Ep. 59 – Exames de rotina + relato emocionante

Você sabe a importância dos exames ginecológicos de rotina na saúde da mulher? Assista a este episódio para descobrir a frequência ideal de exames e a importância de mantê-los atualizados.

Além disso, vamos entender a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama com o relato inspirador de uma paciente que enfrentou a doença em 2014. Após superar a doença, ela conseguiu realizar o seu sonho: ser mãe!

O episódio está muito especial!

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje.

Oi. Pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante hoje. A gente vai fazer um episódio especial sobre outubro rosa, mas falando um pouquinho da importância da nossa rotina ginecológica, do nosso acompanhamento. Então, antes de mais nada, vou convidar as minhas convidadas a se apresentarem. Oi, pessoal, eu sou a Beatrice, responsável pelo marketing do CEFERP.

Oi gente, eu sou a Ingrid, uma das médicas do sefer. Tô começando agora, estreando aqui no podcast. Verdade estreando não, né? Ai você já está, já está escrevendo, né? Veterano?

Ah, então gente, não estou esperando não. É, mas para quem não acompanhou ao vivo vai ser, né? Exatamente? Então, pode se apresentar um pouquinho. Sim.

Então eu sou médica, formada pela Universidade Federal de Alagoas, lá em Maceió, uma cidade muito bonita. Se ninguém visitou, é bom ir visitar logo. Já que você está convidando, a gente pode ir, né, Bia? É, fiz medicina, ele fiz medicina. Ah, e fiz residências, ginecologia e obstetrícia aqui no HC de Ribeirão, na USP, e a residência de de reprodução também.

Eu fiz aqui no HC. Camila também fez, né? Foi a gente. Só não é tanto da mesma época, né? Uma entrou, outra, saiu, mas se for todo mundo na mesma instituição, sim, e aí?

Agora você está aqui com a gente para a gente conversar um pouquinho sobre rotina ginecológica. A gente até falou, né? Na live que a gente fez sobre isso, de que a gente foca muito na questão de tratar a doença, mas a gente não foca tanto na parte de rotina, né? Sim, por exemplo, vocês lembram quando foi a última vez que vocês foram no ginecologista? Ai eu lembro.

Serra mentira. Ah, não. Você não leu o roteiro, tu pode ler. Não, gente, mas eu fiquei. Tava atrasada mesmo.

Aí? E tive que ir agora no começo do ano eu estava é atrasada. Eu falei, gente, faz tempo que eu não vou, né? Aí eu percebi que a última vez fazia um tempinho. Eu falei, não preciso marcar e aí eu fui agora.

Mas você como ginecologista, você vai no ginecologista? Então, pouquíssimo, eu vou pra contar o papel, porque não dá pra coletar sozinho, mas. Eu acabo que a gente vai muito pouco no médico em geral, né? É, a gente vai pouco, a gente fica enrolando. Ah, não, não precisa.

EE vai. Às vezes vai fazendo coisas por conta, uhum. É e gente, não dá pra fazer também por conta, não tá? A gente esquece coisas da gente mesmo quando alguém pergunta isso, isso aí você fala, nossa. Não fiz, não é?

A gente presta tanta atenção no na condução do caso dos outros e o nosso a gente vai só deixando, né? Eu fiz essa pergunta. Por exemplo, eu não tenho a menor ideia da última vez que eu fui na ginecologista, que assim, Ah, preciso decidir anticoncepção. Eu decidi pedir pra alguém fazer pra mim, Ah, preciso fazer outras. Mas para alguém fazer para mim, mas é o que você falou.

Quando a gente vai no médico, o olhar é completamente diferente, né? Do que da gente para a gente mesmo e você não lembra, então, a última? Vez que você foi. Eu não tenho essa desculpa de falar que eu não fiz nada pra mim. É, mas vocês lembram da primeira vez de quantos vocês começaram a rotina?

Foi horrível. É? Porque foi horrível pra mim, foi péssimo porque eu era muito pequenininha. Eu lembro que minha mãe falou, não a gente, desde uma mulher desde nova, precisa ir no médico de ginecologia. Falava, não vou, vou ficar pelada, não vou, minha mãe.

Bia é uma só uma consulta e a médica não soube conduzir. Uhum. Isso era muito pequenininha, bicho. Eu tinha o que eu acho que 8 anos. Nossa, era bem novinha.

Então, assim eu fiquei constrangida com a situação. Aí eu criei um trauma, nunca mais eu piso. No médico de ginecologista? Mas aí a gente não tem o que fazer, o que fazer, né? De ano em ano, a gente precisa ir, né?

Então eu comecei a criar essa rotina, mas minha primeira relação, assim com o médico ginecologista, não foi boa, DOC. Mas você lembra o que que foi traumático? Então, a forma como ela falou, por exemplo. Ah, senta aí. Entendi, tira a roupa ainda mais a gente criança, né, que a gente, a criança sempre ouve da mãe.

Olha, ninguém pode colocar a mão, ninguém pode fazer isso aí. De repente você chega no médico, sensa faz isso, faz aquilo. E o pior de tudo, ela não falava comigo. Ela falava com a minha. Mãe.

Ah É? Então, ficou aquela situação tipo, tira a roupa dela e eu ficava, não. Quero, não é? É agora, se ela tivesse tido uma condução mais, Bia, olha, a tia vai fazer isso por conta, sabe? Então eu acho que faltou um tato ali, mas depois é eu fui tendo o que fazer mesmo.

Aí eu quebrei isso. Mas eu pensei, sorte nos ginecologistas. Sim, eu. Sei, tudo bem. Que bom, porque a gente falando, né?

Dessa parte de de rotina, a gente como ginecologista, acompanha várias etapas da vida da mulher, né? É. E são consultas bem diferentes, né? Com abordagens muito diferentes, você a você pegar uma criança, né? Você acompanhar a criança ali com seus 8 anos na sua frente, o jeito que você vai falar com a criança é diferente.

As palavras que você vai usar com a criança é diferente com a adolescente que tá iniciando a vida sexual dela, é outra abordagem, né? Você tem que ter cuidado, principalmente com essa paciente que ela tá iniciando. Ela tá naquela prédulacência adolescência, o jeito que você fala, você não pode falar como se você tivesse falando com uma criança que ela vai sentir que você tá infantilizando ela. Você não pode falar como se fala com a mulher mais adulta, né? Você tem todo um tato pra você tratar com as diferentes faixa etárias, né?

É. EE os assuntos também, que acabam sendo diferentes, né? A gente sabe o que procurar em cada momento, né? Então, por exemplo, lá quando você vai atender uma criança, você vai olhar ali desenvolvimento de mama, se tá na idade adequada de pelo. Se já menstruou, se não menstruou, aí chega na adolescência, vê a parte da anticoncepção, então cada fase da vida tem as suas rotinas sim, diferentes ali, né?

É? Eu tenho uma dúvida que eu acho então, que que entra um pouco nessa história, que eu acabei de contar? Existem exames ginecológicos assim, de rotina específico para cada idade. Ah, existe, né? Existem ali alguns protocolos que a gente acaba seguindo, né?

É, tem alguns são meio padrão, né? Então, por exemplo, todo mundo que tem vida sexual ativa, a gente vai oferecer exames de sorologias, que é uma coisa que, por exemplo, se você não for No No ginecologista muitas pessoas, acho que nem vão pensar, né? Do tipo Ah, será que em algum momento da vida eu vou fazer um exame para saber se eu tenho HIV? Talvez ninguém vai pensar nisso, mas entra como parte do aconselhamento a gente falar, né? Olha, você tem interesse, faz parte da rotina a gente poder fazer esses exames e aí fora isso, entra na questão ali de alguns rastreamentos, né?

Então, por exemplo, rastrear câncer de colo, que é o exame do papanicolau, rastrear. A parte de alterações na mama desde a parte de história da família, questão de exame físico, acho que é mais essa parte, né? Sim, e uma coisa que muda, muda além dos exames, as orientações que a gente vai passar pra cada faixa etária, né? Eu acho que quando você pega, é pra falar com com a senhora mais velha, tudo que já tá ali no climatéreo você vai conversar com ela. Muito sobre exposição solar, sobre atividade física de impacto, como a caminhada uma corrida, porque a gente pensa muito na parte óssea dessa paciente.

Nossa. É. É. O que eu acho legal da ginecologia é que a gente acaba sendo o clínico da mulher assim, né? Aham, porque a gente acompanha muitas vezes, a paciente tem um sintoma que nem a ginecológico, mas ela pensa no ginecologista, que é o médico que tá acompanhando ela desde o começo, né?

Então entra muito nisso, né, que você falou dessas orientações? E aí ali vem. Às vezes vem a aquela criança que às vezes Ah, não está tomando banho direito, você vai ensinar ela a se higienizar, ela vai aí, começa primeiramente em situação. Gente, eu acho que toda mulher lembra, tem algum episódio de ter se sujado em algum ambiente altamente constrangedor que você nosso de rebentar ali, tipo, tudo vermelho, sangrando? Você não sabe como lidar com isso?

Gente, eu vou abrir um parênteses que você falou de primeira menstruação. Vocês lembram da primeira menstruação de vocês? Eu lembro. Lembro da mim, foi muito traumático e gente meu pai é ginecologista, mas foi muito traumático. Eu só não lembro.

Há quantos anos eu tinha, mas assim eu lembro que foi um dia que eles pediram pizza e eu sempre gostei muito de comer, então eu sempre fui aquela criança que comia bem de tudo, ainda mais pizza, né? Só que nesse dia eu estava com uma dor de barriga estranha, assim uma coisa, uma. Cólica, né, meu? Não sabia, né? E um negócio e a gente sentando para comer minha mãe, você não quer comer eu ai, mãe, estou com dor, estou com dor e ela nossa, que será que está acontecendo?

E meu pai é não sei, ela não é assim, ela não quer nem comer, né? Falei, não vou comer, vou pro quarto deitar e aí eu deitei. E aí eu deitei e coloquei um Travesseiro no vão da perna. Sabe quando você deita de ladinho, põe um travesseirinho assim, né? E tô lá.

Falei, Ah, vai ter que passar esperando essa dor esperando. De repente eu senti um negócio na hora que eu olhei o Travesseiro Travesseiro vermelho, falei meu Deus do céu, e agora? Porque assim, apesar do meu pai ser ginecologista, nunca foi um assunto na minha casa assim, sabe? Olha, você vai menstruar, você vai virar mocinha, não tinha a menor ideia disso. Nada.

Então na hora que eu olhei sangue, eu pensei, meu Deus, o que tá acontecendo comigo? Socorro. E aí ela olhou aquele Travesseiro e ela olhou para o meu pai. Eu pensei, gente, que será que vocês estão pensando o que que está acontecendo comigo? E aí, meu pai?

Só assim leva ela no banheiro, mostra ela. Como que coloca o absorvente e eu, gente, por que que ele está desse jeito? Que que está acontecendo? Até minha mãe me falar que era menstruação? Bom que está tudo certo, né?

Mas eu fiquei muito assustada com aquilo, até eu entender que eu estava tendo era cólica, foi muito dramático. E já não lembro, então. Já não é uma situação muito boa, né? Obrigado, eu lembro porque minha mãe sempre falou muito comigo sobre isso, que. Legal, e ela.

Me mostrava o absorvente, assim, olha, quando você tiver tal idade, pode ser que você já esteja menstruada e você vai ter que usar um desse aqui na sua calcinha, imagina. Nunca nem tinha visto um absorvente na vida. Isso foi importante. Nossa. É muito bom, né?

Porque não são todas as famílias realmente que conversam assim. Às vezes eu vejo muito paciente que eu atendi muito No No postinho, né? A parte de ecologia geral, então via muita mãe trazendo, porque ela queria que eu conversasse, que eu explicasse é. Tem, mas isso tem bastante mesmo, né? Em ginecologia?

Olha, ela tá pra menstrual, então ela acabou de menstruar e você conversar sobre higiene mesmo? Sobre absorvente, né? Sobre como ela vai se limpar tudo, então, muitas vezes, é o ginecologista que dá esse contato inicial. E aí, e as pacientes? Ela tem essa impressão que começou a menstruar.

Eu vou levar a minha filha no ginecologista, né? Ou então teve AA primeira relação. Vou levar algumas mães, tem uns Marcos de quando elas acham que é que elas devem, mas eu. Acho que também tem muita gente que ainda tem o preconceito no sentido de assim, Ah, eu vou levar no ginecologista, o ginecologista vai prescrever um anticoncepcional e aí por causa disso, minha filha vai sair, tá? Na relação com todo mundo, tem muito disso ainda, né?

Então assim, ai não vou levar, porque senão vai começar a ser influenciado por essas coisas. EE é muito o que você falou assim entra muito antes disso. Assim, toda essa orientação de higiene, de tudo e também de escolher anticoncepção, né a. Mais uma vez de exemplo. Gente, meu pai é um ótimo ginecologista, tá?

Mas é porque assim é. Ainda mais assim pensar No No homem com a filha pequena. Acho que devia ser difícil, mesmo dentro de casa, né? Então, por exemplo, quando eu comecei a menstruar, minha menstruação era muito irregular, era. A gente sabe que é normal, né?

Só que eu era daquelas pessoas assim, que ficava meses, aí quando vinha eu vinha aquele Monte, eu comecei a sofrer muito com isso, né, e eu nunca fui num ginecologia, talvez por isso que eu fico fazendo tudo por mim, né? Porque assim, meu pai que fazia as minhas coisas, minhas orientações ali, daquele jeito, né, e aí eu lembro que ele me deu 11 cartelinha Rosinha, falou assim, ó, esses comprimidinhos aqui você vai tomar um por dia, tá? Todos os dias desse comprimidinho que vai melhorar sua menstruação ali. Olhei pra aquilo, pensei, gente, isso é um anticoncepcional, né? E foi assim que eu descobri que era um anticoncepcional e comecei a tomar pra regular meus, trocamos.

Então tem muito essa essa questão, né? De das vezes AA família não saber muito como abordar, né? Levar no médico para ter 11 auxílio, né? E. Às vezes, até por timidez da família, né?

Você fica é ai gente, mas é minha filha. Uma coisa que você conversar, gente, uma coisa você conversar com paciente, uma pessoa que você não conhece ou até um amigo, uma coisa é seu irmão, seu filho, tipo alguém próximo. Às vezes a minha irmã, ela, ela fala comigo como se eu fosse a ginecologista dela e às. Vezes, eu fico super. Sem jeito, eu fico ai falta.

Com a sua ginecologia? Uma pessoa de fora, porque fica uma intimidade diferente, uma relação médico, paciente. Eu acho que as coisas às vezes se confunde. Fica difícil você. Às vezes a pessoa vai querer guardar algo Pra Ela, não vai querer contar que algo que talvez interfira no tratamento é.

Eu sempre fico com essa questão. Acho que é importante você ter a figura do médico e o familiar, o amigo, assim algo e eu. Acho que até para o próprio paciente sentir assim, olha, eu estou num lugar seguro para abrir tudo o que eu tiver, porque aqui eu estou respaldada. Existe sigilo médico, paciente, que é o que você falou às vezes, nem sempre a pessoa a pessoa vai querer falar tudo, né? E eu acho que tem eu.

Eu assim, eu sou muito sistemática, já falei isso várias vezes, né? Então, por exemplo, tem às vezes amiga minha, que ai amiga, você não pode fazer tal coisa pra mim uma coisa ou outra. Assim, se for alguma coisa assim eu faço, mas pra maioria das vezes eu falo, vamo marcar uma consulta, vamos marcar, você vai lá você. Massa não precisa nem cobrar, mas você vai lá, você vai abrir seu prontuário, eu vou te perguntar, eu vou escrever as coisas tudo certinho como tem que ser, porque a gente é muito fácil você deixar passar alguma coisa. E aí você pensa, não, minha amiga tal, né?

Só que não. Se você não segue aquilo ali, né? Às vezes você vai esquecer de fazer alguma coisa ou a pessoa vai esquecer de te falar alguma coisa que você poderia ter. Perguntado, então, é importante a gente ter esse esse acompanhamento extraoficial. Vamos dizer, na verdade, o oficial né?

E não só o extraoficial, né? E uma dúvida, agora que me bateu, sim, essas pessoas que não têm tanta tanto costume, né? Uhum de ir no médico, por exemplo, a cada 6 meses. Tem algum sinal? Algum sintoma, algum, sei lá, alguma coisa que a gente pode notar no nosso corpo que fala alerta vermelho, melhor ir no médico ou assim, em geral, a melhor ir no médico sempre.

O certo seria, né? Fazer a rotina. Mas assim vamos imaginar que não chegou. Você fez a rotina, tá tudo certinho, mas não deu nem o tempo ainda da sua próxima rotina, tem na verdade tudo o que incomoda. A gente fala para procurar, né?

Então, assim, Ah, comecei a anotar um corrimento, está com cheiro, está coçando, né? Ou alguma lesão que apareceu na região genital que não tinha, né? É, e o que eu acho legal dessa parte também que a gente tá falando de acompanhar de rotina, é você conhecer o seu normal. E aí você sabe quando você não tá normal? Porque, por exemplo, isso é muito comum quando a gente fala de menstruação, muita a gente até fez episódios de ciclo menstrual, né?

As pessoas acham que menstruar regularmente é assim. Ai, todo dia 20 a minha menstruação desce e aí, se um dia a menstruação desce dia 23, nossa, meu ciclo está irregular. Será que aconteceu alguma coisa? Então assim, eu, quando você faz o acampamento de rotina certinho, você conhece o seu corpo, você sabe o que é o seu normal de cólica, de sangramento, de intervalo entre um ciclo e outro, né? Então quando sai desse seu padrão, aí realmente é um sinal de alerta para falar não.

Então será que aconteceu alguma coisa? É um momento de voltar, então acho que é mais isso, né? Eu vou puxar a orelha aqui de avião, eu. Vou puxar gente. É, não sei da da Bia, mas o momento que é imprescindível aí e para o ginecologista em específico é mulheres, 25 anos, que já tiveram relação, precisam coletar o papanicolau.

Vamos ver quanto, então vamos ver quantos você, quantos cheques você faz de animais. Em? Sério, é o papa Nicolau. É um exame super simples. Ele é um exame que se você for fazer particular, ele é super em conta.

Ele é um exame que você vai passar um aparelhinho de plástico e você vai coletar uma amostra lá do colo do útero e vai mandar para análise para ver se você tem alguma lesão que pode dar câncer. Uhum. EE câncer de colotero ele demora para acontecer, então o quanto mais inicial você pegar aquela lesão, você consegue tratar sem prejuízo nenhum. Você às vezes presa queimada, você precisa tirar um pedacinho que seja, e isso se você ficar muito tempo sem ir aquilo se alastrar, aí sim você vai precisar de uma rádio. Quimioterapia, então é algo e assim é um câncer que.

Ele é. Silencioso, é? Muitas vezes você não percebe nada. Às vezes pode ter um sangramento depois das relações, mas muitas vezes você não sente nada e é um. Por conta de um examezinho que é muito tranquilo, né?

É ele é 11 câncer que não era pra gente ter na população. Se todo mundo conseguisse ter acesso a um ginecologista, se as pessoas conseguissem fazer seu exame de rotina, Era pra Ser um câncer, que é que seria erradicado? Sim, tá. Então assim é fundamental e. Querendo ou não, assim, o princípio do outubro rosa, apesar de ser relacionado ao Cancer de mama, né?

Mas é exatamente isso que você falou? Assim a gente tentar chamar atenção pra cultura da prevenção, né? Quanto mais cedo a gente faz o diagnóstico das coisas, né, muito maior a chance da gente conseguir tratar de uma forma mais simples, que vai curar e que às vezes a gente vai achar aquelas lesões que a gente chama de prémaligna, né, que é justamente assim nem virou câncer e a gente tem a chance de intervir naquilo ali. Vamos agendar uma consulta. Eu assustei a via ela, mas não sei nunca mais.

Até acabou. Lichando dúvidas ela, a gente vamos encerrar aqui o episódio. Eu tenho um compromisso. Importante, não? Mas assim eu levei esporro, porém.

Porém, eu quero. Fazer um compromisso, então eu. Eu vou agendar hoje o meu exame de rotina, então eu convido quem não tenha feito ainda não tenha agendado que a gente também. Exatamente que é. Importante, né?

É? Que gente, não? Outra coisa não é substituir por ultrassom, tá? Nossa, é nem ressonância, porque as pessoas acham que esses exames de imagem aí vai olhar tudo e que vê. Mais, né?

Acho que as pessoas acham assim, vê melhor, poxa, fiz uma ressonância, ressonância, vê tudo, vê tudo dentro das limitações daqueles exame, né? Mas são. Técnicas diferentes, não maravilhoso. Porque tem paciente que chega no consultório, conversa, conversa. Ah, é, vamos coletar uma para mim, ai não.

Hoje eu não estou pronta para conversar por como assim pronta? Ai não. Não vim pronta, não depilei, não vou coletar gente a. Última coisa que um ginecologista olha, tenham certeza disso é se você depilou ou não, a gente não presta atenção nenhuma nisso, né? E a?

Primeira coisa que a gente pensa como paciente, olha. Podem pôr o coração em paz que a gente não está olhando para isso. A gente está procurando. Se tem lesão, a gente está procurando. Se tem corrimento, a gente é.

Vai lembrar do seu colo do útero, mas se você não, a gente não vai lembrar não mesmo. A gente vai olhar e falar assim, nossa, ele continua Rosinha. Ele sempre foi Rosinha assim, tá ótimo, tá livre. Isso sim, mas agora o resto vocês vão com o coração em paz. E o papa Nicolau, então, tem que fazer esse exame de quanto em quanto tempo?

Ó, então a gente precisa de 2 seguidos normais, então é, vamos dizer que você começou com 25, que é a idade que o Ministério da saúde pede pra começar, tá? É, começou aos 25, você fez janeiro de aos 25 anos, no dia primeiro de janeiro, você fez um papanicolau. No ano seguinte, você vai fazer de novo. Janeiro fiz novo 2 consecutivos normais. A partir dali, o Ministério da saúde deixa fazer 3 em 3 anos, porque ele realmente tem um crescimento muito lento.

As lesões, tá? Então dá pra gente se passar de 3 em 3 anos. Isso não impede isso, não te abona da necessidade de anualmente no ginecologista. Eu IA falar exatamente isso. Isso não significa sumir por 3 anos que.

Significa que você pode não colher o exame, mas você vai ser examinada do mesmo jeito, você vai ser questionada do sintoma do mesmo jeito, né? Porque às vezes a gente às vezes eu vejo paciente que está com alguma queixa de é não, eu já vi paciente com nódulo, ai eu poupei um nódulo e aí achei que era normal. Aí passou não sei quantos anos não, mas ele está crescendo. Gente precisa ir, precisa examinar, não é algo, Ah, não aí que eu não estava vindo no médico, estava achando que estava normal. Você vê algo como a Camila falou, você vê algo diferente no seu corpo?

Surgiu algo diferente, você vai. Procurar, e você vai conversar, então esse anual é importante até pra pessoa perguntar pra você, porque às vezes você vai deixando pra lá e aquilo tem 3 anos e você acha que aquilo surgiu há 3 meses, né? Uhum. A gente fica naquela ai faz tanto tempo assim é, né? Então é bom marcar e eu gosto de falar isso do mês, marcar o mês de ir pro médico, porque.

Se não passa, não passa. De outubro todo ano eu vou todo setembro, todo ano, então marca aquele mês que você já sabe que você vai todo ano. E aí? O exame também é igual. Você tinha dito, né, doutora do nódulo?

Então ele também é feito nesse nessa avaliação anual? A gente vê alguma? Coisa não é claro. É, é que assim é a consulta de rotina do ginecologista. A gente vai analisar tudo e inclusive faz parte do exame de rotina a gente fazer exame das mamas, né?

Então, pelo menos o exame físico, quando você for para a consulta de rotina, vai ser feito. Então você vai lá, ficar sentadinha, mexer os braços, vai deitar, o ginecologista vai apalpar, vê se tem algum nódulo, isso a gente já vai fazer de rotina, aí entrar nos momentos ali de quando começar a fazer mamografia, rastreamento, aí depende da. Sua idade e dos. A família também, né, então? No caso, eu tenho 26 anos.

Se tiver algum histórico na minha família, eu preciso fazer. É recomendado fazer não. É, pode falar. Ó você, por exemplo, você tem 26 anos, você tem câncer na família, não é recomendado aos 26 a gente fazer exame complementar. Mas mesmo sem histórico, com 26 anos, a gente vai fazer o exame da palpação, tudo o de.

Rotina mesmo, uhum, mas. Uma coisa que muda também, a faixa etária é quantos anos o seu pai? Que teve câncer de mama ou se é homem ou mulher teve Oo câncer de mama, porque a da idade que teve a gente vai adiantando os exames complementares que a gente vai fazendo. E quanto? Mais distante o quanto, né, diferente?

Quanto não é, quanto mais distantes e quanto mais velho tem. Se você pegar um parente, por exemplo, a minha avó teve câncer de mama aos 60 anos, por exemplo, ela teve muito mais velha a chance desse câncer de mama. Componente genético é muito pequena, tá? Então, se for não, a minha mãe teve câncer de mama com 30 anos, tem uma probabilidade de ter um componente genético maior. Então a gente presa fazer seu rastreio antes disso.

Entendi, tá? Que mais. Já que você está aqui perguntando as não, não, mas tem perguntando, já que você está perguntando o que todo mundo quer saber do ginecologista e ninguém pergunta. Eu estou adorando. É então.

Está todo mundo achando maravilhoso. Nossa, eu sempre quis saber se elas olham isso ou não. Fizeram depilação, né? Sempre elas têm não. É, é gente, a gente não presta atenção.

Eu sempre falo para as fazendo ultrassom, gente, eu lembro dos útero, o útero, eu lembro, Ah, esse útero é difícil, você tem que virar para cá, você tem que virar para lá, morrer. O resto. Uhum. Eu tenho uma pergunta, e agora? Assim é minha mesma.

As outras não eram. A Bia não raga consulta com o ginecologista, ela usou podcasts, é? Exatamente. Então, deita ali, Bia já trouxe aqui um kit, não estou? Preparado?

A lá? Mas é sobre fertilidade, Hum? Então, por exemplo, eu tenho 26 anos, eu ainda não tenho filho e eu sei lá, estou tentando a tanto tempo. É é com a minha ginecologista que eu falo isso, para quem que eu posso pedir essa orientação para me encaminhar para uma clínica ou vou direto na clínica. É, na verdade, assim você já deveria estar conversando com a sua ginecologista sobre primeiro sobre a sua rotina.

Mas segundo sobre o planejamento para engravidar, né? Porque assim, se a gente for pensar num cenário ideal, é assim, ai estou aqui usando o meu anticoncepcional, mas cheguei na fase da minha vida que agora eu estou pronta para começar a tentar o certo mesmo seria a gente ter uma consulta préconcepcional, né? Então, assim como está a minha saúde, será que tem alguma doença que eu preciso controlar? Agora sou hipertensa, sou diabética, tenho alteração no colesterol, tenho algum remédio que eu preciso trocar nesse momento tenho rotina ginecológica atualizada, tenho exames de sorologias atualizados, tô usando vitamina, principalmente, ácido fólico, cuidando da alimentação, então assim o ideal mesmo seria a gente conversar com a ginecologista nesse momento de decisão e se a gente não tiver nem essa previsão, a gente conversar sobre a programação de engra. Mais pra frente, seja congelar óvulo, né?

O que que a gente vai fazer? Então? Sim, deveria ser com a ginecologista, mas, idealmente, desde antes da ali do do início, né, das tentativas realmente e geralmente esse aconselhamento de que olha chegou um sinal de alerta, vá procurar ajuda especializada ou vamos fazer alguns exames de investigação, começa no ginecologista geral mesmo de rotina, né? Uhum. Então tá bom, eu já entendi que eu tenho que ajudar uma consulta e eu tenho é, tenho algumas dicas ou alguma rotina que eu posso seguir até nesse dia da minha consulta.

Rotina mesmo de higiene, de cuidado, que eu posso ter comigo. Olha, sobre. A parte de higiene, eu acho importante falar que a genitália feminina ela tem fungos e bactérias, normalmente. Tá, e ela tem um cheiro próprio. Maravilhoso de.

Vagina maravilhoso tem. Uma ginecologista que eu acompanho que ela fala gente, vagina, cheira vagina, não tem. As pessoas acham que vai cheirar amaciante, não tem, é. Não tem. E aí, às vezes, nessa tentativa e nessa ilusão de cheirar amaciante, as mulheres começam a usar a fazer duchas íntimas.

Elas começam a usar desodorante, perfume íntimo que é, eu vejo na farmácia nossa toda vez que eu vejo, eu fico já irritada. É, tem um Monte de desodorante íntimo e. Isso prejudica, tá? Isso é altera o equilíbrio entre fungos e bactérias que vivem ali normalmente. Então, às vezes você usar uma ducha você usar 11 desodorante íntimo, faz proliferar ou mais bactéria e aí sim você fica com um odor exato que tá prejudicando, tá?

Um odor patológico que a gente chama uma doença ou começa a proliferar fungo e às vezes você começa a ter muita coceira ou. Justamente porque está usando essas coisas, tá? Então a gente não recomenda usar a higiene é por fora. Você não precisa introduzir nada para lavar. Não precisa usar aquele chuveirinhos lá dentro.

Você higieniza por fora e de preferencialmente com aquele sabonetes. É com PH mais neutro, é aqueles sabonetes, pode ser de bebê ou pode ser aqueles sabonetes disserenados não presa nessa se aqueles sabonetes, Ah, sabonete íntimo que é caríssimo, não pode comprar um sabonete mais neutro, sem muito perfume e usar para sua. Higienização ou sabonete, que você vai usar no banho normal. Também serve, não precisa ter algo específico para mudar um cheiro que é o cheiro que tem que estar, não é? E você?

Lembra da no HC? Tinha uma chefe que sempre falava assim, vagina é alto, limpante gente pode ficar tranquila com a pessoa. Está preocupada, então é muito legal mesmo dar essa. Essa orientação, né? E?

Relacionado também a usar roupa apertada, isso é, é fato, porque desde muito cedo eu ouço falarem, não usa muita calça jeans, calcinha. Tem que ser de algodão. É esse fato e. E mesma coisa com relação a esses protetores íntimos, né? É, tem muita gente que ai não é só uso, todo dia eu só saio com o meu protetor íntimo, gente pior coisa que você pode fazer, né?

Porque assim tudo o que a gente for deixar muito abafado é exatamente o que a Ingrid falou. Assim, a gente precisa de um equilíbrio perfeito dos microrganismos que vivem ali, né? E se a gente fica interferindo nesse ambiente, seja pelos produtos, seja pela temperatura, por tudo, a gente vai levar um desequilíbrio e aí vai aumentar a chance de você ter realmente, né? Alguma alteração, então, sim, interfere, né? Lógico que não, é por isso que ninguém pode usar calça jeans, sim, mas assim entra naquelas orientações de Ah, vamos tentar respirar de vez em quando, então você tá em casa, põe uma roupinha mais mais solta, né?

Uma calcinha de algodão se você consegue dormir sem calcinha, tentar evitar usar protetor íntimo todos os dias. Para deixar abafado. Então tudo isso é interessante, a gente orientar também na consulta, né? Perfeito, que mais? Acho que é mais isso, né?

Da parte de de orientação, a gente falou um pouquinho da parte do papanicolau, de como a gente precisa fazer. Vocês lembrarem de mais alguma coisa, gente? Depois vocês mandam nos comentários no e-mail onde for, pra gente fazer outros episódios, né? Bom. Parte de rotina ginecológica e dá importância, né?

De de como isso vai interferir na nossa saúde, no sentido de diagnóstico precoce, já que o objetivo desse assunto foi falar sobre o outubro rosa. Chamar atenção, né? Pro diagnóstico do câncer e de como a gente pode intervir nisso, pra que tenha muita vida. Mesmo com o diagnóstico do câncer, né? Quanto mais cedo a gente diagnostica, mais expectativa de vida aquela mulher vai ter muito mais ela vai ter pra se preocupar com outras questões, principalmente com a fertilidade.

Né? Então, aproveitando isso, a gente tem um relato, né, pra gente colocar no encerramento desse podcast. Se até agora, se não estava convencida da importância, né, da da rotina de fazer o tratamento direitinho, depois desse relato maravilhoso, tem certeza que vai mudar, né? Então a gente vai deixar um relato de uma pessoa muito querida para contar, né? A vivência dela inspirar, né?

Trazer fonte de de motivação, de inspiração para todas vocês que acompanham a gente e a gente se vê no próximo episódio. É isso. Tchau pessoal. Tchau, tchau, tchau. Oi, pessoal, tudo bem?

Meu nome é Vanessa, eu sou de passos, em homenagem a outubro rosa, esse mês tão especial. Eu vim aqui compartilhar um pouco da minha história, a minha história de muito desafio de superação e de, acima de tudo, muito aprendizado. Em 2014, eu fui diagnosticada com câncer de mama, eu notei um nódulo da minha mama direita e dessa dessa descoberta até o início do meu tratamento, foram 15 a 20 dias. Foi uma transformação intensa na minha vida, no período curto. É?

A partir desse momento, eu passei por por quimioterapias, depois eu para diminuir o nódulo, depois eu fui para a cirurgia e depois eu continuei meu tratamento. Então foram em média, 9 a 10 meses de tratamento intensivo e uma transformação grande na minha vida. Eu precisei de muita ajuda emocional. Os meus familiares das pessoas que eu amo. Precisei trabalhar muito a minha fé em Deus e a minha entrega a minha confiança nos profissionais, no tratamento proposto.

Isso é muito importante. Mas eu resumo a minha história como um aprendizado muito grande, onde eu precisava desse aprendizado para viver as outras fases da minha vida. Que Deus estava por me presentear até a maternidade. Depois de todo o meu tratamento, eu pude. Procurar os profissionais do CEFERP com a ajuda deles eu pude realizar meu sonho de ser mãe.

Hoje eu tenho uma menina linda. Alice e uma família linda. Sou muito feliz e posso dizer que o câncer, para mim, foi um detalhe na minha vida. Um detalhe difícil, mas que me trouxe muita, muita maturidade é, eu passei a enxergar a vida com outros olhos e posso dizer com uma beleza indescritível, né? Então eu considero.

Esse momento, o momento que a gente aprende muito. Amadurece muito, todos nós estamos fadados a ter um câncer ou alguém da nossa família, mas que a gente possa encarar, né? De uma maneira firme, é de cabeça erguida e sem medo que a gente possa é ter força para se entregar ao tratamento, para a gente encontrar a cura. Então é a minha história. Eu posso resumir que é uma história.

De muito aprendizado. Um abraço a todos. Espero ter contribuído para. Aqueles que estão ouvindo e vendo o meu vídeo, um beijo. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão?

Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio até lá.

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