Ep. 99 Preparo físico e emocional para a gravidez | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Neste episódio especial, Dra. Camilla Vidal compartilha uma notícia muito especial: ela está grávida!Ao lado de Júlia Azambuja e Jackeline Costa, que também vivem a gestação, e da Dra. Daniella Leiros, fisioterapeuta especialista em cuidados com a mulher, o bate-papo celebra a maternidade, o autocuidado e a força de quem acredita nos próprios sonhos.Um episódio cheio de emoção, aprendizado e esperança, perfeito para quem acredita que sonhar é o primeiro passo para gerar novas vidas!#podcast #fertilidade #gravidez #maternidade

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante, que inclusive hoje a gente tava até brincando que é quase um papo de gestante, porque hoje a gente vai falar um pouquinho sobre os cuidados, desde a programação do preparo pra gestação, parto pós parto é e falar um pouco mais, né? Sobre essa fase, as mudanças, o que que a gente pode fazer pra lidar melhor com essas mudanças, né?

Pra se pra tá realmente preparado? A gente fala tanto na programação do tratamento, planejamento reprodutivo, então nada mais. Importante para a gente do que a gente se preparar também para essa fase tão, tão gostosa, né? Em todos os sentidos possíveis. Então, para isso eu queria agradecer imensamente a presença, a disponibilidade de vocês e vou deixar vocês à vontade para se apresentarem, para as pessoas conhecerem vocês um pouquinho também.

Bom, gente, eu sou a Jaqueline e já participei algumas vezes aqui do papo de tentante hoje nessa sessão especial papo de gestante e eu estou grávida de 36 semanas, então espero poder contribuir aqui. 36. Já 36 já você acredita, é verdade? Eu sou Daniela, sou fisioterapeuta. Sou mestre e doutora pela USP.

Estou agora no pós doutorado. A loucura é. Sou especialista em saúde da mulher. Trabalho com obstetrícia desde 1999 e me dedico só a isso, preparo para gestação, gestação, parto e pós parto. Maravilhosa.

E você tem uma voz que traz uma calma, né? Você estava, não é? Eu estava pensando isso desde lá de baixo, o ano que a gente estava conversando. Que bom, obrigada. Da voz dela é muito relaxante, com as tranquilidade.

Não é? Ah, então gente, oi, é um prazer estar aqui. Meu nome é Júlia também sou gestante. Tô de 38 semanas e tô muito feliz com o convite. Muito obrigada que a gente possa ter uma troca muito legal.

Maravilha, só eu não dei a notícia por aqui também que eu também tô gestante, né? Porque até então não tinha contado essa informação assim, então. Aberta no podcast, não. No podcast foi a primeira vez, é só tinha contado em outras outras redes, mas tô agora com 30 semanas preparando para chegada do arthurzinho. Então nós vamos trocar muitas experiências.

E a primeira coisa que eu queria perguntar para vocês assim é, quando a gente fala em em preparação para gestação. Que que vocês acham é que a gente pode falar em em preparação física e emocional até de certa forma, né? Mas como é que a gente se prepara para a possibilidade da gestação? Nesse sentido, as meninas primeiro, Ah, então é. Eu acho que.

A primeira coisa assim pra mim foi a questão de conhecimento, né, de buscar conhecimento. Então acho que assim, só de a pessoa tá aqui ouvindo o podcast já, já é ótimo, né? Então eu fui muito atrás de conhecimento pra entender o que podemos fazer. Então eu acho que assim, a parte de atividade física é uma dieta equilibrada, faz diferença, perda de peso quando possível, que essa eu falhei, eu, eu engravidei já bem acima do meu peso. É a questão da fisipélvica que eu já eu já tinha ido atrás, então eu já tinha assim, busquei um pouco esse conhecimento.

Acho que foi foi bem importante. Eu penso nisso assim, de de pronto. É, eu já fui muito assim. Eu tinha muito conhecimento, né? Porque eu trabalho aqui no marketing do CEFERP.

Então conhecimento não me falta do dos médicos, enfim, dos especialistas. Porém, eu eu confesso que eu pequei. Eu comecei a me cuidar depois, depois que a que a gravidez veio. Então assim eu comecei a me cuidar lá pelo segundo trimestre. Agora que eu tô fazendo fisioterapia pélvica também.

Mas assim eu sinto que é. Eu era muito sedentária, então eu eu tive uma dificuldade aí para fazer algumas coisas. Hoje mesmo a gente tava até conversando, né? A doutora Daniela me ajudou bastante lá, que eu tava com umas dores na perna assim, e provavelmente é por causa desse meu sedentarismo. Então, é, é.

Eu vejo que realmente se preparar com antecedência poderia ter me ajudado muito a evitar essas dores, é? Sabe que isso é uma coisa que eu penso bastante em mim também, porque eu era obesa, né? Na verdade eu sou porque nós somos sempre estamos em tratamento, né? É? E aí eu fiz uma cirurgia bariátrica já.

Na época, pensava em engravidar mais para frente, tudo mais. E eu notei uma mudança muito grande assim na minha capacidade física mesmo, né? Então, de conseguir subir uma escada sem cansar, de conseguir agachar e levantar sem ter dor, sem nada. E aí esses dias para trás tem umas 2 semanas. Alguém falou assim, nossa, mas nem parece que você tá nessa idade gestacional.

E aí eu fico pensando, gente, imagina se eu tivesse engravidado antes da cirurgia, que eu não conseguia fazer nada disso? Imagina agora com a barriga? Porque mesmo hoje a gente tava até conversando um pouquinho sobre algumas limitações físicas que às vezes aparecem, mas elas são muito menores do que as limitações que eu tinha antes, quando eu pesava. 50, 60 kg mais do que eu peso hoje. Então realmente esse preparo faz muita diferença, né?

E agora vou deixar especialista, é. É como a como a Júlia falou. Eu eu bato muito na tecla da da informação. Eu acho que a pessoa informada, ela vai atrás do que ela quer. Então, quando quando eu sei de alguma coisa, de alguma informação, eu sei se eu quero aquilo para mim ou não, para minha família ou não.

E aí isso já traz uma calenta emocional muito grande. E aí eu já sei se eu quero me dispor aquele risco ou não. E dentro da obstetrícia, os riscos já existem, porque eu digo muito, já tá vivo, gente. Então a gente fala, Ah, gravidei de risco habitual, porque o bebê já tá ali, já tem vida. Então, se nós já estamos vivos, nós já temos o risco de morrer.

Então o bebê já está vivo, então já tem o risco de haver uma perda gestacional. Então é risco habitual. Se você vai acrescentar algum risco ali ou minimizar os riscos, você tem conhecimento disso. Então você está disposto ou não. Você quer ou não aumentar ou diminuir esse risco?

Você tem informação sobre isso? Então esse emocional já começa a minimizar aí com as informações. Então você já fica aí, não é o meu sentar que mudou, não é a alface que eu comi em casa ou que eu comi no restaurante que eu confio. É algo que eu não tenho culpa, que fiz ou não para essa gestação. Então, e você, já fica mais tranquilo em relação a atividade física?

Sempre é tempo. A gente sempre tem tempo de fazer alguma coisa. O que passou, passou, então sempre dá para fazer alguma coisa. Então nasceu. O bebê está ali, está dispositivo de gestação.

Primeira coisa que nascem pai e mãe é culpa. Sou culpado de alguma coisa? Estou fazendo alguma coisa errada? Deixei de fazer isso, deixei de fazer aquilo. E é do positivo mesmo.

Para eternidade. Para eternidade. Então, assim a gente vai fazer o que dá sempre. E o que dá para filho é o nosso melhor. Não importa dinheiro, tempo, esforço, suor, a gente vai fazer o que a gente consegue do fundo do coração.

Às vezes o nosso melhor não é o melhor do mundo, não é o melhor da outra pessoa. Mas é o que eu consigo fazer e o que eu consigo fazer. Não é caminhar todo dia 40 minutos, não é ir para fisiopélvica particular de não sei da onde. Não é ir para fisiotéfica, que é a Unimed, que é a pivida, que qualquer coisa, não quero ir, não vou, não tenho tempo, prefiro trabalhar e o que daí? Não vou, não quero, não dou conta.

A gente trabalha muito na clínica com o que eu quero, eu posso e eu preciso. Isso tudo combina, combina, então tá, vamos fazer, não combina, então não vou fazer. Eu vou fazer o que eu quero, o que eu posso e o que eu preciso junto. E isso é para sempre. Não se cobrem porque a vida já cobra demais.

E até assim a gente fala muito para quem tá em tratamento, para quem tá tentando engravidar. Justamente dessa questão da comparação, né? De que, Ah, uma amiga minha fez um tratamento assim, deu certo por causa disso, a outra engravidou por causa daquilo. E o quanto isso prejudica? Judica a gente.

E no período depois que a gente atinge a gestação, acho que mais ainda também, né? Porque faz muito sentido essa essa questão do equilíbrio das 3, porque às vezes não faz sentido para aquela pessoa, né? Não entra naquelas 3 regrinhas e não é porque a outra pessoa fez que a gente vai precisar fazer também. Às vezes não vai fazer bem para nós, né? É, eu tive muita dificuldade, porque assim é.

Eu sempre quis ser mãe. Isso é algo assim que eu não me lembro. É em nenhuma versão de mim, desde criança, que não quisesse ser mãe. Então isso é algo muito forte. E quando depois que eu engravidei, eu senti uma pressão muito grande minha que assim que ao mesmo tempo que eu queria falar para todo mundo, eu não escondi.

Então assim que nem eu ver a doutora Camilla eu estava que eu fiquei com 6 semanas. É o doutor? Autográfico, sabe? Então assim, eu queria contar, mas eu não contei nas redes sociais. Porque eu fiquei com medo de acontecer alguma coisa.

Então eu, principalmente o começo, demorei muito para conseguir curtir. E eu lembro que eu tive vários ataques de pânico, porque eu tinha medo de perder AA minha neném. E assim, e aí eu ficava com medo até, inclusive de fazer exercício, porque como eu era sedentária, aí aí agora que eu estou grávida, eu vou começar a fazer exercício e se isso acabar prejudicando mais do que ajudando. E aí ficava aqueles sentimentos, aquelas coisas, e as pessoas falando, não curte aí eu tá, mas e se eu fizer alguma coisa que vai dar errado? Eu sou a culpada.

Essa culpa era muito forte assim. E aí eu digo para você que está com esse medo aí, vai conversar com alguém que é especialista em atividade? Então manda uma mensagem para mim, porque existem exercícios específicos. Então aquela mulher que tá com risco iminente de perder neném, de nascer prematuro, vamos dizer assim, uma gravidez de risco altíssimo, internada no hospital porque ela não pode ficar em pé. Ela precisa ficar de cabeça para baixo, porque senão o bebê nasce.

Existem exercícios físicos específicos, atividade física específica para essa mulher. E a fisioterapia atua dentro do hospital com essa mulher. Por que a mulher que está andando, que está trabalhando, que está na sua atividade corriqueira, ela não pode fazer atividade física. Existe atividade física para essa mulher, é personalizado, então tem como a gente atuar, mas não pode ser qualquer um, não pode, não é qualquer exercício, não é qualquer profissional, precisa ser alguém que estudou para isso, então conversa com alguém. Que é especialista, que consegue lhe passar essa segurança, que consegue lhe explicar, fazer você entender qual é o exercício para você.

E não é dizer assim, vai fazer esse, não é? Vai fazer isso porque eu vou fazer esse? Como eu vou fazer esse aí? Sim. Você se sente segura para fazer.

Exatamente. E você acha que tem alguma coisa? Lógico que a gente sempre tem que orientar de forma individual, mas é alguma coisa, algum desses exercícios de preparo que a pessoa pode fazer enquanto ela está planejando a gestação ou tentando a gestação? Sempre a gente tem a adaptação do corpo para gestar, então a gente pode preparar esse corpo para engravidar. A principal preparação é aquela preparação interna.

Se a gente tem é dentro da fertilização, AO ajuste do útero, das trompas, dos ovários, para poder haver a fertilização. Por mais que seja fertilização natural ou a fertilização in vitro, a gente também tem todo o ajuste de face de ligamento que a gente consegue fazer, a manipulação por meio da fisioterapia e a soltura, a liberação dessas estruturas que são. Extremamente interligadas pela manipulação da fisioterapia e a depender da pessoa. São poucas manipulações que a gente faz. E essas manipulações favorecem a fertilização e a implantação do óvulo fecundário.

Então isso só isso já é. 11 preparo para engravidar fora, mobilidade, flexibilidade, preparação muscular em si. Para é esse corpo que vai entrar em adaptação ao longo de 9 meses. Com certeza vocês chegaram a fazer você chegou a fazer alguma coisa antes? Eu fiz, não foi específico, é um preparo pré gestação.

Já tinha feito fisiopélvica antes, mas foi mais por questão de dor na relação sexual. Então acho que assim como a Dani falou, já tinha feito ali a soltura da face. Eu tava, vamos dizer, fresquinha, né? Tudo em ordem. É tanto que daí foi bem fácil assim pra eu, pra eu engravidar.

É, na época eu ainda usava Dilma, irena não estava. Eu já sabia que eu queria ser mãe, mas ainda não era o momento. Tanto que eu tirei o Dilma primeiro mês de tentativa e joguei. Positivo foi. Muito.

Foi muito fácil assim. Então acho que muito por ter tido esse preparo, ainda que não foi algo consciente, me preparando para gestação. É. Teve 11 preparo ali da dessas estruturas físicas. E super vale a pena?

Com certeza, até pra pra do ponto de vista de de relação mesmo ser melhor, né? Porque a gente fala muito pra quem tá tentando engravidar, que tudo acaba ficando muito robotizado, né? Porque tem que ser aquela coisa de meu Deus, tá no período fértil. Eu já tive paciente que falou assim, olha, meu marido estava com crise de cólica renal, eu falei Pra Ele é hoje, porque eu tô aqui fértil pra gente, coitado desse marido. Então fica tudo muito engessado, né?

É? E às vezes pra mulher isso também. Também é difícil até nesse sentido mecânico mesmo, porque às vezes ela não está nem com vontade, é tudo muito mais estressante. Tem que fazer naquela posição que as pessoas falaram, que é aquela que engravida, depois tem que ficar deitada. Quanto tempo?

A gente sabe que tudo isso é mito, mas infelizmente muitas pessoas, né? Vão ouvir, vão tentar e se a gente não tem esse preparo antes, isso é mais um fator estressor, né, que às vezes traz desconforto até para ter relação, né? E acaba afastando um duo. Exato, exatamente. E aí o preparo.

De um objetivo maior, que é AA parentalidade. A gente foca só no positivo e na gestação. Só que a gente vai Viver A Vida com aquela criança depois, né? Numa família bem estruturada. Então a gente precisa cuidar da relação também, né?

E aproveitando que a gente tá falando dessa questão de família, como que vocês veem a participação dos parceiros ou das parceiras? No período ali das tentativas ou no caso do tratamento e até durante o período da gestação, assim que que vocês veem que é importante da gente orientar pra essa pessoa que não tá vivendo, por exemplo, falando por mim, às vezes as pessoas perguntam, Ah, e aí a vida já mudou muito. Eu falo, a minha sim, é do meu marido, nada, né? Ele não sente nada, dorme a noite inteira, faz xixi normal, e então acho que falta um pouco, às vezes de de a pessoa não sabe mesmo, né? Então o que que vocês acham que a gente pode falar um.

Um pouco sobre os parceiros, as parceiras que estão ali convivendo com uma tentante ou gestante. É a questão de tentante. Assim é, eu tentei por alguns meses, né? Consegui engravidar naturalmente, mas eu lembro que é o que mais pegava. Era a questão emocional mesmo.

Por exemplo, a primeira vez que veio o teste negativo. Então, assim foi. É um algo que eu senti que meu marido ficou muito triste por mim. Que ele viu o quanto eu estava esperando aquele teste dar positivo assim. Tanto que quando o teste veio positivo, ele falou assim, mentira, como assim não dá?

É quinta-feira, você me fala isso? Eu não, calma, amanhã a gente vai fazer o teste de sangue para fazer o Beto bonitinho ver como é que está. Então aí quando saiu o resultado, aí eu já contei para minha mãe e tal. Então assim, eu sinto que talvez é pra quando está tentante. Esse aspecto emocional é o que mais pega, né?

Depois, quando já está gestante, o que eu senti mais era o que eu sinto, né? É uma preocupação comigo porque eu trabalho muito, eu não gosto, eu não não sou de parar, eu não sou. Eu sou aquela pessoa que eu falei que ó, eu vou trabalhar até o dia do parto, aí depois você fala, depois que nascer eu vou fazer o que, uma semana de home Office? E aí vamos ver se a vida vai ser bem assim, né? Então assim, e aí eu sinto que ele fica muito preocupado no sentido olha, você precisa desacelerar, você precisa se cuidar.

Agora você não está sozinha. Então eu sinto que assim que os maridos parceiros, eles podem ser presentes mesmo sem estar gestando. E só de tá lá do lado oferecendo apoio já, já é bom. Até até na questão de alimentação, na questão de exercício, de incentivar, mas também respeitar. Então, por exemplo, ó, tá, você tem que comer bem e tudo mais.

Mas aí eu quero um chocolate, tá bom? Pode comer chocolate. Então também não cobrar, né? Exato, e eu acho que diálogo é fundamental, né? O meu marido foi exatamente assim de início, ele não tava entendendo, claro, era o meu corpo que tava mudando, é o enjoo, Era Eu quem ficava enjoada, então assim a gente conversava muito, tinha meu marido é super parceiro, ele vai nas sessões difíceis junto ele com a Dani, conversa, participa das aulas, ele é super parceiro, mas a gente teve uns momentos difíceis, eu tive muito medo também da perda no início foi muito difícil para mim curtir.

Eu comecei a curtir mesmo essa gestação, tipo umas 1415 semanas, porque até então eu tinha muito, muito medo e o meu marido, ele não entendia isso, assim ele não conseguia entender esse meu medo. Ele falava, Júlia, já tá grávida, é tipo um, tudo certo. E daí eu falava não e eu falava AI, mas tem muito risco de perder e não sei o que, e se eu fizer tal tal coisa? Eu também tinha muita essa culpa e ele não, não conseguia entender isso. Daí ele falava, AI, tu também não pode caso, a gente tem uma perda, tu também não pode ficar triste, ficar depressiva.

AI, gente, como não? O bebê está aqui comigo, tipo, eu não sinto ainda, mas é o meu corpo que está mudando. E para o homem, eu acho que ele só passa a entender mesmo quando ele pega aquele bebezinho no colo, que ele realmente está ali, né? Fisicamente, pode tocar. E demorou um pouco pro meu marido conseguir entender isso, mas depois que ele entendeu, ele tem sido muito parceiro e a gente estuda juntos, é, a gente compartilha conhecimento e eu eu passo muito o que eu quero, o que eu imagino pra um parto, pra gestação, pra educação do nosso filho.

A gente conversa muito, então acho que é que é fundamental essa parte assim de conversa com com os nossos parceiros. É, acho que é só assim que a gente consegue dar a noção pra eles do que está acontecendo, né? Há um tempo chegou, a gente encomendou um móvel pela internet, chegou lá em casa e a gente foi tentar montar, era um móvel pequenininho, a gente falou não, a gente dá conta, né? E aí todas as peças ali no chão e aí abaixa, pega a peça, abaixa, pega outra peça, nisso já passou 2 horas, a gente abaixa, pega a perca, a gente não sabe montar móvel, até chegou 1 hora e falou, eu preciso que você faça, não sei o que eu falei, você assim, são que eu tô grávida, eu tô cansada, tá doendo pra fazer tudo isso, então acho que eles não tem muito essa noção mesmo. Faz parte, né?

A gente conversar e você tocou um ponto que eu IA perguntar mesmo. Eu IA até perguntar pra pra Dani mais sobre isso, você fala, ele vai comigo nas consultas, acompanha. Então Oo marido, né? O parceiro ou a parceira consegue acompanhar nesse sentido e participar desses momentos também, né, Dani? É lá, lá a gente foca na parentalidade como um todo.

Então é, eu peço sempre pra levar um acompanhante, independente se seja a parceria. Se seja a uma avó, uma madrinha, então alguém que que acompanhe essa mulher que gesta para poder ajudá la na no desenvolvimento, porque as minhas consultas, elas têm uma parte de educação em saúde junto, então eu tenho mais de 14 temas que a que eu dou logo no na, na primeira consulta na avaliação. Para que elas possam escolher por ordem de prioridade, porque eu não vou dar 14 consultas ao longo da gestação. Então por a gente enumera, né, né, junto e a gente vai, Ah, e essa eu quero que a minha sogra veja, não, essa eu quero que a minha mãe, essa madrinha vai adorar, tá junto. Ah, mas eu queria 2 pessoas, né?

Essa trás, 2 pessoas que a gente vai conversar. Então a gente conversa cerca de 20 minutos sobre cada assunto. E é importante a família estar junto. EAA quando a família vai, às vezes eu passo a um exercício com o filho mais velho, às vezes com marido. Então está sempre participando.

E aí eu digo a ó, preste atenção nesse movimento, para onde vai a cabeça dela? Então, ela está tendendo a trazer a cabeça para cá, o ombro para lá. E aí eu deixo a parceria sempre de olho num movimento, para estar sempre participando meio que indireto. Diretamente, se o exercício não for específico para o marido ou ou ou a parceira participar desse movimento, mas eles sempre estão incluídos, às vezes na avaliação, eu vejo alguma questão que o marido que a gente questiona desde menarca até a atividade sexual, como é que tá? E aí, tem alguma queixa ali?

Como é que tá a relação com que não tá muito boa? Traz o marido que a gente precisa conversar sobre isso. E eu introduzo, às vezes, não pode ser diretamente, tem que ser meio que. E eu introduzo esse assunto na conversa e eles se soltam. E eles se soltam.

Então tá sempre dentro do da consulta. A parceria EEA consulta é é pros 2. Sempre por e acho que é muito legal, né, Dani? Porque a Dani também, ela me passou os temas, daí eu chamei meu marido e eu até mostrei Pra Ele, Ah, o que que tu acha dos temas? E foi muito legal, porque alguns temas que eu já estava mais familiarizada, que pra mim não estaria assim no topo da lista de prioridades, Pra Ele estava na prioridade.

Então isso foi muito legal, porque daí a gente colocou alguns temas que Pra Ele eram importantes e foi muito proveitoso, tipo, ele IA lá nas nas conversas com a Dani, super participava, trocava ideia, aprendia, depois ele IA pra casa e estudava e vinha me falando, olha. Isso aqui é assim, a gente pode fazer tal coisa no dia do parto, tal movimento. E nisso ele começou a gostar, participar mesmo. Foi muito legal, foi muito bom. Isso.

E tem mulheres inclusive que não perguntam nada e o marido só pergunta e é muito legal, muito legal. Tem maridos que que são super calados e na hora da da da educação em saúde, eles. Estão discutir. Depois eles não falam mais nada. Até nas.

Rodas de conversa de gestante também, né, Dani? Quantos homens falam? Eles chegam no início assim, de manhã cedo, com as carinhas fechadas. Aí, depois do cofe, a gente tem um cofe no meio, depois do cofe, eles abrem a boca e começam a perguntar. Gente, que legal.

EE é legal até para alinhar a expectativa, porque isso que você falou é muito real assim, né? Às vezes a gente não sabe o que tá passando na cabeça do outro, a dúvida que tá passando na cabeça do outro e ter alguém que vai te guiar, né? Falar olha, os pontos são esses e tal. Você vai começando a entender o que o outro tá pensando. E ele.

Que participar mais desse processo, até porque acho que é meio cultural nosso, assim como mulher ainda é, a gente procura muito, né? É igual essa questão que você fala, Ah, eu tava com medo da perda, né, que vocês comentarem. Acho que a gente mulher tem mais isso, porque a gente tem mais informação, a gente olha mais legal. Quando eu fui para o meu ultrassom de primeiro trimestre morfológico, né? De primeiro trimestre eu tava lá tensa, porque eu falei gente, e se tiver alguma alteração e tudo, e meu marido tava tranquilo, jogando celular, ele falou, ué, porque é um exame?

Delicado, gente, como assim? Então é natural, né? Assim a gente acaba procurando mais e aí às vezes a gente tende a achar que a pessoa tá entendendo, tá acompanhando a gente por osmose, né, aquilo tudo e não é verdade, né? Então a gente conseguir inserir a participação do do parceiro, da parceira ou de outra pessoa. Adorei que você fala avó, a madrinha, né?

11 pessoa que vai estar junto ali Na Na rede de apoio, né? Faz muita diferença. Mas eu aprendi isso, Camila, Na Na própria pele. É quando eu cheguei no meu quarto que eu vi meu marido parado olhando para mim. Eu fiz assim, ele não sabe o que fazer, é, eu falei, gente, eu não ensinei ele porque eu ensino os maridos das minhas pacientes.

Eu não fiz com o meu marido. Por quê? Porque eu achava que o que ele vivia comigo ele aprendeu e não, eu não passei para ele, ele IA para as rodas. Ele ele me ajudava, ele sentava, mas ele não pensava. Eu não parei para ensinar o meu marido como eu ensinava os outros pais.

Eu fiz porque eu não fiz isso, porque eu não dei atenção ao meu marido, como eu dou atenção aos pais das minhas pacientes. E aí hoje eu pego muito mais no pé dos pais, dos maridos, das parcerias que não estão ali. Com um bebê na barriga. E por que a parceria gesta também a parceria gesta uma família. A parceria tá ali cuidando dessa mulher, dessa bolha externa que precisa ali, dessa mulher que vai criar vínculo com esse bebê diretamente, porque esse bebê ali é espelho daquela mulher.

E se não tiver essa bolha externa que é feita por essa parceria, como é que esse bebê vai conseguir criar esse vínculo e se tornar? Unânime ser, né? Ali único não vai. Então a gente vai aos poucos aprendendo com a vida. Ah, é, é aos poucos, claro que é aos poucos, e a gente vai vivendo.

Hoje eu sou completamente diferente do que 9 anos atrás e eu passei uma gravidez excelente, não tive uma dor de cabeça e eu sei muito mais hoje, então quem dera eu estar grávida hoje para. Começar a fazer tudo. Que eu aprendi? E é engraçado que nas tentantes, quando elas chegam, os maridos, eles encaram meio que muitos não são todos, como se o processo fosse dela, o negativo fosse dela, o positivo fosse dela. Então, aos poucos é que eles vão entendendo que o positivo é deles também.

Mas a é é difícil ainda. Que esse processo é meu, que essa tentativa é meu, a quer tentar de novo, vamos por mim, tanto faz né? AA vamos ver o espermograma, Ah não, não precisa, o meu tá tudo bem, não deu ainda, tá, tá, tá tá com mobilidade, mas tem algo a investigar ainda não, não, mas tá tudo certo, então a gente vai aos poucos trazendo ele também pra consulta, trazendo ele também pra tratar ela, tocar no corpo dela de um jeito diferente. E é difícil trazer os tentantes pra dentro da minha consulta, mas eles vêm aos poucos, eu consigo. É e acaba que no tratamento, né?

Eu até IA entrar nesse assunto mesmo. A gente acaba diagnosticando mais cedo a gravidez, porque às vezes uma gestação espontânea, né? Até atrasar a menstruação, fazer o teste, fazer a ultrassom já no tratamento, não, a gente tá ali exatamente com a data marcada, começa a fazer antes e tudo mais, então acaba que a expectativa é maior. A ansiedade até pelo. No histórico, né?

De muitas vezes anos de tentativas frustradas, né? É então esse diagnóstico mais precoce da gravidez. Tem o seu lado, de certa forma negativo, porque a gente às vezes acaba tendo alguns desvios ali do desenvolvimento e a pessoa fica mais assustada acompanhando aquilo de perto. Então aí tem um sangramentinho, tem uma área de descolamento que se resolve sozinho, mas que naquele momento a gente fica muito assustada, né? Só que também ele traz 11 janela para que a gente possa.

Intervir o mais cedo possível nessas questões, né? Então, se, por exemplo, a partir do momento do diagnóstico bem inicial da gravidez, se eles já quiserem começar e puderem começar um acompanhamento, né? Profissional com certeza faz diferença na experiência da gestação, né? Porque é uma coisa que eu falo sempre para eles. A gente não está aqui com o objetivo de vocês terem um teste positivo.

A gente quer o bebê nascido bem, a família bem lá na frente, né? Então a gente ter esse cuidado também com a gestação inicial, a gente tem a oportunidade de fazer a diferença. Diferença desde o início, né? É e não é ter um bebê por ter. É ter uma família muito bem.

Isso significa todos bem. E quando a gente fala no comecinho da gestação, então a gente foi, eles fizeram um tratamento, deu tudo certo, engravidamos. E a gente sabe que o começo da gestação traz muitos sintomas. Na verdade, não sei como foi para vocês. Vocês tiveram muitos sintomas nesse comecinho, a pista de que estava grávida ou não.

É o maior sintoma que eu tive, eu tava até comentando, né, eu não tive muito enjoo, eu eu fiquei bem tranquila, eu senti mais é dor nas mamas, então assim, do do do peito crescendo mesmo, foi o que eu mais senti. Aquele sintoma é de TPM, sabe quando assim AI vai vir a menstruação, só que a menstruação não veio, espera ele tá, tá persistindo, então assim foi o que eu mais senti é, Ah, enjoo mesmo, acho que teve, é acho. 10 dias da minha gestação inteira, teve 10 dias que eu fiquei enjoada, mas não cheguei a vomitar nem nada. É eu, eu sou bariátrica também, né? Então já tenho uma predisposição anão vomitar, tenho uma dificuldade para vomitar, mas assim é a senti também, é cheiros, fiquei muito sensível a cheiros, então aqui o perfume forte, nossa, eu ficava assim, nossa, eu tenho alguma coisa ruim aqui que tá acontecendo?

Foi nesse sentido, mais na questão de sintomas, eu não. Não tive aqueles sintomas de filme, de sessão da tarde, da pessoa vomitando muito nada. Do tipo e de repente, dá um estalo, né? Estou grávida? Não, não teve isso.

Você. Teve não, o meu foi muito similar também. É, eu também enjoo assim, praticamente não tive, é, eu tinha um leve enjoo assim de manhã cedo, e daí meu obstetra já tinha me dado a dica. Aí abriu o olho, já pega uma coisinha seca, uma bolachinha aguiçal, come a bolachinha, que daí já já dá uma reduzida no enjoo. Então eu fazia isso, ficava ótima, é assim, eu passei mal 2 dias, só assim por causa de enjoo, então foi muito tranquilo.

E a mesma coisa, o meu foi o seio, meu peito ficou gigante, assim parece que veio o positivo e o peito fez tu que doía muito, muito, muito. Tava muito sensível, tanto tempo que eu andava de carro segurando assim o seio, porque passava num buraco. Alguma coisa doía demais, era muito desconfortável. E foi só assim, foi muito tranquilo, tanto que daí a gente entra um pouco até nessa neura, né? Porque deu, não tinha enjoo, eu não tinha muito sintoma, eu ficava aí, será que tá tudo bem com o bebê?

Meu Deus, eu não estou sentindo nada, então eu ficava feliz quando eu estava enjoada, porque daí eu sabia que tinha um bebezinho aqui dentro, que estava tudo certo. É uma loucura, sem cabeça de grávida é uma loucura. Ou fora que as vezes você me eu me perguntava, será que eu estou grávida mesmo? Será que é uma? Aí eu abri o beta de novo.

Não é positivo mesmo. É muito, né? E vocês tiveram cólicas, sangramento no comecinho, não. Eu tive cólica, é cólica, foi uma coisa que eu tive bastante e daí eu já tinha estudado, já tinha visto que era normal. Conversei com meu obstetra, ele falou que tranquilo, falou Ah, se tiver algum sangramento vai na emergência, procura um acompanhamento, mas eu tive bastante cólicas assim, até teve uma madrugada, acho que era perto do Ano-Novo e eu tive uma cólica bem, bem dolorida, assim, doeu bastante ali eu fiquei muito assustada, mas eu não cheguei a ter sangramento fora, só essa cólicazinha chata mesmo.

Mesmo. Que é? Eu também. Eu tive pouca cólica assim, mas é aquela coisa, por ser bariátrica, às vezes tem alguns tipos de alimentos que dão cólica. Então eu ficava sempre Na Na dúvida, é bariátrica ou é a gravidez?

O que que é? E. Mas também foram poucas vezes e também não tive nenhum sangramento. Mas eu ficava muito noiada com isso. Então toda vez que eu IA no banheiro fazer xixi, eu ficava olhando, olha a.

Calcinha. Né? Tá, não tem sangramento, tá tudo bem? Ainda mais porque esse meu medo de verdade, eu acho. Que ele perdurou até o quinto, sexto mês.

Então, assim, eu fiquei com muito medo de de acontecer alguma coisa. Então eu ficava nessa nessa Noia assim, né? Mas não, não, não cheguei a ter nada. É, eu tive, né? Eu tive pouco enjoo, também tive um pouco de cólica, só que eu tive um sangramento.

E aí eu me identifiquei muito com o que a Dani tava falando antes de que assim, olha, existe um exercício pra cada pessoa individualizado, procura um profissional, porque desde a bariátrica eu fazia, eu tinha uma rotina de exercício físico bem intensa, assim eu IA pra academia, musculação, tudo, e aí engravidei. Eu falei, bom, vou continuar, tá tudo bem na gravidez, né? E aí fui, fiz ali meu meu exercício tudo, e aí tive um pouco depois. Depois um sangramento. Não tinha relação direta nenhuma com o exercício, mas aí comecei a ter sangramento, fui olhar no ultrassom, tive uma areazinha de descolamento.

Então aí a gente precisa de um certo repouso, né? Então aí desacelerei um pouquinho. Só que isso depois, assim AA médio prazo na gestação me fez parar. Porque eu falei, bom, agora eu estou morrendo de medo, não vou fazer nada. Ficava só usando a progesterona e não querendo fazer nada.

E aí passou o hematoma, foi embora, já acabou o período da progesterona, tudo desenvolveu bem. Só que eu não voltei a fazer nenhuma atividade física, porque a gente fica com medo e aí a gente fica vai travando, né? Então, Ah, com certeza, ter o acompanhamento específico nesse momento, por exemplo, faria com muita diferença, né, para poder passar mais tranquila esses tempos. Agora eu conversei. Que fui na rua na consulta com obstetra e é toda vez ela está, você precisa procurar, você precisa fazer, você não vai atrás, vamos fazer, vou te ajudar e tudo mais eu não vou fazer, vou fazer, mas está corrido, não sei que lá daqui a pouco eu faço e tal.

Aí eu falei, teve 1 hora da consulta que eu falei 1 hora, eu acho que eu vou acabar precisando, acabar precisando, não, você precisa desde o dia que eu te falei que você precisava fazer, mas realmente, então tem alguns sintomas ali No No começo que assustam mesmo. Mesmo, né? E tem algumas coisas que a gente pode fazer nessa fase para tentar contornar, imagino também, né, Dani? Sim, tem. E é justamente isso.

A atividade. Eu tava falando essa semana com a paciente, o que é que a gente não pode deixar de fazer na vida? A gente pode parar de comer saudável por um tempo, depois volta, a gente pode parar de dormir. Bem, por um tempo, depois volta. Mas se a gente parar de fazer atividade física por um tempo, isso não volta, isso não volta.

A gente já sabe, já tá bem estabelecido em todas as fases da vida. Sono, alimentação e atividade física é o que faz a vida girar, a vida, ser boa, ser saudável. Das 3 atividade física, a gente não recupera e é todo Santo dia, não é todo Santo. São 150 minutos semanais, mas não são 150 minutos hoje. Amanhã eu não faço mais nada, são 30 minutos hoje, 30 minutos amanhã, 30 minutos depois de amanhã eu não posso fazer 1 hora hoje e amanhã eu não fazer nada não.

30 minutos hoje, 30 se eu fizer 1 hora hoje, meia hora amanhã, se eu fizer 1 hora amanhã, é meia hora amanhã. Se eu fizer 1 hora, é meia hora por dia, no mínimo. E não um dia não é, equivale ao outro. É todo dia um pouquinho. Se eu comer saudável hoje e não comer amanhã, tudo bem, depois de amanhã eu ajusto, eu consigo equilibrar.

O sono. Eu consigo recuperar atividade física? Não, infelizmente, infelizmente, porque eu também gostaria, mas. Não, mas não. E a gente consegue, com atividade física, evitar uma série de coisas respiratória, respiratória com é é do fígado, do rim, da do, da musculatura, de tudo, tudo do nosso corpo cerebral.

Intestinal do nosso corpo só funciona bem se a gente tiver atividade física. Por quê? Porque vida é movimento, vida é movimento o tempo todo. Se a gente tiver vegetando, a gente está em movimento. O nosso corpo está se movimentando.

Então, gente, atividade física é tudo e existe atividade certa para todo mundo. E tem benefícios para o bebê? O tempo inteiro. O tempo. Inteiro.

O meu mestrado, lá em 2007, a gente fez atividade física do assoalho pélvico para mulheres gestantes e a gente fez ultrassom para ver é esse, se se afetava, é. A gente sabia que não afetava negativamente, mas se afetava é positivamente o bebê. E a gente é, viu que não só é. Era era era que era recomendado? A gente viu que era recomendado o exercício físico que afetava muito positivamente.

Ele aumentava não só a circulação das artérias uterinas, mas ele aumentava de maneira é de oxigenação, é a circulação na artéria cerebral e nas artérias, é centrais do do feto. Não só uterinas, mas as artérias centrais do feto, a circulação do assoalho pélvico, a mulher, a mulher fazendo exercício somente de assoalho pélvico. Ela não tinha outro tipo de atividade anão ser contração de assoalho pélvico. Então o bebê, ele é é afetado positivamente com exercício simples na região pélvica. É porque às vezes.

A gente pensa que é só a mulher, né, que vai receber o benefício do exercício físico, mas não o bebê também. Que legal. A gente podia dizer. AI, não aumenta a circulação, mas é a circulação que que que que tá com sem oxigênio, que tá com gás carbônico ou que tira nutrientes, não é? É AO aporte de oxigênio de nutrientes pro bebê que aumenta com com essa atividade física.

E você falou um pouquinho dessa questão do assoalho pélvico, né? Dos exercícios, a gente ouve muito falar de que, Ah, preparo para o parto. Vamos focar no assoalho pélvico, então as pessoas tendem a pensar nisso lá. É mais para frente, quando está perto do bebê nascer e não desde o início, como seria, né? O ideal é no primeiro trimestre, assim você vê alguma coisa que ela já pode ir pensando ou ir procurando, tentando fazer relacionado ao assoalho pélvico, ou algum sinal de alerta.

É perderinária, dor, alguma coisa nesse sentido para falar não. Então esse caso é melhor a gente acompanhar mais de perto, desde mais cedo, e não só mais para frente. Meu lema como fisioterapeuta especialista em saúde da mulher, que AA mulher não precisa ter sintomas para procurar a fisioterapia. Se a mulher tem assoalho pélvico, ela precisa se consultar com fisioterapeuta porque ela faz xixi, ela faz cocô. Ela se movimenta, ela tá em pé, ela respira, então ela usa soalho pélvico.

Se ela usa soalho pélvico, vamos saber se quando ela faz xixi, quando ela faz cocô, quando ela respira, quando ela se movimenta, esse soalho pélvico tá funcionando corretamente? Ah, mas eu não perco xixi. Ah, mas eu não tenho dom na relação. Ah, mas eu não tô grávida. Para mim é normal, mas o seu normal é o recomendado.

Pelas sociedades internacionais, a posição que você faz xixi, o seu fluxo de xixi, a sua consistência de fezes, a posição que você faz cocô, a frequência que você faz xixi, o que você faz cocô, tudo isso é o recomendado pelas sociedades internacionais. Não sei por que, porque isso a gente não sai comentando em mesa de barra, a gente não comenta em casa, a gente faz dentro do vaso sanitário fechado. Ou se a gente tá tendo uma relação sexual com o marido, a gente também não comenta com o marido. AI com a outra você fazia assim, a gente não comenta. E isso é um comentário que a gente faz com profissional de saúde.

E é o profissional de saúde que vai nas sociedades internacionais e colhe esses dados pra saber o que é recomendado, não o que é normal ou anormal, mas o que é recomendado. E aí sim a gente consegue ter parâmetro do que é. Normal para mim ou que é recomendado para se ter dentro do parâmetro, dentro das curvas que a gente fala. E aí você pode dizer se aí eu estou sintomático ou não, porque às vezes o meu normal de fazer xixi não é o recomendado. E aí eu posso, no futuro, ter um sintoma que vai me causar desconforto, dor ou algum problema.

E isso, antes da gestação, pode ser um fator de risco. Associado aos hormônios que engravidou Bum de hormônio e o hormônio. Ele não diz assim, Ah, eu vou só para aquele lugar para facilitar a adaptação daquele lugar, não. Ele está em todo canto. Ele está na musculatura lisa da dos vasos sanguíneos, ele está na musculatura lisa do intestino, ele está na musculatura estriada, esquelética do braço, da perna, mas também no assoalho pélvico.

E aí ele deixa a musculatura frouxa associada a mudança de postura que o assoalho pélvico sofre, associado ao aumento de peso, de sobrecarga que tem do útero, do bebê, do líquido amniótico, da placenta, que vai aumentando ao longo do tempo, mas ao padrão de comportamento que essa mulher tinha, que não era o adequado recomendado. E aí ela vai ter sintomas. Aí na gravidez eu não tive sintoma, mas depois da gravidez ela vai ter. Não necessariamente no pós parto, mas com o passar do tempo, com a alteração hormonal no futuro, na menopausa ou no pós menopausa tardio, ela vai ter em algum momento, se isso não for consertado o mais precoce possível. Porque profissional de saúde trabalha com prevenção.

A gente nunca é curativo e reabilitativo. A gente quer preventivo, então vamos prevenir o mais rápido possível. Então vamos lá, faz uma consulta, ajusta as coisas pra não ter que remediar. Então só isso, só fazer antes, só. Sinal de alerta?

Tem, não tem? Tá ótimo. Uma vez por ano, vai no médico, uma vez por ano vai na fisio, faz a consulta, vê se tá tudo bem. Até porque muitas coisas, às vezes vão caindo meio que na rotina e você acaba não percebendo, né? Então eu já.

Sinto, isso é normal. É aquela coisa, Ah, para mim é normal. É igual mulher que tem endometriose, que as vezes fala não, eu tenho muita cólica, mas isso na minha família todo mundo tem, sempre foi assim. Mas não é normal, não é para você ter essa cólica toda, a gente tem que avaliar. Então é a mesma coisa, né?

Até eu. Falando por mim assim, depois que eu fiz a cirurgia, que eu tive a perda de peso, eu eu notei mudança no fluxo urinário, é uma coisa assim impressionante. Eu falei, gente, eu fazia xixi desse jeito antes e agora eu faço assim, normal assim? E aí você começa a perceber de que não aquilo realmente não era normal, mas é porque eu não passei por uma avaliação especializada para a pessoa chegar e falar, olha, Camila realmente está afetando nisso aqui, você precisa fazer isso, aquilo, né? Então faz muita diferença.

E você falou da questão dos hormônios. Durante o tratamento, essa é uma queixa bastante comum também, né? Porque é exatamente então para quem engravida pós tratamento, né? Ela já vai passar pelos hormônios da gravidez, mas antes disso, ela tem todo aquele boom dos hormônios, da estimulação da progesterona que a gente usa para manutenção ali inicial da gestação. E aí a própria queixa, por exemplo, de mudança de hábito intestinal é bastante comum.

Então, se ela já tem essa, essa avaliação, esse acompanhamento, essa orientação, com certeza tende a passar muito. Mais tranquila por essa fase. Né? EE, tem uma coisa que a Júlia pode falar com propriedade, a quantas vezes eu mexi no Celso? Olha o pórfico.

Nossa, foram pouquíssimas vezes. Isso foi muito diferente porque a fisiopáfica que eu tinha feito anteriormente pra dor na relação era todas as sessões, era uma massagem direto, soltava as faces, então realmente mexia lá dentro, além dos exercícios. Daí quando eu fui na primeira sessão com a Dani, já foi muito diferente a avaliação, porque ela me olhou dos pés a cabeça, tipo, eu olhava minha coluna. Ela falava, vai, faz o movimento, vai para frente, vai para trás, levanta uma perna e ela na minha cabeça, fazendo gente, o que que isso tem a. Ver é porque eu vi em lugares.

Mas beleza, fui fazendo os movimentos que ela porque ela pedia. Ela chegou com a minha ficha de avaliação e ela esse movimento aqui a coluna tem não sei o quê. E daí ela me explicou. Júlia, a gestação, claro, tem a sua de pé, mas é o teu corpo inteiro, a tua barriga vai sobrecarregar a tua coluna, vai ter ali a inclinação, vai fazer uma lorodose maior, os pés, os arco, o arco do pé, fica plano e ela me explicou. Eu fiquei, gente, é muita coisa, tipo não é só barriga, não é só assoalho péfico, é muita coisa e realmente a gente faz assim exercícios que às vezes parece, sei lá, é de abdômen, de mobilidade e não parece celular, e especificamente para assoalho péfico, porque realmente que o Dani falou não tem a massagem e faz muita diferença.

Eu tive perda de urina bem no inicinho no primeiro trimestre eu comecei a ter perda de urina e eu falo assim, parece que tira com a mão assim porque parou agora que eu estou com barrigão, não tenho mais perda de. Menina, espirro, tusso e está tudo ótimo. É. E é legal você falar isso também, porque eu tenho certeza que as pessoas tendem a imaginar, fiz o pé eu ficar desse jeito mesmo, né? E aí a gente ainda fala, não, você tem que levar um acompanhante.

A pessoa fala o quê? Levar uma pessoa pra ficar lá? Assistir. Não vou não e na verdade, não é assim. Né?

É um olhar muito maior, porque é é muito isso que você contou Dani, que eu acho muito importante assim, de que a gente tem que ter um olhar muito mais preventivo do que curativo, né? É que isso hoje acho que está sendo muito mais discutido, porque até então, ainda mais falando como médica. Assim, na medicina é tudo muito curativo, né? A gente aprende muito diagnóstico e tratamento, mas a gente não aprende tanto a prevenção, então isso está se transformando um pouco mais agora, diferente de outras especialidades, a fisio. Que eu vejo que já nesse sentido, já tem um olhar muito mais amplo pra pra prevenção, mais do que só pro tratamento, né?

Então, dentro da fisio, com certeza. E aí você entrou num num ponto que eu IA perguntar também, porque a gente falou um pouquinho das mudanças do primeiro trimestre. E aí, pelo menos pela minha experiência, pelo que eu já conversei com outras pessoas, é como se fosse assim. Ah. No primeiro trimestre você está se adaptando, então você tem enjoo, tem tudo, é bem mais difícil.

O segundo é o Paraíso, parece que você não está nem grávida, você não sente nada, não tem nada, e aí no terceiro barriga começa a pesar, a posição vai começando a mudar e tudo, né? Então o segundo trimestre ele tende a passar, pelo menos na minha percepção, um pouco mais tranquilo, mas a gente acaba já notando um pouco dessas mudanças, né, dessa mudança postural e tudo é, e tem alguma coisa assim? Primeiro que vocês notaram de muita diferença no segundo? Mestre ou não foi só mais para frente? Eu acho que o meu foi mais para frente mesmo.

O segundo é trimestre foi muito mais tranquilo? Foi. Acho que o trimestre que foi mais que eu não tinha mais tanto medo, então que eu contava mais para as pessoas. É que eu voltei, porque assim no primeiro trimestre eu tentei desacelerar também um pouquinho, né? Então não tá vamos aqui se cuidar no segundo trimestre não, tá tudo tranquilo já agora já tô bem aí no terceiro trimestre.

Que foi que a barriga deu o boom, né? Que assim que até então nem parecia, eu ficava até triste, né, que as pessoas falavam, nossa, isso nem parece que você tá grávida, eu? Quero eu, tô eu. Tô eu não quero que as pessoas. Saiam, não.

Coisa ruim. Isso não dá. Nossa, mas isso nem parece. Nossa, mas eu fiquei muito triste assim. Eu lembro até que eu fui numa loja de roupa que eu queria comprar um vestido pro chá de o chá de fraldas, né?

Assim, aí chegou uma moça, aí eu aí eu também vou num chá de fraldas, eu, eu sou convidada, tal eu, eu sou, eu sou a grávida, eu não quero comprar a mesma roupa que essa moça, eu quero ser diferente, enfim, então foi um momento mais tranquilo aí no terceiro trimestre, que aí começou tudo, que agora. Tá vindo tudo que você sente a barrigão que aí sente chutar e sente aí você tem mais dificuldade pra dormir, porque a barriga, enfim. Mas o segundo trimestre foi bem tranquilo. É o meu segundo. Ele foi tranquilo, mas daí eu acho que entra um pouco a questão hormonal e também psicológica, que o meu médico me falou, não aproveita e tá entrando na lua de mel da gestação.

E eu também demorei bastante para ter barriga. E daí eu comecei com aquela neura, não tenho barriga. Eu ainda não senti o bebê, o bebê mexendo no inicinho do do segundo tri. Eu não tinha mais enjoo. Então eu fiquei numa neura de meu Deus, tem coisa errada, AI que saudade dos enjoos, que saudade do seio doendo, então para mim foi bem difícil, emocionalmente eu comecei a ter crise de ansiedade, eu comecei a ficar preocupada e daí foi foi bem desafiador nesse sentido, mas fisicamente eu acho que foi, foi, foi bom, realmente o segundo é mais tranquilo né, do que o primeiro e o terceiro, mas emocionalmente para mim foi mais desafiador e daí no terceiro não, terceiro, eu comecei já a curtir, já senti ele mexendo, ele chutando, ele estava com peso maior.

Então era mais fácil de sentir. E eu acho que porque eu fiz, né? Exercício, fiz a fisiopéfica. Eu não tô enfrentando tantos desafios físicos assim, de dor, de desconforto. Eu tô conseguindo dormir super bem, consigo várias posições pra deitar, então é esse quesito assim, dá pra mim, ainda tá bem tranquilo e espero que sim.

Mas é porque foi 11 processo que você fez desde o. Início, né? Desde antes, assim da gestação, tipo academia, exercício físico. Eu já praticava anos antes. Então, no que eu engravidei, conversei com o médico, ele me autorizou a seguir, então eu segui sempre.

Com exercício, com acompanhamento, eu faço com personal, então eu tinha um acompanhamento ali específico, então eu pude pude seguir mais tranquila, né? E valeu a pena. E tem alguma orientação que a gente pode passar, por exemplo, para quando a gente começa a perceber essas mudanças de postura? Então, por exemplo, hoje eu percebo, eu não sou uma paciente exemplar, viu? Já vou falar aqui um Monte de coisa que eu falo que tem que fazer, eu mesma não faço.

Então, assim, eu percebo, por exemplo, que às vezes eu fico na mesma posição, eu levanto. Começa a ter dor lombar pela posição que você ficou, que não presta atenção e tudo mais. Então, tem alguma orientação que a gente pode dar? Lógico, depois de uma avaliação individualizada, tudo vai ser muito mais direcionado, mas de forma geral assim, alguma orientação que a gente possa dar pra essas mudanças, dessa fase, pra mudança de sentir o peso da barriga, da mudança da postura e tudo mais. Principalmente essa vontade que a gente tem de de que as pessoas vejam a barriga.

Logo AA, quando a gente engravida, a gente coloca a barriga pra frente, então essa anteriorização da pelve é aumenta a lordose e aí a gente já deixa o abdômen mais frouxo, mais mole. E isso além de forçar a coluna. A gente amolece esse abdômen, entende? A deixar essa barriga em avental. Essa barriga solta.

Então encaixar a barriga, mesmo que as pessoas não vejam. Que a gente estar. Grávida? É muito importante pra gente manter essa postura, manter a coluna no lugar, manter esse abdômen funcional que é postura. Que é vísceras no lugar, que é respiração funcionando e a gente conseguindo se locomover, além de ir respirando e evacuando adequadamente.

Grávida não deixa de fazer nenhuma dessas coisas. E se a gente deseja um parto via vaginal, esse abdômen vai estar funcional para o parto via vaginal. E depois que esse bebê nascer, independente da via de nascimento, esse abdômen volta mais rápido porque ele não ficou mal lengo durante a gestação. Então manter a postura significa a gente também voltar a nossa forma mais rápido no pós parto. Então ninguém vai ver a barriga por um tempo, mas eu volto a minha forma mais rápido.

Mas em relação a manter, a diminuir as dores por posturas é viciantes, digamos assim, vira movimento, é movimentar, se movimentar, se OOO. Maior número de vezes possíveis, então mudar a postura sempre que lembrar. É, e eu achei muito interessante você falar dessa questão do pós parto, porque a gente foca muito de que assim AI a gestação vai mudar muito o corpo, o parto vai demandar muito do corpo, mas e o pós, né? Tem todo um porpério que a gente tem todas as outras mudanças, além das hormonais, mais físicas também, e que esse corpo tem que retomar, né? E às vezes a gente não para pra pensar nisso, a gente acha, eu estou no seu.

Time, já que assim a gente acha que a gente é super heroína, não uma semaninha, tá bom, depois já volta ao normal e acho que é porque a gente nunca teve e aí a gente tá achando que vai ser assim. Eu falei para uma paciente esses dias, ela AI, quanto tempo você vai ficar afastada? Eu falei, olha, a ideia é até ele ter uns 2 meses ali, 3 meses e depois eu vou voltar o quê? Falei, vamos ver como vai ser a vida real, né? É então a gente não não olha muito mesmo para essa questão do pós parto, mas depois eu até quero chegar um pouquinho nesse.

Assunto também. Mas tem cuidados específicos para essa fase, né? Então, tanto do preparo para o parto, mas para recuperação pós parto também, né? Sim, tem. E já tá comprovado?

Vários estudos comprovaram que quem faz fisioterapia durante a gestação tem um retorno pós parto muito mais rápido. E uma habilidade nesse retorno muito melhor. Então a mulher consegue, está mais ágil e está mais apta a cuidar melhor desse bebê que depende 100% dessa mulher. É fazer fisio, não importa como você vai fazer. Você precisa fazer.

Não estou puxando a sardinha para cima de mim, mas estou puxando a sardinha para cima da mulher de se cuidar mesmo. Não é à toa que eu sou apaixonada por isso. Ah, preciso de dinheiro. Mas se eu pudesse, eu fazia sem dinheiro mesmo. Porque?

Eu sou apaixonada pela área que eu escolhi e eu acho que é é é cuidado de verdade, de de amor, de de de coração, porque eu só. Vejo coisas boas. Com certeza. E eu ainda estou um pouquinho mais atrasada. Atrasada, não, na minha idade, já estaciona, ainda é um pouquinho menor que a de vocês, mas então não, não olhei muito para essa parte ainda.

Deveria, mas é. Vocês já pensaram em algum preparo específico para o parto? Já você, sei que já é que você faz aí. Nossa, quando eu crescer eu quero ser igual a Júlia? Não é?

Eu tenho 6 semanas pra ser igual a Júlia. Vocês não 8. E é, vocês já começaram? Você já que preparo? Pensou em alguma coisa assim de preparo?

Foi atrás de algo nesse sentido? Então eu tô fazendo a fisioterapia pélvica também. Isso já faz? É. Acho que eu comecei lá pela 30ª semana, se eu não me engano.

Comecei um pouco tardiamente, sim, mas pelo menos porque eu quero ter parte natural, né? Então é algo que a gente estava até conversando antes de começar aqui que eu quero. Então eu vou tentar me preparar. Porém, se lá na hora é olha, não vai dar para fazer o parto natural, vai ser cesárea, sem problema nenhum. Mas pelo menos é aquilo, né?

Esperar o bebê dar, dar sinais de que ele tá pronto. Então começar o trabalho de parto, não conseguiu fazer o parto natural sem problema nenhum. É parte pra cesárea. Importante é nascer, estar tudo bem, mas eu estou é indo atrás disso exatamente pra tentar me preparar o máximo possível, porque é pra ser um, porque assim Eu Acredito que até porque tudo que a gente está conversando aqui não é só benefício pra mãe, mas também para o bebê, então Pra Ela nascer de uma maneira mais calma, mais tranquila. Então é isso que eu tô tô fazendo por.

Enquanto já recebi pacientes com 38 semanas e pariram lindamente. Olha aqui, valeu? Não existe um mínimo e não existe um máximo de consultas. A gente consegue se preparar com o que a gente tem. Já atendi pacientes no leito internada para parir.

E pariram, então a gente consegue conhecer previamente a mulher e preparar. A gente consegue não conhecer a mulher e preparar, então não tem isso nunca, é tarde, sempre dá para se preparar, é claro que com antecedência. O preparo é muito mais específico, o preparo é muito mais elaborado, mas nunca é tarde. Conheceu fisioterapia agora sobre o que tem, fisioterapia para gestação, fisioterapia para o parto. Fisioterapia pro pós parto o que é que você desenha na sua cabeça?

Vai atrás, vai atrás. Fisioterapia alguém obstetrícia é isso, preparo pra gravidez, preparo pro parto preparo pro pós parto você tá pensando em engravidar? Você já tá grávida, você tá parindo, você já pariu, não importa, é a obstetrícia. E tem alguma coisa específica assim para essa fase do preparo para o parto? Tem.

Tem muita coisa específica, tem respiração, tem movimentos, tem posturas, tem é exercícios. Não só movimentos, mas exercícios específicos. Então, dentro de da da fisioterapia, a mulher que quer o preparo para o parto tem algumas coisas a mais que a gente acrescenta diferente, uhum. Aí a mulher quer só o preparo para a gestação. A gente não inclui essas outras coisas uhum.

Entendi e a parte do pós parto assim a gente sabe, né? É que é importante como a gente tava falando, desse cuidado também. E o que que a mulher pode adotar de cuidados para recuperação pós parto? A diferença na recuperação entre um parto normal e 11, parto vaginal e uma cesárea é que a gente pode deixar de orientação para quem tá nessa fase. A primeira diferença é a mobilidade, uma cesárea, ela só levanta com 6 horas.

AO parto via vaginal, ela já levanta, já vai pra pra cama, então ela sai da onde ela pariu, não importa se foi no chuveiro, na banqueta e ela vai se deitar e ela toma banho. É assim que ela pariu. Mas AA instabilidade hemodinâmica ainda existe e o risco a ler apesar de ser menor, ele ainda existe de hemorragia pós parto. Mas com 6 horas a gente já começa a atuar, independente da via de nascimento, com o parto, via vaginal, a gente já começa com mobilizações maiores, com essa mulher, então com exercícios mais específicos. Então a gente já consegue fazer um abdominal específico, a gente consegue fazer exercícios de ponte 11, movimento de de membro superior amplos, membros inferiores amplos, um parto via cesárea via abdominal a gente não consegue via vaginal sim, cesárea não.

Então a gente já começa com exercícios mais lentos, mais restritos no leito, com cuidado com a com essa. Esse mexido todo, porque foi uma cirurgia de médio porte. Então a instabilidade maior acontece nesse nesse caso. Mas dá para fazer exercícios. Então exercícios são mais parados, são mais isométricos, não tem amplos movimentos, mas são exercícios que que que a gente faz sim com essa mulher.

Então a gente já atua com 6 horas. Após nascimento de bebê. Que legal, né? Bem precoce, bem precoce. E o preparo para amamentação entra nessa, nesse preparo desde antes também.

Entra no preparo desde antes, primeiro com informação, mas já tá bem preconizado que não há manipulação de mama, mas no máximo há avaliação desse munilo, mas sem manipulação de mama e depois sempre postura. Mega e adequação de bebê de como vai estar esse posicionamento de bebê e de mão de mãe, a gente evita todos os os desconfortos e possíveis é problemas que possam haver com amamentação. É simplesmente com acompanhamento da fisioterapia. É, até porque antes tinha muito essa essa conversa, dessa questão da manipulação do mamilo, né? Ah, você tem que fazer, dependendo do tipo de mamilo, o exercício de um jeito do outro.

Aí o coitada passava a gravidez inteira passando por aquilo tudo. E hoje a gente. Eu passei por toda essa fase de que pode, não pode, vai, não vai, vai pro sol, não vem pro sol. Leis é antes leis, não sei o que. E a gente já.

Sabe? Que não. Mas né, também toca aqui, né? Dentro da. Criança, né?

Até hoje eu tenho alguns grupos de gestante que a gente troca experiências, as meninas falam. Passa bucha, eu falo. Gente, gente, eu já ouvi isso também? Ainda tá, né? Ainda tem gente que.

Acredita nisso sem falar 20. Anos, já que que a bucha já foi comprovada, que não. Nossa gente. Nem tenho coragem, eu? Também não IA ter.

Nas meninas falam assim como se fosse uma verdade. É, não tem passa bucha para calejar e não sei o que eu. Vou te apresentar uma pessoa. Deixa eu fazer uma pergunta, e o tepping aqui, eu não sei se é o tepping tepping é, realmente faz bom? É, faz bem, é bom, não tem nenhuma comprovação, porque é aquela coisa que a gente fica também preocupada, né?

Porque é, eu tive muito excesso de pele por conta da bariátrica, inclusive não fiz nenhuma. É cirurgia restauradora, pensando Na Na gestação que eu queria ter. Mas eu fico pensando, e aí, na hora de voltar, como, como é que vai ser? Será que o tapping ajuda? O tapping é o meu xodó.

É tanto que eu fui eu fui fazer pós doutorado justamente pra achar a resposta dele. É a verdade é que ele é um conforto. Mas ele, ele ele resolve 2 cm, nem 3. Os 2 dedos tem 3 cm, ele resolve 2 cm abaixo da pele. O que é que a gente consegue fazer?

Avaliar essa mulher? E diferente de uma cirurgia plástica, por exemplo, que ele é aplicado dentro do centro cirúrgico e que dentro, numa cirurgia plástica, a gente tem todo o descolamento de pele, repuxa pele, costura ela novamente. E para haver uma recuperação disso a pele, ela precisa se colar novamente com face. Então, se não colar, vai haver um espaço ali, um acúmulo de líquido. Então precisa usar cinta nesse momento, porque precisa apertar essa pele com a face para que ela cole novamente e não tenha líquido ali.

Então o tapping ajuda essa compressão junto com a cinta para que não a tenha líquido. Na cesárea, há um leve descolamento e não tem esse repuxo de pele. Se a gente colocar um taping ali, eu vou inibir o funcionamento da musculatura, que ela já está assim e eu quero que essa musculatura funcione. Músculo é inteligente. Se eu disser, eu estou funcionando por você, ele não vai fazer nada, ele vai economizar energia.

E quanto mais tempo eu tiver funcionando por ele, mais tempo ele vai economizar energia. E depois, quando eu quiser que ele funcione, ele vai dizer, eu tô numa boa, aqui funciona, amigo, eu tô numa boa. Ele vai demorar mais ainda. Então eu não vou usar o Tape para ele fazer. Sinta, porque se eu usar o Tape para ele fazer, sinta como ele faz na cirurgia de abdominoplastia, eu vou deixar esse músculo inativo.

E o que é que a fisioterapia faz? Bora músico começa a funcionar agora, porque se você não funcionar, amigo, você vai demorar e a fisioterapia vai estar ali a partir de 6 horas mandando ele funcionar. E aí você faz assim, funciona. E a barriga, depois do parto, ela não funciona e ela ela treme, mas ela não entra e a gente vai estar estimulando ela o tempo todo a funcionar. Mas se a barriga que quando a gente para, ela fica por volta de 5 meses daquele tamanhão.

E ela está incomodando, incomodando, pesada, muito flácida. Eu posso colocar um Tape de um jeito, eu posso colocar um Tape do outro, dependendo do sintoma, da textura que eu fisioterapeuta sentiu. Mas eu não coloco esse Tape do mesmo jeito que eu coloco na abdominoplastia. Na mesma hora eu espero ter um leve. É acomodação desse edema, acomodação desse útero que tá ali grandão.

Esse útero precisa acomodar essa musculatura, precisa voltar um pouquinho. Então eu espero 3 dias, 23 dias, e aí na primeira avaliação, com 6 horas eu vi como é que tava isso? Com 23 dias eu volto e vejo qual o tipo de taping que eu vou colocar, se é o taping pra a flacidez muscular. Ou de pele, se é um taping para dar conforto a essa mulher ou se é um taping para estimular OA circulação, porque essa mulher está inchada, está com edema. Então eu preciso avaliar.

Não adianta a mulher chegar e dizer assim, Ah, eu já vou parir amanhã, então eu quero já fechar o taping hoje. E se ela não precisar, ela vai fechar o taping por quê? Porque é moda, porque tá todo mundo colocando. Existem vários tipos, né? Eu achei que só tinha uns vários tipos.

Que legal. Além de ter vários tipos na abdominoplastia, a gente coloca o Tape até o peito no parto. No pós parto, a gente coloca o Tape até o umbigo, porque quando o bebê vai mamar, ele precisa ter contato com a barriga da mãe. E se ela tiver de Tape, a mãe não vai sentir bebê, bebê não vai sentir, mãe vai sentir. Adesivo?

Então tem certas coisas que são parecidas, mas não são. Então não é. Todo fisioterapeuta que sabe colocar até apin no pós parto precisa de avaliação. Ele é bom, mas depende para quê. Da indicação, né?

Bom, e aí eu queria perguntar para vocês, deixar vocês à vontade para contarem assim, da experiência, do que que mais marcou vocês durante a experiência da gestação, as expectativas para o parto pós parto e deixar uma mensagem final para quem acompanhou a gente tá ouvindo a gente até agora? É bom? É. Eu gostei muito de poder compartilhar aqui com vocês. É também adquiri mais conhecimento ainda que assim.

Às vezes a gente sabe tantas áreas, só que sempre tem algo mais pra gente aprender, né? E gostei muito obrigada. Você me confortou dizer que nunca é tarde pra começar, então eu fico feliz. Não é também fiquei tranquila. Sabia que eu achei que eu estava?

É a culpa, né? A culpa que a mulher sente a vida inteira e acompanha a gente. Mas é. É aquilo que eu falei eu tinha. Eu senti uma frustração no começo.

Não uma frustração, mas um peso de não conseguir engravidar. Então. É por mais que tenha sido pouco tempo que eu fiquei tentando. Ainda assim teve negativos. Então foi algo que pesou emocionalmente depois, o medo de da gestação não evoluir.

E é aquilo que o conhecimento ele é maravilhoso, mas às vezes ele também. Ele te pega, né? Então eu pensava em todas as coisas que poderiam dar errado. Todo o ultrassom eu também ficava muito tensa, falava, gente, toda ida ao banheiro ficava tensa assim, que será que tá? Tá tudo certo, é, você falou depois da que teve é que demorou para sentir mexer.

Eu, eu também, depois que você falou me veio e aí eu via outras pessoas, Ah, mas eu comecei a sentir com 17 semanas, eu como assim, eu tô com 24 e não senti ainda, sabe? Então é a mulher. Ela carrega um peso, né? Carrega uma culpa, uma responsabilidade, sempre antes de de ser mãe, durante a gestação e depois que vai ser mãe. Então é para o resto da vida.

Então eu fiquei muito feliz da gente poder compartilhar aqui. E o que eu deixaria mesmo de de recado é procurar apoio, procurar ajuda. E nem eu fiquei muito preocupada em fazer algum exercício físico e isso prejudicar, sendo que. Se eu tivesse procurado, talvez isso teria me acalmado um pouco. E a parte emocional?

Ela é, é, é crucial. Então eu acho que é isso, gente, procurem ajuda. É de pessoas especializadas, pessoas que sabem do que estão falando, que tem experiência, que isso torna a jornada um pouco mais leve. Gostoso estar aqui com vocês, trocando essas experiências. Acho que a gente vê que a gente não tá sozinhos, né?

É? E a maternidade às vezes é um pouco solitária, a gente fica, nossa, ninguém entende o que eu tô passando. Então procurem outras pessoas que estão nessa situação. É pra ter essa troca de de conversa, estar junto com outras gestantes, ter bons profissionais ao lado, assim que vocês confiem, que vocês acreditem que entendam vocês, que passem segurança. E acho que assim 11.

Dica, se eu pudesse deixar, seria student, é o máximo possível. Foi algo que eu acho que fez muita diferença na minha gestação, é claro. Sei que todo mundo tem a sua realidade, seja às vezes questão financeira. Não posso pagar o curso do melhor médico porque é muito caro. Mas a gente tem muita informação gratuita, tipo, tem podcast, tem Instagram com um Monte de informação, médicos maravilhosos que estão lá dando informação gratuita.

A Dani tem as rodas que me ajudam muito e eu acho que sim, principalmente, estudem e estejam com pessoas. É também gestantes, pessoas empáticas que entendam a situação de vocês, que a gente possa trocar figurinha, que a gente possa se ajudar. E acho que foi algo assim, que fez muita diferença para mim. E é isso. Com certeza, até quando você comentou das rodas.

Se você quiser e puder também falar como elas funcionam, de quanto em quanto tempo, como as pessoas te procuram. E vão, né? É acompanhar o seu trabalho, as rodas, passar por uma avaliação com você. Dani, IA ser ótimo, obrigada. As rodas funcionam lá na clínica, sempre no primeiro sábado de todo mês.

As rodas são gratuitas porque a minha intenção é essa mesmo, é dar informação. Sem conflito de interesse, como eu falo, né? Ju é, eu falo mesmo, eu digo que o que tem que que ser e como eu tava dizendo ali, fala pro povo que vai esperar a hora dela e pronto e o jeito que ela vier, se você quiser ir pra cesárea, vai pra cesárea e pronto. A eu, eu sou a favor da cesárea quando ela é necessária, mas se você quer cesárea, vai pra cesárea, acabou, se é não é o que eu desejo pra mim. Quando eu engravidei, não queria, mas se tivesse que ser Cesário, eu juro que a gente vai.

Então o que eu estudei não é isso, mas a gente faz o que a gente acha que é melhor para gente, porque a gente tem informação. Então estou aqui para dar informação e o recado que eu queria dar é esse, busquem informação, mas não é aquela informação que a gente acha em Google, em qualquer lugar, não é informação de qualidade. Se certifiquem que o lugar que vocês estão buscando tem profissionais sérios, profissionais que estudam, profissionais que estão comprometidos com o bem-estar, de quem eles estão dando essa informação e se cuidem, porque culpa vocês vão ter sempre. E a parentalidade ela vem pra ensinar a gente que a gente não controla tudo, então se livrem. Desse controle a gente não controla tudo, fiquem livres desse controle.

E. Isso vale para todo mundo. Assim, em todas as etapas, seja quem tá tentando engravidar, quem tá passando por tratamento, a gente fala muito isso também, né? Que o tratamento traz muita sensação de controlar, de que é porque eu estou usando hormônio. Eu estou medindo no ultrassom, estou fazendo tudo, mas a gente controla até certo ponto.

Né? A nossa biologia e as coisas todas tem que acontecer, não estão sob o nosso controle. Quanto antes a gente puder entender e se se livrar, se soltar disso, mais tranquila essa jornada com certeza, né? Gente, muito obrigada pela participação de vocês. Trouxeram pais até pro meu coração de gestante mais novinha e foi um prazer receber vocês aqui.

Espero que a gente possa ter outras conversas depois pra falar agora da parte do nascimento do pós parto, né? Da trocar experiência, trocar figurinhas de outras fases da da nossa vida. Muito obrigada, viu? Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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