Indutores de Ovulação. No episódio do podcast de hoje teremos a presença da Melina Rufato, uma das enfermeiras do CEFERP, para falarmos sobre os Indutores de Ovulação. Assista o episódio completo e confira! Se você quiser aproveitar o podcast no formato tradicional, clique no link abaixo e ouça diretamente no Spotify: https://open.spotify.com/show/2BHaWjw… — Diretor técnico responsável: Dr. Jorge Barreto – CRM-SP: 33.541 💻Acesse nosso site e saiba mais: www.CEFERP.com.br Agende uma consulta: ☎ Telefone (16) 3512-7943 📱 WhatsApp (16) 3877-7789 📨 e-mail: [email protected] Blog: http://CEFERP.com.br/blog Facebook: http://www.fb.com/CEFERP Instagram: https://www.instagram.com/ceferp_ —–CRÉDITOS:—— Produção: Grupo Itech Brasil (www.itechbrasil.com) e CEFERP Licença padrão do YouTube
Transcrição do episódio
Clique para ler a transcrição completa
Olá, aqui é a Dra. Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente.
E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do MC ferp vamos ao episódio de hoje. Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante. Se vocês acompanham a gente por vídeo, já tem um tempo. Vocês já conhecem nossa convidada de hoje. Pra quem não acompanha, assiduamente ou para quem está ouvindo em áudio, eu vou deixar você se apresentar.
Prazer, obrigada pelo convite. Eu sou a Melina, eu sou uma das enfermeira da clínica. E quem, para quem não sabe, a Melina tem a vivência de de do lado de jaleco e sem o jaleco, né? Bem, tem os 2, os 2 lados. Então por isso que hoje a gente vai conversar é sobre os indutores de ovulação.
Acho que a gente que trabalha, né, com reprodução humana, acho que é um dos assuntos que a gente mais ouve até na nossa roda de amigos às vezes, né, aí fulano tentou engravidar. Tá, mas aí tomou aqueles remédios para ovular uns 6 meses. Então nossa, como esse assunto é é comum, né? É bastante que é mais gente, escuta, é, é e aí? Assim, é uma coisa que o nosso objetivo não é de hoje, é a gente falar realmente um pouco mais sobre como eles funcionam, o que que a gente pode ter de efeito colateral, quais as dúvidas mais frequentes?
Quando a gente fala de indutor de ovulação, né? É e já aproveitando, né? E entrando nesse nesse gancho, né? A gente ouve muito isso de Caio, fulano usou ai porque eu usei é porque não sei. Mas é tudo remédio, né?
Precisa de acompanhamento, né? Esse é o primeiro ponto para gente frisar, né? Mesmo com certeza, acompanhamento faz toda a diferença, né? A gente não pode, na verdade, nenhum medicamento, né? Seja indutor ou não, nenhum medicamento pode ser utilizado sem orientação médica, né?
E a gente vai ver que tem ali e raro, né? Mas tem os seus efeitos colaterais e às vezes, mesmo não pensando só nos efeitos, mas fatores que podem impactar no sucesso, às vezes a gente está depositando tanta expectativa de época, eu tô tomando esse comprimido aqui. Nós estou sentindo, estou sentindo aquilo, mas nem sabe como está. A resposta do ovário? A resposta doméstica, exatamente.
E aí, começando então pelo pelo vamos entre aspas, né? Pelo básico, é quando a gente fala em indutor de ovulação. A gente está falando de todas as medicações que são utilizadas para a estimulação dos ovários, né? Por que que eu estou explicando isso? Porque às vezes, na prática, né?
No universo das tentantes, quando elas falar, tomei indutor, são os comprimidos? Sim, né, mas todos os remédios que a gente trabalha são indutores de ovulação, né? Basicamente, sim, você teve experiência com indutores de ovulação. Pra quem não sabe, né? A me fez uma estimulação ovariana para congelar óvulos e embriões, né?
Me em 2019 já faz um tempinho EE aí passou, então pela experiência, né? Do do uso dos indutores, da estimulação, contou bastante da sua experiência no episódio que a gente falou de preservação, né? Foi. É então basicamente, né. Quando a gente fala nos indutores, existem esses 2 grupos, então a gente tem indutor de comprimido, neve oral e os indutores injetáveis, normalmente os injetáveis, eles têm.
É uma manipulação diferente, um custo maior, até pelo preparo da medicação. Então eles são mais utilizados para tratamentos mais mais específicos, né? Geralmente os de alta complexidade, né? Geralmente a fertilização sim, e aí quando a gente fala naqueles tratamentos, principalmente do namoro programado, é onde a gente tende a usar. Nos comprimidos, né?
É uma dose, mas acaba sendo uma dose mais baixa. Não é diferente da fertilização, é isso? É uma dúvida que você percebe assim que elas têm bastante de como usar os remédios, de qual remédio é melhor. Será que é melhor comprimido? Será que é melhor injeção?
Não sei se você recebe muito essas perguntas também, sim, recebo elas ficam na verdade, com medo de qual medicação vai ser ideal, né? Ele já ouviu falar que a fulana usou um tipo de medicamento, ela vai usar OXA fulano ou y será que vai ser? Mais eficaz para ela, será que vai ter efeitos colaterais? O que que isso vai causar no organismo dela? Acho que é a preocupação maior da mulherada.
Você vai engordar ou não? Que eu já aproveito e já respondi para nós, porque aí, quem está ouvindo a gente já vai ficar mais aliviado. Não engorda, só encher um pouquinho. É. Então assim, é pelo próprio mecanismo de ação, né?
Basicamente como os indutores de ovulação funcionam? Os aqui a gente vai falar especificamente dos comprimidos, né? A gente sabe que é o grupo, são de todos, mas entrando hoje no detalhe, né? Especificamente dos comprimidos, é o objetivo deles. É como se fosse enganar o nosso eixo dos hormônios, né?
Então é eles fazem o nosso nosso organismo, entender que ele precisa liberar mais os hormônios, né OFSHILH, que agem diretamente lá no ovário. Para estimular a ovulação, né? É mais para frente. A gente podia fazer um episódio de ciclo menstrual, porque tudo isso é muito difícil, complexo, mas do jeito que as nossas pacientes estão cada dia mais esperto, tenho certeza que elas sabem do que a gente está falando. Do fsh, do LH, do pico, da ovulação, né?
É, então, pelo próprio mecanismo de ação, né? De induzir a ovulação. É isso, faz com que a gente tenha algumas mudanças hormonais, né? No corpo também. E aí, vão trazer como você comentou as vezes fica um pouquinho mais enxadinha e tem um pouquinho de líquido, sim, mas a gente não espera, é ganho de peso por conta da medicação, né mesmo é, e aí a gente falou um pouquinho então sobre o que eles são, como é o que eles atuam no organismo, então agora a gente vai entrar, a gente falou um pouquinho de dos tipos de tratamento.
Quando usa comprimido quando usa injeção, você comentou uma coisa que é muito comum, que assim a mas a minha amiga usou esse porque que eu estou usando aquele outro? E se a gente for olhar em bula, a gente vai ficar louco, né? Porque esse é até um tópico que eu tinha colocado pra gente comentar mais para frente também, porque muitas vezes nesses remédios a gente vai estar lá, vai ler bula lá que gestante não pode usar, né? Que pra gravidez não pode usar e aí vem aquela dúvida, né, poxa, mas eu estou tomando e aí eu vou engravidar? E o que que vai acontecer é e na verdade né?
O que a gente costuma orientar é que assim é. A gente não vai usar esse medicamento gestante, né? A gente vai usar a indústria ovulação exatamente, né? A gente vai usar antes e ele não vai ter um efeito pra depois pra ter algum problema, né? Do ponto de vista da gravidez, né?
Isso é uma coisa que às vezes é bastante perguntada também, né? É Ela, se com um pouco preocupada ou procura na bula ou procura no Google, né? É, a gente fala que um Monte encravada vira um câncer, né? O Google é meio suspeito aí. Mas é mesmo, e às vezes até na bula é.
Tem alguns remédios, né? Que recentemente a gente usa que são indicados até para outros motivos, né? Então, por exemplo, tem um remédio específico que se você for ler bula, ele pode ser usado para tratar câncer de mama, né? E aí, na hora que você vai ler que eu só a gente, mas não é possível que a confundiu alguma coisa, né? Como que eu vou tomar esse remédio, né?
É, então são dúvidas bem comuns, né? Mas que, na verdade, assim a gente tem os os indutores de ovulação, a gente tem segurança para usar nesse período, né? Sem que vá trazer alguma repercussão depois pra gravidez, né? Sim e aí falando né? O divaguei aqui lembrei, comecei a puxar um tópico, falei de outro que a gente ia entrar no tópico dos tratamentos, né?
Em geral, então, enquanto a gente usa os comprimidos, basicamente a gente pensa em induzir a ovulação para mulheres que não ovulam, né? E mas eu acho interessante a gente falar isso, porque assim é, é parece óbvio, mas às vezes a pessoa tende a achar assim, aí eu ovulo, mas vai que se eu tomar, eu vou dar uma ajudinha a mais, e aí eu vou aumentar a chance. Né? E na verdade, a gente acaba aumentando as vezes o desgaste, né? O estresse não é sim.
E aí às vezes a gente acha, né, que a gente vai ter é benefício, quando na verdade, né? A gente vai acabar tendo mais desgaste, até porque pra gente falar em em propor um tratamento, né? Isso é sempre importante a gente falar que a gente tem que conhecer o casal, né? Não basta eu saber assim, a então você não ovula não. Então toma esse remedinho aqui que dele 3 meses você vai ovular e o resto a gente não sabe como o resto tá, né?
Sim. É, e é por isso que a gente fala bastante de procurar um especialista para investigar, para aí sim, entender esse. Esse tratamento é para você, não é mesmo? É porque OAA infertilidade é do casal, não é só de uma pessoa, né? Não é só da mulher ou só do homem, né?
A gente tem que procurar investigar os 2 questão de espermograma, questão de ultrassom, ovário, útero, as trompas, né? Principalmente, então a gente tem que investigar os 2, não é só uma pessoa, né? E você sabe que esses dias eu fiquei feliz, porque assim. É, é até ainda um pouco cultural da gente. Assim, ao casal, não engravida.
Primeiro investiga a mulher. Sim, a mulher não tem nada. Aí depois você vai investigar o homem e esses dias eu estava conversando com o casal e a gente estava falando das causas de infertilidade, de investigações e tudo mais. EE ele falou pra mim, ele falou, eu também preciso fazer exame. Eu falei Pra Ela, eu falei, você não engravida sozinha, uai, como que ela achou que ela ia dormir, que ela ia engravidar, como que eu não vou fazer exame?
Eu achei bem legal porque assim o nosso objetivo é justamente levar essa. Essa consciência, né? Porque a gente quer mulher, já carrega um peso tão grande, né? De idade, reserva ovariana. A gente falou um pouco disso no episódio de preservação da fertilidade, né?
Que aí, poxa, não é justo, né? As causas são divididas, não vão dividir o peso também, né? Quem faz filho sozinho, né, então. É então pra gente saber se é um tratamento válido ou não, é o que você falou. A gente vai ter que avaliar o conjunto, né?
Às vezes a gente induza a ovulação. Se a trompa não está liberada para o encontro, né? Entre o óvulo, espermatozóide, não vai adianta, né? Às vezes a deu tudo certo, a trompa está liberada, mas e os espermatozóides, né? Será que eles têm uma boa movimentação, né?
E aí, lógico, a gente nunca pode dizer nunca, assim não existe exame que a gente vai falar olha, dá ou não dá pra engravidar, mas a gente coloca na balança que todo o tratamento que a gente propõe gera uma expectativa. Geram investimento financeiro maior, nocional, emocional, acima de qualquer coisa, né? Então, por isso que a gente fala inicialmente, procurem como casal investigar para a partir daí, pensar num tratamento. Foi avaliado, viu que tá tudo certo, então é realmente entre aspas, só ovulação, trompa, tá, o quê? Os espermatozóides também aí a gente pode pensar nesse tratamento, que é o que a gente chama normalmente de namoro programado, né mesmo, isso é um tratamento menos invasivo, né?
Que a gente estimula a mulher? Com o mínimo de medicação, não é? Cozinho doutores mais leves, né? Que a gente fala e acompanha com os ultra sons até a ovulação, né? Então, geralmente ela utiliza 5 dias de medicação via oral, faz um ultrassom lá na clínica, a gente vê como que está o crescimento desses folículos.
Às vezes precisa é utilizar mais um pouquinho até desencadear essa ovulação para poder ter o período ideal para estar realizando o namoro, né? É, e aí eu acho que disso que você falou, acho que a gente tira 2 coisas importantes que eu queria frisar. O primeiro é que isso é um tratamento sim, né? Eu percebo que muitas pessoas, elas passam em consulta e às vezes tem aquela expectativa. Assim, a médica vai me dar ali a receita do remédio, eu vou ficar tomando aí 6 meses eu volto aqui, né?
É e não seria nem justo a gente fazer dessa forma, né? Porque é o que a gente estava falando, da expectativa do emocional, né? Então a gente precisa levar como um tratamento, né? Então assim eu tenho que avaliar os outros fatores, eu tenho que usar a medicação corretamente, eu tenho que ter orientação médica. E o segundo ponto importante, né?
Que eu acho que você falou é? A gente precisa acompanhar, né? Porque às vezes a gente pergunta, a pessoa não, eu tomei. Eu tomei 6 meses o comprimido, mas você respondeu à não cheio. Estava tomando lá todo mês, então, lógico assim, se teoricamente você ficou menstruando depois, a tendência é que você realmente tenha ovulado, mas isso é.
É pouca informação diante do que a gente precisa, né? Porque quando a gente induza a ovulação, cada mulher pode responder de um jeito no ovário e no endométrio, né? Sim. Aí tem que ser um conjunto, né? Ou se ela está ovulando, de onde ela está ovulando, né?
De que lado ela está ovulando? Se esse lado está é desobstruído, se tem mais de um de um óvulo, né, pra alvo lar. EEA questão do endométrio, né? Que precisa ser avaliado também. Não adianta ovular e do metro não está no ponto ideal, é isso?
Eu acho que é uma coisa que quando a gente fala, as pessoas ficam, meu Deus, não, ele não está sempre pronto, né? Porque a gente entende assim, que a questão é ovular, né? Se ovulei o resto tá tudo certo, sim é e eu acho que quando a gente fala dessa questão de que tem que entender o endométrio e de que algumas medicações podem impactar no endométrio, né é as pessoas às vezes até se espantam, né? Por isso que quando a gente fala em usar a medicação sem supervisão, fora os riscos, né? Às vezes a gente pode até dificultar a chance de gravidez.
Mais do que ajudar, né? Porque se a mulher não tem um parâmetro dia, mas será que essa dose foi o suficiente para ovular ou não é? Não, não fez um ultrassom, não fez um nada, ela não vai saber, é, é? Ou então é a questão que você falou a será que a trompa daquele lado também estava liberada? Ou será que o endométrio sofreu algum impacto, né?
Só adiantando um pouquinho no assunto, né? Quando a gente fala nessa questão do endométrio. O que que acontece é alguns indutores de ovulação. Para eles, é como se fosse enganarem os nossos hormônios. Eles fazem simular que os nossos níveis de estrogênio estariam baixos, né?
E isso para o endométrio é o estrogênio que engrossa o endométrio. Sim, né? Então, para o endométrio ele pode ter mais dificuldade de crescer, então, às vezes o folículo está lá, lindão, preparado e o endométrio nem tanto, né? Então, é o que você falou do acompanhamento, esses ultrassons eles vão servindo, né, pra gente entender a resposta daquela paciente e a gente ia ajustando a estratégia, né? Se aquela dose não foi suficiente para ovular, a gente pode ver se dá pra aumentar a dose até chegar numa dose que seja, né?
Limite até mudar a medicação, né? Exatamente exatamente. Tem mulheres que não respondem com um comprimido e que, às vezes, precisam partir para a injeção, né? Mas isso a gente só vai saber acompanhando, acompanhando exatamente realizando ultrassom, fazendo acompanhamento de ultrassom, seriado que a gente fala, né? Acompanhando pelo menos usa os primeiros 5 dias.
Depois vem dia sim, dia não, para ver como que está essa resposta, já que ela já vai ter passado um período já de uso de medicação. E até desencadear a ovulação. Falando assim, gente, parece que é muita coisa, mas não é. Não deve dar o que? Uns 23 ultra sons, mais ou menos, dentro de um período de 10 a 12 dias, é a Melina passou por uma estimulação trabalhando.
Esquecer ultrassom, senhora, que me lembrou. Então a gente chegava no final do dia eu ter plena, tranquilo, vou embora, não, filha isso. Vários como estão, tá aqui falando que a gente tem que acompanhar aqui, tem que saber. E ela mesmo lembrou, tinha compasso, mas quando a gente esquece é que dá certo a Maria das pacientes é assim, elas esquecem, duração, engravida, a gente estava falando no episódio que a gente gravou, né? Antes estava conversando com a doutora Heloísa sobre ansiedade, EOO, foco da vida e a gente falou mais ou mais ou menos nesse sentido, né?
De que, às vezes, quando Oo tratamento da infertilidade, ele tá ali do mesmo tamanho de outras áreas da nossa vida, de outras coisas. Aí que o negócio flui, né? Então, é a mesma coisa. Não esqueceu do ultrassom? Pronto, então aí vai dar tudo bem.
Já teve paciente que a gente ficou até às 7 da noite esperando e hoje tem um dos alvos, né, esperando sair da aula. Era de ioga, né? Que lá. Ela esqueceu, é a gente desesperada. Tá vendo, gente?
Acompanhe, não seja igual esses exemplos, brincadeira. É então a gente, né? Vai. É acompanhando, entendendo para que a gente possa. É a partir daí fazer os ajustes que possam ser necessários.
O rum e o que eu acho legal, né? A gente está falando assim, olha, tem que ter um acompanhamento médico por causa disso, por causa daquilo e também porque não são medicações isenta de efeitos colaterais, né? É a gente falou alguns. Então, por exemplo, a questão do impacto no endométrio, a questão às vezes, de se sentir, né? Um pouco mais enxadinha, né?
É, mas a gente pode ter. Às vezes, sinais como se fosse de TPM, né? Me também um pouquinho. Mas nada que depois dos 10 dias passa nada que uma massagem, gente compras não resolva. Não é um desejo, já começa a ter desejo, não é?
Divisa, Marcelo já vai se preparando para isso. Não, mas é costuma ter um pouquinho de desconforto, não é um inchaço, é um desconforto abdominal, mas é nada do que a mulherada já tá acostumada, né? De sentir cólica no dia a dia não é nada exorbitante. É e depois do tratamento, tudo isso passa, né? É isso.
Eu acho que ajuda às vezes até o emocional, né? Olha, realmente está desconfortável, está dando dor de cabeça, está dando dor no seio, mas é aqui, ó, é esse período aqui, né? Depois disso, acaba todo, é aí se Deus quiser, dando tudo certo. Quem são as alegrias? É, e aí que vai inchar mais um pouco, né?
Mas aí a gente não liga mais, né? É então, né? A gente tem efeitos colaterais. É e existem efeitos que, apesar de mais raros, são sérios. Então a gente precisa acompanhar.
Então, por exemplo, existe o risco de hiperestimulação dos ovários, né? O hiper estímulo para quem não sabe, basicamente é quando o ovário responde muito à estimulação, mais do que o nosso objetivo, né? Com isso, esse aumento, né? Do, da produção dos hormônios, intensifica esses sintomas, pode levar a gente a ter acúmulo de líquido ao redor dos ovários, né? E precisa de um acompanhamento médico mais próximo, né, meu?
Ou crescimento mais de 2 folículos, né? Que a gente também não pode correr risco de ter gestação, né? De várias gestações de risco para para os bebês ou pra pra gestante em si, né? Então o acompanhamento é importantíssimo, é isso, é outra coisa que acho que as pessoas não, não tem muita noção porque, por exemplo, quando a gente induz a ovulação, a gente começa como você falou, com a dose mínima possível para tentar a resposta, a ovulação, primeiro pela segurança, né? De efeitos colaterais e segundo, pelo que você falou, porque a gente não quer nem pode fazer com que respondam muito.
Sim, né? É normalmente assim, esse corte é de até 3. Então, se crescem mais do que 3, é um tratamento que a nossa recomendação é cancelar e às vezes parece um contrassenso para as pessoas, né? Poxa, eu já estou tentando esse tempo todo. Agora que eu estou vendo, olha, que lindo, lá tem 45 por cento, não posso tentar aí imagina se todos vingam?
É uma vez eu já falei isso para algumas, passei, falei, a gente vai na Discovery contar a história, né? Mas assim é, é justamente pela segurança que nem você comentou da gravidez, né? Eu sempre falo isso, que o objetivo de um tratamento de reprodução é um bebê bem em casa, né? Às vezes nós não adianta a gente querer fazer tudo pelo positivo e depois ter uma gestação de risco, né? Prematuridade, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, né, é e acabar não chegando no nosso objetivo, bebê no colo, né?
O bebê no colo, né? É então, por isso que a gente acompanha também, a gente tem esse limite ali de crescerem, no máximo 3. E a gente precisa acompanhar pelo risco, né? Também do desenvolvimento dessa síndrome do hiper estímulo. Abrindo um parêntese, aqui é, a gente tá falando, né?
De estimulação para namoro programado com medicas 11 ev oral, né? Mas falando sobre o hiper estímulo um pouquinho, né? É, a gente podia fazer um episódio, acho que eu vou chamar você pra esse episódio, apesar que você não é parâmetro, a gente podia fazer. Em segundo lugar no ranking, perdi meu posto, a gente podia fazer um episódio de Peri estímulo. Então abrindo, né?
Esse, esse parâmetro, o hiper estímulo, ele é mais comum em quem estimula para um tratamento de alta complexidade, né, de fertilização, pensando nas doses que a gente usa, né? No tipo de medicação, né, porque a dose acaba sendo um pouco mais alta, né? Bem mais alta, na verdade, do que a dose de um namoro programado ou de uma inseminação, né? Porque na fertilização a gente quer o máximo de óvulo crescendo, pra gente poder ter o máximo de máximo de folículo crescendo, né? Para ter o máximo de óvulo, né?
Na hora da coleta. Pra gente poder formar o máximo de bronze impossível. No caso da inseminação e do namoro programado, a gente não pode ter o máximo, né? Por pelo risco, né? Que é, seria de uma gestação com vários bs, né?
Ou da dos prematuridade? Assim como a senhora estava falando, então é por isso essa diferença de mi, de quantidade de doses, né? De dosagem? É, mas por que que eu abri um parêntese pedir para você falar isso porque assim, às vezes, quando a gente fala do hiper estímulo, eu sei que assusta, né, meu Deus, eu vou ter esse Monte de sintoma e se acontecer comigo? Mas é uma complicação que a gente tem que ficar atenta, mas que é rara, principalmente se a gente fizer o acompanhamento adequado, conta.
Para as pessoas como foi a sua resposta? Não é só acompanhamento adequado, é. Seguiu-se o médicos falam, né? Que hoje que é o que a gente mais pega nos pacientes, vocês estão seguindo o que os médicos estão falando. Vocês estão tomando água, vocês estão se cuidando?
Não, não, eu falei, hã? Então segue com médico, tá falando porque dá tudo certo. No final eu colhi 43 óvulos, não tive líquido, não tive nada a ver, não teve. Peristilo, não tive Pires, Timo tive desconforto. Não é normal de cólica, mas nada do que eu já estava acostumada no meu dia a dia, tive inchaço, isso é normal, mas tomei bastante água.
Me cuidei. Teve dia que eu esqueci de ir no tra som, doutora que me chamou é, trabalhei normalmente, não tive dificuldade, comi normalmente, não tive problema nenhum, só a última injeção que dá um pouquinho de náusea, mas depois de 2 dias da era coleta já estava tudo certo. É, mas vocês, Hein? O objetivo né? Da de eu te pedir para contar essa experiência é justamente isso.
Assim a gente mostrar que é existe, mas que se a gente fizer um acompanhamento, sim, seguir as orientações, né? A gente vai diminuir esses riscos, com certeza é e por isso que é importante a gente ter essa informação de que isso pode acontecer. Não é tão comum, mas às vezes a gente atende pacientes que tomaram por conta, né, foram aumentando dose por conta e que acabaram dando essas complicações sozinha, sem orientação, né? Tem o risco de realmente, né? Ter uma complicação maior acaba sendo também aumentado, né?
Porque é, se a pessoa não sabia que tinha esse risco, nem todo profissional da área da saúde às vezes tá habituado a lidar e entender o que é o hiper estímulo, né? É, torna toda a condução mais delicada, né? Sim, nas pós consulta, né? Doutora? Também pode reforçar bastante paciente, chega falando à tomei tantos meses de tal medicação, tomei tantos meses de tal medicação, mas você fez acompanhamento, não pediu pra tomar e tentando engravidar, falei, mas gente, como assim você não fez ultrassom, não sabe sua resposta?
Sabe como foi, não sabe se você ovulou, se não ovulou, o que que dá certo? Ops organismo, organismo respondeu de uma maneira, com um determinado medicação. Tem pacientes que não responde como eu respondi, precisa ser alterada essa dose e assim por diante, né? E quantas pacientes? Sim, não é o mais comum, mas eu consigo lembrar assim de cabeça, já de algumas que às vezes a gente vai tentar um comprimido, não responde, aumenta a dose, não responde até às vezes chega a injeção, né?
É pra conseguir uma resposta, então a gente vai. É Tatiana. Exatamente nessa palavra, mesmo que eu estava assim, tateando, né? É pra gente chegar naquilo que seja melhor para cada um, né? E aí a gente falou um pouquinho, né?
Então, normalmente, para quem a gente faz esse tratamento para as mulheres, anovulatórias que tenham todos os outros fatores normais que que a gente leva em consideração tempo de tentativas, idade, reserva, ovariana, pra gente poder olhar. É o caso como um todo e pensar nas chances de sucesso, né? Tem esse era o ponto que eu queria chegar. As chances de sucesso, né? Porque a gente está aqui falando.
Eu tomei 3 meses, tomei 6 meses. Aí as pessoas podem estar ouvindo, falando meu Deus, mas tudo isso, né? De tempo de tratamento é quando a gente fala em um tratamento de baixa complexidade, né? O que que significa ser um tratamento de baixa complexidade? A gente fazer o óvulo, encontrar com o espermatozóide dentro do corpo da mulher, né, semelhante ao que acontece menos manipulação possível de um laboratório exato é exatamente né, semelhante ao que acontece.
Numa gestação natural, né? Numa gestação espontânea. Agora, toda vez que eu falo natural e eu lembro de um episódio do podcast que eu gravei e era um relato, e aí o pai falou assim, eu não gosto de falar a gestação natural, porque toda a gestação é natural, coloca o embrião ali. Ele vai implantar do mesmo jeito. Então eu falo gestação espontânea e toda vez eu lembro dele.
É então a gente vai tentar, né? O mais próximo da gestação, espontânea, né? É, e como toda. Tentativa de gestação a gente tem limitações de chances para engravidar, né? Inclusive, quem não tem nenhum diagnóstico de infertilidade, né?
Sim, uma coisa que eu eu costumo falar bastante assim a gente ser humano, a gente não vê a todo o período fértil, a pessoa engravidando, diferente do que a gente vê em, né em outras espécies. Por quê? Porque é uma limitação nossa, né? E é uma limitação. Nós aqui vai estar num namoro programado, numa inseminação, uma fertilização in vitro, né?
Lógico que quanto mais variáveis a gente vai conseguindo. É prevê ali controlar, na medida do possível, né? A gente vai tentando otimizar o sucesso, né? Mas muito, não depende de nós. E num tratamento de baixa complexidade e mais variáveis, ainda tem mais variáveis ainda que a gente não consegue prever, né?
Você citou várias assim, então será que a trompa tava lá trabalhando do lado que tinha que trabalhar, né? Será que o espermatozóide chegou lá onde deveria chegar, né? Então a gente tem que colocar tudo isso na balança quando a gente fala nas chances, né mesmo? É hoje a gente fala assim, a sobre as taxas de sucesso, não é? Seria o namoro?
Depois, seria a inseminação, e aí depois a fertilização. Então, se você não quer esperar muito tempo para tentar engravidar, né? E já que é um tratamento ou falar assim, mais efetivo, com menos tempo, aí tem que partir para a fertilização, né? No que é a taxa de sucesso hoje acaba sendo maior, né? É, e aí é por isso que a Questão de Tempo, de tentativas de reserva ovariana a gente leva em consideração na escolha do tratar.
Mento, né? Porque quando a gente fala de partir para uma linha de baixa complexidade, né? É, é realmente assim como se a gente fosse subir uma Escada. Eu sei falar bastante isso, né? Então primeiro vai ali, induzir ovulação e inseminação, fertilização in vitro ali como último degrau da Escada, né?
Então quando a gente fala numa linha de baixa complexidade, pelo fato da gente depender, né? Desses fatores, né, de como vai estar a trompa na no momento dos espermatozóides, no momento que eles tiverem relação, são tratamentos que tenham uma certa limitação das chances de sucesso. Maiores do que os outros, né? É então, por que que a gente tava falando 3 meses, 6 meses, né? Porque geralmente é um caminho onde a gente pensa mais a médio prazo, né?
Se a gente viu que todas as condições são favoráveis e a gente vai pensar em induzir a ovulação para um namoro programado, a gente vai tender algo em torno de 3 a 6 meses de tentativas, né? E aí, uma coisa que eu costumo falar bastante é hoje é fácil, a gente está numa consulta racionalmente falando, não, a gente vai ficar 6 meses tentando. E aí depois, se não der certo, aí a gente vê de mudar de estratégia. Outra coisa é na prática, né? Tomar 5 dias, fazer ultrassom, não dá certo aí no outro mês tudo de novo, 6 meses exatamente.
Então pra gente programar o tratamento, a gente tem que ter essa clareza das chances de sucesso para que a gente possa trazer para nossa realidade e falar, será que eu estou preparado pra isso, né? Porque assim, a decisão pelo tratamento, lógico que a gente tem indicação clínica, então, por exemplo, se a gente não tem as trompas, não daria pra gente propor esse tratamento? Agora, se é um tratamento que pode ser clinicamente possível pra você, entra na decisão compartilhada, né? De? É até que ponto o que é mais viável para cada um, né?
É a Questão de Tempo, questão de de financeiro, questão de trabalho, né? Você tem que sair às vezes ou de outras cidades, né? Não é aqui de Ribeirão, é de outro estado, você tem que sair ou se deslocar para cá ou se deslocar para algum, é alguma clínica para poder realizar esse ultrassom para poder mandar para a gente. Para a equipe médica analisar, então tem todo um deslocamento, sendo que às vezes, no mesmo período você estaria fazendo ou uma inseminação ou uma fertilização roeu. É o que o casal precisa realmente analisar junto com a equipe médica para poder ver todas essas questões, né?
O que que seria mais viável para o casal dentro daquele período rum? E aí é em linhas gerais, né? Lógico que essas porcentagens é vão variar de acordo com cada caso, mas numa média ali falando para casais até os 35 anos. Quando a gente faça um tratamento de namoro programado em cada ciclo, a gente vai ter por volta de 15 a 20% de chance de gestação, né? É, e essas porcentagens, como eu comentei, podem variar, dependendo de n, né?
Fatores, tempo de tentativas, reserva ovariana e essas chances vão aumentando com o passar do tempo, né? Ali, das tentativas do tratamento, né? Então, é importante a gente ter essa essa clareza quando for conversar com a equipe, né, que vai fazer o tratamento justamente para entrar com a expectativa. E ajustada, né? Porque é, eu sempre falo assim, a gente precisa ter ali entender a porcentagem.
Lógico que quando a gente entra no tratamento, a gente quer ser 100%, né? Ninguém ninguém entra para perder, ninguém entra para não querer dar certo de primeira é, mas na hora que a gente entra um pouco mais consciente né do que a gente pode passar, talvez os baques que a gente possa levar, dou um pouco menos, vai doer porque ninguém quer passar por eles de toda forma, né? Mas talvez a gente esteja um pouco mais preparado, né Oo? É, fica mais no chão, nessa, no entra, não sabendo o que está acontecendo, né? Por isso que a gente procura, às vezes é passar toda a clareza, né?
Ser bem transparente pro para os casais, né? Para os pacientes do que pode acontecer, de como vai ser, dos efeitos que vão ter, das taxas que que quis é que tem, né? Que eles estão concorrendo para isso, para eles estarem cientes do que eles vão passar, né? A gente pede para ler o termo que o termo ele explica muito bem sobre isso, né? Todas as as etapas, todos os processos.
Mas que eles vão passar por casal entrar nessa já tendo uma ideia e a expectativa, né? Porque a gente lida com o sonho, é sem você saber se acabou falando mais ou menos o que a doutora Heloísa falou também no podcast que a gente estava gravando sobre informação, né? Então, assim, o quanto é AO casal o paciente ser informado das etapas do que esperar em cada etapa das chances, o quanto isso ajuda o emocional, a ansiedade? Controlar a frustração justamente por isso, porque é um sonho, né? Então é, é natural que a gente vá depositar muita expectativa, né?
Naquilo. Então, se a gente puder buscar formas, né? De de se blindar um pouco, né? Dessa, desse possível sofrimento vai ser sempre melhor, né? Aí quanto mais informação é melhor, né?
Para o casal, isso tira um pouco da ansiedade, tira um pouco desse estresse, né? Já vão a já vai estar bombardeada de hormônio, é? Então isso já vai estar mexendo, né? E fora o desejo, né? Que que tá rolando ali no casal, né?
Com certeza. Bom, acho que no episódio de hoje serviu pra todo mundo ver que não dá para tomar indutor de ovulação porque ouviu que alguém estava tomando e resolveu tomar também, né? Não? Então, vocês já encaminhei esse episódio para aquela pessoa que estava pensando em fazer isso ou vocês já sabem que já fez gente é perigoso, é perigoso, pode ser que não ajude, pode atrapalhar, pode trazer esses efeitos colaterais, vamos fazer certinho, é isso aí, procure uma ajuda médica. Orientação médica e se vocês tiverem dúvidas sobre esse assunto, se vocês ainda não ouviram a história da Melina no relato de onde ela conta da estimulação dela, né?
Pro tratamento está no episódio que se eu não me engano, o título é preservação da fertilidade. Clica no link, tem a fotinho dela também é surgiram para nós, então, dúvidas, temas vai ser sempre um prazer a gente poder trazer mais informação como essa para vocês. E-mail, queria te agradecer. Te agradeço, convite, poder conversar um pouquinho, levar mais informação aí precisando. Obrigado, obrigada, gente, tchau, tchau, tchau tchau.
Obrigada por assistir ao papo de tentante. Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico.
Especialista, te vejo no próximo episódio até lá.
