Ep. 87 Especial Retrospectiva 2024 | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Neste episódio especial, a Dra. Camilla Vidal recebe Marcelo Rufato, Daiane Bulgarelli e Lívia Faria para relembrar alguns casos e momentos marcantes deste ano.

Juntos, eles compartilham histórias inspiradoras de pacientes, desafios superados e o impacto profundo que cada jornada teve na vida de todos. Uma conversa emocionante para quem sonha entrar em 2025 com esperança renovada!

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast Papo de Tentante. Vamos ao episódio de hoje? Oi pessoal, sejam bem-vindos ao Papo de Tentante, em clima de especial de fim de ano e todo mundo, né, no fim do ano faz a sua avaliação sobre o ano que passou, o momento de reavaliar realmente, né, como foram os nossos planos, nossos objetivos, traçar novos objetivos pra dois mil e vinte e cinco. Então esse episódio é especial, uma retrospectiva desse ano com os melhores momentos.

E para isso eu tenho um pedacinho de cada parte aqui da clínica para que a gente possa compartilhar um pouco dessa retrospectiva. Então, eu queria agradecer imensamente a participação de vocês, deixar primeiro vocês à vontade para se apresentarem para quem ainda não conhecia o roxinho ou a vozinha de vocês também. Boa tarde, doutora. Obrigada pelo convite. Eu sou a Daiane, eu sou embriologista sênior do laboratório.

Boa tarde, eu sou a Lívia, uma das enfermeiras, faço gestão de gametas do CEFERP. Marcelo Rufato, sou embriologista também, e não somente atualmente, responsável pela coordenação geral da clínica. Eu agradeço mais uma vez o convite de estar aqui, para a gente poder falar de todos os fatos, de coisas boas que aconteceram ao longo desse ano, e já olhando um pouquinho para o ano que vem também. É um prazer estar aqui. Prazer é meu de receber vocês.

E antes da gente começar a falar um pouquinho sobre retrospectiva, a gente estava levantando aqui alguns números para realmente ter uma noção da dimensão de dois mil e vinte e quatro. E até agora a gente está gravando esse episódio ainda em dois mil e vinte e três, no finzinho ali, no começo de dezembro de dois mil e vinte e três. E até agora a gente já teve mais de seiscentos procedimentos de coleta de óvulos mais de setecentas transferências de embriãozinho nesse ano. A gente teve vinte e seis episódios do Papo de Tentante, com cinquenta recortes de momentos especiais até agora. Então, foi um momento que a gente…

Foi um ano, né, que a gente pôde… dividir muitos momentos, muitas histórias e muitas conquistas, graças a Deus, com muitas famílias. E isso traz para nós um misto de sensações no aspecto pessoal e profissional. Então, em primeiro lugar, eu queria abrir aqui para a gente conversar um pouquinho sobre essa sensação de como é participar desse número tão relevante de histórias e de tantas famílias. Qual é a sensação que traz quando a gente olha para trás?

A gente não tem noção no dia a dia da quantidade de pessoas que a gente impacta no nosso trabalho. Isso que é incrível. Quando a gente olha, a gente soma do começo do ano até aqui, a gente vê o tanto de famílias, quantas famílias a gente pode ajudar ao longo desses meses que se passaram até aqui. Então, o sentimento que bate é da gratidão, né? A gente pensar, olha só como o nosso trabalho impacta uma quantidade grande de famílias que estão buscando tratamento, que estão sofrendo, e a gente pode dividir um pouco do nosso conhecimento, um pouco do nosso trabalho, para que essas pessoas possam alcançar seus sonhos e uma boa parte dessas passar o Natal, o Ano Novo de dois mil e vinte e quatro com o seu sonho realizado.

Com certeza. Dever cumprido, né? É o que o Marcelo falou, gratidão e fazer parte realmente da realização do sonho como um pedaço dessa história, uma sementinha plantada que frutificou, começar o ano com essa boa nova, é muito maravilhoso. Eu acho que, às vezes, a gente não consegue, como o Marcelo falou, ter a dimensão da nossa participação, do quanto a gente acaba marcando a vida das pessoas. Às vezes, por algum momento, a gente mesmo, se a gente for olhar na nossa vida, tem alguma coisa que, às vezes, alguma pessoa te falou, algum lugar que você passou que te marcou.

Recentemente, eu atendi uma paciente… que eu tinha atendido há, se eu não me engano, dois ou três anos em uma consulta, e depois disso ela não voltou, voltou agora, e ela falou, olha, aconteceu isso, isso, aquilo na minha vida, mas quando eu decidi que eu ia fazer a FIVI, eu decidi que ia ser com você e aqui no CEFERPpor conta do que eu senti. E eu pensei, gente, por um contato que a gente teve naquela experiência que ela teve. Então, às vezes, a gente não tem noção da dimensão, né? E a gente poder parar e olhar pra isso, igual a gente tá fazendo agora, é muito importante e é muito gratificante também, né?

A gente olhar pra esse ano… É algo que pra gente às vezes impacta agora, né? Mas tem pessoas que estão passando pela jornada já de tentante há cinco anos, né? Que é a média do tempo que a pessoa leva entre quero engravidar e busquei uma clínica de reprodução humana, né? Vou fazer o tratamento.

Então tem gente que tá vindo esse ano que veio ano passado, por exemplo, na clínica no primeiro contato, né, Lívia? Que fez a sua consulta e… está esperando o momento certo, juntando maior parte desses recursos para poder fazer o tratamento. Então, a gente participa dessa expectativa, que muitas vezes não é só de um ano, mas às vezes de cinco anos de tratamento. Então, para a gente do laboratório, o que eu posso mais falar, que é o meu setor, mesmo que eu atuo todo dia, é extremamente gratificante você acompanhar ali o Betta, Ver toda a expectativa daquele casal, né?

Que tá esperando há quanto tempo já na realização, na busca desse sonho, né? Ou é do primeiro filho, vem do segundo, até mesmo do terceiro, né? Que é pessoas que voltam depois pra transferir os embrõezinhos que ficaram um tempo lá com a gente, sob os nossos cuidados. Então, assim, é muito gratificante. mensurar tudo isso, né?

E com o carinho que a gente tem no resultado de cada casal, de cada tratamento, né? Então é muito, muito gratificante mesmo. O que eu acho legal, assim, eu acho bonitinho, né? É que às vezes a gente se encontra… aquela paciente tal, como é que tá?

Tem alguma notícia, né? Eu já fiz algum teste, alguma coisa. E você vê, são pessoas que vocês diretamente têm acesso a uma foto e o histórico, né? Mas que ao mesmo tempo vocês estão com a parte mais importante da vidinha dela, que ela deixou ali aos cuidados de vocês. E vocês estão ali pensando, perguntando, imaginando.

E é muito legal, acho que até as pessoas que estão ouvindo a gente e as pacientes não têm noção, muitas vezes, do quanto a gente também fica de expectativa com relação a isso, né? Daia, você pode dizer melhor, que eu lembrei aqui a gente falando de retrospectiva e desse envolvimento nosso com os pacientes, você pode dizer melhor pra gente? Como é que é de dentro do laboratório esse modelo de experiência do paciente que a gente criou para o embriologista? Porque até então, no ano passado, a gente não tinha tanto contato com o paciente quanto esse ano. Você quer falar um pouquinho desse projeto?

Esse projeto foi muito legal porque realmente abriu as portas para o laboratório ter esse contato direto com as pacientes, porque até então a gente fica ali nos bastidores, que é algo muito importante. A gente não tem só esse contato direto com a paciente, mas agora no dia a dia, no falar o resultado ali de uma fertilização, do balanço final de um ciclo, olha, você teve tantos embriões congelados, conseguimos fazer biópsia em todos eles, então isso é muito gratificante para a gente, essa troca com as pacientes. E é onde elas também buscam o conforto do laboratório, em saber ali como é que foi a minha resposta, mas e os meus óvulos, e o sêmen do meu marido, como estava o meu embriãozinho. O que significa esses números, essas letras? Então, assim, eu particularmente adoro conversar, ter essa comunicação, porque é essa troca de carinho mesmo.

Aí vem também o carinho da paciente com a gente, aí que a gente também tem aquele start nosso, Quão é importante isso que eu tô fazendo no dia a dia? Você sai ali da rotina, da bancada, né? E envolve mais, você tem mais sentimento mesmo, onde traz pra realidade o que aquilo importa pra cada paciente, né? E acaba aproximando a paciente do laboratório, né? Porque ainda o laboratório é como se fosse algo muito distante, né?

E muitas vezes eu percebo que, até hoje nem tanto, mas assim, o medo que algumas pacientes têm está muito vinculado a questões do laboratório, de como vai ser, como vai ser o cuidado… a responsabilidade por trás daquilo. Então, quando a paciente tem mais acesso e tem esse contato direto, acho que traz um acalento maior. Olha, eu estou conversando com a pessoa que está cuidando dos meus óvulos. Ela foi lá, ela olhou, ela está aqui me dizendo como é que eles estão.

É quase como um berçário mesmo, né? Essa é uma grande diferença do laboratório de hoje, de uma clínica de reprodução humana de hoje, de anos atrás. No qual a gente tem uma equipe multidisciplinar que cuida da jornada do paciente, cada um com a sua especialidade. Então, a Lívia participa de uma etapa, a Daia participa de outra etapa, a doutora, obviamente, participa de uma parte mais importante da etapa, porque ela é o ponto principal de conexão com a clínica, mas não é o único. E no passado, o médico era o único.

Hoje, então, a gente tem um corpo de pessoas, de departamentos que se relacionam com o paciente para entregar o melhor da informação, com mais agilidade, mais propriedade, e isso tem surtido efeito. Pelo lado dos pacientes, do qual eles recebem informações mais detalhadas de todo o processo, e do nosso lado, do qual a gente consegue participar dessa comunicação com o paciente, desse envolvimento com o paciente. E falando sobre essa questão de retrospectiva, de pontos marcantes, de momentos marcantes do ano, tem algum momento, história, relato de paciente, alguma coisa que marcou vocês nesse ano para a gente conversar um pouquinho sobre alguns casos que deixaram ali umas marcas para a Vou começar pela Lívia, porque a gente está mais próxima ali, acompanhando a parte clínica, então acho que acaba vindo um pouco mais rápido na memória alguns casos. Tem vários, a gente não quer ser injusta com nenhum. Tem alguns que acabam marcando, seja por uma vitória depois de um tempo muito mais longo de tentativas, seja por um caso mais desafiador.

Então, tem algum que você se lembra de bate-pronto que você queira compartilhar? Tem um legal que me marcou, que envolveu muito uma questão de expectativa, que foi um caso de uma paciente doadora de óvulos, e o marido fez pesa para a obtenção cirúrgica dos espermatozoides, e ela teve uma resposta bem limítrofe na coleta de óvulos. E inicialmente a gente ficou um pouquinho preocupado com a resposta, como ficaria essa perspectiva para a fertilização dela, para a receptora dos óvulos, E me marcou porque no final foram seis óvulos maduros, congelados, dividindo igualmente, né? Três para cada um. E foi um resultado absolutamente maravilhoso para ambos os lados.

E trazendo muito mais para nós, com propriedade, né? A qualidade superior também à quantidade. E a doadora teve uma fertilização excelente, obteve gestação na primeira tentativa, uma gestação gemelar. Gemelar, ou seja, foi cem por cento de aproveitamento, né? Uma ótima fertilização, morfologia dos embriões e a receptora dos óvulos também conseguiu.

Então foram duas famílias realizando o sonho juntas e mostrou, provou pra gente que a gente não pode ter, às vezes, uma baixa expectativa baseada em quantidade. Que a qualidade pode… demonstrar para nós outro lado, né? Então, foi muito legal. Fiquei muito feliz com esse caso, surpreendeu bastante, favoravelmente.

E eu acho que ele vai muito de acordo também com o que a gente fala de dar o melhor para aquele tratamento que nós estamos fazendo, né? Lógico que dentro do tratamento a gente quer o máximo de óvulos, o máximo de embriões, mas se a gente está tomando o máximo de cuidados possível, é isso que realmente está ao nosso alcance, né? Então, o melhor laboratório, as melhores condições clínicas, o melhor preparo de endométrio, para que a gente chegue naquele bom embriãozinho para implantar, né? Então, é olhar com carinho e com cuidado para aquele ciclo que a gente está fazendo realmente, né? A gente pode falar um pouquinho do controle, que é um assunto muito recorrente quando a gente trabalha na reprodução assistida.

O quanto a gente consegue controlar o processo. E existe algo que a gente não pode deixar de lado, que é justamente isso. A gente entrega o nosso melhor, mas a gente não consegue controlar o resultado. E a Daya sabe muito bem, não só a quantidade, mas a gente falando também de morfologia. Quantos embriões você vê que você fala, esse aqui está maravilhoso.

É. Vai implantar, tenho certeza que vai virar um bebezinho. E, infelizmente, às vezes não acontece a gravidez. Enquanto os outros que você fala, esse aqui, infelizmente, não tá dos mais bonitos. E vira gravidez.

Quando a gente olha, e eu olho todos os dias que sai, ou era uma vez o embriãozinho no Instagram, eu reparo muito na morfologia embrionária. Não sei se você olha também. A gente já bate o olho e fala, nossa… Olha. É, um bebê lindo, maravilhoso.

Aí você olha o embriãozinho e se falava assim, não sei, não era dos melhores esse aqui. Foi um bebê maravilhoso. Então, tem um quê de mágico nisso tudo, que é o fato da gente não conseguir controlar. Quando se fala de a gente brincar de Deus, né? Que tem gente que entra nesse aspecto ético do nosso trabalho, que é, não, vocês ficam brincando de Deus, vocês fazem a seleção pra transferir o embrião.

Na verdade, o que a gente faz no microscópio é trabalhar com o que a gente tem. Então, a gente pega o espermatozóide que está na nossa frente ali, aquele que a gente selecionou morfologicamente, de acordo com a motilidade, o melhor, e o embrião é a mesma coisa. mas a gente não sabe o que está ali dentro. Então, é algo bom também por esse lado, que a gente realmente não tem o controle de tudo. A gente faz o nosso melhor, mas a gente não controla o resultado.

Sim, com certeza. E esse fator que você falou, que a gente precisa do toque. Porque eu creio muito que a gente produz sementinhas no laboratório, que elas precisam da terra, assim como qualquer semente, como a Lívia falou, para frutificar, para desenvolver, e precisa do toque divino. Eu, como embriologista, tenho esse conceito comigo, que então a gente tem um limite para tudo, mas depende também do momento certo, da força divina, da positividade de cada paciente também, que isso interfere bastante em resultados. Esse caso também é legal por isso, porque tinha uma energia tão boa, né?

A receptora tava tão bem resolvida, tão confiante, tão em paz, tão tranquila. Tanto que ela mudou, né? Ela tava estimulando, ela não respondeu, ela falou, não, tudo bem, vamos mudar de estratégia, vamos fazer recepção de óvulos, já selecionou a doadora e ela tava bem com isso, né? Eu acho que isso conta muito também. Essa confiança, essa calma, energia boa.

acreditar, uma etapa de cada vez, vamos depositar toda a nossa fé, toda a nossa energia naquele momento, e deu certo, rapidinho. Nada na vida a gente consegue controlar, né? Não ia ser diferente na reprodução humana, na gestação, a gente não sabe, né? A gente tem pistas, a gente tem marcadores, mas a resposta mesmo, né? Eu tive uma paciente, essa questão é bem Tem muita paciente que pergunta, né, de assim, ah, mas será que é da vontade de Deus, porque eu tô fazendo, eu não tô fazendo?

E eu tive uma paciente que ela fez um tratamento, ela tinha indicação de estudo genético embrionário, a gente fez, ela respondeu muito acima da expectativa, assim, ela tinha um antimaleriano muito baixo, ela captou doze óvulos e no final formou dois embriões em blastocisto com boa classificação, teve os dois com alteração genética, então ela não teve embrião pra transferir. E aí quando eu liguei pra ela pra falar tudo isso, foi a primeira coisa que ela me perguntou, ela falou assim, será que eu não tô indo contra a vontade de Deus? Porque eu tô fazendo, mas veio tudo alterado, tava tudo super bem, mesmo assim tá alterado. Falei, olha, se não for pra acontecer, a gente pode fazer quantas vezes a gente quiser, você viu a resposta que você teve, foi muito boa, os embriões que você formou foram muito bons. que não vai dar certo, e se for pra dar certo, vai dar certo de um jeito ou de outro, né, e aí ela ficou de pensar um pouco, decidir, passaram alguns meses, ela veio me avisar que ela engravidou espontaneamente, e a gestação evoluiu bem, saudável, então, exatamente, né, a gente controla até certo ponto, mas a gente tem que soltar um pouco, né?

Saber que a nossa parte está sendo bem feita, mas que não é tudo que está sob o nosso controle, realmente, né? Por isso, o nosso olhar é maior, mais amplo do que necessariamente o procedimento médico. E é por isso que esse ano, falando de retrospectiva, a gente desenvolveu o Bem-Estar. O Bem-Estar CEFERP é um programa no qual a gente cuida de um aspecto mais amplo do que o médico. Então, acupuntura, nutrição, psicologia, especialmente…

Então, o relaxamento que a pessoa precisa ter para passar pelo processo. Integralidade. Exatamente, é o que a gente está falando aqui, como isso pode influenciar nesse desfecho. Porque mais do que o desfecho bebê, esse desfecho bebê a gente não controla, ninguém controla, né? Mas o desfecho bem-estar, no sentido realmente da palavra, de conseguir passar por todas as etapas bem, faz muita diferença e é isso que a gente consegue controlar, né?

E falando sobre casos que marcaram também, depois eu quero saber se vocês lembram de algum do laboratório, que vocês olharam, inclusive sobre um do laboratório, vou até mudar aqui o assunto, porque nem estava aqui na pauta que eu tinha pensado, mas é porque esse eu lembrei agora. Falando sobre essa questão de classificação embrionária, eu tenho um que me marcou também nesse ano, porque era um casal que estava fazendo adoção de embrião, e eles já estavam fazendo alguns tratamentos, ela tinha tido ciclo, a Lívia já riu, porque ela já até sabe quem é, porque ela já sabe a história que eu vou contar. Ela já tinha tido o ciclo cancelado anteriormente, não tinha formado embrião, formou embrião, transferiu, não deu certo, depois cancelou porque não conseguiu formar, fez uma adoção de embriãozinho, não deu certo. Então, assim, uma jornada já bastante longa, bastante desafiadora, né? E eles selecionaram um outro embriãozinho de adoção.

E esse embrião especificamente, ele tinha inclusive análise genética, e é difícil ter um embriãozinho estudado geneticamente para adoção, né? E era um embrião de carga genética normal, então a gente estava muito confiante. Então, quando chegou o dia da transferência deles, eu já cheguei, positiva, né? Nossa, que bom, vai transferir o embrião euploid e tudo mais. Na hora que eu abri o relatório, eu olhei, o embriãozinho, eu não lembro agora certinho a classificação, mas eu sei que era grau C, a morfologia.

Aí eu olhei e falei, nossa, por que a gente escolheu esse embrião? Meu Deus, com essa jornada e agora tem essa morfologia e tudo. Mas aí depois eu lembrei e falei, não, mas é porque era o embrião euplóide, vamos transferir, vamos lá. E aí transferimos e foi desse embriãozinho que veio. Ou seja, a mesma coisa com relação a essa questão da morfologia e a genética, né?

Eles já tinham transferido embriões de melhor classificação antes e não tiveram sucesso. Na hora que eu bati o olho, a primeira coisa na classificação, até eu fiquei meio assim, mas esse embrião… Mas a gente vê que tem muitos fatores, inclusive a genética, que contam muito mais nesse sentido. Então, isso me marcou. Exatamente.

E o que eu gosto de falar, falando nessa questão da morfologia, é que ela é uma foto. Ela é um momento estático de algo que é dinâmico, e tridimensional. A gente está olhando uma foto ali no dois dedos de algo que está continuamente acontecendo, né? Então, ela não vai dizer tudo realmente sobre o potencial do embriãozinho, né? Cada vez mais a gente tem estudado o desenvolvimento embrionário, a cinética embrionária, para a gente poder aumentar a predição do resultado positivo.

Mas ainda não é uma realidade. Vem muito trabalho da inteligência artificial para que a gente possa ter algum indicador desse desenvolvimento embrionário que a gente possa… somar a morfologia, que é a ferramenta que a gente tem atualmente. Algum outro caso que vocês se lembrem? Porque eu lembro de alguns aqui, mas vou deixar espaço para vocês lembrarem.

O que chama muita atenção, a gente como embriologista, é que já teve aqueles casos de raros espermatozoides, de punção de pesa, onde a gente fica ali, sério, três horas, duas horas, procurando o melhor espermatozoide ou procurando o espermatozoide. Porque você fala, é preciso de um para um móvel, mas tem amostras que a gente realmente… precisa se dedicar muito mais. Então, assim, já me chamou muita atenção aos finais de semana, da gente ficar ali sentada, não, vamos achar o espermatozoide, fazer a injeção desse óvulo e, se Deus quiser, vai dar tudo certo, vai fertilizar e vai gerar um embriãozinho muito bonitinho. E foi isso que aconteceu recentemente.

A gente foi nessa, achando um por vez, achava, injetava aquele óvulo, guardava já e continuava, colocava mais amostra, rastreava tudo o que fosse possível no laboratório e a gente teve um positivo. Então, é onde a hora que o laboratório recebeu a notícia do positivo, a equipe inteira comemorou, né? Porque todo mundo estava muito na expectativa desse resultado. Então, é algo muito satisfatório pra gente, sabe? É onde, de novo, assim, volta, né?

É… A realidade da importância do que a gente faz no dia a dia. Então, é isso que a gente sempre tenta oferecer o melhor no dia a dia para os pacientes. Teve um sábado, e eu acho que você estava fazendo a seleção de espermatozoide para injetar, que você ficou até o final do sábado. A gente sai uma hora, isso é o padrão.

Mas aquele dia você ficou até umas sete, oito horas e foi selecionando espermatozóide para ingestar. Foi selecionando para esse tipo de caso mesmo. Esse é um exemplo claro de como faz diferença o que a gente faz de melhor, né? Porque você pode desistir antes, não tem nada que vai te impedir necessariamente, só que você tem um compromisso com fazer o melhor, né? Isso faz diferença.

Saber que você foi até o último minuto, até o último microlitro daquela amostra pra você rastrear e achar um espermatozoide, um gameta ali pra você fazer. Então, isso é muito satisfatório, né? Então, a gente tenta, né? Tenta dar o melhor, né? Faz isso no dia a dia pra todos os casos.

Tem um caso que tá no nosso site, quem quiser depois ver o depoimento pelo olhar do paciente, que é muito melhor contado do que o meu, que eu vou só resumir, que era justamente uma zoospermia e tava só buscar… O papai de azospermia, não lembro exatamente o título, mas está na home do nosso site, está no YouTube também. E ele veio com diagnóstico de azospermia, na época eu fiz o processamento, achei espermatozoides no pellet, então vai desse empenho, eu quero buscar o máximo possível, eu quero tentar descobrir se aqui, nessa amostra que eu estou trabalhando, existe algum potencial. E tinha espermatozoides. A gente programou o tratamento, realizou o tratamento, e hoje eles têm, já são crianças maiores, não é um caso desse ano, mas é um caso que eu lembrei aqui, justamente desse empenho, desse envolvimento.

E aí tem um casalzinho de nenéns aí, que já não são mais nenéns, e você vê como muda a vida da família. Não é a mesma coisa, né? Trouxe outra esperança, outros caminhos para essa família. Sobre essa questão da experiência do paciente, da gente olhar para o todo, para o bem-estar, tem um caso que eu lembrei aqui que me marcou também, porque é uma paciente que chegou, ela já tinha feito tratamento em outro serviço e ela tem ovário policístico, então ela teve uma resposta muito boa no outro serviço, mas ela teve um hiperestímulo e ela acabou ficando lá na frente, eu não lembro se foi com um ou dois embriões. E ela chegou muito traumatizada.

Ela tinha feito essa transferência e não tinha dado certo. E ela falou, olha, foi muito difícil, eu não quero estimular nunca mais. Eu tive muita dor, foi sofrido. Eu vi que meus óvulos não eram bons e por causa disso eu só tive esses dois embriões. E por que eu vou passar por tudo isso se meus óvulos não são bons?

E eu não vou formar bons embriões, eu não quero. Eu quero fazer com óvulos doados. E eu conversei e falei, olha, a gente tem algumas possibilidades. realmente você tem um risco aumentado para o hiperestímulo, mas tem ali algumas estratégias que a gente pode buscar, a gente vai acompanhar, você não vai estar desamparada, a gente tem que tomar cuidado com essa questão de rótulo de má qualidade, de óvulo, de espermatozoide e tudo mais. E a gente conversou, eu vi que ela se abriu um pouquinho, mas ela disse, tudo bem, mas eu continuo querendo fazer com óvulos doados.

Eu falei, sem problemas, a gente respeita a sua decisão. Ela fez o cadastro, ela chegou a começar a buscar, a Lívia sabe também da história, algumas doadoras, né? Mas num primeiro momento, eu não sei se ela não se identificou ou se foi quando bateu ali de falar assim, puxa, eu vou realmente fazer esse tratamento? Então, é isso mesmo que eu decidi? Porque aí eu sei que ela veio num retorno e disse, olha, eu olhei as fichas, mas não gostei de nenhuma.

Vamos tentar mais uma vez então? Falei, tá, então vamos tentar mais essa uma vez. E a gente foi lá, estimulou, ela graças a Deus respondeu muito bem, teve uma resposta boa, teve um quadro de hiperestímulo leve, mas que ela passou bem, controlada dos sintomas e tudo mais, formou embriões lindos, maravilhosos, transferiu e nessa transferência teve um positivo, já ouvimos coração, já foram de alta pro pré-natal. E assim, é basicamente algo relacionado diretamente à experiência, né? A como ela se sentiu no caminho, porque assim, da parte clínica, ela tinha todas as condições pra fazer um novo tratamento.

É jovem, tinha uma boa reserva, um fator masculino que não era nada de severo pra também limitar a formação de embriõezinhos, mas basicamente foi pela experiência que ela teve que ela se fechou, e aí a partir do momento que ela foi tendo contato, foi se abrindo, ela se abriu a essa possibilidade de tentar de novo e agora estão lindos e plenos no pré-natal. Então, ter esse cuidado, pra esse caso, por exemplo, eu vejo que fez muita diferença pra gente como clínica, pra que eles pudessem ter a segurança de tentar mais uma vez. Eu gosto de um caso também que foi uma sugestão de trocar de embriãozinho. Ah, legal! A princípio, o casal tinha escolhido um blastocisto e a gente identificou dois embriõezinhos de DIII lindos, né?

Maravilhosos. Os embriõezinhos de DIII, eles sofrem um pouquinho de preconceito, né? Mas eu sempre gosto de falar, eu já fui DIII, você já foi, todo mundo já foi DIII e nasceu, né? A maior parte daqueles bebês que estão nos quadros da clínica, no corredor, são embriões de DIII. Porque a gente não tem mais espaço pra colocar mais fotos, e são embriões da época que a gente fazia mais DIII.

A maior parte do que tem ali, é o paráquese preconceito desses bebês. Eu falo muito isso que o Marcelo tá falando agora, porque a grande parte do sucesso vem dos embriõezinhos de DIII, né? A maioria dos casos. E eu lembro que a gente sugeriu, ela ficou um pouquinho receosa a princípio, justamente por ser de DIII, transferiu e deu certo. E eu fico muito feliz, porque já tivemos outros casos, né?

De embrõezinhos de DIII que estão ali superestimados, né? Subestimados, na verdade. E acabam concluindo ali, né? Aquela jornada longa pra uma outra página. E poder, enfim, realizar o sonho, né?

Então, embriãozinho de defesa meio engravida. Pois é, exatamente. Até eu não assisti, não sei se vocês já assistiram esse filme agora que lançou, a Joy. Vocês assistiram? Ainda não.

Eu também não assisti, tô muito curiosa. Mas teve uma paciente que tava conversando comigo sobre isso agora, sobre o filme. E ela falou, ah, eu queria entender mais dessa parte de morfologia e tal, porque eu não sei, eu não assisti o filme, então eu tô falando o que ela me falou, tá? Mas ela falou assim, porque eles falaram que não era bom cultivar há muito tempo o embriãozinho, e esse embrião que eu tenho é blastocisto, então eu não tô entendendo, né? Cresceu mais tempo e tal.

E aí eu falei, olha, eu não sei, não assisti o filme, mas provavelmente o que eles estavam querendo dizer, como era lá do surgimento da fertilização, é que lá atrás é assim, formou, você tem que transferir, porque você vai colocar onde? O melhor lugar é outro, só coloca, né? O blastocisto, né, ele requer um cuidado diferente, né? O cultivo é diferente e ele é mais recente. Então, lá na época do filme, realmente, provavelmente não existia cultivo a blastocisto, né?

Muito. Mudou do laboratório de lá pra cá. Mas cada embrião tem as suas particularidades. Mas me chamou a atenção porque, assim, ela tava preocupada porque o embrião dela era blasto. Ela não vai lá no filme e falaram que era melhor transferir mais cedo.

É, não era blasto. A gente tem que buscar a informação no lugar certo. Não necessariamente. Porque é um filme da Netflix. Adaptado.

O Dr. Jorge falava muito isso. O melhor incubador é o útero. Eu não sei. E assim, ele é muito bom, mas a gente tem que sempre individualizar realmente.

Sem dúvida, né? Nesse caso, a gente falava muito por conta dessa questão da gente não ter ainda incubadoras específicas. Na época, a gente não tinha incubadora biológica. Eu, né? Já não tinha.

Em dois mil e cinco, ainda não tinha incubadora específica no laboratório. Os meios de cultivo, eles vieram se aprimorando ao longo do tempo. O congelamento de embriões também, ele tinha um prejuízo em relação ao embrião a fresco. Então, transferir a fresco era melhor do que o embrião congelado. Tudo isso foi melhorando.

Hoje, a gente já tem melhores resultados laboratoriais, que o fato de a gente levar para a blastra, dependendo da situação, a gente tem melhores resultados. Eu lembrei de um caso também que, para mim, exemplificou muito essa questão da importância da gente ter um contato mais próximo com o paciente. A Lívia, quando ela se apresentou, ela falou algumas funções e ela falou e eu sou responsável pelo banco de gametas. E quem já ouviu o outro podcast sabe que ela também falou sobre essa questão de doação, porque hoje a Lívia é quem é realmente a responsável direta disso e esse caso especificamente me deu muito claro, assim, do quanto é importante a gente ter esse contato e essa pessoa, e principalmente por ser você. Porque essa paciente, ela começou a fazer contato comigo pelo Instagram, ela mandava perguntas nas caixinhas, eu lembro que teve uma caixinha que me marcou muito, porque eu não conhecia ela ainda, e eu abri uma caixinha escrita, como posso te ajudar?

E ela colocou assim, achando uma doadora de óvulos pra mim esse ano. E E aí, depois de um tempo, né, ela passou em consulta, a gente conversou, ela já tinha feito algumas tentativas com óvulo próprio em outro serviço, não tinha dado certo, não chegou a transferir embriãozinho, e ela já chegou decidida que ela ia fazer tratamento com óvulos doados, né? E aí foi onde ela conheceu a Lívia, né, nesse processo de seleção aí de doadoras, aí você pode até entrar um pouco mais nesse detalhe também, mas conta um pouquinho, porque senão eu vou dar o spoiler do final. Ah, esse caso foi muito legal, né, uma paciente jovem, mas muito decidida, né, também, bem resolvida, ela tinha algumas demandas específicas, e a gente bateu bastante papo, conversamos muito, ela sempre, eu sempre queria garantir que ela esclarecesse todas as dúvidas, fazia questão de conversar bastante, tirar todas as preocupações, e foi algo que ela pontuou, né, que ela se sentiu acolhida, que ela teve todas as dúvidas sanadas, e se sentiu pronta, segura para avançar. e foi muito legal o desfecho dela, tanto a fertilização, a escolha da doadora, muito tranquila com a escolha da doadora, a similaridade, todo o processo foi muito legal, realmente era a doadora dela, tava aguardando mesmo, mostrei pra você, né, eu falei, não parece?

Vamos! E foi muito isso, eu falei, olha, vi junto com a doutora Camilla, com muito carinho, e realmente parece com você, vamos nela? Ela falou, então vamos. E O resto já sabe. É, como você falou da parte laboratorial, ela respondeu muito bem também, né?

Formou um embriãozinho pra ficar ainda, né? Pra buscar os irmãos, aumentar a família. É, engravidou na primeira transferência, graças a Deus, né? Já ouviu o coração, tudo. E aí, quando ela mandou mensagem de agradecimento, que ela tava indo pro pré-natal, ela mandou uma direto pra Lívia, eu queria te agradecer, você sempre tirou as minhas dúvidas, você foi fundamental pra eu ter a segurança.

Eu não achei que em dois mil e vinte e quatro eu ia conseguir tá comemorando tudo, né? Muito mais rápido do que eu esperava. É, que eu já ia passar o Natal, né, com esse presente. Então, eu achei muito legal, porque mostrou muito da importância, né, da gente tá próximo nesse momento, que é… é de muita fragilidade também, né?

O programa Sonhar Juntos, que é de doadoras e receptoras de ovos, é um dos sucessos que a gente tem. Não é desse ano, mas esse ano também se consolidou ainda mais, ajudando muito mais doadoras a realizarem o seu sonho com custo reduzido, enquanto as receptoras receberem seus ovos. E a Lívia puxando esse projeto, sendo a responsável, a líder do Sonhar Juntos, tem feito com excelência Então foi um ano muito bom também, com vários resultados positivos, ajudando muitas receptoras e doadoras. E já antecipando para o ano que vem, a gente vai ter novidades aí que eu não vou abrir agora, nem a Lívia está sabendo ainda, mas o programa está melhorando cada vez mais. O nosso compromisso é com a melhoria contínua, então a gente vai adotando boas práticas, a gente vai conhecendo modelos diferentes.

e a gente vai ainda trazendo mais resultados para a clínica. O tempo de espera, como você bem citou, por isso que eu falo, traga uma doadora ainda esse ano, porque dependendo do perfil, a busca por uma doadora pode se estender. Então, uma das coisas que a gente vai trazer é mais acesso para o programa, ainda mais acesso, para que a gente tenha mais disponibilidade de óvulos, não só na doação compartilhada, mas a gente ter também um programa de óvulos internacionais, que é também mais acessível economicamente, para a gente ter o programa Sonhar Juntos ajudando ainda mais pessoas. Então, em dois mil e vinte e cinco vai prometer, nesse sentido, a gente ter um programa de doação de óvulos e ovorecepção ainda melhor, ajudando ainda mais pessoas. Que legal!

E como a gente está falando bastante de você agora, vou fazer uma pergunta direta para você com relação a essa questão de sentimentos. Fim do ano a gente repensa, revive todas essas histórias. E você como enfermeira, você já atuou em outros setores também, não só na reprodução humana, né? E o que você vê de diferente? Como você percebe a atuação como enfermeira dentro da reprodução humana?

Dentro da reprodução humana, eu me vejo muito mais envolvida até na parte emocional do que só na parte técnica, né? Prática, que a atribuição do cargo demanda, né? Então, na minha área de atuação anterior, era totalmente diferente. Então, eu trabalhava, atuava pra geriatria. E aí, agora, era o final da vida, né?

Muitas vezes envolvendo cuidados paliativos, conforto. Hoje é o contrário, né? É o começo da vida. Todo mundo buscando… engravidar.

E eu vejo que o que mudou é realmente o envolvimento que eu tenho com os pacientes. Antes era tudo muito mais ligado à parte técnica, a necessidade do cuidado em questão de restabelecer saúde, vendo o paciente de uma forma holística também, pensando no cuidado integral, mas muito mais voltado à questão puramente clínica. E hoje é muito mais também emocional do que técnico, então eu me envolvo bastante, eu gosto de, às vezes eu me sinto um pouquinho enfermeira psicóloga, né, trazendo um pouco mais de conhecimento, esse conhecimento para trazer conforto emocional, aliado também ao conhecimento que eu consegui, ganhar nesse tempo na clínica, que eu sou muito grata por todo o aprendizado que eu tive até hoje, e poder compartilhar um pouquinho, ser um ombro, um acalento para elas, porque eu acho que é muito isso. Hoje, eu me sinto feliz por poder estar mais na parte pessoal. A gente da área da saúde tem essa…

essa individualização a gente tentar tem muito isso né de não se envolver tanto mas eu acho que é benéfico me envolver com elas mas é mais próxima delas só ajuda tanto para mim quanto para elas também gostei do que você falou de alinhar o usar o conhecimento técnico para levar conforto é porque às vezes se você só de você explicar para pessoa aquilo ela já vai se acalmar né ela só precisa entender Com certeza. Ele é um bom exemplo de uma coisa que eu falei no congresso, que eu falei sobre experiência do paciente, dos processos exigidos e processos desejados. Então, quando a gente olha o caminho, o processo, como a gente faz as coisas, isso não é só da reprodução humana, se estende a qualquer outro tipo de trabalho, mas a gente pode separar dessa forma. Então, você falou do conhecimento técnico, é o exigido. Então, eu preciso entregar a informação, eu preciso falar, por exemplo, a DAEA, Quantos óvulos têm fertilizados?

E o desejado? O desejado vai além do que precisa ser falado, né, Lívia? Então, você colocou outros aspectos de acolhimento para você tornar essa informação ainda mais desejada. No caso do laboratório, a gente envia uma foto, a gente manda um áudio. Então, você coloca uma embalagem no exigido, você coloca algo para tornar ele mais atrativo, né?

trazer mais experiência, mais conforto para esse paciente. Mais tangível. Então, você é um exemplo dessa cultura que a gente fala tanto na clínica, que é a cultura da experiência. Não é só entregar. Mas eu falei da informação.

Por que ela está reagindo assim? Poxa, porque você não se preocupou com a embalagem. Você não se preocupou como ela poderia receber bem essa informação. O que ela espera daquilo. O que ela espera daquilo.

Então, o exigido você falou, mas como você fala? Eu posso trazer sempre algo a mais e surpreender positivamente a pessoa. E você, Daya, da parte do laboratório, assim, como é, eu sei que você já falou um pouco da sensação, né, mas assim, como é conciliar a parte técnica com, ao mesmo tempo, olhar a foto de um embriãozinho e falar, meu Deus, fui eu que coloquei ali no catéter e agora estou vendo aquela foto. É muito emocionante, né, então não deixa de envolver os nossos sentimentos ali. Então, quando você vê o positivo, você vê no…

a foto do bebezinho, depois você olha aquele embrião e fala nossa, gente, eu participei desse processo de fertilização, Aquele óvulo, né? Então, a gente… Como é mais essa parte técnica do laboratório mesmo, a gente lida ali com os gametas, com os embriões. Então, a gente fica… Eu fico muito emocionada também.

E vem falando, nossa, não dá pra acreditar. Então, tem hora que você não consegue acreditar que você participou daquilo. Mas é o que a gente faz. É a realidade, né? Que é isso que a gente trabalha todo dia.

Então, assim, é muito emocionante mesmo, muito. Eu lembro de uma vez, em um episódio, que o Marcelo tava comentando que teve uma pessoa da família dele, foi sua prima que fez tratamento, e aí você tava comentando que você tava fazendo a seleção do espermatozoide, acho que era desse caso que você comentou, e aí que você olhou e falou, nossa, olha só, eu tô selecionando o espermatozoide que vai formar o embrião da minha prima, e nasceu, inclusive, escolheu o poder, né? É, então eu imagino que assim, no meio da parte técnica, de repente deve dar uns estalos, assim, né? Eu tenho, às vezes eu brinco, eu não tenho filhos ainda, então quando os pacientes vão visitar, eu vou segurar o bebê, eu sou toda desajeitada pra segurar o bebê. E aí, às vezes eu brinco, né?

Eu falo assim, a tia Camila só sabe segurar embrião, tia Camila não sabe segurar bebê. E aí, às vezes eu olho pro bebê e falo, gente, eu peguei essa criança no cateto. É uma coisa assim, a gente faz todo dia, mas de repente dá um estalo assim e você fala, nossa, como, né? É impressionante. Falando de retrospectiva, tem duas primas minhas que têm bebês e toda vez que eu vejo eles, já tão grandinhos já, um corre, um espuletinha, agitado que só.

Eu falo, nossa, esse aí tava dentro da incubadora. Eu tenho a mesma sensação, porque o cheiro era tão pequenininho. Mas falando de retrospectiva desse ano, tem o caso da Melina, né? A minha irmã, que está aí com a Sara, prestes a nascer já, que também, né? Da escolha nossa.

A Daya participou da transferência embrionária, né? Foi você que fez, né, Daya? Foi. A fertilização, a biópsia, o embriãozinho selecionado geneticamente também, foi eu que fiz. Então, a gente fica com esse peso, essa responsabilidade, mas também é uma gratidão muito grande, né?

Então, esse, pra mim, foi o caso, obviamente, o mais significativo desse ano, que é o caso da Melina, né? Do qual você participou também. Você que foi a médica. E a arvorezinha dela já tá crescendo, da Sarinha, né? Já tá crescendo também.

Não é Covid, esse é outro projeto de retrospectiva muito importante. Quem gostaria de falar? Alguém quer falar de Covid? projeto Ecovida é bem legal, ele tá atrelado diretamente à realização dos sonhos, né, então é um projeto bem bacana, porque vem trazer a ampliação do conhecimento, né, do quanto a gente precisa se engajar, se preocupar mais com o ambiente, né, e cada embriãozinho, né, que resulta numa gestação, na realização de um sonho, a gente propõe um encontro, né, da reunião dessas famílias, pra plantar uma arvorezinha que represente esse sonho, né, e a gente ajudar melhorar o planeta, trazer mais qualidade de vida através também dessas árvores, que é o pessoal. E todos os pacientes que fizeram parte, né, foi muito emocionante, gostaram muito.

É, eu fiquei impressionada. Gente que veio de longe. É isso que eu ia falar. Teve uma paciente que reservou o hotel. Ela falou, eu peguei o hotel pra dormir aí, pra poder plantar a arvorezinha dela, da bebezinha dele.

Depois passou lá na clínica. Foi muito legal. Eu não sei se eu já falei, mas eu descobri no dia também, que onde a árvore vai, chama berço. Que legal! Antes eles chamavam de cova.

Só que cova é feio, né? Porque é algo que você não tá plantando na vida, na verdade. Na cova, né? Então mudaram o nome pra berço. Então no dia lá que eu fiquei sabendo e falei, olha só que bonitinho.

Você tá botando a planta no berço. Realmente você tá colocando algo pra viver. E as árvores lá estão crescendo. As primeiras, né? A primeira leva de árvores que a gente plantou do projeto.

Então eu espero que a gente possa ter o futuro desses bebês que a gente tá colocando hoje melhor do que o que a gente tem hoje. Com o cuidado, a conscientização do meio ambiente. Essa geração já tem olhado a vida de outra forma, com mais carinho, tanto com a própria saúde também. Então, a gente tem que olhar para isso. A gente tem um compromisso social.

E é muito bom que há um engajamento das pessoas também com o projeto, como você mesmo disse, que me surpreendeu também. A pessoa vir de fora… Não é pra transferência embrionária que ela precisa. Mas é pra colocar a árvore com o nome do bebê dela no berço. E essa árvore vai crescer junto com essa criança.

Muito bacana. E é um projeto muito bonito. Eu não sei se é verdade. As árvores lá do Museu do Café, na USP, eles falam que eram dos filhos… Cada palmeira real, imperial, acho que chama.

Era de um filho do Schmidt. Não sei se é verdade. Meus pais lá no sítio também plantaram também uma… O número de palmeiras imperiais que tem lá é também a quantidade de filhos que tem. Então, eu lembrei disso recentemente também, que a gente também tem feito isso, que você tem plantado, a gente tem plantado as árvores e elas estão crescendo junto com essas crianças.

Então, é muito bonito. Eu espero que a gente possa ter essas famílias acompanhando, mantendo esse cuidado e sabendo desse compromisso também com o meio ambiente. e visitando esses espaços, e que a gente possa plantar muitas árvores. Quanto mais árvores a gente tiver, mais bebês a gente vai colocar no mundo. Com certeza.

Até eu criei uma, eu não, porque foi meu marido que deu a ideia, mas assim, uma tradição com relação à árvore e essas coisas, a gente foi em um evento lá na minha família, quase todo mundo faz aniversário em julho. Então a gente foi em um evento em julho e a gente ganhou bem uma mudinha de árvore. E a gente fala, então vamos plantar em julho, e aí todo julho a gente vai lá visitar, tirar uma fotinho, e aí já vai ser o terceiro ano agora que nós vamos tirar a fotinho e acompanhar. E essa questão de, né, da gente fazer isso é muito significativo. Parece uma coisa simples, mas você acompanhar, você materializar, lógico, no caso da criança tem o bebezinho ali, mas você tem aquele momento, aquele marco de olhar para aquilo, é muito significativo, é muito legal, né?

É muito. Em casa, eu tenho um cacto. Tenho dois cactos lá. Que a Vanessa, minha mulher, pediu até pra eu tirar. Porque, gente, espinho, né?

Mas eu tenho orgulho deles. Eu vou lá. Eu acho que eles vão dar flor agora. Então, eu vou lá ver os cactos que ela não gosta. Mas ele tá maior que eu.

Então, ele era pequenininho e já tá com mais de dois metros de altura. E já vai dar flores. Poxa, se a gente vê um cacto, que é algo que não é… bonito, né, por si só, crescendo. Então, é um projeto que eu tenho certeza que já é bonito, já, e vai ser muito mais quando a gente olhar aquela praça que a gente plantou, toda florida, cheia de árvores.

Com certeza. E eu vejo que no CEFERP, assim, em dois mil e vinte e quatro, tem alguns outros projetos, né, o próprio Bem-Estar, que você comentou, Acho que é um ponto importante para a gente destacar em dois mil e vinte e quatro. O aumento até dos eventos, a gente começou dois mil e vinte e quatro com o evento de aniversário e tudo mais. O aumento dos outros eventos com os médicos parceiros também nesse ano, eu vejo que foi algo interessante, né Marcelo? Foi mesmo.

A gente já começou o ano com um grande evento, o maior evento que a gente já teve na clínica, que foi a recertificação do nosso selo de controle de qualidade internacional. E eu vou frisar mais uma vez que é a única clínica da América Latina com selo de controle de qualidade internacional, que é um grande diferencial do CFM. que é o reflexo, realmente, do nosso compromisso com a qualidade, com a segurança, com a experiência do paciente. A gente começou com esse evento, que foi um casamento, praticamente, em termos de estrutura de festa. Foi muito bonito, muito significativo pra gente.

E ao longo dos meses, a gente foi realizando outros eventos, tanto para paciente, como o dia das mães, que a gente sempre faz, o dia dos pais. A gente teve esses eventos dos médicos parceiros, que também se desenvolveu muito ao longo desse ano. Então, todo mês a gente nos reunindo para os encontros, as imersões com os médicos parceiros. Falando de sucesso, lembrei dos primeiros resultados desse ano de beta positivo dos médicos parceiros, que também não foi um só, não posso citar um só, mas a gente acompanhar no grupo um paciente que se conectou menos, dá mais ciúmes para a gente, eu confesso que eu tenho ciúmes desse não acompanhamento do começo do paciente, mas é muito bom para o paciente. Porque ela consegue passar com o médico de escolha dela, muitas vezes o ginecologista que a assiste, e ela faz toda a estimulação à distância e ela vem para o CEFERPpara utilizar a estrutura laboratorial.

E de repente você vê que essa pessoa engravidou e talvez ela precisasse de um planejamento muito maior para ela poder se deslocar e vir tantas vezes aqui. então esse projeto com esses eventos mensais fizeram diferença também em dois mil e vinte e cinco eu tenho certeza que a gente vai ter muito mais porque inclusive a gente fechou o ano né nos últimos meses a gente inaugurou o nosso polo de atendimento em Jaú pro ano que vem tenho certeza que a gente vai poder atender e aí eu já fico mais tranquilo em relação aos filmes também porque a gente consegue controlar parte dos processos de atendimento que aí sim é o CEFERP em outra região é o CEFERP em outro local podendo entregar a mesma qualidade de atendimento para os pacientes terem também a conexão com o Ribeirão Preto com mais facilidade. As consultas online têm funcionado muito bem também nesse sentido. E com tudo isso, né, de tudo que a gente viu, de momentos marcantes, o que vocês esperam, o que vocês pensam e gostariam de desejar pra dois mil e vinte e cinco? Primeiro falando pro CEFERP, depois a gente fala pras pacientes.

Algo específico que vocês pensem? Pro CEFERP, o que eu desejo… muito mais crescimento no ano de dois mil e vinte e cinco, porque dois mil e vinte e quatro deu uma base, né? Todos esses projetos que se iniciaram, então eles vão se fortalecer muito mais em dois mil e vinte e cinco. Então, o que eu só enxergo, assim, que são coisas muito boas que estão pra vir, né?

Muito progresso, muito sucesso também. Eu acho que essa estrutura, essa conscientização com todos os projetos, esse cuidado, esse carinho, que eu estou totalmente realizada por estar aqui. Porque é uma clínica que tem esse olhar diferente, esse cuidado com as pacientes, cuidado com os funcionários, com o planeta. Então, para mim, eu acho que só é sucesso. O que eu desejo é tudo de melhor mesmo.

Espero poder contribuir cada vez mais. E é isso, é só sucesso mesmo que eu enxergo. Com certeza. É bem isso, prosperidade, eu só consigo enxergar cada vez mais prosperidade para o CEFERP justamente também por isso que a Daya falou, é uma clínica que enxerga muito longe, tem um olhar humanizado, extremamente criterioso com relação a tudo, com os pacientes, em relação a infraestrutura, colaboradores, saúde dos colaboradores, a estrutura excepcional para a equipe trabalhar crescendo cada vez mais também para atender melhor quem trabalha para trabalhar cada vez mais engajado mais motivado Então, eu vejo isso muito palpável, o quanto a clínica se preocupa também com o time, quem está na frente também. E torcendo e fazendo todo o meu melhor, espero continuar contribuindo para a clínica crescer cada vez mais.

Para a gente realizar mais sonhos ainda. E você, acho que a sua fala vai ser mais ainda, porque você vai olhar lá para trás, acho que você nunca imaginou de hoje estar nessa dimensão, de não esperar. A gente recentemente estava revisando o planejamento estratégico, eu estava tentando enxergar, obviamente fazendo esse exercício, do caminho que a gente percorreu até aqui e do caminho que a gente vai ainda percorrer. E eu me surpreendi com algo muito bom, que é o fato da gente ter atingido as metas que a gente estipulou até aqui, antes até dos prazos que a gente tinha colocado para elas. E até falei com o Ailton, nosso sócio também, falei, Ailton, A única coisa que me preocupa aqui é que a gente precisa agora ter uma visão nova, porque a gente já esgotou a nossa visão atual.

Aquilo que a gente projetou, as nossas metas estratégicas já foram atingidas. Isso é muito bom. A gente tem tido um crescimento sólido, um crescimento consistente, pautado em segurança, ou seja, com uma base de rocha que permite a gente sustentar o crescimento. Não foi um crescimento… foi um crescimento que a gente trouxe ao longo de muitos anos.

A gente está falando de vinte e cinco anos, que foi também o tema do nosso encontro no começo do ano. A gente está indo para o vigésimo sexto ano como clínica de reprodução humana, que tem uma missão clara e que tem valores muito consolidados. A gente vê a cultura da empresa em cada um que vem aqui, inclusive, falar no podcast, como a gente comentou. Bem definido. Bem definido.

E é isso que eu espero. para o CEFERP em dois mil e vinte e cinco, que a gente continue sustentando o crescimento, que inclusive é mais do que o dobro do crescimento do mercado de reprodução assistida. E isso me agrada muito, porque a gente consegue entregar um tratamento de qualidade para os pacientes. E para os pacientes é isso que eu espero, que eles encontrem no CEFERP um local no qual eles vão reconhecer que eles passaram por aquilo, daquilo de melhor que eles podiam escolher. O resultado ninguém pode dar.

Infelizmente, a gente não consegue falar, ó, você vai ter a gravidez. Mas a vivência? Mas a vivência, sim. Então, ela olhar para trás e falar assim, eu escolhi um local que me acolheu, eu estou satisfeita com a jornada, esse é o nosso compromisso e eu espero que em dois mil e vinte e cinco muitos casais encontrem no CEFERP essas respostas. E para as pacientes, então, gente, agora que o Marcelo já puxou a fila, o que vocês desejam e deixam de mensagens para elas nesse encerramento de dois mil e vinte e quatro, início de dois mil e vinte e cinco?

Eu desejo muita perseverança para as pacientes, que elas não desistam, porque a jornada é difícil mesmo. Muitas têm a jornada mais fácil, outras mais difíceis. Então, assim, que a perseverança ali com a positividade, porque é um tratamento que você precisa ser muito positiva. Muitas vezes a gente sabe que é difícil. Da vontade de parar, de desistir.

Mas não, continue. Continue em busca do seu sonho. Eu desejo isso e muito amor. Eu acho que a gente tem que ter amor em tudo na nossa vida. Falou tudo o que eu queria falar.

Eu vou de encontro com o que a Dayan falou e peço muito que elas estejam resilientes, fortes, sólidas, como o Marcelo falou, para que elas se sintam bem para enfrentar a jornada da melhor forma possível. Contem com a gente, com a nossa rede de apoio também, e sejam perseverantes, energia positiva, o resultado a gente não sabe, mas a gente pode escolher a forma que a gente quer caminhar, a forma do enfrentamento, E vamos juntos. Exatamente. Eu vou fazer um complemento que eu desejo para essas famílias. Para a dois mil e vinte e cinco eu já falei, mas especialmente agora no final de ano, do qual a gente tem os encontros familiares, algumas situações podem acontecer de constrangimento para essas famílias que estão buscando a gravidez.

Comentários como, e aí, não vai engravidar? Já não pensou sobre isso? Por que não me dá um neto? Ou não me dá um sobrinho? Ou qualquer coisa do tipo.

Então eu acho mais importante, primeiro eu desejo empatia dessas famílias, se tiver familiar ouvindo o podcast, que elas possam entender o momento, respeitar essas tentantes que sofrem tanto, muitas vezes sozinhas, e que essas tentantes encontrem nas suas famílias esse amparo para esse momento tão delicado e que requer esse carinho. E esse amor. E que respeitem as tentantes, que elas se respeitem, que elas tenham esse amor próprio. E muitas vezes entender que isso pode acontecer e recuar. E se cuidar para proteger desse sentimento que, infelizmente, em alguns momentos acontece.

E que isso seja só um momento da vida, uma experiência futura. E que isso sirva só de lembrança, mas depois de um sucesso, de um resultado positivo. Com certeza. Para encerrar, você estava falando disso, de que seja só um momento, eu lembrei de um último caso que eu vou compartilhar aqui para a gente encerrar esse episódio, porque esse caso me marcou muito pela importância que a gente tem em um tratamento de reprodução humana, o quanto isso muda a vida de uma família, porque esse casal teve um diagnóstico de um fator masculino muito severo e tiveram indicações ali de um tratamento de fertilização in vitro por esse motivo, fizeram o tratamento, tiveram uma transferência que não deu certo, depois a segunda transferência deu tudo certo, tiveram uma bebezinha nascida, linda, plena, foram de alto para o pré-natal, sobraram dois embriões. Passou o tempo, essa criança cresceu, eles voltaram nesse ano para transferir esses dois embriõezinhos, E aí a gente falou, vamos transferir os dois, né?

Estão congelados juntos mesmo. Da última vez transferiu dois, nasceu só ela. Vamos transferir dois. Transferimos dois, eles engravidaram de três. E aí agora eles encerram dois mil e vinte e quatro com trigêmeos no forninho e a princesa do lado de fora.

depois que eu fiz o ultrassom, que eu dei alta pra eles, a única coisa que eu conseguia pensar era assim, olha como a reprodução humana mudou a vida deles, assim, lógico, muda de todos, mas assim, é um casal que teoricamente receberia ali um adesivo de, ah, é estéreo, não pode ter filhos. E aí, a fertilização in vitro, a reprodução humana, mudou a vida dessa família que hoje tem quatro filhos, trigêmeos, inclusive. Então, assim, o quanto, né, cada pedacinho, cada um de nós aqui, cada setor, né, faz a diferença e hoje permite que essa família, assim como tantas outras possam viver, né, em dois mil e vinte e quatro como um ano de vitória, né, com a sua família finalmente completa como eles gostariam, né? Então, que essa história sirva para lembrar da importância da gente ter perseverança, como a Daya falou, a resiliência, o pensamento positivo, como a Lívia falou, e de que seja realmente que a gente se lembre, como o Marcelo falou, de que isso é uma fase, mas que graças a Deus a gente tem ferramentas, a gente tem pessoas profissionais, técnicas, né, que permitem que você busque ajuda, que você não precise caminhar sozinha, né, e que você possa olhar pra trás e ver que essa jornada valeu a pena e que ela tinha que ser desse jeitinho com essa criança que você tá segurando no colo agora e em breve, se Deus quiser. Queria já aproveitar esse momento pra agradecer vocês por todo esse ano de dois mil e vinte e quatro e todos os anteriores, é um prazer que a gente trabalhe junto, estendo a vocês para cada setor que vocês trabalham também, da clínica, outros que não estão aqui representados.

Se a gente chegou até onde a gente chegou aqui, é porque a gente trabalha com pessoas que amam o que fazem, né? Isso é o que mais faz diferença. Então, muito obrigada por esse ano e por muitos que ainda virão, se Deus quiser. E agradecer vocês que estão aqui acompanhando todo esse período do Papo de Tentante. Eu recebi recentemente um comentário no direct de um paciente que falou que está maratonando, já ouvi não sei quantos episódios na sequência.

Então, é um prazer e uma honra poder participar, levar carinho, informação, acolhimento, tranquilidade. pra vocês nessa caminhada, contem com todos nós do CEFERP, que dois mil e vinte e cinco seja um ano de muita luz, muitas bênçãos e muitas alegrias pra todos nós. Um abraço. Obrigada. Obrigada.

Obrigada por assistir ao Papo de Tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio. Até lá!

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