Ep. 38 – Existe idade certa para engravidar?

No episódio do podcast de hoje teremos a presença da Dra. Rafaela Ishimura, uma das médicas especialistas do CEFERP, para falarmos sobre uma das dúvidas mais recorrentes: Existe idade certa para engravidar? Assista o episódio completo e confira!

Transcrição do episódio

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Olá, que a doutora Camilla Vidal, médico especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto, seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente. E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERPvamos ao episódio de hoje. Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante hoje.

Estou aqui com a doutora Rafaela e a gente vai falar sobre uma dúvida frequente cima, né, Rafa? Estou aqui hoje pela primeira vez, não pode ver. Eu estou muito feliz de estar estreando, espero que a gente possa bater papos muitas outras vezes. Camila, vocês viram que a Rafaela já estreia, mas só com um tema polêmico a gente fala de por que que não dá certo o tratamento e agora a gente vai falar sobre isso, existe a idade certa para engravidar, né? E essa é uma pergunta muito frequente, não é?

Quantas pacientes não vem para a gente? Pergunta, doutora, quando eu tenho que engravidar é, será que existe a cidade difícil, não é, Rafa? A gente vai tentar entender um pouquinho melhor sobre tudo isso, não é? E acho que é importante. De toda forma a gente responder essa dúvida, porque a gente que é mulher sabe dessa pressão que vem junto com a idade, né?

Eu brinco que vão chegando perto dos 35, parece que tem um negócio aqui, não é o neném, o neném não é exato porque a gente ouve muito, né? Sobre o impacto da idade na fertilidade. O quanto que pode diminuir, né? E aí as pacientes começam a ficar preocupadas. Se a gente tem que ter pressa, não é para engravidar, e aí é por isso que a gente vai conversar sobre quando é necessário a gente pensar num aconselhamento quando é necessário a gente procurar um especialista e a gente conversar sobre isso.

Vai ser necessário, até, por exemplo, alguma intervenção, como por exemplo, a preservação de fertilidade, né? Camila? E essa questão, né? Da preservação da fertilidade? Acho que um dos maiores objetivos da gente trazer essa resposta, né?

De existe idade certa ou não, é trazer essa consciência de que. Está tudo bem se a idade certa não for agora, desde que a gente esse programa e se planeje para isso, não é exato porque a gente não tem uma idade ideal, não é, mas é importante a gente saber que existe um período da nossa vida que é mais propício para a gente poder se programar, se organizar, né? E sempre está organizando pra gente poder ver melhor momento da gente. Se for necessário preservar essa fertilidade, né? Camila é, e acho que o primeiro passo a gente podia falar um pouquinho, né?

Sobre essa questão da reserva ovariana, né? A gente, inclusive já fez podcast só sobre esse assunto, né? Então, se quiser entender mais sobre os marcadores específico. Tem episódio, não é, Rafa? Mas é entender, qual o que que funciona, não é?

Qual é o impacto da nossa idade nessa questão da reserva? Não é? A gente nasce com os nossos óvulos, linhos, não é isso, exato, os ovos, não. Eles são células embrionárias, então a gente nasce com aquele estoque limitado dos ovos. É diferente do homem que não tem tanta preocupação por causa que a espermatogênese ela acontece a cada 3 meses e a cada 3 meses a gente vai ter produção de novos espermatozóides que vão poder para formar os embriões vizinhos.

A mulher já não, não é? A gente nasce com um estoque de óvulos e esse estoque vai diminuindo ao longo da vida, porque a cada ciclo não é a gente a tem um pool de folículos que começam a crescer, esses folículos. A 13, Ham morrem e aí vai diminuindo a nossa reserva ovariana, né? A gente tem, né? A gente nasce com 5000000 de óvulos, e aí, quantos óvulos que a gente chega na puberdade?

Camila, pois é só pra gente já ter essa noção, né? Porque às vezes a gente ouve tudo bem, nasce com tadinho, mas nascer com 5000000 é como se fosse muita coisa, né? Mas a gente não gasta só na ovulação e um por mês, né? A gente vai. Essas células.

Elas vão se degenerando, né? Rafa? Elas vão entrando como você falou em atresia, não é? Então, quando a gente entra No No período ali da da menarca, não é que é a primeira menstruação. A gente já tem em torno de 500000.

Esses números variam, né? De acordo com a fonte. Mas pra gente ter uma noção de de grandeza, olha só, a gente sai desses milhões para milhares, né? Ainda são milhares, mas olha o tanto que a gente já reduziu e com o passar da idade isso vai reduzindo ainda mais, né? Tanto que depois dos 40.

O maior percentual já foi, não é? É quando a gente chega nos 40 anos, não é, Camila? A gente vai ter menos de 1% dos óvulos disponíveis, então a gente fala que tem aquela queda importante da reserva ovariana, que é quando a maioria das mulheres às vezes podem apresentar dificuldades para engravidar, né? Caso elas consigam comecem a tentar, né? É uma coisa que eu acho legal, Rafa da gente pontuar quando a gente fala de idade e tudo mais, as vezes gera aquela sensação muito cravada ali nos 35 e se falam, então se for até os 34, tá bom, ou até os 39 tá bom?

E, na verdade, essa redução ela é gradual, né? Não vai, não, vira uma chavinha ali. Então, em algumas mulheres podem acontecer mais rápido, em outras, pode ser que leve mais tempo, né? Isso é uma média, né? Até porque se a gente perguntar qual que é o período mais ideal, mais fértil da mulher, né?

A gente sabe que ali, pelos 2530 anos, aí quando a gente tem um pool de folículos com maior quantidade e a partir disso essa redução vai acontecendo de forma gradual, com uma, Camila disse, mas aí quando a gente chega aos 40 anos, a gente vai ter uma diminuição bem importante dessa reserva é, e aí quando a gente fala de reserva, né Camila, a gente tem os marcadores. A gente já teve um podcast que vocês fizeram falando sobre os marcadores de reserva ovariana, mas aí para a gente avaliar a reserva, existem alguns marcadores que a gente pode ir avaliando, não é? É basicamente, né? Quando a gente fala em medir reserva, a gente vai avaliar o ultrassom para contar os folículos. Antraz que estão ali guardando os óvulos que vão se desenvolver como você comentou, né?

A dosagem do hormônio anti milleri ano esse, acho que vem sendo cada dia mais discutido, né? Ele não era muito conhecido, mas agora tá é EOFSH que é o hormônio folículo estimulante. Mas ele a gente acaba usando um pouco menos, não é porque é comparado aos outros, ele não é tão. Ele não reflete tão rápido, não é como os outros, então teoricamente a gente precisaria de uma alteração muito maior da reserva ovariana para que ele pudesse aparecer, né? É OFSH, ele acaba sendo muito importante quando a paciente já está na menopausa, porque a gente sabe que quando ele está acima de 40, é porque a paciente realmente já entrou na menopausa, mas ele, nos valores entre 1 e 10, é a gente não sabe o que é aquela dúvida.

A gente não sabe bater o martelo, falar, olha, essa paciente tem uma reserva boa, essa não. Já o anti millery ano, não é que é um hormônio que não depende do ciclo menstrual. A gente pode escolher em qualquer fase do ciclo, não é? E ele é muito específico. A gente sabe que valores abaixo de 2 a gente vai ter uma reserva mais limítrofe.

Aqueles acima de 45. A gente vai ter uma reserva ovariana boa, né? Camila, então, ele é muito específico para a gente ver a reserva ovariana, isso que você comentou do ciclo, acho que é o mais importante, não é porque OFSH ele participa do ciclo menstrual, então ele vai variar, né? Tanto é que o anti Milena a gente pode dosar em qualquer fase. O fsh tem fase específica para a gente escolher, né?

E isso é importante. A gente já falou nesse. Nesse episódio também é quando a gente vai pedir hormônios, a gente tem que saber o que que a gente está querendo buscar com aquela informação. Então a gente faz parte da nossa orientação, a gente falar para paciente, não ser que você vai colher na menstruação não. Esse aqui pode ser em qualquer momento ou tem hormônios que são depois da ovulação, né?

É porque é só assim que a gente vai saber interpretar aquele dado. Eu já atendi uma paciente com o fsh muito alta, ela estava desesperada achando que ela estava na menopausa, inclusive acho que ela nem deve estar ouvindo a gente, porque a neném dela já está enorme. Mas é achando que estava na menopausa, mas eu falei, está quando você escolheu esse exame à estava ali no meio do ciclo, quase na ovulação, e o fsh vai aumentar. Nessa fase, não é? A gente foi avaliar a reserva estava maravilhosa.

Ela Foi inclusive doadora de óvulos, então é, a gente tem que saber o que procurar. Quando a gente faz essas dosagens, essas avaliações como um todo, né? É essa questão das dosagens hormonais, não é a gente depois até pode falar sobre isso em algum episódio, porque às vezes a gente chega com a paciente com um Monte de exame, a gente não tem muito o que fazer. Por exemplo, a dosagem de estradiol, às vezes a dosagem da progesterona sem um contexto clínico. Ali a gente não tem muitas condutas, então são exames que acabam não ajudando tanto para a gente, não é?

Então a gente tem que ter bastante critério para pedir os exames e para saber interpretar esses exames para a gente poder fazer a melhor conduta possível, né? É agora eu guardei uma frase que você falou, porque na hora que você falou eu pensei, você falou assim, o melhor momento, né, pra gente engravidar ali os 2530 anos? Clinicamente falando, sim, mas eu tenho mais que isso. Você também. Isso, e nós não temos filhos já matando a curiosidade de muita gente que pergunta, não é?

E isso, querendo ou não, gera uma pressão até na gente, né? A gente estuda a gente ler sobre a gente, fica com medo porque a gente sabe que a nossa reserva ovariana está só caindo, mas a gente sabe que é importante a gente conversar, ter um aconselhamento, porque a gente sabe que a gente não precisa de se apressar para ficar grávida, né, gente, gente, tem tanta coisa para viver, gente tem a nossa profissão, né? A gente tem que viajar, aproveitar verdade, então a gente não precisa de correr para a gente engravidar, a gente só tem que se planejar, né? E é esse o objetivo. O nosso podcast hoje, acalmar o coraçãozinho é não porque o que você comentou não é dessa questão da idade.

A nossa vida mudou, não é o que você falou. Agora a gente tem o trabalho, a carreira, viagem, coisas que antes para a mulher não eram bem assim, né? As prioridades eram outras, o ritmo de vida era outro e o nosso ovário não acompanhou, mas a medicina reprodutiva tenta acompanhar, né? Através da preservação da fertilidade, né? São exatamente isso, porque a gente tem essas mudanças sociais, a inserção da mulher no mercado de trabalho, né?

Então a gravidez tem sido cada vez mais postergada. E aí a gente acaba sofrendo essa pressão da sociedade, porque o nosso ovário não acompanha. E aí, partindo para essa parte, mais laboratorial, não é, Camila, a gente sabe que o nosso ovário não acompanha tanto a parte de quantidade quanto também de qualidade, né? Porque a gente sabe que a qualidade dos ovos também com a idade, por causa do estresse oxidativo, do tempo, de armazenamento, né? Pode piorar e isso depois vai impactar lá na formação de embriões que a gente fala que possuem alteração genética, né?

Pensa a gente assim, muitas células do nosso corpo a gente vai trocando o cabelo, cresce as células da pele descama, cresce em outras, os óvulos são os mesmos, é o que você falou. Embrionários, não é? Eles estavam guardados lá na barriga da nossa mãe, né? Quando a gente já estava lá dentro, eles já estavam lá também, então é o que você falou. São células que estão ali expostas a todas essas mudanças ambientais, né?

E o passar do tempo com aquela mesma célula tendo que trabalhar do mesmo jeito todos os dias, vai fazer com que essa essa maquinaria perca um pouco dessa eficiência, né? Entre ela, a gente não vai ser tão específico, mas entra lá nas mitocôndrias, na produção de energia da célula, não é? E se essa célula não trabalha tão bem, ela vai entender a formar embriões de menor qualidade. E ela vai tender a errar mais na divisão celular, né? Rafa, exato.

A gente até teve o último podcast, né? Que a Camila fez com o Marcelo, que é o nosso diretor do laboratório, que ele comentou. Porque o óvulo que é mais antigo da paciente, com mais idade, né? Ele possui a zona pelúcida mais rígida, né? E aí possui toda essa dificuldade.

Mas uma coisa Superinteressante que eu vi nesse podcast que vocês comentaram foi que só pela morfologia do óvulo a gente olhando ele, a gente não consegue ver se ele possui a medicina reprodutiva, ainda não está tão avançada que a gente não consegue avaliar se ele possui alguma alteração genética, então é impossível só pela pela visualização da morfologia a gente avaliar. Olha, esse óvulo tem alteração. Este não, ele vai formar um embrião Zinho, normal ou não, então a gente não consegue fazer essa seleção ainda, né? Quem sabe um dia, né, cara, é não é desse, acho que foi nesse ou não da hidrologia. A gente tava falando dos avanços, né, do que que a gente espera de outros avanços.

Esse, se Deus quiser, quem sabe um dia a gente consiga, né? Mas, por enquanto, não. E é por isso que o nosso objetivo é tanto aconselhar que é o que a gente está fazendo. Não é de de explicar sobre o por que que impacta, não é? É aconselhar o planejamento, então, não, ou quero antecipar realmente a minha maternidade ou não vamos pensar em preservação da fertilidade, vamos congelar os óvulos?

A gente falou disso no episódio atrás, mas quando a gente fala em preservação da fertilidade, nosso objetivo é justo. Esse é justamente esse, né? Então, assim, se esse óvulo, ele está perdendo em quantidade e qualidade. Então vamos parar, entre aspas, o tempinho desse óvulo no momento que ele tem uma qualidade melhor, não é? É por isso que cada vez mais a gente tem sido procurada pelas pacientes para preservar a fertilidade, essa questão da preservação, a gente pode congelar os óvulos.

Podemos congelar também brilham Zinho, né, Camila? Isso depende muito do que a paciente pensa, se ela já possui o parceiro, se ela já é casada, né? Mas lembrando que o óvulo, né? Ele dá uma Independência reprodutiva para a paciente, né? Porque aí depois ela pode escolher o que fazer com ele, se ela vai se mudar de parceiro ou não, então ela consegue ter essa Independência que a gente fala que é muito legal, Independência reprodutiva.

Não é? É. E aí quando a gente fala, a gente está batendo bastante nessa questão da idade, porque realmente é o fator, até pelas nossas mudanças de vida. Não é que mais é impacta, mas outros fatores também interferem nessa questão da reserva ovariana, né? Sobre o momento certo para engravidar, porque a gente pode ter redução da reserva por outras causas, né?

Então, se a gente tem, por exemplo, um cisto no ovário, vai precisar fazer uma cirurgia. Perdeu um ovário ou isso nem todo mundo sabe, eu acho, mas se existe história de menopausa precoce na família, a gente tem um risco maior. São situações que, mesmo com uma idade, não que não seja próxima, não é? Depois dos 35, depois dos 40, mas que tem que acender um sinalzinho de alerta, não é rápido, exato. A cirurgia ovariana prévia.

Endometriose paciente que já fez radioterapia, quimioterapia, tudo isso também pode prejudicar essa reserva ovariana, né, que às vezes não é tão relacionadas só a idade, né? É que a gente fala que tem essa parte do Relógio, mas também tem outros fatores envolvidos, né? Tanto que essa questão da da Kimi, da radioterapia, a orientação, se possível, é que a gente congele antes, né? Até da cirurgia também, né? Se for fazer uma cirurgia.

Porque a gente sabe que isso pode, não é e possivelmente vai impactar na reserva, não é Rafa feito e aí, agora que vem a nossa pergunta e a gravidez? As após os 40 anos, não é Camila que que acontece? A gente sabe da questão das alterações genéticas, né? Ali, próximo dos 35 anos, a gente tem cerca de 30% dos embriões formados com alterações. Podem vir genéticas, né?

O que já é uma taxa, uma taxa. Se a gente for ver, né, que a gente não imagina e isso às vezes explica a alguns abortos, né, que às vezes as pacientes possuem. Esses abortos que a gente às vezes não consegue investigar, não consegue descobrir a causa. A maioria deles são por a fatores genéticos. Não é porque, assim como a gente já comentou em outras ocasiões, também a maioria das alterações genéticas não vai resultar apenas em um bebê com síndrome.

Na verdade, a síndrome, por exemplo, síndrome de Dal, síndrome de Turner qualquer dessas alter ações são apenas uma pequena porcentagem dos bebês alterados, né? A grande maioria acaba não evoluindo com gravidez. São aqui evoluir para aborto. Para às vezes uma falha de implantação, não é? Então a gente acaba não pegando essa maioria dos casos que a grande maioria, na verdade, não é.

É então, quando a gente fala desses 30 a 40%, às vezes gera aquela sensação de armas. Eu não vejo 30 a 40% de bebês alterado, ainda mais na minha idade, sim, mas isso explica principalmente por que que a gente costuma falar que engravidar não é tão simples assim, né? Explica essas perdas como você comentou, né? Rafa é, e com o passar da idade, se a gente tá falando que aumenta a proporção de alteração genética. Que a célula vai ter mais chance de erros nessa de visão celular.

Esse percentual ele vai aumentando também, não é? Rafi. Aí depois dos 40 a gente já vai ter um percentual maior de embriões formados com alteração, né? Exato, a partir dos 4050 por cento dos embriões podem ter alteração genética, né? E isso vai aumentando, gradativo conforme a idade vai aumentando, podendo chegar até 8090 por cento de embriões alterados, né?

Exato, por isso que às vezes as pacientes perguntam para a gente aí, doutora, eu tenho que fazer biópsia? Milionária que é o famoso pgt a não é? E aí, a partir dos 40 anos, a biópsia pode ser interessante, porque ela acaba afunilando. Ela acaba selecionando os embriões vizinhos que às vezes vão ser mais próximo da gente conseguir o positivo, porque acaba descartando, né? Separando os embriões aneuplóides que depois a gente também vai estar explicando nosso glossário, né?

Olha Rafa dando spoiler. Mas é verdade, é porque uma coisa é a gente falar em fazer essa análise, sendo que a gente tem 70% de embriões. Teoricamente, ELP, lloyds não é outra coisa. A gente está num cenário onde a gente tem 1020 por cento dos embriões e upload, né? É, então, às vezes ajuda a dar 11 selecionada mesmo.

Não é uma phone lada em quem é que vai ter a chance de realmente chegar no útero para tentar implantar, né? E aí, após os 40 anos, né? Além dessas alterações em bilionárias, que seriam as alterações genéticas mais importantes, né? A gente sabe também que as pacientes possuem maior taxa de aborto, né? Até ligado a essa.

Alterações genéticas, mas a própria gravidez em si não é acaba sendo uma gravidez de maior risco. Então a gente tem a maior taxa de, por exemplo, e pertençam para clubes e a maior taxa de diabetes gestacional não é? Então, a gente sempre combina com as pacientes. Anos de alterar estilo de vida, melhorar na alimentação, seção, tabagismo, né, deixar essas comorbidades bem controladas para a gente poder iniciar a gravidez na nossa melhor estado possível de saúde, né? Exatamente.

E tudo isso faz parte do aconselhamento, né? Então, tentando responder a essa pergunta, né? Sobre existe idade certa para engravidar? Acho que o mais importante é que, como você comentou a palavra é o planejamento, não é? Seja avaliando a reserva ovariana quando a gente pensar nessa possibilidade ou então a não sei se eu quero, mas deixa eu entender como está, não é?

É pensar Na Na possibilidade de congelar óvulos, de preservar a fertilidade e pensar em quando for programar uma gravidez, de estar no melhor momento de saúde, dentro daquelas possibilidades, né? Lógico que a gente também não vai falar para postergar muito mais, porque a gente tem o outro lado do impacto, né, da reserva ovariana. Mas tentar, né? Ali, nesse período em que está programando a gravidez, buscar uma rotina mais saudável, alimentação, atividade física, controlar todas as essas comorbidades que podem estar presentes, porque o nosso objetivo é que a gente sempre fala, é o bebezinho nascido em casa, né? Então a gente quer que a gravidez também possa transcorrer da melhor forma possível, né?

Exato e aí, nessa questão de gravidez, após os 40 anos, né? Então, ela é possível. A gente tem inúmeros pacientes, né? E a única coisa que a gente precisa fazer é aconselhamento, não é planejamento. Isso é organizar.

Então a gente vai discutir a biópsia bilionária. Vai ser necessário, a gente vai necessitar do tratamento de alta complexidade em reprodução. A gente vai controlar essas comorbidades só pra gente conseguir atingir o melhor resultado possível, que seria o bebê em casa, né? Camila é tão tentando resumir, não é que existe uma idade certa, né, Rafa? Mas então o importante é conscientizar, né?

Falando do impacto da idade da reserva ovariana, dessa questão das alterações genéticas, né, para que cada pessoa dentro da sua própria realidade possa ajustar. Mas minimizar a possibilidade de frustrações mais para frente, não é? Acho que isso que é o mais importante, não é porque a gente não deixa postergar essa decisão, não é de procurar um especialista de, às vezes, congelar os ovos para depois a gente não se arrepender. Então, a gente sabe das mudanças que tá tendo na sociedade, da inserção da mulher no mercado de trabalho, da mulher querendo cada vez mais, né? Aproveitar a vida, viajar, né?

Nós somos jovens, então e a gente sabe né, desse momento, da inserção da mulher no mercado de trabalho que a gente tem inúmeros sonhos para conquistar, né? A gente tem. Inúmeras perspectivas pela frente e hoje em dia a gente eu tenho comentado com a Camila os 30 anos 30 anos são os novos 20. Eu vou me apropriar, acho maravilhoso, concordo. E aí a gente sabe que essa limitação do ovário não é.

Então a gente quer conversar com vocês só pra gente buscar um aconselhamento, se for necessário, a gente vai congelar os ovos, mas para isso, não angustiar mais as mulheres. Não é que a gente não tem que ter pressa, gente, só tem que se organizar e planejar. Não é exatamente gente, e aí para estrear a participação da Dra. Rafa, vocês já sabem que a gente tem o glossário, né? Naquela parte final ali, onde a gente fala sobre um termo diferente, que normalmente é difícil, não é mais que a gente tenta explicar nada mais justo do que hoje ela fazer, não é o glossário, então, Rafa, hoje eu vou pedir para você explicar sobre as aneuploidia NS, então a gente vai falar, né?

A gente tem ouvido muito falar sobre os embriões em museu. Ploy diz, né, que são os embriões que são geneticamente normais e aí eles geralmente possuem 46 células e de paizinhos, né? De 2 em 2 podem ser 46 x, que é o feminino ou 46 XY, né? E usando eu plot. Quer dizer, eles possuem alguma alteração genética?

Então, por exemplo, podem ser alterações numéricas. Às vezes possuem 11 cromossomo a menos, um cromossomo a mais podem ser translocações. Podem ser mosaicos, não é? Então, são alguma alteração genética que pode levar a diversos desfechos, como por exemplo, o aborto precoce, a falha de implantação, a inviabilidade da gestação ou até mesmo uma síndrome, né, por exemplo, que a gente tem a síndrome de down, a síndrome de Turner, inúmeras síndromes que a gente vê por aí. Então, aneuploidia são os embriões aneuplóides, que são aqueles que possuem alguma alteração genética, não é?

Achei muito legal, acho, inclusive, que a gente pode falar. A gente já fala bastante sobre análise genética, mas a gente pode falar às vezes só sobre alterações genéticas, né? Porque a gente falou aqui a nível de cromossomos, né? Então o cromossomo inteiro a mais ou a menos, ou alguma alteração na estrutura. Mas existem aquelas alterações em genes específicos, né?

Então, é um assunto bem amplo, às vezes a gente podia pensar num outro convidado além de nós, para a gente poder falar sobre esse assunto. Gostei. Super legal, não é bom? Então eu queria te agradecer, Dra. Rafa estreando depois vocês curtem?

Comentem, mandem para todo mundo. Mandei para ela, fala que ela tem que voltar isso para me estimular a voltar em gente. Gostei muito de participar. Muito obrigada por ter pelo convite, viu? Foi muito legal e espero que vocês tenham gostado também, então a gente se vê no próximo podcast, tchau, tchau, gente, um beijo.

Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe os efeitos no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio até lá.

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