Ep. 44 – Ansiedade no tratamento: como lidar?

Ansiedade no tratamento: como lidar? No episódio do podcast de hoje teremos a presença da Dra. Heloisa Salgado, psicologa do CEFERP, para falarmos sobre como lidar com a ansiedade no tratamento. Assista o episódio completo e confira!

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a Dra. Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do MC ferp, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente.

E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do MC ferp vamos ao episódio de hoje. Olá. Sejam bem-vindos. Um outro episódio do papo de tentantes, tava com saudades? Fazia um tempo que a gente não vinha conversar, né?

Verdade, doutora Camilla, né? Desde outubro que a gente conversa, né? Que bom estar aqui de novo, ai fiquei muito feliz, viu? E bom, pra quem não te conhece, vou te deixar primeiro à vontade para se apresentar, então eu sou Heloísa, sou psicóloga, eu tenho já trabalhado junto com os os doutores da clínica alguns anos, né? Então eu faço todo o acolhimento das pacientes e dos casais que desejam fazer.

É um acompanhamento ou às vezes uma única consulta, né? Com psicóloga. E tem sido muito legal, né, doutora Camilla, sim, certeza, porque temos tido a possibilidade aí de fazer algumas seções e isso é sempre tem um efeito muito bom, inclusive nesse tema. Ansiedade de hoje, né? Pois é, né, já antecipando hoje, a gente vai falar sobre isso, né?

Ansiedade no tratamento, ansiedade na programação do tratamento, que que a gente faz pra controlar, porque eu acho que. Não tem como ela não aparecer, né? A é inevitável, né? Oo é interessante, porque assim, né? É qualquer tratamento médico, né?

Já gera um certo nível de ansiedade, ansiedade, a gente sabe que ela existe porque ela é desejada para algumas situações, né? Ansiedade faz a gente pensar mais rápido tomate tu diz, né? Enfim, sair às vezes de uma procrastinação, então uma certa quantidade de ansiedade, ela é fundamental. Né? Para A Vida da Gente.

Se a gente não tivesse ansiedade, seria mussum. Pessoas procrastinadoras possivelmente não tinha pensado nisso porque pra quem não sabe, eu sou extremamente ansiosa. Eu fiquei até reconfortada de ouvir. Sim, é lógico que tem algo, pessoas com perfis mais e menos ansiosos, né? E isso acaba impactando, obviamente, na personalidade e no comportamento, et cetera.

Mas até para aqueles mais tranquilos, né? Assim, e a ansiedade ela existe exatamente para fazer a gente, né, sair daquela posição. Então, que a gente tá aí buscar uma outra alternativa, uma outra situação, quebrar uma rotina, enfim, então a ansiedade é algo desejável, mas às vezes ela passa um pouquinho da conta e quando se trata de tratamento médico, né? Ela sempre tá ali, né? Porque é um médico.

Exame, uma série de coisas, então já é algo comum, né? Tanto que a gente conhece a famosa, como é que chama? É a pressão alta que acontece a do jaleco branco, hipertensão do jaleco branco, né? Só de ver o jaleco. Foram, cansei idade já sobe e a pressão também é verdade.

E falando, né? Em tratamento médico, eu acho que é bem isso. Assim é uma das sensações. É um do uma das situações que deixam a gente muito vulnerável, né? Exatamente a gente fica exposto porque assim, ao nosso corpo, às vezes até as nossas emoções, né?

Porque a gente tem que abrir isso e trazer, né? Não adianta a gente no médico e mentir que não está sentindo ou não está pensando ou não está acontecendo tal coisa. Porque aí a gente não está. Pra que que a gente foi no médico, né? Se a gente não se abre e ao se abrir a gente se fragiliza, né?

Porque se a gente está no médico, a gente está trazendo uma fragilidade nossa e aí, sempre que a gente está mais fragilizado, né? Ou numa situação de vulnerabilidade é, a gente fica um pouco mais ansioso, então é esperado. Mas eu acho que o tratamento para reprodução acaba. Que ele tem algumas peculiaridades que tornam ele mais ansioso. Gênico, né?

Ele é longo, né? Você não resolve em 7 dias que nenhum tratamento para dor de garganta com antibiótico é, né? É longo, é imprevisível, é cheio de altos e baixos, né? É EE tem uma coisa que eu acho que é mais difícil, né? O fato da gente não ter garantia é, eu lembro de uma paciente, eu não sei se eu contei da outra vez que ela falou assim, na verdade, foi até o esposo falou assim.

Pra tudo que a gente vai lá trabalhar muito, investe muito, seja, né, de energia, dinheiro. A gente tem um retorno, né? Se eu vou lá e faço um consórcio de carro ou se eu faço 111 investimento para comprar uma casa, pode demorar 30 anos, mas essa casa vai chegar. O Rui e o tratamento a gente não consegue dar nessa garantia. Então é muito investimento, né?

Físico do corpo da mulher, principalmente, mas às vezes do homem também, né? É muita, é é manuseio, intervenção emocional, né? Os próprios hormônios já geram essa oscilação financeiro e mesmo assim a gente não tem a garantia, então isso faz com que a gente acrescente camadas de mais ansiedade numa situação que ela já é uns eugênica. É uma vez eu ouvi de uma paciente 11, frase que ela me marcou bastante. Ela falou assim, é o tratamento, ele não é caro quando dá certo, porque a gente não coloca preço nos nossos sonhos, eu pagaria o que fosse para ter o meu filho.

O problema é que a gente não sabe se ele vai dar certo, né? E quando ele vai dar certo é e eu acho que isso torna também tudo mais mais difícil, né? E o problema dessa ansiedade é quando ela paralisa, né assim, ou paralisa, ou quando ela é, interfere muito, né? Na nossa qualidade de vida, é o que você falou, né? Até um certo nível é saudável, né?

É 11 sentimento posso, posso falar que é um sentimento, é uma emoção, é uma emoção, é é uma emoção que traz ali o seu, o seu lado bom, mas que é que quando em excesso vai trazer, né? Um prejuízo para a nossa vida, né? E na nos tratamentos, a gente lida com com planejamento. Eu acho que envolve muito outras pessoas. Não sei se isso interfere na sua visão também na ansiedade, porque assim, às vezes, quando a gente vai programar a planejar uma gestação, aí a gente já começa a contar para as pessoas, contar pro pai, contar pra mãe, para seus amigos mais próximos, e aí vem um mês, aí vem 2 meses aí todo mundo e aí, como está o bebê aí?

Esse bebê não vai chegar e eu acho que essa cobrança externa piora, né? Muito, muito, tanto que assim é quando o casal chega, né? A paciente chega dizendo que contou. E que é sentiu essa pressão vindo de fora porque é? Tem também assim.

Tem 2 tipos de ansiedade, vamos dizer assim, aquela que é naturalmente, né? A gente tem. Então é, por exemplo, luta ou fuga, né? Instinto pegou fogo. Eu saio correndo, né?

É um instinto, é ansiedade, me botando pra correr, né? Eu estou preocupada com o exame aqui, meu corpo se prepara, né? Eu vou no médico e tenho a pressão alta do jaleco branco é interna, mas tem aquela que é a pressão de fora. Né? Então, às vezes eu até tô boa, tô tranquila, tô lá, já me programei, me organizei, sei que eu vou ter que esperar 14 dias para fazer o exame do beta.

Mas aí fico perguntando, perguntando, então isso aí, né? A ansiedade do outro começa a interferir, a fazer com que a nossa ansiedade também fique mais descontrolada, né? Então, muitas vezes, numa situação dessa, quando surge nessa questão, eu costumo orientar pra planejar de uma forma, né, que que não, não dê as Datas precisas, né? Olha, eu vou fazer. Não estamos no tratamento, estamos investigando.

Óbvio que ter uma outra pessoa de confiança para contar, para poder dar uma ligada, desabafar, falar. Eu estou muito ansiosa, é bom, mas também eu até oriento para já falar pra essa pessoa, olha, às vezes é uma irmã, uma prima, uma amiga. Vou te contar, escolhi você, vou fazer, vai ser tal e eu escolhi porque eu sei que você, né, vai me acolher eu vou poder ligar, mas vamos combinar de você não ficar me perguntando deixa que eu mando mensagem. Não fica me perguntando porque isso é é, já basta a gente lidar com a nossa, com a do casal, o rumo, quando né? Quando o marido, companheiro, companheira de quem quer definir tais formas diferentes já, né?

Já? E aí tem que lidar com mãe e pai. Então eu acho que, a depender de desse contexto, né, familiar e de amigos nessa nossa rede, talvez vale a pena não abrir totalmente, né? Ou se for para abrir já avisa a gente, ó, vamos. Mas não quero que fique me perguntando porque já basta eu ter que lidar com a minha se eu tiver que lidar com a de vocês é eu não, porque nem todo mundo está está preparada.

Acho que quem não passa não tem noção da dimensão, né? Não faz por mal, mas é porque não tem noção do quanto isso machuca, né? Eu passei por uma situação que eu achei interessante, assim é, eu estava conversando com uma pessoa, eu sabia que ela tinha uma pessoa na família que estava lidando com a infertilidade, né? Mas a gente estava conversando de outros assuntos, né, de de coisa de casa, e aí entrou no assunto de filhos. E aí eu percebi que ela falou assim, alguma coisa no sentido assim há, porque aí quando vocês tiverem filhos, se vocês quiserem ter filhos, aham.

E aí eu pensei, olha como é diferente, não é assim. É a percepção, porque muitas vezes a pessoa não pensa nem nisso, né? Ela já vem aquela cobrança, mas estão casado há quanto tempo não vai vir beber, nossa? Mas e depois? Você tem o primeiro, mas e o segundo?

E eu acho que a pessoa que vive pelo menos isso mais próximo na família, ela já consegue ter uma noção diferente, né? Já nós aí e te escutando, me lembro muito da situação que eu acho que as pessoas, é isso, chega muito no consultório assim nas conversas, né? Das pessoas que estão fazendo tratamento não abriram pra todo mundo, mas as pessoas da família ficam nessa cobrança. Escuta, vocês não vão ter filhos, vocês não vão engravidar. Você está ficando velha.

Ou seja, a pessoa já está lidando com a infertilidade. Às vezes a mais de ano, né? Muitos anos só não abriu e tem que escutar. Então olha só, né? A gente já tem que escutar numa situação como essa, mesmo quando a gente não abre, né?

Imagina abrindo aí, às vezes fica mais difícil, então. Que é uma, você vê, não tem uma regra caso a caso, rumas de uma maneira geral, é é dá uma escolhida para quem contar. Costuma ajudar, né? Ter alguém de confiança e já combinar, ó, não fica mandando mensagem dia sim, dia não, perguntando se eu estou sentindo alguma coisa, porque já basta é eu, né? E aí combina?

Olha no dia do Sammy, eu vou contar et cetera é e até você comentando, eu lembrei recentemente, acho que foi a diferença, então né que falou justamente sobre isso, né? Então, assim, o quanto ela estava passando, acho que foi ela, né? Se eu não me engano, porque ela passou pela fez muitas tentativa e que todo mundo falava, mas ela não quer ter filhos porque ela não está pensando nisso, deveria estar pensando e mal sabiam as pessoas Oo que estava por trás, né? E várias outras pessoas famosas já contaram isso depois que conseguiram engravidar, né? Sim, então, acaba sendo até de certa forma, cruel essa cobrança, né?

Porque a gente não sabe da da realidade da outra pessoa, né? Exatamente exatamente, né? Agora a gente falou um pouquinho, né, dessa questão da. Ansiedade de quando a gente fala do diagnóstico, da infertilidade, da gente passar na consulta, é essa questão que você comentou da parte física, eu acho muito importante assim. É falando como médica.

Quando eu me vi no lugar de paciente para fazer um ultrassom transvaginal, pra fazer um exame de ressonância, eu me senti tão frágil, tão foi uma coisa que para mim, foi tão invasiva que a gente consegue entender, né? Do outro lado é, e agora entrando um pouquinho na parte do tratamento, né? Quando a gente fala na programação de um tratamento. Eu passei na consulta, eu tive ali a indicação e aí vem aquele aquele momento né, de meu Deus, e agora eu vou começar o que que eu posso fazer? O que que a gente pode falar assim pra pra essas pessoas que estão na fase de programar um tratamento, então acho que tem, é, é, é isso, é sabido, né?

Na Na grande maioria aí das áreas que envolvem saúde, tratamento, né, que quanto mais conhecimento informação a gente tem, melhor a gente lida com isso, né? Mas eu não vou po.eu vou, pô, ponto e vírgula. Porque o excesso de conhecimento também é super ansioso, gênico? Então, assim como não ter a informação, gera ansiedade, porque a gente não sabe qual é o caminho que a gente está seguindo. Una contrapartida quando, por exemplo, a gente tem profissionais da saúde que trabalham na área, o excesso de conhecimento às vezes é mais osteogênico do que a falta.

Então a gente precisa lidar com essas diferentes situações, né? Eu acho que. É, então, primeiro é conseguir ter acesso à informação. Aí nesse sentido, eu sempre oriento muito que é o casal possa chegar para a consulta com uma lista de perguntas, né? E é ainda que eles não tenham tantas perguntas no início, né?

Numa primeira consulta porque é tudo novo depois que sai da consulta, todo mundo vai pesquisar, né? A gente sabe que tem um público que pesquisa, informação, é o público que está fazendo tratamento e tem muito canal com informação. Então, talvez num próximo retorno, né? Que seja na transferência, enfim, que chegue com as perguntas e dúvidas, né? Porque isso é importante, até para se programar eu eu costumo, né?

Orientar e é uma coisa que tem dado muito certo, né? De programar esses essas 4 semanas, vamos supor que vão durar 4 semanas ali, entre preparação, indução, captação, transferência, aguardar as 14 uns 14 dias, né? Então nos primeiros 14, né? Ou enfim, nesse nesse período pré é? Transferência ainda tem várias coisas para serem feitas, né?

Vários protocolos para se seguirem e esses protocolos ajudam um pouco, né? A gente se concentrar é no que precisa fazer ali naquele dia, depois, no outro, a medicação ultrassom isso. Mas naqueles 14 dias que antecedem o beta, a mulher vai para casa, o casal vai para casa, cruza os braços e fica aguardando, é esse é de e isso é muito difícil, né? E aí entram os medos, né, do? Ai, será que eu posso fazer exercício?

Será que eu posso usar tal medicação? Será que eu posso usar tal produto? Será que eu ai passei nervoso, né? Será, será, será será? E fiquei gripado, tive covide, então muitas coisas acontecem nesses 14 dias uns e que não saber o que o que pode, o que não pode gera ansiedade, o runa outra situação é que muita gente para a vida exatamente esse, é um ponto que eu acho que vale a pena a gente falar, né?

Porque eu entendo EEE é Oo arroz com feijão, né no consultório. Quando a gente fala de pacientes em tratamento, não é de reprodução assistida, porque porque, dado que é tanto investimento, tanto de uma certa maneira, um desgaste, né? E expectar? Ativa, a vida fica orientada no aguardo, esperando o dia do positivo, né? Então, tudo fica parado e isso é ansioso, gênico, porque assim, ai vamos viajar.

É melhor não, porque a gente precisa do dinheiro, porque vai que eu tô grávida porque não sei o quê. Vamos trocar o carro porque deu problema a não porque vai que eu engravido, mas sem gravidade 2 talvez o carro tenha que ser maior, então ruim não vai, não vou fazer um curso só não porque vai que eu engravidei, eu engravidei, então a vida fica parada, então o que que acontece? Nesses 14 dias, né? Já não bastasse, a vida está orientada para o tratamento, para a espera do positivo. Com medo de fazer alguma coisa e acabar perdendo ou não evoluindo, a gestação também fica uma vida parada.

Então imagina passar 14 dias, 24 horas por dia? Parada fora da rotina pensando se vai dar certo, procurando sinal, sintoma é, e a questão da informação? Achei muito legal que você comentou, né? De ter informação e das etapas do tratamento, porque assim eu sempre falo isso também, de assim a enquanto está na estimulação vem aqui dia sim, dia não. O tempo passa, né?

Isso depois da transferência, o tempo não passa e também durante a estimulação a gente acaba tendo um pouco mais de informação, porque assim a será que o ovário está respondendo. Dá pra ver noutra som se ele tá ou se não está a será que eu vou ter óvulo na coleta? Dá pra ver no mesmo dia, aham, mas como vai ser a informar a evolução dos embriões? A gente sabe praticamente ali em tempo real, então a gente tem mais informação desse período, né? Agora, o período entre transferir e esperar o beta não tem e aí é onde a gente vê que.

É natural a gente tentar procurar é pistas, né? Então assim a doutora, mas eu tive um sangramento, será que pode ser implantação? Ou então também pode ser menstruação? Há, mas eu estou com um pouco de dor, porque é natural, a gente quer saber, só que essa fase a gente não tem como saber, eu acho que isso que é o pior, né? Então assim, eu eu acabo sempre, né, que eu tenho a possibilidade de fazer o acompanhamento ali, né?

Ao vivo desse período, é já adianta, é de ante mão programar esses 14, bom primeira coisa é ter ideia do que que precisa parar de fato e do que não precisa. Né? Então, olha aí, eu faço atividade física, não sei quem, então ó já estabelece com os doutores o que pode, o que não pode, como pode e organiza uma maneira de seguir com isso, né? O ajustar para aquela situação que te deixa confortável, porque às vezes a pessoa corre, mas Ela Foi correr, não vai me deixar confortável, hã? Então eu vou caminhar, então já programa o que que pode, né, hã?

Então, para manter a atividade física, manter alimentação, manter outras rotinas que a gente sabe que são individuais, caso a caso. Né, de trabalho, et cetera. E tentar fugir o mínimo possível, o mínimo possível de uma rotina, né? Já estabelecida porque a rotina é uma das coisas que mais ajuda na ansiedade. Olha, é porque se você acorda de manhã e você não sabe o que vai acontecer da sua noite, do seu dia é aquilo.

É extremamente ansioso. Gênico é, por exemplo, qual é o período que mais é ansioso? Gênico para uma mãe de primeira viagem, puérpera o período do final da tarde, porque tá chegando à noite, ela não sabe se o bebê vai dormir, se ela vai ter leite. Não tem quem acorda, quem ajude a verdade e toda a manhã que ela acorda é um novo dia, com pessoas acordadas com rede de apoio em que ela deu uma descansada mínima. Então, a falta da rotina é super núncio gênico, tanto que com criança com bebê, com um paciente que está retomando qualquer, é retorno da vida por conta de tratamento, né?

Estabelecer rotina porque a gente consegue prever. Bom, agora eu tenho tal coisa, então eu sei, aí dá agora eu tenho tal coisa. Então, manter a rotina é algo super importante, principalmente essa rotina que ajuda, né? Com atividade física, alimentação, trabalho, EEE social, né? Porque é muita gente, por conta da da do tratamento, acaba que foge dos eventos sociais.

Então, por isso, talvez tenha uma outra pessoa aí, um casal amigo familiar é pra quem pode contar, porque aí nesses, nesse período vai encontra no final de semana e a outra coisa. É um pouco já meio que planeja, ó são 14 dias, então no primeiro final de semana a gente vai viajar o rumo no outro a gente vai ver tal série, que tem 10 temporadas. Entendi, vamos no cinema, vamos, vamos no tal restaurante fazer uma programação prévia, né? Do que que vai fazer? Principalmente final de semana, feriado e noite, porque de dia as pessoas estão trabalhando.

Em geral, não são todas as pessoas que interrompem o trabalho ruim, mas à noite, né? E no final de semana. É feriado, então meio que já deixar programado, porque assim vai tocando nessa rotina pré programada até que chega o dia do beta, então é mais fácil lidar e passar por esse período que, apesar do período que antecede a transferência, disse. Ele costuma ser de muita manipulação no corpo da mulheres âmes as mulheres relatam e os casais, né? Relatam que o período.

Que antecede o beta, é o pior emocionalmente aham, né? Ninguém mexe no corpo dela, mas ele é emocionalmente muito mais pesado do que aquele outro rumo. Por conta desse compasso de espera e diz que você mesma falou, né? Não tem controle. Eu não sei o que tá acontecendo.

Rolante, 14 dias dentro do meu útero é, e A esquerda difícil que aí você a faz um exame adiantado, puxa, deu negativo, mas será que é porque estava adiantado? Ou será que não é? Aí teve um sangramento, aí repete a, mas às vezes não deu tempo dele subir. Nossa, é muito difícil, né? E o que você falou de buscar?

É informação, então, conversar com os profissionais, né? Que estão acompanhando é, eu acho que é fundamental. É a gente falar também para conversar diretamente com a equipe que te acompanha, né? Porque no começo você falou uma questão da da, da disponibilidade de informações, né? Isso é verdade.

Eu lembro no começo da pandemia, né, que a gente estava todo mundo né? Muito meu Deus, o covide o que vai acontecer é e todo mundo entrou num maioria pelo menos, né? Num grau de ansiedade além do habitual hue, aí eu lembro que eu vi um, não sei se foi um comentário se alguma amiga falou, não me lembro. Mas eu era bem no início da pandemia e era assim, olha, nesse momento, se você fizer 10 horas de pesquisa ou 10 minutos, todo mundo vai saber a mesma coisa, porque ninguém sabe nada praticamente do covide. E aí na hora que eu li aquilo, falei nossa verdade, não adianta ficar lendo onde tem mais, onde tem menos.

Lógico que a gente tem que se informar, mas sem exagerar, né? Que foi o que você falou e na fertilidade, né? Nos tratamentos é a mesma coisa, porque a medicina como um todo, acho que a saúde como um todo, né? Mas, falando especificamente da reprodução humana. Ainda tem muita coisa nova, né?

Então, assim, muito da implantação a gente não conhece muitos exames, a gente ainda não sabe o real benefício, né? Então, se a gente quiser procurar a vertente que a gente quiser seguir, a gente vai achar algum lugar pra ler, né? E às vezes, esse tanto de informação puxa, mas a minha amiga fez esse exame antes, mas eu não fiz, mas o resultado dela estava diferente do meu, mas o endométrio dela, e isso também acho que vai piorando, né? Então, se a gente puder ter a informação daquela equipe, né, pra, pra, pra você poder ficar tranquila e ter a proximidade, acho que ajuda bastante, né ajuda e a gente vê como os protocolos são diferente. Né?

Então um tem famílias casais, né, que vem de clínicas onde é? É não é recomendada a atividade física? Uno, né? Exatamente? Já no CEFERPa gente a gente, né?

Vocês recomendam que seja mantida, principalmente quando é uma pessoa que já está habituada ali, né? Então, é salvo uma ou outra excepção, né? De uma maneira geral, é é para manter a rotina, né? São poucas coisas que é pra serem mudadas, então quando você conversa com um colega que está numa né, uma colega que está numa outra clínica, quando você busca a informação na internet. Talvez a gente entre nessa categoria do do, do, do excesso de informação.

Uno, né? E aí a gente tem que meio que selecionar o caminho que a gente vai seguir, se é uma outra coisa, né? Quanto mais opção a gente tem, mais ansiosa a gente fica aqui. No dia que a gente é que nem a gente entrar num restaurante com aqui, cardápio de sobremesas maravilhoso. Ai meu Deus, que que eu vou pedir, né?

É e entrando nessa questão de a seguir a rotina, né? Ou fazer repouso, realmente a gente costuma orientar, né? Olha, vamos seguir o que você já está habituado a fazer. Justamente por essas questões, né? De que mudanças no cotidiano as eles vão trazer mais impacto?

Mais uma coisa que a gente sempre costuma falar também é assim, olha, é, você tem que estar confortável com o que você decidir fazer, né? Porque como a gente não sabe, é o desfecho lá na frente. Se as vezes você não, se sim você corre todos os dias. Mas se naquele período você ficou, será que eu devo correr? Será que eu não devo correr e pega um negativo?

A primeira coisa que você vai pensar é, foi corrida, né? Então a gente sempre, porque assim a gente fala, olha, quando a gente engravida espontaneamente, a gente não sabe que o embrião chegou, está seguindo a vida e a implantação acontece, então a gente pode fazer dessa forma. É um tratamento, porém, o que eu sempre falo quando a gente faz tratamento, a gente sabe quando a gente engravidou espontaneamente, a gente não sabia, né? Então é é a gente se sentir confortável naquilo, porque a gente sempre vai achar uma pessoa para contar. Então se é, mas é porque eu tive uma amiga que ela tentou 3 vezes, só que aí na quarta vez ela fez repouso e ela engravidou, aí depois do outro lado também, a não Mana, única que eu não fiz repouso, eu engravidei.

Então, histórias para para validar os nossos pensamentos, a gente sempre vai encontrar, né? Sim, eu lembro de uma paciente que assine, já tentado várias vezes, vários assim acho que mais de 5 transferências. E se organizava, tirava férias. Não sei quê, não, não, não. E não vinha.

Ou vinha aí e não evoluir, né? Era assim. Não, não tinha o sucesso aí naquela última transferência com aqueles últimos embriões que já tinham ficado ali, né? Porque os melhores já tinham ido. Ainda teve alguma situação familiar de um diagnóstico assim, de câncer?

Alguma coisa, né? Que bom, eu vou transferir, não vou, bom, já está tudo marcado, já comecei estímulo de endométrio, vai transferiu. Depois mudou para o hospital para fazer. Tenho um bebê de 234, então é. A gente não controla, né?

Então assim, a gente faz o que é possível. É possível e a gente faz aquilo que é possível no momento e aquilo que é é traz tranquilidade, né? A tal da escolha informada, olha a informação é essa um, né? O que tem evidência, o que não tem, o que a gente, né é, é, orienta a partir da nossa experiência, porque a gente ainda não. Não existe pesquisa sobre esse assunto.

Agora você vai decidir o que você quer fazer a partir disso. Uno, né? E cada um vai ajustar. Então a tem gente que vai falar assim, não, eu. Eu fiz atividade a vida inteira.

Atividade oxigênio melhora a circulação, isso vai ser melhor pra mim, né? Temos gente que fala, nossa, eu não vou conseguir seguir. Se eu soubesse que foi porque eu fiz, né, ou outras coisas, então eu acho que o caminho vai ser sempre, né Oo os pacientes casal, né, chegar ali, não, isso é o que me traz conforto, que traz conforto na transferência, um pode ser diferente. A transferência 2 na 3. Realmente, porque a gente vai mudando, né?

Ao longo do tratamento, isso e sobre isso que você comentou, eu lembrei de uma experiência pessoal também. Eu fui passar num médico, eu de paciente é e a gente profissional da saúde, nós somos os piores pacientes, né? Porque é o que você faz. Quanto mais a gente sabe é mais a gente fica, mas pode acontecer isso comigo, mas pode acontecer aquilo aquilo outro e aí eu fui a gente e precisava tomar uma decisão de um tratamento que eu precisava fazer e ele me explicou, olha, a gente tem essa possibilidade, a gente tem essa outra os prós e contras de cada um. É, eu pensaria da gente fazer dessa forma, e ele usou uma frase que eu achei muito interessante.

Assim que é, de certa forma, a gente já já leva na medicina, mas talvez a gente não tenha consciência. Ele falou assim, mas não adianta eu dormir tranquilo, você tem que dormir tranquila também. Ó, e aí, o que que a gente vai fazer? Então eu acho que depois da transferência é a mesma coisa, né? Não adianta eu só falar, não segue sua vida, faz tudo, não precisa fazer nada, se pra pessoa for fazer bem, se ela for dormir tranquila daquele jeito, cada um se conhece, né isso é isso mesmo.

E esse assim é é no resumindo, né? Uma situação como essa, né? Em que eu dou a informação, a pessoa a partir da sua realidade, das suas expectativas, e enfim, né, das suas noites de sono, decide o que é melhor para ela e consegue organizar essa rotina e manter minimamente uma rotina. A chance dela é apresentar. É, é.

É uma ansiedade que vai além do esperado, né? É menor porque ela está dando, controlando essas variáveis que acabam dando um peso muito maior pra ansiedade de uma maneira geral. Run, né? Então, é um caminho que eu acho que pra quem, né é tá começando agora ou já teve uma experiência anterior, sentiu que ficou muito ansioso? Talvez programa bem buscar tirar as dúvidas, organizar esses 14 dias.

Né? É? É verificar se vale a pena contar para todo mundo ou escolher algumas pessoas, porque também não conta pra ninguém. Também é o seu gênico que você sofre quieto, é. E aí você fala, não, meu marido dá conta seu marido, sua esposa também faz parte do casal também.

Ansioso, né? Então ter alguém pra poder falar é muito importante, mas esses são os casos normais, né? Aí a gente tem os casos que fogem, né, que já entram numa questão mais, digamos, patológica, né? E aí são outras abordagens, né? E tem como a pessoa assim identificar assim até que ponto ela pode pensar, não, isso é normal ou até que ponto é patológico ou tem tem.

Em geral, AOO vamos dizer, eu vou chamar patológico. Só para diferenciar do normal, né? Mas é porque patológico daquele peso, é como se fosse uma coisa. Vamos dizer que quando ela foge da habitual da típica, né, ela não vai conseguir dormir bem, ela ou vai ter dificuldade para dormir ou ela vai acordar à noite, ela vai ter uma qualidade de sono muito ruim. Ela não vai conseguir seguir a rotina, né?

Ela vai sentir uma labilidade emocional, que é um alto e baixo que já é esperado, né, do do, do tratamento, dos hormônios, et cetera, né, da pressão da situação. Mas assim, então ela sente que por em geral o que acontece é quando ela sente que ela está mais triste, mais deprimida, ela se sente muito fundo, né? É óbvio que com o hormônio, assim como o puerpério, a gente já dá uma Funda, dinha maior, né? Mas às vezes. Ou é muito frequente ou é muito difícil sair desse baixo, sabe?

Ou a ansiedade é tão grande que sente palpitação, né? Muito pensamento que não consegue controlar. Então assim fica com pensamentos muito ruins ou não consegue dar sequência na vida porque a toda hora tem pensamento que precisa fazer isso, preciso fazer aquilo, tem que tomar cuidado com aquilo outro, né? Então você vê, são várias frentes que a gente percebe, né, ou uma irritabilidade muito grande, né, que tá tendo impacto na vida da pessoa, profissionalmente, na relação no casamento, né? Vida familiar com outros filhos, o rum são sinais que chamam a atenção.

E aí numa situação como essa, vale a pena avaliar, porque às vezes a pessoa só não está conseguindo organizar a ideia se pensamentos e sentimentos, e isso num consultório de um psicólogo, a gente consegue ajudar um então só de falar, verbalizar, xingar sem ser julgada, né? Porque às vezes é isso, medo de eu pegar e falar que eu estou muito brava ou indignada, porque por que que eu estou passando por isso ou por que que deu errado mais uma sabe o rune aí alguém julgar. Não, não fala assim. Pensa que tem um Monte de gente que não consegue fazer tratamento? Ai eu não aguentei.

Comentários eu entendo o lado bom, mas é difícil, né? Então, no consultório do psicólogo ela vai poder falar e ninguém vai julgar, vai dizer isso mesmo. É muito difícil, né? É e. Passando, né?

Dessa é, é eventualmente vão ser pessoas que talvez precisem de um apoio medicamentoso. E hoje, felizmente, a gente tem medicações super seguras, né, que são usadas há décadas e que ajudam, né? No controle de ansiedade, né? Ou para aquelas pessoas também que tem às vezes uma depressão associada, então dá uma equilibrada nesse momento, então a gente precisa também ficar atento, porque você é uma pessoa que vai para um tratamento que ela já teve um diagnóstico anterior. Já precisou passar no psiquiatra?

Fazer tratamento prévio, né? Vale a pena? Talvez, né? Dá uma passada num psicólogo ou voltar no teu psiquiatra para reavaliar porque, por conta do estresse todo que o tratamento, né, adiciona. Às vezes, vale a pena dar uma entrada aí com a medicação nesse período, para passar um pouco mais tranquila, nem que tire depois o Uno, né?

Mas pelo menos assim é porque é muito ruim também, né? Às vezes a pessoa só vai perceber que estava muito mal, muito ruim, dias depois de ficar sofrendo, sofrendo, sofrendo, eu acho. Por que isso? Vocês acabam pegando muitos casos assim, né? Que a pessoa termina o tratamento exaurida, nem o positivo acaba sendo é, é a pessoa pega o positivo e ela está tão ansiosa que aí ela já começa.

Aí meu Deus, eu vou perder, ai meu Deus, vai vim com o problema porque não sei quem, porque não sei o quê não dá um curtir, né? Não dá porque a pessoa entrou num num quadro de ansiedade que não é o as ansiedade produtiva esperada e aí nem o positivo o rali resolve né, porque ela está fora do esperado é? Que é o que você falou, que as vezes a gente só vai perceber isso, né? A paciente só vai perceber isso depois que ela sair, porque às vezes o grau de de sofrimento não é tão intenso que a pessoa não consegue se dar conta, né? A partir do momento que fez um acompanhamento, começou um tratamento.

Aí ela consegue olhar para trás, né? Pensa, nossa, isso, isso é o normal, né? Estava daquele jeito, né? Então é importantíssimo mesmo ter esse acompanhamento conjunto, né? É, e você tinha comentado a questão de não contar para ninguém de às vezes o quanto é difícil também, né?

Lidar com isso sozinho. É, e aí sempre vem aquela coisa de armas, não estou sozinho, tem meu marido, tem, minha esposa é e é o que você falou. Ele também está passando pelo tratamento, né? Ela também está passando pelo tratamento e isso interfere, né? Assim a gente percebe que em alguns casos interfere diretamente, até Na Na própria relação, né?

É as pessoas às vezes, por mais que elas estejam ali juntas, no tratamento, mas às vezes os valores podem ser um pouco diferentes, até o próprio valor da da maternidade e da paternidade, de como encarar o tratamento. E eu acho que isso às vezes pode trazer um pouco de dificuldade no relacionamento também, né? Isso porque a gente tem que considerar que muito provavelmente esses casal já vem de alguns anos ou meses, um em que já estavam com essa preocupação, esperando uma gravidez que não vinha com uma vida amorosa, né? Uma intimidade prejudicada assim, né? Pelo é, é, vamos namorar.

É preciso ir lá, tem que, né? Então isso tudo já vai minando de certa maneira aquela intimidade natural do casal, né? É despretensiosa. Né? Assim de, enfim não ter não ter preocupação.

Run, né? Então, já são casais que, em algumas situações já chegam né? Bastante mobilizados por conta dessa experiência anterior de enfim, né? Ter a sua vida 2 modificada pela pela espera da da gestação e do bebê ou por perdas, né? Então a gente já tem ali um casal que está frágil, né?

Às vezes então é e quando a gente vai para o tratamento, né? As pessoas reagem de forma diferente. Nem luto, né? Às vezes, o casal perde um filho, mas como um e outro vão reagir? É diferente para cada um.

É diferente do outro, né? Pra cada um, aquela experiência é diferente, né? A pessoa que gestou, por exemplo, ou que passou pelo tratamento, está mais vulnerável por conta das intervenções e das medicações do que aquela que não precisou de intervenção nenhuma no corpo. Essas coisas todas, né? Então a gente tem que tomar um pouco de cuidado nesse momento para também olhar o casal como um todo, né?

E como que individualmente está cada um? E aí às vezes, né? O que a gente precisa ajudar é esse casal, é que eles consigam não só ter os seus espaços individuais, né? De prazer, né? Então, o que que me dá prazer?

O que que minimiza a minha ansiedade ou situações que me fazem sofrer ou que me causa angústia, enfim, e também situações que o casal vivem juntos, né? Então, uma atividade física junto, uma caminhada diária. Pum, né? Teatro, cinema, restaurante, né? Então, assim, individualmente, cada um tem que conseguir.

É deveria, né, conseguir ter os seus espaços, porque somos indivíduos e precisamos, né? É ter salvar água. Dá daí, né? Esses espaços de de prazer ou enfim, que nos ajudem, né? A extravasar um pouco a ansiedade, preocupação, medo, et cetera, e também aqueles que conectam o casal, né, que às vezes já está um pouco desconectado por conta dessa situação ruim é, eu acho que você já até acabou me respondendo porque eu ia perguntar justamente isso, assim, o que o casal poderia é tentar fazer pra pra passar por isso de uma forma mais leve, impactar um pouco menos, né?

É o que eu acho que eu só acrescentaria, né? Assim a gente pensando muito no período do. O tratamento, mas existem aqueles intervalos, né? Que a gente sabe que o casal não sabe quando que vai voltar, se vai voltar, seja por uma questão financeira, seja porque está um pouco exausto, né? Seja por qualquer situação, então segue ali a questão, né?

Da infertilidade, da do, da espera, da gestação, né? Mas naquele momento não, não vai ter tratamento, né? Então, o que que acontece numa situação como essa, né? É muito difícil, porque. Eu nem vou fazer o tratamento e dar a chance de engravidar, né?

Mas eu também não me identifico mais com esse casal, que é um casal que não tem filhos, porque já está toda minha vida orientada para isso. E aí, o que eu costumo, né? A orientar e ajudar é pra que tanto em termos de indivíduos ali do casal como casal, tente manter essa rotina que eles têm, né? De projetos na vida, é projetos individuais, projetos do casal. É o maior número deles, né?

Porque acaba que é o que a gente falou lá para trás, né? A vida para eu não viajo, eu não troco o carro. Eu não reforma a casa, eu não compro roupa, porque se eu engravidar pode ser eu não isso, eu aquilo, aquilo outro, porque tudo está porque não, porque aí depois, porque depois e se a gente for pensar, são poucas as coisas que a gente não pode fazer estando em tratamento e grávido, né? Dá pra viajar, dá pra? Né?

Fazer uma reforma ali mínima dá pra comprar roupa num lugar mais barato? Então, enfim, porque toda vez que eu deixo, eu me privo de fazer algo pensando nessa gestação que não vem, né eu ou que está demorando pra chegar, né? Isso é muito ansioso, gênico, porque a vida fica parada, né? E se eu não estou indo para o tratamento, aí que parar mesmo ia ao a. Assim, o que mais costuma ajudar, né?

Numa situação como essa, quando esses casais chegam? É assim, gente, vamos tocar a vida. Quais são os projetos de cada um? Quais são os projetos do casal? Vamos tocar quando vocês decidirem fazer o tratamento.

O tratamento segue em paralelo, né? Porque são pessoas, casais que acabam que ficam, né? É só olhando para aquele problema, desafio que é foco, quer o bebê, né? A gestação e todas as outras potencialidades das pessoas, dos indivíduos e dos casais ficam no segundo plano, né? Então.

11 desafio profissional um desafio pessoal, um desafio de atividade física? Não, eu quero fazer uma maratona, eu quero subir não sei aonde, né? Então, AA eu oriento muito que assim que eles possam tocar e seguir com esses planos ativos, né, e aí, assim, a minha realização é quando, por exemplo, numa situação como essa, eu já acho que já chegou algumas pacientes que estavam fora da atividade física e aí entram, entram nessa, né, de correr, de fazer alguma coisa assim, ou um como é que chama aquele também de crossfit? EOO. Oh, eu não sei, sabe, sabe, da da, da, da, da Areia absterei, eu pensei, esgrima não é?

Pode ser também, mas que estava assim naquele compasso de não porque eu não posso correr se eu tiver grávida, vai que eu tenho um filho que não sei quem é ou isso aquilo eu não posso viajar porque né, eu vou fazer um. Enfim, e aí, quando chega no consultório e fala assim há, então sabe que eu cancelei a transferência esse mês à porque, né? Há porque tem uma prova de corrida, à porque surgiu uma viagem EE. Aí eu falo, agora está indo bem, porque agora o tratamento está do mesmo tamanho de todas as outras coisas da vida desse casal e dessa pessoa une. É essa pessoa, correr essa pessoa, fazer um campeonato de beach Tennis.

Essa pessoa é querer viajar para não sei aonde é, tão importante quanto ter um filho, né? Então agora as coisas estão bem pra seguir juntas, né? E é isso porque se não? Você fica parado aí você vai tratamento, vem o negativo ou um positivo que não evolui? A vida acaba.

O rune como a vida de uma pessoa pode acabar, porque o filho ainda não chegou, né? Sendo que ela tem todas essas outras potencialidades, então é um trabalho um pouco nesse sentido também. Nossa, eu achei maravilhoso que você falou de ficar do mesmo tamanho da dos outros aspectos da vida, né? Porque se a gente coloca uma coisa gigante, a gente vai olhar, vai se sentir impotente, incapaz, paralisado, né? E acho que tem isso.

Tratamento como a gente não controla. E não garante. É, é, vou falar assim, é uma sacanagem a nossa AA, né? O esse seu, o nosso único projeto, porque se a gente não controla, apesar de a gente fazer tudo e vocês fazerem tudo, e se a gente não consegue dar garantia, a chance de eu me frustrar? Existe, ao contrário de que, se eu quero viajar, se eu quero correr uma maratona, se eu quero dançar no festival de balé de ponta, vamos supor que é meu sonho de menina e eu vou lá, né?

Eu me exercito, eu trabalho, eu me esforço a chance de eu chegar e conseguir conquistar algo, porque. É muito grande, né? Se eu, se eu me empenhar, eu faço uma maratona, eu faço uma aula de ponta, eu viajo para a Índia para fazer. Não sei que o rush que eu consigo, né? Se eu tiver os recursos para isso, eu invisto.

E há um projeto que eu, se eu não concluo, eu chego muito perto. A gestação é um projeto que existe, mas que mesmo a gente fazendo tudo, a gente não garante, então assim, é muito frustrante ele ser o único projeto da nossa vida, então a decepção é muito grande, né, então. De projetos paralelos, né? Uma pós graduação, uma viagem para fazer um curso de línguas, qualquer coisa, né? 11 aprender um artesanato, alguma coisa isso, né?

É, a gente se coloca um desafio que a gente dá conta e quando a gente conclui desafios e projetos é muito bom, porque a gente fala aí deu certo, Uno nossa maravilhoso. Eu gostei bastante aí que lê bom, acho que era isso que a gente é para conversar, se deixar, a gente vai ficar aqui a tarde inteira, não é? E amanhã ainda é feriado, então daqui a pouco eu te conheço é Piauí, né? Mas queria agradecer mais uma vez a sua presença. A nossa conversa.

Queria convidar vocês, né? Se tiverem alguma dúvida, alguma sugestão pra gente poder conversar com a doutora Heloísa, que mandem para gente que ela prometeu voltar, eu volto, gente, manda as dúvidas se for alguma coisa que eu não sei, eu vou estudar e eu venho aqui. Você vê que a gente é boa de conversa, então da próxima vez a gente marca 5. Ai, queijão, entendi, né? Já estendi, troco, café, jogo, café, isso bom e queria convidar vocês também pra que é?

Eu acho que a gente quis, né? Trazer esse tema porque é muito importante, é muito relevante para quem está passando por essa situação, passando ou não pelo tratamento, mas pelo diagnóstico, né, da infertilidade, então manda esse episódio para aquelas amigas que você sabe que estão passando por isso, né? Ela não vai ficar chateada só por você mandar, né? É como uma forma realmente da gente tentar mostrar, né? Outras outras formas de ver, né?

Entender tudo isso que a doutora Heloísa falou. Pra gente poder se reerguer e seguir com o projeto do tratamento e o projeto da vida seguindo junto, né? Isso, esse. Esse é o mundo assim ideal, né? Que eu acho que é o que a gente consegue ver, que os casais estão bem.

Ansiedade mais, né? É ajustada aí para os níveis normais. Perfeito. Muito obrigada pela agradeço, viu? Obrigada pelo convite.

Tchau, tchau gente. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com médico especialista.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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