Ep. 92 Inseminação artificial ou FIV: qual o melhor para mim? | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Inseminação artificial ou FIV? Qual o melhor caminho para você?

No episódio de hoje, Dra. Camilla Vidal recebe as especialistas Dra. Ingrid Guedes e Dra. Amanda Loureiro para um bate-papo esclarecedor sobre as diferenças entre esses tratamentos, para quem são indicados e o que considerar na hora da escolha.

Se você está em dúvida sobre qual método pode te ajudar a realizar o sonho da maternidade, esse episódio é imperdível!

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médico especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje a gente vai responder uma dúvida que Eu Acredito que seja bastante comum em quem tá começando aí nesse processo das investigações, dos tratamentos.

Que é como saber qual o melhor tratamento para mim, uma inseminação ou uma fertilização? Então a gente vai entender um pouquinho mais sobre esses 2 tipos de tratamento. E para isso tenho 2 médicas muito queridas, muito especiais, inclusive hoje estreando com chave de ouro. Doutora Amanda, muito obrigada viu, pela sua presença e vou te deixar à vontade então, para se apresentar para todo mundo conhecer sua Voz 1 pouquinho. Oi pessoal, eu sou a Amanda, sou médica aqui do CEFERP.

Estou aqui pronta para ajudar vocês nesse sonho da maternidade. E a doutora Ingrid? Oi gente, já vi um pouquinho. Né? Seu sotaque também é mais fácil.

É mesmo que não conhece a voz, já sabe. Eu sou a Ingrid, eu sou médica do CEFERP, vamos ver se ela tinha reprodução. Já vim aqui um pouquinho. A gente trabalha muito em conjunto, né? Camila lá no cefet e Amanda também.

Então vamos conversar um pouco com vocês hoje. Vamos. E eu acho legal a gente é falar desse tema, porque às vezes as pessoas têm muita a ideia de que elas vão chegar. O médico vai falar, olha, você tem que fazer isso aqui agora, seu próximo passo é esse e tá tudo decidido, né? É, acho que tá todo mundo muito acostumado com aquela medicina mais antiga, né, que era muito paternalista, assim, eu sei o que é melhor, você faz é isso e, na verdade, cada vez menos.

A medicina é isso. Na reprodução humana, menos ainda, né? Porque é muito difícil da gente falar, não, a gente só tem um caminho, a gente tem vários caminhos, com seus prós e contras, né? Então acaba que passar Na Na consulta, eu costumo falar muito isso assim, é como se fosse dar 11 norte de dos caminhos que você tem para que a gente decida junto o caminho que a gente vai seguir, entendendo o que ele pode ter de bom e de ruim, né? E a gente estende esse mesmo raciocínio para essa questão de inseminação e fertilização in vitro, né?

Sim. Sim, com certeza. Eu acho que a consulta é muita gente traduzir também muitas coisas pra paciente, né? Que às vezes, quando elas têm uma dificuldade de engravidar, começa a pesquisar um Monte de coisa, não entende? Só vai deixando cada vez mais nervosa.

Então a gente traduz um pouquinho as questões. Eu acho que é importante a gente começar essa conversa também, explicando a diferença das 2 coisas, porque muitas vezes a paciente acha que é a mesma coisa, né? Inseminação? A fertilização, então, às vezes os termos se confundem e a gente precisa traduzir um pouquinho a diferença deles, né? Sim, com certeza.

É até por uma questão de de mídia, né? Todo mundo, né, você vai ver Na Na notícia, né? A esposa do fulano fez inseminação, não, não fez. Ah, a Bruna e a Ludmila fizeram não, não fizeram é que todo mundo usa como sinônimo, mas que não são, né? Então vamos começar explicando pelo começo o que que significa.

Basicamente a gente fazer um tratamento de. Disseminação. Costumo dizer é quando aquele processo de encontro do óvulo com espermatozoide, ele ocorre dentro da gente. Então, o que a gente faz? A gente dá uma medicação para paciente para que ela possa ovular.

Nós vamos acompanhando o contra som. No dia que a gente ver que tem aquele folículo próximo da ovulação, a gente faz uma medicação para que ele possa ovular. E com isso, no dia seguinte, o marido vem, colhe os espermatozoides, a gente faz um preparo, injeta esses espermatozoides dentro do útero e aí a gente precisa que ele faça o papel dele nad chegue até o óvulo fecunde para formar um embriãozinho, né? Exato. Então é o que muitas pessoas às vezes pensam e que, na verdade, é é mais próximo de uma gestação espontânea, né?

Já que esse encontro, como você comentou, usa as mesmas palavras, acho que a gente tem a mesma formação. Tem coisa que a gente fala tudo igual, né? É, esse encontro vai acontecer dentro do corpo da mulher, né? Já a fertilização é um pouquinho diferente, né? É.

A fertilização, esse processo vai acontecer em laboratório, né? Então, em geral, a gente usa medicações para estimular esse óvulo amadurecido. E a gente vai coletar esse óvulo. E no laboratório, a gente vai juntar esse óvulo com o espermatozoide, formando o embrião, que na sequência a gente vai estar colocando. Vai estar que a gente chama de transferindo esse embrião para o corpo da paciente e para o útero da paciente.

Então, a gente acaba pulando na fertilização in vitro algumas etapas, né? A gente não precisa que o espermatozoide por si só encontre dentro do corpo da paciente com esse óvulo. A gente tá fazendo esse encontro, já aconteceu e tá pulando essa etapa por conta disso. Em geral, é um processo que a gente tem uma taxa de sucesso maior do que a inseminação, já que a gente pula algumas etapas, né? Sim.

É. É, e até assim para as pessoas entenderem. É por isso que a five chama five, né? Porque às vezes parece uma coisa meio boba, mas assim vem de fertilização in vitro, justamente porque essa fecundação é no laboratório e não no organismo da mulher, né? E acaba que assim, essa é a principal diferença, né?

Dos 2 tipos de tratamento, então é a forma como o encontro dos gametas ali acontece. Mas tem algumas outras diferenças pequenas, né? Então, assim. A medicação que a gente usa, a duração, então acho que a gente pode explicar um pouquinho mais essas diferenças para quem tá escutando a gente começando pela medicação, tem diferença, principalmente na questão de dose, né? Sim, sim.

Geralmente, né? Na inseminação a gente usa um pouquinho mais de dose e a gente tende a induzir a ovulação. Então a gente não dá aquela medicação para obter um número maior de óvulos, né? Então a gente quer que a paciente ovule. Preferencialmente de 1 a 2 óvulos só, né?

Eu costumo brincar que eu falo assim, olha, na inseminação a gente quer que você, entre aspas, só. Ovulli é na. Fertilização que a gente quer que responda. Mais, bastante, muito mais, melhor. Na fertilização, ao contrário, né?

A gente quer dar a maior dose possível para a gente conseguir obter o maior número de óvulos possíveis. E, às vezes, a paciente fala para gente, mas eu não quero. É tantos embriões, tantas gestações, mas a gente quer essa indução de uma quantidade maior de óvulos, porque a gente quer formar a maior quantidade possível de embriões. Porque a gente sabe que a taxa de sucesso, cada vez que eu coloco um embrião no corpo daquela mulher é em torno de 30 a 40%. Então, às vezes ela vai precisar passar por esse ciclo de transferência, outras vezes até atingir a gestação.

Então, se a gente tem um banquinho de embriões formados, né, a gente consegue dar uma taxa de sucesso maior para ela sem precisar ficar submetendo ela a esse todo. Esse tratamento do estímulo ovariando várias vezes, né? E ela só faria a etapa da transferência novamente. Uma coisa que é importante a gente falar, né, que a inseminação ela não é para todas as pacientes, né? É, são pacientes selecionadas, né?

Porque a gente precisa da avaliação das trompas, que tem que estar prévias para o espermatozoide conseguir passar. Tem que depende também do tempo de infertilidade, né? Porque de repente pode ficar mais difícil. É, a gente também depende da quantidade de de espermatozoide, né? Que é importante a gente falar isso, né?

Não é pra todas. Infelizmente, exatamente. Então tem algumas condições, né? Tem alguns critérios que são quase como que obrigatórios ali, né? Que são principalmente os que você pontuou mesmo a questão das trompas e dos espermatozóides.

Então, assim, se esse encontro vai acontecer no organismo da mulher, condição pra esse encontro acontecer tem que ter, né? Tem que ter passagem e tem que ter pelo menos uma concentração mínima ali de espermatozoides que se movimentem bem. E aí vão entrar também esses outros fatores, né? A questão do tempo de infertilidade, a questão da idade, né, da reserva ovariana histórico, né? De diagnóstico de endometriose, por exemplo.

Então são fatores que podem limitar as nossas chances, né? E eu acho muito importante que você tenha trazido também esse raciocínio, porque uma outra diferença que eu acho que é bastante importante da gente pontuar, a Ingrid até comentou um pouquinho, é com relação a chances de sucesso e, consequentemente, a duração do tratamento, né? Porque eu costumo usar muito esse termo de que assim, quando a gente vai para inseminação, a gente está indo por um caminho a médio prazo. Não é um caminho que a gente vai falar assim, olha, a gente vai tentar uma vez, puxa, não deu certo, vamos mudar de ideia, não. Ele é um caminho para a gente fazer ali 3 a 6 vezes.

Então, para a gente fazer dessa forma, a gente tem que saber que realmente está tudo bem clinicamente e emocionalmente para a gente pensar a médio prazo, né, porque o tempo é um fator diferente para os 2 tipos de tratamento, né? Sim. E o tempo é diferente de acordo com a idade da paciente também, né? Uma coisa é a gente fazer um tratamento por 12 anos. Às vezes numa paciente que tem 35 anos e a gente tem esse tempo para tentar algo de baixa complexidade, que seria a inseminação.

Outra coisa é uma paciente. A gente está com 3940 anos que quanto antes a gente conseguir essa gestação, maiores a chance de sucesso dela. Então sempre falo para as pacientes, muitas vezes tem paciente que vem para gente, que é o que a gente chama de infertilidade sem causa aparente, né? Que a gente não tem um diagnóstico. E isso às vezes traz 111 ansiedade ainda maior no casal.

Porque investigou tudo, investigou espermatozoide, investigou trombo, investigou o útero ou vale? Tudo e não encontrou nenhum fator para aquele casal, não tava conseguindo engravidar. E aí eles falam, Ah, mas por que que eu não tô conseguindo? Se eu continuar tentando, eu vou conseguir. Pode ser que vocês consigam, pode ser que você tem tipo 5 anos e no quinto ano você consiga.

Mas eu acho que a gente tem um fator aqui muito importante, que é quanto mais a gente espera, menores as nossas chances de conseguir essa gravidez espontaneamente. Então a gente tá mostrando os tratamentos no sentido de que a gente queria que o quanto antes esse casal conseguisse a gestação, pra gente tentar otimizar as chances de sucesso desse casal conseguir de fato gestar, né? Então a gente tem que é botar na balança muito essa questão que você trouxe, Camila, do tempo de tratamento, aquela paciente ela pode passar? 345 ciclos ali tentando. Ou isso também vai ter o impacto da idade dela e vai diminuir a chance de sucesso dela na frente, né?

Exato. Exato, porque as chances, lógico, para todos os tratamentos, né? Para nossa fertilidade, elas são cumulativas. Mas pelo fato da fertilização, a gente controlar um pouco mais de variáveis do que da inseminação, as chances na fertilização tendem a ser maiores, né? Então, a coisa que eu costumo falar é isso.

A gente fala assim, olha, se a gente está buscando, qual é o caminho que tende a ser mais curto? Eu quero ter. Eu tenho pressa para ter o bebê no colo. Dependendo do cenário, a fertilização, né? Então a inseminação, a gente talvez precise olhar mais a realmente a médio prazo para falar em chances semelhantes, né?

Lógico que isso tudo a gente não pode generalizar. Eu tive o paciente que engravidou com um ciclo de inseminação e que fez 23 transferências e ainda não tinha atingido a gestação, né? Então isso é variável, mas na hora da gente apresentar estatísticas, né, a gente tem que ser transparente com o que a gente tem de expectativa, né? E eu acho que quando a gente fala dessa questão do tempo e da. Chances de sucesso a gente acaba linkando também um pouco da questão financeira, né?

Porque é existe muito no imaginário assim de todo mundo, de que assim, Ah, mas fazer fertilização é muito caro, então vou fazer uma inseminação, porque a inseminação é mais barata e depende, né? Tudo isso depende além da questão de que barato é um conceito muito amplo, porque a gente tem que levar em consideração outras questões que não o financeiro. Mas mesmo que a gente fosse falar só do financeiro, é se a gente tá falando aqui, Ah, são 56. Círculos a gente tem que colocar isso na ponta do lápis, porque isso varia também, né? Às vezes, a paciente olha ali o valor de um ciclo só, né?

Da inseminação, que é. Seria uma tentativa, um ciclo que eu falei nesse sentido e um ciclo lá da five, o valor. E aí ela não coloca na balança as chances de sucesso de cada um? Quantas vezes ela tentaria cada um? Porque às vezes, a quantidade de vezes que você vai tentar inseminação pra conseguir a mesma taxa de sucesso da fertilização in vidro vai deixar até um pouco mais caro, vamos dizer assim, né?

Um Oo ponto financeiro. Então acho que precisa realmente olhar esses fatores. E o emocional também, né? Porque às vezes a gente coloca na ponta do lápis. Oo valor financeiro?

E a gente esquece o emocional na primeira consulta, Na Na primeira vinda clínica, por exemplo, e aí depois a gente não tem essa noção de do impacto emocional, dos negativos, né? Acho que costumo dizer que eu acho que é até mais importante, né, o custo emocional do que às vezes o investimento financeiro, né? Com certeza. E uma coisa que eu eu costumo falar sempre assim, quando a gente tá pensando, né? Nesses tratamentos que a gente chama de baixa complexidade, como a inseminação, eu falo, olha uma coisa, a gente tá aqui conversando agora, racional, a gente tá olhando estatística, 1015 por cento.

Vamos tentar 34 vezes para chegar em 3040, mas ninguém entra no tratamento para não dar certo. Então, na hora que a gente passa pela primeira vez. Vez e vem o negativo, não importa o racional, a estatística, a gente vai se frustrar, né? É, então é importante, a gente tá preparado, né, pra saber se realmente esse caminho vai ser mais viável por conta disso, né? É, e entrando nesse ponto financeiro também, uma coisa que eu acho interessante da gente falar, por exemplo, pacientes que precisam fazer tratamento com semente de doador, porque teoricamente, quando a gente vai usar semente de doador, é possível, se a mulher tem condição clínica de fazer tanto inseminação quanto fertilização.

Mas aí o fator financeiro mesmo acaba entrando mais ainda em consideração, né? Sim. Sim, a gente tem que pensar nessa questão do semi doador. Sempre mostra para as pacientes, né? Porque a amostra seminal ela tem um custo, né, para adquirir.

E se a gente for tentar fazer por inseminação muitas vezes ela vai ter que adquirir aquela amostra muitas vezes. Pra uma porcentagem de sucesso menor e pra pensando na fertilização em visto, ela IA adquirir uma amostra, IA formar uma quantidade de embriões que ela IA ficar fazendo as transferências sem precisar adquirir aquela amostra várias vezes, então acho que realmente todos o as possibilidades, essa é que a gente sente o fator financeiro pesando ainda mais, né? É, e além dessa questão também de que selecionar uma amostra de doador pode não ser tão fácil, né? Você tem ali, você tem que abrir, filtrar aquele Monte de coisa, aí você vai pelas prioridades, aí tem. Toda uma AA percepção da seleção, o contato com o banco e tudo mais.

Então assim já é mais difícil, né? E a gente ainda ter que acrescentar isso a cada vez que a gente vai começar um tratamento. É algo que a gente tem que colocar bastante na balança nesses cenários. Porque, assim, acho que às vezes as pessoas não tem noção de que 111 palheta, né? De sêmen.

Ela é gasta a cada tratamento de inseminação, né? Porque às vezes a gente tem a ideia de falar assim, Ah, não, mas são milhões, é, são milhões, usa um pouquinho, depois usa mais um pouquinho mais um pouquinho, mas na inseminação não tem como, né? Porque como eles que tem que nadar lá para se encontrar, a gente precisa do máximo possível, então acaba que a gente precisa usar paletinha inteira, né? E isso, conta, é alguns casais assim que eu já já tive que optaram por ser mendi, doador e inseminação. Foram casais que nunca tinham feito nenhum.

Tipo de tratamento, principalmente casais homoafetivos, femininos. E elas falaram, olha, nós nunca nem tentamos engravidar, então a gente vai dar pelo menos a chance, a gente vai fazer uma vez, tô ciente que vou gastar minha amostra aqui, mas a gente vai dar essa chance se não der certo, aí depois a gente vai rediscutir. Então, mais uma vez entra nisso que a gente tá falando de que assim aqui a gente tá falando de forma transparente os prós e contras, mas a gente toma essa decisão em conjunto. E quem vai bater o martelo mesmo é a paciente, né? Por isso que é tão importante você confiar no seu médico, passar por.

Consulta com especialista para gente avaliar os prós e contras e decidir junto com o melhor tratamento, né? Exato. Eu já tive paciente, inclusive que bem ciente assim, um paciente de 30 anos, então um paciente jovem que já estava tentando há 1 ano, e aí a gente motei Na Na mesa, vamos dizer assim, os 2 tratamentos, as chances de sucesso. E ela falou, Ingrid, eu estou super tranquila de. Se precisar tentar por por um tempo, vou tentar por um tempo.

Então ela decidiu o que ela IA fazer, pelo menos 6 ciclos de inseminação antes de pensar na fertilização in vitro. Era um casal que a gente realmente não encontrou nenhum fator de infertilidade, então era uma infertilidade sem causa parente, que é uma das indicações da inseminação, né? Então ela falou, não, eu estou ciente que a taxa de sucesso é mais baixa. Eu gostaria que fosse por inseminação, queria que fosse algo o mais natural possível, já que eu não estou conseguindo gente estar naturalmente para mim. A primeira opção.

E aí a gente ficou acordado que a gente IA tentar 6 ciclos de inseminação e que, caso não viesse, aí sim a gente poderia pensar numa fertilização in vitro. Mas é uma paciente que tá muito tranquila do ponto de vista emocional, de tentar por vários ciclos, porque é uma opção dela. Isso ficou bem claro assim na consulta. Então eu acho que é importante isso, a gente botar e deixar também um casal optar pelo que faz mais sentido para. Eles e é um casal, uma paciente que tem uma idade que permite também, né?

Esperar um pouquinho mais? Exato. Da mesma forma é, já tive casais que mesmo paciente jovem, a gente tem um fator masculino, não é uma quantidade de espermatozoide muito baixa. E o casal queria optar pela inseminação. E nesse caso eu já falei, olha a quantidade de espermatozoide, ela é muito baixa para gente tentar esse tipo.

Tratamento é claro que não tem como eu dizer que é 0%, mas a chance de sucesso seria muito mais baixa com essa quantidade. A gente ficar fazendo isso só vai desgastar vocês emocionalmente, porque como vocês 2 já falaram aqui, né? A gente precisa, com o espermatozoide chegue, que ele consiga na data aquele óvulo. E para isso acontecer, a gente precisa de uma quantidade maior na inseminação. Porque o nosso corpo, né?

O corpo da mulher, ele já produz fatores que vai, vamos assim, matando alguns espermatozoides no caminho. Então eles vão se perdendo ao longo do caminho e por isso a gente precisa de uma qualidade maior, não precisa de um só nadando até lá. Então a gente precisa realmente de uma qualidade maior de espermatozoides pra que eles consigam resistir até chegar nesse nesse óvulo. Né? Mas você sabe uma coisa que eu percebo, eu não sei se vocês têm essa mesma percepção na no consultório.

É, eu sempre brinco com as minhas paciência, eu falo, olha, não era o plano a de ninguém está sentado aqui conversando para fazer um tratamento para engravidar, né? A gente, eu falo muito isso assim a gente é muito ensinado aqui, AI não esquece seu anticoncepcional, que você engravida, AI se você tomar antibiótico, que seu anticoncepcional, AI você engravida, Ah, você tomou na hora errada, sem. E assim, lógico, é importante a gente falar em gestação não planejada, mas também é importante a gente trazer a consciência que engravidar não é tão fácil e não é tão simples, né? Então é, a gente ainda está passando por uma transição disso, né? Ainda é muito difícil para as pessoas aceitarem marcar uma consulta.

Ainda é um tabu muito grande passar com especialista e tudo mais. Então, às vezes eu percebo que para os casais, para as pacientes que tem condição clínica de fazer a inseminação, às vezes é um pouco mais, entre aspas, tolerável do que fazer uma fertilização, porque não é uma mudança. É igual você comentou em da sua paciente, né? De falar assim, Ah, eu queria que fosse algo mais natural ou algo assim, porque, né? É, querendo ou não, a gente já está desconstruindo, de certa forma a ideia da pessoa de como ela iria engravidar, de que seria parar o anticoncepcional, ter relação os meses e dar tudo certo.

Então já tá passando por um tratamento, usando hormônio, fazendo. Então, às vezes fazer a inseminação pode ser como se fosse assim. 11 porta de entrada, vamos dizer assim, a paciente fala, não, eu tô dando a chance. E se não der certo? Aí depois eu penso em outra estratégia.

Então isso é um fator que eu vejo que é bem interessante No No consultório, de como às vezes as pessoas estão mais abertas a inseminação. Porque estão passando ainda por essa esse processo ali de digerir essa forma de passar por um tratamento para engravidar, né? É inclusive sobre esse esse caso, por exemplo, né? Eu tive um casal que também era uma infertilidade sem causa aparente. Ela também era jovem e tudo, só que ela estava, na verdade, com medo de qualquer tratamento.

Ela, Ah, por mim, eu não queria fazer nenhum. Ela falou, ó, mas pelo menos eu vou tentar um ciclo de inseminação. Só que eu não sei, eu não sei se eu vou me adaptar, tem que usar hormônio, tem que ficar fazendo ultrassom, tem que sair do trabalho e tudo mais. Ela falou, então eu vou tentar uma vez só e aí depois eu vejo o que que eu vou fazer? Falei, tudo bem?

Aí fomos lá, fizemos esse um ciclo de inseminação e não deu certo esse um ciclo, mas ela tava muito consciente das chances e tudo mais. E eu fui muito surpreendida, porque quando não deu certo ela falou, nossa, mas foi tão tranquilo, né? É, foi só usar os hormônios. Oo governo respondeu rapidinho, né não vamos fazer, vamos completar até o terceiro e aí a gente foi fazer o segundo. Ela Foi engravidou no segundo ciclo, então é como se a gente fosse se sentindo, né?

A água, vou entrar na piscina aqui, mas deixa eu botar só meu pezinho não tá tá? Dá para ir, vamos mais um pouquinho, a gente vai construindo um pouco a confiança ao longo desse desse caminho realmente, né? E falando sobre, a gente falou bastante. Agora de que como parece gravidez natural, porque é uma técnica mais natural e tudo mais, é menos invasivo. Se a gente for pensar, é pelo menos uma reflexão minha assim.

É no sentido do encontro do óvulo com o espermatozoide. Sim, é mais próximo do natural, é menos invasivo. Mas se a gente for pensar em alguns outros aspectos de grau de invasão, talvez nem tanto, né? Porque, por exemplo, uma coisa que para mim, falando como mulher, talvez me pegaria muito é a questão de ter que estimular meu ovário todos os meses. Porque assim a gente assusta às vezes na fertilização, de falar assim, Ah, vai usar uma dose alta, porque a gente vai buscar um Monte de hormônio.

Mas pelo menos me traria conforto de falar, tá, mas vai ser uma vez. A uma vez eu já vou tentar o máximo de óvulos. Então, às vezes a gente pensar em ter que passar por mais que seja com dose baixa e tudo mais. Às vezes, pensar em passar por mais estimulações. É um ponto que, por exemplo, se alguém pensasse como eu, talvez IA ficar um pouquinho mais receosa, né?

Porque acaba que tem o seu grau de invasão maior na inseminação nesse sentido, né? Eu gosto dessa questão de hormônio. Eu acho engraçado, porque realmente as pacientes, elas têm 11 coisa na cabeça sobre AA quantidade de hormônio que a gente vai usar um tratamento para fazer a five, né? Geralmente esse essa palavra hormônio, quando elas falam, está muito associada AO estrogênio e a prolisterona, né? Que são os hormônios que.

Elas têm medo, às vezes do anticoncepcional, porque vai causar uma trombose tudo, e eu gosto muito de desmistificar isso. Sobre tratamento. O que a gente dá durante o tratamento para estimular esse ovário é como se fosse o gatilho hormonal para o próprio corpo produzir esses hormônios. E o hormônio que dá trombose, que é tão falado sobre anticoncepcional, na verdade, é o etnil estradiol, que é o estrogênio, né? É artificial.

E o que ela vai estar produzindo? É um estrogênio natural. É o próprio corpo dela que vai estar produzindo aquele estrogênio. Então o que a gente está dando é só um gatilho a mais para ela produzir o próprio estrogênio. E esse gatilho, ele vai durar de 9 a 13 dias.

Então é um curto espaço de tempo pra essa quantidade hormonal e naquele ciclo, mesmo quando ela menstruar, ela vai liberar esses hormônios. E mesmo dessa forma, é uma quantidade de hormônio ainda menor do que ela iria produzir durante a gestação, de fato. Então, às vezes a paciente fica tão assustada sobre essa quantidade hormonal e coloca isso na cabeça. Mas na verdade, as quantidades, a quantidade de hormônio que a gente usa. É uma quantidade segura mesmo.

Pensando no tratamento da five, a gente não está fazendo nada que vai fazer aí malefício. Ela vai ficar com trombose? Vai ficar. Então, assim, eu acho que isso é bem importante de se mistificar que não é essa quantidade de hormônio que a gente vai usar durante esse tempo culto, que vai causar esses impactos da saúde que ela está imaginando. Com certeza.

EE, como a Amanda colocou também assim na no tratamento da inseminação, a gente também vai estimular, né? É, e apesar de existirem várias formas de estimulação, né? É, existe uma tendência da gente estimular com medicação injetável também, né, porque AA gente pode ter taxas um pouco melhores com medicação injetável do que com medicação via oral. Então, assim, às vezes, se o medo é Ah, eu vou ter que tomar injeção. A gente vai ter que usar a injeção ou com 50 unidades ou com 300 unidades, mas é a mesma injeção pra gente usar todos os dias, né?

Então isso são são pontos pra gente colocar na balança também, né? Quando a gente fala dessas diferenças ali, da da inseminação e da fertilização. E ainda nesse ponto, das diferenças da inseminação e da fertilização, na parte de estímulo, na parte de hormônios. É uma coisa que eu gosto bastante de explicar para paciente também é sobre o risco de cancelamento, porque eu falo muito isso na hora que eu falo assim, olha, a gente quer que você só orgulhe para inseminação, porque na inseminação a gente tem que achar aquela dose segura, perfeita ali para responder, mas não responder muito, porque se responder muito, é um ciclo que não dá para seguir. Então, apesar de parecer uma estimulação mais simples no sentido de ter menos dose de medicação, mas o risco de às vezes a gente ter que parar ela.

Sendo maior do que numa fertilização, né? É que como a quantidade é menor, o nosso risco de hiperestímulo ele é menor também, então isso eu acho que é algo importante, dependendo para a gente considerar para os pacientes, né? É até no sentido de efeito colateral, né? Porque às vezes as pessoas perguntam, Ah, o que que eu posso sentir durante a estimulação? Sim, é.

E eu falo muito dessa parte fisiológica que você falou também. Eu falo assim, olha, quem vai te trazer efeito colateral é o seu ovário. E como ele vai responder e não. Ou que a gente está dando de medicação. Porque basicamente quem vai trazer efeito colateral é o estrogênio.

É a progesterona que o ovário vai produzir principalmente o estrogênio, né? É. E acaba que na fertilização, como a gente faz dose maior, a resposta é maior. A gente tende a ter mais efeito, né colateral durante a estimulação. Do que numa inseminação, por ser, né?

11, estímulo mais leve, vamos dizer assim, né? É, mas tem formas também, lógico, da gente buscar contornar esses sintomas quando precisa de alguma medicação específica, né? Mas se for uma preocupação, né, de Ah, como eu vou passar durante a estimulação e tudo mais. A gente tende a ter menos efeito num ciclo de inseminação, né? É outro ponto.

A gente não tem procedimento com sedação, né? Então, assim, na fertilização, a gente vai ter que passar ali pela fase da coleta dos óvulos, que envolve passar por uma sedação, passar ali ultrassom com a agulha e tal. É um procedimento seguro e rápido, mas é realmente mais invasivo do que a gente fazer a inseminação, que o paciente vai estar ali acordadinho, vendo os meninos chegarem e nadarem ali para se encontrar, né? Então é um ponto que acho que pra quando a pessoa tá colocando na balança, vale a pena a reflexão também, né? Sim.

Ah, eu acho que é isso, né? O casal olhar o que Pra Ele faz pra eles faz faz sentido, né? O tanto os riscos, os benefícios de qualquer um dos 2 tipos de tratamento. Claro, pesando o quem pode, né? Fazer como a Amanda falou que não é para todo mundo.

Então, para quem teria critério de fazer inseminação, porque não adianta também acho que é bom a gente ser bem claro, né? Fazer um tratamento que você não tenha critério para seguir, né, que vai diminuir muito sua chance de sucesso. Então, colocar na balança quem tem critério para fazer cada tipo de tratamento, sim. Eu acabo falando, olha, as opções são essas, os prós e contras são esses. Mas uma vez que a gente decidir o caminho, a gente vai buscar de tudo pra ser o melhor percentual possível daquele caminho, né?

É, eu já tive paciente de 41 anos que quando a gente tava tendo essa conversa, ela falou, não, tudo bem, mas eu nunca fiz tratamento nenhum. Eu vou tentar pelo menos uma vez. Fez um ciclo de inseminação, engravidou nesse primeiro ciclo de inseminação. É, e assim, esse raciocínio vale pra tudo, na verdade, né? Não só pra inseminação e fertilização, vale pra questão de óvulo próprio, óvulo doado, né?

Fazer outros procedimentos, mudar de estratégia, fazer a adoção de embrião. Então, assim, o nosso papel como especialista é orientar, né? Falar olha, pro seu caso clínico, cabem estes tratamentos aqui nessa realidade tem esses prós e esses contras. Vamos decidir juntos e nós vamos tentar traçar o melhor caminho possível desse que a gente escolher chegar, né? E às vezes, até não é o assunto do podcast, mas até o coito, né?

O namoro programado, que também é uma das opções de tratamento, né? Já teve pacientes que eu coloquei assim AO tipo de tratamento e ela tava tendenciosa, a inseminação, né? Se você parasse para pensar no caso daquele casal, a inseminação ou o namoro programado não faria diferença. Então olha isso que a gente tá fazendo a mais da inseminação, de injetar o espermatozoides para o caso de vocês. Seria a mesma coisa da gente tá fazendo um namoro programado, né?

Programando ovulação, tudo que é o que, naquele caso, o casal já estava fazendo há 1 ano, porque eles chegaram na clínica já com acompanhamento ginecológico externo, fazendo namoros programados há 1 ano. Sim, você já fez esse mesmo tratamento, basicamente, porque para vocês não faria diferente sem inseminação. Então a gente IA estar fazendo a mesma coisa que você já fez por 1 ano. Então vamos pensar, você acha que faz realmente sentido para vocês continuar repetindo, né? Então acho que varia muito nessa questão e já ao contrário também.

Você colocar na mesa e ver, olha, esses 2 tratamentos para vocês teriam uma chance similar, né? A inseminação e o namoro. O namoro, por ser algo mais natural, vamos dizer assim, seria a primeira opção que eu pensaria para vocês. Então tem essa opção também, né? É sempre que possível.

Eu costumo falar, olha, a gente vai como se fosse um degrauzinho. A gente vai subindo para o próximo degrau se a gente tiver necessidade aqui, em muitos casos. A gente acaba já tendo essa necessidade, né? Pelas pelo tempo de tentativas. Os casais ainda acabam chegando com o tempo muito mais longo, né?

De tentativas, às vezes por um comprometimento maior da reserva. Então, em alguns cenários é a gente acaba que se a gente for para o degrau mais alto, a gente tenta otimizar o sucesso. Mas a gente sempre vai avaliar caso a caso, se existe a possibilidade de ir por algo mais simples, primeiro também, né? Teve até uma paciente, a Camila chegou a conhecê LA 1, paciente que ela tinha uma obstrução em uma trompa, uma paciente minha. E o que acontecia era que toda vez que a gente começava o estímulo para a inseminação, ela.

Formavam um folículo dominante na no outro ovário, né, contra lateral. E aí eu falava, Ah, a gente vai fazer a inseminação. As chances são muito baixas desse é desse espermatozoide encontrar o folículo do outro lado. E aí a gente suspendia o tratamento. Aí no mês seguinte a gente estimulava de novo e aí ela formava o folículo dominante no lado obstruído, né?

Então todas as vezes estava acontecendo isso, ela formando folículo dominante No No obstruído. Eu falei, gente. Tem certeza que você quer continuar estimulando e estimulando? E a gente só respondendo do lado que está obstruindo, porque acaba que é isso, às vezes você fica tanto tempo ali, é esperando e por um tratamento que não tá fazendo sentido pra aquele casal, né? E até porque a gente provavelmente essa obstrução é por conta de uma doença na trompa, né?

Então que aumentaria, né? A chance da gente ter gestação lactópica também. Então por isso que é importante a gente avaliar. Certinho, né? Mas você vê, no caso dela, por exemplo, ela se deu a chance, ela vai poder olhar e dizer, puxa, todas as vezes eu tentei e não foi realmente, se for para mudar de estratégia agora, tá tudo bem, eu já tentei essa parte, né?

Acho que era basicamente isso, né? A gente foi bem, conseguiu falar de bastante coisa, né, dessa questão da inseminação, da fertilização, quebrar um pouco de tabu, eu acho, né, das opções aí de tratamento. E queria antes de mais nada, agradecer vocês por terem tirado um tempinho para a gente tá aqui conversando. E vou deixar vocês à vontade para deixarem uma mensagem final para quem tá escutando a gente hoje. Você confiar no médico que você escolheu para ele te mostrar os tipos de tratamento e vocês escolherem, né?

O que faz mais sentido para cada caso, para cada casal? Como a gente conversou assim que começou, né? O podcast para o médico traduzir que é desmontar e remontar esse quebra cabeça para o que fizer mais sentido para aquele casal. Sim, com certeza. Essa confiança, né?

No seu médico é muito importante. Saber que todas as Apresentações, as possibilidades de tratamento foram apresentadas pra gente, pra que a gente possa é decidir em conjunto. Isso é muito legal também, né? E da nossa parte eu acho que é muito gratificante, né? E a gente lembrar que não existe regras, né?

Na reprodução é tudo muito individualizado e personalizado, né? Porque depende muito do casal. E que às vezes é uma jornada longa, mas que a gente tem muitos resultados positivos, né, ao longo do processo e acho que por falta de torcida nossa. Vai ser com certeza, muito obrigada mais uma vez, obrigada para vocês que acompanharam a gente. Escutaram também esse episódio?

Manda para aquela sua amiga que já tem dúvida se vai para um tratamento, se vai por outro, se marca uma consulta para entender um pouquinho mais do que esperar aí nessa consulta. E a gente se vê nos próximos episódios. Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.

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