Ep. 100 Saúde infantil em foco: o que os futuros pais precisam saber | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Cuidar da saúde do bebê começa antes da gravidez e continua muito além do parto. Neste episódio, Dra. Camilla Vidal recebe a Dra. Nathalia Fontana, médica pediatra, para um bate-papo leve e esclarecedor sobre os cuidados com o bebê desde o planejamento da gestação até o pós-parto.

Dê o play e venha se informar com a gente.

Porque cuidado também é conhecimento.

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante hoje nossa conversa vai ser muito especial em homenagem ao Dia das Crianças, agora em outubro, porque a gente fala muito de planejamento para engravidar, né? Do tratamento do positivo. Mas o nosso objetivo de verdade é o bebê nascido bem, né?

A criança evoluindo. Então para isso a gente vai falar sobre os cuidados com a saúde do bebê desde a programação da gestação, gestação pós parto. E aí para isso eu tenho aqui comigo a queridíssima. Doutora Natália, muito obrigada pela sua participação, Nati e queria deixar você à vontade para se apresentar um pouquinho. Obrigada pelo convite, eu fico muito feliz de poder trazer educação e saúde da gente, poder falar um pouquinho.

Porque muitas vezes a gente só sabe que faz falta quando a gente conhece, né? Então a gente fica. Então eu sou a Natália Fontana, eu sou pediatra, sou mãe da Maitê de 15 anos e do Cauã de 3 anos e meio. Eu sou pós graduada em Nutrologia pediátrica, homeopatia. E atua aí em sala de parto respeitosa, né?

Em consultório, há mais de 13 anos que. Legal desde a Maitê é bem pequenininha, né? É a Maitê, nasceu no internato? É? E isso é até uma coisa que depois eu vou te perguntar, como como mãe e médica, o que que mudou na sua vida?

Assim sendo, sendo mãe, porque eu acho que é uma coisa bem interessante. Eu vivendo de paciente, pra mim mudou muita coisa. Eu imagino que pra você também. Mas. Muda muito o cam, muito e assim.

Mas eu falo que eu não conheço uma pediatria sem ser mãe. É verdade, porque você? Estava no internato, né? Porque eu já estava no internato, então todo meu relacionamento sempre era baseado em como minha filha se sentiria estando naquele lugar, uhum como eu gostaria de ser atendida. Então, assim, tiveram situações que eu tive em urgências com a Maitê e eu vi o trato.

Eu falava assim, não é isso que eu quero passar, né? Exatamente. Porque a gente tem muito aquele conhecimento técnico realmente da faculdade. Mas a gente tem que entender que a gente vem de uma cultura, vamos dizer assim, machista não falando, né? Do do ponto de vista de briga, de de de de de sexo, não, não é isso.

Mas a gente vem de uma formação muito focada no que eu acho, no que eu sei e às vezes não olha tanto que a criança também é um ser que tem vontades que tem. É, você tem que ter um tato, tem que ter uma interação, né? Você tem que ter um manejo diferente ali para olhar. E a mãe muitas vezes está num numa situação de fragilidade, ou com filho doente, ou de angústia, ou de ansiedade ou porque ela está completamente perdida. É um desconhecido para ela, né?

Então a gente não tem que olhar como se aquilo fosse óbvio ou. Se aquilo acontecesse, é mesmo uma Terra de ninguém ali está pisando. É, e eu acho que tira a gente do olhar técnico para o olhar realmente de de empático ali, né? E até nas pequenas coisas, né? Então, por exemplo, hoje eu estava com um bebê que ele às vezes ele, ele, a mãe já vinha de outro pediatra, de outra pediatra.

Ela falava AI, o exame físico com ela é muito difícil. Então eu falei, então deixa ela aí no chão. E aí eu sentei, fui brincar. E aí para olhar os dentinhos e tal, eu comecei sem pegar o palito. Ah, Ah, né, abrindo a boca.

E ela repetiu, e eu consegui olhar a boca assim, uhum. Então a gente não não pode deixar de lembrar que a criança também. Ela tem essa capacidade de espelhamento. De replicar, né, que? E isso com certeza pra mãe levando no filho faz toda levando no pediatra faz toda a diferença, né?

Pra Ela sentir o filho dela respeitado também, né, naquela situação. E é é o que você falou, ela já tá no momento de angústia, né? De ainda mais assim se precisar passar por alguma urgência, né? Alguma avaliação algum? Procedimento.

Exatamente. Então faz muita diferença. Eu percebo. Aproveitando, até IA começar por outro assunto, mas já que a gente entrou nesse assunto, é. O que que você acha que é importante?

Porque assim, quando a gente fala no tratamento, na programação da gestação, é o lado bom que eu vejo. É que dá muito tempo para se programar realmente, né? Para você se cuidar, olhar para você, para saúde, é, tem alguma coisa que você veja aqui? É importante que as que as futuras mamães possam começar a fazer desde agora para ter 11 melhor possibilidade de saúde para os filhos. É incrível essa sua pergunta, porque hoje mesmo eu vou dar uma palestra numa escola.

Fala sobre os 1000 dias, né? Que para mim é um dos temas que eu sou apaixonada na pediatria. E dentro dos primeiros 1000 dias, a gente acredita que toda a programação metabólica do bebê, e isso a neurociência, o neuro desenvolvimento já é bem basado. Ela acontece desde o momento da concepção, né? Desde antes da concepção, principalmente ali, até os 2 anos de vida.

Então é a fase que a gente vai ter. A programação metabólica, a interação do ambiente com os genes, né? Porque antes a gente falava, Ah, genética é tudo, não. Hoje a gente conhece os clock jeans, então a gente tem aquela coisa dos genes que são ativados ou desativados pela interferência com ambiente, né, com fator ambiental, e daí entra tudo. Então, muitas mães se preparam para o parto.

Eu estou me preparando para gestação e eu falo que a gente tem que estender. Para aquele papo que a gente tava tendo logo antes de começar a gravar, vamos estender esse preparo para o poorpério. Vamos estender esse preparo para a rede de apoio que vai acontecer depois. Como que eu vou passar por essa fase? Porque se a gente parar para pensar a gestação, na verdade ela devia ser Oo tempo de preparo para a parentalidade e não para o parto em si, né?

Então, o que que a gente precisa? Se organizar, conhecer um pediatra. Muita gente deixa para conhecer o pediatra na hora do parto, pega do plantão. Mas se eu tenho 11 identificação com esse profissional, se eu confio nele, esse caminho vai ser mais tranquilo, né? Estudar sobre educação positiva, né, sobre AAA, neurociência mesmo.

Então, assim, como que eu vou tocar no meu bebê? Como que eu vou? Porque a gente esquece também. Eu falo que o parto. Ele é 11, momento de crise para o bebê, porque ele sai de um ambiente em que ele está completamente protegido.

Eu sempre falo, pensa agora em você. Como é que ele está dando barriga? Arthur, né? Ele não sente frio, não sente fome, não sente calor. Ele não sente nenhum desconforto, não tem nenhum tecido incomodando igual.

Hoje eu botei um sutiã diferente, eu estou toda hora incomodada. Aonde ele está me pegando? Imagina a criança que nunca pôs uma roupa, depois que nasce ele tem que sobreviver, então ele está exposto a todas essas questões sensoriais que o ambiente vai trazendo pra gente, cheiro de desodorante, desinfetante, xampu de condicionador, né, as texturas das roupas, ele sente fome pela primeira vez, o intestino dele vai funcionar pela primeira vez. Até o coração dele, na hora que ele nasce, vai mudar a conformação para ele mudar toda a circulação do corpo. Então, nascer é uma crise adaptativa e esses primeiros meses que o bebê tem, eles são uma fase de amadurecimento, eles são uma fase de adaptação e muitas vezes a gente se pega no porpério falando assim, meu Deus, para que que eu fui inventar de ter filho?

Porque eu não me preparei para um bebê normal. É um bebê que vai trazer para gente privação de sono, que ele vai trazer choro. Que ele vai trazer demanda. Eu nunca esqueço, uma vez uma paciente minha que foi ter gemelares e ela falava assim, você tinha que ter me avisado melhor sobre o powerpério. Aí eu falei, mas eu te avisei, eu falei, até pra você congelar comida.

Aí ela eu não acreditei o suficiente. É porque um powerpério de gemelar é um powerpério, né? Eu imagino. É, é. São 2 demandas de 2 bebês que estão em adaptação.

E aí, você? Falou um pouquinho sobre essa questão, né? De de se preparar até no sentido da parentalidade. É você como pediatra, porque existe muita gente, acho que não sabe, mas existe consulta pré Natal pediátrica, né? E aí, qual é o momento que as pessoas podem procurar para?

Fazer essa consulta, eu falo que a gente tem o que a gente tá conseguindo estabelecer ainda, que é muito novo, então assim, pelo menos uma consulta de 30, em torno de 32 semanas para que você conheça o pediatra. Eu já, eu tive 2 pacientes esse mês que vieram para mim, tendo passado por consultas pré natais com outras pediatras, porque não se identificaram. Então é um tempo que você tem para isso, né? Vê se se bate os valores, a criação, né? O que Eu Acredito, o que eu espero para o meu filho.

Mas o ideal seria uma consulta em cada trimestre, pelo menos, porque aí no primeiro trimestre. A gente começa a trabalhar sobre mudança de estilo de vida, explicar porque a gente fala muito vocês, fala muito para gestantes, da importância para ela, então a gente como pediatras. A gente consegue trazer os dados das, da, da importância para o bebê, então indicar livro, o que que precisa ter num quartinho, por exemplo, o que que é essencial para até você fazer uma reforma da casa, do quarto dentro da realidade da família, entendeu? Ah, quero o berço, não quero o berço, quero cama montessoriana, quero isso. Então essas coisas que parecem que são assim, mas são escolhas que a gente vai no segundo trimestre, a gente já poderia falar com calma para ter tempo sobre.

Compras do enxoval, itens que são essenciais, que não são essenciais, já o acompanhamento dos exames de pré Natal, o que que a gente pode ficar atenta, o que que eu posso conversar com o obstetra que a gente precisa melhorar, né? Porque a gente olha aqueles dados, os exames, as sorologias, olha isso aqui eu acho que ficou, vamos investigar melhor, né? Ver os ultrassons. E aí no terceiro trimestre realmente a gente tem uma conversa sobre. O parto do ponto de vista do bebê, né?

O que que é esperado, o que que não é, o que se não der certo, qual a importância do Golden hour amamentação? Então eu brinco, a síndrome do bebê normal, vamos lá, que bebê que vai para casa com vocês, né? Aham do que esperar do sono, como que a gente organiza essa questão da rede de apoio, aí eu checo lá, como é que vai ser a rede de apoio? Então, as babás vacinaram, os avós, né, porque é aquilo, a gente. Tendo mais olhos olhando pra aquela família, você consegue também abraçar mais pessoas, né?

Com certeza, com certeza. E isso dá um norte pra gestante, né? Assim, pra porque uma coisa que você falou é muito real. A gente como o go, a gente fala dos cuidados Pra Ela ter como mãe, mas quando tem um pediatra falando olha pro seu filho, o benefício é esse, parece que te desperta uma coisa que você consegue. Eu tô conseguindo ficar sem tomar café, quase uma coisa pra mim, muito.

Difícil e é muito engraçado isso porque a maioria dos pais chegam na consulta pré Natal, por exemplo. Sem terem tomado ADTPA. Uhum. E aí na hora que ele fala AI, mas eu já tomei ou eu já tive, eu falo não, mas deixa eu te explicar. É importante para o seu bebê aham, para o seu bebê não ter a coqueluche.

Aham aí todo mundo. Vai. Como assim? Eu? Então ele só vai receber a primeira dose e tal.

Aí todo mundo já sai de liva assim. Aham é. Então, e isso é interessante porque é muito do que a gente está falando, de se preparar para o poerpério mesmo. Eu agora na gestação, né? Tem uma colega que está gestante, quase na mesma idade gestacional e.

E aí a gente estava conversando tudo e aí Ela Foi falar da questão do parto e ela fez um comentário que ficou, sabe quando fica assim na cabeça? Porque a gente estava falando de via de parto e tudo mais. E ela falou, Ah, eu vou deixar o tempo para ver se eu evoluo para parto normal e tudo mais. Ela falou, mas eu até não tenho tanto medo. Ela falou, eu sei que vai doer, eu sei que vai ser difícil e tal.

Mas eu me sinto preparada. O meu maior medo é para depois que o bebê nascer, principalmente a amamentação, porque ela falou assim, o parto é um momento ali, algumas horas de muita dor, amamentação. Eu vou ter que ficar meses, eu vou ter que aprender a amamentar. É muito mais difícil. E eu falei, nossa, nunca tinha parado para pensar sobre isso.

Tá. É, a gente vê aquelas fotos das campanhas de amamentação, uma mulher linda, maquiada, penteada e um bebê pleno, a maioria com pega errada, tá gente? Fotos, né ela? Então eu falo assim, a gente tem aquele mito do que o bebê nasce sabendo do mamaia, a gente nasce, não tá? Primeiro ponto, OOOO ser humano é o único mamífero.

Que ele nasce totalmente dependente de cuidados maternos, né? Então a gente tem que posicionar o bebê. Eu falo, vamos comparar um cachorrinho filhote de baleia janelada, ele pega o leite que a baleia esguicha na água, o cachorrinho vai de olho fechado, ele acha a teta, ele se vira, ela dá patada, ela sai, o bebê não, você pega, traz ele no peito, tem que abrir boca, tem que posicionar, você tem que segurar ele na posição certa e aquele pqtre todo e tem as adaptações que a gente vai fazer, então a gente tem uma jornada para lá. Mas se eu posso deixar uma mensagem de bom ânimo, e depois? Desse.

Desse dessa fase inicial a amamentação, assim como o sono, ela também. Ela também vai evoluindo. É por isso que a gente vai amamentando tanto tempo. Porque aquele bebê nasce com o estômago do tamanho de um caroço, uma moz, né? Então depois ele vai conseguindo guardar mais leite, eles passam mais as mamadas.

Então que vocês não se aflijam com os primeiros meses, porque há uma evolução, né? Eu falava assim, eu vou amamentar o Cauã 6 meses exclusivo, porque eu já tive uma história totalmente diferente com a com a Maitê. Mas depois pra mim, vou vendo no que dá. Tô aqui com 3 anos e meio menino, não mando até hoje. Nesse vamos ver o que dá, estamos.

Aí, mas porque é leve, entendeu? Ele não depende de mim pra dormir, ele não depende, ele come super bem, sempre comeu. Então assim, porque a gente vai evoluindo as relações. E eu acho que é essa importância também de você ter uma orientação, né, tão específica assim. E eu falo que agora eu vou arrumar treta, posso falar uma coisa polêmica.

Vamos lá? Acredito muito que todos os profissionais são capacitados para atender mães e por éperas e tudo. Mas eu realmente acredito demais que a maternidade muda a gente. Ah, e esse sentimento? Então, assim é a biografia, conta uhum.

Se você tem um tema, você vai buscar alguém que se identifica com aquilo que viveu, aquilo que passou aquilo, porque isso faz muita diferença. Aham não, mas eu concordo, concordo totalmente. Até falando assim, do ponto de vista reprodutivo mesmo, né? Eu tive alguns problemas, tive cisto no ovário, precisei operar mais de uma vez, é precisei congelar óvulo até para engravidar não foi tão simples, fiz uns tratamentos, alguns não deram certo e tudo mais. E eu vejo o quanto isso me transformou como profissional, não só tecnicamente também, mas principalmente no olhar.

Antes o meu olhar era muito mais resolutivo, acho que a gente sai da faculdade muito mais assim, né? É a técnica, a evidência, fala isso, então a gente vai fazer assim, tá, mas na nossa vida? Vida real não encaixa assim, eu sabia da técnica que eu tinha que congelar óvulo lá atrás e eu não congelei na época, congelei depois. Então são coisas que quando a gente se vê no lugar de paciente, concordo totalmente com você, que muda muito mesmo, né? E falando, né, dessa questão da da preparação, então você mencionou alguns pontos que eu acho importante da gente reforçar.

É até nessa questão de assim, é estilo de vida da mulher, né, que vai gestar e que já está gestando vacinação e especificamente. Para mulheres que engravidem depois de algum tratamento, é. Tem alguma coisa de diferente que você veja que seria importante a gente observar, orientar? Talvez algo relacionado a idade? Não sei.

Saúde mental. Ah, com certeza. Eu acho que Oo principal gatilho que eu percebo das mães que tiveram muitas dificuldades para engravidar ou muitas perdas, muito trabalho, é a gente estar preparada. Para as dificuldades que as crianças vão impor. Então assim, porque a gente fica muito com medo de eu só tenho esse ou então foi muito difícil.

E esses gatilhos. Eu falo na hora de uma febre, na hora de uma doença, na hora que o beber, eles vão reverberar na gente. Eu vejo muito eles vindo à tona, sabe? E aí eu falo, vamos pensar que para criança? E eu estou eu, eu, eu ilustro às vezes, vou dar um exemplo assim.

Então eu cheguei para o meu marido, vamos dizer que você é meu marido, eu bati meu carro, aí se eu falar assim, Cássio, eu bati o carro. Se ele vira para mim e fala, meu Deus Natal, e agora, o que que a gente vai fazer? Não tem seguro não, eu já vou desabar, se eu estava nervosa, eu vou ficar mais nervosa ainda. Agora se eu viro para ele e falo, Cássio, eu bati o carro, calma, você está bem, aconteceu alguma coisa, alguém está com algum problema? Eu estou indo para aí respiro, eu vou te ajudar a resolver.

É a mesma coisa quando a gente fala dos pais em frente a alguma situação que a criança vai apresentar, né? Eu não estou falando que a gente tem que ser forte o tempo todo e até por isso que o pediatra está aqui para assumir o papel e falar, olha, isso a gente deve se preocupar ou não deve se preocupar? Mas quem vai ser a linha de frente com a criança são os pais, para aquela criança entender o que ela está sentindo. Para ela entender, para ela ter, ela vai olhar para as para a mãe e para o pai com a questão de segurança, com certeza. Então ela vai estar buscando essa relação.

Então, eu acho que a gente é uma coisa que a gente negligencia muito uhum é a questão da saúde mental. Uhum, né? Até para como profissional não não colocar uma carga a mais, né? Porque enquanto você estava comentando, eu tive uma colega na época de residência que fez uma five. Ela precisou de algumas fires para engravidar, deu certo, engravidou e ela estava seguindo o pré Natal, mas ela queria tentar esperar Oo trabalho de parto.

E aí foi chegando nas 40, mas ela estava bem, estava tudo certo, foi chegando nas 40, passando um pouquinho das 40. E ela ouviu de uma médica num plantão, falou assim, olha, você está brincando com um bebê de vive, viu? Eu de você tinha que resolver isso logo. E ela falou, gente, eu fiquei desesperada. E eu falei, imagina também, olha, a é.

Então olha o peso que você colocou nas costas da pessoa que fez tantos tratamentos para engravidar e que está tudo bem. Ela está acompanhada, está tudo certo, né? Então, como profissional, conseguir ter esse olhar faz muita diferença, né, pra pessoa passar mais tranquila. Eu acho. Eu acho que a gente tem que se atentar a isso e lembrar que a criança é esponja, né?

Também estão evoluindo. Então a gente se preocupa. Ah, eu vou comer bem na gestação porque eu preciso trazer nutrientes? Não, você tem que seguir comendo bem, porque daqui a pouco a introdução alimentar começa na gestação, porque a gente já sabe. Que o líquido amniótico, o leite materno, eles vão mudando de sabor dependendo dos alimentos, né?

Ele não é um alimento estável uhum, então ele muda então AAA, tanto que as crianças, elas tendem a aceitar melhor os alimentos que as que a mãe consumia uhum, até por uma questão observacional em casa também. Então eu sempre vi minha mãe comendo aquilo uhum, eu tenho interesse em comer, eu quero comer, né? Uhum, então a gente tem que manter esses bons hábitos uhum, a gente está, por exemplo, hoje a gente está nas semanas de luta contra a obesidade. Infantil então, se a criança não vê os pais se exercitando, se o momento de lazer que eles têm em frente a televisão é fazendo alguma coisa? É, é.

Vai ser isso que ele vai ter para a vida dele. Então, ter momentos no parque, momentos ao ar livre. Desde quando a criança é pequena, né? Eu falo, às vezes, reveza tá lá, fica um no tapetinho com ele brincando, o outro vai dar uma volta sozinho. É bom a gente ter esse momento para espairecer a cabeça também, né?

Para organizar os pensamentos. Com certeza não. E eu acho muito. É importante realmente a gente falar sobre isso, porque é no tratamento, a gente percebe que às vezes está todo mundo e é natural, mas assim tá todo mundo muito focado no positivo, né? Então assim, poxa, tô aqui há anos nessa tentativa para engravidar, então agora eu quero chegar no positivo.

Eu já tive paciente que às vezes falou para mim assim, Ah, eu vou começar a fazer 11 atividade. Idade, física, mudança de estilo, de vida e tudo mais. Quanto tempo você acha que eu você acha que eu procuro? Agora eu falei, olha, agora você pode procurar, está tudo certo. Eu falei, só que a gente não vai ter um impacto significativo para a sua transferência, que já está marcada.

Ela, então eu procuro, só depois falei, não, quanto antes você puder começar é melhor. Você continua procurando. Só que assim a gente tem que ter a clareza de que não vai ser uma mudança da noite para o dia e que a gente tem que ser uma ter uma mudança contínua, né? Então, acho que a gente falar sobre esses cuidados com a criança mesmo é é importante para a gente trazer o foco nesse sentido, né, de que a gente está cuidando da nossa saúde para parentalidade realmente, né? E às vezes eu falo isso para as pacientes, até no sentido do preparo, é emocional.

Anal mesmo, porque assim é muitas vezes, até falando por mim, pela minha experiência pessoal, é a gente passar por todas essas situações. Eu vejo que vai amadurecendo a gente em muita coisa, vai preparando o nosso relacionamento, a forma como a gente lida com frustração, a gente vai ressignificando muita coisa e isso muda para o momento que a gente engravida, né? Então eu vejo que é importante a gente ter esse olhar mais a médio e longo prazo e nada melhor do que uma pessoa especialista para falar, olha, isso realmente vai fazer a diferença na. Coisas que é são muito importantes. Agora vão deixar de ser importantes daqui a pouco, porque a gente vai mudando valores mesmo.

É por isso que uma das coisas que muitas mães referem comigo é a mudança do círculo de amizades, do círculo social, né? Que acontece muitas vezes quando a gente está no porpério ou está com filhos pequenos. Porque você fala assim, nossa, mas antes, coisas que eu tolerava, comentários ou comportamentos que eu tolerava. Hoje eu já não tolero mais na frente do meu filho. E aí você acaba selecionando amizades, deixando de frequentar certos ambientes, né?

Então a gente tem aí uma crise de identidade, que acontece também nesse momento, né? E tem alguma recomendação específica assim, principalmente nessa questão de de leitura, de cursos de conhecimento que você acha importante das mulheres procurarem nesse período que elas estão tentando se preparar para maternidade? Olha. Eu gosto muito dos livros do Carlos Gonzales. Que é aquele pediatra espanhol, né?

Então ele traz muito assim. Então a gente tem bessame mucho que ele fala muito sobre a criação com apego, né? E a importância disso, com bases científicas mesmo, é, ele tem Oo manual de aleitamento materno dele, que é muito legal, e meu filho não come. Que fala sobre as bases da introdução alimentar em um livro que eu indico para todos os pais lerem. É o cérebro do bebê.

Parece assim que é muito técnico, não? Ele é uma leitura muito gostosa, que ele fala sobre o desenvolvimento, a importância da gente. Entender e aplicar em cada fase o que a gente esperar mesmo do bebê e porque que ele tem algumas ações que muitas vezes a gente não entende. É porque muitas vezes a gente exige que o bebê funcione como um adulto, né? Ele não é.

É, a gente imagina isso, né? É um Mini adulto, né, que só precisa de cuidados e na verdade, não, não é isso. Sim. A gente falou bastante durante o período da programação para engravidar e durante a gestação. E aí vai se aproximando ali do momento do parte, aí tem a.

Na presença do pediatra, né? Na sala de parto é, e aí mudando um pouquinho de de assunto, assim é quando a gente fala na presença do pediatra, né, na sala de parto, que que você considera importante assim da gente é enfatizar para as mães, é entenderem realmente da relevância da participação. Estou falando isso porque, por exemplo, é tem muitas mães que não vão ter noção da importância do contato pele a pele, da amamentação, né, de tentar uma amamentação precoce, de quais os cuidados são realmente. Embasado cientificamente, para que precise ter com bebê quando o bebezinho nasce, quais não são? O que que é importante elas conhecerem nessa fase?

Então vamos pensar que a gente tá chegando numa festa. Então eu cheguei numa festa. Eu tava. Eu me preparei 9 meses para essa festa, escolhi roupa, marquei a melhor cabeleireira, juntei dinheiro para fazer a melhor maquiagem e tudo. E eu chego na festa e simplesmente ninguém me dá moral, me botam em um banco de escanteio.

É, ninguém fala comigo. E eu imaginava que eu seria homenageada, né? Vamos dizer, e ao esse é o nascimento, tá? Quando a gente não entende que a Golden hower, o nascimento respeitoso, ter um cuidado respeitoso, ele realmente é ele. Não é que ele seja importante, ele é tudo nesse momento porque lembra que a gente falou?

Então dentro da barriga, o coração do bebê, ele recebe o sangue. Todos já oxigenado e com todos os nutrientes do cordão umbilical. Então, a partir do momento que o bebê nasce, esse coração, o pulmão expande. E essa expansão vai fazer com que o coração feche algumas câmeras e abra outras para assumir essa circulação. Então olha tudo que tá acontecendo lá dentro.

Então, se eu sou o acolhido, se eu não tenho interferência de temperatura. Se eu não tenho procedimentos desnecessários naquele momento, vacinação no tudo, eu consigo fazer essa adaptação nessa primeira hora de uma forma mais tranquila. Então vamos lá. Cientificamente, eu diminuo as chances de takepneia transitória do recém nascido. Eu diminuo as chances desse bebê precisar de oxigênio suplementar, né?

Eu diminuo as hipotermias que vão ocasionar hipoglicemias. Então assim, eu tenho uma cascata de é malefícios que eu vou estar prevenindo o contato pela pele. Ele também faz com que a gente mantenha o cordão umbilical, é pulsando mais tempo, né? Conectado. Então a gente previne aí durante essa fase de transição que ele tá fazendo, a gente continua garantindo que ele recebesse aporte de sangue oxigenado que tá vindo do cordão.

E o clampeamento tardio, a gente aumenta o aporte sanguíneo para o bebê de um sangue que é dele, vamos dizer. Então a gente diminui as chances de anemia, pelo menos nos primeiros 2 anos de vida. Então eu estou falando de situações que a gente consegue transferir até a longo prazo, né? E fora toda a questão, neuroafetive. Então o bebê, ele vai estar todos os 5 sentidos, aí eles vão estar sendo ativados nesse momento.

Então o toque que vai trazer uma co regulação emocional. A gente tem lembranças dos nossos nascimentos, mesmo que a gente não se lembre efetivamente deles, o cheiro, a voz materna e paterna, porque ele vai estar tendo. Eu falo, que coisa linda, você vê quando o bebê nasce e os pais abraçam. Meu filho, eu te esperei tanto e ele consegue receber e perceber aquilo, né? O pai fala, pega beijo.

Muitas vezes o pai eu posso pegar, mas eu estou sem luva. Eu não pega, é teu. Pode pegar, pode beijar, porque a gente tá ativando tudo isso. A gente tá trazendo já essa neuroplasticidade no ambiente de amor, de carinho, de contato, né, em que ele se sinta seguro. Então a gente desarma todos aqueles nossos.

É é mecanismos de fuga e alerta que a gente tem nessa hora, se a gente faz com que esse bebê esteja seguro, no colo da mãe, do pai. Colonização bacteriana? Benéfica para pele já o colostro que está ali do lado, então ele já começa a sentir o cheiro do leite materno. A gente já consegue estabelecer a amamentação mais precoce, porque o bebê nasce ativo depois de 2 horas depois do parto, ele começa, ele entra numa fase de maior sonolência por causa da queda da cascata. Termonal é normal, então muitas vezes esses bebês eram levados para o berçário, faz os cuidados não sei o quê.

E quando eu entregava eles para mãe. Eles já estavam mais sonolentos, uhum, demorava 456 horas para o bebê fazer a mamada uhum. Aí já tinham recebido fórmula ou já tinham recebido glicose, porque já fizeram hipoglicemia, uhum. Então é aquilo que eu falei, é tudo, OOO, nascimento respeitoso, né? Que eles falam humanizado, mas humanizado.

Todos são uhum, mas o respeitoso ele é embasado cientificamente. Com certeza, e isso independente da via de parto, né? Independente da via de parto ou o parto. Normal ou uma cesárea entra parto, né, que é o que a gente sempre é, prevê. Existem as contraindicações absolutas, né?

De parto normal, que graças a Deus hoje em dia a gente tem esclarecido cada vez mais que são poucas. Mas eu sempre falo, eu peço para aquelas mães que não eu vou querer cesárea, esperem entrar em trabalho de parto, porque aí a gente tem outro exemplo, como que sua mãe acordava de manhã para ir para escola? Como assim, como que ela acordava? Como que ela te acordava? Ela era das mães que IA devagarzinho era.

Devagarzinho. Aí você, a alma, voltava para o corpo antes você acordar, né? Minha mãe, não, minha mãe entrava no quarto, já passou da hora para abrir a janela, menina, o corpo levantava a alma, não tinha descido ainda, sabe? Então eu falo que essa que é a mãe, que vai acordando devagarzinho, que vai abrir de pouco, vai trazendo, é o parto normal. Sim.

Ou entrar em trabalho de parto aham aquele que você vai gritando, ué, mas não sei o que é a cesárea agendada de repente? Não está sabendo nada? Ô, seu né, onde que eu estou? Mas é verdade ele? Não tem aquela sinalização hormonal porque teria acontecido.

E você falou um pouquinho da da Golden hour, mas acho que muita gente não deve saber, né? O que que significa isso? Que que é a Golden? Hour a Golden hour é a gente esperar a. A primeira hora de vida com o bebê no contato pele a pele com a mãe ou com o pai uhum, porque às vezes essa mãe está passando mal, né?

Porque vem aquela baixa está não, não dá. A gente bota para o pai uhum. Então ele fica essa primeira hora dessa transição. No contato, pele é pele, é pele é pele mesmo, tá, gente? Não é pele, camisola, a gente bota embaixo, né?

No No contato. Nesses tempos atrás, eu quase enfortei, eu fui fazer umas é participar de uma cesárea com uma obstetra que não era acostumada assim a mas eu tinha avisado, né, a gestante, né? Porque que eu falei assim, olha. Eu nunca fiz parte, ela não é muito amenizada e ela estava passando de germante no colo da mulher para depois que eu falei, quando eu falei que IA passar o contato. Tadinho.

Até por isso, assim, é interessante a gente tentar buscar uma equipe é alinhada, lógico, né? A gente vai buscar o obstetra que a gente se identifique, o pediatra que a gente se identifique, mas muitas vezes as pessoas já têm equipes que elas estão mais habituadas a trabalhar e que isso faz com que o trabalho funcione de uma forma mais mais dinâmica, mais orquestrada, né, Nati? Normalmente, quem são outros profissionais que participam assim dessa equipe multidisciplinar no acompanhamento? Que eu acho imprescindível assim, né? Que eu falo assim, que eu deixaria de comprar uma babá, às vezes.

Babá eletrônica. Melhor para ter uma doula, né? Ou não botar um papel de parede assim para ter uma enfermeira obstetra, sabe? A gente às vezes prioriza coisas muito além nos enxovais, compra coisas que vão muito mais. E quando a gente pensa no investimento real, porque assim já é sabido, a doula que vai em casa te acompanha.

É, é. Ela tem técnicas não farmacológicas de Alívio da dor. Então você tem menos taxas de cesáreas. Quando você tem um acompanhamento com uma doula, você tem mais tolerância, vamos dizer assim, né? Mesma coisa uma boa enfermeira obstetra que ela vai te acompanhar desde casa, vamos dizer, então ela vai saber.

Avaliar vai saber a hora certa de você ir pro hospital. Então ela evita uma internação precoce, né? Então porque muitas vezes AI meu parto não evoluiu, né? Que não evoluiu. Tem muita gente, você sabe, que ainda já foi fora de trabalho de parto para o hospital.

Aí ficou. Lá 68 horas, 2 dias não, mas quem dá conta de ficar 2 dias? No hospital, exatamente. Né? Então são uma série de benefícios mesmo que eu considero que eu, eu, por exemplo.

É, eu tenho convênio, mas eu queria algumas questões do meu parto. Então eu abri mão de ser parto no hospital. Do meu convênio. Escolhi 111 hospital com hotelaria até mais simples para que eu conseguisse. Pagar e ter a equipe que eu queria, entendeu, uhum uhum.

E isso faz a diferença, inclusive no pós, porque muitas vezes essas profissionais vão conseguir acompanhar até a questão da amamentação também. Né, uhum toda certeza você tem vínculo, né? Uhum exato. A questão da rede de apoio EE, da vinculação de você saber que você foi respeitada, uhum, né? A gente sabe que, por exemplo, é.

É parturientes que sofreram agressão, violência neonatal, a violência obstétrica no momento do parto que não estiveram, que não tem segurança realmente sobre a escolha da via de parto que elas foram, é colocadas. Elas têm maior taxa de depressão pós parto e isso interfere em toda a vinculação que essa mãe vai ter com o bebê? Com certeza. Então a gente tá falando aí de maiores taxas também, às vezes de insucesso. Se eu tenho momento de depressão pós parto?

No aleitamento, na vinculação. Bebês que não têm uma vinculação bem estabelecida, eles têm maior chance de terem mais cólicas, mais episódios de cólicas, mas. Episódios de choro, então é um é um bolo de neve, né? Com certeza. E até falando sobre essa questão da vinculação, o sucesso da amamentação é um momento que a gente tem muito palpite também, né?

Então, e aí, vem desde a gravidez, mas principalmente depois que nasce. Ah, seu leite é muito fraco, tem que dar outra coisa. Ah, não, porque você não pode ficar chorando pegando toda vez que chora, porque senão você vai acostumar mal a criança. Como que elas lidam com esses palpites todos? O que fazer?

Eu falo, essa é a importância da gente se blindar no na gestação. Então assim, eu falo muito isso na consulta pré Natal, quando a gente vai falar sobre rede de apoio. Falei, vocês 2 jogam no mesmo time, né? O casal, vocês estão jogando no mesmo time. Então é o seguinte, vocês já estabeleceram como que vocês querem, como que vocês planejam, como vocês querem educar?

Então na hora que vocês verem que a corda está pegando. Você lida com fulano, sicrano, beltrano, né? E você lida com com a sua parte. Uhum. Então com a sogra vamos interferir, porque a gente tem que colocar os limites e muitas vezes a gente fica.

AI, mas eu não quero me indispor. Não é sobre se indispor, é falar eu. Eu quero ter a chance de criar o meu filho da maneira com que Eu Acredito que eu possa criá lo. Exatamente. Vocês tiveram a oportunidade vocês e eu respeito isso, mas agora é a minha vez, né?

Então assim, eu falo que infelizmente a gente tem muito mais relatos de baixa produção do que eles realmente acontecem. Porque na verdade. A maioria é uma mãe que foi minada, um pai que não estava preparado para para aquilo, para um bebê que demanda e profissionais que não sabem uhum apoiar esse binômio. Uhum e aí se a pessoa, né, a família tem o conhecimento técnico, ela vai ter uma força muito maior, porque se não você vai ficar na dúvida. Ah, mas será que é fraco mesmo?

Ah, mas será que ela não tem razão e eu deveria estar fazendo outra? Coisa, né? Se eu falo para você hoje, olha, Camila. Vamos dizer que a gente tá na nossa consulta pré Natal. Então, Camila, é normal que o Arthur perca peso até os 14 dias de vida e isso não é sobre o quanto você tem de produção.

Lembrando que essa fase inicial é uma das fases que mais garantem mesmo produção, vinculação e tudo, né? Se você sabe dessa informação, aí você chega na primeira consulta comigo com 57 dias e ele perdeu peso. Você vai virar para mim e falar, Natália, mas está dentro do esperado, não tá? Uhum, tá? É isso, vida que segue, uhum.

Agora se eu falo para você, ó, seu leite não é suficiente, você chega na primeira consulta com o pediatra, seu bebê perder o peso e você fala, mas é esperado. Ah, não sei, é, ó, é, mas se você quiser dar a fórmula, e aí, pronto, aí o que que vem na sua cabeça? Eu não estou sendo suficiente. Meu filho está chorando de fome. Uhum, perdeu.

Uhum, exatamente. Né, a gente já perdeu uma grande chance ali de. De trazer porque lembra que a gente vai estar no meio do blues corperal? Né? Exatamente, né?

Já tem toda uma mudança hormonal. Você já não está funcionando como queria, é verdade? E o que que você considera importante como pediatra para orientar as famílias? É na recepção do do bebê, porque assim a gente sabe, a gente ouve muito aquelas coisa, AI, dorme agora porque depois você não vai conseguir dormir? Ah não, mas existem alguns pilares que eu vejo que são mais importantes.

Então, assim, o que que a gente precisa conhecer sobre a própria rotina do bebê, sobre cuidados de segurança, o que que é importante de estímulo? Porque às vezes a gente vê tanta coisa na internet ou outras pessoas falarem que a gente começa a ficar louca, meu Deus, eu tenho que ficar fazendo o tal do thumb time todo dia, senão toda hora, senão meu bebê não vai fazer isso. Eu tenho que saber 50000 manobras por um Monte de coisa, porque senão vai acontecer alguma coisa e as pessoas vão ficar mais preocupadas do que tudo o que que você considera importante? Dos dessa casa inicial, cheguei em casa olho no olho, colo, que aí eu falo de novo. Vamos lembrar dos dos dos sentidos, né?

Dos 5 sentidos. Você quer estímulo maior do que o toque do que o contato, por exemplo, bebês massageados. E eu não tô falando de fazer uma chantala, eu tô falando de eu tá aqui amamentando e eu tô tocando no pezinho. Eu tô olhando no olho desse bebê. Eu tô cheirando a mãozinha, né?

Olha a série de estímulos que eu tô trazendo Pra Ele nesse momento e ao mesmo tempo. Eu também estou garantindo que eu esteja sendo estimulada. Exato. Naquela fase de produção de injeção, todos aquela aquela cascata hormonauta também acontece na lactação. Sabia que já tem estudos que mostram até deixa eu pegar aqui com meu carinho.

Tem os que mostram que eu estou aqui, se eu estou com bebê e olhando no celular, fazendo as compras lá da madrugada ou olhando Instagram. Eu diminuo a injeção de ocitocina, né? E toda essa cascata hormonal que acontece porque eu não estou realmente me permitindo, porque a gente é instintivo, então eu não estou lá ligada. Isso vai garantir, vai interferir no ganho de peso do bebê. Então aí eu interfiro na minha produção.

Então eu falo assim, a gente tem que lembrar que somos seres instintivos também, né? E às vezes a gente está tão preocupada ou desconectada de estar fazendo algo errado que a gente não sabe nem qual é o normal do nosso bebê. Então, gente, eu falo, aproveitem esse momento é um momento de conhecimento, aquele momento da paquera. Então eu tenho que entender. Eu vou começar a entender as preferências, se ele gosta mais do banho de balde, de banheira, de chuveiro.

Mas para entender qual que ele gosta, eu tenho que experimentar. Eu tenho que permitir que ele esteja lá. Então como que ele gosta de ser pegado no colo? Né? Qual que é a melhor posição que eu vou fazer?

O melhor estímulo que a gente vai dar para esse bebê é realmente a nossa presença, a nossa entrega, porque aí a gente vai conhecendo esse bebê e a gente passa daquela fase da paquera para fase da segurança no relacionamento. Então eu já sei sobre o que é aquele choro, eu já sei como acalmar. E isso serve principalmente para o pai também, porque. Pra mãe colocar no peito é muito fácil. Agora como que eu vou permitir que esse pai crie relações?

Eu virava pro meu marido, juro por Deus, eu falava Pra Ele, eu vou tomar meu banho, você pega com esse menino e sai com ele daqui. Eu não quero saber se ele está chorando, eu não quero saber. Você se vira com ele porque a gente também fica. Às vezes a gente entrega, mas chora, AI me dá aqui porque só eu sei fazer, não. A gente tem que permitir que os outros cuidadores também.

Criem seus relacionamentos com o bebê, porque o amor ele é estabelecido no cuidado, exatamente no vínculo, no vínculo. É, e por isso a importância também assim do do pai, parceiro, parceira, é estar junto, né? Nas consultas, no parto, né, em toda essa fase, porque para mulher parece que muita coisa vem quando engravida, né? Porque você sente mexer, seu corpo está mudando e tudo para o homem, não, ainda mais que é mais prático, né? Tem uma outra visão ou até mesmo caso.

Mas a pessoa que não está gestante às vezes não tem a mesma experiência desde o início, então esse vínculo vai sendo construído ao longo do do da caminhada, da gestação, do parto, do. Porpério eu sempre lembro de uma situação, é, o Cauã tinha uns 15 dias de vida e eu levava Maitê para escola de manhã. Então eu botava ele no bebê conforto porque meu marido saia mais cedo. E o Cauã era um bebê que chorava muito. No carro, ele gritava.

E uma vez eu vi a minha tela desesperada acalmando ele no banco de trás, enquanto eu tava levando ela na escola. E eu falei para ela, filha, eu sei que é difícil nesse começo você amar seu irmão. Aí ela olhou assim para mim e falou, não, mãe, eu já amo ele. Aí eu, filha, tá tudo bem? Se você não amar, eu não.

Eu amo, porque eu fui. Sabendo sobre ele e entendendo sobre ele, nos ultrassons. Olha que gracinha. Eu fui me vinculando a ele na espera uhum, né? E eu estava ouvindo aquilo de uma menina de 12 anos.

Então o que você falou é muito real a gente ter essa espera, a gente participar ativamente do processo. Ter um projeto da família que seja pintar uma parede ou fazer um álbum de recordação, uhum escrever uma carta um para o outro, sabe? Uhum do por que que eu te considero o por que que eu te escolhi uhum para estar comigo nessa parentalidade, né, uhum? Com certeza. E depois desse período inicial ali dos cuidados.

Como funciona? Nati? Assim, o acompanhamento é ao longo da vida mesmo, do do bebê. A rotina ali de puericultura, quais sinais as as famílias têm que estar atentas. Do desenvolvimento tem alguma coisa importante para chamar atenção?

Lembra aquela música da Xuxa? Cabeça, ombro, joelho e pé. O desenvolvimento da criança é exatamente assim, ele é crânio caudal, né? Então a gente tem primeiro um controle cervical, depois controle de tronco, depois vem, né, da da, da, da, da região da cinturas capular, depois joelho, depois se põe em pé, então eu falo que a gente tem janelas. De normalidade, né?

Dentro do desenvolvimento da criança, então a consulta de pericultura, principalmente nesse primeiro ano, ela é muito importante que ela seja realizada mensalmente, porque. Eu acho que é uma responsabilidade muito grande a gente jogar para a família, ainda mais com tanta informação desencontrada que a gente tem no Instagram uhum, porque do mesmo jeito que facilita, também prejudica muito, com certeza, né? Uhum, então eu falo, a gente jogar para a família, não. Meu filho está se desenvolvendo normalmente. Uhum, então é.

Aquele momento da transferência para o pediatra uhum. Então a hora do pediatra colocar esse bebê no chão, uhum ver como é que está a interação dele com o ambiente, como é que está a relação dos pais com o bebê, uhum do bebê com os pais, as relações da gente ir afinando e ir preparando para cada fase. Por quê? Um bebê de 1 mês, ele é totalmente diferente de um bebê de 3. Ele é totalmente diferente de um bebê de 51.

Bebê de 6 já vai comer o bebê de 7. A gente já tem que falar sobre prevenção de acidente dentro de casa, porque ele já vai estar começando a se arrastar e ter acesso a outros cantos da casa. Então, assim, é uma sequência mesmo e é uma fase que são ajustes muito finos se a gente deixa passar alguma coisa. A gente tá numa fase de maior neuroplasticidade dentro dos miudinhas, né? Então, se a gente deixa passar, a gente perde uma janela muito preciosa de intervenção oportuna.

É e aí por isso que é importante o acompanhamento e não não só se comparar. Você usou um termo que eu acho muito importante, que é a janela ali, né? Do que é esperado. Porque a gente fala muito isso no tratamento. AI porque a minha amiga foi lá, usou o tal remédio, engravidou assim, AI a outra fez assim.

Então é natural essa comparação. E aí acho que com criança parece que o negócio é maior ainda, né? Ah, porque o meu o seu não sentou ainda, não. O meu necessidade já sentava há muito tempo. Ah, o meu acompanhei tem muito, né?

Aconteceu recentemente lá no consultório. Eu tenho um paciente que ele sempre foi muito grande, presentiu 97 da curva de estatura, sabe? Grande mesmo. 11. Um bebê grande.

Aí a mãe uma vez falou para mim assim, Natália, mas ele está dentro da curva mesmo. Essa curva está certa porque ele é o menor da sala. Eu falei, mas. Vocês estão estudando com os nórdicos. Em que escola que essa criança está?

Não assim. Às vezes, dentro de uma a gente sempre vai ter os exemplos para mais e para menos, né? Então, por exemplo, andar. Eu tenho as janelas de normalidade de 10 meses a um ano e meio. Tem bebê que anda com 9, mas a mãe do bebê de 1 ano.

Ah, mas o fulano de 9 já andou aí. O problema é do de 9. Exatamente. Né? E se eu conheço a história desse de 1 ano, se ele nunca teve nenhum sinal de alarme, é um neuro desenvolvimento, ok, mas, por exemplo, tem bebê de 1 ano que eu mando para fisio.

Por quê? Porque ele não andou, não. Que ele está apresentando outras questões associadas que já me chamam a atenção e eu sei que eu preciso intervir, então não é o fato de andar ou não, né? É por isso que é importante a gente ter esse olhar mais amplo. É por isso que é um olhar contínuo, né?

Não é uma coisa. É. O que você acha de um bebê de 1 ano que não anda nada? Não consigo, né? A gente tem que ter a noção do todo, né?

Exatamente. Concordo tem mais alguma coisa que você acha que é importante da gente falar que a gente não tenha abordado nesse período de cuidados? AI, difícil, né? É tão. Amplo, né?

Mas acho que a gente conseguiu falar da do de tudo que era mais importante que a gente foi. Levantando e se a quem estiver assistindo tiver alguma dúvida, também pode mandar lá no insta, tá? Se quiser deixar seu contato para as pessoas poderem te mandar também. Arroba. Dra né?

Dra. Abreviação de doutora Natália Fontana com Th perfeito. A vida inteira falando, Natália com Th é igual Camila com 10, podem mandar lá. Olha, eu vi o podcast, eu fiquei com dúvida que você falou isso, o que que acha nisso? E lá a gente também traz muito conteúdo sobre.

Né? Que legal. E aí vou te convidar para deixar uma mensagem final para quem está ouvindo a gente, seja quem está pensando ainda em engravidar, tentando gestante, mamãe, deixar um recado para quem está escutando a gente. É eu, eu, eu estava preparando essa palavra. Extra sobre os meus dias.

E aí eu me deparei com uma frase que fez todo o sentido, né? Que o melhor momento que a gente tem para começar foi ontem. O segundo melhor é hoje. Uhum, então você nossa, mas eu não me planejei. Eu não fiz nada durante minha gestação.

Começa agora uhum, que é aquilo que você falou sempre há tempo. Uhum da gente promover mudança e essas mudanças vão ter um impacto positivo, com certeza, na vida de toda a família. Com certeza. Nati queria te agradecer imensamente pela sua disponibilidade. Muito gostoso.

Está convidadíssima para a gente conversar mais vezes. Tenho certeza que todo mundo se acalmou agora o coração de te ouvir falar e foi um prazer te receber. Obrigada, viu? Igualmente, tchau, tchau. Obrigada por assistir ao papo de tentante.

Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.

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