Ep. 89 Tipo sanguíneo: qual sua importância para quem quer engravidar? | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

No novo episódio do Papo de Tentante, Dra. Camilla Vidal recebe a Dra. Ingrid Guedes e Lívia Faria, uma das enfermeiras do CEFERP, para discutir a importância do tipo sanguíneo para quem deseja engravidar. Entenda como esse fator pode influenciar as particularidades do tratamento e a saúde do bebê.

🎧 Assista ou ouça agora no seu canal de podcast favorito.

#podcast #fertilidade #gravidez #maternidade

Transcrição do episódio

Clique para ler a transcrição completa

Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médico especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje a gente vai falar de um de um assunto que gera bastante dúvidas.

Assim, principalmente para quem está planejando a gestação, o comecinho ali das tentativas. Que é o tipo sanguíneo? Qual que é a importância de saber o tipo sanguíneo? Quando a gente tá planejando engravidar? Quando a gente vai passar por um tratamento.

Então pra isso eu vou contar aqui com a participação de 2 pessoas muito especiais e vou deixar vocês à vontade pra se apresentarem primeiro. Eu sou a Lívia, uma das enfermeiras da clínica. Atualmente faço a gestão de gametas do CEFERP. Eu sou a Ingrid, eu sou médico especialista em reprodução humana e também faço parte do corpo clínico do CEFERP. Maravilha.

A Ingrid fazia um tempinho que não vinha aqui, né? É? Fazia. Mas a Lívia já tá figurinha carimbada. Já todo mundo que estava maratonando já ouviu sua voz, falou a Lívia.

Vai. Participar de novo? E quando a gente fala em em planejar a gestação, pelo menos assim falando como Jo, porque a gente, como Jo tá muito acostumado a ficar pensando nisso, do tipo sanguíneo, gestação e tudo. Mas eu imagino que pra quem tá ou tentando engravidar ou pra quem tá pensando nisso, pense também, né? Nessa questão do tipo sanguíneo, será que tem a ver ser compatível da mulher com do homem ou não, que que isso muda?

A gente ouve tanto falar de gestante, tipo sanguíneo, então acaba que é uma dúvida, né? É, e a maioria das pessoas acho que sabe, né? Eu não sei, eu eu sei, não tem. Tanto tempo, mas eu sei, meu tipo sabendo, vocês sabem de vocês. Sei eu, sei o meu, sou positivo.

Eu também sou positivo? É, eu também sou. Positivo, mas. Muitas pessoas não sabem. É, então eu pode falar?

É, não, eu fiquei sabendo. É quando eu fui colher os os óvulos, a preservação. Agora. Você não tinha? Feito.

Não você. Você passou. Se bem que eu fiz. Eu só soube também que eu fui fazer a cirurgia do meu ovário e aí você tem que fazer um Monte de exame aí já fiz esse junto aí. Foi assim que eu descobri, só que eu já estava adulta já.

É o meu também. Falei, Ah, eu vou pedir exame, né? Porque fizesse sorologias para coletar os óvulos. Eu falei, Ah, vou pedir essa pagem também. Coloquei lá.

Ah, eu sou doadora de sangue. Então eu já sei há um tempinho. Eu não me lembro exatamente, mas eu acho que foi na adolescência, ali perto dos 1718 anos, na primeira doação de sangue. Aí você recebe aquela carteirinha, né, do banco de sangue. Eu falei, Ah, eu sou positivo que.

Legal. É, então acho que o primeiro ponto é a gente explicar um pouco para as pessoas o que que significa esse tipo sanguíneo, né? Então, o que que significa OOAOBO positivo negativo? É basicamente AA questão ali do sistema do AB, OE, do sistema do RH, né? Acho que vamos explicar um pouquinho essa parte.

Tentando explicar, vamos dizer assim, da forma mais simples de entender o nosso corpo, ele tem antígenos e anticorpos que são como se fosse 11 sistema de ferramentas, né? Então a gente tem a gente produz alguns anticorpos e alguns antígenos que fazem essa classificação, tanto das letras, que é o AB, o quanto do RH, que é o que a gente chama de positivo e negativo. Então, nosso tipo sanguíneo, ele é carregado dessas informações genéticas. E é por isso que eles perguntam. A gente fala tanto da compatibilidade.

Ah, então um vai atrapalhar o outro. E por que que atrapalharia um, atrapalharia o outro nesse tipo de sistema? É, é. Então assim, basicamente é. É isso que você comentou, né?

Assim a gente vai classificar em ABABOEO positivo ou negativo ali do RH. É se a gente tem ou não tem uma substância específica ali, né? O fator RH realmente é e que algumas pacientes expressam logo são positivas, outras não expressam, logo são negativas. E aí um ponto que você tocou, que eu acho que é bem importante, é, a gente usa muito esse termo de compatibilidade e às vezes as pessoas confundem esse termo de compatibilidade quando elas estão pensando em tentativa para engravidar, porque a gente está falando em incompatibilidade no caso de sangue, se assim, Ah, e se precisar de uma transfusão, qual sangue é compatível com qual e tudo mais. E às às vezes eu percebo que a gente atende casais.

E aí um dos 2 fala assim, Ah, coloca aí também. Eu quero fazer o exame de tipo sanguíneo, porque eu não sei se a gente é compatível. E aí são conceitos diferentes, né? Porque uma pergunta que é muito frequente é assim, eu ter tipo sanguíneo diferente do meu marido muda alguma coisa das chances da gente engravidar, seja espontante, seja de um tratamento? Lia já fez que não.

Spoiler. É então pra quem não estava, pra quem viu o vídeo já. É, e realmente não muda, né? Porque a gente não tem essa, essa questão de compatibilidade nesse sentido. Eles terem tipo sanguíneo igual ao diferente não muda nada.

É. E outra pergunta também que é menos comum, mas às vezes a gente recebe é se existe algum cenário ideal. Então assim, tem algum alguma combinação que seja melhor ou pior de tipo sanguíneo pra um casal tentar engravidar? Também não. Também não muda nada e também não muda a chance.

Mas falando dessa questão, né, de melhor ou pior, sempre que eu tô checando exames ali de de paciente e eu vejo que o marido é negativo, eu penso, AI, tá bom, uma preocupação a menos, mas por que? Porque aí agora, explicando essa questão, a gente tem a questão da mulher que é negativa e que pode engravidar de um bebezinho positivo, né? E aí entra essa questão de uma. Possível incompatibilidade lá durante a gestação, né? Que aquela eritroplastose ou doença hemolítica a gente pode explicar um pouquinho essa parte, né?

Um. Dos maiores problemas, vamos dizer assim, de da tipagem sanguínea que acontecia muito antigamente, é quando as mães eram negativas e elas tinham parceiros que eram positivo e o bebê nascia com a tipagem sanguínea positiva. O primeiro filho não acontecia nada. Tinha uma gestação normal, tudo bem. Só que o ponto é, no momento que aquela mãe negativa encontrava a primeira vez com o sangue naquele nenê positivo, ela começava.

O corpo dela aprendia a produzir anticorpos que são células do nosso corpo, que é como se fossem guerreiras para eliminar algo desconhecido. Então ela. Criava esses anticorpos, essas células contra a tipagem sanguínea positiva e quando ela tinha o segundo filho com aquele parceiro que teria uma nova gestação de uma tipagem sanguínea positiva, o corpo dela já estava esperto para produzir esses anticorpos, esses guerreiros contra aquele sangue do nenê que estava na barriga na gestação. E aí esse bebê podia vir com algumas patologias que eram encontradas ao longo do pré Natal, só que lá atrás muitas vezes. A gente não tinha a possibilidade de ficar fazendo ultrassom, fazer exame de sangue para ver a quantidade dessas células que tava no corpo.

Como que tava, né? Agindo naquele, naquele feto, naquele bebê. E aí o que acontecia? Nasciam crianças ou às vezes abortava ou criança com alguma deficiência e assustava. E aí que surgiu esse mito das pessoas.

anão isso aconteceu porque os tipos de sangue dos 2 eram incompatíveis. Então eles acabam abortando, eles acabam perdendo as gestações porque não existia. É é esse conhecimento anterior do que que tava acontecendo. E aí por isso que as pessoas ficam tão assustadas, porque era algo que antigamente acontecia com frequência e hoje em dia, graças a Deus, é muito raro, né? Porque hoje em dia a gente já tem esse conhecimento sobre ativagem sanguínea, então mulheres que tem uma atipagem negativa em qualquer maternidade do país.

Quando ela apresenta um sangramento, quando ela apresenta uma perda gestacional, como a gente não sabe muitas vezes ainda o tipo sanguíneo daquele nenê que ela tá carregando e muitas vezes a gente não sabe nem o tipo sanguíneo do parceiro dela de garantia. Paciente é negativa em qualquer maternidade do Brasil, tem algum sangramento, teve um aborto, tá próximo ali. A 27ª semana de gestação teve um parto, é feito imunoglobulina, que é como o pessoal chama de vacina. Para a gente não produzir esses anticorpos, para a gente não produzir essas células guerreiras, vamos dizer assim, para na próxima gestação a gente não ter esses riscos. Então é algo que realmente hoje é muito difundido.

Em qualquer maternidade e a gente fica bem mais tranquilo sobre esse aspecto. E mesmo em pacientes que por qualquer motivo que seja, a gente não conseguiu realizar essa imunoglobulina e ela acabou tendo contato com a ativagem sanguínea positiva. Hoje em dia a gente tem exames de sangue de rastreio ao longo da gestação pra ir acompanhando e a gente não deixar esses desfechos negativos acontecerem. Mas de fato, isso nunca iria atrapalhar a concepção. Resistir à formação desse embrião, desse feto, isso não o que atrapalhar.

O que surgiu esse mito tão grande sobre o tipo sanguíneo ser compatível ou não? Foi essa questão que lá atrás mesmo acabavam tendo essas perdas e essas gestações, né? Com problemas. Exato, você conhecia esse lado lúdico da doutora Ingrid, os guerreiros? Adorei.

Corpos é. Eu vi que Ela Foi falando. Eu até gostei, eu também. Conhecia foi muito. Bom, amei.

É, é. E aí é bom isso que você falou, porque senão também a pessoa que tem tipo sanguíneo negativo, ela já fica morrendo de medo, né? Achando que a gestação dela vai ser mais difícil, vai ser mais delicada, ou então que ela. Ela não pode engravidar, ou que ela só pode engravidar de bebezinho negativo. E na verdade não é assim, né?

Ainda mais num contexto é de reprodução humana, onde eu costumo falar muito isso assim que no tratamento a gente tem a vantagem de que a gente tá numa gestação planejada, né? Então coisa que não acontece quando a gente engravida ali espontaneamente. Então isso deixa a gente num cenário confortável pra fazer os exames, saber que tá tudo bem. Então, por exemplo, um cuidado, né, de quem é de tipo sanguíneo negativo é normalmente. E essas pacientes fazem o exame do kumbis, né?

É um exame de sangue que vai procurar se ela tem esses guerreiros, então ela vai procurar se ela se essa paciente tem anticorpos contra o tipo sanguíneo positivo, né? É. E esse exame normalmente a gente faz em quem já tem histórico de transfusão de aborto, alguma coisa que possa ter, a gente chama de sensibilizado, né? Então uma pessoa que era negativa foi exposta ao sangue positivo e por conta dessa sensibilização, desenvolveu os anticorpos. E aí se a gente faz esses exames, a gente já tem assim.

Ela vai seguir o tratamento e a gestação normalmente. A particularidade é acompanhar esse exame do kumbis, caso ela se engravide de um bebê que possa ser positivo, né? É, e eu vejo que isso é importante, aproveitando a sua participação aqui, quando a gente fala na questão de banco de gametas, né, porque é uma coisa é na eu vou usar aqui o meu óvulo, o sêmen do meu marido, eu casei com ele, é esse aqui que a gente vai ter que usar. Mas quando a gente vai fazer com sêmen de doador ou com óvulo de doador, adotar. Embrião, às vezes parece que abre ali uma gama, né?

De, de, de opções, e a gente vai ficar até meio perdida com relação a isso. E o tipo sanguíneo entra como um fator que deixa mais confusão, né? Então, acho que é importante a gente falar um pouquinho sobre essas particularidades de gametas doados e usar e o tipo sanguíneo da mulher. Porque a primeira coisa que eu acho que a gente tem que desmistificar é a obrigatoriedade de ser igual, né, Lívia? Sim.

Com os gametas doados, com certeza gera uma grande preocupação, né? É 11 primeiro questionamento que eu vejo. Logo que a gente começa a conversar é, envolve, né? Preocupação com é risco na gravidez? Ela vai ter problemas na gravidez?

Qual é o impacto daquela tipagem diferente? Muitas pacientes não entendem, né, que na concepção. É natural. O bebê vai poder tanto ter o tipo sanguíneo dela quanto o do parceiro. Então muitas receptoras restringem, né?

A seleção de doadoras baseadas somente na tipagem sanguínea da receptora. E é uma coisa que a gente tenta também desmistificar, porque você pode é escolher doadoras que tenham tanto a tipagem sanguínea do parceiro quanto a sua, né? EE eu vejo que muitas dúvidas, doutora, envolvem a questão do negativo e do positivo. Então eu tenho fator positivo, mas se eu escolher uma doadora, se a origem é dessa célula, né? For de uma doadora que tenha o fator negativo.

Eu sou uma candidata a ter problemas na gestação. Eu vou precisar da vacina, né? Eu vou ser uma paciente que posso ter risco, né, de ter anticorpos que. Agravem a minha gestação e não, né, doutora? Então eu tento trazer isso para as pacientes, porque uma coisa é uma coisa, né, e outra é é outro ponto.

E envolve muito mais uma questão de sigilo, que é uma preocupação delas, né? Do que clínica. É isso é uma coisa que eu costumo falar bastante assim para quem me pergunta, Ah, mas eu preciso escolher alguém do mesmo tipo sanguíneo? Eu falo, olha, não. Assim, teoricamente, não para o tratamento em si, para a chance de sucesso de nascer um bebê.

Tanto faz. Lógico, tomando esse cuidado do negativo, de acompanhar o cúmulos e tudo mais. Tanto faz. É agora, a única coisa que eu falo é, se você fizer questão de sigilo de você não abrir essa decisão pra ninguém, o que a gente precisa é de compatibilidade. Então, assim, precisa ser alguém que tenha um tipo sanguíneo que também geraria um bebê compatível, né?

Mas não significa necessariamente que ele tem que ser igual ao meu. Então, por exemplo, Ah, eu sou AEO, meu marido é b, teoricamente, a gente poderia ter bebezinho, AA gente poderia ter bebezinho, BA gente poderia ter bebê, ABA gente poderia ter bebê. Ó, ou seja, teoricamente o que for a doadora poderia nascer um bebê compatível. Então, mais do que a gente olhar, Ah, se eu sou a minha doadora também tem que ser anão necessariamente, né? Ela tem que ter 11, tipagem que seria compatível com o nascimento do bebê, e isso se ela quiser, essa questão do sigilo, porque para o tratamento isso não mudaria, mas acaba sendo uma preocupação frequente delas mesmo, né?

E esqueci o que eu IA falar. Ah, lembrei outro ponto também. Você você tocou nessa questão do do positivo com negativo, uma coisa que muita gente tem dúvida. Eu vou deixar até AA pergunta no ar, vocês vão responder, mas quem tá ouvindo vai se perguntar aí, será que um casal que é positivo pode ter um bebezinho de tipo sanguíneo negativo? Pode?

Pode. E essas vezes não é todo mundo que que entende, porque tem que lembrar lá da escola, do azão azinho, né? Do recessivo e tudo mais. É então, mas pode. Acho importante a gente explicar isso também, né, Lívia?

Sim, e até para facilitar o processo de seleção, né? É logicamente, a gente sabe, né? Que. O casal sendo é negativo, só originaria nascimento, né? De um bebezinho negativo.

Mas a partir do momento que um dos 2 é positivo, a gente tem possibilidade de positivo ou negativo. Se ambos são positivos, podem ter um bebê também negativo, né? Então não tem problema escolher uma doadora, por exemplo, que é o negativo. Sendo o casal o positivo, né, doutora? Exatamente porque nasceria, né?

Dos próprios, do próprio casal, ali numa gestação espontânea. Poderia ser? Exatamente, um bebê negativo é, e isso pra gestação, porque você tinha comentado que as vezes as pessoas têm medo de Ah, eu sou positivo, mas vou engravidar de um bebê negativo, é? E isso pra gestação, nesse sentido, não tem nenhum problema, né? Porque isso que você estava comentando da incompatibilidade e tudo mais é justamente o inverso, né?

Do negativo, engravidando do positivo, né? Agora, um outro ponto também que às vezes eu recebo perguntas, imagino que você também é, são casais, por exemplo, casais homoafetivos femininos? Mulheres que, por algum motivo, vão fazer com sêmen de doador e que elas são negativas. Às vezes elas me perguntam, tá, se eu sou negativa, eu preciso escolher um doador negativo ou não? Vou usar os meus óvulos?

Faz diferença se o meu doador for negativo ou não? Se que que você costuma orientar, que que você acha importante a gente? Orientar Ingrid. Então, gente, nessa questão do principalmente, né? Dos casais homoafetivos que vão escolher e que, em tese, elas poderiam escolher qualquer tipo de?

Espermatozoide qualquer tipo de doador ali eu sempre falo, a dé comento com a Camila. Eu particularmente acho que existem muitas questões maiores no momento de você escolher um doador do que essa questão da tipagem sanguínea. Porque como eu falei antes, é quando a gente tem assim incompatibilidade dos tipos sanguíneos e hoje em dia, graças a Deus, acontece com a certa frequência de ter 11 pré Natal do parceiro, então, mesmo em gestações naturais a gente já tem essa ideia desde o início do pré Natal das tipagens sanguíneas e isso é algo comum nas maternidades. Como isso já é algo muito difundido, né? Entre os obstetras, eu sempre falo para as pacientes que elas precisam focar no que para elas é o principal daquele doador e principalmente pensando em doador de sêmen e questão de qualidade e tudo.

Então tem outros fatores principais ali para engravidar. Mais sobre a tipagem sanguínea da paciente, que já é sabidamente negativa. Se ela escolhe realmente um doador, que é negativo, ela vai poupar, né? De fazer alguns exames a mais ao longo do pré Natal, porque ela já vai ter a ciência de que aquele bebê que ela tá carregando é negativo. Então essa facilidade durante o pré Natal, de não ter investigações adicionais, como kumbis que a Camila comentou, deixa algumas pacientes mais tranquilas.

Mas, claro, existem outros fatores que elas vão olhar durante a seleção e, às vezes, o doador que mais vai se identificar, que ela vai se sentir mais à vontade, que ela vai agradar, que o coração dela vai ficar em paz, vamos dizer assim, é um doador positivo. Então tá tudo bem. Não precisa ficar com isso na cabeça. Não precisa ser algo que fique martirizando, porque é algo frequente, algo comum na rotina obstétrica, que vai ser lidado com muita tranquilidade. Principalmente a gente pensando que na primeira gestação ela vai usar essa imunoglobulina, ela não vai produzir esses anticorpos pra uma Futura gestação.

Se é uma paciente que já está procurando um tratamento eletivo, um tratamento, porque ela quer engravidar, é uma paciente que ela muito provavelmente ela tem um perfil de que vai acompanhar o pré Natal desde cedo. Ela vai escolher, né? A médica, o médico que vai acompanhar, ela vai ser uma paciente que vai ter uma atenção. Vamos assim triplicada naquele pré Natal então que muito provavelmente aquilo vai ocorrer com muita tranquilidade. Exatamente.

E aí a Lívia tava falando, Ah, o doador que vai agradar você falou do do coração. E eu lembro que sempre que a Lívia tá falando com com as pacientes que estão selecionando doadora e tudo, ela sempre fala, Ah, é o que o seu coração sentir, né? O que você sentir no seu coração, que é o seu. E isso é o mais importante, né? De tudo isso que a gente tá falando, muito mais do que uma característica específica, um tipo sanguíneo específico ou qualquer coisa assim, porque tudo isso, né?

Graças a Deus, AA medicina já evoluiu para a gente poder tomar. Aos cuidados necessários, né? Então é importante a gente olhar esse, esse conjunto, esse todo para dar andamento, com o coração mais tranquilo, que a parte técnica é mais essa parte, é mais fácil da gente contornar independente do que for, né? Bom, queria agradecer vocês pela sua disponibilidade, por a gente conversar um pouquinho. É, eu sei que parece um tema simples, mas como tem várias dúvidas e é um tema que assim no geral para explicar, eu acho ele meio complexo, né?

Para. Explicar compatibilidade, tipagem e tudo mais. Então, por isso que foi bom a gente poder conversar um pouquinho. Tenho certeza que é a dúvida de muitas pessoas que estão pensando em engravidar. Então é, queria agradecer mais uma vez vocês pela participação e deixar vocês à vontade para deixarem 11 recadinho para quem está escutando a gente.

Eu queria dizer para as nossas tentantes é que elas possam confiar, ficarem mais tranquilas, né, com os recursos que a gente hoje dispõe, como a doutora mesma mencionou, né? No No âmbito obstétrico, para que elas possam ficar mais leves, né? No momento da seleção tanto do doador de sêmen quanto da da doadora. Porque é algo como a doutora mesmo falou pequeno, né? Perto de um, de algo muito maior nessa decisão, e eu espero que esse episódio tenha esclarecido bastante como a senhora falou, um tema muito difícil de explicar e.

Que OOO processo. Agora seja mais leve, né? Eu acho que mesmo a gente conversando aqui mesmo, ouvindo no podcast, mesmo a gente falando várias vezes, qual que é o tipo que Ah, o negativo como positivo e tudo. Eu acho que cada casal tá a no momento que for escolher o doador. Ou no momento que gestou e AI meu Deus, e agora, o que que pode nascer ou não?

Sempre vai surgir a dúvida, né? Não vai ser 11 momento assim que vai esclarecer. É muito fácil de confundir. Então acho que o mais importante é você encontrar profissionais que você sinta confiança de tirar suas dúvidas e ter a certeza naquele momento isso realmente vai estar tranquilo e esclarecer com calma e. Eu, o meu marido, quais são os que podem surgir, quais são as tipagens que podem vir eu e esse doador?

Então esclarecer cada caso, porque realmente é um assunto complexo e às vezes a gente confunde. Então encontrar a pessoa que você vai conseguir confiar e que você vai conseguir ter a confiança de escolher e te ajudar, né? A ter meios e conhecimentos para escolher o melhor doador, a melhor doadora para te acompanhar. Excelente, é isso mesmo, é, espero que vocês tenham gostado desse episódio, manda ele para quem? Você sabe que tem essa dúvida também e a gente está aqui à disposição para receber as dúvidas de vocês, sugestões de temas, vai ser um prazer trazer mais esclarecimentos para esse universo das tentantes a gente se vê no próximo episódio.

Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.

ÚLTIMAS POSTAGENS

Artigos atraentes atualizados diariamente

Baixa reserva ovariana e FIV: taxas de sucesso e estratégias

EM RESUMO Baixa reserva ovariana significa uma menor quantidade de óvulos disponíveis, mas não determina, por si só, a qualidade deles, que está mais relacionada à idade da mulher. Não existe um...

6 mitos sobre fertilidade que você precisa parar de acreditar

EM RESUMO Menstruação regular não garante fertilidade. A infertilidade também pode ter causa masculina. “Só relaxar” não resolve uma condição de infertilidade. Quem já teve filhos pode ter infertilidade secundária. A fertilidade...

Ep. 105 A força de caminhar juntos: a infertilidade sob o olhar do casal – Especial dia dos Pais

Uma história de tentativas, recomeços e muito amor. 💛 Neste episódio especial de Dia dos Pais, Vanessa e Raphael compartilham a jornada até a chegada do pequeno Arthur. Mesmo após experiências difíceis...