No episódio de hoje, Dra. Camilla Vidal recebe as embriologistas Thais Olintho e Daiane Bulgarelli para falar sobre tudo o que acontece no laboratório até o tão sonhado positivo!Como é o dia a dia no laboratório? Quais os cuidados essenciais para o desenvolvimento dos embriões?Dá o play e vem com a gente descobrir tudo sobre essa jornada fascinante! 🎙💙#podcast #fertilidade #maternidade #fiv
Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médico especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje é um episódio muito especial porque na minha opinião, e eu sei que nas de muitos de vocês, é a parte mais bonita e mais mágica da reprodução, que é falar do laboratório, falar dos embriãozinhos.
Então, queria agradecer a presença de vocês aqui. A gente estava até conversando antes de começar a gravação. Eu falei, gente, eu estou com as maiores representantes de tudo, responsáveis do laboratório. Obrigada por tirar um tempinho pra gente conversar. Fiquem à vontade pra se apresentarem.
Obrigada pelo convite, doutora. Meu nome é Thaís. Eu sou embriologista lá do laboratório do CEFERP. Eu estou lá tem 4 anos, vai fazer agora no meio do ano e. Como você disse, é o setor, que é onde a magia acontece, né?
Cada setor tem a sua responsabilidade. Mas lá acho que é Oo coração assim da clínica e não eu amo o que eu faço. Boa tarde, doutora, boa tarde pessoal. Obrigada pelo convite. Fico muito feliz de estar aqui novamente.
Eu sou a Daiane, sou embriologista do laboratório CEFERP há 2 anos e meio. Estou lá contribuindo um pouquinho no dia a dia com a nossa equipe. Contribuindo muito, fazendo muitos Milagres, né? Lá no laboratório e a gente tava falando dessa questão de ser mágico e tudo. A gente teve recentemente.
Agora o segundo plantio do ecovida, né? De que a gente tá plantando? É para cada bebê nascido. E foi muito legal que eu tava pensando, porque eu recebi um casal de pacientes que foi plantar a árvore do do bebezinho e eles levaram o bebezinho, né? E aí a gente plantou a árvore e tal, fez a foto e aí ele tava sentadinho ali, mexendo na Terra, e aí eu fiquei olhando para aquilo, sabe quando sua cabeça de vaga?
Eu pensei, gente, ele foi o único embrião, ele foi biopsiado, então as meninas foram lá, tiraram as células. A gente analisou, quem diria que isso tudo IA virar essa criança linda aqui mexendo na árvore, né? Então é muito impressionante, é por mais que a gente faça isso há anos, mas parece que de repente dá uns estalos que a gente fala, meu Deus, é muito mágico, né? E então hoje a gente vai falar sobre tudo que as tentantes precisam saber de um embriãozinho no laboratório de fertilização. É muita coisa.
A gente tava até brincando, né, que tem muitas dúvidas. Qualquer coisa a gente divide. Vocês voltam outro dia pra gente continuar a nossa conversa. Mas acho que a gente pode começar do início ali da formação dos embriões, né? Então, normalmente a gente vai passar a mulher pela pela estimulação, fazer a coleta ou usar óvulos de doadora que já estavam congelados para se encontrarem com os espermatozoides.
E o que que vocês podem dizer desse início assim, da da formação dos embriões? O que que a gente vê de importante na questão da seleção dos óvulos, da seleção dos espermatozóides, que vai ser relevante pra formação de um bom embriãozinho? Então, no dia da coleta dos óvulos é que é o dia da fertilização ou o dia do da preservação da fertilidade, né? É o casal que inicia o tratamento, passam por por processos, né? Então AA paciente, a esposa vai fazer uma coleta dos óvulos, enquanto o marido vai para salinha de coleta para estar coletando o semi.
E aí esses 2 materiais, né? Os 2 gametas chegando no laboratório, eles precisam ser selecionados, eles precisam passar por uma, vamos dizer assim, uma tratativa nossa para realmente avaliar aqueles que são aptos, né? Aptos para, não vou contar é aqueles que vão ser aptos, né, para a gente estar utilizando no tratamento. Então, existem alguns processos. É até chegar OA hora ali o momento da injeção do espermatozoide de um óvulo.
Então na parte feminina, né? No No gameta feminino, a gente passa pro processo ali da coleta, onde a gente vai identificar os óvulos naquele líquido que foi colhido no na função folicular. E aí avaliar depois é se esse óvulo é Maduro ou não através de um processo denominado de mudação. Então, os óvulos, eles vem cheio de células ao redor dele. E aí a gente precisa deixar ele peladinho, né?
Vamos dizer assim, a gente tem que tirar, retirar todas essas células para a gente saber que se aquele é um óvulo Maduro ou não, porque se ele não for Maduro, ele não é um óvulo viável para a gente estar realizando a injeção ou o congelamento dele, né? Então esse é um dos processos que a gente realiza para para a questão do óvulo. Quer falar dos espermatozoides? Assim como os óvulos, os espermatozoides também precisam de um preparo prévio, né? Então a gente não pode pegar ali aquele material do potinho e diretamente já utilizá lo na fertilização.
Nós precisamos o que tirar os contaminantes, as células que vem ali junto, né? Com ejaculado, então tem todo um preparo, a gente faz lavagens, né? Do líquido seminal pra poder utilizar assim esses espermatozóides e consequentemente a gente faz uma capacitação espermática, né? Então a gente precisa que seja ativados espermatozoides, né, e selecionados melhores. Por isso que a gente tem diferentes técnicas pra selecionar ali.
Né? Os espermatozoides mais rápidos, aqueles que tem uma, é uma utilidade, né? Isso eles são os mais rápidos. É pra assim depois, através das técnicas de fertilização, como AIXA, gente poder selecionar a morfologia de melhor morfologia pra utilizar então na fertilização desse óvulo. E isso é muito interessante, né?
Porque hoje ainda eu tava conversando sobre isso com uma paciente, porque ela colheu o número x de óvulos e formou um número menor de embriões, que é o que a gente espera pelo funil, que a gente fala ali da fertilização, né? E aí hoje ela falou assim, Ah, mas e aqueles outros? Então porque eu tinha tantos formou tantos embriões e aqueles outros vocês deixaram guardados? Falei, não, a gente vai avaliando e a gente vai tendo perdas ao longo dessas dessas etapas justamente por conta disso, né, que a gente vai avaliando. Nem sempre os óvulos estão realmente maduros, preparados para serem utilizados.
Nem sempre esse encontro resulta realmente ali na fertilização, né? E mas depois que a gente selecionou então o óvulo espermatozoide encontrou, a gente ainda tem que ficar esperando para avaliar se vai formar embrião, isso é muito difícil também, né? Dan das essa espera já é muito difícil, já do do mesmo dia, às vezes as pacientes já querem saber, né? Ah, estavam Maduro, não estava e a gente nem sempre consegue, nem sempre não, não consegue saber no mesmo momento tem que esperar um pouquinho para fertilização mais ainda, né? Aí então a gente dá um prazo mais longo e aí que que a gente precisa avaliar nessa parte da fertilizar?
Então aí depois de 18 a 22 horas a gente tem a checagem da fertilização, então é sempre no dia posterior, né, que vai ser o primeiro dia realmente do cultivo que a gente é, considera. Então ali a gente faz AA avaliação de cada óvulo, que foi é injetado, né? Onde nós pegamos esse espermatozoide no dia anterior, injetamos dentro do óvulo, voltamos pra plaquinha de cultivo, colocamos né incubadora? Então, após 18 e 22 horas, a gente vai lá e realiza a avaliação da fertilização através da visualização do pronucleo feminino e do pronucleo masculino. Né?
E isto usando o segundo corpusculopolar. É onde a gente confirma a fertilização de cada óvulo, né? Onde a gente tem ali um pré embrião que a gente fala, né, que é o que é o zigoto. Então é. É isso que a gente visualiza no primeiro dia do cultivo embrionário.
E vocês podem dizer algumas características assim que a gente consegue, vamos supor, a gente acabou de fazer a coleta dos óvulos dos espermatozoides. O que que a gente pode olhar de características para falar assim? Olha, tem uma pista de má qualidade, seja do óvulo, ou seja do espermatozoide, já deixar um alerta que talvez a gente tenha dificuldade de formar embrião? Né? Existem algumas alterações que a gente consegue visualizar, né?
Através do microscópio. Então, após a coleta, a denudação, que é o processo da retirada daquelas células, a gente faz uma avaliação daqueles maduros. Então a gente vai avaliar morfologicamente cada um deles e ver se eles estão normais ou se eles apresentam alguma dessas alterações. Então, às vezes, OOO citoplasma, ele está aumentado. Tem um espaço entre o citoplasma e a zona aumentado também.
Então algumas coisas a gente consegue visualizando e a gente tem uma ficha que a gente vai anotando. Mas todas essas alterações individualmente, então pode estar com citofase mais escuro, com algumas granulações. É alguns DBS, né? Nesse espaço a gente consegue ver, parece umas fragmentaçõezinhas nesse espaço, é. E a gente tem também, né?
OOA? Questão de vaculos, né Thaís, que é muito importante né? Porque o vaculo ali você pega um óvulo, com muita alteração morfológica que essa é intra citoplasmática, né? O que que ele vai levar? Uma desorganização dentro do óvulo, um fuso meio ótico que a gente precisa que tudo esteja alinhado para a gente ter um desenvolvimento embrionário, bonitinho, né, até o final.
Então, se alguma é estrutura ali do óvulo estiver desorganizada ou alterada, né? Como a Thaís comentou alteração da zona pelusta do citoplasma, se o espaço perivitelínico tiver aumentado, se o corpúsculo polar tiver fragmentado bipartido, então são todas é alterações. Morfológicas que vão influenciar no desenvolvimento depois desse embriãozinho, né? Então nós fazemos essa avaliação, né? Nós somos bem criteriosos a respeito disso, né?
Então a gente anota cada, né, pontinho diferente que tem ali, que nem, como eu falei, os vaculos, eles vão provocar desorganização do fuso, logo esse fuso meiótico está desorganizado, é uma baixa fertilização que nós vamos ter, tá? Esse é um exemplo assim, né? E tem todas as outras alterações também. Além do sincronismo todo, eu falo assim, com o óvulo, ele é uma maquininha, né, porque ele ele é uma maquininha muito bonita e ele tem que estar todo alinhado. Se o nuclear não tiver alinhado junto com toda a morfologia citoplasmática e molecular, então a gente não vai ter um desenvolvimento embrionário que a gente realmente gostaria de ter, que é um blastocisto, né?
Ou um embriãozinho ali de terceiro dia, com células bonitas, né? Uniforme sem fragmentação. Então, essa qualidade morfológica do óvulo é muito importante. E do espermatozoide? Você já tinha até comentado um pouco a questão da movimentação, da morfologia, são os parâmetros mais relevantes, né?
Pra gente avaliar. Isso. E a gente tem também a questão da avaliação do da integridade do DNA espermático, né? Então, em alguns casos, os médicos, né, doutor? Acaba indicando a fragmentação, fazer essa avaliação da fragmentação do DNA.
E a gente pode recorrer em algumas alternativas ao laboratório se a gente tem um alto índice de fragmentação desses espermatozoides, né? E a gente tem algumas alternativas quanto a isso. E eu acho bom, eu sei que parece muito técnico para quem tá escutando a gente, né? Mas é bom a gente falar disso, porque às vezes ajuda a entender por que que esse funilzinho acontece, né? Porque se a gente não tem noção da complexidade do processo, a gente pensa, poxa, mas tinha lá esse espermatozoide, tinha o óvulo, por que que ele não formou embrião, né?
Mesma coisa. Eu falo muito isso quando a gente vai para consulta. Quando tem um negativo, por exemplo, a gente tem muito aquela sensação de falar, mas o meu embrião tava bom, meu útero também, então por que que deu negativo? Porque tem um processo. Acho muito mais complexo do que aquilo que a gente consegue ver e medir muitas vezes, né?
Então acho interessante vocês trazerem tudo isso que ajuda a gente a entender melhor essas etapas. A gente tava falando da parte da fertilização e aí vem os próximos dias do do desenvolvimento. E aí, quais os momentos que esse embriãozinho normalmente é avaliado? Porque tem paciente que as vezes fala, por que que eu não vou ter notícia todo dia? Eu quero saber como é que tá.
Então tem alguns pontos mais importantes que a gente avalia o embrião, né? Sim. Sim, então a gente já tem, né? Como protocolo, os dias que a gente realiza essas avaliações baseado até nos momentos importantes, né? Nos momentos chaves.
Então, igual a daia falou da questão do horário da fertilização, para checar, a gente teria que olhar nesse horário para a gente não perder esses sinais que o óvulo apresenta para nós, que ele foi realmente fertilizado, que a fertilização ocorreu. E aí a mesma coisa para o terceiro dia. Que é OOD 3, né? Que a gente chama. Onde a gente vai conseguir avaliar a clivagem das células.
Então, o embriãozinho, ele começa a se multiplicar e ali no D3, a gente consegue visualizar e fazer uma contagem do número de células que ele está apresentando naquele dia. O seu grau de fragmentação. Se está muito fragmentado, se não está. Então é aqueles 2 numerozinhos que também os pacientes sempre perguntam para nós quando a gente realiza comunicação, né? Ah, o que que significa o 8.1?
É, então aí é uma dúvida até que frequente, então a gente sempre explica, né? 8 se refere ao número de é blastômeros, então a gente vai contando, é o número de células e o ponto um é o fragmentação, que é o que tem menos fragmentação. Então ele pode ser até um 8.2 8.3. Então o terceiro é o que tem mais fragmentação e nesse dia a gente espera que o embriãozinho tenha de no mínimos 4 a 8 células. Então a gente fazer essa avaliação no terceiro dia e aí passado alguns algumas horas, né, que é o tão esperado momento do estágio plastocisto.
Então a nossa próxima avaliação depois do terceiro dia é o dia 5, então a partir do quinto dia até o sétimo dia, que é o último dia do nosso cultivo. Aquele embrião pode atingir o estágio de blastocisto ou não, né? Então é muito individual e isso a gente vai avaliando o embrião por embrião, porque também outra dúvida bem frequente das pacientes é os embriões que estão em cultivo. Eles vão virar meustocisto, né? Então é 11 previsão que a gente não consegue dar, com certeza, né?
Então eu falo com elas, a gente sempre explica na comunicação. É isso. Não tem como a gente dar uma previsão, então a gente vai avaliando cada um e até surpresas acontecem. Às vezes a gente até não está com tanta expectativa naquele embriãozinho. E quando a gente chega, às vezes no último dia, ele acaba atingindo um estágio, tá aquele blastocisto formado e.
Deixa até a gente surpreendido. E achei interessante você trazer isso no final, porque ainda mais quando a gente fala muito dessa questão de classificação, de morfologia. Lógico, isso é importante porque dá um norte de como tá o desenvolvimento. Mas eu sempre falo para os pacientes, não dá para a gente cravar em Pedra isso, né? Então a gente tá olhando uma foto 2 d daquele momento de um desenvolvimento que é 3, DE que é contínuo ali, né?
Em horas, a gente tá pegando alguns momentos do embriãozinho, mas a gente não pode secar. De dizer que aquele ali vai ou não vai implantar só por conta disso. Quantas histórias a gente tem, né? Os embriões que às vezes no D3 a gente entre aspas nem dava nada e evoluía blasta, às vezes aqueles lindos que não evoluem mesma coisa pra nascer, né? Então é bom a gente falar sobre isso mesmo.
Vocês trouxeram essa questão. Eu até separei aqui algumas perguntas que a gente recebeu na caixinha. E aí tinha uma pergunta que vocês até já responderam um pouquinho, mas é, na verdade a gente recebeu alguma sobre isso e eu trouxe uma de exemplo que ela colocou, poderiam explicar mais sobre as classificações dos embriões. Vejo nos vídeos de vocês e não entendo que é um pouco disso que a gente tá falando. A gente até tem episódio só sobre classificação embrionária, então não vou entrar muito nesses detalhes também agora, mas basicamente a gente avalia isso do número de células, da fragmentação, né?
Que mais que vocês consideram que é importante da gente pincelar pra para as? Pacientes poderem entender um pouco mais da classificação. E aí a gente atribui uma nota, né, que vai grau 1°, 2 e 3 como correspondente às letras ABEC, né? OA melhor né? OB regular EOC.
Bom, e a gente avalia então essa fragmentação no caso de em brange terceiro dia. E avalia também a quantidade de células, se tá ideal ou não, se as células estão simétricas ou não, também se tem multinucleação ou não. Então por isso que a gente atribui essa nota a cada embriãozinho. Então é uma nota da em relação à morfologia deles, né? Em relação ao terceiro dia, é isso.
E eu gosto muito de falar também que, assim, isso não significa necessariamente questão genética, né? Porque às vezes a pessoa olha, Ah não, mas esse é grau grau 3 esse eu não quero transferir não, porque vai que tem alteração? E não significa que o embriãozinho grau 3 tenha mais risco de alteração ou vice versa, né? A gente vê muito isso quando a gente faz um estudo genético, né? Às vezes aqueles lindos que a gente pensa, nossa, se tivesse transferido, IA ser esse aí, vai lá, vem a neoploide e aquele que a gente deixaria por último na transferência, que é o euplode, né?
É, você até já respondeu day, mas uma outra pergunta foi justamente essa, ela colocou, o que significa 212? Sempre ouço falar do tal de letras. Então tem essa mais ou menos essa equivalência, né? No caso do 212, ela tá falando de uma classificação do blastocisto que é parecido, né? Com isso que a gente tá falando de D3.
É isso, eu pra classificação ao nível já de blastocisto, né? D5D 6 Ed 7. A gente já faz essa classificação pelo consenso de Istambul. Né? Que ao invés de letras, nós utilizamos números no laboratório, que é essa mesma correspondência também.
O primeiro número é o estágio de desenvolvimento desse blastocisto, que vai de 1 a 5, né? Que a gente faz a classificação. O segundo número corresponde a nota que nós atribuímos pela avaliação morfológica das células da massa celular interna, que são as células que vão formar Oo embriãozinho propriamente dito, né? São as células tronco ali que nós temos. E o terceiro número corresponde às células do profetodermo, né?
Que vão ali formar os anexos, embrionários, placenta e tudo mais. Então é uma avaliação da característica morfológica dessas células, né? Nós temos ali todos os critérios, então é onde a gente atribui é a nota para cada avaliação, né? Para cada embriãozinho. E eu acho legal a gente falar dessa questão de que, Ah, tem a linhagem de células que vai virar o embrião, tem a linhagem de células que vai virar, vão virar os anexos, porque eu já tive alguns casos de pacientes que, por exemplo, elas fizeram a transferência, tiveram positivo, mas a gestação acaba parando.
E tem aquela gestação que a gente chama de Ana embrionária, né? E aí isso pode gerar a sensação de falar, mas eu coloquei um embrião. Como é que você tá dizendo que a gestação é Ana embrionada, né? E na verdade, a gente tem linhagens celulares diferentes, que todas. Precisam se desenvolver adequadamente para que tenha tantos anexos quanto o bebezinho dessa gravidez, né?
Então, o que a gente chama de embrião, na verdade, são células multipotentes, né? Que vão se se dividir e diferenciar para formar o bebezinho, né? Isso. E que mais a uma outra pergunta que a gente recebeu sobre essa parte do cultivo é, uma paciente perguntou assim, após a coleta, o embrião pode sofrer alterações negativas enquanto aguarda a transferência? Eu não, eu não sei se eu entendi muito o que ela quis dizer.
Eu imagino que talvez seja algo relacionado a algum impacto externo. Foi o que eu entendi. Então, assim, será que tem alguma coisa externa que a gente possa impactar negativamente? Então pensei em algo talvez relacionado ao ambiente do laboratório, incubadora. Eu acho que seja isso que ela quis dizer, porque o restante do potencial é inerente ao embriãozinho mesmo.
Né? É, acho que é AA gente tem. Mas assim hoje em dia. As técnicas de reprodução assistida, o laboratório de de reprodução assistida, ele é muito controlado, né? Então é um ambiente totalmente controlado, então o ar é controlado, né?
A quantidade de partículas liberadas naquele ambiente também tem que ser controlado. A luz, né, a luminosidade, o cheiro, né, o odor que nós temos, né, também tem que ser controlado e substâncias químicas também, então por isso que no cultivo nós utilizamos é óleo. Mineral pra pra ser um quelante ali de todos esses metais pesados que podem circular no ambiente mesmo com o controle do ambiente, né? Então é um a mais. Então tudo que que gera ali o laboratório, ele tem um controle específico para minimizar ou para não ter influência externa no embrião propriamente dito, nas células ali, não levar degeneração.
Então tudo já foi muito bem testado, já é tudo muito bem estabelecido na literatura, né? Nível mundial, né? Tudo que a gente utiliza. É, está a nível mundial aqui o mundo inteiro utiliza, né? O melhor óleo, os melhores meios de cultivo.
Então é tudo para minimizar esse impacto, né? Para o embrião e a gente manter a viabilidade dele. E sobre essa questão, né? De formação de alguns fatores que podem influenciar. A gente sabe que em alguns casos, seja por limitação de reserva, overiana fator masculino.
Nem sempre é possível formar embrião, né? E aí uma paciente mandou na caixinha a pergunta assim, se no caso eu não conseguir formar com os meus óvulos ou se o meu marido for infértil, posso adotar embriões de outros casais? E aí vou eu mesma responder que sim, é possível. Inclusive a gente fez recentemente um episódio só sobre adoção de embriãozinho lindo e fique à vontade pra conhecer um pouquinho mais sobre esse tratamento que ajuda muitas famílias também. E aí falando sobre essa questão de formar embrião e congelar, né?
Até o próprio tratamento de adoção de embriões vem do cenário de que a gente já evoluiu tanto a ponto de congelar os embriões por muito tempo e ter a segurança de usar esses embriões lá na frente, né? Então. Uma vez que a gente teve o sucesso na formação dos embriãozinhos, ou eles vão ser transferidos, ou eles vão ser congelados. E como é que funciona essa questão do congelamento dos embriões? Como é que é o processo de congelar?
Para onde é que eles vão? Como que eles ficam guardados? Que que vocês podem matar curiosidade? Então os embriãozinhos depois estão formados, né? Então depois que a gente chegou lá, vamos complementando junto com o desenvolvimento, ou no terceiro dia ou na formação de blastocisto, ou a paciente vai transferir ou vai congelar, congelando.
A gente tem um protocolo já pré estabelecido, né? Já tá bem evoluído isso no laboratório. Então a gente tem um meio específico para o congelamento. Hoje é chamado de vitrificação, né? Que antigamente existe o congelamento lento, hoje é a vitrificação, então eles esses embriões, eles vão ser colocados nesses meios, tem um protocolo específico, então tem um tempo que ele vai ficar exposto a cada um dos reagentes da vitrificação e depois desse tempo ele é passado por uma palheta, né?
Uma haste de vitrificação e mergulhado no nitrogênio líquido a −196 graus. É essa paleta tem identificação, né? Então a gente tem todo 11, durante o processo, um cuidado muito rigoroso com relação a essa questão da identificação. Então, identificação da placa onde ele estava sendo congelado, identificação da paleta, essa paleta, ela vai numa haste metálica para ser armazenada dentro do botijão. Então a gente tem identificação em todas as partes do processo.
Na paleta vai o nome completo da paciente. É o dia que está sendo realizado o congelamento, prontuário dela, a quantidade de material que tem naquela paleta, né? É que dia que é aquele embriãozinho corresponde ao cultivo, se é de D3 ou se é de blastocisto. Então a identificação ela é, ela é toda bem específica e é feito um congelamento, né? Paciente por paciente, uma de cada vez, uma embriologista naquele momento, congelando os embriões somente naquela paciente.
EE é armazenado no botijão, então aí os botijões, eles eles têm numeração, cada botijão é sobre o material. Então tem o botijão de óvulo, tem o botijão de embrião, tem botijão do sêmen e tem as identificações lá também, né? Então, toda a questão do armazenamento é tudo registrado nas nossas fichas em planilha. É tudo separadinho, é. Porque também tem a questão da rastreabilidade, né?
A gente tem, né? Então a gente precisa ter essa identificação segura no laboratório, em todas as etapas, como a Thaís falou, porque a gente tem que rastrear, saber onde está cada mostra, né, pra segurança, né, da de cada mostra, pra segurança dos pacientes. Então isso é muito bem estabelecido, é um controle de qualidade realizado no laboratório, muito bem padronizado. Maravilha. E aí, congelamos?
Eles podem ficar o tempo que eles precisarem ficar congelados e isso não interfere em nada para eles. EE quando a gente fala do descongelamento, como é que funciona para gente descongelar um embriãozinho, tecnicamente falando, para depois a gente programar a transferência? Eles são descongelados também no meio específico, é também através da técnica de vitrificação. Como a Thaís comentou tanto o congelamento quanto descongelamento, né? Então a gente que que vai fazer agora OOA etapa inversa, né?
Então nós vamos aquecer agora esse embriãozinho, vamos tirar ele ali do menos 196 °C, passar para 37°. Né, Pra Ele começar a ter uma troca ali, que aquele meio, ele vai ser reidratado de novo, a gente tem esse meio. Ele é composto de crio protetores que protegem o embrião tanto dentro quanto fora. Então assim, é muito bem estabelecida essa técnica na literatura, né? É a técnica também utilizada mundialmente.
Tá então que é onde garante a gente uma sobrevida embrionária ou citária alta, né? Uma sobrevida muito boa, digamos assim. É, então é isso o embrãozinho, ele é descongelado, ele sai do nitrogênio, vai para plaquinha, que está aquecida 37, e depois ele é lavado em diferentes soluções até ele voltar para a incubadora e ficar à espera ali da transferência. Então, normalmente esse processo faz quanto tempo? Mais ou menos, a gente sabe que varia mais.
Uns 20 minutos, né? Tem o preparo do processo, né? Que tudo que a gente faz, o preparo, ele às vezes toma mais tempo do que o processo em si, né? Que é muito importante, porque a gente tem que preparar tudo com muita atenção, né? Todos os materiais que nós utilizamos.
Mas ali demora em torno de uns 15 minutos. E até vou ler a pergunta da paciente que eu IA, eu IA colocar aqui de uma outra forma, mas ela perguntou, é, oi, doutora? Quais os riscos na hora de descongelar os embriões? Pode afetar a qualidade deles? Pode, né?
A gente sabe assim que nenhuma técnica é 100%, mas como eu falei, a taxa de sobrevida é muito alta, né? Foram feitos vários estudos, vários testes, pra gente chegar a utilizar na rotina, né? Clínica, né? Do laboratório hoje em dia, então. Assim, dependendo da qualidade morfológica do embrião.
Pode influenciar ele não resistir a esse processo. Se é um embrião de baixa qualidade morfológica, pode ser que ele também não aguente aí esse processo, né? Se ele tiver alguma ruptura ali da zona pelustra, ele não aguenta essa reidratação. Pode ser que as células não aguentem e acabem degenerando, tá, mas isso é raro. Né, como é uma técnica muito bem estabelecida, é muito difícil a gente ter degeneração embrionária.
E como que a gente sabe que o embriãozinho? Eu sei que para vocês essa pergunta é básica, mas para quem tá ouvindo a gente, como é que a gente sabe que o embrião degenerou no processo de descongelamento? Em que momento ele é avaliado? E a gente fala, puxa, esse embrião não vai dar para transferir? Durante todo o processo a gente consegue ter uma ideia, mas é mais no final mesmo quando nós chegamos na etapa final, né?
Registramos ali aquele embrião através, fazemos a foto, documentação dele, e aí nós percebemos, células é picnótica, né? Apoptótica? Então ele fica mais escuros, né? Assim, então a gente vê que as células mudam a conformidade delas. Ela apresenta pontinhos escuros.
São esses pontos picnóticos. É como se ela entrasse, como não? Ela entra, né? Em apoptose celular, né? Ali ela acaba degenerando, por isso que a gente fala degenerou.
Então ela não resistiu ao processo. Né embriãozinho que a gente vê mais escurinho, mais retraído, porque o embrião no descongelamento, ele precisa respandir, né? Ele precisa voltar a conformação inicial dele, né? A blastocele ali, no caso do blastocis, tem que ficar cheia de novo Pra Ele ficar bem bonitinho. Então, os embriões que não resistem a esse processo, eles apresentam essa característica.
E aí a gente congelou o embriãozinho foi lá descongelou pra transferir. E como é que funciona o processo da transferência do lado lá de dentro do laboratório? Porque quem tá lá tá na expectativa, deitada aquela salinha escura, musiquinha, céu estrelado, e aí ela só escuta uma campainha e ficar esperando para sair o nome e depois para chegar o cateter. Como é que funciona do lado de lá da porta, a parte da transferência. Então a gente finaliza o descongelamento, né?
O embriãozinho. Ele volta para o meio de cultivo e ele fica aguardando, como a Daiane falou dentro da incubadora até o momento da transferência. Então ali ele tá. Com todas as necessidades deles supridas, aguardando um momento, né? E aí a gente é dado o horário da transferência, a gente faz uma confirmação, né?
Tanto com a equipe clínica quanto com a paciente ali em sala. É sobre todos os dados dela, então, o nome completo, a data de nascimento, o nome do cônjuge, a data de nascimento do cônjuge, para a gente dar início ao procedimento. E aí é, é igual eu falei do congelamento, né? Uma embriologista. Dentro do fluxo é realizando somente aquele procedimento.
Então ela que vai fazer essa confirmação e É Ela que vai dar continuidade ao processo da transferência. Aí ela confirmou o nome, ela pega AA ficha física, onde tem todos esses dados que ela registrou pós descongelamento, de como estava esse embrião. É com a foto. Checou o relatório? Que a gente entrega o relatório com foto, né, para paciente na transferência.
E aí ela vai. Aguardar para campainha para ela entregar o cateter externo, né? Porque são 2 cateteres, um. A gente entrega primeiro o cateter externo para vocês. Então o médico vai pegar, vai passar, né?
Primeiro o cateter externo e que ele vai servir de túnelzinho para o cateter que vai vir carregado com o embrião ou os embriões. E a gente fica aguardando lá dentro a segunda campainha que a gente vai. Eu tenho certeza de que Oo cateter túnel passou, que tá tudo ok, que a gente pode fazer o carregamento desse cateter interno, né? Que a gente chama. Aí a gente vai pegar a placa da paciente, conferir novamente as informações, que é a plaquinha que fica na incubadora.
Também tem todas essas informações, vai checar a quantidade dos embriões e vai realizar Oo carregamento. Então tem um cateter, né? Interno, ele é um pouquinho maior do que Oo externo. Acoplado numa seringa. E a gente faz aspiração através dessa seringa, não é?
Através do embo a gente consegue sugar tanto o meio quanto os embriões. Então a gente tem um protocolo também da quantidade aspirada de meio a quantidade aspirada, não é? Aí aspira os embriões, depois aspira um pouquinho mais de meio para para auxiliar nessa transferência e após carregado esse cateter, a gente leva. Até AO petrú ali onde vai ocorrer AA transferência embrionária. Aí a gente entrega para o médico, né?
Ficamos ali para visualizar também junto ao ultrassom, como que está ocorrendo essa transferência, se vai ter alguma dificuldade de passagem, né? E aguardamos o retorno desses 2 cateteres. Então, finalizada a transferência, né, do médico, ele vai devolver para nós os 2 e a gente volta para o laboratório. Pra fazer uma checagem desses desses 2 cateteres, né? Porque pode, por eventuais situações do embrião voltar.
Então ao ao apertar o ângulo, pode ser que não solte, que fique ali presinho. Então a gente tem que realizar essa checagem pra ver se realmente também tá tudo ok dentro dos cateteres. A gente pra fazer essa checagem, a gente pega OA seringa. Pega um pouquinho de meio para fazer uma lavagem dentro desse cateter. Então a gente solta o meio de cultivo que o embriãozinho estava na plaquinha dentro desse cateter solta.
Vê se saiu alguma coisa nesse nesse meio através da lupa, né? A gente tá tendo fluxo na lupa. Então através da lupa a gente faz um rastreio de toda essa placa com o meio que foi lavado dentro do cateter e aí estando tudo ok. A gente vai e entrega Oo bercinho e ficamos na torcida para o resultado aberto. Vocês já até responderam o que eu IA perguntar, que era o porquê da importância dessa checagem do cateter, né?
Que às vezes as pacientes não não sabem. E outra curiosidade que muitas vezes as pacientes têm é, mas os 2 já vão juntos. eSIM, a gente já aspira todos os embriões da mesma vez para fazer uma transferência só de todos eles, né? E aí, haja coração para essas 2 semanas, né? Todos nós.
Bom, deixa eu dar uma olhada aqui, Ah, a gente recebeu, eu falei que eu IA encerrar, falei para vocês que eu IA encerrar, mas só vou perguntar mais uma coisinha aqui que a paciente mandou de dúvida, que é sobre biópsia. A gente tem episódio falando só sobre a questão de estudo genético e tudo mais, né? É? Mas ela perguntou, qual é o risco de uma biópsia embrionária? O risco?
Bom, a biópsia embrionária também é uma técnica, né? Pra gente realizar a biópsia, o embriologista precisa de um treinamento intenso, né? Pra começar, então a embriologista, se ele não realiza uma biópsia, se ele não é bem treinado e se ele não está apto a realizar ela, porque é uma técnica delicada. Né? Você precisa de conhecimentos técnicos ali, né?
Então é a embriologista, que já faz isso há um bom tempo, né? Que tem uma destreza maior ali, porque a gente também guarda essas células em microtubinos. Então, assim, é uma atenção muito redobrada no processo de de biópsia, porque a biópsia a gente tem a primeira etapa, que é retirada, incida as células do do embrião que está no estágio de blastocisto, né? Então a gente vai lá, tira um pouquinho dessas células. Depois a gente tem a segunda etapa, que a gente tem que guardar essas células nos microtubos também, né?
Então tem esse todo, esse processo. Ele tem riscos, mas como eu comentei, assim, só o embriologista bem capacitado e treinado, né? Tá apto a realizar a técnica no laboratório e para minimizar qualquer risco. Que possa ter. Exato, é o que eu sempre falo, também precisa, né?
De uma equipe bem capacitada, quando bem realizada, é um procedimento muito seguro, né? Com as suas indicações, não vou entrar muito nesse detalhe, senão a gente ficaria mais um tampão aqui conversando, né? Mas tem episódio só sobre a parte de análise genética também. Bom, gente, queria agradecer muito a participação, a disponibilidade de vocês trazer um pouquinho desse amor, do brilho nos olhos. Só da gente falar dos embriões tem mais assunto.
Então já convido vocês a voltarem mais vezes para a gente fazer parte 2 de tudo sobre os embriãozinhos. E quero deixar o espaço para vocês deixarem um recadinho de encerramento para quem tá escutando a gente. Queria agradecer do que pela oportunidade. Claro que a gente volta pra continuar falando sobre esse assunto. Como você mesmo falou, se a gente for falar de tudo, né?
De todos os detalhes que que ocorre dentro do laboratório, a gente ficaria aqui um bom tempo. Mas eu queria agradecer também, né? As perguntas é, eu acho que é muito importante, é realmente a gente. Ir em busca de um tratamento e da de tirar essas dúvidas, né? De um momento tão delicado que a gente sabe que é para elas, e dizer que a gente sente o mesmo lá dentro.
Então a gente faz acompanhamento do dos resultados dos betas, né? Fala aí que pôs a transferência, mas realmente a gente anota. A gente fica ali para buscar e ver se deu certo, se não deu. E quando tem as dúvidas também na questão da comunicação que a gente tem esse contato com com as pacientes, de passar as informações do dia, do desenvolvimento, pra Pra Elas aproveitarem mesmo esse momento que é né, mais próximo a nós, pra pra tirar essas, essas, esses questionamentos. E acho que elas se sentem até um pouco mais acolhidas, né?
Porque a gente tá ali próximo, então a gente sabe realmente o que tá acontecendo com. Os embriãozinhos delas e deixar elas também à vontade para isso. Para estar tirando as dúvidas com a gente, né? É isso. Queria agradecer.
Estamos disponíveis sempre. Né a? Gente agradece. Eu aproveito também para agradecer, doutora, pelo convite. Muito feliz de estar aqui mais uma vez.
É muito gratificante né, estar aqui conversando, né, trocando essas informações. EE, gostaria também de aproveitar as mesmas palavras da Thaís que nós estamos assim, disponíveis todos os dias, né? As dúvidas que todas as pacientes tiverem sobre qualquer dúvida, seja qualquer dúvida, né? Não tenha receio em nos perguntar, nós estamos aqui para isso, tá? Para tirar dúvida e para cuidar com muito carinho nos embriões do laboratório, né?
Porque nós ficamos assim. É, é ansiosas também pelo resultado final. Ficamos também é querendo fazer o melhor ali pra ver, nossa, no final, quantos embriões tivemos? Olha os embriões, como eles estão, o beta, né, o beta, o resultado de cada beta, né? Nossa, aquele embriãozinho que eu achei, né, que não tava tão bonitinho ali, mas olha que bebê lindo, né?
Então tem muito essa troca ali com a gente. É porque é algo fantástico, né? Reprodução assistida é algo fantástico. Então é isso. Fica aqui minha gratidão pelo convite e agradecer também a todo carinho que nós recebemos das pacientes no dia a dia, que isso é muito importante para a gente que fica ali nos bastidores, né?
Ficamos lá no dia a dia cuidando piada, sementinha e é muito. Justo por todo esse carinho que vocês têm, carisma didática, eu tenho certeza que elas vão se sentir muito acolhidas para poder tirar todas as dúvidas com vocês e passar. Mais tranquilas pelo processo. Obrigada mesmo, não só por hoje, mas por todo cuidado com todas as nossas pacientes, todos os nossos embriãozinhos, óvulos, espermatozoides. A gente se vê então, nos próximos episódios, tchau, tchau, gente, obrigada por assistir ao papo de tentante.
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