar aos ajuda pela primeira vez mesmo aí em Bauru, né, Rafael? Eu acho que a gente começou a tentar durante um ano, um ano e meio, mais ou menos tentando rua, e a gente percebeu que devia ter algum alguma coisa de errado. É que na nossa cidade não tem muitos especialistas. A gente chegou, nenhum que era o mais especialista que nós tínhamos aqui na cidade.
Foi aonde a gente descobriu depois de 1 ano e meio, mais ou menos dessa tentativa, aí ficamos mais aqui, mais ou menos um ano, quase até achar vocês e chegar aí no ponto positivo. E aí chegar na clínica, acho que dá a sensação assim. Parece que quando a gente vai para uma clínica, parece que é só a gente que não consegue, engravida. Tá, né? Aí na hora que chega lá e fala, nossa, mas tem tanta gente passando por isso, a gente fica até assim, né, né?
Nós não vou dizer assustado, mais estranha, né? Porque a sensação que dá é que todo mundo engravida menos a gente, né? Chegar com aquela sensação que só vai ter nós ali na clínica e chega é todo mundo com a mesma história, cada um com seu, com seu relato diferente e a gente vai sim nos momentos que a gente fica na recepção, vai trocando informações. Ideas, um vai ajudando os outros e vai vendo que esse mundo é bem mais longo do que a gente acaba imaginando, né? É, e assim é.
Aí vocês passaram pelo primeiro tratamento, que é o que você comentou, né? Chegamos a ter ali a transferência, mas infelizmente não deu certo e acho que gera uma sensação assim, de frustração do tipo, poxa, faltava só fazer o tratamento. Já viemos aqui, já fizemos tratamento, já investimos tudo isso e ainda não dá certo, né? Vocês chegaram AA desanimar muito, como foi assim o processo, desde o negativo até pensar em juntar forças para continuar. Eu acho que foi o pior momento desde aquele dia que a gente pegou o exame alguns dias após dar transferência.
Veio aquele negativo, eu acho que a palavra certa eu não sei. Eu acho que o mundo desabou, né? A gente perde o chão, acaba não acreditando, porque na nossa cabeça era uma possibilidade muito grande de fazer e dar os 100% dessa fertilidade. Tanto é que a gente nem saiu. Daí de Ribeirão ficamos aí uma semana parado pra não ter nenhum risco, nada e mesmo assim a gente teve esse negativo.
Sim, a vontade de desistir ali foi imensa, por várias vezes a gente falou que não IA mais fazer a fertilização. Tanto é que a gente ficou um tempo, né? Alguns meses sem fazer. Quando decidimos fomos pegos de surpresa. A doutora falou, vamos fazer daqui 10 dias, aí a gente.
K acabou fazendo, mas no momento a vontade de desistir era maior do que tudo. A gente fica buscando explicações, né? É, a gente passou por um momento de conseguir os ovos, conseguir os ovos na nossa cabeça. Até então isso já seria um positivo. A gente já até tinha escolhido, na verdade, 2 nomes, né?
Que a gente tinha certeza que IA ser gêmeos aí. E sempre foi o Benício um dos nomes. Não, não era. Foi aí depois. Olha só.
Outras opções, mas na hora que veio o positivo, acho que dá aquela aquela sensação diferente. Aí caiu como uma luva, sabe? Foi do dia que a gente viu o positivo chegou em acordo com o nome. Que legal é, e assim essa questão do tratamento, né? Quando a gente vai passando, é até o que você falou assim, bom, depois que teve o óvulo para nós, já deu certo, porque assim, se o difícil era a gente chegar até ter o óvulo bom, vencemos essa parte tem o óvulo, então tá tudo bem agora, né?
E o tratamento? Ele traz muito disso, né? Da gente assim há, está tudo bem com o embrião, está tudo bem com o útero. Eu vi ali a transferência, foi tudo certo também, então teoricamente vai vir o positivo e aí quando não vem, eu uso muito essa expressão que você usou. Também.
Assim, parece que o chão abre, né? Assim, a gente perde a referência, né? E você acha que foi muito assim falando como marido, né? Assim, foi muito difícil para você passar por tudo isso, porque assim acaba que na parte da infertilidade muita coisa ainda cai pra mulher, né? Então assim.
Um Monte de exame desconfortável, a mulher fica se culpando, muitas vezes já, será que tem isso? Será que tem aquilo porque não implantou alguma coisa comigo e às vezes a participação do marido, o marido quer muitas vezes fazer mais, mas acaba não, não conseguindo diretamente, né? Você teve alguma sensação assim dessa? Ao longo do tratamento ou foi mais tranquilo para vocês? Anão, eu acho que a sensação de não conseguir fazer nada, doutor, é.
É muito triste, sabe? A gente tenta, tenta. Eu tentei em todos os momentos não passar minha aflição, porque eu. Acreditaria que pioraria mais? Fiquei ali sofrendo calado.
Eu conversava com com os parentes, com mãe, com o pai e tudo mais, mas não deixava transmitir essa insegurança ainda mais para ela, principalmente quando veio o primeiro negativo que a gente não conseguia, a gente se abraçou e começou a chorar naquele momento, sem acreditar. Mas eu tentei ser ali por mais difícil que seja ser o mais forte possível para não transparecer isso porque. Pra Ela sempre. Ela Foi o erro ali que ela que não conseguia, ela, que era o problema era que era tudo o que estava acontecendo, era devido a ela. A gente tentou contornar e falar que não era bem assim que poderia acontecer, mas mesmo assim a gente tem esse papel mesmo eu sofrendo, eu tive que dar aquela maquiada ali e ser o mais forte possível para não transparecer e acabar ainda piorando mais esses quadros, né?
É, e nossa, isso faz toda a diferença, né? Porque se não, acaba impactando até na no próprio relacionamento. Assim, para outros assuntos, né? Porque é igual você falou assim, a gente pensou muitas vezes em desistir, então às vezes um quer desistir, o outro quer tentar e aí eles estão ali pensando coisas diferentes, então precisa de um apoio, né? De uma sintonia muito grande nesse momento, né?
Assim, tanto é que eu lembro muito bem, doutor, que não lembro os números que você falou pra gente falar, aí vocês tem uma possibilidade de tantos por cento. Eu lembro como se fosse hoje. Eu falei, doutor, enquanto existe zero 1%, eu vou estar aqui. Tentando, foi o que eu falei Pra Ela enquanto ela não falou, é que não tem chances. A gente vai tentar Por Ela, ela não teria porque o sofrimento para ela é bem grande.
São as injeções e tudo mais, né? Ela acaba tendo esse sofrimento, tanto psicológico quanto físico também, né? E a gente é Pra Ela. No momento ela não queria, mas como eu falei, enquanto existisse esse 1% pra gente, eu estaria ali do lado dela, apoiando a todo momento para a gente conseguir esse positivo. É nossa, isso é muito importante porque tira muito assim do.
Do fardo, né? Eu falo muito isso em outros episódios. Assim, a gente como mulher, vem com aquela coisa assim, parece que o relógio está sempre apitando ali, né? Porque tem o ovário e tem os óvulos e tem que preocupar então, né ela ter recebido o seu apoio, tenho certeza que fez toda a diferença para vocês passarem mais tranquilos pelo tratamento também, né? E aí, depois de um tempo que agora o Benício já estava maiorzinho, 6 ainda foram surpreendidos.
É só acho que foi amor surpresa que todos tanto é que nós nem esperávamos, né? Tanto é que estava programado pra gente voltar aí na clínica de novo fazer. É outro fertilização do óvulo remanescente que tínhamos até que fomos surpreendidos por uma gravidez natural nosso, Vicente acabou de nascer tem 20 dias, agora nasceu dia 9 de julho e foi nossa mor. É Alegria também aquela surpresa que ninguém esperava. Passamos um sufoco absurdo para conseguir o Benício e de 1 hora para outra já conseguimos o Vicente assim, inesperadamente.
Tem umas coisas que não tem explicação, né? Você vê a medicina, ela vai, até certo ponto ali, né? Mas depois, parece que muda 11 chavinha, né? É uma coisa muito impressionante. Vocês já se programando, não vamos ver como faz para buscar o embrião e tudo mais e de repente chegar espontaneamente, né?
Graças a Deus é um presente mesmo. Milagrezinho, né? Nem se fale, Dr. Isso eu acho que é nossa maior prova de tudo, né? É, e a emoção de passar os dias dos pais agora, principalmente esse agora pai de 2.
Nossa, eu acho que é uma sensação inexplicável chegar a escutar de manhã. Papai, você votou, você está aqui, eu acho que é. É o que faz a gente ter força para tudo isso, sabe? É a nossa maior motivação diária. São meus 2 meninos hoje.
Ele já tá falando tão bem assim, o Benício. Há já se pronuncia bastante, doutora. Que delícia. Está são bem boa com a gente. Oh, meu Deus, e eu tenho certeza que quem está ouvindo você falando tudo isso também está se enchendo de de Esperança, né?
Porque quando a gente tá do outro lado, assim como imagina quando você estavam passando por tudo isso, houve a história de alguém que conseguiu dar aquela sensação de assim. Bom, se a pessoa conseguiu, eu tenho chance também, né? É, eu acho que isso é o mais importante quando nós estávamos aí esperando, também escutava relatos, ou a maioria dos relatos não era tão positivos, né? Porque todo mundo, vamos dizer, estava no mesmo barco, mas sempre tinha aquela pessoa, já consegui. Vamos, que vai dar certo.
Eu acho que esse momento de ter o apoio, de ter essa mensagem positiva, acho que faz a grande diferença em todo esse processo, né? Saber que alguém consegue, então, é a possibilidade para todos, né? Com certeza. Bom, e aí eu queria te convidar, se você quiser deixar alguma mensagem para os papais futuros papais, para quem está em tratamento igual, você falou, né? Trocar experiências sempre foi muito positiva de quem estava no meu, no mesmo barco e quem já tinha passado.
Então, assim, fica à vontade para você mandar um recado para quem está ainda nessa caminhada para chegar no ouvir o papai no final. Eu acho que nesse momento a gente pode desistir várias vezes nesse percurso, mas eu acho que sempre existe essa Esperança. Sempre vai ter a parte que a gente vai estar ali lutando sempre. Quando existe as possibilidades, nunca desistir no primeiro obstáculo, porque várias vezes vão. Vim vários obstáculos pelo caminho.
Não vai ser da primeira vez, provavelmente que vocês consigam que vocês desistam disso, mas a recompensa no final dessa estrada, eu acho que é o que mais. Compensa pra gente esse sorriso que nos motiva a falar papai e mamãe? Eu acho que é o que a gente mais espera, mas precisa e dependente do tempo, da tentativa das possibilidades e quantidade de vezes que vocês fizerem. Não desistam, porque eu acho que o caminho é difícil, é longo, mas a gratificação é muito maior do que tudo isso. Com certeza nossos falou muito bem e assim, o que você falou?
Eu acho que é muito interessante mesmo. Você falou, olha, vão existir obstáculos nem sempre vai conseguir de primeira, porque é importante a gente entrar no tratamento preparado, né? Lógico que todo mundo entra querendo que dê certo logo da primeira vez, mas infelizmente a gente não consegue isso em muitas vezes, né? O que não significa que a gente não vai conseguir. Vocês estão aí de prova, né, que precisaram levantar, respirar, seguir de novo, mas para conseguir vencer e que eu com certeza né, como você falou assim, olhar EE hoje ter, né o os bebês, né?
Benício, que foi fruto da transferência ali faz tudo valer a pena, né? Olhar para trás, pensar, não faria tudo de novo para ter o meu filho aqui, né? Há, com certeza, doutora, se precisasse novamente, a gente estaria aí, sem dúvida, porque eu acho que é o que nos move hoje é nossos meninos, né? Então pra todo mundo que está tentando, acho que nunca desistir. O caminho nunca vai ser fácil, mas sempre vai ter um bom resultado.
Com certeza vai, vai recompensar no final, né, Rafael? Com certeza isso é é sem dúvida, né? Eu acho que é a nossa maior satisfação de todas. É bom e a gente vai ficar aqui Na Na Esperança. A gente queria muito ver essas crianças, mas acho que, como o irmão, está muito pequenininho ainda, né?
O Vicente. Vai ficar para quando ele estiver maiorzinho? Combinado? A gente promete que vai mostrar os 2 botando um terror, daí depois. É, eles vão ter que voltar para buscar o irmão congelado depois.
Com certeza estaremos aí. Bom, queria agradecer em meu nome em nome de toda a clínica, viu a sua disponibilidade de vocês 2, né? Porque você deixou um pouquinho a Ju aí cuidando dos meninos, né? De sair um pouquinho da função de pai pra vir aqui dividir esses relatos com a gente. Muito obrigada, viu?
Pelo carinho, pelas palavras, pelo incentivo para todo mundo que está em tratamento ou planejando um tratamento e um feliz Dia dos Pais pra você. Agora, em dose dupla nesse. Obrigado, eu que agradeço vocês, doutora, por ter realizado esse sonho nosso, acho que primeiramente a Deus, né? Depois dele, é vocês que está aí para a gente realizando esse sonho. Então nossa gratidão para por você e por toda a sua equipe vai ser indescritível e para sempre.
Obrigado de verdade, doutora, por tudo isso. Obrigada vocês. O carinho que a gente tem por vocês também é pra sempre, viu? Pela família de vocês, vocês são muito queridos, muito especiais. Um abraço pra Ju e para as crianças, viu?
Fiquem com Deus. Tchau, tchau, tchau, gente. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades.
O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio até lá.
