Ep. 34 – Especial Aniversário da Dra. Camilla Vidal

E o parabéns de hoje vai para a Dra. Camilla Vidal! No episódio especial de hoje, fizemos uma surpresa de aniversário para a Dra. Camilla com várias perguntas sobre suas motivações pessoais em sua carreira e momentos emocionantes de sua trajetória até aqui. Veja o episódio completo e se emocione junto. 

Transcrição do episódio

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Olá, que a doutora Camilla Vidal, médico especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto, seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente. E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do cefet vamos ao episódio de hoje. Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante hoje.

Marcelo, a gente vai fazer um episódio especial porque é o dia do embriologistas. Agora em julho, não é verdade? Doutora? Eu vou te cortar um pouquinho, que é a gente meio que armou essa esse começo aqui da gravação, que não é realmente o dia do hidrologia. Esse foi outro podcast.

Essa foi só uma desculpa para te trazer aqui, porque o episódio hoje é com você e eu que vou fazer as perguntas, porque é seu aniversário, dia 18 do 7 de julho. Gente verdade. Não tá sabendo que vai ser isso para ela e a gente vai aproveitar e falar um pouco da carreira do médico ginecologista especialista em reprodução assistida. E você vai contar um pouco da tua história para gente, meu Deus, para quem está em casa em especial, aí eu seu aniversário que está aí, a gente vai aproveitar o gancho. Então uma surpresa que a gente tá fazendo pra você é era pra ter feito antes até não deu tempo.

Então o pessoal hoje a gente vai ter então um podcast especial da doutora Camilla, que é a idealizadora do podcast, só que ela não tava sabendo. Então é. Vão ter algumas perguntinhas aqui sobre a sua carreira, a sua vida, o que te trouxe até aqui, por que que eles estão te ouvindo? Meu Deus, é profissional, nossa, eu estou até tensa, gente de verdade, sem pauta, sem nada. Realmente quer falar?

Quem já me conhece, sabe, mas quem não conhece? Eu sou muito da pauta, tem que ser tudo c, paradinho hoje não tem pauta, hoje vocês vão saber da verdade por trás da doutora Camilla Vidal, pois é, e aí eu queria começar falando inicialmente, fazer algumas perguntas aqui para você poder se soltar e falar. Eu não te trouxe aqui. Por que você escolheu o primeiro fazer medicina, que que aconteceu lá atrás, falou assim, pô, eu vou seguir a carreira médica antes da reprodução assistida. Difícil assim é na minha família, né?

Então tem bastante médico. Meu pai é médico, eu já até falei isso em um vídeo, né? Na Na época do vídeo do dia do ginecologista, né? E aí eu lembro que quando eu fui falar porque eu fui falar que eu segui o que eu vou começar a chorar? Essa intenção, estamos conseguindo audiência, eu tô subindo.

Porque aí eu fui falar que eu fui seguir os passos do meu pai. Eu lembro que eu me emocionei para falar, então, hã? Eu acho que eu meio que eu nunca pensei em outra coisa de verdade, viu gente? Assim porque é. Eu sempre vi meu pai trabalhar com GOIA.

Gente ia no plantam, almoçar com ele, no plantam, eu vi ele cuidando das pacientes. Eu achava muito legal, então assim eu sabia que eu queria fazer medicina.eu. Nunca pensei de isso, é verdade, nunca pensei em outra outra carreira, né? Outra profissão? Dentro da medicina, eu tive ali uns amores por outras especialidades.

Antes da go, não é? Mas basicamente foi por conta da família do meu pai, é médico, meu tio. Então eu vi muito isso. Eu vim em casa, né, para a faculdade. Quais são os principais desafios aí da faculdade de medicina que você sentiu na hora que você a escolha estava feita, mas e na hora de enfrentar realmente a realidade de se, de se capacitar médico, né?

É acho que o desafio maior é entrar, né? É primeiro, né, primeiro e maior desafio é essencialmente para o uma vez, né? Eu estava. Falando sobre essa questão de vestibular e tudo mais nessa época de pré vestibular, não é? Eu estava conversando com outra pessoa que ia prestar outro curso, não é?

É. E aí eu lembro que a pessoa respondeu assim é, mas cada um escolhe a Cruz que quer carregar, né? Então para você vai ser mais dificil mesmo. Então é, acho que o primeiro desafio é entrar na faculdade, tanto é que assim eu saí de casa, eu tinha 16 anos, né? Então eu fui estudar fora, eu sou de cidade pequena, para quem não sabe, né?

Marcelo conhece mesma idade, foram um bar, Mato Grosso do Sul. Muito bom lá, viu? Quem que puder conhecer a cidade, eu gosto bastante. Eu sou suspeita a gente, mas é bonito, não é bonito demais, de verdade. Esses dias eu estava conversando com uma paciente que ela é de de outra região, mas ela estava mostrando os lugares lindos dela, não sei que lá que a gente perguntou, onde você passe ou aquilo é aqui não tem muito pra passear, né?

Em Ribeirão, minha cidade é mais bonita, pensei, é Corumbá também é bonito, mas é bonito, então eu sou de lá, só que lá, mas tem que sair de lá pra estudar é que é o normal, né? É cidades pequenas são assim, né você? Você fica ali um tempinho, mas quando chega a hora da da vida, você sai depois, às vezes até volta, mas volta já com a carreira estabelecida ou depois que você trabalhou, aí você volta para aposentar, né? Doutora Camilla pensa em voltar? Não, não tem que voltar, não fica aqui, fica por cá.

Mas ó, eu achava que eu ia voltar assim, quando eu um é quando eu fiz AA ginecologia, né? Eu achava que eu ia fazer GO ponto e que aí eu ia voltar porque meu pai é ginecologista, né? Então meu pai tinha consultório, fazer a pré Natal, tinha sala preparada, tinha a casa preparada porque? Assim como a gente tá falando dessa questão da realidade de de cidade, não é? Meu pai é de uma cidade pequena, do interior de São Paulo, então o sonho da vida dele era terminar a vida na cidade dele.

Tanto que agora ele mudou de volta, né? Para o interior de São Paulo. É, então, na cabeça dele. Era assim? Bom, eu estou deixando tudo montado.

A casa está pronto, consultório também. Minha filha vem, começa a tocar minhas pacientes, é eu posso aposentar, né? Eu quero planejamento, esse era o plano que eu tinha, inclusive, né, mas aí fui conhecer a reprodução humana, né? Outra mudança importante é o motivo da gente estar aqui, não é? É que foi que você conheceu?

E como é que foi esse? Eu, na verdade eu não sei também como é que foi, então eu estou ouvindo também pela primeira vez, é verdade, a escolha da reprodução humana, em que momento que deu o clique? Assim é o pior é que eu sei que é muito clichê falar isso, né, de ai, mas me escolheu, mas eu eu sinto muito isso, porque assim, quando eu entrei na residência ou eu ia parar na residência mesmo para ser go geral, porque eu queria ir para uma cidade pequena, fazer de tudo que era Corumbá, né, ou eu ia fazer más tu olha minha cara, que que eu tenho haver com o mastro hoje eu fico pensando. A gente não combina, né? É, mas eu gostava assim, da na época, não é da especialidade.

E na faculdade a gente não tem tanto contato com o reprodução. A gente aprende go, a gente vai fazer plantão para fazer parto, né, pra fazer pré Natal. Ouvi falar de anticoncepção, mas reprodução é um mundo à parte, né? Eu me formei Na Na federal do Mato Grosso do Sul, tive, na minha opinião, uma ótima formação, mas era um hospital que não tinha esse tipo de serviço, então a gente ouvia falar é muito distante, né? Eu lembro que durante AA residência, né?

Eu aqui já não é na no HC. É, a gente foi passar, plantam, e aí você tinha que passar. O caso da paciente não é? E aí é fulana, tantos anos aí estava lá. A gestação pós ECSI falei gente, que que é isso?

Eu, no meio da da, da passagem de plantam? Eles, não, isso aí que se isso é injeção intracitoplasmática falei, nossa, parece ser tinha aquela noção, né? De nós tem um mundo e era do lado aqui, né? Quem já foi no HC sabe o centro obstétrico e o laboratório de reprodução eram ali próximo, então a gente evento como funcionava e eu gosto muito da parte da ginecologia, assim da parte de. De concepção, adoro falar de anticoncepção.

Vira e mexe as pacientes. A gente está falando de outros assuntos. Eu começo a falar do DIU do anticoncepcional, porque eu gosto, é, e aí quando eu vi que tinha essa parte, né, porque tinha de genecologia endocrine junto com a reprodução humana, eu falei, não vou mudar de especialidade, vou fazer. Reprodução. Foi assim que aconteceu que foi assim na residência assim, qual que foi o impacto aí com o começo dessa especialidade, que que você você falou é, esse é o caminho mesmo e não teve nenhuma dúvida ou em algum momento você falou assim, puxa, será que é isso mesmo que eu quero?

Pensando em, especialmente alguns momentos marcantes da da? Da reprodução humana que realmente não é só de Felicidade, não é? A gente está muito feliz, é uma carreira maravilhosa, é lindo, é maravilhoso, mas tem realmente, assim como toda profissão, não é os seus momentos de dificuldade, de frustrações, de sentimentos, de perda, não é, então, na reprodução humana. Acho que um dos momentos principais aí que podem impactar é realmente sentir ali a dor do paciente, né? Que está nesse processo de de tentativas às vezes de muitos anos de desgastes, e tem vários momentos ali de luto, né?

Então você tem algum ali na nesse começo de carreira, na sua formação da. Como um especialista em reprodução humana que você sentiu ali que você chegou a ficar em dúvida, talvez, ou que você se sentiu uma realidade diferente do que só? Talvez essa empolgação que a gente está comentando aqui ou não, é isso mesmo. Se se já entendeu logo de cara, o que que você enfrentar pior que eu acho que dúvida? Não.

Mas assim, enquanto eu estava no R3, porque são, a gente chama de r porque são os anos, né? Então tem OR 12 e o 3 da ginecologia e a reprodução é OR 4 né? Então eu estava no último ano da ginecologia, inclusive poucas pessoas sabem disso, porque eu não. Eu não falo muito assim da minha vida pessoal em geral, né? Eu sou meio meio quietinha, não é?

Uma vez uma paciente falou ela falou assim, a gente percebe que você gosta de fazer conteúdo, mas é tímida, né valentão? Zona, então eu não falo muito, então muita gente não sabe disso. Quando eu estava no R3, eu como paciente, coloquei um DIU, é colocaram em mim, não é logicamente é, e aí eu fui checar o posicionamento do de ultrassom, né? E aí fui fazer ultrassom, era uma chefe minha do HCE, ela falou assim aca, já que nós estamos aqui, vamos olhar seu ovário. Eu falei, fala, molhar meu ovário.

Então aí ela olhou meu ovário, eu achei um teratoma gigante no meu ovário. Teratoma é um cisto benigno, não é? Mas assim, daquele lado, não dava para ver o vário, só tinha um cisto. E aí ela olha, ela viu que eu já fiquei assim, não é? Calma, vamos reavaliar.

Talvez não seja, mas a imagem era muito carinha, não é de ter a toma mesmo. Aí fui avaliar, mas eu já fiquei naquela assim, meu Deus, metade da minha reserva ovariana não tem ovário daquele lado. Eu nem nem estava na reprodução ainda, ainda é tava terminando go, né? É metade da minha reserva ovariana, não dá nem para ver o vário desse lado e agora e será que eu vou congelar e será que eu vou operar e será que não sei O Que Ela É e eu até falei sobre isso numa dessas Lives que a gente fez agora com 11, outra paciente, que inclusive é colega. O ecologista, também falando sobre como essas coisas mudam a gente.

Como médico, eu acho que depois desse dia, assim, depois desse período de verdade, eu sou outra profissional, porque eu estava dentro do HC, eu era praticamente ginecologista. Eu sabia o que era aquilo e mesmo assim eu estava morrendo de medo. Eu não queria fazer exame, eu não queria fazer cirurgia. Eu sabia que eu tinha um outro ovário, mas para mim, aquilo era o fim. É tanto é que eu posterguei muito para fazer exame de sangue, de rotina, porque eu não queria para.

Marcar a cirurgia porque eu não queria, é, e aí aquilo me me transformou muito assim na minha prática, porque eu, eu vivi o outro lado e eu vi que é muito difícil, porque até então, por mais que a gente fale, né em humanização e tudo mais, você tenta logicamente, né? Mas você não está lá para você saber como é que é, né? E aí, quando você está lá, que você percebe que você fala, tá? É um cisto benigno, poxa, você tem um outro ovário, não é bem assim, é a empatia, é uma empatia Na Na muito, né? Real diferente, você está realmente sentando do outro lado, né?

Você tá lá? Comigo, aconteceu algo semelhante também foi, é logo no começo da minha carreira. Também não é primeiro ano de embriologia. Eu sei que não sou o tema, mas só para é para colocar mais um exemplo, já foi, é, eu fui fazer meu programa EE tem uma alteração na motilidade, né, fora do padrão. Foi pronto, ferrou, e aí a gente sente realmente.

Aí você falou, sou tão novo, eu tinha 19 anos, não é? Quando eu fiz o primeiro espermograma, coisa que os homens todos deveriam fazer, porque tem tratamentos que podem ser realizados precocemente. Então é bom ter esse conhecimento, não é? Então eu fiz OE, mas eu senti isso que você sentiu também puxa vida. Eu como paciente, olha só o tanto programa que passa por mim é, né?

Isso é lida realmente, a gente lida, a gente trabalha com empatia, né? Então realmente se coloca no lugar do outro na hora de conversar, de passar um resultado, mas quando é você se sente diferente, né, e te muda. Profissionalmente, isso é muito legal, é e na hora que eu fui tentar engravidar não é que eu tenho já 2 filhos, mas o meu mais velho tem 8 anos. Eu achei que fosse demorar e agente ia ficar. Eu ficava com esse mesmo fim nossa, complicou?

É agora aí, no primeiro mês do negativo você fala pronto, eu sabia e agora é aquela atenção, é uma, é porque você sabe que tem alguma coisa ali que pode acontecer. Aí veio o segundo mês, aí, engravidou logo, né? Do segundo também engravidou fácil, mas não foi o é, mas é imagina que se se fosse, né? Então dá pra sentir um pouquinho do que essa atenção do que é esse medo, né? De um diagnóstico.

E é uma coisa assim absurdo, porque eu nunca senti nada. Coloquei meu DIU tranquila, doeu para o dia, mas assim nunca tinha sintoma nenhum. De repente parece que eu descobri. Eu tinha dores horrendas, quando eu ia atender alguém, alguma coisa assim, e era sempre do lado que eu tinha os isso. Então, assim como a nossa cabeça tem 111 fator importante, né?

Mas eu entrei nesse assunto porque você perguntou se teve alguma coisa que foi, não é desafiadora e na verdade não, porque parece que eu já tinha uma quedinha ali pela reprodução, mas depois que eu vivi essa esse que eu tive isso, né? Bem relacionado ao assunto, falei não, então é isso mesmo que eu vou. Fazer e a partir daí, não. Não tive dúvida. Assim sendo sincera é, é o que você falou.

É sofrido por um lado, porque a gente torce. A gente queria que todo mundo fosse 100%, né? Mas eu realmente acredito quando eu falo, olha, a gente tem que ter o nosso coração em paz, de saber que a gente está fazendo tudo que está ao nosso alcance da melhor forma possível. Vamos tentar cobrir o que a gente pode cobrir, né? Mas tem coisas que infelizmente saem da da nossa alçada como humano, né?

É, é verdade, é. Tem alguma coisa em relação ao relacionamento com o paciente que mudou de lá para cá? Que que você tem muita coisa que imagino, tem que mudar, mas assim que que você sente na sua formação de lado, o que você aprendeu da parte teórica para a prática, mesmo ali da rotina, né? Do dia a dia como responsável ali pelos pacientes, né? Porque como um informação, você tem alguém que está respondendo junto, né?

Você tem informação, você está acompanhando e tal, mas no momento que foi te solto pela primeira vez e esse é seu paciente, até o prontuário, gente como é que é e como é que essa sensação assim ser responsável por aquilo, né? A sensação sabe quando você tá ensinando o filho a andar de bicicleta? E aí, de repente, o filho olha para trás, seu pai não está mais dele, fala, meu Deus, estou andando sozinho esse tempo todo, né? Acho que é bem essa sensação, porque é. É quando você está na residência, tudo bem, você é médico, você é responsável, né?

Você tem ali seu ser m, tudo mais, mas tenho sempre alguém atrás. Se acontecer alguma coisa, você tem onde correr, né? É e na hora que você vai para a vida real, não, não é bem assim, né? Mas nesse sentido, assim, eu acho que eu fui muito vou misturar o meu lado humano, mas respeito a opinião de todos, né? Mas.

É, eu acho que eu fui muito abençoada, né? Porque é, eu tive a oportunidade de de trabalhar, mas eu tinha aquela bicicletinha de rodinha pequenininha ali, né? Então, assim você, você começa AA fazer, não é independente, mas eu fui trabalhar com pessoas que eu sei do conhecimento, da capacidade que eu tenho confiança, então mesmo você sabendo assim, ó, vai, são os seus pacientes, mas você sabe que você tem uma equipe por trás, né? E isso faz diferença também não é bom. É, você lembra do seu primeiro ultrassom positivo ou foi algo gradativo assim, você lembra disso?

Como é que foi? Foi na residência ou seu paciente mesmo é é que na residência a gente a gente roda por estágios, né? Então assim a gente não é, a gente não tinha o nosso paciente. Na residência, eu tive um caso que me marcou muito, porque assim, apesar da gente, eu não lembro agora certinho. Será cada 23 semanas, né?

É. Mas apesar da gente rodar, tem um período ali que você tem um certo vínculo com algumas pessoas, né? É e eu lembro muito de uma paciente, eu lembro da roupa que ela estava no dia que ela falou comigo que eu tava conversando, explicando dos remédios e tudo mais é, e ela falou assim, nossa, muito obrigada, viu pela forma que você está conversando comigo, por você estar me explicando, eu precisava conversar com uma pessoa como você. Nossa, eu fiquei. Eu fiquei tão feliz naquele dia.

Não é porque assim é uma pessoa que teoricamente, não tem tanto vínculo. Ela te conhece no máximo 23 semanas, né? É, mas de caso assim, da residência foi o um dos mais marcantes. Eu não lembro muitos detalhes do caso que faz tempo, né? Mas era um fator masculino muito grave.

Foi muito difícil de conseguir. Espermatozóides, a reserva ovariana, se eu não me engano, ela tinha, acho que 23 ovos, porque no HC algumas coisas funcionam diferente ali, né, de ter material congelado não necessariamente é no mesmo momento, não é diferente do que a gente faz hoje em dia, né? Então ela tinha óvulo congelado. Foi difícil de conseguir os espermatozóides com muito custo formou embrião. Zinho, eu lembro do preparo do endométrio, que não responde, aí eu discutindo com os chefes, mas esse adicionar isso, mas e se fizer aquilo?

Mas isso não sei que lá e eu sei que no fim das contas ela engravidou daqueles eu fiquei nós, porque a gente já tinha rodado de estágio, mas aí eu fui querer saber, mas ia falando, engravidou, não engravidou, é então esse foi bem legal, eu comecei a rir quando você perguntou por que assim? Quando eu entrei na clínica ultra-som que eu mais lembro que foi na verdade o meu primeiro ultrassom não era de uma paciente minha. Mas foi ultrassom dos trigêmeos, não é? É sim, sim, lembro, transando. É aqui só para situar.

Todo mundo. Vale contar, não é que é legal isso. Quando eu entrei na clínica eu não conhecia o doutor Jorge ahan. E para quem conhece o doutor Jorge, sabe que ele é bem reservado, né? Ele é bem assim?

Ele, ele é um doce, mas ele fala pouco, né? Ele é mais na dele mesmo, né? É, então era recém-chegada, eu não sabia interpretar assim, será que eu estou indo bem? Será que eu não estou indo bem, será que está dando certo, será que não tá? E aí ele vamos fazer outra som, doutor, vamos, vamos fazer ultrassom?

E foi lá fazer outra som de neném, né? Então pensei, bom, que bom, né? Vou vou começar com o pé direito, vai ser ótimo, vai ouvir coração, vai dar tudo certo. E eu lembro de eu passando ultrassom, um saquinho, 2 saquinhos, 3 saquinhos e o doutor Jorge são 3 e ela, naquele primeiro momento, ficou muito assustada, né? Porque a gente, ela tinha transferido 2 tudo bem.

Por mais que a gente saiba que existe uma uísque, é muito pequeno, né? E ela ficou muito tensa, né? E ela não, meu Deus. Mas e agora, 3 nós vamos ficar com 5 filhos e eu lembro que eu fiquei assim, gente, eu sou recém chegado, eu olhava pro doutor Jorge, e aí? Que que eu faço nessa hora, não é?

Está a ler o olhar ali do doutor Jorge, ela desesperada. Eu pensei, será que eu consolo? Será que ele consola? Será que eu termino o exame? Será que a gente termina outra hora?

Mas aí, no fim Ela Foi acalmando, a gente deu, fez todas as medidas que eu, tudo bem nascer os 3 neném. Mas esse é o mais marcante. Eu falo que foi o trote de quando foi o trote. Deixa eu ver se essa menina lida bem. Você ficou com essa situação?

Poxa, não foi isso que eu aprendi. Que coisa estudei tanto, foi capacitado na hora que agora é de fazer, vamos medir em 2 segundos, vai acha do 5, eu acho o embrião por que pra minha hora aconteceu isso? Nunca peguei um caso assim, ai, muito bom. Muito bom, é o que você sente que é mais desafiador aí dessa profissão. Então de de sterile uta, do especialista em reprodução assistida, tem algo que que você pensa assim, que é algo que desafia a estudar mais, aprender mais.

E qual o do que que você sente assim, que que que tem mais dificuldade da parte técnica ali, do do do, do equipamento, da, da, do, do, do, da, do, da unidade fazer a coleta de óvulos, da transferência ali, essa manipulação, né? Nesse momento delicado ou à do do cuidado com o paciente, do relacionamento que que é que você sente? Acho que o mais difícil é negativo, não é a nossa maior limitação. São, infelizmente, as chances de sucesso, porque a gente sabe que vem melhorando, mas é o que a gente falou agora há pouco, né? Está muito aquém do que a gente gostaria, né?

É, e é uma coisa que eu falo muito. Quando a gente tá em retorno discutindo, né? As estratégias que é assim, existem muitas hipóteses, né, porque ainda é um AA implantação. Ainda é muito desconhecida, não é? Então, há, pode ser a imunidade, pode ser o endométrio pode ser infecção, pode ser sua janela de implantação, mas a gente não tem ainda tanta clareza quanto isso quanto a isso, né?

E é muito difícil, ainda mais assim. Acho que, falando de mim como pessoa, que sou muito metódica, sabem sim, muito. Tem que ser assim, assim a gente faz isso, aquilo é é difícil até como um ser humano você lidar com essa incerteza, porque o paciente está te perguntando uma resposta que você quer ter, mas isso não consegue. A ciência não tem, né? E isso é o mais difícil, porque assim a gente realmente se se envolve Na Na.

Nas situações, não é não, é 11. Tratamento frio não é aquela coisa de que há, você vê, a pessoa volta em tanto tempo, faz não sei que ela não é. É o seu paciente. Você tá ali, você está torcendo. Você sabe do que aconteceu, eu sei o que acontece na vida, eu sei de paciente que perdeu o bichinho de estimação que sofreu acidente que aconteceu e você sofre junto com tudo aquilo, né?

Então acho que esse é o mais difícil, sem sombra de não é a limitação realmente da da explicação, né, porque você foi formada para resolver, para é para tomar atitude, não é? Para tentar fazer algo ali, para ter ferramentas para isso. Só que não. Não tem ferramenta para isso, não é para o negativo. Você não tem muitas vezes o que fazer mais já faz, fez tudo o que foi possível, não é?

É, é, é realmente deve ser complicado chegar nesse momento. Não é de ter que enfrentar essa situação, né, que a gente não tem realmente o que mais é poder ser feito. Não é porque a gente lida com a com a nossa frustração e a frustração do outro, né? E ao mesmo tempo a gente tem que se fortalecer para que para que a gente levante e siga, mas a gente também está abalado, né? A gente também, eu falei isso recentemente, todo mundo deveria fazer terapia, né?

Eu falei isso para minha psicóloga, inclusive. Da nossa, deve ter um alguma sensação assim que às vezes tem 1 dia difícil e você tem que ser a Fortaleza para você levar aquilo para outra pessoa é? Então acho que às vezes é isso. Não é assim. A gente tem um papel importante.

Eu acho que não só da parte técnica, mas se você como médico, resolvedor do problema, como você falou, num bota fé que aquilo ali, né? Você não tá é vendo a Esperança, a pessoa não vai ver, então você é o responsável por levar aquilo, né? E acho que isso é é desafiador, muitas vezes não é porque você levar, mas sem ter ali a parte palpável, eu já fiz isso, já fiz aquilo já. Isso que é o mais difícil, não é? Não, e teu pai, depois de tudo isso, assim que a expectativa era dele de ser voltar, você pegar os pacientes, tô voltando um pouco o aspecto pessoal aí, desse planejamento inicial que você falou, vou fazer medicina, vou fazer GOE.

Aí mudou tudo. Aí agora está com reprodução humana. E aí, como é que foi essa situação em casa? Assim como é que teu pai, como é que é, percutir isso na família, né? Enquanto eu não terminei a residência, meu pai não mudou de lá, não tinha ele ainda tinha esperanças, ele tinha Esperança, ele não vai que ela não se adapta, vai que ela muda de ideia, go ela já.

Não pode fazer go, né? Então, enquanto eu não terminei, não entrei na clínica. Eu falei, pai, eu vou ficar. Ele não saiu de lá, não saio de lá, tanto que assim eu sempre ouvi, porque meu pai sempre quis, né? Aposentar e voltar para a cidade dele não é?

Então eu sempre ouvi, a gente vai, a gente vai, a gente vai, só que eu estou vendo de formei nada. Eu entrei na residência, nada, eu terminei a residência nada, então quando eu entrei na clínica ele falou Bonfim, então eu vou, aí ele foi, né? Agora eles estão morando aqui mais pertinho, pelo menos, né? Que no interior vai longe quem já pesquisou no Google? Lá?

Quando a gente falou de Corumbá, deve ter visto que é lá no, mas o começo do mundo eu achei que ninguém conhecia Corumbá ou conhecia só pelas reportagens ruim que aparece, né? Ou de queimada ou de tráfico por conta, né, da Fronteira e tudo mais. Mas tem um Monte de paciente que às vezes eu falo, nossa, eu já fui pescar lá, já fui pescar lá perto, então estou descobrindo que é mais conhecida do que eu estava imaginando. Agora tem a novela Pantanal, né? É quem está assistindo no tempo real agora, julho de 2022.

Está passando a reprise de novo Pantanal? Ela não, ela tem. A gente não tem helicóptero, não. Meu dente andando normal é de chalana mesmo, não passa onça lá na frente é passa assim, passa aqui, já teve reportagem lá na avenida principal lá passando onça, sim, ficou no baila dá mesmo, é verdade, não lá, mas o quem puder conhecer só toma cuidado com a onça realmente. Ai ai, isso foi isso.

Então há essa era a ideia hoje realmente, de passar um pouquinho, trazer um pouco o lado humano não é de quem vê a profissional Dra. Camilla Vidal, né, né, que não conhece um pouco dessa história de trazer um pouco o lado de cada, essa profissional realmente, de entender um pouco do que motivou a trazer ela aqui, né? Esse sentimento por trás dessa profissão, né, que você se emociona de falar da escolha realmente, de fazer a medicina e o cão isso e com isso reflete no seu cuidado com os pacientes. Acho que isso é muito bom trazer. É para quem está assistindo, não é que quer te conhecer um pouco mais que segue com você, porque as pessoas, elas depositam essa Esperança.

Não é esse sonho nas mãos de algumas pessoas, não é assim. É uma troca, não é? É então ela, elas tão entregando um pouco para você, um pouco para a clínica, para os profissionais que atuam na gente, falou do laboratório também, então cada um pega um pouquinho dessa responsabilidade e você, né? E os profissionais médicos são os atores principais desse processo, né? De de tentativa.

Então é importante que vocês entendam, é que existem pessoas por trás ali que também muitas vezes perdem noites de sono. Preocupados, não é com com o que vocês passam também, né? EE que esse lado humano é muito importante. Não é que é por trás de um profissional competente, que estudou bastante, que não é, que formou em uma excelente universidade, que já tinha um sonho por trás, não é? Já há muitos anos, desde pequena, não é?

Tem essa essa tinha já essa motivação. Ainda assim, tem também um lado humano, né? De um sentimento, uma vontade muito grande de que esse sucesso aconteça. Para cada um é que está passando por esse processo e eu venho aqui, não é verdade prestar uma homenagem. O nome da clínica crescer a essa profissional, né, que que agrega tanto aí?

AA esses pacientes, especialmente que estão acima do c. Felipe não é? Mas e também à clínica, não é? E agradecer essa parceria desses há anos aí e desejar feliz aniversário para você. Que venham muitos mais anos e que pelas suas mãos passem muitos sonhos.

Realmente que você consiga é fazer parte da vida dessas várias pessoas e que cada vez mais homens e fortinhas naqueles corredores da clínica lá dessa sua participação conosco. Aproveitando, aí não me estendendo muito nesse podcast, a de hoje, que é especial falar um pouquinho do nosso glossário e pedir para você definir uma palavra, não é me definir em uma palavra. O que é a reprodução humana, o que que ela significa para você na sua vida? Especialmente, né, você está fazendo eu passar pelo que eu faço é exatamente passam com a pauta. Eu passo aí surpresa mesmo, mas essa é pra pegar emoção.

Então, pensa um pouquinho, vamos dar um tempinho para a doutora pesar, é? Então eu pedia, foi estratégica porque agora eu estou aqui pensando, então eu tomo uma água, está com a garganta seca aí. Ai, mas são o que você sente, não é de toda essa escolha que você fez escolhas importantes. Não é que você deixou, a gente está falando, não é? Da de ginecologia obstetrícia, de seguir a carreira do pai, veio para uma outra cidade muito longe, né?

Se empenhou durante tanto tempo para fazer parte disso hoje, né? De ter é essa carreira, então o que que a reprodução humana, né? Todo de toda essa história que a gente colocou até agora para você, eu acho que a gente tem AAA chance, né, de dividir a história da da vida de uma pessoa, né? Com alguém a gente poder. É interceder, não é da do, do, de tudo que o lado humano permite, né?

Pra poder construir um sonho junto, né? Porque a gente sonha também, né? Junto com com os casais que a gente atende, né? A gente torce juntos. Você estava comentando, né?

Da desse lado humano, né? Quantas vezes eu estou em casa, à noite eu penso, nós aí será que a fulana nunca mais tive notícia dela? Isso é muito comum, né? Ou às vezes a gente pensar em não deixa eu olhar aqui no prontuário, como é que está tal coisa, o que que tá acontecendo, né? É porque a gente realmente se envolve nisso, então acho que a reprodução humana é a gente poder ter esse esse privilégio, né, de?

De participar da construção da de famílias não é de sonhos, de planejamento, não é e é muito gratificante, muito, muito gostoso. Você me pegou de surpresa, não sei falar não, mas foi certinho, é isso mesmo, já que você citando isso, que é o principal que é participar da vida de algumas pessoas. A gente trouxe alguns relatos, então também de pessoas, não é para dessas famílias que você falou que faz parte, não é? Algumas, obviamente que a gente não é, não tem como colocar aqui para todo mundo, mas é só para exemplificar um pouco disso que está falando que a reprodução humana, inclusive para você, não é que são essas fazer parte dessa história, dessas pessoas. Então a gente selecionou poucas histórias, mas algumas para te mostrar aqui uns recadinhos desse pessoal, a gente vê e te desejar um feliz aniversário, que as bênçãos do senhor esteja sobre a sua vida.

Muita paz, muita saúde, muito amor. Obrigada por todos os momentos juntos. É por nunca desistir da gente. A gente te ama como pessoa, como médica, conta sempre com a gente. Um feliz aniversário para a Senhora.

Um beijo muito especial e do nosso bebezinho também. Oi, doutora Camilla, passando aqui para te desejar uma linda novidade, que Deus sempre te abençoe. Você é muito querida e especial para nós. Estamos aqui, eu e meu embrião. Zinho Joaquim manda um beijo pra tia Camila.

Joaquim manda. Vamos ver. Parabéns, doutora Camilla, pelo seu aniversário. Parabéns, doutora Camilla. Estamos aqui para te agradecer por ter realizado o nosso sonho, que é Alice.

Muito obrigada pela sua dedicação e carinho. Muito obrigado, viu, doutora Camilla, graças a você, ó, nosso sonho foi realizado. O que é Alice? E nós são muito grato a você e a sua equipe da MC firme, tá bom, parabéns a todos, felicidades. E parabéns pelo seu aniversário.

Parabéns, doutora. Ela fala um parabéns para doutora Camilla, Hein? Obrigado. Sou da Camila. Feliz aniversário.

Feliz aniversário. Tchau, tchau. Gente, é muito lindeza, muito obrigada. Parabéns, o que é legal é a gente olhar e eu começo a lembrar de cada vez que eu atendi essas pessoas da gente conversando do teste negativo de cada caso. Difícil útero grande, o endométrio que não responde e é hoje você olhar o tamanho dos neném já tem neném no forninho, ainda é pequenininho, mas olha o tamanho.

Gente. Muito obrigada, viu? Fiquei muito feliz, parabéns a você e aí tem mais também uma surpresa. A gente pode gravar toda a semana, agora é meu para você. Obrigada.

Então é isso. Feliz aniversário. Parabéns pela profissional que você é, pela pessoa que você é, e agradecer a todos que viram esse podcast hoje. Muito obrigada, obrigada gente. Contei, me emocionei, obrigada Marcelo, obrigado a todos vocês pela oportunidade da gente trabalhar junto.

Que venham mais sonhos realizados. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe os efeitos no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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