Ep. 77 Papo de Tentante AO VIVO | CEFERP

O podcast Papo de Tentante AO VIVO foi bom demais!
Assista na íntegra e tire junto suas dúvidas com a Dra. Camilla Vidal no podcast especial do Mês da Conscientização sobre a Fertilidade.
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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?

Acabei de receber aqui a informação, que também já estamos ao vivo no YouTube. Bom, quem já acompanha aqui a live já sabe, mas quem tá chegando agora não sabe muito, pode mandar nas suas perguntas. A gente salva aquelas mais importantes, mais prevalentes que foram chegando aí nos stories, conforme a gente foi abrindo caixinha, mas vocês sabem que eu amo conversar, então podem ir mandando por aqui para a gente poder falar também. Deixa eu ir dando boa noite para quem entrou aqui. Boa noite, José, Carolini, Maria Eduardo, Açol, Daniel, Acadestro, sejam muito bem -vindos.

Estou dando boa noite, mas estou estranhando, ainda que ainda tá cedo para o nosso boa noite. Boa noite, José, que vão ter vocês aqui. A Silvana, Sandra, bom, a gente recebeu. Vou começar por algumas perguntas que chegaram nas caixinhas, conforme a gente foi abrindo. E aí com isso eu vou falando de alguns temas e conforme vocês forem lembrando das dúvidas, vocês vão mandando aqui nos comentários também.

Deixa eu dar uma olhada aqui. Existem diferentes tipos de exames genéticos no embrião? Qual recomendam? Nossa, começando com o tema já denso, né? É difícil de a gente explicar, mas vamos lá.

Quando a gente fala em estudo genético do embrião, basicamente significa, gente, retirar algumas células desse embrião para mandar essas células para um laboratório de análise genética, enquanto o embriãozinho fica congelado na quínica. E aí, basicamente, existem três formas principais da gente fazer análise. Existe o PGTA, o PGTM e o PGTSR. O PGTA vende anelploidias. Então, a gente procurando se existe um cromossomo a mais ou a menos em alguns dos pares dos embriões.

O PGTM é procurar doenças monogênicas. Então, são doenças em genes específicos. Então, a gente quer pesquisar alterações relacionadas à fibrosis cística. Então, para isso, a gente vai fazer alguns exames no casal, vai confeccionar uma sonda para procurar essa alteração, essa mutação também no embriãozinho para depois a gente ter esse lado. E o PGTSR pesquisa rearranjos estruturais.

Então, normalmente, ele é um tipo um pouco mais específico de análise genética que a gente vai fazer quando um dos dos dos pais, então, de quem forneceu o óvulo, espermatosóide, tem uma alteração no cariótipo que possa aumentar o risco dessas alterações também nos embriões. E aí, a recomendação, ela é individual, porque depende muito do histórico. Então, se a gente encontrou alguma alteração de exames em quem está fornecendo o óvulo ou espermatosóide, ou se a gente está buscando por alguma doença específica na família, porque, por exemplo, para a gente fazer análise de doenças monogênicas, significa que a gente está pesquisando alguma coisa que a gente já sabe que tem um histórico na família. Agora, se é aquela análise mais geral, no sentido de, não tem histórico de nada específico, eu quero fazer porque eu estou preocupada com a idade, porque eu estou preocupada com um aborto de repetição, porque eu estou preocupada com falha de implantação, aí a gente faz, principalmente, o PGTA, que avalia a parte das anelplodias. Boa noite, Antônio Félix aqui pelo YouTube, quem entrou agora também, a Chayene, a Taís, a Rose, a Camila, a Patti, a Andrea.

Gente, mandem perguntas, tá? E mandem aqui pelos comentários, que é onde eu estou conseguindo ter o acesso aqui para ver as perguntas de vocês. Enquanto isso, estou respondendo algumas que a gente recebeu na caixinha, e aí tem outras que a nossa equipe do marketing também vai mandando para nós aqui nos comentários, conforme for necessário depois que a gente for esgotando esses temas aqui que a gente separou das caixinhas, tá bom? Ó, deixa eu dar uma olhada aqui. O sangramento após a trans… vou por ordem, porque se não aqui nas caixinhas eu vou me perder, em quem eu já respondi.

O sangramento após a transferência significa anidação e se não tiver sangramento. Quem mandou essa pergunta na caixinha, é porque como a gente foi mandando várias, foi abrindo várias caixinhas, né? Porque a gente estava avisando da live já com o tempo, quem mandou essa pergunta na caixinha está grávida agora. Então sabemos que esse sangramentinho era da anidação do seu hibrião, graças a Deus. Mas assim, respondendo, né?

A dúvida que é uma das dúvidas mais comuns de quando a gente faz o tratamento, né? Que é assim, o que eu vou esperar depois da transferência de hibrião? Será que sangra é bom? Será que sangra não é bom, né? Será que significa alguma coisa?

Qual é a pista que eu vou ter para saber se está dando certo ou se está dando errado, né? Quando a gente fala especificamente do sangramento, gente, ele é bastante inespecífico nessa fase pós transferência, tá? Porque, o que eu gosto sempre de falar, a gente precisa lembrar que é um período que a gente está usando bastante hormônio. Então esses hormônios, eles engrossaram um endometro, eles precisam de um equilíbrio muito perfeito para manter esse endometro estável. Muitas vezes o uso dos hormônios e essa fase que a gente está vai fazer também o colo do útero ficar mais vascularizado.

E aí, por exemplo, se a gente está usando a progesterona pela vagina, às vezes na hora da gente introduzir o comprimido, a gente pode encostar ali no colo, se tem algum vasinho, pode acontecer de sangrar. Então a gente não consegue, pelo sangramento, dizer se está dando certo ou se está dando errado, tá? Então às vezes é muito comum que a paciente fala assim, não, mas você não vai entendendo. Veio o sangramento muito, o sangramento igual à dimensuração. E a gente sabe que a gente fica com o coração apertado, que a gente fica preocupado e que isso é um sinal de alerta para nós, mas a gente não consegue com isso dizer, bom, então realmente era a menstruação, não deu certo, vamos seguir.

Porque a gente já teve paciente que sangrou, normalmente igual a menstruação e que estava com teste positivo e às vezes o paciente não está tendo sintoma nenhum e acaba tendo um teste negativo. Porque o sangramento pode vir dessas outras explicações que a gente estava falando sem necessariamente significar algum problema. Mesma coisa, a anidação, que é a implantação do embriãozinho, né? Ela é fundamental para a gestação evoluir, né, de uma forma bem sucedida. Mas não é obrigatório que a gente perceba coliquinha, sangramento e muitas vezes, né, quando a gente fez a transferência, a gente está ali naquela fase que a gente está focado buscando o máximo de respostas possível.

Então às vezes a gente vai se atentar a algumas variações pequenas ali, né, que não necessariamente vão trazer um significado clínico para nós. Então certeza mesmo é só pelo beta HCG, tá? Vi que foram chegando aqui algumas perguntas pelo Instagram. Deixa eu ver. Alohani, como lidar com a espera do pós transferência?

Lô, que difícil, né? Porque a gente pede para fazer o teste depois de aproximadamente duas semanas e parece que são as duas semanas mais longas da vida. Eu falando assim como médica que trabalha em reprodução humana, gente, eu juro. Às vezes eu paro e penso assim, nossa, mas e a pessoa tal? Faz tanto tempo que a gente transferiu, não é possível que não dê o dia do beta.

Aí você vai olhar, faz uma semana a transferência. Então se a gente fica nessa angústia, imagino vocês quando passam pela transferência que está ali todo dia usando os hormônios e ali na expectativa, né? Mas a gente já fez até o episódio do podcast com a doutora Eloisa Psicóloga, falando um pouquinho dessa abordagem, né, emocional e de como lidar melhor com as fases do tratamento. E falando especificamente da transferência, uma coisa que eu achei interessante que ela apontou e que eu acho importante trazer aqui também é da gente tentar manter a nossa vida fluindo, né? Porque às vezes a gente tende a condicionar.

Então, aí eu fiz agora a transferência, então agora eu não vou fazer nada. Eu vou ficar aqui deitada na cama só esperando e só pensando que esse embrião tem que grudar, tem que grudar. Só que muitas vezes isso só vai aumentar o nosso estresse sobre uma coisa que a gente não consegue controlar. E aí vem aquela sensação que o tempo passa mais devagar, vem aquele lembrete de que a gente realmente não está no controle e com isso vem uma frustração muito grande. Então, se a gente consegue tentar manter a nossa rotina normal, né?

Então continuar fazendo as atividades que gosta, se está habituada, fazer uma caminhada, fazer um treino na academia. A gente não tem nenhuma mudança. A gente até falou isso hoje também no outro episódio que a gente gravou, né? A gente não tem nenhuma mudança que seja obrigatória dessa parte de rotina. Eu sei que depois da transferência dá medo de fazer tudo, dá medo de fazer até o xixi depois do procedimento, né?

Mas a gente não tem evidência de que nenhuma dessas mudanças de rotina muda realmente o desfecho, né? A nossa taxa de bebês nascidos. Então, tentar olhar para as nossas outras áreas ali da vida para que o tempo vá fluindo e a gente possa chegar ali no momento do beta, né? Mas sei que é muito difícil. Violou vai contando a sua experiência aqui, vamos dividindo as experiências para a gente ir se ajudando também, né?

Boa noite, Bruna. A Sol perguntou, análise genética para síndromes, é 100 % confiável? Sol, quando a gente fala, na verdade, na vida, não só na medicina, a gente nunca pode dizer, nem nunca, nem sempre. Então, todo exame tem um risco de erro, né? Quando a gente fala em análise genética, esse risco é muito baixo, né?

Então, a confiabilidade que a gente tem no resultado é muito grande, mas o que é muito importante a gente entender quando a gente fala em análise genética é a gente entender o que exatamente a gente está procurando naquela análise. Porque às vezes, a gente tem a sensação assim, ah, eu fiz a análise genética para ter um bebê que não vai ter nenhum tipo de problema. E a gente precisa pensar que existem alterações genéticas, mas que são dentro de genes específicos. Então, por exemplo, se eu pesquisei um PGTA, eu vou estar olhando para o cromossomo, mas eu não vou estar olhando para genes específicos. Então, pode nascer um bebê com alguma síndrome gênica que a gente não sabia até então, que não tinha manifestado na família, que a gente não tinha o diagnóstico da mutação?

Pode. E a gente tem que lembrar também que existem outras alterações que não são genéticas, né? Então, por exemplo, existem algumas malformações onde pode nascer o bebê com alguma alteração não relacionada à genética. Então, a confiabilidade do exame é muito alta, sim, mas a gente precisa entender exatamente o que é que a gente está procurando. Então, é importante que você converse com a equipe que está te acompanhando, se for necessário, se for orientado pela sua equipe, faça também um aconselhamento genético para entender um pouco mais exatamente qual é o tipo de análise que você vai fazer, porque você vai fazer o que esperar desses resultados para poder ter um pouco mais de segurança, para poder seguir pelo tratamento, tá bom?

Boa noite, Marcia. Alohane colocou aqui, tentante há mais de dois anos com SOP. Já fiz coito programado sem sucesso. Próximo passo seria FIVI? Lou, a gente sempre tem que olhar o conjunto, né?

Então, assim, se a gente for olhar as variáveis do tempo de tentativas, do ovário policístico, do coito programado, basicamente, a gente tem ali três tratamentos principais para engravidar, né? O namoro programado, a inseminação intraterina e a fertilização em vitro. Então, se a gente for olhar o tempo de tentativas, o histórico do tratamento, dá para a gente pensar, por exemplo, na inseminação e não na fertilização? Teóricamente, sim, mas só com isso de informação a gente não conseguiria muito saber, porque depende de saber. Como é que foi a resposta no coito programado?

Será que foram ciclos que você fez monitorização da ovulação ou não? Será que você induziu com comprimido, com injeção? Como é que foi a sua resposta? Tem a avaliação das trompas, elas são normais ou não? E a reserva ovariana e os fatores dos espermatozoides?

Então, a gente precisa olhar esse conjunto e, normalmente, a decisão pelo melhor tipo de tratamento, lógico, a menos que a gente não tenha muita flexibilidade ali nos tipos de tratamento, né? Mas, normalmente, essa decisão é tomada em conjunto entre o médico e a paciente ou o casal, porque normalmente a gente não vai ter um único caminho. A gente vai apresentar e olha, as possibilidades são essas, com essas possibilidades. A gente tem esses prós e esses contras e, a partir daí, é que a gente vai definir qual é o melhor caminho que a gente vai seguir, tá? Então, conversa com o especialista para entender um pouquinho melhor, mas não desanima, viu?

A Stefani. Vou ler aqui a pergunta da Stefani e vou só tomar um pouquinho de ar. Se tiver sido diagnosticado com endometriose, tem que ser feito a cirurgia para remover antes de fazer a implantação do embrião na fertilização? Bom, a endometriose, né? Onde a gente espera que a endometriose possa trazer mais impacto na fertilização em vítima, principalmente na reserva ovariana e em como essa mulher tende a responder à estimulação.

Na teoria, pelos principais estudos, a maior parte deles não mostra a necessidade de abordagens adicionais para transferência de embrião em mulheres com ou sem diagnóstico de endometriose. Mas, o que é importante a gente lembrar? A indicação de cirurgia para a endometriose, ela depende muito também de qual é o grau dos achados, então, onde estão essas lesões, qual é a extensão dessas lesões e dos sintomas que a paciente tem. Então, se são lesões muito grandes que progrediram muito rápido, se a paciente tem um acometimento muito importante de qualidade de vida, aí pode até existir uma indicação, até da equipe da cirurgia da endometriose, em falar, olha, estimula, congela, óvulos ou embriões para a gente poder ali ter alguma forma de preservar a fertilidade para fazer essa cirurgia para depois transferir. Então, em casos pontuais, isso pode ser discutido, mas não é obrigatório que seja feita uma abordagem ali da endometriose para todas as mulheres, antes de a gente colocar embriãozinho no tratamento da fertilização, tá?

Boa noite, Glauci, Avam, Carol, a Mariana, Bruna, deixa eu ir passando, que eu vi que foram chegando outras perguntas, deixa eu só voltar aqui um pouquinho. Aqui, fizemos transferência dia 28, minha esposa fez teste na segunda e deu positivo, qual a possibilidade de ter uma gestação, não entendi só o perfeito, aí você falou que vamos fazer o ultrassom só no dia 22 de junho. Bom, então em primeiro lugar, meus parabéns, já temos um spoiler de um teste positivo, que alegria, a gente não consegue muito prever a evolução, lógico que existem alguns marcadores, então assim, a gente teve um teste positivo, esse teste era de sangue, se era o quantitativo, era um valor maior, era um valor menor, tá tendo algum sintoma, então a gente vai tendo uma pista de como tá essa evolução, mas é a mesma coisa que a gente tava falando no início da live sobre essa questão de sangramento e tudo mais, que a gente não consegue ter essa certeza só pelos sintomas, então a gente já teve na clínica paciente que teve um positivo, um positivo num primeiro valor bem baixinho e que foi repetir, ele tinha crescido super bem, a gestação evoluiu super bem e as vezes pacientes que tiveram um positivo no valor mais alto e que a gestação acabou não evoluindo, então a gente não consegue ter certeza e eu sei que parece assim, uma eternidade, né, quando a gente faz o teste, a gente fala meu Deus, já tô aqui com o positivo, eu tenho que esperar mais duas semanas pra fazer esse ultrassom não vou aguentar, mas é porque a gente dá esse intervalo um pouco maior pra gente poder saber que vai dar pra ver as estruturas lá dentro, então saber que a gente vai tá num tempo de idade gestacional que já é esperado ver o saco gestacional, ver a vesícula vitelínica, ver o embrião, ver se tem atividade cardíaca, então a gente espera esse período maior pra que esse ultrassom seja um pouco mais conclusivo, porque eu sei que às vezes a vontade de falar assim não, já fiz um positivo hoje, já deixa eu fazer esse ultrassom amanhã pra eu já ver o que tá acontecendo, só que às vezes a gente faz o ultrassom muito cedo e a gente não consegue ver todas as estruturas e aí a gente vai ficar numa angústia maior ainda no sentido de meu Deus, mas será que tá tudo bem? Porque será que já não era pra ter aparecido? E agora?

Então é por isso que a gente dá esse intervalo maior pra gente tentar não ficar naquela angústia de às vezes pegar o desenvolvimento no momento muito inicial e não conseguir ser muito conclusivo, mas se Deus quiser vamos continuar tendo notícias boas, depois você conta pra nós nas próximas lives que a gente vê aqui no perfil do Seferk, deixa eu ver aqui o restante, boa noite Adriana, Denise, a Josiane, a Jú, Gaudiano, a Samia querida, boa noite Samia, doutores, exames de trombofilias tudo ok, endometriose ok e gravidez química, será que meu embrião era neoploide? Blastocisto 4 -1, fragmentação grau 3, na verdade Samia, quando a gente fala nesse 4 -1, essa já é a classificação do embriãozinho, então 4 -1 significa que o blastocisto ele é grau 4, então ele é bem expandido e ele ganhou nota 1 tanto que é como se fosse nota a tanto na parte de dentro quanto na parte de fora do embrião, então ele é um bom embriãozinho do ponto de vista de classificação, mas eu sei que às vezes a gente pode pensar tá, mas ele era um embrião super bom, meus exames eram todos normais e mesmo assim veio uma gestação química, então o que que aconteceu? E quando a gente fala que ainda assim o embrião pode ser um fator limitante, o que é importante a gente entender? Essa avaliação da classificação morfológica, ela ajuda a gente a ter um norte de como tá o comportamento da divisão celular, mas ela tem muita limitação da gente conhecer mais sobre o potencial do embrião, um exemplo sempre que eu gosto de dar é que assim, quando a gente olha a classificação do embrião no microscópio e quer inferir sobre o potencial dele, é mais ou menos como se a gente quisesse medir a saúde de uma pessoa, medir a minha por exemplo, só olhando pra mim agora por fora, teoricamente tá tudo normal, mas só olhando pra mim a gente não tem informação do funcionamento do meu coração, do meu pulmão, então quando a gente olha o embriãozinho por fora, a gente tá olhando as células, elas estão regulares, elas se expandiram bem, mas só com isso a gente não consegue saber se dentro daquelas células a carga genética realmente é normal, se o restante da maquinaria celular trabalha com uma eficiência adequada pra continuar o desenvolvimento, então é por isso que às vezes mesmo a gente tendo um embrião lindo, ele não consegue implantar e a gente pode, então, ter um embriãozinho lindo morfologicamente e ele se aneuplode, ter a carga genética alterada e às vezes aquele embrião que não tem uma nota morfológica tão boa, pode ter a carga genética normal, que bom que o restante dos seus exames deu ok também, vou continuar aqui na torcida, a gente já se foi sempre mandando boas energias pro seu procedimento, então assim vai continuar, se Deus quiser em breve a gente vai virar essa página até depois do positive, você vai poder vir aqui contar pra gente, boa noite Dr. Glaucia, Tamires, Denise, Miriam, a Sol comentou, tive uma filha com síndrome de patô, aí é importante, Sol, a gente tem uma avaliação detalhada do seu caso pra avaliar a possibilidade de uma análise genética assim, a gente poderia pensar em fazer uma análise genética, né, pelo PGTA, mas é importante você conversar com a equipe pra entender, né, um pouco mais, pra gente entender um pouco mais do seu histórico, da sua reserva ovariana, saber como seria a expectativa, né, de resposta dos ovários à estimulação, porque quando a gente fala na análise genética a gente vai falar em um funilzinho a mais, que a gente vai passar o embrião, então tudo isso é importante pra gente ajustar as expectativas pra poder entrar num tratamento, tá, mas vale a pena sim conversar sobre a análise genética com a equipe que estiver te acompanhando.

A Josie, duas falhas de implantação, seria viável o cariótipo do esposo? O cariótipo pra quem não sabe, né, então é um exame de que normalmente é feito pelo sangue, né, então é um exame de sangue, a gente vai avaliar a carga genética, então a gente vai avaliar os cromos somos em número e estrutura, qual é o nosso objetivo quando a gente faz esse exame do cariótipo? Entender se a gente tem um risco acima da média de fornecer ou o ovo ou o espermatozoide com alteração genética e consequentemente um risco acima da média de formar embriãozinho também com alteração e esses embriões terem um potencial menor de implantação, então ele acaba sendo um exame que a gente discute sim, realizar em falha de implantação, a gente individualiza muito o momento de fazer, então tem casais que dependendo do histórico e da nossa conversa e decisão em conjunto, a gente vai fazer mais cedo, tem casais que às vezes optam por fazer mais pra frente, então é um exame que pode sim ser considerado pra falha de implantação, mas a gente precisa avaliar o que ele realmente mudaria na nossa conduta, se o casal considera análise genético ou não, se a gente tem embriãozinho congelado ou não, pra poder saber o quanto valeria pena a gente ter essa informação nesse momento, tá? Deixa eu dar uma olhada, eu vi aqui que a gente recebeu um comentário também no YouTube e eu vou ler, mas deixa eu ver aqui, eu acho que eu não vou conseguir te ajudar muito com essa dúvida, mas eu vou ler e vou tentar explicar um pouquinho, então boa noite, gente, doutora, tudo bem? Minha dúvida é com relação ao corimento rosado que ocorreu no dia 10 de junho, a alvo lação da minha esposa ocorreu provavelmente nos dias 8 ou 9, tivemos relações no dia 7, 8 e 9 e no dia 10 ela sentiu uma leve cólica e a tarde, ao fazer o xixi, percebeu sua calcinha molhada com uma colocação roda, será que pode ter sido anidação?

É bastante inespecífico, a gente não tem como falar nesse foi ou não, algumas mulheres podem inclusive ter sangramento no período da ovulação, porque na ovulação a gente tem ali um pico do hormônio da ovulação que é o LH, isso pode fazer com que algumas mulheres tenham no endometro uma discreta instabilidade ali pra eles sangrar um pouquinho, então tem algumas pacientes que junto com aquela clarena de ovo da ovulação podem ter um pouquinho de sangramento, a gente não pode desconsiderar também que algumas pacientes podem ter sangramento até a próxima do período de ter tido relação pela mobilização do colo do útero que tem alguns vazinhos, então isso tudo é bastante inespecífico, quando a gente fala em inidação a gente tem que lembrar que a gente precisa ter tido a relação, o óvulo encontrar, o espermatosóid formar o embrião, esse embriãozinho crescer até o estágio de blastocisto, então lá com 5 a 7 dias e é nesse estágio que o embriãozinho vai tentar implantar, então teoricamente pra gente pensar na implantação a gente estaria pensando em 5 a 7 dias, praticamente uma semana depois da ovulação, da da esperada da ovulação, mas lógico que tudo isso olhando assim pra questão da fisiologia, né, para o funcionamento do ciclo menstrual, mas a gente sabe que tem algumas variações, então não tem como a gente saber, a gente só consegue saber se foi inidação ou não lá na frente, então assim, vamos pôr que lá na frente a menstruação atrasa e ela tem um teste positivo, aí a gente vai conseguir olhar pra trás falando então, provavelmente aquele sangramentinho era da inidação, mas nesse momento que a gente está na gora, não tem como, a gente não tem marcadores, né, pra ter esse diagnóstico, tá bom, então depois você vai contando pra nós nos próximos conteúdos aqui, a evolução, vou ficar na torcida, se vocês estão tentando engravidar, pra que seja aí um sinal de inidação, né, você comentou, pode ter sido a ovulação, também pode, aí é uma pergunta aqui da Elaine, quais as causas mais comuns da infertilidade? Quando a gente fala em infertilidade, o que é importante a gente saber e que isso é um conceito muito assim, relevante da gente chamar atenção nesse mês de junho, é que a gente define a infertilidade pelo tempo de tentativas, porque a gente está muito habituado naquele conceito de assim, afulando na época de não sei quem, não podia ter filhos, porque ela tinha um desenho aí, sou aquilo, ou então aquela coisa, ah, será que tem como eu saber se eu sou infertil? E a gente só vai saber do diagnóstico de infertilidade se a gente for, entre aspas, testar a nossa fertilidade. Então, pra gente falar em diagnóstico de infertilidade, significaria em uma pessoa de até 35 anos, a ausência de gestação depois de mais de um ano de tentativas e dos 35 anos em diante, depois de seis meses de tentativas. Então, uma vez que a gente já tem um certo tempo, sem sucesso, já sente o sinal de alerta da infertilidade, tá?

E por que é importante falar isso? Porque um dos maiores objetivos da gente ter esse mês de junho, já volto pra explicar. Um dos maiores objetivos da gente ter esse mês de junho de conscientização sobre a fertilidade, é justamente da gente tentar fazer com que as pessoas fiquem mais atentas ao momento de procurar ajuda e com isso possam planejar melhor, seja em gravidade mais pra frente, seja poder passar por tratamentos com chances melhores de sucesso, porque ainda hoje, o que que acontece? Muitas pessoas não têm esse conhecimento desse tempo e aí, às vezes, a gente recebe pacientes que estão falando há muitos anos, porque ainda acaba sendo muito comum aquela coisa de assim, não, mas é porque você tá muito ansiosa, assim que você parar de ficar ansiosa, o bebê vai chegar. E aí, a pessoa se sente culpada, porque ela pensa, poxa, eu quero engravidar, eu mesma tô ansiosa, eu tô me atrapalhando a engravidar e agora o que que eu vou fazer?

E aí, com isso, gera já uma sensação de culpa, de frustração, a pessoa não procura ajuda, fica anos e quando ela vai decidir procurar ajuda, às vezes a gente já tem uma idade mais avançada, uma reserva ovariana menor, quando a gente fala em um tempo de infertilidade mais longo, a gente já tende a partir para tratamentos mais avançados como a fertilização, coisa que se às vezes essa pessoa tivesse procurado ajuda lá atrás, ela poderia ter recebido orientações, às vezes até mais simples, ter passado por tratamentos mais simples, ter passado por um tempo de fechamento mais menor. Então, em primeiro lugar, o que é importante é a gente definir essa questão da infertilidade. E aí, quando a gente fala em causa, a gente sempre tem que avaliar o casal, porque a gente pode ter causas só femininas, só masculinas ou mistas numa proporção equilibrada, praticamente um terço, um terço, um terço ali. Então, outro ponto importante para chamar a atenção agora, em junho, e sempre também, mas em junho, voltada especificamente para a infertilidade, é que a gente precisa avaliar o casal, tá? Por quê?

Porque também é muito comum essa questão de que o casal não engravida, aí a mulher vai no dinicologista, aí faz os exames e aí ela vai falar, aí eu não tenho nada, então agora vou pedir para o meu marido e no médico. Mas a gente achar ou não achar uma coisa em um dos parceiros, não afasta o risco de a gente achar ou não um outro. Então, a gente sempre tem que avaliar os dois, porque a gente vai olhar tanto para as causas femininas, então alteração da ovulação, alteração das trompas, endometriose, quanto olhar para as causas masculinas. Então, tem alguma alteração de spermograma, tem histórico de alguma infecção na região do têxico, uso de algum hormônio, né? O que quais são esses fatores que podem estar impactando?

Então, é sempre importante a gente ter essa avaliação dos dois para chegar nas principais causas e com isso a gente falar das principais opções de tratamento, tá bom? Deixa eu voltar um pouco aqui para as perguntas do Instagram. Ah, eu só vou responder essa que a Nátaly mandou aqui no YouTube, que é mais rapidinha. Boa noite, doutor. É possível que o útero de substituição seja realizado por uma pessoa sem parentesco com o casal?

Para a gente fazer tratamento com, na verdade, todos os tratamentos são regidos pelo Conselho Federal de Medicina e o útero de substituição, o que reage o Conselho Federal de Medicina é que essa pessoa possível cedente do útero precisa ser parente até quarto grau, né? E precisa ter pelo menos um filho vivo. As exceções, então, assim, nem todo mundo vai ter uma pessoa que cumpra exatamente esses pré -requisitos. Então, é possível fazer um tratamento com exceção? É possível, mas a gente precisa primeiro submeter essa avaliação ao Conselho Federal de Medicina explicando a condição, enviando a documentação necessária.

Então, a gente pede um parecer para o Conselho Federal e aí eles vão avaliar e vão dizer se eles dão autorização para a gente seguir dessa forma ou não. Então, é possível, sim, mas a gente precisa avaliar o caso individualmente e solicitar um parecer para o Conselho Federal de Medicina, tá bom? A Estelinha, boa noite, a Marcia, a Eliane, Carol, boa noite. A Mari, ai Mari, quando eu te vi entrando, eu já fiquei com o coração todo feliz de você estar aqui e aí agora você mandou uma mensagem que eu vou ler em voz alta para todo mundo ouvir. Confiem, acreditem, fiz a FIVE, vários medos, poucos óvulos e graças a Deus e essa equipe maravilhosa deu tudo certo e hoje estou de três meses esperando a nossa princesa.

Na hora que eu vi você entrando que eu falei boa noite Mari, eu já pensei, falei, nossa, ela é gravidinha e tá aqui. Mari, muito obrigada, viu, pela sua mensagem e porque contar histórias, esse é um dos maiores objetivos aqui no Papo de Tentante, então a gente sempre está tentando trazer relatos, falar sobre temas importantes, porque a gente contar histórias de pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades, faz com que quem está nessa dificuldade olhe e fale bom, então é possível. Se outra pessoa passou por esse caminho e conseguiu, eu também posso conseguir. E você colocou algumas palavras aqui muito importantes que são, vários medos e poucos óvulos. Lógico que no tratamento a gente quer o máximo de óvulos, a gente quer o máximo de embriões, mas eu sempre gosto de falar, a gente precisa de um bom embrião escolhido para grudar.

Então a gente busca, lógico, otimizar todas as variáveis possíveis do tratamento, mas se a gente chegar naquele embrião de boa classificação, de boa qualidade para grudar, é ele que a gente precisa. Então, parabéns, muito obrigada, viu, pela sua presença e pelo seu comentário e por ser fonte de inspiração para quem está nessa jornada. Boa noite, Val, Jacque, Taísa e Loisa. Deixa eu passar aqui para ver se eu chego nas outras. Boa noite, Uelid, Maria, Dayara.

Doutora, para quem tem SAF, o uso da enoxaparina, indicado assim que recebe o positivo ou apenas após o primeiro traçom? Olha, essa é uma pergunta que a gente vai achar respostas muito controversas ainda na ciência, porque teoricamente se a gente tem o diagnóstico clássico, se a gente fecha critério clássico de trombofilia de SAF, a gente precisaria entrar assim com a anticoagulação. Normalmente a anticoagulação para quem tem SAF usa duas medicações, então o AS e a enoxaparina. A gente pode entrar com essa anticoagulação desde quando a gente está preparando para transferência ou para o momento da transferência ou no dia do teste positivo, mas se a gente for olhar abordagens mais conservadoras, poderiam considerar entrar também depois do primeiro traçom. Porque depois que a gente tem o teste positivo, o que a gente precisa documentar é que a gravidez é realmente uma gravidez tópica, então que o embriãozinho está tentando implantar no lugar certo.

Porque o receio, quando a gente pensa nessa abordagem mais conservadora da anticoagulação, seria você ter o positivo, usar o anticoagulante, essa gestação está tentando implantar fora do útero e a gente acabar te dando um anticoagulante aumentando o risco de alguma complicação caso fosse uma gestação ectópica. Então o embasamento por trás da gente começar anticoagulação só depois do ultrassom seria nessa questão da segurança, mas como existe muita discussão do ponto de vista científico, é importante avaliar a conduta da equipe que esteja realmente te acompanhando sobre qual é o melhor caminho para o seu caso especificamente. Boa noite mais, Cela, Mateus, Renan. Ah, doutora ansiosa, pois é, eu também, mas graças a Deus tudo dando certo, né? Ó, Aline, descobrimos a infertilidade, fizemos todos os exames e é preciso fazer a FIRI.

Meu esposo precisa fazer uma cirurgia para encontrar os espermatosóides. Como funciona essa cirurgia? Aline, aí provavelmente a gente está falando de procedimentos para a gente conseguir, para a gente na verdade tentar conseguir, né, espermatosóides em pacientes que tenham azos permí, então que a gente não consiga espermatosóides no ejaculado. E aí existem alguns tipos de procedimentos, existem aqueles que são menos invasivos, existem aqueles que são mais invasivos e aí a indicação específica depende muito da avaliação específica do casal. A gente até aqui no Papo de Tentante já fez episódio especial também sobre azos permí, sobre procedimentos para conseguir espermatosóides, tem livesalvas também aqui no Instagram sobre esse assunto, então te convido depois, mas fica aqui nessa live que eu vou te responder, mas te convido a acompanhar também os nossos conteúdos para ir entendendo um pouco mais sobre isso.

Então basicamente procedimento para conseguir espermatosóide, a gente poderia ir desde uma pesa onde a gente vai entrar com uma agulha, a gente vai funcionar o epidimo então, que é a estrutura que fica ali em cima do testículo, armazenando os espermatosóides, a gente pode chegar até a procedimentos mais invasivos, como a tese, que é a gente fazer um corte como se fosse um corte para uma biópsia realmente, então a gente abrir uma região ali do testículo para retirar material para procurar espermatosóides. Em alguns casos também existe a microtese, que é a gente fazer esse mesmo corte, mas fazer com auxílio de um microscópio, então isso faz com que o urologista possa enxergar com mais detalhes aquelas regiões e com isso tentar avaliar a região que tem mais chance de fornecer espermatosóide. E aí se a gente vai por um tipo de procedimento ou por outro, ou se a gente vai precisar evoluir de um procedimento para outro, isso varia muito de cada caso, então precisaria entender qual exatamente é o motivo da gente estar fazendo esse procedimento. É porque a gente não encontrou por uma suspeita de uma via de saída, que seria então uma obstrução, então isso ajuda a gente a ter um norte tanto de chances da gente conseguir espermatosóide, quanto de qual o procedimento é o mais provável, que seja necessário. Boa noite Mimi Anderson.

A Priscila. Fiz uma FIVE, faz uns dois meses, implantei um embrião, 3CB, o plóide não deu certo, mas agora descobri que tem o tiraóide, isso está um pouco alto, isso pode ter interferido. Quando a gente avalia essas outras questões, quando a gente avalia a parte metabólica, a parte dos hormônios, lógico que para um tratamento a gente quer o melhor ambiente possível para colocar os embriões, mas quando a gente fala em descompensação grave de glicemia, insulina, até CH, a gente está se preocupando muito mais com o desfecho obstétrico do que necessariamente o positivo e o negativo, porque quando a gente tem essas alterações, a nossa preocupação maior é com uma evolução desfavorável, principalmente do primeiro trimestre da gravidez. Então, pouco provável que a gente fale que essa seja a causa de um teste de gravidez negativo, então a gente avalia isso com antecedência, porque? Porque como é uma gravidez planejada, a gente sabe o momento que a gente quer colocar o embrião ali, a gente quer o melhor ambiente para continuidade da implantação também, mas não que necessariamente esse seja, essas sejam as causas de um teste de gravidez negativo.

A gente precisa lembrar, eu sei que é muito difícil, porque o tratamento faz com que a gente tenha muita sensação de controle. Então, principalmente quando a gente tem igual você comentou, fez análise genético, o embrião é blastocisto, é o ploid, a gente vai tendo aquela sensação de que, bom, do embrião está tudo certo, carga genética é normal, ele é blastocisto, do endometro também eu vi que ele estava adequado ali no traçom, então a gente tem a sensação depois que coloca o embriãozinho de que a gente está grávida. Bom, estava tudo bem, coloquei o embrião, então agora a gravidez aqui já começou. Então, na hora que vem o negativo, é natural que venha junto dele aquele ponto de interrogação de falar, não, mas não é possível, estava tudo normal, porque que ele não plantou? E o que eu gosto sempre de falar é que assim, está tudo normal daquilo que a gente consegue medir, mas tem muito que a gente ainda não conhece e não consegue medir do potencial embrionário e do perfil de receptividade do endometro, então existem vários outros fatores que interferem, né, para essa conversa ali perfeita, entre o embriãozinho e o endometro, tá, então é importante conversar com a equipe que está te acompanhando, discutir quais as estratégias seriam ou não viáveis nesse cenário para a gente poder dar andamento, tá bom, mas não desanime, Pri.

Deixa eu ver aqui o Ristante, Ana Paula no YouTube, boa noite, sou o paciente do CEFERP, seja bem -vinda aqui com a gente também, também online, além do presencial, né, Ana? Boa noite, Doutora, a causa mais comum para o embrião, qual a causa mais comum para o embrião não se implantar? A principal causa de insuscesso no tratamento, a Lana, é a alteração genética do embrião, tá? A gente, como ser humano, tem uma taxa de gestação, baixa se a gente for comparar, né? E isso por quê?

Porque a gente tem uma tendência muito alta a formar embriões que não são competentes, né, geneticamente falando ou celularmente falando, para continuarem o desenvolvimento, tanto que, por exemplo, se a gente for olhar uma pessoa, uma mulher jovem de até 30, 35 anos, que está com todos os exames normais e que acabou de ter uma relação no período fértil, quando a gente fala de chances dessa mulher engravidar, dessa relação no período fértil, a gente vai falar em torno de 15 a 20 % naquela relação, naquele mês, né, do período fértil. E aí a gente vai olhar para aquilo e vai falar, poxa, mas estava tudo normal, porque que só teve 15, 20 % de chance dessa mulher de até 35 anos engravidar por uma limitação biológica nossa como ser humano, reprodutiva nossa como ser humano e que o tratamento ele acaba escancar a âmbio mais, porque quando a gente está tentando espontaneamente, também acontece, muitas vezes, do óvulo incontral e espermatozóide, para tentar formar um embriãozinho que tentaria implantar, só que aquela estrutura em formação não é capaz de continuar o desenvolvimento e de implantar, então ele não atrasa menstruação e a gente não fica sabendo. É como se quando a gente tenta espontaneamente, é como se a gente passasse também por transferência sem sucesso, só que naquela tentativa a gente não teve todas as informações que a gente tem no tratamento, a gente não teve um investimento financeiro, um investimento físico, um investimento emocional, então acaba que a nossa frustração também é menor do que num tratamento. Como num tratamento a gente vai tendo todas essas informações ali, isso vai trazendo a gente para uma sensação de controle que não é real, e a gente trouxe para o tratamento também a principal limitação das nossas chances de sucesso, que é o embrião, porque quando a gente forma um embriãozinho na fertilização, por mais que a gente vai estar ali otimizando, eu quero a melhor resposta dos ovários, o melhor óvulo, o melhor espermatozóide, vou selecionar o melhor embrião, morfologicamente falando, mas a gente não muda o potencial genético e celular dos embriões que a gente forma como ser humano, então esse é o principal fator que limita o nosso sucesso, e é por isso também que a gente vai falando do impacto da idade, principalmente para nós mulheres, porque com o passar da idade a gente vai tendo uma redução em quantidade e qualidade dos nossos óvulos, então isso impacta diretamente na quantidade e qualidade dos embriões que a gente forma e consequentemente esses embriões podem ter um menor potencial de implantação, tá bom? Gente, como passa rápido, foi olhar aqui o horário de um número, são 6 e 45.

Deixa eu ver o restante das perguntas. Oi Dani, boa noite, boa noite Mariana, a Natália, Beatriz. Boa noite, fui diagnosticada com trompas obstruídas, nesses casos apenas tratamento com fertilização, qual a porcentagem de dar certo? É, quando a gente não consegue contar com as trompas, quando a gente tem uma obstrução bilateral, o mais recomendável é que a gente faça um tratamento de fertilização em litro, o exame das trompas pode ter um percentual relativamente alto de falso positivo, ou seja, do exame dar alterado sem ser obrigatoriamente uma obstrução, porque que eu estou falando isso? Porque às vezes a gente pega paciente e eu já tive até relativamente recentemente uma paciente que tinha o laudo do exame com as duas trompas obstruídas e engravou espontaneamente, e ela falou mais como, porque todo exame, é o que a gente estava falando da análise genética, todo exame tem risco de, dependendo da técnica um pouco maior ou um pouco menor, então existe risco de erro nesse laudo de obstrução?

Existe, porque depende de muitas questões técnicas, né? Será que a pressão do contraste era o suficiente para passar? Será que a trompa contraiu naquele momento? Mas, uma vez que a gente tem esse resultado, a gente tende a confiar nele, porque o que seria mais confiável para a gente avaliar as trompas teria um exame chamado cromotubagem, então é a gente fazer uma cirurgia, passar um corante ali por dentro do útero e ficar olhando ali com a câmera, esse contraste passar. Mas acaba que não é justificável na nossa prática clínica, a gente propor uma cirurgia só para fazer essa avaliação das trompas, então, por mais que a gente saiba que o exame das trompas, a Esteroção Pembro -Tempo tem essa limitação, a gente vai tender a avaliar de acordo com o resultado, e aí quando a gente tem esse resultado de obstrução bilateral, a gente tem, como principal indicação, sim, o tratamento da fertilização, e aí para falar nas chances, a gente se depende das outras variáveis, principalmente da idade, da sua reserva ovariana, dos fatores dos espermatozoides, se a gente espera alguma alteração ou não, então é importante buscar uma avaliação específica para o seu caso, tá bom?

Achei muito interessante a Alana, sua complementação da pergunta, então eu vou ler aqui para responder para todo mundo, porque a Alana tinha perguntado sobre a principal causa de falha, e eu falei que a principal causa de falha é relacionada ao embrião, principalmente da parte genética e da parte celular, e aí ela perguntou, então, independentemente da idade, tem que fazer a análise genética? Tenho 20 anos com trompas obstruídas e ovário policístico, e nossa, eu achei fantástico você perguntar isso, porque a primeira coisa quando a gente vai falar, né, de que a alteração principal é no embrião, a gente vai falar, tá, então vamos estudar o embrião, e aí o que é importante a gente entender da análise genética? A análise genética, ela é uma ferramenta que permite, isso quando a gente não está falando numa análise para buscar algum fator específico, tá, mas estou respondendo a essa pergunta como se fosse uma análise mais geral, vamos dizer assim, ela permite a gente ter mais informação sobre aqueles embriões para o tratamento, então ela permite a gente aumentar a nossa assertividade, porque assim, se a gente sabe que a principal causa de falha é a alteração genética, se a gente tem a informação da genética, a gente vai direto naqueles melhores embriões, então quando a gente fala na análise genética, ela pode fazer com que a gente passe por menos tentativas, porque a gente vai direto naqueles embriões de carga genética normal, consequentemente, por menos negativos e menos perdas, e por um tempo menor até o nascimento do bebê, mas o que é importante a gente entender? Ela não mudou diretamente aqueles embriões analisados, então aqueles embriões a gente também chegaria a transferir eles se a gente não tivesse feito a análise genética e eles também poderiam gerar o bebê nascido, então a gente não faz a análise com o objetivo teórico de aumentar a taxa de sucesso do tratamento como um todo, do ciclo como um todo, então é por isso que a gente não faz análise genética para todo mundo, porque depende muito do que a gente for colocar na balança ali desses prós e contras, e normalmente para pacientes de idade até 35 anos não é comum que a gente faça a análise genética dos embriões quando a gente não tem nenhum outro fator de risco que acenda ali um sinal de alerta da gente ter uma proporção maior de embriões alterados, mas essa acaba sendo uma decisão particular depois de discutir com a equipe sobre esses prós e contras, tá bom? Espero que eu tenha conseguido clarear um pouquinho mais esse raciocínio para você.

Deixa eu ver aqui o restante. Gente, que notícia maravilhosa, eu acabei de receber aqui um spoiler que a Ju colocou, meu caso foi esse, fui diagnosticada com as duas trompas, nossa, estou até arrepiada, Ju! Com as duas trompas obstruídas, hoje estou grávida de 36 semanas de forma natural, meus parabéns, nossa, eu estou muito feliz de receber notícias suas e ainda mais essa notícia mais maravilhosa da vida, tá vendo? Então a gente nunca pode interpretar nenhum restado de exame como uma sentença, né? Na medicina nem nunca nem sempre, né?

E na vida também é a mesma coisa. Nossa, Ju, parabéns, eu vi muito, muito, muito merecido, muito obrigada por você estar aqui, mandar essa notícia, obrigada pela nossa equipe do background também que me deu essa notícia, perfeita! Ah, a gente tá vendo? Mais inspiração pra você, ter uma inspiração da Mara, inspiração da Ju, vamos colocar mais inspirações aqui de pessoas que tiveram jornadas ali longas até o sucesso, né? E que hoje podem comemorar pra poder mostrar que vale a pena, né?

A persistência. Deixa eu ver aqui o restante das perguntas. Ah, Vam, meu nome é Vanessa, sou paciente da CEFERP, que vão ter você aqui também, Vam, seja muito bem -vinda por aqui também, fica à vontade pra mandar suas dúvidas, viu? O Fábio perguntou, congelamento de óvulos é simples? Tem um tempo máximo depois de congelado?

Tem de ser um procedimento simples, porque basicamente a paciente pra congelar os óvulos precisa passar por um período de estimulação, leva uns 10 a 12 dias, a gente vai fazendo alguns ultrassons de acompanhamento, então normalmente a gente faz uns dois, três exames durante ali o uso dos hormônios pra acompanhar a resposta dos ovários, a gente faz um procedimento de coleta de óvulos que é feito por ultrassom transvaginal, então a gente passa o aparelho de ultrassom acoplado a um guia pra ele poder passar pela vagina e um por um dos folículos pra gente aspirar os óvulos, aspirados esses óvulos, o laboratório vai avaliar os maduros e eles já vão ficar congelados, não tem tempo máximo pra eles ficarem congelados, eles podem ficar por tempo indeterminado e o número de óvulos que a gente vai manter congelado depende principalmente da reserva ovariana, então de como foi a resposta da paciente, que a gente sempre vai tentar o máximo possível de óvulos e aí dependendo do cenário, se a gente quiser uma quantidade maior, talvez a gente discuta fazer mais de um ciclo de estimulação pra fazer como se fosse um banquinho mesmo ali de óvulos pra ter uma confiabilidade maior, caso a gente decida recorrer a esses óvulos congelar, tá bom? A Carol colocou duas fertilizações, seis transferências sem sucesso, infertilidade sem causa aparente, qual o próximo passo, como saber o que está dando errado? Essa Carol é a nossa maior dificuldade, a nossa maior limitação quando a gente fala em um tratamento pra engravidar são as falhas repetidas de implantação, porque muito do fenômeno da implantação, do potencial, do embriãozinho, a gente não consegue conhecer, e aí justamente por não conhecer, começam a surgir muitas hipóteses levantadas pela ciência, então existe a hipótese do fator imunológico, existe a hipótese do fator do ambiente do endometrio, existe a hipótese de fator de receptividade, da janela de implantação, então a gente não tem ainda uma resposta exata justamente por serem levantadas todas essas hipóteses, isso mostra também que a ciência ainda não conseguiu estabelecer muito bem de que, olha, isso aqui é realmente um problema, a gente trata desse jeito, isso aqui realmente muda o nosso desfecho, então eu sei que esse é um dos cenários mais difíceis do tratamento porque a gente quer ter uma resposta e infelizmente a gente não consegue ter essa resposta, o que não significa que não é possível, tem pacientes que passaram por uma quantidade grande de transferência, eu já tive paciente que engravidou na nona transferência de embrião, por exemplo, e com todas as outras pesquisas, todos os ajustes que a gente estava fazendo sempre tudo dentro do normal, então eu sei que é muito difícil passar por tudo isso, às vezes a gente precisa se dar um tempo para parar, para respirar, conversar individualmente para colocar na balança ali algumas possíveis outras estratégias sendo transparentes com que a gente tem de evidência científica atual, mas vamos respirar um pouquinho, colocar o coração em ordem para a gente poder levantar esse vídeo, Carol, sei que não é fácil, mas a gente vai chegar lá se Deus quiser. Deixa eu ver, eu acho que eu vou responder, vou dar uma olhada mais nas perguntas para responder mais uma pergunta aqui, para a gente encerrar, porque parece que eu acabei de começar a live, não sei se todo mundo tem essa mesma sensação, deixa eu ver, o Eduardo colocou, eu e minha parceira fizemos a FIV recentemente, após duas perdas, onde engravidamos de forma natural, o que explica termos engravidado duas vezes naturalmente e a transferência da FIV não ter dado certo, mesma coisa Eduardo que a gente estava comentando agora, não tem realmente essa explicação, porque a gente depende do potencial do embrião, a gente depende da receptividade do endometro, então essa resposta a gente não consegue ter, do por que que um embrião implante e o outro embrião não conseguiu implantar, assim como quantas outras vezes quando a gente estava tentando espontaneamente pode ter acontecido de outros embriões passarem pelo útero e nem terem começado o processo da implantação, então a gente não tem essa resposta especificamente, mas precisaria olhar para o quadro de vocês e entender sobre essas perdas, o que foi feito de investigação, será que tem alguma suspeita de alteração na parte do útero, da parte de coagulação, da parte genética, então olhar com um pouco mais de detalhes para poder estabelecer estratégias para vocês poderem seguir as tentativas, tá bom? Vou responder a última aqui para a gente poder encerrar a nossa live, em uma transferência de embrião, quer dizer por somente um embrião ou colocam vários embriões e aí já respondendo junto à pergunta da Felizia sobre óbulos de doador, uma doadora de 18 anos, se pode colocar dois embriões, então quando a gente fala em número de embriões a serem transferidos, o número máximo é definido pelo Conselho Federal de Medicina, esse máximo é de acordo com a idade, então até 37 anos o máximo são dois, depois dos 37 o máximo são três, para embriões com estudo genético vão ser sempre dois, independente da idade, tá?

Para a gente poder definir se a gente coloca um ou se a gente coloca dois, a gente vai levar em consideração, como é que esses embriões estão se eles são mais evoluídos, menos evoluídos, a gente vai levar em consideração o número de tentativas, a gente vai levar em consideração se a pessoa que vai gestar tem condições clínicas ou se ela tem algum fator de risco para a casa, a gente coloca dois, então pacientes que tenham alguma doença que possa descompensar na gravidez ou que tenham múltiplas cicatrices no útero ou miomas de grande volume, que se a gente engravidade de gêmeos pode sinalizar um risco obstétrico maior, então a gente tenderia colocar uma quantidade menor de embriões. Agora não, uma paciente que não tem nenhuma comorbidade ou então embriões que são menos evoluídos ou se a gente tem uma classificação morfológica intermediária e que a gente quer tentar otimizar a transferência, aí a gente pode pensar em colocar mais do que um, então essa decisão é sempre individualizada, respeitando os limites do Conselho Federal de Medicina e discutindo com a paciente, com o casal, os prós e contras, porque o nosso objetivo num tratamento de reprodução assistida é um bebê nascido bem em casa, então para isso a gente tem que olhar também para a segurança da evolução obstétrica realmente, não só para a questão da chance de ter o teste de gravidez positivo, e aí é por isso que a gente vai tatiando essas informações também para chegar nessa decisão em conjunto, tá bom? Gente, queria muito agradecer a participação de vocês, as mensagens, as mensagens que trouxeram tanto ânimo para quem está nessa caminhada, de quem mandou dúvida, contem sempre comigo com todos nós do CEFERP, não só em junho, mas sempre para a gente poder trazer conteúdo de qualidade para vocês aqui, a gente sabe que é muito importante, né, a gente buscar quando a gente está adiante da infertilidade, a gente vai começar a ler, a gente vai começar a ver, às vezes a gente se depara com tanta coisa e como é uma área relativamente nova da medicina, às vezes a gente vai começando a ver informações que podem ser um pouco divergentes e a gente vai ficando meio perdido, né, então é importante a gente procurar se informar, mas se informar em fontes confiáveis, né, que sejam transparentes do ponto de vista científico, então que a gente use esse mês de junho para propagar a importância de levar informação, de levar informação de qualidade, de forma transparente, de forma simples e também para levar a conscientização da gente falar mais, né, sobre os fatores que impactam ali na afetividade, sobre os tratamentos, quebrar um pouco esse tabu de passar por um tratamento para engravidar, então contem com todos nós do CEFERPnessa caminhada, desde o planejamento de produtivo, pensar em congelar óvulos, permatosóide, embrião, até os diagnósticos de infertividade, os tratamentos, a gente está junto aqui nessa caminhada, espero que a gente se veja muito mais vezes ainda por aqui, ou são os outros episódios também do podcast, esse foi especial ao vivo por conta de junho e seu mês de conscientização, a gente tem muitos outros conteúdos no podcast, no nosso blog, no site, aqui no Instagram, e se vocês tiverem dúvidas ou outras sugestões de outros conteúdos, estão mandando por aqui nos comentários, no direct, onde vocês preferirem que foi seu maior prazer a gente continuar levando informação para vocês. Um abraço, um ótimo restinho de dia e a gente se vê nos próximos episódios do Papo de Tentante. Obrigada por assistir ao Papo de Tentante.

Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão, mande um e -mail para papoditentantearobaceferpe .com .br. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio, até lá!

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