Ep. 66 Erivelton Laureano, IVF Brazil | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Ainda na pegada da comemoração, o convidado da Dra. Camilla Vidal para o podcast foi Erivelton Laureano, CEO IVF Brazil. Ele falou sobre a importância da experiência do paciente na Jornada da Concepção. Papo bom demais! ▶

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo, aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do sefer. Vamos ao episódio de hoje? Sejam bem-vindos a mais um episódio, um bloco do nosso podcast ao vivo.

E agora eu tenho o prazer de conversar com o Erivelton Lauriano, ele que é CEO da FF Brasil. Erivelton, boa noite. Muito obrigada pela sua participação, viu? Boa noite, obrigado. É um privilégio poder fazer essas trocas e algumas reflexões.

Fico muito feliz da gente poder conversar um pouquinho. A gente estava falando antes sobre a questão, tanto do ponto de vista. Real, de liderança. A gente falou um pouquinho sobre controle de qualidade e como isso garante ali a segurança e a experiência do paciente. Então queria conversar um pouquinho com você sobre isso, porque a gente no CEFERPfala muito sobre essa questão, né?

De acolher, de dar a. A segurança, já que a gente, a gente, sempre usa frase assim, já que a gente não pode garantir o final, então que a gente tenha uma trajetória o mais tranquilo, mais segura possível, e é uma mudança que a gente percebe que é necessária, pelo perfil nosso, como atendimento médico e como paciente, né? Sem dúvida, é. Quando o paciente busca um serviço de saúde e um serviço de uma maneira geral, ele quer viver, na verdade, uma experiência sim. Sabe o serviço?

Ele é o veículo que vai entregar uma experiência. Uhum. No caso específico de reprodução assistida, é a chance maior é que seja uma experiência, entre aspas, negativa, uhum. A chance de não dar certo é maior do que a chance de dar certo. Sim, então o que fica é qual a experiência que esse paciente vai viver.

Exato. Como essa experiência vai acontecer, em que momento da jornada, essa experiência vai valer a pena? Quando comparado com um potencial resultado negativo. Sim, sim. Isso faz uma diferença grande para o paciente e o que se busca no final dessa jornada, ou seja, a é uma experiência que, se for negativo, o paciente vai pensar o seguinte, eu estou com o médico certo, estou na clínica certa, com os profissionais certos e eu vou começar tudo de novo.

Esse é o Santo Graal exato da reprodução assistida. Deu errado, mas eu estou no lugar certo por quê? Qual é o pano de fundo disso tudo? A experiência que ele viveu, a experiência que o paciente viveu. Lamentavelmente, nós temos.

E aí, felizmente, nós temos muitas oportunidades de melhorias. Uhum. O profissional que precisa ter essa vivência de entender que ele está prestando um serviço. Uhum. E o serviço médico, ele é.

Ele é visto pelo paciente quase como uma divindade, sabe? O ele, o paciente deposita Na Na figura do do médico, da clínica, da equipe. As suas mais profundas necessidades? Sim, sim. Então o médico, a clínica, a equipe precisa entender que cada etapa.

A expectativa muda, uhum. A experiência tem que ser nova e quando o paciente percebe esse cuidado, esse carinho, experiência. A experiência de passar pela jornada e, no final, dizer se for positiva, isso será inesquecível. Com certeza é um ponto, né, que você colocou agora coloca bastante, que é a gente olhar para a jornada do paciente, né? E com isso a gente entendeu que o paciente espera de cada etapa e como é que a gente pode fornecer isso da melhor forma possível, né?

É nesse ponto, é observando essa jornada que a gente consegue olhar onde a gente pode estar pecando em alguma coisa, onde a gente tem a oportunidade ali de melhoria, para que esse paciente como você, pontuou, mesmo que ele não tenha Oo desfecho esperado, mas que ele sinta, não, eu fiz o que estava possível na clínica certa, com a equipe certa, e vou seguir, né? Exato. Então é o que que você poderia, o que que, na sua opinião, o paciente espera o que que ele procura em uma clínica de reprodução humana? Coisa, na verdade, eu eu coloco isso. É de 2 maneiras.

Num processo inicial. E, posteriormente, no desenrolar da jornada, no inicial paciente que é muito. Conexão e intimidade. Uhum. Se o paciente não se conectar com a clínica, com o médico, com o ambiente, não vai gerar intimidade.

Exato, entende? Sim, a primeira fase da jornada. A paciente chega na clínica ou chega no médico, ou começa a se relacionar com o médico com uma expectativa que alguém disse para ela, hum-hum que é que é bom? Aham. Ela viu nas mídias sociais e criou uma fantasia para ela, que vai ser bom, uhum.

Ela olhou, leu um pouco mais, pesquisou sobre a clínica e viu que vai ser bom. Então ela chega com uma expectativa. Essa expectativa precisa ser se conectar com o médico e com a clínica. Imediatamente. Uhum.

Se isso não acontecer, a chance dessa paciente procurar uma outra alternativa é muito grande. Então, o primeiro ponto é conexão. Então tem que ter conexão. O segundo ponto é intimidade. Intimidade é algo que o paciente sente, sabe?

É ele. Ele quer se sentir confortável em casa, se sentido muito bem quando o paciente. Tem conexão e intimidade e o time da clínica do médico conseguiu trazer isso para a sensação que percepção que o paciente tem. Perfeito a primeira fase da jornada está completa, daí tem a próxima etapa, uma etapa mais dolorosa. É uma etapa de processos uhum, que vão falhar.

Vão dar certo e não tem como garantir um ou outro uhum. Mas se existiu a conexão e o processo de trabalho ao longo da jornada, cada cada pessoa que passa na relação com o paciente, a enfermeira, assistente social ou qualquer pessoa da parte de psicologia, nutrição às visitas médicas, não é às injeções. Os AA partir de ultra som, as visitas com o médico. Na medida que isso acontece, isso é o símbolo da intimidade. Uhum.

Eu continuo íntima, ou seja, é algo que diz AA meu respeito. Eu estou confortável? O processo caminha. Então, se na primeira etapa não gerou conexão e intimidade, a chance de não não ir bem é muito grande. Então, se eu, se eu pudesse assim resumir e dar o conselho é, você gera conexão e intimidade na primeira consulta com o paciente.

Isso é fundamental, sim. Sim, e a gente estava até falando, né? Eu estava comentando com o doutor Rubens sobre um pouco da da mudança, da da nossa postura como médico, e eu enxergo que, nesse sentido, passa um pouco por isso também, porque antes a gente tinha uma medicina que era muito verticalizada, né? Eu sou médico, eu sei o que é o melhor, eu estou falando, o paciente vai lá e faz e hoje é uma relação muito mais próxima, né, muito mais horizontalizada para que a gente discuta as opções, respeite a autonomia do paciente, tenha 11 diálogo, uma forma mais transparente e isso favorece essa essa conexão, essa intimidade, né, para que o paciente na minha. Visão, isso é Oo acolhimento de verdade, né?

O paciente fazer parte daquele processo, né? Sentir ouvido, respeitado, participando, participando, né? Então nós, no CEFERP, prezamos muito por isso, então. É pós pontuar, enquanto você estava falando ali, eu estava pensando aqui que Eu Acredito que nós estamos no caminho certo. Eu acho que é isso.

Aí, primeiro. O paciente, ele quer viver uma relação de conexão e intimidade com o médico. Ele chega com essa intenção. Uhum. Ele quer, sim.

Mas o paciente investe perdão, o paciente é infiel? O paciente é infiel? Ele quer dizer. Esse é o meu médico. Essa é minha médica, mas cada dia menos o médico vai dizer, esse é meu paciente.

Concordo. Porque ele é infiel e ele é infiel, porque ele tem expectativas não atendidas, uhum. É um consumidor novo, é um consumidor na geração aí, especificamente na pensando no ambiente de uma clínica de reprodução assistida, uma relação etária aí de 30 até 40 anos, na sua maioria. Uhum. E esse é o paciente que ele está, o tempo inteiro, comparando, uhum.

Por exemplo, um paciente de uma clínica de reprodução assistida chega num salão de beleza e toma café Cappuccino, numa xícara muito bonita, branca e dourada. Quando ela chega na clínica, ela toma um café num copinho de plástico e o café tá morno. Ela está comparando um médico e uma clínica de reprodução assistida com o seu salão de belezinha. Sim, sim, mas ela não está fazendo uma comparação cruel. Sim, ela está fazendo uma comparação de serviços.

Sim, de experiências, exato. Daquilo que ela está vivendo, uhum, sim. Se ela se um prestador de serviço para ela se lembra dela numa data especial, ela vai dizer, a minha clínica, o meu médico não se lembrou. Entendi. Então, concordo.

Esse esse consumidor, esse novo paciente que até eu tenho chamado de paciente 5.0. Ele é um paciente que ele tem necessidades que precisam ser entendidas e atendidas. Isso exige muito do médico e da equipe do médico. Uhum, quando esse médico está conectado com uma clínica, por exemplo, como a CEFERP, que tem isso na sua cultura, isso facilita para que ele comece a vivenciar. E você sabe que quanto mais você vivencia, mais você pratica e faz isso.

Natural, sim. E você sabe quando alguém está tentando fazer algo simplesmente para te agradar? Sim, isso não é bom. Sim, isso não é bom. É perfeito.

Bom, queria te agradecer mais uma vez pela disponibilidade, pela nossa conversa, pela sua presença aqui no evento. Podemos ter aqui 11 palinha do que a gente vai ouvir você falar daqui a pouquinho para nós e é um prazer te acompanhar, acompanhar o seu serviço. Nós também aprendemos, nos desenvolvemos bastante através dele, viu? Muito obrigada. Muito obrigado.

Obrigada por assistir ao papo de tentante. Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão? Mande um e-mail para [email protected]. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com um médico especialista.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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