Ep. 42 – Planejamento Financeiro do Tratamento

Uma das dúvidas que mais gera incerteza antes de iniciar o tratamento de reprodução humana é: Quanto custa a FIV? Neste episódio, o Marcelo Rufato, diretor dos laboratórios do CEFERP fala com detalhes sobre como planejar o financeiro do seu tratamento.

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a Dra. Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do MC ferp, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente.

E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do MC ferp vamos ao episódio de hoje. Olá, sejam bem-vindos. A gente estava um pouquinho sumido, né Marcelo? Mas agora a gente voltou e hoje a gente vai falar sobre um tema muito importante, né, que a gente não pode deixar de pensar e de levar em consideração quando a gente fala em programar um tratamento que é planejamento financeiro, né? É então é um tema complicado da gente conversar, né?

Falar de dinheiro e tratamento, dinheiro e saúde na parte médica, mas é. É importante trazer, eu acho que cada vez mais se faz necessário a gente falar sobre AO aspecto financeiro do tratamento, porque é a necessidade do do, do paciente, né? O que a gente enfrenta muitas vezes. Então não adianta a gente só a gente romantizar muito, né? E fica falando do como é maravilhoso, mostrando só o resultado final, né?

Tudo o que acontece é, mas a gente precisa falar das dificuldades, é a gente muitas vezes aborda, né, e sabe o que eu acho que é legal? Também acho que eu até falei isso uma vez em um outro podcast. Sabe o evento que que o filho que a sociedade acho que foi a sociedade Brasileira, né ASTRH? É, é, eu não sei se se você viu esquentar ouvindo, a gente viu também. A primeira propaganda da divulgação do filho, você lembra?

Era uma pessoa entrevistando na rua E aí era assim, quanto custa uma fertilização in vitro? E aí as pessoas há não sei, um, 50000, aí é outra nossa, não tem ideia, mas é muito caro, não é para mim e às vezes a gente fala disso, primeiro faz entender o que que custa caro, por que custa caro? E você vê que assim as pessoas têm uma ideia que às vezes não é a realidade, né? Se a gente for pensar, é interessante. Eu não lembrava dessa dessa divulgação é, eu lembro porque me marcou muito, que eu achei muito impressionante, porque para nós a gente está tão ali no meio que parece que é uma coisa, né?

É, é natural, vamos dizer assim, mas na hora que eu ouvi as pessoas falando, respondendo, você vê assim, isso foi abordado como divulgação da campanha é justamente pra mostrar assim, olha, não é tão distante de você quanto você imagina, né? Exatamente, eu acho que esse é um dos pontos também que a gente precisa colocar. As pessoas, elas e é a gente vê a reprodução assistida. A gente acha que é muito futurista, acho que talvez pela história que tem a reprodução assistida, né? Na Na década de 90, falava-se vender uma casa para fazer um tratamento.

Era algo muito caro, inalcançável. E hoje em dia está muito mais acessível, né? Mas as pessoas não sabem mesmo, porque a gente também não fala sobre isso, né? Então é isso, a gente não fala, então as pessoas não perguntam, a gente não quer abordar e não é algo que a para muitos é é assim. É um sonho muito grande, realmente a pessoa faz de tudo para aquilo, mas tem muita gente que ainda está naquela naquele momento, bem anterior da decisão de do desejo ainda inicial, daquela coisa, acho que eu quero ser pai, mãe é, já vi que eu tenho alguma dificuldade, não estou conseguindo, mas não vai a fundo de né de entender, não quer encarar a realidade e falar não beleza, eu vou entrar de cabeça.

Eu vou ver quanto que custa isso, vou saber um pouco mais, não é do do tratamento e às vezes acho que é uma forma até meio inconsciente da gente. Meio que se poupar, né? Ai, não estou conseguindo engravidar, mas nossa não tratamento é muito caro, não vou nem traz, é igual a gente faz isso na nossa vida, né? Eu vou dar um exemplo por mim, aí nossa, eu preciso emagrecer, há não, mas gente, 20, 30 kg, nós não vou nem pensar nisso, não vou comer aqui meu brigadeiro e você ignora aquilo, né? Então acho que às vezes é até meio que 11 forma da gente se se distanciar, né?

Eu acho que tudo que dói a gente foge um pouquinho, né, normal dieta dói, economizar dói, né? Você enfrentar uma doença? O dói tudo aquilo ali que você não quer olhar, né? Então você acaba meio que fugindo, então acho que o primeiro passo e mais importante é você é superar esse momento inicial, né? De de dor para poder realmente se organizar e falar de dinheiro.

É justamente isso. Então, quando a gente fala do planejamento financeiro, isso independentemente de ser para o tratamento ou não, é ele, envolve você olhar o que você tem de realidade, então você poder enxergar suas contas, os seus gastos, quando você ganha, se organizar, a gente não faz isso, então acho que essa é a primeira pergunta que eu gostaria de colocar. É. Quem aí que tá ouvindo que realmente sabe o quanto gasta porque quanto ganha, muitas vezes a gente sabe, a gente fica olhando o quanto a gente ganha, né? A gente quer lá, não eu ganho tanto.

Fico olhando quanto entra macio, quanto sai. Será que as pessoas planilha, né realmente coloca numa, numa, num que que seja no papel, né? Mas ó, eu gastei esse mês tanto com isso, tanto com saída, tá? A gente não quer olhar porque dói, porque aí a gente quer deixar, a gente vai, sabe que vai ter que enfrentar uma realidade que é de economizar, de ver que a gente tá, às vezes minha perdendo a mão em algumas coisas que a gente não deveria. Mesma coisa do docinho, né?

Então a gente contasse calorias é, a gente iria economizar calorias, né? Numa no caso de uma dieta, é, então requer disciplina, requer primeiro enfrentar essa dor inicial. Aí você enxerga a situação e você se planeja para aquilo que você quer. É, a gente não tem esse ensinamento na nossa vida, né? Eu vou falar assim, você perguntou.

A gente sabe quanto a gente gasta. Eu fui descobrir isso depois que eu casei e mesmo assim, sem mais ou menos, viu que eu dividi funções com meu marido? Ele faz essa parte, então a gente não, a gente não tem essa educação financeira, né? Sim, eu fui aprender sobre é aprender assim, né? Começar a conhecer agora onde a gente vai começar a estudar, né?

Entender investimentos e tudo mais e mesmo assim, muito por cima, porque a gente não tem a base, né? De de tudo isso, não tem na escola. Que escola ensina educação financeira, né? Exatamente EE deveria, né? Sim, é uma base.

Acho que tinha que ensinar para todo mundo como fazer para você se organizar financeiramente, né? Educação financeira é fundamental e eu entendo, assim, que como clínica, né? A gente tem um compromisso de a gente falar, de humanizar o atendimento, de acolher, né? E acolher essa necessidade, né? Sobre Oo aspecto financeiro é muito importante, isso também é acolher, é você pegar e falar assim, pera aí, deixa eu entender o que que você tem de de realidade e de mostrar o caminho para que você possa alcançar?

Esse objetivo, e eu acho que isso é muito negligenciado na medicina, né? A gente só coloca lá, não custa isso aqui. O tratamento para você fazer essa cirurgia, por exemplo, você paga, você não paga no máximo. É uma negociação envolvendo o parcelamento, a. Dá pra parcelar tantas vezes no cartão, que é o que a maquininha permite, por exemplo.

Então é a mudança de visão, né? Mas acho que é um pouco do que você falou no início dessa questão de tabu, falando como médica, né? É muito difícil isso para nós dentro da medicina, né? É essa questão de hã, não, mas a medicina é um sacerdócio. E realmente, né?

A gente é o nosso objetivo, é o bem do paciente. Então pra gente é muito difícil pensar em dinheiro, né? Então essa tudo e toda essa essa questão, esse raciocínio que precisa ser trazido mesmo. Mas é um tabu, né? Até dentro do do meio médico é, né?

É muito delicado porque envolve a sua relação ali, né? Também com a pessoa com o paciente que está em busca, é historicamente na clínica, né? Eu acho que a realidade da da maior parte da das clínicas era um médico que passava orçamento, então você conversa, você fala do tratamento ali e aí você, ó, então vai custar isso aqui e aí o médico mesmo, né, rabisca ali, não à folha. Em branco muitas vezes se entrega se vai gastar tanto e a gente vai mudando isso. A gente acabou passando essa responsabilidade para as enfermeira.

No caso da clínica, mas que também são profissionais da assistência, da saúde. É então, mistura também o jaleco, o carinho, acolhimento. Espera aí, deixa eu entender dessa doença, né? O que que você precisa fazer, os exames, a, mas também vai custar isso aqui e aí a gente está passando por um processo de entender melhor, de que espera, aí precisa de um profissional específico, que entendam essas dores, que não são as mesmas que o médico está enxergando. Que é aí é no bolso mesmo e que está tudo bem falar sobre isso, né?

Então, o profissional que entende como organizar as contas que pegue no braço e fala assim, pera aí, o como é que você gasta primeiro? Vamos, então são. Acho que são as 2 coisas que eu queria colocar, é como, qual é o orçamento que você tem em casa? Como é que você trabalha com esse orçamento? Se você conhece a sua realidade e é qual é o orçamento que você tem em mãos, o que você está objetivando, o que você precisa fazer, o que que existe, né, do mercado para, né?

Na que que existe nas clínicas, como é que, como é que eles são apresentados para aí sim, criar um planejamento em cima disso? Então é, eu acho que é uma mudança muito importante aí que está acontecendo. Não é só uma mudança que que eu enxergo. O que a gente vai passar, mas acho que como um todo, as clínicas vão se estruturar para isso. É porque é o que você falou.

Não adianta a gente romantizar todo o processo, né? Porque isso também é é acolher, né? Como é que a pessoa vai conseguir escolher? Olha, você pode apresentar um serviço maravilhoso, mas se você não possibilita da pessoa acessar aquele serviço, né? Exatamente, então, EE grande parte, né?

Um fator importante na escolha da clínica é o fator financeiro, né? É porque é a mesma coisa, quando você vai escolher 11 produto, né? Você, você pode olhar várias, vá. Dos fatores mas você vai comprar aquilo que se adapta à sua realidade, mas isso você não conhece a sua realidade, né? Então, tem um dado importante, que é 1/3 dos casais escolhem a clínica pelo preço.

Então eles não estão escolhendo pela aquela que eles mais simpatizaram, que eles entenderam que que mais acolheu, né? Aquele profissional que as bateu, a conexão ou o ambiente, né? E toda a estrutura vai pelo preço mesmo. Um então é. E a maior parte?

Desisti do tratamento pelo preço também, então muitas vezes ela não consegue nem fazer, vai em 123 clínicas, muitas vezes, mesmo olhando 3 orçamentos distintos, ainda assim não chega. Às vezes é enxergar como viabilizar aquilo, aquele, aquele sonho, né? Aquele tratamento, como é que eu vou fazer? E aí, desisti. Então agora aí eu coloquei nenhuma questão assim pra gente pensar, imagina a gente poder escolher a clínica?

O que a gente mais gostou, né? Que a gente realmente mais simpatizou. E aí é que entra o planejamento financeiro, porque às vezes é um monstro que a gente não está enxergando, né? E a gente faz isso para para outras coisas da nossa vida, né? Então, por que não fazer por um tratamento, né?

Que é, não sei se as pessoas conseguem separar bem, então a gente troca de carro, né? A gente faz uma viagem, a gente vai ali, se organiza, né? De um jeito que que faça acontecer, mas é porque talvez também o planejamento para essas coisas é um pouco mais palpável, né? Aí eu quero ir pra fora do país, olha a passagem aqui, tá tanto tá tanto. Eu parcelo assim, assim, assim eu vou viajar dali tantos meses.

Isso é uma coisa que às vezes parece um pouco mais, mais clara, né? Talvez seja isso, mas eu. Eu falei exatamente sobre isso com a Melina No No podcast que a gente tava falando sobre preservação da fertilidade, né? É porque é bem isso. A gente se programa para tantas coisas na nossa vida.

A gente vai lá, faz parcelas, paga várias parcelas até realizar um sonho. Esse. Esse é um sonho, porque não a gente se organizar Pra Ele também, né? Talvez como eu falei, né é, tem que passar pela primeira objeção, que é o medo, né? De entender.

E lá espera aí, deixa lá então na clínica, encarar, ver ouvir, né? Como é que funciona? Quanto custa realmente para saber se aquilo em se enquadra dentro da de uma possível realidade, né? De de de fazer, porque é uma viagem, a gente sabe mais ou menos quanto custa, né? É você pergunta para um do lado do outro, é, quanto mais palpável, mais palpável trocar de carro tal.

É, então você acaba tendo um caminho ali que te leva a fazer aquilo acontecer. No caso do tratamento, é mais difícil. Você não tem alguém do lado para falar o quanto que é uma FIV. Aí quanto que você fez já passou por isso ninguém sabe, né? E até entrando nessa coisa de orçamento, né?

Oo que é incluído nesse serviço, o que não é, né? É as entre as surpresas que a gente tem no meio do caminho, né? Saber quanto a gente vai gastar, até que ponto, né? Isso é diferente de quando a gente planeja viagem porque é complexo, né? Assim você não não sabe os termos FIV, inseminação, já começa por aí.

Não é que é OA base, não é assim, é o que é diferencia realmente o 2 grandes, 2 tipos de tratamento, né? Tem diferenças importantes tanto do resultado final quanto da indicação, quanto do custo e aí é. É então repete um pouco, eu não sei o que que é, filho, não sei quem inseminação, não sei o que que é biópsia, embrionária, não sei o que que é congelamento por palheta, e aí começa a confundir, né um e por isso que eu que eu vejo mais uma vez a necessidade da da, da, do orçamento ele ser detalhado dele ser bem Claro. E discutido para que realmente fique a é entendido por que que precisa, o que que é realmente necessário, o que que é opcional? O que que?

Qual é o caminho que eu posso percorrer? Os resultados que eu posso obter com aquele orçamento, essa questão de necessário opcional é bem interessante também, né? Existem existem na medicina a discussão né? Dos é de 11. Então assim, o que vale a pena, o que não vale a pena, tem a questão científica, mas tem também AA questão prática da gente tentar aumentar o sucesso, né?

Então é é discutir o que se adapta à realidade clínica. E financeira de cada um, né? Você deu exemplo, porra. A questão, por exemplo, da biópsia. Lógico, existem aqueles casos onde ela é realmente indicada, ela é necessária.

A gente tem alguma alteração específica que a gente vá buscar? Em outros casos a gente vai colocar na balança algumas possíveis vantagens e desvantagens. E uma das coisas que vai entrar na balança é o planejamento financeiro, né? O que que vai mudar financeiramente, fazer ou não fazer a biópsia, o que que isso vai significar no caminho do tratamento? Isso vai se adaptar à realidade de cada pessoa, né?

Bom, mas afinal, assim, quanto que custa um tratamento, né? Qual que é o parâmetro? Aí pra quem tá começando? Às vezes que não sabe mais ou menos quanto que é AOEO, por que que custa, né? Acho que mais importante é porque porque a gente usa muito material que vem de fora, né?

Grande parte dos materiais são importados, ainda tem uma transição para algumas empresas nacionais na produção, mas a tecnologia, que é o mais caro, né? Então, os equipamentos de micromanipulação, né? O os equipamentos ópticos, as incubadoras, então, tem muito material e equipamento importado. É uma mão de obra que é especializada, né? Que precisa de muitos anos de treinamento, que requer um trabalho manual, né?

Que é que é que tem 11 curva de aprendizado aí de 1 ano. Então tem especialização que tem que ser feito, então é Oo corpo clínico também é altamente qualificado, capacitado, então é uma estrutura que custa muito caro, né? Para manter a qualidade do laboratório, né? A qualidade do ar, qualidade da do do, do ambiente, é tudo muito caro, então acaba impactando no preço final. Obviamente não se compara.

AO que a gente tinha no passado, que era mais difícil chegar, tinham menos opções no mercado, né? O mercado era menos competitivo, então o preço era muito maior, é do que é atualmente, mas ainda assim é pesado e o quanto é? Então, tem uma pesquisa interessante, é da da ta fert, de 2022, que fez um levantamento em vários estados, né do do Brasil, fez um a uma pesquisa de mercado mesmo pra saber quanto que está custando a fertilização in vitro. É nessas regiões e nessas clínicas, né? Então dos dados que eles puderam levantar vou resumir.

Bastante aqui pra pra poder, pra gente poder só discutir sobre o assunto é qual era a FIV mais cara no Brasil, o que que eles conseguiram de de informação? Então, a FIV mais cara 34000, e a FIV mais barata, 16000 BRL. Isso sem considerar medicamentos, né? Medicamento é um capítulo à parte que a gente precisa abordar também, então vai de 16 a 34000, ou seja, tem uma diferença aí de 54% que é bastante. Então, considerando o Brasil tem as diferenças são grandes pelas regiões, porque no nordeste.

É no norte nordeste é bem mais caro, realmente o tratamento. Acho que pela dificuldade, pela escassez, né? De acesso e tal. Mas no sudeste, especialmente aí no estado de São Paulo, a diferença é bem menor. Então aí você consegue encontrar clínicas praticamente com os mesmos preços, independentemente de onde, dentro do do estado.

O que que é importante disso? Tirar o orçamento desses lugares, né? E tem um orçamento detalhado. Acho que esse é um é 11 das coisas mais importantes. É como você ter o conhecimento daquilo, né que você está recebendo, o que realmente eu tô levando, né?

O que que eu vou fazer? Qual que é o caminho ali para eu alcançar? É esse sonho e é esse um dado importante aqui nos trouxe a 10% das clínicas, oferecem orçamento detalhado e completo, ou seja, baixo é é baixo, então é eu acho que talvez, como eu falei pela por essa negligência de de poder. É compartilhar junto as informações sobre o tratamento. Então é assim, ó o vai custar 20000 BRL e pronto.

E como se fosse fácil da pessoa enxergar isso, às vezes é o que você falou um pouquinho agora há pouco, né? Eu eu sei o que que é a gente às vezes se acostuma, né? Com as informações o rum, mas quem está recebendo pela primeira vez não sabe. Então é é fundamental detalhar, colocar o que que é completo, né? Então o orçamento completo, ele contempla o quê?

E aquele orçamento que fica com alguns outros tratamentos adicionais. É ali entre linhas, né? Um congelamento de embriões excedentes e tal, e eu acho que vale a gente poder colocar, então, explicar um pouquinho como entender o orçamento de uma FIV, né? Então, todos os orçamentos são iguais, não, não são iguais, a gente tem, é cada clínica, monta o seu orçamento, né? Baseado num modelo.

X que ali escolheram, né? A gente mesmo já mudou de orçamento bastante, né? Então tem clínicas que colocam medicamento incluído e tem clínicas que colocam medicamento a parte um. Aí tem clínicas que usam protocolos de medicamento que gira em torno aí, de 3000, BRL 2000 BRL e tem clínicas que usam protocolos de medicamentos de 7000 BRL 8000, BRL. Então estar incluído o medicamento ou não vai fazer uma diferença muito grande nesse orçamento, né?

Você recebeu um orçamento de 15000. E aí, você tem medicamento à parte, esse medicamento custa 8000, já vai dar uma diferença grande. Esse é outro ponto que eu acho que as pessoas não, não, não tem noção do quão caro são os medicamentos de reprodução, né? A gente fez um episódio falando só sobre essa questão de medicamentos, né? É e entra tudo o que você falou também na questão de muitos medicamentos serem importados, exigem uma tecnologia muito grande para que eles possam ser feitos, transportados, né?

É, mas se isso não faz parte realmente da da informação ali do orçamento, né? Às vezes dá 11 percepção diferente, só que aí na hora que você vai olhar, você vai cortar a medicação, né? Sim. E a dispensação muito é, se não for incluído ou não, se for um pacote ali que você vai receber os medicamentos, você pode ter alguns sustos ao longo da do do do tratamento, porque vai precisar de mais medicamento ou mesmo mais menos. Quanto vai sair isso, né?

Porque aí você pode responder melhor. Tem paciente que responde de um jeito, sim, paciente responde de outro. Então aquela média que às vezes é passada realmente pro, para a quantidade de medicamentos estimado, não corresponde à realidade. O Rui e aí tem os desvios, né é e acaba dificultando o planejamento algumas vezes, que é o que a gente tinha falado antes de saber mais. Assim, de uma forma um pouco mais preciso que você vai gastar, né?

Você entra às cegas, né? É? Então não sei se dá pra colocar alguma analogia, mas como se fosse comprar alguma coisa, fala assim, ó, você pode ir para uma viagem e gastar de 10 a 20000. É, é. E aí, como é que você se programa para isso, né?

É o que que você vai é, eu estava vendo aqui há uma coisa interessante, a gente tá é quem está assistindo aí depois da copa já está com o hexa, já a gente ainda tá no penta, aqui a gente ainda está no penta, é e eu estava vendo algumas pessoas comentando sobre o custo do Catar, né? Algumas pessoas que têm dinheiro até. O que é alto não é? Está todo mundo falando, é? Então foi para lá.

Estava esperando, né? Viajar bem e ficar tranquilo. Mas é que está drenando todas as reservas possíveis. Um de uma viagem como essa, porque realmente o custo é muito alto lá, né? Pra pra comprar uma água, que seja, o pessoal está gastando muito mais do que do que o que tinha planejado.

Então fazer um bom planejamento faz com que você consiga é passar por aquilo sem sustos, né? Então aí vai de cada um, também tem gente que gosta de ter tudo já, né, planeja dinha. Não, eu vou gastar xis. E como é que eu faço pra ter essa previsibilidade? Então, talvez o orçamento tem que ser bem detalhado para você realmente, né?

E medicamento incluso, pode te ajudar nisso, porque aí você não tem sustos, né? Uma outra coisa que a gente vê que tem diferenças em orçamentos é uma algo que é bem comum, é quantidade de embriões congelados, né excedentes. Então a. Como é caro o congelamento, né? Usa 11 tecnologia que acaba custando, né?

As palhetas são caras, é uma técnica que acaba custando bastante a depender da quantidade de embriões congelados você ter. Congelamento incluído independentemente da quantidade final de embriões ou óvulos, né? É, pode te ajudar, porque às vezes pode sair. 1000 BRL 2000 BRL a mais, dependendo do do do orçamento que foi passado, pode ter esse material congelado e olha o quanto é complexo para uma pessoa que acabou de entrar nesse mundo da fertilização. Entender isso, né?

É, você já está ali explicando, olha o embrião vem do óvulo com o espermatozóide, você vai coletando, tem o funil da FIV, funciona assim, ela já saiu de uma consulta onde a cabeça dela já está totalmente preenchida, de um Monte de informações novas. Não vai ter noção quantos embriões ela vai formar naquele momento, né? Como que eles são congelados? Então é o que você falou. Esse detalhamento é muito importante pesquisar, né?

E pra que que eu quero ter esse embrião congelado? Exatamente, eu não. Não é fazer o tratamento e engravidar exatamente, não é? Você tem chances de sucesso, então você vai precisar, talvez você precise desses embriões, mas eu não posso descartar, aí, aí tem a legislação específica, então mostrar todo esse caminho, né, pegar no braço e ensinar realmente mostrar tudo que tem ali é importante, então você quanto menos informação às vezes. É você, como é que eu posso colocar?

É, eu preciso decidir por ter mais embriões ou não? Vai custar que seja 100 BRL a mais por embrião, já é 11 dor ali que vai ficar pendente se ela já não sabe, realmente pode ter 5, então vai dar 500 BRL a mais, vai dar 10, vai dar 1000 BRL a mais, talvez o tudo incluso te deseja mais conforto, né? Pra você entrar nessa jornada, não, não tenho que me preocupar com isso, se eu tiver 10 embriões, eu não vou ter essa surpresa depois, aí aí assim tem vários outros tipos de de detalhamentos como. A hotelaria, por que vou usar de hotelaria? Porque tem internação, você vai passar por um procedimento, né?

No caso da coleta de óvulos. E aí tem gente que cobra hotelaria a parte, anestesia e tudo mais, então é tem muita informação. Quanto mais detalhado e quanto mais explicado tudo né? Se está completo ou não para você não ter surpresa, é posteriormente, é fundamental, porque isso pode realmente te deixar frustrado posteriormente, naquele lugar que você escolheu, do qual você depositou toda uma expectativa, imagina no meio do tratamento, você descobrir que você vai ter que arranjar dinheiro de algum outro lugar pra poder bancar com aquilo ali. Então, eu imagino que deve ser bem bem frustrante, para dizer o mínimo, né?

No meio do tratamento, você. Fica ali. É numa situação de que não não tem outra opção, né? Exatamente é bom, sabe? Antes, e o tratamento já traz tanta imprevisibilidade clínica, né?

De como a vário vai responder quantos óvulos? Qual é a qualidade dos embriões? Vai engravidar de primeira, não vai, já tem toda uma expectativa, né, de você estar fazendo isso para para buscar um sonho, então se você puder não passar por essa frustração, já ajuda bastante e torna o processo bem mais leve, né? É sem dúvida. Por que que é importante passar por uma consulta?

Então, tem gente fala assim, mas eu queria só saber o preço. É porque olha o tanto de detalhe que tem, você precisa saber porque também não dá pra gente colocar todo mundo dentro da mesma caixinha, né? Tipo, ó, o preço é o mesmo para você, para você, para você, porque cada um tem uma necessidade específica. São vários os tipos de tratamento que a gente tem, né? Então, a começar como eu falei, tem a FIV que a fertilização in vidro tem inseminação, é qual que é a diferença deles aí na consulta você vai entender melhor será que eu consigo fazer o que que é indicado para mim?

Aí tem a preservação da fertilidade, né? O custo é maior, menor, como é que funciona? Por que que eu deveria preservar? Os testes genéticos também, então é esse é um, além da medicação, acho que o teste genético ele impacta bastante no orçamento, então é. Eles são obrigatórios, aí eu fazer uma pergunta, na verdade, todos os testes genéticos, porque tem gente que vê, né?

Fala não. Eu quero saber, quero fazer escolha ali do embrião saudável. Roeu, preciso fazer como é que como é que funciona isso é, e não necessariamente né? Como a gente estava comentando agora há pouco, né? Alguns casos sim.

Então, principalmente se existe história de histórico de alguma doença na família, que a gente precise rastrear e mesmo assim né nem que são obrigatórias, né? Mas a gente vai fazer um aconselhamento e normalmente os casais optam por rastrear, mas caso contrário, assim a gente vai pontuar. Então, qual é o grau de assertividade que eu estou buscando para o tratamento? Como foi a resposta ovariana quando os embriões eu eu voltei lá na frente, né? Tudo isso a gente coloca na conta porque, por exemplo, a questão financeira, né?

O teste genético impacta na questão financeira? Sim, porque a gente tem o custo ali de fazer uma biópsia. A gente tem o custo de uma análise em si do material. Biópsia do né? Agora, uma coisa é a gente ter esse custo e selecionar de 10 embriões 3 e fazer 3 transferências.

Outra coisa é a gente ter todo esse custo em um embrião e transferir esse um embrião. Né? Então muda muito. Porque, por exemplo, naquele caso dos 10, se a gente não tivesse feito a análise, talvez 10 tentativas custariam mais do que a análise genética, né? Então, até isso a gente vai, vai balancear, né?

É por isso que tem que ser colocado ali na mesa e entender cada realidade para poder fazer o melhor planejamento possível, porque depende de uma escolha como essa. Não. Eu quero fazer um análise genética, pode sair às 2/3 do tratamento a mais, né? Do que você tinha planejado inicialmente? Então é importante abordar.

O banco de sêmen também é uma coisa que impactou, né? Para pessoas que precisam de sêmen, de doadores que, infelizmente. Infelizmente é a realidade, né? Então, o custo para ter um sêmen? Fala, pô, mas não é fácil.

Só trazer um doador, então não, você precisa adquirir de bancos de sêmen, que tem uma, toda uma triagem e o custo também acaba sendo alto por conta disso, né? A escassez também de doadores no Brasil, porque não tem um incentivo financeiro run pro doador, né? Até nesse sentido, por exemplo, é isso, é uma coisa que a gente discute bastante em casal homoafetivo feminino, né? Porque nesses casos, geralmente a gente tem a opção de fazer ali é, ou a inseminação ou fertilização, né, com sêmen de doador. Mas, por exemplo, essa questão do sêmen é uma coisa que eu sempre discuto.

A gente sempre discute nas consultas, porque vamos fazer uma inseminação, a gente vai pegar aqui. Ela mostra que veio lá do banco, a gente teve toda essa logística e a gente vai fazer aquele, aquela uma tentativa. Não deu certo. A gente vai voltar, a gente vai buscar uma outra mostra, a gente vai fazer uma nova tentativa e isso tem que entrar na conta também, né? Então, entra nesses detalhes que a gente está comendo, eu vou aproveitar melhor essa mostra, né, que eu já fiz investimento ali é pra tanto, para selecionar esse doador que às vezes não vai ter mais a mostra.

E o e o financeiro, né? De e o investimento emocional também, porque não é fácil selecionar, né? Quantas vezes, né? Os pacientes já falaram nossa, mas é difícil, você tem acesso ali a um tanto de informações, você começa a ver, olha, olha os cabelo, então assim, é meio estressante para algumas pessoas, desgastante fazer essa seleção, né? Então você encontra aquele um perfil que é o que você gostaria, então você vai tentar otimizar aquele perfil, né?

Aquela mostra, né, é e aí, além do banco de sêmen, tem o banco de óvulos também. E acho que acaba sendo o tratamento dos tratamentos mais caros na reprodução assistida, que são as mulheres que não têm óvulos próprios para poder fazer o tratamento que precisam de óvulos é de ovo. Doação, né? Então elas vão ser ovo receptoras e então acabam. Ia é falar assim, ai custa 16000, aí chega na hora.

Lá a pessoa não tem óvulo próprio, ela vai receber um susto, né? De poxa, não sabia que ia sair tão a mais aí pra poder usar esses ovos aí. Depende da estratégia que vai adotar. Quanto a clínica vai oferece por esse banco de óvulos, óvulos ou embriões formados? Então tem uma diferença aí, quantos óvulos, né?

Você 2 óvulos garante embrião 2 ovos 46 óvulos, então é toda também uma realidade específica, no caso de óvulos doados, que que é? Que fica difícil de entender, é num numa consulta comum, assim, rápida, rápida, de certa forma, assim num num dia só. Mas você precisa amadurecer um pouco mais, entender como é que funciona vai 11 bom tempo até você realmente decidir para, no caso de um novo recepção, né? Há sim, e até você falar, vai mais de uma consulta e mais do que troca de mensagem, né? O que você falou do né?

Da questão de não conseguir mandar, é orçamento. Como você explica tudo isso também, né? Da da questão de óvulo doado todas essas garantias, então. É uma, eu sempre falo isso na consulta. Olha, agora vocês saíram aqui cheio de informação, tem que botar a cabeça no Travesseiro, dormir, pensar porque é é.

São muitos fatores. As dúvidas surgem muito depois, né? É um, é um processo, né, pra pra ir aprendendo, pra você ir entrando nesse mundo, entendendo até você está pronto para fazer o investimento financeiro, emocional e passar pelo tratamento. Eu acho que é bom mais uma vez na colocando essa abertura com profissional ali que vai estar falando sobre isso com vocês, então pra que ainda estou com dúvida realmente em relação a essa questão dos ovos, como é que custa? Como é que funciona?

É 24 blastocisto, D3 e tal, então tem uma pessoa pra orientar nesse sentido, alinhar a parte financeira, né? Do contra a pessoa está querendo, ali está, está disposto a fazer, né? A investir com o que a clínica está oferecendo, ligando o ovo, recepção. Aí tem um programa, normalmente tem as. Acho que não sei se tem clínica que não trabalha, mas normalmente todas as clínicas trabalha aí com AO programa diodo, ação que é uma forma de você ter a um certo um tratamento mais em conta, né?

De certa forma. Porque no caso do alvo, recepção e ovo, doação é você tem um compartilhamento dessas células. Você quer explicar um pouquinho mais? Como é que funciona isso? Bom, então basicamente, né pra você ser doadora de óvulos, existem alguns critérios que você precisa seguir hoje, né?

Pela resolução atual do conselho federal de medicina, a idade limite de 37 anos. E aí existem outros critérios de não ter nenhuma doença genética, nenhuma doença infecciosa e ter uma reserva ovariana compatível, né? Porque como a gente falou que passa ali por um funil, né? Nosso objetivo é passar por esse funil, mas ficar uma quantidade boa para você. E para a pessoa que você vai ajudar doando, né?

E normalmente a gente fala em doação compartilhada, né? Justamente porque são compartilhados os óvulos e os custos do tratamento, né? Então isso faz com que para a pessoa que está doando, né? Seja um pouco mais acessível o tratamento, né? Mas exatamente obrigado pela explicação, mas chegar a esse ponto na questão financeira, né?

Então, a alvo doadora, quem está doando o óvulo, ela tem parte do tratamento subsidiado pela receptora, por isso que a receptora acaba pagando mais caro. Ela está pagando parte do tratamento para incentivar. A doadora de óvulos doar parte dos seus óvulos para ela, então depende aí de cada clínica, né, né? O esse custo aí final pode é variar bastante de um tratamento que você não faz ou vou doação para um que você faz. Obviamente que para você se enquadrar num programa de rodo, ação, você tem que passar por uma seleção e envolve uma consulta médica, né?

AEA, gente, está falando aqui do tratamento, mas não, não é só o tratamento que a gente tem que olhar. No caso de um planejamento financeiro, você tem que olhar também alguns outros aspectos, né? Pra você fazer esse tratamento, tem o tempo que você está parado ali para fazer o tratamento, né? Então quem só quem é autônomo vai ter que deixar de fazer algumas atividades ali. Normalmente não é um tratamento que te incapacita, né?

De de fazer alguma coisa, mas você tem que ter ali alguns alguns momentos ali para você, um é se deslocar até a clínica, né? Então tem os controles. É de ovulação, são ultra sons que tem que estar lá. Às vezes vai 23 vezes, tem a coleta de óvulos, então tem alguns momentos ali que você vai ter, que é destinar para para o tratamento, mas tem custos maiores do que só e do que esse como deslocamento. Então, tem gente que mora longe, não tem clínica em toda a cidade, às vezes a clínica que você escolheu não está perto de você.

Aí tem o custo do translado, né? Então aí tem transporte, hospedagem e alimentação também, então tudo isso tem que estar na ponta do lápis também para nos surpreender. No na hora de você é realizar seu tratamento e por finalmente a gente tem que falar também a em relação a juntei o dinheiro, mas é o suficiente para fazer o tratamento. Quantos tratamentos, então, as chances de sucesso eu vou fazer o tratamento, eu vou transferir, vou engravidar? Não, não é assim, então não sempre, né?

Então a gente tem aí depende de de vários fatores, aí o resultado desse tratamento, dessa tentativa. E pode ser que você precise de mais vezes, se você tiver embriões congelados, aí você vai ter descongelar esses embriões e transferir. Tem o custo do descongelamento, que é interessante você saber também antes de iniciar o tratamento. É, entendo como fundamental a para você, inclusive ter esse planejamento do dos próximos passos. Então eu tenho quantos embriões?

Qual é a perspectiva de ter embriões congelados? Tem não tem qual custo para fazer esses descongelamento? O que está incluído nesses descongelamentos posteriormente? Isso vai me dar uma chance. Acumulada maior, ou seja, fazendo mais tratamentos, eu posso ter mais chance de sucesso nesse caso.

E como é que a clínica aborda isso, né? Se a gente se a se a clínica né, se o profissional ignora isso, não faz agora e esquece o que tem depois ou dá pra gente já ter uma alternativa pra pra esse positivo que não veio é logo de cara. Então é interessante discutir também para você também não ter essa frustração de criar um planejamento de 1 ano juntando o dinheiro, né? Um é, coloquei lá na planilha bonitinho, entendi meus gastos, separei um valor mensal, entendi o custo da do que eu vou fazer de todos os tratamentos, o quanto eu preciso, quanto que eu preciso juntar? O que, como é que eu vou ter que economizar?

Sentou em casa, conversou com com o parceiro com a parceira, criou a estratégia, né? E cumprir o bonitinho, muita disciplina, fez o tratamento, aí não vem o positivo, o que que isso pode gerar de frustração? Então precisa ser encarado realmente é como uma realidade que é de muitos, né? De não ter o positivo e o que fazer depois disso, é? Acho que isso entra muito também na questão da da transparência, na comunicação, até dentro do do consultório mesmo, né?

Então, é da da pessoa ter AA consciência, né? De olha qual é o meu caso, qual é a expectativa? Será que a minha reserva ovariana é mais alta ou será que ela é mais baixa? Será que eu tenho previsão? Então, de precisar de mais ciclos ou demais descongelamentos do que eu fiquei com mais embrião congelado, né?

É ter transparência na hora de informar os os dados, chances de sucesso, né? Eu uso muito esse termo, é você nem sabia disso, mas eu falo isso muito na consulta da dessa questão da caixinha, né? A gente não pode colocar todo mundo dentro da mesma caixinha, a gente está olhando estatística, né? A gente pode estar tanto abaixo quanto acima, mas a gente olha para ter um norte, né? Então, isso é interessante também da gente ver é da gente buscar dados reais, né?

Porque às vezes, com o é o acesso, né? De internet e redes sociais, a gente vê muita, muita gente falando muita coisa, né? É e às vezes, informação de armas, porque se você fizer isso, aquilo aquilo outro, mas não sei que lá você tem, sei lá quantos por cento de chance de sucesso. Então acho que você conversar com com a equipe que está fazendo o seu tratamento, entender, ter, ter dado um pouco mais é palpáveis para a sua realidade. Ajuda nessa programação, nessa previsão, né?

Vou dar exemplo de alguns casos clínicos. Assim recentes, né? Pacientes que tinham uma reserva ovariana mais reduzida, onde a gente conversou, né? De que olha? Talvez seja muito difícil do seu ovário responder na medicina, a gente nunca pode dizer impossível, né?

Mas existe um risco alto dele não responder. Vamos tentar correr esse risco, não vamos tentar. No meio do caminho, olha, realmente não está respondendo. Existem outras estratégias para tentar responder ou existem óvulos doados? Ela falando doutor, olha, eu me programei para esse tratamento, eu quero otimizar esse tratamento da melhor forma.

A gente mudou de estratégia e a gente foi fazer um tratamento com óvulos doados. Mas por quê? Porque a gente estava pensando No No conjunto e porque isso foi conversando. Esse planejamento foi traçado desde antes, né? É diferente de às vezes você fala, olha, não vamos, vamos tentar, aí vamos ver o que faz a não.

Puxa, não deu certo, olha agora para fazer desse jeito, a gente faz isso aqui, aí é, é difícil, né? Exatamente bom. Gostaria de resumir, então o que foi conversando, parece que é um pouco complexo demais, porque justamente a gente acha que não está habituado. Muitos não estão habituados realmente entender a das contas de casa, né? De para onde vai o dinheiro, como é que eu faço para me organizar e minha recomendação que eu deixo é que realmente tenham conhecimento, tanto pela orçamento de casa quanto o orçamento, do que você vai fazer, né, do tratamento que você está em busca.

E colocar na ponta do lápis. Aí tem muitas ferramentas na internet, tem os os planners, então você pode colocar é no, no, até numa tabela de Excel e ali colocar cada gasto, criar o seu planejamento, né? Buscar ajuda e buscar clínica que possa te dar também esse suporte, né? Porque você possa abrir e falar, olha, é isso aqui, essa é minha realidade. Como é que eu faço pra poder me organizar, né?

Tem quais são as opções, né? Quais são os tratamentos disponíveis? Qual é a melhor estratégia para mim, como é que eu faço para chegar até lá? Né? Esse é o que eu queria deixar para hoje e agradecer mais uma vez a gente está aqui, muito obrigada, Marcelo.

Espero que tenha ajudado, né? Vocês que estão ouvindo a gente entender um pouquinho, né? Do, do que está por trás? Quando a gente fala nessa questão financeira do tratamento, né? EE como tentar se planejar realmente, né, pra que esse não seja um empecilho tão grande, né?

Pra buscar aí o seu sonho, né? Então tá bom, obrigada, viu Marcelo? Pela sua participação e tchau, gente. A gente se vê no próximo podcast. Tchau, pessoal.

Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com médico especialista. Te vejo no próximo episódio até lá.

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