Para alguns pode até ser contraditório, mas um dos grandes desafios para os tentantes é manter uma relação sexual saudável. A relação programada e as questões emocionais podem ser uma barreira nessa fase, e é por isso que é tão importante ter o apoio de profissionais capacitados e preparados, dispostos a orientar e acolher os pacientes.
No novo episódio do Papo de Tentante, com Dra. Camilla Vidal, Dra. Ingrid Guedes e Dr. Rodolfo Bertoli, tivemos uma bate papo leve, mas construtivo, sobre a vida sexual durante o tratamento de fertilidade.
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Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução manda do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se inteirar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram o seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios quinzenalmente e assistir ao episódio em vídeo pelos youtubers do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao papo de tentante. Hoje tenho convidados muito especiais. A gente vai falar de um tema que é muito importante e que muitas vezes acaba sendo deixado de lado. As pessoas têm um pouco de vergonha de falar que é a vida sexual no tratamento durante o diagnóstico de infertilidade. Então, antes de mais nada, queria agradecer a presença de vocês, convidar vocês a se apresentarem, doutor Rodolfo.
É bom dia. Meu nome é Rodolfo. Eu sou médico graduado pela Universidade Federal do Paraná. Fiz a minha especialização em ginecologia e obstetrícia pela Universidade de São Paulo, a USP de Ribeirão Preto e na mesma instituição também fiz a minha é formação em sexologia. Atualmente eu sou atuo como médico de ginecologista e obstetra e médico sexólogo.
Eu sou Ingrid, eu sou médico formada pela Universidade Federal de Alagoas, sou ginecologista e obstetra pela USP. Especialista em reprodução humana pela USP e hoje atuo como é fertiliza no cferf junto com a Camila. Perfeito, bom, e acho que uma das primeiras coisas que a gente pode falar, né, que assim é. A gente vê que o diagnóstico de infertilidade vem pelo tempo de tentativas, né? E a gente atende muitos casais, né?
Ingrid que é, ficam naquela, às vezes levam anos até procurar ajuda, né? E eu percebo, a gente percebe que muitas vezes. É, acaba desvinculando um pouco ali a questão da do do do prazer de ter relação. Ela acaba virando uma coisa muito mais mecânica no sentido de que tem que ter relação só para engravidar. E o quanto isso desgasta, né?
O relacionamento também. Não sei o que que você pensa com relação a isso. É, são vários os fatores estressantes que surgem relacionamentos de longa duração. Tanto que é 11 dos grandes desafios da sexologia é a manutenção do desejo sexual, do interesse pela parceria ao longo dos anos uhum e a resposta sexual tanto do homem quanto da mulher, ela tende a ficar comprometida a ter as suas diferentes fases. Afetadas conforme.
É, as diferenças na relação vão surgindo, os conflitos vão surgindo, é. E esses conflitos, eles podem ser das mais diversas maneiras, das mais diversas esferas. É da parte econômica, parte relacional, às vezes até pressão social externa sobre a rotina do casal. E a infertilidade em si, ela atua de diversas maneiras, também influenciando negativamente essa parte da da questão sexual. É.
Muitos casais se associam é a infertilidade, a um sentimento às vezes de menos valia ou a 11 sentimento de sentir menos capaz, menos competente e começa a se enxergar de uma maneira negativa e começa a se fechar para o relacionamento. Muitas vezes não se enxerga mais como uma pessoa atraente, uma pessoa capaz, uma pessoa sedutora, e isso afeta a relação como um todo. É a busca muitas vezes por um sucesso, por uma gestação é vinculada à. Ao ato sexual? A relação sexual em si muitas vezes gera muita expectativa e dificulta é com que a pessoa se entregue a relação.
Um dos principais é mecanismos para que a pessoa tenha prazer na relação. Ela está de foco, é completo, está presente inteiramente na relação em si. Ela não deixar que pensamentos alheios ao ato sexual venham durante aquele momento. E quando você está, é sob estresse ou preocupada com o resultado final? Daquela situação, muitas vezes você não consegue curtir o momento que você tem com a sua parceria, curtir as carícias, curtir as sensações que o teu corpo está experimentando, porque os pensamentos intrusivos ficam ocupando.
Atualmente o tempo que você não consegue se soltar, não consegue muitas vezes excitar de uma maneira adequada, não consegue atingir o orgasmo e isso com o tempo vai reduzindo o desejo sexual também e pode causar um distanciamento da parceria. Então é avaliar questões sexuais nos casais tentantes é fundamental. É o uma resposta sexual adequada, uma boa satisfação sexual. Ela é fator determinante para uma Boa Saúde mental do indivíduo e por uma Boa Saúde do relacionamento. E muitas vezes a gente deixa isso de lado.
A gente como médico ginecologista e obstetra, a gente é treinado para fazer diagnóstico de doença e prescrever medicação, e a gente muitas vezes se sente desconfortável, até despreparado para abordar esses temas. Então a gente se esquiva. Paciente também, muitas vezes não se sente à vontade para introduzir o tema durante a consulta. E fica? Fica Elas por Elas.
Todo mundo deixa quieto. Só que isso acaba trazendo muito sofrimento, muitas vezes mais do que uma questão do que um. Uma queixa é de saúde física, por exemplo. Ah, um corrimento ou 11 queixa que a gente possa tratar o que se sinta mais habilitado a tratar. Então, é um determinante de sofrimento individual e é um determinante de prejuízo para o relacionamento também.
Com certeza você comentou dessa questão de estar focado ali No No momento, né? E eu fico imaginando porque, por exemplo, quando a as nossas pacientes estão tendo relação para tentar engravidar, surgem todos aqueles mitos que a gente está acostumado a ouvir, né? Então tem a posição x tem que colocar o Travesseiro, não sei onde. Então eu imagino o quanto isso também, no momento, acabe sendo mais um fator que faça com que a pessoa está pensando em outra questão, em vez do ato sexual em si, né? Muitas vezes ela entra Na Na relação já buscando aonde que ela está falhando, o que que o parceiro ou a parceira está fazendo de inadequado e acaba trazendo mais culpa?
Sim, é a mulher. Ela associa muito a maternidade, é a gestação, a sua condição de mulher, a sua feminilidade. E a partir do momento que a mulher começa a encontrar dificuldades para engravidar, muitas vezes ela se questiona quanto a mulher e coloca, se começa a se colocar num papel de inferioridade, começa a se diminuir e questionar. É os outros aspectos referentes a ser mulher muitas vezes começa a se considerar menos atraente ou menos interessante pra parceria. Isso faz muitas vezes é que haja uma evitação sexual e um afastamento do casal.
Aí nessas questões que a Camila falou, né? Delas ficarem pensando, Ah, posição, o que tem que fazer? Colocar a perna para cima depois. Uma coisa que é muito comum delas acharem é que elas têm um tempo certo, que elas têm que ter relação naquele dia pequena, aquele dia que ela tá certo. A gente sabe que não é exatamente num dia certo, né?
A gente sabe que o óvulo, ele dura um tempo, o espermatozoide dura um tempo no organismo, então ela não fez assim naquele momento exato. Mas se queiram não, elas precisam programar para o momento que elas estão fértil para aquela janela, principalmente os pacientes que estão fazendo um namoro, programado, algo assim. E nessa parte de programar a relação, as pessoas já ficam com atenção, né? Ai é ruim, estou programando, não está os desejos, não está surgindo, não está sendo algo espontâneo. Como que elas podem melhorar isso, Rodolfo?
Então, acho que isso é uma questão importante. A gente tem, principalmente em relacionamentos aí já de longa duração, essa falsa ideia de que o desejo, que o tesão, que o interesse sexual, ele é algo mágico, ele vai surgir espontaneamente. Você não deve fazer nada para que isso aconteça. E forçar o surgimento de qualquer, de qualquer situação que leve ao ato sexual, seja a forçar a barra e seja. É artificializar muitas vezes a relação, mas se a gente for pensar direito.
É desde que a gente comece os nossos primeiros relacionamentos. Fase de se conhecer de namoro, a gente sempre se prepara para o ato sexual quando você vai encontrar o seu namorado, você está morando em casas separadas, vocês combinam o horário para se encontrar, você vai se arrumar, você vai vestir uma roupa bonita, Hum, você vai se preparar para o ato sexual. Quando a gente começa a morar junto, a gente dá uma relaxada, a gente é às vezes Ah, vamos jantar, Ah, vamos comer, qualquer coisa come na frente do sofá. Com qualquer roupa, não se ajeita. Começa a perder um pouco desse jogo de encantamento, de interesse, de despertar a curiosidade e o desejo do outro.
Então é essa ideia do sexo espontâneo, do sexo mágico. Ela é meio que furada. Assim, se os casais é começarem a fazer isso, esperar que o Sérgio sexo surja espontaneamente, é, esses casais provavelmente vão estar fadados a uma redução da frequência sexual e redução da satisfação sexual. É programar, é? Até fazer pequenas provocações ou pequenas falas durante o dia não é artificializar o sexo é você se preparar realmente para o ato sexual.
Então é ter algumas conversas durante o dia, programar uma situação especial à noite. É não perder a admiração pela parceria e mostrar o como que você se encanta, como que você percebe que o outro está bonito, que o outro está elegante e o outro está interessante. Se sentir desejado. É muito importante para a manutenção do desejo e para a manutenção da satisfação da. Na vida sexual a 2.
Então seria um pouco ilusão essa ideia de achar que vai o desejo vai surgir sempre espontaneamente e que tem que ser sempre espontaneamente, né? Acho que as pessoas ficam nessa expectativa de é ter um desejo espontâneo a qualquer momento, durante toda a relação longa, mas que isso não ocorre. É algo que a gente precisa ir lidando ao longo da vida. Né, é? Acho que talvez as pessoas vão meio para 18 ou 80, né?
Porque toda vez que a gente fala disso, eu lembro de um de uma paciente que ela estava falando, né? Fazendo tratamento ali na época, com outro profissional de namoro programado. E quando chegou o período fértil, ela falou para o marido dela, olha, você tem que vir para casa agora, porque o meu momento de ovulação é agora. E ele olha, eu estou com Pedra no rim, eu estou com muita dor, eu não vou conseguir, não interessa é hoje, tem que ser. Então assim as pessoas vão para o 8 ou 80, né?
Ou tem que ser completamente espontâneo. É o que você falou, é um mundo mágico, onde vai ser sempre ali, perfeito, o que a gente sabe que não é, mas também não é se preparar no sentido de programar tão artificialmente quanto as pessoas estão pensando que que seja, né? Exatamente, a gente tem que construir. É situações uhum para que o desejo com. Surja pra que a excitação aconteça, pra que as pra que a relação sexual ela seja satisfatória.
Não adianta. A gente é querer que aconteça de forma programada, mas sem esse jogo de sedução, sem esse jogo de Conquista. Mas imaginar que o desejo vai surgir de forma espontânea é um pouco Inocência da nossa parte. E quanto menos a gente trabalha para manter a resposta sexual adequada, menos ela vai acontecer. E a gente vai caindo naquele estágio de neutralidade em que nem na.
Parte aí é acaba tendo aquele impulso. Tal de buscar o relacionamento sexual, de buscar a parceria, as pessoas acabam se comportando mais como 2 grandes colegas de vida. Assim, sabe? Parceiros que dividem as contas, que cuidam da casa que é, organizam a parte financeira e acabam deixando a parte sexual de lado. Muitas vezes, para muitos casais isso não é problema, mas é comum que uma das partes pelo menos se sinta incomodada e que isso acabe trazendo algumas disfunções sexuais.
Uhum e é um Pilar importante, né? A gente tem que estar bem em todas as as esferas, né? E a vida sexual é um Pilar importante também para a saúde do casal. Né, com certeza. Gente, ainda tem um pouco de preconceito quando a gente fala de sexualidade, vida sexual do casal, como sendo algo, é muito.
É individual e que deve ser deixado só no âmbito domiciliar que não deva ser discutido, mas é. Uma Boa Saúde sexual? Uma boa relação sexual com a parceria aumenta os vínculos de cumplicidade, aumenta a satisfação em relação à qualidade do relacionamento como um todo. Então você enxerga a sua parceria e valoriza a sua parceria muito mais quando a parte das questões sexuais está bem alinhadas. Assim, então, é 11 dos fatores fundamentais para para a manutenção de um relacionamento de qualidade.
E é normal, nos momentos que a gente se apaixona, que o desejo que a resposta sexual ela esteja mais aflorada. Mas quando a gente tem é a questão dos relacionamentos, por exemplo, de longa duração. A gente tem 2 fatores principais que a gente sempre tenta avaliar, o meu amor, o amor. Ele está muito atrelado a um sentimento de segurança, de calma, de tranquilidade, de conforto, de casa. E do outro lado a gente tem o desejo, o desejo.
Ele é movido pelo encantamento, pela novidade, pela surpresa. E os 2 são é opostos. Então, muitas vezes a gente foca em construir um relacionamento muito estável, em que as coisas são encaixadinhas. Começa a virar um relacionamento monótono e muito engessado, e a gente vai suprimindo do outro lado, que é o desejo. Então, o grande jogo, o grande lance, é a gente tentar encontrar esse equilíbrio entre amor e desejo, ter cumplicidade, ter segurança, mas poder surpreender, poder tentar coisas novas.
Poder é se sentir vivo ainda dentro do relacionamento, sabe? E esse é um dos grandes desafios que a gente pode orientar e ajudar as nossas pacientes também. Outra coisa que a gente tem uma questão muito grande aqui são os negativos recorrentes, né? Vida das pacientes, né? A gente sabe que o tratamento de reprodução ele tem muito mais negativo do que positivo.
Então, às vezes a jornada é longa e né? Durante a jornada, elas se deparam com vários negativos e muitas vezes, quando? Elas estão nesse processo. Cada negativo daquele é uma situação de trauma. É uma situação de estresse, de angústia.
E a gente sabe que situações de estresse, se angústia, deixam a gente é menos, vamos dizer assim, predisponente a ter relações, né? A gente fica com aquilo na cabeça, fica martelando aquelas ideias. E como que a gente podia lidar com isso, então? O estresse, realmente o estresse global e o estresse emocional, principalmente. Ele é um dos grandes fatores que suprime a resposta sexual como um todo e, principalmente, o desejo sexual, que muitas vezes é o que move, o que alimenta a relação.
Sem o desejo, muitas vezes você não engaja numa relação sexual, então acaba é afetando todas as outras partes da resposta sexual, né? É o estresse. Então é 11 grande inimigo da resposta sexual? A gente tem sempre é tentar trabalhar com a nossa paciente, é. Alguns fatores que podem aliviar ou reduzir os níveis de estresse.
Então, avaliar a rotina dessas pacientes é fundamental. Se ela tem, é atividades sociais, atividades lúdicas, atividades esportivas que por si só reduzem o foco na relação, reduzem os níveis de estresse. Então é é muito comum que quando a paciente chegue a focada é no tratamento da infertilidade, a vida inteira dela, ela começa a direcionar todas as energias para resolver essa questão e acaba muitas vezes deixando de lado outras atividades, outras questões que. Que muitas vezes não são prioridades. Só que você abandonar essas outras atividades é você acaba aumentando a expectativa e, no caso de um negativo, aumentando a decepção e os níveis de estresse e as Barreiras que você constroem é ao entorno disso.
É então a gente tentar estimular nossas pacientes a terem atividades diversas. É um é uma das atividades, é uma das das propostas que a gente pode ter. Outra proposta é orientar nossas pacientes em relação às técnicas de mindfulness. Mindfulness são é uma ferramenta validada pela terapia cognitivo sexual para redução de desejo, redução de excitação e redução de orgasmo. É uma técnica aí.
A modelo das técnicas é de relaxamento ou até de meditação, que busca esvaziar a mente de todos os pensamentos que são alheios ao ao ato sexual em si. Então, o mindfulness voltado para a terapia sexual, né? Mindfulness pode ser aplicado em diversas esferas da vida, então. Você focar totalmente está presente no momento. É perceber todas as sensações, todas as alterações corporais, todos os estímulos que você recebe e se porventura que vão surgir os pensamentos intrusivos surjam, você olhar com carinho para eles, mas deixar que eles passem, não focar, não se apegar a nenhum pensamento externo.
É muito comum que as pacientes elas comecem a trazer não só o negativo para casa, mas trazer a amiga que está cobrando, se aí engravidou ou não todo mês, ou a mãe que está querendo o primeiro netinho. Ou as frustrações do marido ou de quem mais seja Na Na sociedade assim. Então, quando você vai ver, não há. Não está só mais a nossa paciente e sua parceria ali no quarto, no relacionamento da comunidade inteira. Isso acaba trazendo muito peso.
E é claro que a pessoa não vai conseguir relaxar, não vai conseguir focar, não vai conseguir aproveitar. Essa relação com é, é. Adequadamente. 5 satisfação, então é conhecer essas técnicas de mindfulness. Tem vários treinamentos que até você consegue fazer online.
Assim, sabe, treinamentos gratuitos é se informar sobre essas técnicas ou procurar ajuda com é terapia cognitivo-comportamental, é, eu acho, um grande fator de ajuda para essas pacientes que estão enfrentando esse problema de negativos recorrentes que geram frustração e geram grande estresse emocional. Excelente, você sabe que isso até casa, a gente fez 11 episódio com uma psicóloga para falar sobre como lidar com negativo, né, de uma forma geral, e ela falou exatamente isso, que você falou assim, de que se a gente focar só naquilo, a gente vai potencializar o desgaste que aquilo vai trazer para nossa vida, né? Ela até deu uma sugestão, ela olha, é tenta fazer um cronograma do que você vai fazer do dia da transferência até o dia do beta, vamos no cinema, nós vamos depois jantar com os amigos, nós vamos fazer não sei quê, e isso não deixa de ser também ela trabalhar o relacionamento dela com o parceiro, né? É uma coisa que eu costumo falar muito para as para as minhas pacientes, assim, naquele momento do pacto, fala, olha, às vezes é bom a gente tirar um tempo pra respirar. A gente vê as outras áreas da nossa vida, tem muita coisa boa em volta no nosso relacionamento, no nosso trabalho, na nossa família, e a gente fica só focado, só acondicionado ali ao tratamento, né?
Exatamente, é comum, né? O ser humano tem essa. Mania de buscar sempre o resultado final. Sucesso tipo a gente quando estava estudando para o vestibular, a gente não queria saber de curtir aquele ano de cursinho não, eu vou viver no meu ano de cursinho, vou estudar, estudar, estudar, porque no final eu quero passar. É só que a gente acaba deixando passar.
Muita coisa nesse processo é das tentantes. Às vezes passam um ano, um ano e meio, 2 anos até conseguirem o tão sonhado positivo, e durante todo esse tempo elas estavam vivendo e muitas vezes elas deixaram de curtir. Deixaram de aproveitar oportunidades que surgiram, deixaram de fortalecer o relacionamento e beleza no final positivo veio, dá uma sensação de Felicidade e satisfação, mas é não precisa ser um caminho de sofrimento até o até o positivo. Lógico que gera angústia, gera ansiedade, mas na medida do possível, a gente tem que tentar usar outras estratégias para promover o bem-estar durante esse processo. Uma paciente que é curte, eu acho que o processo que chega no final e olha para trás e fala, nossa, pena que.
Pena aí camiley demorou tempo. Mas valeu a pena. Foi gostoso, tipo, estou super satisfeita. Eu acho que ela tem uma maternidade também, com com menos piso. Ela se sente mais satisfeita com o processo.
Ela curte mais do que rolou. Assim é com certeza, né? Essa jornada traz impacto em vários momentos ali, né, pra parte emocional. Outro ponto que se até abordou antes, mas acho importante a gente enfatizar, é o estigma. A gente fez 11 episódio com 11 psicóloga também falando sobre a jornada e sobre como isso impacta impactava para a mulher, na questão dela não se sentir completa dela, não se sentir que estava fazendo o seu papel para a sociedade.
Mas a gente fala pouco para o estigma, para o homem também, né? A gente. Inclusive, recebeu há um tempo 11 convidado para contar o relato dele e eu achei interessante uma história que ele contou, porque ele falou assim que na consulta o médico pergunta. Os 2, tá, e como é que está a frequência sexual? E aí ele rapidamente falou assim 5 vezes por semana e ao mesmo tempo ela falou 2 vezes por semana.
E aí ficou aquela coisa assim, e ele quem está falando a verdade? E aí Na Na época, até o paciente falou, ele falou eu ficava com vergonha de falar sobre isso, porque pra mim era algo muito difícil e tudo mais. Então acaba que pro homem ainda muito se mistura essa questão, né? Da de infertilidade com a questão de parece que afeta ali AA percepção de de masculinidade, né? A.
Pressão social influencia muito, né? Os meninos, eles são desde pequenos, educados a serem. É machos, forte, seguros, estarem sempre presentes, nunca negarem sexo, é estarem sempre prontos, enquanto que a mulher Ela Foi educada a ser mais recatada, a ser mais receptiva. Não é demonstrar tanta atitude em relação ao ato sexual. Então há essa expectativa social muito grande, que o homem seja o garanhão e seja sempre presente, e a mulher ela seja mais quieta, mais recatada, de um modo como de um modo geral.
É, e para os homens acaba tendo muito, muito peso por essa associação entre é fertilidade e masculinidade. Um homem que não é tem, sei lá, produção espermática eu tenho uma baixa é contagem é de espermatozóides ou uma baixa qualidade de espermatozóide. Ele sente que ele é impotente, que é a função dele no planeta. Não está sendo, é, não está sendo executada assim. Isso é muito interessante mesmo.
As pessoas que são mais, que têm mais conhecimento do assunto, né? Eu lembro que no acho que no meu terceiro ano de residência da ginecologia. Uma colega que estava fazendo um projeto de mestrado sobre a influência do COVID no espermograma, e aí ela coletava é amostra de sêmen de homens que tiveram COVID, de homens que não tiveram COVID para comparar se influenciava Na Na qualidade espermática. E ela pediu, Ah, você não não topa do ar e semi pra gente pra pesquisa, Ah, topo né, só que é um é um fator de muito estresse assim pro homem, sabe? Mesmo eu sabendo que não tinha nada a ver, que não tem relação, que seria pra uma pesquisa científica, nem tava importando, nem tava querendo engravidar na época não, já gerou muita ansiedade que a semana inteira pensando naquilo, eu falei, nossa, como que vai ser a coleta?
Eu liguei Pra Ela e falei Ah, posso fazer a coleta em casa pra não precisar coletar no laboratório? Então são vários os fatores de estresse que acabam é. Vindo junto com. Com essa questão principalmente da masculinidade e desse sentimento de inferioridade, caso haja alguma alteração, sabe? É, e o homem?
Ao contrário da mulher, ele depende muito. É de um equilíbrio fino ali é entre o sistema nervoso simpático e parassimpático pra no momento de excitação, ter uma ereção. Caso é o. O nervosismo, a ansiedade tome conta. O sistema nervoso simpático.
Ele começa a predominar e. Dificulta muitas vezes a capacidade de ereção peniana e aí é como consequência, ele pode apresentar problemas de disfunção erétil. Uma vez que o cara tem problema de disfunção erétil, ele já entra na próxima, é relação sexual, no próximo, intercurso sexual, muito mais ansioso e a tendência acontecer de novo, e isso virando uma bola de neve, cada vez piorando mais, chegar num ponto que o cara começa a evitar a relação sexual, porque ele não quer se expor a essa humilhação e ele não quer decepcionar a parceira. Então, muitas vezes algo que poderia ter sido conversado, trabalhado lá no começo, a gente esquece que o homem tem sentimentos, né? A gente trata o homem.
É de uma maneira que ele a foi sempre acostumado AA ser tratado de uma maneira mais direta, mais seca, quanto a mulher, ela normalmente ela consegue é expor mais os seus sentimentos, discutir melhor os seus medos, as suas angústias. Geralmente a resposta do homem é se fechar, é diante de um de situações constrangedoras, o cara se fecha, se guarda e fica sofrendo ele calado. A mulher, ela tem um pouco mais de facilidade em externalizar o que ela tá sentindo, o que ela tá passando e muitas vezes a gente esquece que a gente tem que trabalhar nesses pontos com a parceria com os homens. E acaba é permitindo que essas disfunções se instalem e que muitas vezes a qualidade ali do relacionamento seja comprometida durante, às vezes até Oo processo de de reprodução assistida, sabe? Não assisti pra você que estava fazendo só o espermograma para uma pesquisa, já foi um fator de estresse tão grande, né, que aquele significado não IA mudar muita coisa para você, né?
É, imagina para os pacientes que estão fazendo com a função, né? Já ou na parte da investigação? Hoje, já colhendo o sêmen para fazer um afive, por exemplo. Então é uma carga muito grande. É um peso.
Aquele exame para inglês? Sim. Você passa a semana inteira pensando que qualquer ato que você cometa de errado pode afetar a qualidade. Ai então eu não vou fazer isso, eu vou fazer aquilo, vou me poupar, eu posso fazer atividade física, não posso fazer atividade física, posso comer isso, posso beber aquilo. Então vai gerando vários questionamentos que você nunca nem imaginou que poderiam surgir durante essa fase assim.
É e por isso que às vezes, quando a gente vai passar o resultado, né, do espermograma, vira e mexe alguém pergunta, né? Ah, mas olha, eu bebi ontem. Será que não foi por isso? Eu? Fiz tal coisa.
Pode ter sido isso. Não é melhor fazer de novo? Porque gera nessa sim. E querendo, é basicamente um único exame que a gente solicita do homem, né? A mulher, ela tem outros exames que podem ali achar a causa.
O dele é aquele, então até toda a expectativa naquele naquele exame. É EE eu pelo menos assim, a percepção quando vem alterado, o homem se culpa também, né? Então é o que você falou que traz essa só tem aquele um exame como se a chance fosse aquela ali, né, de vai vir a chance, a chancela de que eu tenho alguma coisa e não consigo cumprir o meu papel. Eu, eu não aguento isso, as pessoas, Ah, é porque eu não consigo engravidar a minha esposa, gente, ninguém engravida sozinho, né? Os 2 precisam, né?
Tá estar aptos e a gente ainda recebe muito isso, né, porque. É os ginecologistas mais antigos. AA, formação mais antiga, era sempre aquela coisa de assim, vamos avaliar a mulher e aí se a mulher não tiver nada e avalia o homem uhum, isso ficou meio que enraizado, né? Então a gente vê que até hoje a gente recebe muitas pacientes, fala não, eu fui no meu médico, aí eu fiz todos os meus exames, aí ele falou, não, tá tudo normal, então agora vamos fazer o exame do seu marido, então parece que o marido é colocado em xeque naquele momento, né? No sentido assim, ela já passou no teste, então agora se não der certo, o problema sou eu, meu Deus do céu.
EE, isso realmente é bem difícil e sobre essa questão, né, do do espermograma. Além de ter toda essa pressão, tem o momento da coleta em si, né? Que precisa de um de um ambiente adequado pra gente poder fazer negócio falando não posso fazer em casa, uhum tem bastante paciente que fala sobre isso também, né, Ingrid? Sim, que queira ou não, estar num ambiente que sabe que está indo colher, né? Alguém levou ele até a coleta, uma circulante enfermeira levou ele até assado em coleta.
Ele já fica a imaginar, essa pessoa sabe o que eu estou fazendo aqui, né? Uhum, então dá toda uma pressão, estando num ambiente de um laboratório, uma clínica. É ainda mais que pra pra nossa geração ainda. A sexualidade é um tabu e a masturbação é um tabu também. Então ela é vista como algo errado, como algo que se deve fazer escondido.
Você ser levado pela mão até uma sala pra você se masturbar, coletar sêmen e depois você. Sair todo mundo ficar olhando pra vocês, saber o que você acabou de fazer ainda gera um desconforto, por mais que seja inconsciente, se ainda fica muito inibido com esse com esse fato, talvez para as próximas gerações. Com questão de educação sexual, talvez isso fique um pouco menos agravado, mas para a nossa geração é algo muito, muito forte ainda. Né? É, e tem muito também da questão de das expectativas sobre a maternidade, né, de que você comentou no início sobre como o relacionamento como um todo tem que estar bem.
E às vezes alguns fatores, né, de stress no relacionamento, impactam também na vida sexual. E eu vejo que muitas vezes as visões distorcidas ali da importância da maternidade, não distorcidas, mas diferentes, né? O peso diferente da importância da maternidade, da paternidade para um ou para o outro, muitas vezes é um fator de conflito para o casal também, né? Quando um dos 2 acaba estando mais engajado que o outro no processo, né? É.
E a maternidade em si é um. Um momento que coloca o relacionamento em prova sim. Porque querendo ou não, surgiu uma nova pessoa que vai depender totalmente de cuidado dos pais. Então o foco não é mais. É aquela dualidade entre as 2 parcerias.
Agora tem uma terceira pessoa, um terceiro indivíduo, que vai chorar à noite, que vai sugar todas as suas energias e que vai demandar toda a sua atenção, vai demandar comida, é cuidados de higiene, é, enfim, atenção total, 24 horas por dia, então é muito comum. Isso em casais é que muitas vezes se prepararam muito tempo, travaram aí às vezes uma luta muito Unidos é contra a infertilidade de às vezes se desencontrarem também nesse momento do do da do nascimento do bebê assim, sabe? Então é um dos fatores que melhor é regula essa parte é a possibilidade de uma conversa Franca e aberta entre o casal e não esquecer da importância de manter essa relação a 2 da dualidade. Lógico, é fácil falar quando você tem uma rede de apoio, quando você tem. É condições ou pessoas que possibilitem e vocês ainda manterem atividades a 2.
Mas quando você está morando numa cidade distante dos seus pais, sem um grupo de amigos que você confia, sem condições de pagar muitas vezes alguém para cuidar do teu filho, às vezes é a responsabilidade, acaba ficando em cima do casal, muitas vezes em cima. É mais ainda da mulher que tem que amamentar, Quem é Quem vai dar o conforto na hora que a criança está inconsolável, chorando, inconsolável. Então, muitas vezes é a mudança de foco, é da maternidade, ela também é um fator que deve ser. Muito bem pensado e trabalhado. Pra que não seja um fator de distanciamento do casal e de sofrimento, né?
Rodolfo então, e às vezes, com o tratamento também. As pacientes estão cheia de hormônio, né? Estão usando hormônio, estão produzindo muito hormônio. E a gente sabe que esses hormônios femininos, eles causam a labilidade emocional. Às vezes a gente fica com os sintomas meio de TPM, mais irritada, mais estressada, e isso tudo interfere também nessa mudança emocional ali daquele tratamento, nas relações sexuais.
Como que ela poderia contornar um pouco essa situação desse, desse labilidade emocional? Então é importante que a gente saiba que a resposta sexual de homens e mulheres, ela elas têm muitas semelhanças, mas elas também têm muitas diferenças. E até por isso que a gente usa modelos diferentes para explicar a resposta sexual masculina e a feminina. Geralmente a resposta sexual masculina a gente explica por um modelo linear criado lá por massas e Johnson, depois adaptado por Kaplan, que ele pega a fase de desejos, seguida pela fase de excitação, fase de orgasmo, fase de resolução. Então, o homem funciona geralmente de uma forma mais linear.
Durante algum tempo tentou se enquadrar a resposta sexual da mulher nessa resposta linear, mas não batia, não, não era satisfatória avaliação da resposta sexual com base nesse modelo até que é batom é propôs AO modelo circular para resposta sexual. Esse modelo circular, ele ele é caracterizado por fases que elas às vezes podem ser sobrepostas ou não sequenciais e baçom ela ela inseriu a influência de fatores não biológicos. Na resposta sexual feminina, incluindo aí a intimidade emocional, que é fundamental para que a mulher tenha uma resposta sexual satisfatória. Então é o cara. Ele pode estar meio estressadão ou pode estar meio de mal com a esposa, brigado e tal.
Ele consegue chegar no final do dia, abstrair, é sentir desejo, ter excitação, é ter uma relação que para ele é satisfatório. E ter orgasmo para mulher não é tão fácil assim. A mulher, ela geralmente ela capta fatores, é. Do meio, fatores do relacionamento. Que influenciam nas fases da resposta sexual.
Então, se é a relação, não está sendo, é é adequada? Se o parceiro não está valorizando, não ajudou nas tarefas do dia a dia, não percebeu que ela se arrumou, não percebeu que É Ela fez alguma coisa diferente com o corpo, que pintou a unha, que cortou o cabelo? Ou se o cara não está é ouvindo o que ela diz, se não se mostra interessado pelas atividades, se às vezes não. Compartilha com as angústias durante o tratamento de reprodução assistida? Ela vai perdendo.
Como você se encantamento essa? A propulsão para que ela entrasse numa resposta sexual. Então é, tem uma sexóloga muito famosa internacionalmente, a Esther perell, que ela fala que as preliminares elas começam logo depois da fase de orgasmo e de resolução. Então a gente acha que a preliminar é 5 minutinhos antes da relação pênis, vagina, da do da relação sexual em si, não. A preliminar para mulher, ela acontece muito antes disso.
É a mulher se sente vista, se sentir valorizada, se sentir cuidada, sentir amada. É, são todos fatores que propiciam é para que haja uma relação sexual satisfatória e durante o tratamento de reprodução assistida são feitos usos de vários hormônios, muitas vezes em níveis superfisiológicos, que podem exacerbar. Muitas vezes é essa labilidade emocional e muitas vezes é fatores que antes poderiam ser tolerados ou que poderiam não influenciar a resposta sexual feminina. Muitas vezes ganham mais peso, ganham mais valor. E acabam influenciando negativamente.
Então, essa fase do tratamento é de reprodução assistida, além do estresse emocional, esse estresse hormonal, essa variação hormonal que pode causar alteração, é emocional, é muito, é marcante e a gente deve entender e deve conversar sobre isso com a própria paciente e com a parceria. Para que esses é fatores inibitórios ou fatores que gerem conflito, eles possam ser minimizados ou trabalhados. Nossa, você comentando, eu lembrei muito de uma paciente que ela estava em estímulo ovariano, né? E aí a gente foi fazer ultrassom, ela entrou bem no consultório, sorrindo tudo, e aí no que Ela Foi trocar de roupa para deitar no ultrassom, ela saiu chorando, falei gente, que que aconteceu? Estava tudo bem ela, eu lembrei que no carro ele falou que eu estou gorda, ele não, mas eu não falei isso, eu só falei do seu short e você vê assim.
Ela demonstrou nitidamente que ela estava num numabilidade emocional muito grande, né, por conta da das medicações e o tanto que isso impactou numa coisa, que é o que você falou, provavelmente fora desse período seria bem tolerado, seria normal, mas foi mais uma uma gotinha ali que poderia impactar no relacionamento, né? Se a gente não, não orise. Isso antes. Não instruísse esses casais que olha, isso pode acontecer. Marido, tente, né?
Dar um apoio? Tente entender nesse teoria exatamente. Ah, eu acho que foi excelente, né? Nossa, maravilhoso, eu tenho certeza que as pacientes vão aproveitar muito. Acho que é muito bom a gente falar outras coisas além da parte da reprodução e todo o tratamento, né?
Pra Elas perceberem outros aspectos da vida e ajudar nessa jornada, né? Porque foi como você falou. Se elas ficarem só com aquele foco, vai perdendo os outros aspectos da vida. E a vida conjugal é importantíssimo. Se a gente tá pensando que vai construir uma família a partir dali, então é o que a gente precisa.
Tá podendo. Indo e mantendo, né? É isso. A gente acha que busca sempre é dar o melhor para as nossas pacientes. Vocês sempre buscam é otimizar os protocolos de tratamento, as melhores medicações, usar as melhores técnicas para captação, para maturação dos ovos, para fertilização.
Então é a gente é poder propor para as nossas pacientes. É outras atitudes ou outras recomendações que melhorem a qualidade de vida, que melhorem a sensação de bem-estar. Acho que são fundamentais. Aliados mesmo no tratamento da reprodução assistida. Com certeza, porque a gente, a gente como médico ainda olha muito o lado técnico, né?
E às vezes o próprio paciente é a mesma coisa. Quando hoje tá muito, a gente fala, tem que dosar um Monte de vitamina, aí você tem que tomar um Monte de coisa, só que a pessoa não quer comer bem, ela não quer dormir bem, ela não quer fazer atividade física, é muito mais simples. A gente fala não, mas a minha vitamina tá baixa, vou ter que tomar. Então acaba que pra questão da vida sexual eu percebo muito isso também, né? Às vezes os casais falam não, mas tem que dosar hormônio e a gente tem que ver isso não, porque eu será que eu não não vou ter benefício de usar testosterona pra aumentar a minha libido, quando na verdade tem tantas outras coisas, né, que são pilares tão importantes ou até mais, se a gente for ver, né?
E que não são ainda tão avaliados e tão discutidos por um certo tabu, né? Então, se a gente puder promover conversas como essa, com certeza a gente vai ajudar muito na saúde das nossas pacientes, né? Exatamente. Queria, em primeiro lugar, agradecer a sua disponibilidade, a sua participação, deixar um espaço se você quiser deixar uma mensagem aí uma dica, alguma orientação que você dê pra resumir tudo isso para as nossas pacientes. Ah, eu acho que o fundamental é que fique de mensagem para dessa conversa para as pacientes e para os profissionais médicos.
É tirar o estigma da resposta sexual e da qualidade da vida sexual conjugal. É a vida. Uma vida sexual satisfatória? Uma vida sexual é adequada? Ela é fundamental para a manutenção, é de uma boa qualidade de vida, é conjugal, uma qualidade de vida a 2.
Então, é para as pacientes. É o médico ginecologista que é um médico fertiliza. Ele é capacitado para discutir essas situações. Às vezes, se ele não se sente confortável. Para te acompanhar nas questões emocionais, ele pode recomendar um profissional que o seja.
Então, discutir essas questões com o seu médico ginecologista deve ser algo básico, algo é inicial. Você tem Liberdade para fazer isso. E o médico ginecologista? Ele tem uma formação adequada e tem condições para te ajudar? Se o médico ginecologista percebe que está saindo da sua área de atuação ou saindo do seu espectro de conhecimento, ele tem autonomia para te indicar um profissional sexual, um terapeuta sexual, que possa te ajudar nessas questões.
É mas encarar essa jornada da da reprodução assistida como algo mais leve, como realmente um caminho que está sendo trilhado a 2 para quando chegar lá no fim dessa trilha, chegar no alto da Montanha, a vista possa ser compartilhada e possa ser curtida pelos pelos 2. Maravilha. Muito obrigada, muito obrigada. Ingrid também foi uma conversa muito boa. Obrigada por assistir ao papo de tentante para enviar seu relato, dúvida ou sugestão?
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