EP. 55 – Diagnóstico da gravidez

No episódio de hoje, a Dra. Camilla Vidal recebe a Beatriz Ortega, responsável pelo Marketing do CEFERP para falar tudo o que envolve o diagnóstico da gravidez: qual a melhor hora para fazer o teste, os tipos de testes que existem no mercado e suas diferenças. Assista o episódio completo!

Quer mais? Assista o episódio diretamente no Youtube no canal do CEFERP!

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a Dra. Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERPcentro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente.

E assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERPvamos ao episódio de hoje. Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante hoje. A gente vai falar de um assunto que eu acho que acho não, né? Assim todo mundo está tentando engravidar, conhece, né? Que é o famoso teste de gravidez.

É isso aí. E aí tem uma médica que inclusive eu acompanho, né? Que eu acho? Ela faz um como se fosse um quadro, né? Que eu acho muito interessante que ela coloca assim, se você tivesse no meu consultório, o que você gostaria de me perguntar?

Então a gente vai fazer mais ou menos desse jeito, então para isso eu trouxe você, Bia, nossa convidada especial fica à vontade para se apresentar para quem não te conhece? Ainda oi, gente, tudo bem? Eu sou a Bia, responsável pelo marketing da clínica atualmente, e eu estava no último episódio falando sobre ciclo menstrual que foi maravilhoso, né? Verdade? E aí, pode falar.

Bem, não eu falar que se você não assistiu ainda corre lá porque tava 18 super completo, tá? E a gente vai fazer o mesmo? Estilo exatamente vai acabar sendo quase que uma continuação, né? Porque a pessoa já entendeu como funciona a menstruação e agora vai entender quando é que então ela atrasou pra gente começar a pensar no diagnóstico da gravidez, né? Exatamente.

Bom e assim, quem está nesse mundo de tentar engravidar? Com certeza já conhece um Monte de marca, né? De teste de gravidez, teve uma paciente que até falou assim, eu moro numa cidade pequena, eu vou no laboratório. Todas, menina do laboratório pergunta se já conseguiu engravidar, porque você vai lá colher o beta? A pessoa está lá.

Então assim é um é um assunto que gera muitas dúvidas, muitos medos. Então a gente vai entrar um pouquinho mais nesses detalhes, né Bia? Acho muito interessante, inclusive a gente trazer abordar esse tema aqui, porque é uma das dúvidas é um dos assuntos que mais gera ansiedade na nas tentantes, né? Eu que confiro todos os comentários e acompanho, né? As tentantes conversando nos nossos grupos, enfim.

E elas falam muito uma coisa, só um momento da transferência e o momento de saber. Se deu positivo. É 2 momentos muito, muito pesados assim, né, né? Tem uma carga muito pesada. É, né, porque é aquele desejo.

Eu quero muito isso, meu Deus, será que deu certo? Será que não deu? Então esse episódio é muito especial, acho que para todas, porque vai tratar justamente disso, de entender um pouquinho essa ansiedade, como que a gente lida com isso e consegue, né? De uma forma mais tranquila, entender quais são os sinais é que a gente pode entender, tô né? Tô no caminho certo ali, vou fazer um teste, vou conseguir o positivo.

E acalmou um pouco o coração. Exatamente, falou tudo porque eu falo muito isso também para as pacientes. Assim, porque a partir enquanto você está ali, estímulo ovário faz a coleta, faz você se sente meio no controle, né? É então assim, não. Eu estou aplicando a injeção, eu estou usando o remédio, eu estou fazendo ultrassom, eu sei como tá dia sim, dia não, eu tenho notícia de como está agora, a partir do momento que o embrião Zinho chegou naquele silêncio, né ensurdecedor que você não tem notícia de como está?

E aí a gente conseguia entender, né? O quanto dá pra confiar no beta h CG o que que significa um teste de farmácia? Teste de sangue ajuda a pelo menos ter um pouco mais de de noção desse caminho para igual. Você falou, acalma o coração, né? Com certeza.

Bom e acho que assim, inicialmente seria interessante a gente falar de como que a gente faz o diagnóstico de uma gravidez, porque o nosso objetivo hoje é falar tanto logicamente, né, de uma gravidez pós tratamento, mas até gestação espontânea, né? Porque não é porque a gente está programando um tratamento que a gente perde as esperanças, né? Todo mês de tentativas daquele um pouquinho de sintoma diferente, ai meu Deus, será que é, será que não é? Então é importante a gente saber. Como é que a gente faz esse diagnóstico?

E aí, assim, falando do ponto de vista, como clínico, né? Como todo, como todo o diagnóstico, a gente começa pelo histórico, né? Então, se a paciente tem atraso menstrual, se teve realmente em relação, principalmente próximo do período fértil desprotegida, tem alguns sintomas que vão chamar atenção. Então, às vezes a paciente pode perceber um pouco de desconforto na região pélvica, às vezes um pouquinho de sensibilidade no seio, tem paciente que tem aquele sangramento, tinha ali que é a tal da nidação, né? Mas assim, vocês vêem que são os sintomas muito inespecíficos, né?

A gente fala assim, a Bia, você notou algum sangramento irregular? AE você notou que puxa? Teve um dia que você tava mais chorosa, muitas vezes você não vai conseguir ficar atenta exatamente isso e correlacionar com o seu ciclo menstrual, né? Então é mais difícil a gente chegar nesse diagnóstico só pela parte de história clínica, né? E aí a gente tem 2 caminhos principais de teste, então a gente tem o teste quantitativo e a gente tem um teste qualitativo, né?

Então o qualitativo é basicamente assim, a gente quer saber se existe um amônio da gravidez. Assim ou não? E o quantitativo, ele já vai ter uma noção um pouco maior, de realmente a quantidade, né? Então, qual é o número que vai dar esse teste? É isso?

É uma coisa que você já tinha conhecimento antes de entrar nesse universo da reprodução. Não, a única coisa que eu conheci era o teste de pauzinho, eu vou na farmácia, compro e aí uma coisa que a gente fica muito em dúvida também é o quantitativo, quem vai tentar de forma espontânea precisa fazer ele também. Então, na verdade, assim, o que a gente costuma falar até para quem faz o tratamento que, por exemplo, quando a gente faz a transferência. Normalmente a gente recomenda acolher o quantitativo mesmo em vez do qualitativo ou junto do qualitativo, mas porque porque ele ajuda a gente a ter um pouco mais de noção do valor do do hormônio da gravidez, né? Porque assim, se a gente tem um positivo, mas num valor muito baixinho, acende ali um sinal de alerta para a gente pensar, puxa, será que esse desenvolvimento está sendo adequado?

Será que não vale a pena a gente repetir esse exame? Dali 23 dias e acompanhar a evolução? E é coisa que só o qualitativo ele não. Não dá muito essa noção, né? Então, por exemplo, o teste de farmácia, né?

O teste de farmácia, ele é só qualitativo, porque na verdade ele vai mostrar ali se tem os risquinhos, né? Os 2 risquinhos ou se não tem, se tem um risquinho só, até tem os testes mais recentes que tentam, assim, estimar de uma forma quantitativa. Não sei se conhece aqueles testes que aparece grávida, 12 semanas grávida, 2 a 3 semanas, sim. Então assim, é um raciocínio de certa forma quantitativa, porque eles vão tentar ali fazer uma escala de acordo com a concentração do hormônio da gravidez que eles conseguiram perceber. Tentar estimar ali a idade da gravidez?

Sim, mas é o mais preciso mesmo para a gente ter o quantitativa sempre pelo exame de sangue, né? Inclusive uma curiosidade que eu já vou perguntar pra você, vamos ver se você sabe também. Vamos ver esses testes de farmácia, você sabe por que que eles aparecem? 2 risquinhos? Não.

Na verdade, assim, todo o teste não é que a gente vai fazer. Inclusive acho que muita gente agora ficou expert nisso, porque muita gente teve que fazer o tal do teste do covide, né? E aí apareceu o auto teste. Aí a gente tinha que ficar lá. Parecia experimento de laboratório, né?

E olha que eu sou médico, mas eu lá fazendo meu e cê põe o negócio do nariz e pinga que chacoalha sim, e aí quando a gente foi fazer esse teste, muita gente às vezes acho que já se acostumou que via ali os 2 risquinhos e via que aquilo era quando tava positivo. Né? Sim, mas. Quando a gente faz um teste desses, o que acontece a gente sempre precisa. De uma primeira marquinha para mostrar que o teste funciona.

Então, essa primeira marquinha? Esse primeiro risco é a marquinha do controle. Ou seja, realmente esse teste aqui tá conseguindo? Sim, detectar o que você está procurando aqui. E aí a segunda marquinha é realmente a marquinha do exame propriamente dito.

Ruim, então por isso que se aparece uma faixinha positiva e não aparece nada na outra, ela mostra, olha realmente, o teste estava funcionando porque ele fez o risquinho onde ele deveria fazer, mas infelizmente o seu exame não positivou. Oh, CG, e aí quando aparece as 2 risquinhas significa o teste estava funcionando e no seu exame foi detectado ali o hormônio da gravidez. Então por isso que tem os 2 risquinhos? E aí por isso que, por exemplo, tem agora. Agora não.

Já tem um tempo, né? Aquele teste da vamos falar a marca porque é só, é o único que marca desse jeito, que é o teste da clear blue, né? Que faz Oo risquinho ali com o positivo, né? Porque eles usam a linha do controle em um em um, como se fosse um ângulo, né? No perpendicular, se eu não me engano, eu não lembro agora.

E aí a linha do teste mesmo vai vir ali 90° daquilo, esse aí ele vai virar um positivo, mas que foi só para facilitar a visualização, né? Mas por isso que a gente tem nesses testes é qualitativos, esses 2 risquinhos. Ali, nossa interessante, legal. Né? Legal.

E assim, outra coisa que eu acho que nem todo mundo sabe, também é. A gente fala aí, tem que fazer um beta, tem que fazer um beta, tem que fazer um beta, mas que que é o beta, você sabe. Então, mas voltando antes da gente entrar. Na festa? Existe algum teste de farmácia?

É, vou falar a marca de novo, mas o clear blue ou aqueles de risquinho algum entre eles, né? Existe algumas efetivo mais eficaz. É assim, na verdade, todos eles vão partir do mesmo princípio, né? Da mesma técnica de detecção do exame. E aí, eles vão ter sensibilidades diferentes, né?

Porque o que acontece quando a gente está grávida? A gente está produzindo lá esse beta h CG se a gente colher um sangue, a gente vai ver se tem ele circulando no sangue. Se a gente fizer xixi no palitinho, a gente quer saber se a gente está excretando esse hormônio ali no xixi e aí cada fitinha dessa, cada teste, vai ter uma sensibilidade para ele marcar positivo. Então, a acima de 5, acima de 10, acima de 20. Então, por exemplo, se há um teste que requer uma quantidade maior do do beta h CG presente, ele vai ter mais dificuldade de marcar positivo.

Então assim a ele só vai marcar positivo se vier acima de 10 essa concentração. Então se as vezes a mulher faz muito cedo e não deu nem tempo de estar acima de 10, ele vai dar negativo, mas não significa. Tava que era realmente negativo, sim, então não é bem que um teste seja necessariamente melhor que o outro, mas a gente pode ter testes com sensibilidades diferentes, tanto é que, assim falando em marca de novo, vamos abrir um Patrocínio a gente. Aqui, né, por favor. É na própria, no próprio cler blue.

Eles têm várias linhas de testes, né? E aí, tem um teste que acho que chama, se eu não me engano, saiba antes. 7 dias a isso é. Ó o spoiler. Conte-me mais sobre.

Isso. É, então então esse teste saiba antes por que que ele tem esse é esse slogan, né? Vamos dizer assim, porque ele tem uma sensibilidade menor do que os outros, ou seja, ele dele precisa de uma concentração de hormônio da gravidez menor para marcar o positivo do que os outros testes. Então, mesmo que você faça antes do tempo, teoricamente ele conseguiria achar ali o hormônio da gravidez e acabar aparecendo positivo, né? Mas por mais que assim da parte de é metodologia, a gente saiba, né, que?

É por isso que ele é chamado dessa forma, que dá pra gente detectar antes, quanto mais cedo a gente faz o teste, maior o risco da gente ter o tal do falso negativo, né? E aí, agora conta a sua parte pra gente falar dos falso negativo, falso positivo, eu vou. Contar? Então é a DOC, sabe muito bem, né? O que aconteceu?

Porque eu fui surtado. Mas acontece que eu fiquei, né? É 12 meses atrás eu achei que eu estava grávida. Eu coloquei na minha cabeça, eu estou grávida. E aí eu assim eu surtei porque eu estava sentindo vários sintomas diferentes.

Isso eu acho que é muita questão também da ansiedade. Incerteza, com certeza. Eu senti todos os sintomas. Assim, o seio começa a ficar sensível. Eu comecei a ficar irritada e eu não estava num período assim de de TPM, pra eu sentir esses sintomas.

Então eu falei, gente, eu estou grávida, eu. Certeza que que eu fiz nessa ansiedade? Eu fui lá e comprei 6 testes. Você vai comprando de marcas diferentes. Estou falando bom, vamos ver se tem um melhor que o outro.

Eu vou testar. Todos compra e o de 5 BRL. Comprei o de 15, o de 60, que é o de. E ao? Saiba antes.

Fiz todos e assim, por mais que dava negativo, mas eu ficava olhando, fala, tô vendo uma linha aqui, eu tenho certeza eu. Eu me identifiquei muito, sabe? As tentantes, quando elas passam por isso? Você chegou a procurar no Google sobre isso? Estou perguntando, porque assim existe a tal da linha de evaporação?

Não sei se você chegou a ler sobre isso, não é porque assim o teste, principalmente esse lógico, de farmácia, né? Cada um tem 111 técnica certinha, você tem que fazer, então você sempre vai ter que seguir ou dar embalagem, então. Tem alguns que vão precisar ficar um tempo menor para ter a leitura um tempo maior. Tem alguns que você tem que mirar e fazer o xixi ali direto no negocinho é onde você vai colocar num frasquinho, né? É, e você tem que respeitar aquele tempo, porque assim, muitas vezes, muitas vezes não.

Mas em algumas vezes, se você deixar o teste lá, então se nós não estou com coragem de olhar isso agora, vou sair de casa e vou trabalhar, vou voltar e vou olhar no final do dia. Às vezes, pode aparecer como se fosse um sombria Dinho ali, na segunda marquinha, que é OA chamada linha de evaporação que eles falam, né? E, na verdade, gera um falso positivo, porque a gente não fez o teste da forma correta e ele não detectou realmente o seu hormônio da gravidez. Então que bom que você nem leu sobre isso, não IA ser uma coisa mais que você IA ficar na cabeça. Eu IA surtar e uma das coisas que eu fiquei muito honrada também, porque eu falava sempre no primeiro xixi da manhã.

Isso é real, DOC. Assim é mais uma vez, depende do do teste. Tem um teste que vai pedir para ser o primeiro xixi e tem outros que não. Mas assim, qual é a lógica da gente? Fazendo o primeiro xixi da manhã?

Teoricamente ele está mais concentrado. Você ficou dormindo, você não ficou bebendo água, você ficou ali só juntando o seu xixi, então você concentrou mais a dosagem do potencialmente, né? Beta h CG que tá ali então, em tese, a detecção seria mais fácil, mas não é obrigatório que a gente faça sempre no primeiro xixi da manhã, às vezes tem alguns testes que vão falar não, então fica um certo tempo ali sem fazer xixi até você conseguir fazer, né? Então tem, tem que seguir a recomendação de cada um mesmo, mas. Mas alguns acabam pedindo e assim pode ser realmente um pouco mais confiável.

Só por essa questão ali de da concentração, né do hormônio. Mas aí você ficou cada dia de manhã fazendo. Um. Não, eu não fiz de manhã. Porque eu penso, há, então está dando negativo, porque eu não fiz de manhã.

Exatamente. Eu falei, eu fiz alguma coisa errada? Aí eu li aquela bula desse tal eu li, eu falei, gente, não é possível, eu tenho certeza que eu tô grávida, eu fiz no primeiro, no segundo, no terceiro dia não estava atrasado, né? Aí eu falei. DOC, e me ajuda me salva.

Porque eu estava muito ansiosa. É um momento de muita, muita. Ansiedade, né? É, e aí, assim é aquele momento que você quer resposta e é muito do que você falou. Assim, a gente acaba ficando sugestionada, né?

Porque aí a gente começa a ter esses sintomas que se juntam com misto de ansiedade. Aí reforça. Para nós a hipótese de. Gravidez mesmo, né? É falando por mim, mas não dessa parte de suspeita de gravidez.

Para quem acompanha o podcast, vocês também já sabem, eu tive, né? Recentemente, um cisto grande no ovário, precisei tirar o ovário desse lado e assim é para esse cisto crescer, demandou um tempo até eu chegar no diagnóstico e eu nunca percebi nada desde o dia que eu fiz ultrassom e eu soube que o cisto estava lá e que ele estava grande. Eu sentia dor aí pra mudar de posição, incomodava e aí se anda, se muito rápido incomodava, então assim. É muita questão do quanto nosso psicológico, nosso emocional comanda, porque assim pra mim era uma dor física. Chegava a colocar a mão falando, nossa, está incomodando muito.

Mas assim, em questão de uma semana atrás, o mesmo se estava lá do mesmo jeito, eu não estava sentindo nada. Então quando a gente está nessa expectativa, né? De querer resposta, imagina num tratamento que a mulher ainda está usando hormônio que traz esses mesmos sintomas, então às vezes o próprio hormônio da enjou deixa o peito, né? Todo dolorido muda humor, a gente fica. Retendo líquido, então a gente já junta, poxa, estou sentindo isso.

A menstruação não veio, mas ela não vem porque a gente está usando o hormônio sim. Então a angústia é maior ainda, né? De confiar no teste, né? E aí você começou a buscar essas essa questão? Eu estou pensando nesse sintoma, naquele, naquele outro eu estou fazendo o teste, não estou fazendo do jeito certo.

Né? Aí eu sempre bom. Eu trabalho com conteúdo, né? Eu leio tudo. Só que naquela semana específica ou reli o blog inteiro.

Fica. É dica? E o blog inteiro que eu falei, eu preciso saber tudo o que está acontecendo no meu corpo e aí foi depois que eu tiver conversa com a dó que eu fui me acalmando, né? Que eu fui entendendo. Calma.

Não é a hora de fazer o teste ainda, né? Então é dó, que é exatamente o que você falou. É AA gestão da emoção, é muito importante. É? Porque pode levar a gente a ter é, sei lá, uma Alegria muito grande, mas não tem o positivo ou uma angústia, né?

E você está grávida? Exatamente exatamente. E aí assim é é, a gente sabe que buscar respostas, né? É uma tendência nossa. Olha, a gente está ansiosa com alguma coisa.

A gente quer aquela resposta mais breve possível. Só que às vezes, o que a gente faz até buscar essa resposta traz mais ansiedade do que se a gente se contentasse de falar assim, olha, tudo bem, eu não vou conseguir ter essa resposta agora. Dali alguns dias eu vou pensar nisso porque, por exemplo, pensa, você comprou, gastou um dinheirão nesse tanto de teste. Ficou lá fazendo xixi nesse palitinho quantas vezes não teve a resposta que você queria mesmo teste, mostrando negativos e falar pode estar errado, não, isso aí tá, então assim não adiantou muito teste naquele momento. E acaba alimentando a ansiedade, não é totalmente e assim, uma coisa que eu vejo também, principalmente de quem passa pelo tratamento.

Eu acho que isso é muito particular, tem gente que vai se sentir mais tranquila, por mais que aumente a ansiedade, mas pelo menos tá vendo ali o que está atendendo a acontecer. Mas muitas vezes, quando a gente faz antes a gente ou passa pelo que você passou, então assim dá negativo, mas às vezes a pessoa não é o dia certo. Vou fazer amanhã de novo, vou fazer depois vou fazer depois, ou o inverso, que eu penso que é ainda mais dolorido, que é assim a gente vê o positivo. E aí? Conforme a gente repete, esse positivo desaparece, que é aquilo que a gente chama de gestação química, né?

Ou seja, o embrião. Zinho começou ali a interação. Ele começou a produzir o hormônio da gravidez a ponto desse hormônio ser detectado. Só que essa interação parou num momento ainda muito inicial. Aí o nível do hormônio caiu e parou de ser detectado no sangue.

Então, às vezes isso é uma coisa assim, se eu não me engano, a gente até já fez episódio de gestação química, né? Então volta lá, cê não entende muito sobre esse assunto para entender, mas assim, basicamente, isso é uma coisa que acontece com. Todo mundo quando a gente está tentando espontânea, quando a gente está passando por um tratamento, só que espontaneamente, tirando quem é, como a Bia. A gente não está fazendo todo mês, todo mês, todo mês os testes, né? E no tratamento a gente testa muito mais, então a gente vê muito mais e às vezes a gente se exponha essa sensação, essa frustração, né?

Porque você, poxa, pegar o positivo, mesmo que fraquinho, já dá aquela sensação de um certo Alívio de falar, você está positivando e aí passa alguns dias você repetir e não aparecer mais. É muito mais difícil, né? Então assim, cada um reage de um jeito, a gente não sabe como a gente reagiria igual você, comentou. Agora, né, que você passou por isso e a mesmo. Trabalhando já na área a bastante tempo.

Agora você falou, não consegui me identificar com ostentando que eu sentia a mesma coisa, então a gente só vai saber como a gente reagiria passando realmente por aquilo. Mas se a gente tem um olhar, é externo. Assim, um olhar racional. A tendência seria a gente tentar não fazer o teste antes, se possível, pra gente tentar se poupar, né? Ou do falso negativo ou de às vezes, um diagnóstico de gestação química, né?

Com certeza e agora vou responder. Então o que que é o tal do beta h CG, né? Sim, bom, Oh CG. Que é a sigla para gonadotrofina coriônica humana, então é um hormônio que é produzido ali pela interação do embrião. Zinho, com endométrio e o beta vem justamente do fato de que a gente está procurando a subunidade beta, porque essa é uma molécula que tem a subunidade beta e alfa.

Só que se a gente procurar a subunidade alfa, ela é muito parecida com outros hormônios. Então o risco desse teste errar dosando outros hormônios em vez de dosar o hormônio da gravidez acabaria sendo maior. Então ele chama beta hcg, porque a gente procura. Dessa subunidade que é específica para esse hormônio, né? Relacionado ali, a gestação é, e aí?

Esse hormônio então é produzido? O objetivo da produção dele é ficar mantendo ali o corpo lúteo agora vai lá para fora. O ciclo menstrual que entra no outro, que a gente falou. Então, se você não ouviu, volta para ouvir. É então ele vai ficar ali mantendo o corpo lúteo, que é a estrutura do ovário que está produzindo os hormônios para a manutenção da gestação, né?

Até que realmente a placenta possa ali está bem estabelecida para manter depois a evolução da gestação. Então, como AA evolução da gravidez, ela é teoricamente constante, a evolução dos níveis do beta h CG também tende a ser constante até o momento que ela atinge um pico, né? É, ao longo das semanas da gravidez. É então falando dessa questão de que há, por que que ele dosa a subunidade beta a gente consegue entender. É, por exemplo, essa questão de que a gente está tentando buscar seu mais específico possível para avaliação da gravidez.

Por que? Porque a gente quer tentar o máximo possível, evitar resultados falso positivos. Né? Justamente pela frustração que a gente sabe que isso pode trazer, né? E aí tem várias causas, né?

Que a gente várias não, né? Mas tem algumas causas para falso positivo e uma delas é a dúvida que você tinha comentado que você tinha, né? Sim, que é uma dúvida, assim é que eu acho importante a gente pontuar aqui. Existe algum medicamento, alguma substância que a gente tome que possa alterar? O resultado do beta?

Existe, então, assim, a gente costuma orientar isso também, principalmente para quem faz transferência de embrião. Zinho, afresco logo depois da coleta de óvulos. Porque é quando a gente faz aquela medicação final que amadurecer os óvulos para o momento da coleta, para depois transferir a fresco aquela medicação nada mais é do que uma molécula para fazer o efeito do h CG também. Então essa molécula ela também vai aparecer nos testes de gravidez. Então eu costumo falar sempre isso para as pacientes, olha, espera um pouquinho para fazer o teste, porque se a gente fizer um teste agora, provavelmente ele vai dar positivo pela medicação que você tomou, e não porque realmente está na gestação que a gente nem transferiu ainda o embrião Zinho.

Então essa é na reprodução humana é uma das principais causas, né? Da gente ter um teste de gravidez falso positivo. Existem casos mais particulares, então, por exemplo, no período da menopausa, onde a mulher tem os níveis hormonais muito maiores do fsh e do LHA gente, pode, em algumas situações, acabar tendo um resultado falso positivo no teste de gravidez, mas aí são casos bem mais de exceção. Falando de medicação, a mais comum é aquela medicação que é usada para desencadear a ovulação e aquela de injeção, né? E não as de comprimidos.

Que eu tenho mais uma dúvida, vamos. Lá? Menstruar é uma confirmação de não gravidez? Olha, eu acho muito legal essa sua pergunta, porque eu acho assim é. As pessoas acham que qualquer sangue que sai pela vagina é menstruação.

Né? E não é bem assim, né? Assim, a menstruação em si é o fato de que o endométrio não recebeu o embrião. Zinho, a gestação não aconteceu, não evoluiu e ele está descamando e esse tecido, né? Saindo ali, a gente percebe o sangue na vagina, por que que eu estou falando isso?

Porque às vezes é muito comum a gente ouvir o oposto. Sabe aqueles programas? Eu não sabia que estava grávida? E aí a pessoa fala, mas eu não sabia mesmo porque eu fiquei menstruando até não sei quantos meses, não. Assim não é menstruação, porque a menstruação é quando o endométrio descamou e se tinha um bebê lá dentro, crescendo.

Não tinha como endométrio descamar, o que provavelmente aconteceu. Então você teve sangramentos durante a gestação, né? Então, há um sangramento ali. No período da implantação, ou às vezes algum descolamento no saquinho gestacional e nem sempre a gente está ali atento, né? Principalmente quando a gente não é tentante.

A gente não está acompanhando ali no aplicativo certinho. Muitas vezes a gente não vai lembrar de cabeça quando foi a última menstruação, então, às vezes a percepção de um sanguinho ali Na Na roupa íntima à, tudo bem, menstruei esse mês aí vai lá, vai passar 2 meses à sangrei, um pouquinho à menstruei esse mês, então o mais provável é que a pessoa tenha essa percepção como se fosse menstruação realmente, né? Então, assim como não é possível essa questão de a menstruar estando grávida, a gente não consegue dizer que olha assim. Esse sangramento tinha que você teve, é menstruação e exclui. O diagnóstico de gravidez urro.

Então isso é muito comum. Por exemplo, quando a gente faz transferência de embrião, porque a gente transfere embrião. A gente está lá dando o hormônio que fica ali mantendo, né? O endométrio é e aí as 2 confusões são assim, relativamente comuns. A primeira delas é bom, a gente fica dando hormônio, normalmente, não vem mesmo a menstruação.

Então a mulher acaba falando, bom, minha menstruação tá atrasada, já é um sinal positivo, né? Já vou colher o exame, mas já estou com a expectativa, quando na verdade o hormônio, ele está ali falseando, né Oo? Ciclo, na verdade, ele está imitando o ciclo, então anão menstruação pós transferência infelizmente não mostra, não é necessariamente uma evolução propositiva e a outra confusão é justamente o oposto. É aquela mulher que fala assim, não, mas está nos dias da do beta. Mas eu sangrei, não sangrei minha menstruação, já estava para vir mesmo.

Ela acabou vindo, não precisa fazer o teste e assim a gente não consegue só com esse sangramento, excluiu o diagnóstico de gestação porque a implantação significa, né? Uma. Invasão ali do embrião Zinho, então ela pode ter sangramento em graus variáveis e a gente infelizmente, não pode esquecer que o embrião pode ser que tente implantar em outros lugares, que é a gestação ectópica, né? E aí, se essa embrião Zinho implantou, por exemplo, na trompa, o que acontece? Tá sendo produzido o hormônio da gravidez, então esse hormônio ele fica tentando manter o endométrio, então o endométrio vai ficando grosso, só que chega 1 hora dessa grossura do endométrio.

Ele começa a sangrar porque não tem estrutura ali dentro. A estrutura está em outro lugar, então às vezes a mulher acaba tendo sangramento, entende? Como se fosse uma menstruação. Só que a gente não fez o diagnóstico, que na verdade essa gestação estava tentando implantar em outro lugar. O risco é muito baixo, né?

Mas a gente precisa sempre ter esse cuidado, principalmente falando em uma gestação pós tratamento, né? Então assim, a gente não consegue só com a menstruação, principalmente nesses casos, excluir o diagnóstico de gestação. Lógico que gente, pelo amor de Deus, quando a gente fala em gestação, em tentativa espontânea, não significa que todo mês, todo mês, todo mês, você vai ter que ficar fazendo teste, né? Cada mulher conhece o seu corpo, conhece o seu padrão de sangramento. Conhece, né?

Os os sintomas ali de TPM, então a gente vai ficar atento a tudo isso. Se existir alguma suspeita de que não estava tendo um sintomas diferentes, realmente atrasou um pouquinho. Tive relação desprotegida no período fértil. Vale a pena a gente fazer um teste agora. Se não teve nenhuma mudança, se você está seguindo os seus ciclos menstruais regulares, aí a gente não precisa fazer pra ficar fazendo teste todo mês, né?

Por isso que é bom entender melhor o ciclo, né? Do que acompanhar. Exatamente. E aí tanto entender um pouco? Lógico.

Não precisa ser assim, aquela coisa técnica, né? Mas assim. Entender um pouco da da fisiologia de como funciona para você entender a então tá, então tá acontecendo isso agora. Provavelmente, a minha ovulação, para você conseguir entender mesmo, né? Quanto entender do ponto de vista de acompanhar?

Então a gente fala muito que as tentantes são acostumados a usar o aplicativo mais legal seria se todo mundo conhecesse o seu ciclo, né? Até nos celulares, todos. Hoje, uma das funções lá da saúde e acompanhe o seu ciclo, mesmo sem você baixar aplicativo nenhum. Sim, né? Justamente porque pra pra gente poder ficar cada dia mais atento, né?

A nossa saúde como um todo. Até mudanças no padrão menstrual a era regular começou a ficar irregular, começou a aumentar muito o fluxo. Odc, sinais de que a gente precisa investigar alterações hormonais, alterações estruturais ali da cavidade do útero, então é importante a gente conhecer para nossa saúde reprodutiva como um todo, né? Certeza. E eu tenho mais uma dúvida agora, para quem?

Tendo a metre ose, eu também tenho a minha dúvida é ter endometriose pode afetar também o resultado do beta? É o resultado propriamente dito, não, porque assim é a endometriose. Só para contextualizar, né? Inclusive, a primeira vez você está trazendo essa informação aqui pra todo mundo. No fim de CAS, né?

Precisamos fazer um novo. Com você agora, dando o seu relato, a gente falou da parte técnica. Agora a gente vai fazer um consultório aqui de novo, é? Vamos convidada então. Então, assim, basicamente, a endometriose é quando a gente tem o endométrio, que é o tecido ali de dentro, esparramado ali em outros lugares onde ele não deveria estar.

Então ele pode estar na superfície, né, da bexiga, do intestino, dos ligamentos ao redor do útero, na própria parede abdominal, e ela leva ali a um ambiente, principalmente inflamatório. Por isso que muitas vezes está relacionada à dor, né? Mas ela não tem, indiretamente, uma relação com é falsear o teste de gravidez, porque ela não vai levar nenhuma produção alterada do do beta h CG ou alguma coisa nesse sentido. Sabe? Então, mulheres com endometriose ou sem elas vão ter a mesma sensibilidade quando a gente for fazer o teste para detectar a gestação do mesmo jeito.

Perfeito falando sobre essa questão de sensibilidade, assim é, a gente falou bastante dessa parte de gestação espontânea, de que não adianta a gente fazer. Muito tem muito cedo, né? Você começou fazer antes da menstrua no atraso, né? Sim, com certeza. Assim, a recomendação mesmo, né?

Apesar de existirem testes que falam, né? Que conseguem detectar antes pra gente tentar diminuir o risco de um falso negativo, a recomendação é que a gente faça, pelo menos no início do atraso, da menstruação, né? E uma coisa interessante, que eu acho que vai ajudar as mulheres a acalmar o coração pra tentar esperar um pouquinho mais, porque quanto mais a gente entende o funcionamento do negócio, a gente consegue trazer para o lado racional para falar. Então tá, então vamos esperar, né? Né?

O que acontece quando a gente tem relação no período fértil? O embrião Zinho, onde ele é formado, Bia. Chega aí, pau, agradeço a sua. Pegou de surpresa. Você leu o blog?

No ano, ele é formado nas trompas e desce para endométrio. Exatamente. Então pensa só. A gente lá teve relação, teve a ovulação, o óvulo. Ele estava esperando ali na porção da trompa, o espermatozóide na dor até lá para encontrar o óvulo, ele fertilizou ali na trompa e a partir dali ele tem que começar o processo de migração para o endométrio.

Por isso que a gente ouve aquela questão, e é verdade que o embrião Zinho implanta no estágio de blastocisto realmente. Por quê? Porque ele tem toda uma viagem Pra Ele fazer até dentro do útero. Falando na gravidez espontânea, então ele leva uns dias nessa viagem, aí ele vai. Chegar mais ou menos doq.

Assim, teoricamente, né? O estágio de blastocisto, que é quando ele vai começar a implantação, é atingido por volta do quinto ao sexto dia de desenvolvimento do embrião. Zinho. Então, se a gente for fazer umas conta, só tive ali a ovulação, tive relação no período fértil, a gente precisa de pelo menos esses 5 dias para o embrião. Zinho, se formar, chegar a blastocisto, chegar na cavidade do útero para ele começar a tentar interagir para, a partir daí, produzir o hormônio da gravidez.

E aí sim, começar a elevar esse hormônio a ponto dele ser detectado por algum exame, seja de farmácia ou seja, de sangue. Então isso às vezes ajuda a gente a entender por que que não é tão rápido dele aparecer, porque o embrião teve uma jornada toda até chegar até lá, porque eu entendo que às vezes é natural. Assim a gente pensa, nossa, mas tive relação desprotegida faz 23 dias. Vou começar a fazer teste, o RU, não vou, mas o embrião nem lá tá ainda. Então, mesmo que você esteja engravidando, né?

Nesse momento a gente não consegue detectar. Então, às vezes, quando a gente consegue. Trazer esse raciocínio pode ser que fique um pouco mais fácil da gente fala, não respira, conta até 10 e vamos esperar estar um pouco mais perto do atraso menstrual para fazer o teste, né? E para saber, é a data de fazer o teste, seguindo o atraso menstrual. Aí tem que conhecer o ciclo.

É exatamente aí, tem que conhecer o ciclo, porque aí há não. Eu sei que os meus ciclos normalmente são de 26 dias, então eu cheguei no 26º dia. Eu não estou com nenhum sinal de menstruação, não estou sentindo nada. Chegou no 27º, onde teoricamente eu já tenho um dia de atraso. A partir daí, teoricamente, a gente pode fazer o teste, tá?

É? Ainda assim, a gente fez esse teste e ele deu negativo. A gente ainda não consegue só com eles e a gente tem uma forte suspeita de gravidez. Dizer anão bi, então realmente não está grávida mesmo. Vamos fazer, né?

Vamos seguir a vida, se a gente ainda tem essa forte suspeita, mas com teste negativo, com um período curto de atraso, aí vale a pena a gente aguardar mais uns dias, né? E repetir esse teste, preferencialmente se possível, por um teste de sangue. Porque a sensibilidade é um pouco maior do que um teste de farmácia, né? Porque assim, a concentração do hormônio que a gente tem circulando no nosso corpo é maior do que a concentração do hormônio que a gente tá eliminando pelo xixi, então é mais fácil da gente detectar, né? O beta h CG, teoricamente, ele tende AA positivar, primeiro no sangue e depois aparecer no exame de urina recentemente.

Agora eu estava, inclusive, conversando com uma paciente pós transferência e justamente sobre isso, porque ela estava numa expectativa tadinha que ela estava fazendo o teste todo dia para teste de sangue. Eu falei Pra Ela, falei, mulher, você não vai ter mai? Veio para acolher que ela estava fazendo o teste de sangue todo dia, porque ela queria entender a evolução do beta h CG. Infelizmente essa evolução foi muito lenta e o beta acabou caindo, né? Como uma gestação química, mas ele ainda aparecia como positivo no exame de sangue.

E aí eu comentei pra com ela sobre o acompanhamento e aí quando a gente chegou no assunto de fazer um teste de farmácia, ela mesma falou. Ela falou, não, doutora, só aparece no de sangue no de farmácia já tá dando negativo justamente porque existe realmente essa diferença de sensibilidade, de detecção. Dos 2 testes, sabe? Então aqui tem 2 tipos de beta, né? Porque eu lembro que quando eu estava nessa angústia, eu fiz um na farmácia, né?

Sangue do dedo um e outro no sangue mesmo, né? Exatamente. É, e o laboratório é porque assim os 2 são beta de sangue, então os 2 vão buscar teoricamente, na fonte onde a concentração é maior do que no xixi. Aham, só que existe o beta de sangue qualitativo, que vai ser o mesmo raciocínio ali, de um teste do xixi. A diferença é a amostra que você pegou em vez de você pegar amostra de xixi, você pegou a amostra de sangue.

Mas o objetivo é ver, tem hormônio da gravidez, aquilo não tem e o outro é o quantitativo realmente, né? Que aí ele vai não só vê se tem ou se não tem, mas tentar quantificar pra gente ter um parâmetro pelo menos basal ali. Olha, hoje a gente gozou, estava tanto. Então, se a gente quiser acompanhar, a gente vai repetir dali 23 dias pra ver se ele está subindo, se ele está dobrando, como está essa evolução, lembrando que assim, quando a gente fala em repetir todo mundo já fica naquela coisa, então eu vou ficar repetindo sempre pra ficar acompanhando a gravidez e normalmente, na maioria dos casos, a gente não costuma repetir o teste de gravidez. Principalmente se o primeiro resultado veio bom.

Então assim a gente fez uma transferência de embriões. A gente dosou o primeiro beta h CG. Ele veio num valor favorável. Geralmente a gente vai só manter as medicações e esperar ultrassom, porque porque a gente sempre precisa lembrar aqui, assim como o nosso corpo não é uma máquina exata, o laboratório também não depende, né? De como foi a coleta do kit, que foi utilizado, de qual é o material de cada laboratório?

Então, às vezes, se a gente for começar a acompanhar tanto o beta, principalmente sem ter outros sintomas. A gente pode pegar ali algumas variações que são do próprio, da própria, é limitação do do teste, né? Do método e acaba ficando preocupada, né? É aquela mesma questão de às vezes a gente querer ter mais e mais e mais informação, mais informação que não é conclusiva, então ela alimenta a nossa ansiedade, mas ela não é resolutiva para a gente poder tomar alguma decisão, né? Então, por isso que normalmente a gente não costuma repetir quando o que a gente pensa em repetir ou quando a gente teve um primeiro beta que veio positivo, mas num valor um pouco mais baixo.

Do que o esperado o rourke. Aí a gente quer entender. Bom, será que então a gente já pegou esse beta em queda? Ele já foi mais alto, ele já estava começando a diminuir, como numa gravidez química, né? Então, nestes casos a gente pensa em repetir ou quando a mulher tem algum episódio intenso de sangramento ou algum outro quadro que a gente queira entender um pouco mais sobre a evolução.

Então, às vezes a paciente teve um positivo, passa alguns dias, vem um sangramento vermelho com coágulos e a gente sabe que a gente fica apreensiva nesse momento porque, poxa, lutei tanto para ter o positivo. Nenhuma grávida que é sangrar, né? Então, e a partir daquele momento que a gente está no início da gravidez, sem entender o desenvolvimento lá dentro, aí o beta pode ajudar a gente a entender essa curva. Se essa curva está subindo ou se essa curva está descendo, então são nesses 2 casos pontuais que a gente costuma repetir, sabe? E uma dúvida também, que eu acho que pertinente, no beta hcg, dá pra gente saber a idade gestacional.

Olha, esse é muito comum também essa pergunta, principalmente quando a gente engravida espontaneamente, né? Porque assim, quando a gente faz um beta quantitativo. Todo exame normalmente tem valor de referência, né? Então quando você vai lá checar o seu hemograma, você vê ali a minha hemoglobina. Aí você vê que tem um range ali do lado, né?

Ela pode estar de tanto até tanto e ao normal, então é uma tendência da gente olhar o exame e bater no valor de referência para interpretar, né? E quando a gente faz um beta quantitativo, a gente tem lá o número e aí ali do lado vai aparecer de tantas a tantas semanas. O número varia de tanta, tanto de tanta tanto, então a gente tem essa isca, linha, mas se vocês forem reparassem, é uma variação. Absurda ali dentro da da mesmo intervalo, né? De gestação, então, infelizmente a gente não consegue ter essa certeza.

Pelo beta, a gente consegue ter 11. Noção assim é a. É um valor bom, não? Mas a gente não consegue estimar a idade gestacional numa gestação espontânea. Quais são as 2 formas da gente saber a idade gestacional sabendo a data da última menstruação que a gente vai contar o intervalo e fazendo ultrassom de primeiro trimestre medindo todas as estruturas, principalmente o tamanho do embrião Zinho.

E aí a gente usa essas 2 informações em conjunto para, como se fosse entre aspas, corrigir ali, achar a idade gestacional mais confiável. Então por quê? Porque a data da última menstruação é o que a gente acha que é, mas não necessariamente ela é realmente, né? Nem sempre a gente acompanha toda vez certinho, então a gente faz um ultrassom e aí a gente vai comparar, olha pelo ultrassom, esse bebê aqui tem o tamanho de 6 semanas anão, mas pela conta da menstruação ele daria lá, por exemplo, para 4 semanas, então é uma diferença muito grande. A gente vai confiar, principalmente no resultado da ultrassom.

Então o beta. Nesse sentido, ele a gente não usa para calcular a idade gestacional, tá meu? Assim como não é tão fiel, o teste de farmácia, aquele que mostra um a 3 semanas, então. Exatamente, porque assim dá pra gente ter 11 pista, né? Disse.

O hormônio está maior ou menor, mas a gente não consegue ter certeza da idade gestacional. Só pensando nisso, porque a questão é, quando a gente engravida, espontâneo, a gente não consegue saber quando o embrião Zinho se formou e realmente implantou diferente. Por exemplo, quando a gente faz um tratamento, porque quando a gente faz uma transferência a gente sabe o dia, a hora, né? A temperatura, o mapa astral, toda criança, desde a hora que ela chegou. É, eu lembrei de uma pastoral, porque 2 pessoas recentemente falaram, deixa me vem, anota a hora aí, porque eu vou fazer uma pastoral do meu filho.

Eu achei muito legal. Genial. Então, quando a gente faz a transferência, a gente sabe de tudo isso, então a gente sabe da idade da gravidez e aí sim a gente consegue ter uma noção bom nessa idade gestacional, porque quando a gente faz o beta a gente vai estar ali por volta de 1 mês de gestação, né? Em torno de 4 semanas, então a gente consegue ter mais ou menos uma referência. Olha por volta ali de 45 semanas.

A expectativa é que o beta já esteja acima de um valor x então quando a gente faz esse beta e ele vem abaixo desse valor x ou quando a gente faz aquele digital e aparece poucas semanas, é um sinal de alerta para a gente pensar. Bom, vamos olhar com calma esse beta, vamos repetir e ele agora, numa gestação espontânea, é mais difícil, porque pode ser que a gente pegou ele baixinho só porque tá muito cedo ainda, então, normalmente, numa gestação espontânea, de dar um intervalo maior pra repetir como se fosse assim, bom, dá um tempo pra essa criança crescer. Para aí, sim, a gente poder medir e ver essa evolução um pouco melhor no tratamento. A gente vai buscar correlacionar ali com a idade da gravidez e o que eu costumo falar muito para as pacientes é assim, mais importante do que o valor que veio o beta é a evolução do beta h CG, porque a gente tem muito isso, de que há precisa estar pelo menos acima de 100, acima de 200. Você vai ver várias pessoas falando referências diferentes, mas por exemplo, a gente já teve vários casos recentemente.

Agora eu tive uma paciente que fez o primeiro beta, veio 50. E a gente fica com o coração apertado, porque, poxa, no dia certo veio 50. A gente esperaria que estava que tivesse mais alto, aí Ela Foi lá, repetiu. Foi pra 150. A gente pensou, bom, tá, evoluiu bem, ainda está baixo para o que a gente esperaria da idade da gravidez.

Mas ele mais do que duplicou e triplicou nesse intervalo de tempo. Então tá, então vamos marcar ultrassom, vamos fazer ultrassom? Tinha bebê, tinha coração, tinha tudo, foi de alta pro pré Natal, então assim, teoricamente, com um beta inicial que a gente ficaria super preocupada. Né? Assim como, infelizmente, às vezes a gente tem pacientes que têm beta acima de 1000 e acabam tendo um sangramento, algum sintoma diferente e que quando a gente vai avaliar o beta caiu ou quando vai fazer ultrassom não tem sinal de estrutura embrionária, né?

Lá dentro, então, a gente tem uma pista, mas ele não consegue ser tão certeiro. Sabe, e isso se mantém também para o caso de gestação gemelar DOC. Também, porque assim, na teoria, se tem 2 embriões, crescendo a produção do beta h CG é maior, então realmente a gente espera níveis maiores de beta h CG. Mas a gente não consegue só pelo exame de sangue saber se vem um bebê ou se vem 2, então só no ultrassom mesmo pra gente saber. Então existe e tem casos, né?

De que tem um milhãozinho e o beta está lá em cima. Tem, tive, é essa paciente faz um tempinho já. Eu não vou lembrar certinho o valor do beta, mas assim ela era uma paciente tão magrinha, tão magrinha, tão magrinha. E aí ela fez o beta e o beta dela veio. Acho que sei lá, 6000 e pouco.

E aí eu lembro que quando eu cheguei o Beto, eu falei, gente, ela é toda magrinha, vão vir 2 bebês, ela vai ficar aquela grávida que só tem barriga, né? Porque ela já é toda pequenininha. E aí a gente, quando aquela expectativa para ultrassom, quase que aquela certeza, né? A vem 21 meta de 6000 não é possível. A gente vai fazer ultrassom, tinha um bebê só.

Então, é muito relativo. Né? É muito relativo, não tem como. E uma coisa que aconteceu também comigo. Agora voltando pro meu relato e que eu te queria tirar essa dúvida, porque também me gerou uma ansiedade.

Foi se eu fizer, sei lá, eu estou com uma semana de atraso e eu fizer um transvaginal vai aparecer? Então essa é uma coisa assim é uma situação. Não vou dizer como no consultório, porque hoje a gente atende mais infertilidade. Mas falando como ginecologista, né? Isso é bem comum do tipo, doutor, eu achei que eu estava grávida, mas o médico fez ultrassom, não viu nada, então eu fiquei tranquila e na verdade, assim a gente precisa entender que a gente passa por etapas no diagnóstico da gravidez, né?

Então a gente tem o diagnóstico laboratorial e ele vai ser primeiro que a gente vai detectar o hormônio da gravidez no sangue ou na urina, mas pra gente chegar no diagnóstico clínico, que é a gente visualizar a estrutura do saco gestacional, no ultrassom, a gente precisa de um tempo maior, porque. Enquanto a gente detectou o beta h CG lá no início, a gente sabe que o embrião Zinho está ali. Mas o embrião? Zinho, ele começa como uma estrutura microscópica e ele precisa de um tempo para poder crescer, crescer, crescer, até ser visualizado no ultrassom ruim. Então, por exemplo, a estimativa para a gente começar a ver um saquinho gestacional no útero por ultrassom transvaginal gira por volta de 5 semanas, mas a gente não consegue.

Eu sempre falo isso assim, a gente não é exatas, né? A gente não é cartório de assim, anão, 5 semanas não tem saquinho, então você não está grávida. A gente não pode, né? Ser é correr esse risco de ser tão taxativo na medicina que não é uma ciência precisa assim. Então, assim, teoricamente a pegando seu exemplo, uma semana de atraso menstrual?

Na teoria, uma semana de atraso menstrual daria 5 semanas de gestação, porque se a gente for pensar que um ciclo tem ali 28 Dias, dá 4 semanas, mais uma semana para frente do atraso, daria uma idade gestacional de 5 semanas. Então, se a gente fosse fazer ultrassom nesse momento, em tese, era pra gente ver o saquinho gestacional. Mas quem garante que essa gestação é realmente de 5 semanas? Que essa da sua data da última menstruação está realmente certa? Será que esse saquinho gestacional ainda é muito pequenininho e tem a limitação técnica do próprio ultrassom, da onda, do som chegar lá e conseguir fazer uma boa imagem, né?

Às vezes, até paciente que faz tratamento, que tem o beta positivo, a gente faz um primeiro ultrassom, não consegue ver muitas estruturas, repete dali uma semana, a criança está enorme, com o coração, com tudo, porque tem limitações. Tanto do da própria sensibilidade do próprio ultrassom quanto a gente. Tem variações de de crescimento, né? Então a gente precisa sempre tomar cuidado e principalmente, se a gente faz esse ultrassom antes do atraso menstrual, aí ele realmente não vai ajudar no diagnóstico, né? Porque se a gente mal consegue detectar pelo exame de sangue que era a etapa que deveria vir antes, o que dirá aparecer nutrição?

Então a gente não usa ultrassom como critério diagnóstico ali inicial da gravidez. A gente sempre vai se basear primeiro no beta, entendi. Bom, acho que as principais dúvidas eram essas, né? Foi um assunto que eu gostei bastante, né? A rendeu, né, tá vendo, você vai ter que voltar agora para a gente fazer o nosso consultório de endometriose.

Não volto. Vocês são tudo, convidarem a Bia ali, manda um, manda mensagem no Instagram. Quando a gente liberar o poxa. Bia queria agradecer, viu essa? Disponibilidade, você contar um pouquinho do seu relato, não é?

Quando a gente, por mais que a gente ouça toda a parte técnica, a gente vive isso, né? Na no nosso dia a dia profissional, mas quando a gente está do outro lado a gente consegue perceber coisas que a gente não percebe. Mesmo fazendo todos os dias, né exatamente, então é isso que é muito legal de você ter trazido o seu relato. Obrigada por confiar, né? De falar sua história um pouquinho para a gente também está convidadíssima para os próximos, se vocês tiverem qualquer dúvida sobre ainda, né?

O diagnóstico da gravidez. Sugestão de outros assuntos de outros convidados, né? De qualquer outra coisa para o podcast mandem por e-mail por direct pelos posts no Instagram. Acompanhe os nossos conteúdos, né? Bia?

Isso. Aí? E a gente se vê nos próximos episódios. Obrigada, pessoal. Tchau, tchau, tchau.

Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com médico especialista. Te vejo no próximo episódio até lá.

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