Neste Fala, Tentante!, a Dra. Camilla Vidal recebeu a pediatra Dra. Nathalia Fontana para uma conversa leve e informativa sobre cuidados antes da gestação, saúde do bebê, vacinação, exames do recém-nascido e o papel da família na construção de um começo de vida mais saudável.
Um episódio para tirar dúvidas, informar, tranquilizar e reforçar que conhecimento de qualidade faz toda a diferença nessa jornada.
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Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos. Esse é aquele episódio que a gente faz especial do quadro do fala tentante.
Então a gente abriu uma caixinha de perguntas pra gente falar um pouquinho sobre saúde infantil. E eu estou aqui hoje com a doutora Natália, pediatra. Vou ler as perguntas que a gente recebeu pra que ela possa comentar um pouquinho. Então Nati, obrigada pela sua participação, viu? Parece é um prazer estar aqui.
Ansiosa porque não me deram as perguntas. Antes viu, gente, verdade, né? Como a sabatina aqui? Quem sabe faz ao vivo ali, ó. Então, a primeira pergunta que a gente recebeu é, como posso me cuidar para aumentar a chance de ter um bebê saudável?
Ah, muito daquilo que a gente falou, né? No, no, no, no episódio, então. É mudança de estilo de vida, a gente tentar mesmo estabelecer uma rotina de exercício ou caminhadas que sejam uma alimentação diversificada. Não caiam naquela lenga lenga de muitos modismos, de restrições absurdas que a gente faz durante a gestação ou lactação. Muito pelo contrário, né?
Porque muitas restrições é que tem mais chances de levar a alergias, não o contrário. A gente tem que comer com variedade, comer de forma saudável. Né? Com consciência e se preparar igual a gente falou em termos de saúde mental. É reconhecimento do desenvolvimento natural do bebê, do que esperar para cada fase.
Porque e aquele tripé, gente? É contato com a natureza, aleitamento materno e alimentação. Sono e vacinação uhum, né? Então oOoOO, eu falei tripé e dei 4, mas é, eu falaria que seria uns 4 pilares essenciais aí para 11. Bebê saudável, uhum, né?
Uhum, a gente perdeu muito isso do brincar livre da criança estar no parque desde você fala nossa, mas um bebê sim, eu posso botar um tapetinho, ele está vendo um passarinho, está vendo AA. Árvore, né? Sentir o barulho, o cheiro diferente que a gente sente quando a gente sai desse ambiente da casa e faz bem até pra mãe, né? Exato. Parece que a gente perdeu muito dessa questão do natural e hoje em dia é tudo muito.
É industrializado no sentido assim, em vez de uma alimentação balanceada. Ah, a gente suplementa 50 vitaminas. Não que não seja importante, mas a gente tem que comer bem antes de qualquer coisa, né? Exatamente. Até aquilo que a gente falou lá no episódio.
Não, não. Não substitui a mudança do sabor que vai ter. A criança está vendo. Você comer uhum, né? Ela vê o contato, ela vê é é aquela relação uhum.
E a questão da vacina, lembrar que não é só pro pra parte do bebê, mas pra mãe, né? Pra quem quer engravidar, o ideal é estar com as vacinas em dia desde antes. Durante a gestação tem vacinas específicas que inclusive o pediatra pega o cartão, fala, você fez, cadê, tá aqui, né? Então é importante, né? A gente expulsa.
A orelha do obstetra é que recomendou, né? Sempre eu lembro. Nossa, eu lembro na época da residência esse pediatra pegando, por que que não tá no? Anotada aqui as vacinas, né? Não?
Vamos anotar, tá tudo certo. Então realmente lembrar que é importante para a mulher nesse planejamento também, né, Nati? Com certeza. E a rede de apoio é, né? Então, assim, quem que vai cuidar desse bebê com a mãe?
O pai vacinou os avós uhum, é uma coisa que eu trago até aqui, aproveitando que você falou, Ah, tem as vacinas para gestante uhum e a gente esquece, por exemplo, o vírus essencial respiratório, né, que hoje a gente tem a vacina para dar na gestação, para proteger o bebê uhum e tem a vacina pros e. Idosos contra o vírus essencial, respiratório, que a gente pensa muito em proteger o bebê e esquece que os avós hoje em dia são muito mais ativos. Eles são parte ativa também da rede de apoio e são geralmente um público com maiores comorbidades. Então o avô que pega o vírus essencial às vezes do netinho que tá na. Na creche ou que tem outros cuidadores e tal, ele tem maior chance de complicação também, né?
A gente tem que pensar em proteger toda a rede de apoio pra proteger aquela criança também. Maravilhoso. E a próxima pergunta, Ah, olha só, acabou casando com isso que você falou. A saúde do pai também influencia o bebê, mesmo antes da gestação. Gente, além da gente pensar aqui nessa parte que eu até deixo pra você, aprofundar mais de qualidade de espermatozoide.
Vamos pensar que a saúde do binômio principal, né? De de cada um da relação, ela é parte decisiva na saúde de toda a casa. Então, não adianta eu ter uma mãe que tenha bons hábitos de vida se eu tenho um pai que não é ativo, que não acompanha, eu eu dou opções para aquela criança escolher que modelo que ela vai ser. Quando eu não tô lá dentro, né? Eu tenho uma mãe mais frustrada de não ter companhia naqueles momentos que ela considera de lazer, de exercício, de passeio, de ar livre.
Eu tenho. É crianças que mesmo na introdução alimentar, que tem pais seletivos, tem mais chances de serem seletivas alimentares. Então a gente tem que entender que a construção de bons hábitos. Ele é decisivo em qualquer momento da vida dessa criança. Exatamente.
E a criança vai se espelhar Na Na Na família, né? No que ela vê no. Carro da forma geral, né? Exatamente. É muito mais fácil você lutar junto do que você caminhar sozinho.
Então assim. Para mãe, nem sempre é fácil você pegar, AI, roxa. Eu não estou desanimada. Eu não queria ir fazer meu exercício, se o pai está junto, Ah, não, está tudo bem, vem cá. Então, hoje nós vamos comer um podrão e uma batata.
Frita. Né, e. A criança vai aprendendo esse essa rotina, né? De comportamento, com certeza. E como funcionam os exames do bebê que são feitos no hospital, como teste do pezinho e etcetera?
AI, ótima pergunta. Na verdade, o teste do pezinho não é feito no hospital, anão ser que esse bebê fique internado por mais dias. O teste do pezinho ele é preferencialmente colhido de 3 a 5 dias de vida, porque a gente precisa que ele já esteja em alimentação plena durante esse período, né? Para a gente poder coletar o exame é no hospital, a gente faz o teste de triagem, é iniciais, então a gente faz o teste do olhinho antes da alta. Que é o teste do reflexo vermelho, que é pra ver se o bebê tem catarata congênita, se tem alguma mancha mais específica, anão ser que ele já tenha na gestação alguma, por exemplo, toxoplasmose, que aí a gente orienta mesmo que além do teste do olhinho, se faça também o fundo de olho com oftalmo mais precoce, né?
O teste do coraçãozinho que ele é feito após as primeiras 24 horas de vida para detecção de cardiopatias congênitas é um teste de triagem, né? E o teste da linguinha que ele gente, é muito importante a gente falar que ele não é um teste diagnóstico para fazer a fenotomia que virou moda. Aí tem um cartel ganhando dinheiro com esses negócio de freno. Não, lógico, existem casos em que é necessário uhum, mas não é porque teve uma alteração no teste da linguinha uhum na maternidade que a gente vai precisar por quê? Porque a gente precisa do estabelecimento da amamentação, então ele é um alarme uhum para que a gente veja como é que essa amamentação vai evoluir.
Repita esse teste da linguinha, depois uhum que essa amamentação está bem estabelecida. Uhum, tá então assim de rotina na maternidade são esses, tá? E aí a gente faz o teste do pezinho, uhum depois. E o teste da orelhinha, que ele também, idealmente, eu prefiro que você faça após a alta, depois da segunda semana, porque o bebê, como ele nasce muito cheio de líquido. Se a gente faz o teste muito precoce, como em algumas maternidades faz logo no momento da alta, dá muito falso negativo.
Então as mães já ficam AI, mas o teste eu falo. Você falar pra mamãe, olha, é bem comum que ele dê alteração quando você faz precoce. Mas se dança. Fica aquela pulga, é lógico. Então até que você faça o teste que eu já falo, não faz com 14 dias de vida.
Uhum, né? Que aí a gente deixa pra fazer com otorrino ou fono. Entendi depois dos 14 dias de vida. Perfeito e normalmente o período de internação do bebê é, é curtinho, né? 2448 horas.
É por isso que não tem tempo para fazer todos esses. Outros, todos esses exames lá. Maravilha e Ah, isso aqui a gente acabou até falando um pouquinho, mas vou. Qual a importância da vacinação antes da gestação? Isso protege o bebê?
Então vamos lá a vacinação antes da gestação pra gestante, porque ela é realizada no momento oportuno, por isso que a gente tem a idade certa pra fazer a vacinação. A gente tem maior passagem de anticorpos para o bebê naquela fase, então ela não é uma proteção a longo prazo. Então, a maioria dos níveis eles vão diminuindo a partir do quinto, sexto mês de vida do bebê. Mas ela tem essa passagem de anticorpos e que ela vai continuando na amamentação também depois do nascimento e pensando, você fala, então, para que vacinar o pai? Se eu não vou passar anticorpo, porque eu faço 11 rede de bloqueio nesse bebê, né?
Então se eu vacino o pai, eu bloqueio. Que ele transmita essa doença para o bebê, né? Que ele traga isso para dentro de casa. Porque muitas vezes a gente tem anticorpo, a gente está lá e tudo, mas. A gente não tem os sintomas tão exacerbados, por exemplo, um resfriado que o povo até fala, alergia.
Aí bebê vem, tem uma bronquiolite. Então essa é a importância da gente vacinar toda a rede de apoio. Excelente e quais os cuidados necessários com o bebê no pós parto imediato? Reconhecer os sinais de gravidade. Porque assim, de cuidado necessário, gente, o que que o bebê precisa mamar, trocar fralda, limpar o coto umbilical e dormir.
Não tem muito segredo, né? Então eu acho que o principal é a gente saber reconhecer os sinais de gravidade de quando uma coisa não está bem, sinais de hidratação, desidratação, febre. Então assim, é eu entender realmente aquilo o que é esperado de um bebê normal, pra que eu possa reconhecer o que é grave. Por exemplo, eu sempre. Trago também na consulta pré Natal, muitas recém nascidas podem sangrar e a maioria das famílias não sabe disso.
Aquele sangramento vaginal, né? A menarca da recém nascida. Então eu falo, se você abre a fralda e você vê um sangramento 3 horas da manhã, você vai surtar e sai correndo pra urgência, se você já sabe que isso pode acontecer. Como um fluxo, né? Normal.
Isso já te traz tranquilidade? Já não, já me falaram. Então eu vou lidar com isso de outra forma. É por isso que a educação em saúde, isso que a gente tá fazendo aqui, é tão importante para as famílias, né? Com certeza.
E estou. Estou em tratamento para engravidar. Quando é hora de procurar uma pediatra? Agora Oo procurar. Eu falo, gente, hoje em dia, graças a Deus a gente tem o Instagram.
Que você vai conhecendo um pouco da história da pessoa, né? Não acredita em tudo que possam nas redes sociais, mas você conhece o perfil? Olha, eu me alinhei com essa, essa, essa e essa, e aí é aquilo, você tem tempo para você agendar uma consulta pré Natal para você conhecer para saber se essa profissional realmente é o que você espera ou não, né? Vai triando perfis, o que que Eu Acredito, o que que eu quero para minha maternidade é uma profissional que está alinhada com esses valores. Falo muita gente busca pros profissionais, às vezes até que seja bom, bons profissionais, mas que sejam da mesma religião ou que acreditem na mesma coisa, então, quanto antes você começar isso, você tem tempo pra filtrar e achar aquele profissional que você quer.
É e mais seguro. Você vai se sentir, né? Pra evolução depois. Com certeza, vinculação. Exatamente, existem formas de prevenir complicações do desenvolvimento infantil?
Com certeza. Né? É entender, é aquilo que a gente falou, permitir. Então eu vou permitir que essa criança se desenvolva. Eu vou colocar essa criança é em momentos oportunos, no chão, na grama, na Areia, de ter textura, de entender o que que é o desenvolvimento normal sem colocar ela numa bolha.
Vacinação, né? Se eu previno, por exemplo, eu nunca esqueço uma vez quando eu dava plantão. É, eu atendi 111 neuropata assim, bem, bem, bem importante. E eu falei pra mãe, é, me conta um pouquinho da história dele. Foi algo que aconteceu no parque, na gestação.
Ela não, doutora, ele era, é, é, era tudo bem. Até 4 meses atrás ele teve uma meningite. Nossa, e aí, ficou com sequela? Então, quando eu falo assim sobre a vacinação, a gente esquece uhum que não é só às vezes uma doença que você vai tratar ou que vai ter uma internação. Não, você pode ter sequelas graves, né uhum e que isso vai te trazer, né?
É, é uma prevenção já graves ao ao neuro desenvolvimento da criança, é alimentação. Entender sobre o desenvolvimento normal e buscar bom bons profissionais que te acompanhem nisso. Porque a intervenção precoce? Então às vezes eu falo assim, ó, meu filho não fala igual o Cauã, meu filho com 1 ano não balbuciava e eu falava pro meu marido, aí ele vinha com aquele, ele é médico também, né? Então ele vinha com aquela pra mim, AI Natália, mas ele só tem 1 ano, não é pra falar a palavra.
Eu falei, mas ele não balbucia não, tá ok? Então a gente já, eu já intervi, começamos com a fome, 3 meses. Ele estava formando, juntando 2 palavras, entendeu? Então por que a gente está naquela fase de neuroplasticidade, como a gente falou lá no episódio? Então, quando eu identifico precocemente uma grave e eu consigo intervir de maneira adequada, eu estou prevendo.
Você fala, Ah, mas se você entrasse da fome depois ele poderia falar. Sim, mas às vezes ele já tinha alguma questão social, porque uma criança que não se comunica, ela tem alteração de comportamento. Uma criança que entende que quer se comunicar, ela já está em discrepância, às vezes dos pares. É aquela criança que AI vamos esperar colocar na escolinha, porque aí ele vai se desenvolver, mas ele nem consegue se comunicar e falar que está doendo, que está machucando, que está isso, que está aquilo está. Então eu, eu, eu acho que é esse segmento, uma floricultura.
Eu falo porque Na Na faculdade a gente escuta que puricultura de pediatria pesaim medir, né? É sempre assim? E aí quando eu estava aprofundando sobre neuro desenvolvimento, eu vi uma frase de um professor, eu não vou lembrar o nome agora, que ele fala que a verdadeira puricultura, na verdade, é tratar na infância as doenças preveníveis da vida adulta. E isso mudou completamente a forma como eu enxerguei o meu papel dentro da vida das crianças, sabe? Então assim, o que eu posso fazer hoje?
Para que essa criança não tenha que lidar com tal, tal e tal situação depois. Nossa, muito legal, gostei. Né, é? Quais hábitos diários podem impactar positivamente na saúde do bebê depois do nascimento? Fantástico.
E eu falo que são hábitos simples o bebê participar das rotinas da casa. Então lembrem sempre gente, o bebê ele aprende por espelhamento, né? Ele vai estar replicando tudo. Então eu falo, o bebê acabou de nascer. Eu?
Eu morro de rir de uma história. Teve uma paciente minha que falou que o melhor presente que ela ganhou no powerpods aquele com bloqueador de juízo, porque antes ela ficava incomodada dela botar o bebê no Slim e ele chorar. E ela não conseguia fazer a caminhada dela que era. O que trazia ânimo para ela ao longo do dia. Aí ela falou que depois ela botava ele nos links, ligava o AirPods bloqueador de ruído e ela até se achava linda, porque todo mundo passava e ficava olhando para ela.
E aí ela tava lá e na hora que ela olhava para o bebê, eu bebê tava, mas ela conseguia fazer aquela caminhada. Então a gente tentar manter esses bons hábitos, porque o movimento, o contato pele e a pele. Mais uma vez, bebê, são paciência, persistência e fé, então o é um contínuo, você manter aquele estímulo depois para você tornar aquilo um hábito, né? Então não vai ser na primeira vez que você colocar ele no Slim, você vai conseguir sair com ele sem chorar, mas você está acolhendo, você está permitindo que ele vai evoluindo as outras formas de acolhimento, né? Ele participar, ele vê a gente escovando dente, ele vê a gente comendo, ele vê a gente tomando água, ele vê às vezes participar igual hoje eu é, eu estava numa consulta e a mãe beber de.
9 meses e a mãe falou assim, AI, doutora, ele ainda fica muito no carrinho, porque a minha mãe, quando vai cozinhar, bota ele no carrinho para ele ficar esperando. Se olhando no espelho. Eu falei, gente, bota ele no chão lá no pé da vó. Ele vai estar sentindo o cheiro dessa comida. Pega uma tupperware, bota uma tupperware com tampa para ele abrir e fechar uma panela com uma colher de pau para ele bater, né?
Para a gente estar evoluindo. Esse estímulo para ele ter contato com as coisas que são naturais da casa, a gente não precisa de muito no dia a dia. Nossa, aquilo é verdade, realmente muito legal e consegui engravidar, mas como lidar com ansiedade dessa nova fase para maternidade? Aquilo que a gente falou, né? E eu acho que é a gente se preparar em termos de saúde mental.
Então hoje a gente antigamente a gente tinha muito aquele tabu AI, eu vou fazer terapia. Era até uma coisa. Nossa, que inferno. Vai fazer terapia. Você precisa?
Não, todo mundo precisa de terapia, né? Eu tenho mães, por exemplo, que lidam super bem com uma criança com 45 dias de febre em casa, mas uma unha quebrada, uma ela sai porque. Porque a gente tem as nossas histórias, que são histórias pessoais, né? Caminho. Eu tenho que lembrar quais gatilhos me tiram.
Do eixo e como que eu vou saber lidar com eles? Então, ainda mais a gente falou assim, é, é, é famílias que tem história de muitas perdas gestacionais, por exemplo, eu tenho vós que já perderam filhos de alguma forma que elas transferem AI, mas foi assim, transferem para o neto e ele morreu. Então assim, a gente tem que entender. Que a gente vai fazer a nossa parte, mas a gente não é senhor de tudo, né? E que a gente tá dentro.
A gente tem limitações e a gente tem acesso. Então a gente saúde mental, leiam sobre orientação parental, sobre educação positiva, que é de totalmente diferente de uma educação permissiva. As pessoas confundem muitos conceitos, né? Não é? Então leiam sobre isso, porque a gente vai impactar muito essa geração.
Perfeita e deixa eu ver. Ah, essa aqui acho que a gente até já falou um pouquinho, mas o que eu preciso me atentar para escolher a pediatra do meu bebê? Eu acho que é aquilo que a gente falou mesmo. Então vem a questão de valores, né? É a linha que acredita, se faz parte, se ela realmente conversem com pacientes, sabe?
Chega lá, Ah, fulana conhece? Como que ela lida, como que ela age? Ela realmente é daquele jeito que ela aparece no Instagram, né? Não tenho medo de de perguntar, aproveitem aquele momento, às vezes da sala de espera, olha, vamos lá. Eu brinco com meus pacientes, nem pode fofocar na sala de espera, porque eu não tenho espera.
Eu sou regrada com não tem isso, mas é, vamos lá, né? Vejam o tom das postagens, se realmente é. Como que ela cria os filhos dela? Uhum com se os valores são adequados, com o que você acredita, né? Olhem se é realmente pediatra, vão lá no site do CRM, vejam se tem RQE exato, porque hoje em dia a gente tem muita gente que.
Se diz que não, né? Que não tem a formação, então perguntem sobre o profissional. É AA realidade. É muito diferente às vezes da vida que a gente vê No No Instagram, em rede social, né? Eu até tenho uma amiga que toda vez que ela vai gravar alguma coisa, ela está sempre muito produzida, muito maquiada e tudo eu falo, imagina, eu não vou fazer isso de jeito nenhum, senão meus pacientes vão chegar aqui, não vão nem me reconhecer, não tem como.
Então é diferente mesmo. A gente tem que olhar, né, pra pra pro contato realmente. Realmente vê se a gente se identifica Na Na vida real, né, net? Eu, eu amei. Esses dias.
Uma paciente minha chegou lá com uma planta rara, 11, que aí ela falou assim, AI, doutora, porque eu vi nos seus stories, eu sei que você ama ela. Me deu de presente de aniversário a planta. Isso. E o adubo, o negócio? Eu fiquei tão emocionada, porque assim?
É, você vê que a pessoa se identifica e ela te conhece. Ela vê. Então é sobre isso, sabe? Exato. Se você tem essas identificações, uhum.
Não, ainda mais na pediatria. Eu vejo que é uma das especialidades, que é um. É um vínculo quase que pro resto da vida assim, né? Se pudesse, levava o bebê no pediatra até os 18 anos. Mas eu tenho.
Umas pessoas que já perguntam, né? Até quantos anos você vai? Eu falo até os 14. AI, Natália, mas você vai prolongar um pouco a gente. O menino está com 2.
Calma, que apego é esse? Mas fica, não tem jeito e existe alguma diferença nos cuidados do bebê, de uma gestação espontânea e de uma gestação pós tratamento? O cam é é a questão maior é que assim é mais cuidado na No No pré Natal mesmo porque da parte pediátrica. A única coisa que a gente fica mais atenta são comorbidades que essa mãe podem ter. Então, tipo assim, o que que levou a dificuldade de engravidar e não a gestação em si, né?
Porque depois da, da da concepção, depois que está lá, a gente vai tocar normal. Às vezes tem uma chance maior de prematuridade, então, mas não é uma coisa que é, mas nasceu prematuro. A gente vai lidar como qualquer prematuro, independente da da forma de concepção, mas eu acho que AAA, como diz o bo maior, é com vocês mesmo. É até engravidar e conduzir a gravidez, né? Depois é tudo tudo certo.
E a última pergunta que a gente recebeu é, que recursos ou profissionais podem ajudar os pais nesse período? Nutricionista, psicóloga, fisio. É, eu acho, nessa fase de preparo, é aquilo que eu então assim, vamos dizer assim, no mundo ideal, eu acho que toda família, ela deveria ter 11 nutricionista na gestação. E aí não é só para gente. Eu estou falando de mudança de estilo de vida, mudança de hábito, né?
Então como que eu posso trazer isso, como eu vou preparar pro porpério, quais as necessidades? Olha, o pai também come, come com variedade uhum ou tem uma seletividade, aí vamos tentar melhorar uhum e o cardápio dessa família, como que eu posso trazer mais variedade alimentar para vocês? Uhum, porque eu eu vejo que muitas famílias resgatam a variedade alimentar só na introdução alimentar do bebê é que aí tem que apresentar aquele mundo e depois isso se perde uhum, então, se não é uma coisa que está bem estabelecida, não vai. Então vamos lá, um bom obstetra uhum, né? 11 boa nutricionista, uma enfermeira obstetra eu acho essencial uma fisioterapeuta pélvica.
Esse preparo é doula e uma boa pediatra, né? E aí acho que é isso. E uma boa terapeuta, né? É um psicólogo com. Certeza não, mas já tá super bem, bem cuidado.
Realmente a gente tem que olhar de uma forma. Né? A gente tem que olhar pro pro todo da da família, né nath? A Bora contar um integral, né? Então faz um personal.
Faz sentido, é esses? Tempos eu fui pra eu até contei isso num num dos episódios anteriores. Acho que não sei se foi no episódio ou se foi no story, mas é, eu fui pra consulta, né? De pré Natal, e eu tinha parado um tempo de fazer atividade física, né? E aí toda vez a obstetra olha, você tem que voltar, olha, você ainda não voltou, você tem que voltar.
E aí na última consulta eu falei assim, AI, eu vejo mesmo que eu vou acabar precisando, porque às vezes eu estou cansada. Acabar precisando não, você precisa desde a hora que eu estou te falando a primeira vez e quando a gente fala. Eu falei brincando agora. Mas eu lembrei, eu realmente considero, tanto que a minha, a personal, ela é especialista em mulheres, né? E eu tava conversando com ela.
Esses dias, porque eu voltei o exercício físico mesmo esse ano uhum, e eu falando quanto impacta na qualidade de vida, não só da questão do peso de é da nossa prevenção. O Cauã está com 3 anos e meio, uhum e ele adora um colinho para subir escada uhum, tá? E aí antes eu pegava ele com os 2 braços, eu subia, chegava no lá no andar de cima da casa, morrendo. Esses dias eu catei ele brincando. Eu peguei ele com um braço, subi correndo e eu só fui me dar conta do que tinha acontecido lá em cima.
Eu falei, meu Deus, eu consegui. É, é. E aí? Eu trago para vocês, a. Importância, porque eu quero ver meus netos uhum.
Eu quero fazer isso. Com meus netos também, eu olho para o meu pai. Brincando com meu filho, que às vezes ele tinha muito mais exposição do que eu estava uhum e o quanto aquilo mexia comigo. Uhum, né? Então, no mundo ideal eu incluiria, sim, o preparador físico no meio desse processo.
Até porque vai. Ajudar a estabelecer a questão. Até da emocional igual a gente estava falando, né, de saúde mental, faz muita diferença, né? Então, concordo com todos, Nati, respondemos todas as perguntas. Maravilhosa, obrigada.
Foi uma delícia estar com vocês aqui, eu que agradeço, tenho certeza que você. Acalmou o coração de muitas pessoas que mandaram essas dúvidas ou que tinham essas dúvidas, ficaram com vergonha de mandar. Então, pode ter certeza que você levou muita informação valiosa para as mamães e futuras mamães. Obrigada mais uma vez pela sua participação. Viu que é isso?
Tchau, tchau, gente. Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.
