Chegou a hora de homenagear as vovós! Elas, que também representam o cuidado e o amor, por esses bebês tão amados e esperados!
Neste episódio mais que especial, contamos com a presença das vovós CEFERP, Lurdinha Pereira e Adriana Avelar, compartilhando suas experiências de serem vovós com a Dra. Camilla Vidal.
Episódio imperdível do Papo de Tentante dedicado a celebrar essas figuras incríveis, que sempre têm histórias e sabedoria para compartilhar!
#podcast #diadosavos #mimodevó
Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15 anualmente e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?
Oi pessoal, sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Hoje é um dia muito doce pra gente fazer um episódio porque hoje é dia dos avós, então vocês vão conhecer duas vovós que se vocês disserem, quem for ver o vídeo não diz que tem duas avós do CEFERPaqui. Então, eu falei que é muito doce porque dizem que vó é mãe com açúcar, né? Então, queria primeiro lugar agradecer vocês pela participação, deixar vocês se apresentarem e aí a gente vai conversar um pouquinho sobre a vida de avós. Eu sou Lurdinha, acho que todo mundo me conhece, sou a funcionária mais antiga da clínica também, me chamam de vovó lá e de mãe Z.
Eu até ia falar que você é a vó de todos nós, mas eu falei que ela acha ruim, né? Porque depois a gente fala que é mãe Zona. O problema é a dor, você é a mãe e a mãe. O problema. E essa aqui é Adriana, a nossa outra vozinha da clínica.
Então, eu me chamo Adriana. Já faz 7 anos que eu estou na clínica e, por sinal, eu amo aquele lugar. Amo o seu vó. É uma experiência única, maravilhosa gente. É uma sensação que não dá pra explicar, é só sentindo.
Né, Luz? Sim, maravilhoso. Eu imagino que seja muito diferente de ser mãe, né? Totalmente. Eu não sei o que que…
Totalmente, o amor ou carinho que a gente tem é totalmente diferente. Acho que Deus nos dá de presente porque os filhos cresceram, foram embora, casaram, a gente ficou com o ninho vazio. Aí vota essas pessoas e a gente te presente, sabe? É muito gratificante, é muito. A gente fica jovem de novo.
E sem contar que acho que é a dupla… O momento duplo, né? Pra gente agradecer com o bom da vida. Porque na verdade quando a gente é mãe, muitas vezes a gente tem uma jornada dupla, criança, trabalho, então é muito corrido. E hoje sendo no papel de vó, a gente vê que a gente já passou por aquela etapa e muitas vezes a gente até perdeu, né?
Algum momento que a gente podia ter usufruído muito mais e hoje a gente tenta resgatar isso nos nossos netos, né Luz? E dá pra eles que a gente não pode dar para os filhos, chorar, ter atenção de… Tô com paciência principalmente. É, por isso que eles falam que a gente muitas vezes mima. Aí eu sei do que fala, que para eles a gente era um dragão.
Exatamente. Aí chega pros netos, pode tudo, né? Exatamente isso. Nós estávamos falando, a gente gravou agora pouco um episódio falando de dia dos pais também, né? E eles estavam falando muito dessa preocupação com a questão de ter tempo, né?
Que é o que vocês estão falando, que a vida hoje é diferente. Então o vínculo que vocês conseguem ter é diferente do que quando a gente está na condição de mãe, realmente, né? E aí poder ter mais tempo deixa curtir muito mais, né? Total. Eu curto dia todo, de domingo vem mais velho, passar o dia comigo, a gente vai pro clube, é mil coisas pra fazer, ou lá em casa vou fazer isso, fazer aquilo, eu faço.
Vó, você já tem isso, sim, assim, sempre andou assim. Casa de vó sempre tem, né? Nossa. Eu contato com as minhas avós, porque a minha avó materna, a minha mãe perdeu a mãe quando ela tinha 15 anos, então eu não conheci minha avó materna e minha avó paterna faleceu quando eu tinha 7 anos, então eu lembro pouco dela, que eu era pequena, mas do pouco que eu lembro, eu sempre lembro que eu chegava, minha avó deixava ali os docinhos, aquelas coisas, e meu pai sempre fala que assim, a minha avó quando eu era pequena falava assim, que que você não deixa essa menina aqui, eu crio ela, depois eu te devolvo. Então acho que é muito de vó, isso, né?
É, é. E a Pajalá? Eu também não conheci meus avós, quando eu nasci eu já era um policial, então eu acho que sempre que eu não tive de avó, eu quero dar pra você ver os netos, entendeu? Pra eles terem uma lembrança afetiva, né? E gostosa da avó lua, né?
A vovó lua é a vovó da bagunça. Tanto que quando eu chego pra Quirininha, tem uma de um ano e meio, eu chego pra chave do carro pra ela, já vem, pra passear. Já cabe, né? Vamos passear ela ver meu braço, então assim, tudo que eu não pôde fazer pelos meus fiosos, porque eu estudava e trabalhava, então aí eu acho que é um presente, não tem presente melhor que neto, um presente. E hoje, descobri que você é vó de novo.
É verdade! É, então a gente tava até conversando, né, que hoje foi o dia mais especial pra ser esse episódio, porque foi exatamente o dia que você foi promovida. Foi ser a vó de novo do meu filho, o cavalo que ele não tinha filhas, é o primeiro filho dele. Eles eram os únicos dos seus filhos que ele não tinha, então tá todo mundo radiante. Ai, que delícia, vovó mais presto do dia hoje, né?
Nossa, foi muito providência do episódio de hoje, né? E vocês conseguem ficar bem próximas, assim, você eu vejo bastante, né, que os seus netos são bastante grudados, mas você também eu vejo, né, Drick, assim, você tá sempre próxima do João, né? Do quanto, assim, dá pra mim, eu vou, porque como é em outra cidade, mas sempre que dá, eu vou no final de semana, ao sábado, quando eu termino o trabalho. A ligação de vídeo. É ligação de vídeo.
Hoje melhorou. Muito, muito, isso, né? É melhor, né? Mas eu vou, e assim sabe, o que me marca, quase, quase mô de tanta parção por aquela criança, pela inocência de tipo, porque agora, né, já tá com dois aninhos, já começa a ver, já começa a entender, quando a coisa tá pegando pro lado, ele fala, oh, oh, oh, meu Deus, e aí se a gente, ele pode fazer o que ele quiser, porque é verdade, porque um sertão não sente, né? E ali eles depositam uma confiança na gente, como se a gente fosse algo assim, pra eles, tipo, o meu super -herói chegou, né?
É, é muito maravilhoso isso, gente, muito. Então, tem a três dentro, mas é ela que fica comigo, né, praticamente, sábado e domingo, e aí ela fica com as coisas, o Otávio, que mora do lado da minha casa também, ele chega da escola, às seis da tarde, ele corre lá pra minha casa perguntando se eu tenho alguma coisa pra ele. E alguma coisa é o Fini, sabe, o Fini. A bola é o Fini. Eu tenho, mas pergunta pra sua mãe se eu posso antes dar janta.
Aí ele fala, não, vou desdajantar, não, depois da janta eu venho. E ele obedece? Ah, ele obedece. Ele guarda a segredinha dos coletinhos. Ah, aí ele vai, janta, e vai lá buscar o Fini lá em casa.
Gente! Então, cada um dos três é um tipo de, entendeu, de persuasão. Sabe que ele é essa de barbim e do sim, uma mãe dele não gosta, né, fora de muito dia da dúzia, até os dois anos e tal. E numa dessas últimas minhas felizes eu tava lá, e no armário da minha mãe tem um botinho, assim, e eu falava pra ele, se você papar tudo, o papá vai dar uma barriga Fini, dessas mimeleins. Ah, então tá.
Aí, e eu falava pra ele, quando a mamãe chegar, ele falou nada, não sei, um dia a Bianca lá, ele acabou de almoçar ele, bimeza. E eu entendi que era sobre mimeza. Meu Deus! Meu Deus, ele foi um pegueiro. E ele bimeza, bobobe, mimeza.
Aí a mãe dele, o que que ele tá indo aí nesse cantinho pra ver? E a mãe dele sabe, né, que tinha. Onde que ficava o doce? Aí, vejam o doce acabou de me entregar aí. Mas criança entrega, né?
Não, doce não do, não, pequenininha, mas um biscoitinho, uma bolachinha, um salgato. Mais de dois aninhos. Mas eu ia perguntar se vocês são do tipo de vó que estraga, que fala assim, não conta pra sua mãe, ou vocês são do tipo de vó que obedece a criação? Tem coisa que eu falo, não conta pra sua mãe. Tipo o quê, assim, que agora a gente vai inventar?
E agora a mãe dele não tá escutando, né? Ah, assim, às vezes o Otávio, por exemplo, fica mais do meu lado, né? Ele chega, bobo, eu não vou tomar banho agora, sentou você. Tudo bem. Porque a mãe dele faz ele tomar banho logo que chega.
Aí ele fala que eu tô bem bem pra sua casa. Olha! Aí eu falo que tá bom, mas então você faz isso e isso. Depois você toma banho mesmo, né? Não, mas você é adotado, mas agora eu tô falando que eu tô bem.
Então eu falo que tá um segredo. Um segredo? É, assim, tem coisas que a gente não passa, né? Você teve mais algum segredo além da balinha fina, Vodri? Eu não, porque ele é muito pequenininho.
É, não tem pra ainda, né? De combinar esse segredo. Não, você falou em três, eu e o Lucas, não? Pode falar pra mamãe, mas era só porque eu sabia. Eu não ia dar bala pra mim, assim, né?
Mas ela não pode, não pode. E aí eu falei, gente, o que que tem na mamãe da Lina pra ele, né? Não vai acontecer nada. Não, mas criança conta, né? Conta, ele diz.
A minha mãe fala até hoje que uma vez ela falou do nome de uma pessoa em casa, comentando, tipo, aí eu não gosto desse nome. Aí um belo dia eu fui lá e encontrei essa pessoa. E aí eu falei, ah, eu fui Laninha, sabia que minha mãe falou que seu nome não é bonito? Isso. E aí a minha mãe que falava, não, não falei isso, não.
Você tá confundindo? Eu sei, eu sei, mãe. Ele desrega, não é chato? Imagina quando estiver maior, hein? É, então, então tem que cuidar.
Tem. E como que foi a reação de vocês? Você já tem três, agora quatro, né? A Adriana tem um, né? Mas como que foi a reação de vocês de saber que seriam promovidas a vovó?
Nossa, o primeiro, meu, o primeiro neto, e isso vai fazer 14 anos agora. Nossa, eu pulava no quintal, deu um chato. Você voa, você voa, você voa, você voa, você voa, corricota pro meu irmão, comemora, meu irmão, mora do lado, né? Você voa, você voa, você vai ser tio avô e assim, foi maior festa, né? Que delícia.
Que a gente tava, aí já o segundo neto, eles foram na clínica pra ver tratamento, em dezembro de janeiro, a lega de dois fontanes. Nossa, é isso. Foi maior festa, né? E a Eloisa também fora na clínica, porque lá em casa tá fundo, aí na clínica. Fora na clínica em março.
Comecei de março, ela tava engravidando, porque ela tá com a duas semanas de gravidez. Quando foi lá? Explicando, entendeu? Aí ela, aí fizeram o Beto, ele falou, e aí ela tava grávida, e aí eu falei, então tem que entrar na clínica todo mundo, tem a mãozinha do Dr. George em todos os, né?
Ela não consultou em gravidez. Exatamente, tomou água e começou com o Dr. George. Agora, esse último que foi um ano, né? Um ano atrás começaram a fazer a fertilização, a coleta de ólvuns e foram três tentativas agora na quarta, graças a Deus, por uns termoszinhos que ficaram, ficaram.
E a gente tava até conversando, porque assim, a gente tem que um dia contar essa história aqui, né? Porque a gente tá muito acostumada com as pessoas, com as pacientes, que lidam, às vezes, com o negativo de uma forma muito pesada, muito difícil, ninguém entra no tratamento pra não dar certo, né? Aí quando vem a primeira vez, vem a segunda vez, às vezes isso vai desgastando. Então contar a história, a gente vê, ela precisou da quarta tentativa pra gravar, era a raspinha do tacho, eram aqueles imbrões que era pra ser esse bebezinho lindo, né? Então nós vamos contar essa história, hein, Lúcia?
Vai ter que estar aqui também. Não, não, não, ela vem, não, não tem que começar, com certeza. E eu sei, Rodrigo, como é que foi? Olha, a primeira notícia que eu tive quando ela me ligou, eu assustei, porque na verdade elas não ligam, não tem, não, tipo, durante o dia. Eu falei, alguma coisa aconteceu de ruim.
Como a minha mãe amou a senhora muito de idade, eu falei, alguma coisa aconteceu de ruim. Aí eu tava numa transferência, na verdade. Aí eu sou uma demorotagem. Aí, gente, eu não posso nem entender como que eu vou fazer. Enfim, na hora da primeira oportunidade, fui lá no meu momento, o que aconteceu?
Ela me liga assim que possível. Meu Deus. Pirei pronto, o coração aperta, e eu falei, nossa, agora, o que que aconteceu, meu Deus? E a gente, infelizmente, a gente só pensa, né? Compera, pior.
Aí liguei, falei o que aconteceu, e ela falou, precisa ser de vídeo. Foi muito bom. Quando a menina colava do outro lado, mãe, eu tô grávida. Eu fiquei congelada, porque… Mãe, eu tô grávida.
Eu falei, o quê? Ela é uma engravida, você não tá entendendo grávida. E ela repetia várias vezes, e eu não tive atitude, sabe? Eu falei, como assim? Ela foi uma engravida.
Mas eu não esperava, porque… Foi um choque. É, porque é um choque, gente. Mas, assim, a mais nova, enfim, tava terminando a faculdade. Então, assim, graças a Deus, né?
Que é uma gestação, e é muito amada e tudo. Mas, daquele primeiro momento, a minha reação foi choca. Eu fiquei estática. Aí, depois que desligou e tal, eu falei pra Lu, falei, Lu, eu preciso de buscar um presente com essa menina, porque ela vai achar que é uma rejeição, imagina, pelo amor de Deus. Nossa, ele é o grande amor da minha vida.
E, às vezes, quando eu falo alguma coisa assim com ela, a mãe deixa eu falar com ele. Tipo, né? Mas, às vezes, ela fala, né, que eu era muito brava, tipo, muito rígida com elas, quando criança e tal. E com ele, eu sou uma… E ficou tudo assim, né?
Tipo, não fico brava. Como, gente, que você vai ficar brava com uma criança dos anos? Ela fala, mas eu também, você ficava. Então, assim, é muito diferente. Eu acho que ele é para a maturidade.
É. Entra. Nossa. A gente passa por processos que ganham na brilhante. Eu falo que quando eu viajava, no começo que eles eram adolescentes, né, eu levava fotos, eles queriam ter um celular, eu não tinha o sol do tempo, quem não tinha o celular era o Leão.
Aí, eu levava o fotinho deles, quando eu ia sem eles, e de manhã eu abria a carteira, o livre, que eu levava para ver a carinha deles, né? Hoje eu nem lembro, eu levo os netos no celular. Olha só. Leva a fotinha dele, eu nem lembro dos meninos, eu não lembro isso para ele. E você sabe que fala, não, esse menino me lembra uma coisa.
Eu ligo, eu falo, ela tende, eu falo, Oi, Bica, de onde eu juro? Mas a mamãe eu existo. É. A gente às vezes viaja, a gente desce, quando ele sobe, né, na elevador. Ah, essa aqui é a mãe notável, essa aqui é a avó notável.
Não, é a Lurdinha e a Josie, né? É, é, é, é, eles viram na criança, né, para falar, muito legal. É, eu acho que eu amo a mãe mais turma, né? Ah, eu imagino, né? Mas acho que tem muito dessa coisa de maturidade, de mudança de momento da vida também, né?
Porque, por exemplo, eu vejo assim, meus pais ainda não têm netos, né? Eu não tenho filho, meu irmão, ainda mais novo também não tem, mas da diferença minha para o meu irmão, nós temos 12 anos. Então, era outra fase da vida assim, meus pais já tinham outra condição financeira, de trabalho, de ritmo, então eu vejo que a criação do meu irmão já foi muito diferente da minha. Então eu imagino que hoje um neto, nossa, minha mãe mesmo fala para mim, ela fala exatamente essas coisas assim, de que não, quando você tiver um netinho, você vai ver, eu vou falar, não vem aqui que vovó deixa, vovó deixa. Imagina que seja assim, né?
Deixa mesmo, deixa mesmo. Não tem como, né? Eu acho muito, eu acho muito, gente. Eu achei assim que, que quando fosse voo, ia ser chata, ia ser, sabe assim, eu falei, meu Deus, você é muito assim, né? Mas olha, não dá para imaginar como que a gente muda, como que a gente muda.
Eu tenho uma amiga que é social, foi até, a gente tem social da clínica, da Quera Instituto, ela divulgava a clínica para o Dr. Jorge, eu chamo a Cris, aí o ano passado ela foi voa, daí eu falei, você vai ver, a mulher de voa é diferente, aí ela foi a avó, ela, primeira semana, ela me levou a ladrinha, bem que você falava que a avó de voa é diferente. É, e é verdade. E assim, o que vocês acham, lógico que tem, tem várias, né, do que a gente está falando, mas quais são os papéis da avó exatamente na vida dos netos, assim? Porque tem também o papel da criação, mas ali se divide um pouco, é meio que como se a educação ficasse para a mãe e a parte da deseducação ficasse para a avó, né?
O que vocês acham que é o papel dos avós na criação, no crescimento dos netos? Então, eu acho sempre dos avós, a gente, eu passo muitos valores para eles, valores morais, valores de religião, de ética, talvez nem frequente, nem uma igreja, né, mas eu passo valores morais, falo de Deus, falo de, né, valores éticos, de valores que estão invertendo hoje, que não são esses valores, têm valores de família, tem um ponto de história, de uma historinha do tempo dos pais dele, das artes, dos pais dele, faz brilho. Tem isso também, né, mostrar um outro lado dos pais, né? Sim, então, aí eu falo que o teu pai subiu no telhado, o outro subiu ali, derrubava cerca do vizinho, era tudo assim, teu pai e teus tios, eu falo para eles. Então, assim, eles veem histórias que os pais dele não contam para eles, acho que não dá tempo, né, muito corrido.
Aí eu conto todas essas histórias, eles morrem de mim, tem a história do meu pai que criava na linha, fazia horta no quintal e vendia, tinha fraguezia de horta, meu pai, né? Então, eu conto o rupedo fazer isso, fazer aquilo, o rupedo xingava os meninos quando entrava em casa, que não podia pisar nos canteiros, mas teu pai te achou, às vezes pisava, massava o fácil. Então, assim, coisa que eles nem imagina que existia lá em casa, naquele quintal. Esse nosso avô era assim, esse quintal era assim, então, assim, são histórias e valores que a gente passa, né? Eu falo assim, o teu pai, o teu avô era muito, assim, humilde, o meu pai, sempre de rosa trabalhando, mas assim, o valor moral que ele me passou de não roubar, de não tirar nada de ninguém, assim, a honestidade do seu bisavô é uma coisa assim que eu levo pra vida toda.
E eu espero que vocês também levem aí, entendeu? A gente conta as histórias, mas aí da história eu coloco esses valores. As histórias, né? A Adri tava falando também de oração, né? A Adri, a gente tava conversando sobre isso hoje, do João Lucas, né?
É verdade, né? Eu sempre falo pra ele, às vezes, na vida chamada, todo dia, né? A gente se fala e eu falo, e aí, o que você fez na escola hoje? Ele põe o caderno sobre a cama ou sobre o sofá e ele vai passando e tem umas imagens, sabe? A primeira é oração.
Ele fala assim, olha o seu avô, aí fala, oh, que lindo, você orou pra quem? Aí ele fala, aí a outra da família e assim vai. Aí, ontem mesmo, né? Que eu falo pra senhora hoje em manhã. Eu falei pra ele, aí você vai orar pra quem hoje é que você chega, avó, volação, não.
Então, mas a gente tem que procurar incentivar isso nas crianças, né? Porque agora é a base de tudo, né? Família, amor, respeito. Porque por mais que o nosso amor seja assim, sublime por eles, mas a gente também tem que por limites, né? Tá lá, sobre respeito ao próximo.
Eu ensino ele, olha que gracinha que aconteceu. Nós tava na casa da minha mãe, eu falei, mãe, não desce do carro. Fui ligada até o mercado, pegou e não desce do carro. E eu falei, João, vamos ajudar a avó a descer do carro? Ela tava velhinha.
Aí ele foi até a porta e o abrir, ele pegou a mão dela e falou, vem, bebê. Aí eu falei, meu Deus, ele nunca tinha feito isso. Aí a minha mãe fazia de conta que não tava conseguindo sair do carro. Ele falava que vem, ne, ajuda. Então, é muito bonitinho, ali naquele momento e tal.
Mas eu vi que ele já era uma sementinha, né? Pra gente ensinar, respeitar o próximo, amar o próximo. Os valores da vida, né? Porque hoje tá tudo tão perdido, né? Se a gente não resgate isso, eu acho que a gente tem que fundamentar a importância sobre essas crianças, tipo, eu tinha que ensinar, igual o Alun falou, dos valores, porque nem sempre o dinheiro que vai te trazer todo, nem sempre o mundo tá aí pra falar só assim pra você, né?
Então a gente tem que deixar eles bem insincientes dessa situação também, né? Ah, um certo. Ah, aqui no Carnaval. Lá no clube eu achei um raibã, um herbão mesmo, de primeira linha. Na mesa, uma mesa lá, que foi embora deixada pra sempre, mas vamos lá, na portaria, no secretário, entregar esses óculos, que o dono vai aparecer.
Aí ele foi comigo, entregoto, assim, é a vál, certo é isso, né? Eu pensava se fosse meu óculos, eu não ia querer. Eu iria vir aqui perguntar se tava aqui. Ficaria muito grato, né? Então assim, são coisas que você poderá ver que teve já da bolsa, eu achava que era teu, né?
Mas como diz, você tem que plantar isso aí, de criança, adolescente, pra… Porque se você pega uma coisa e leva pra cá, você fala, deixa aí esse momento, teve dono, é nó. É assim. A minha vó pra perna, eu lembro que a vô de Espanhol, essa bielha, ela era muito grata, mas ela era muito amorosa também, ao mesmo tempo. E aí a gente chegava da escola e era só eu de menina, e eu pegava fogo, cozinhendo, né?
Eu queria brincar com eles, enfim. A gente chegava da escola, ela pegava naquela época, era bolsinha feita de pano mesmo, só de defido, mas ela abria o estojo, ela olhava dentro do estojo, se os seus lápis eram realmente seus, porque naquela época ela descascava, sim, ela não tava no nome, do jeitinho dela, né? Muito simples, morava na roça. E ela trabalhava na roça, né? Na verdade.
E aí ela conferia tudo, os estojos, a bolsa, e se tiver, graças a Deus, não me ou nunca teve nada, mas se pegasse alguma coisa, tipo bola, os meninos brincavam ali, eles faziam de pano, sabe? Pra brincar no quintal e tal. Se cair se no lado de cair, é porque era muito menino, né? E não devolver, se ela fazia devolver na hora, sabe? Ela falava, não é seu, devolve.
Então ela era muito brava, mas assim, tem muita coisa nela que hoje eu vejo em mim e eu falo, meu Deus, como que porça isso aí? Porque essa abria, que ela era muito rígida, porém, muito amorosa, mas aí eu falo, gente, se ela tivesse também, não tira essa postura, como que? Com certeza. Não pode, são valores que o dinheiro não compra, nada paga nessa vida, né? Com certeza, formar seres humanos de caráter.
Com certeza. Assumir responsabilidade quando erra, pede desculpa, sabe? São valores assim únicos, né, gente? Únicos. São coisas pequenas às vezes, né, que a gente acha que, nossa, é tão fácil lá pedir desculpa, né, mas não.
Isso aí vai ficar, né? Tem pessoas que não conseguem pedir desculpa. Pernas na personalidade, né? Pra eles vai entrando nessas pequenas coisinhas, né, nano? Adianta falar, eles têm que ver um exemplo.
Todos os segredos que eu tenho com eles, eu sou firme nesses preceitos, não tem como deixar. É, porque vocês são exemplos fortíssimos, né, pra criação deles. E a gente tava falando, né, dessa questão de vocês contando das avós e tudo, vocês acham que tem muito impacto da diferença de geração, porque, por exemplo, a gente tava falando dessa coisa de vídeo chamada e tudo mais. Eu vejo as crianças hoje, pequenininha, a criança já sabe mexer. Você mostra uma foto, é, escapar, você mostra uma foto, a criança sempre tá fazendo assim, na foto já querendo dar o zoom, né?
Então, as crianças já nascem, né, hoje muito diferentes pelas mudanças do mundo, né? Vocês veem muito impacto disso, dessa diferença de geração das relações de vocês? Sim, eu acho que esse impacto é o pai, os pais que têm que dar um limite. Um limite. Eu tenho um neto de uma amiga minha, de trabalho, a gente tá fazendo mais de 20 anos junto, ele tá com 10 anos e tá fazendo tratamento psicológico, porque ele não deixa de celular.
Meu Deus! Entendeu? Então, eu acho que tem que ter doságica e, nossa, vai ficar uma hora, meia hora, 40 minutos, tirou, você passa, porque eles estão ficando muito ali, muito ali, muito ali, e é aquele mundo ali, é o mundo deles, e é videogame, e é, não sei o quê, a vida não é o videogame, né, Paulo? Não sei, a vida não é o videogame. Então, eu acho que essa geração agora tá muito assim, muito, muito na frente nossa, muito adiantado, se isso aí for adiantamento, eles estão, né?
E eu não sei o que vai ser dessa geração. Você já viu, falando que uma pessoa que usa, tipo, droga, ele tem a mesma abstinência que uma pessoa que iniciada no estrelar, em qualquer aparelho, né? Porque eles têm a mesma abstinência, eles têm necessidade, crianças que choram, choram compulsivamente, se eles não pegam, né? E às vezes, assim, para os netos terem contato com vocês, e ouvirem histórias de que, olha, na nossa época, a gente brincava na rua, a gente fazia isso, fazia bola de pano para brincar com os moleques, e não sei o quê lá, isso traz uma realidade diferente para as crianças, né? É um impacto positivo, né?
E não embarca numa praça com eles, né? É, é. Agora, tudo isso tem que reavivar hoje, porque hoje tá ficando muito dentro uma caixinha, sabe? Tem que sair dessa caixinha. Eles dizem até agora que o celular muitas vezes é babá eletrônica, né, das crianças, porque os pais estão ali conversando para falar com o celular, né?
E eles punem, eles ficam assim, né? Impinotizada, porque… Como fica, né? Sabe de uma coisa? Eu já vi o João Lucas, tipo, nos cadernos.
Deve fazendo assim, ó, abrindo, tipo, para da Zoom? É, tipo, na… É, já pensou. É, porque é ver, né? É, eu já vi.
Que dedinho. Que dedinho. É. Um exemplo, meu neto, mas ele estava tendo aula de imprensa, hein? Fiz a imprensa, quem, né?
Tem Berg, no Soquei, tem a máquina de escrever, eu falei assim, eu tenho máquina de escrever, você quer ver? Aí peguei minha máquina, aquela olivete verdinha que eu tenho guardado, tem na caixa ainda. E dei para ele, ele pegou e encostou o dedo na tecla, foi não bem, não é digital. Ah, ele não sabe que tinha que afundar. Você tem que enfiar o dedo para a série eletrônica, e a gente vai por um papel aqui, você vai escrever um papel.
E ele deve ter ficado… Ele ficou encantado, que ele escreveu o nome dele, João, mas assim, bater no meio do dedo, né? Porque você olha como que é, né? Eles acham que é digital, eles não têm ideia que a gente tinha que… E eu achei que o dedo fazia isso, era um miroagre, né?
Porque não era todas as pessoas que no caso tinha oportunidade. Não era. Aí eu falei, agora você chega na tua aula e fala para a professora que você usou uma máquina de escrever da sua avó. E eu falei, eu vou falar, vou falar. Eu falo para as pessoas, eu fiz cuja datilografia, as pessoas não acreditam, mas eu fiz.
Eu fiz, datilografia, tinha que aprender, trocar lá o negócio. Entrava no colégio, tinha que entrar na datilografia, a SDSG, a HAC, a FAC, a ST. A gente decora, né? Aí tem que lembrar do espaço. Isso é muito importante.
Aí eu falei, quando você quiser de novo, a gente põe a trocolinha, você vai digitar, você vai teclar, porque não é digitar, é teclar. Para você escrever outras coisas, você leva para a professora ver, ela adorou a máquina de escrever. É, nossa, é muito importante esse contato deles, né? Com a história. Minha mãe também tem aquelas máquinas de moer, grande café, que eles não tinham visto, antigamente era assim, não era, o ir lá na maquininha, o café já sai, espirrando da máquina, o cafezinho, não.
Hoje tem a expressa, você vai para cá? Tinha que ralar, tinha que moer, tinha que limpar o grão direitinho. Aí passava aqui, era o porcuro, aí ele ficou olhando a máquina também, sabe? Então são coisas que eles nem imagino que tenham, são meninadas da era do digital, aí não tem nem noção que era. É, é mais fácil um dia eles ensinar, gente.
É, na digital, sim. Ensina, né? Nós somos umas amas abertas, a gente faz, faz o MNL, eles vão ter rires. Mas às vezes na nossa cabeça de adulto, a gente não tem noção do impacto que coisas sempre tem nas crianças. Por exemplo, a minha mãe sempre guardou uma máquina de costura da minha avó, e eu via aquela máquina e eu tenho memória direitinho de como é a máquina, de que tem que colocar o pézinho, que aí você vai fazendo assim pra rodinha passar.
E assim, eu não conheci a minha avó e é muito marcante pra mim, eu ver aquilo ali, aquela máquina de costura da minha avó, é exatamente. Então as coisas que pra nós, na nossa cabeça de adulto, é tipo, tá, uma máquina de costura. A criança vê aquilo com um olho muito diferente, e marca ela de um jeito muito diferente, né? E vocês acham que assim, você é avó, mudou o relacionamento de vocês com os filhos, com os pais dos netos, os pais e as mães dos netos? Mudou muito.
Em que sentido? A gente fica meio rival, beijo. Ele diz a gente se meio rival. Mãe, não é assim, faz, não é assim. Mãe, a história fala assim, você fala do seu jeito, eu falo do meu jeito, é assim.
A gente fica bem, você come assim pra gente, ó, cuidado, hein, mãe, não sei o que. A gente, eles devem vê -lo a gente, como se a gente fosse a criança, não é bem, entendeu? Entendi, é. É muito legal, é muito legal, eu gosto. Eu acho assim, como eu tive sempre meus filhos muito jovens de mim, né?
Com os amigos, com os agregados, então, eu acho muito legal mesmo, assim, o jeito que eles começaram a me tratar depois de serem pais. É uma pena que passa muito rápido, né? Porque quando a gente pica, eles vão comer. Não, se passa pra gente que tá de fora, porque assim, os nedos, a luz, aí, o oís, aí, eu lembro. É, desde de novo.
É, o João Lucas, eu lembro de você contando, meu Deus, o senhor tá grávio, daí, agora já tá aí. Dois anos e meio, ele tá aí. Não, dois, ele foi com a bote pra fazer dois. Mas passa muito rápido mesmo, né? O dia do dia das mães agora, com a minha oração na escolinha, a Bianca, ela fez até chorar, sabe?
Ela chegou e tava fechada ainda. Aí, ele falou assim, mamãe, e ele fala muito bem. Ele falou, mamãe, eu vou encontrar com a turma. Da onde ele tirou isso? Eu vou encontrar com a turma.
Aí, a Bianca desculhou, né? Ele falou assim, como é? Ele falou assim, vou encontrar com a turma. Pra ela vir embora da festinha, escrevei chorando, porque ele tava no ambiente, que ele gosta, ele tava com a mãe dele. E assim, ela desculpeu no palco, fez igualzinhas outras crianças maiores do que ele, né?
E ela falou assim, mamãe, eu achei que por um momento ele não fosse participar, imagina. Eu falo que ele é neto da volô, porque ele não teve gostar de uma… De uma festinha. De uma festinha de uma dança igual a ele, viu? É, João Múcleo.
Eu imagino, não sei, eu não tenho filhos ainda, mas eu imagino que talvez pra gente, por exemplo, talvez eu, virando mãe, consigo entender melhor a minha mãe na minha criação. Então, eu imagino que talvez mude nesse sentido, a minha percepção sobre a minha mãe e a minha relação com ela, né? É mais presente mesmo, porque assim, minha mãe, ela era muito puxa -saca do meu irmão. E eu ficava criticando, ela falou que era um negócio do meu irmão, não gosta de mim. Aí ela falou assim…
Você vai ver como você é filho, não é assim, eu gosto dos dois igual, né? Ah, mas foi só eu ser mãe pra eu ver que realmente era o que ela falava mesmo, não é assim. Ninguém gosta mais de um, mas o outro. Eles dão uma tensão diferente pra gente, cada um dão uma tensão diferente, mas a gente gosta de um, de outro igual, né? É…
Uma coisa interessante é que a minha filha mais velha, ela mata com filhos, mas quando eu tive ela, quando ela começou a falar as primeiras faladrinhas, ela falava pra minha mãe, ao invés dela chamar de vô, ela falava mamãe velha. E eu era mamãe nova. Então, às vezes ela chorava, eu quero mamãe nova pra minha mãe, né? E aí, e eu nunca tive ciúmes, essas coisas nada, tadinha minha mãe querida, ela podia trabalhar, passou. E agora, quando Jô Lucas começou a falar, e às vezes ele dava uma enroscada assim, ele falava é, pra mim, mamãe, mamãe.
Aí, a Bianca do lá, ela falou assim, não é mamãe, filho, é vôbó. Ai, meu Deus do céu. Então, gente, será que você tá com ciúmes agora, mamãe? E ela bate em cima, sabe? É vôbó, é vôbó.
É, não, mas muda. E assim, falando dessa questão de relação e entrando um pouco nessa parte da da clínica, dos tratamentos, né? Às vezes a gente brinca, né? Quando vê as pacientes indo com a mãe e fala, nossa, mas a oração de volta, tem poder, não fala de mãe, e tudo. É, porque é muito diferente, em verdade.
Quando elas vão colher ordem, às vezes vai para o centro cirúrgico, parece você a mãe, ela fala assim, sou eu, eu tô vendo, você tá rezando ainda, tadinha, né? Ela fala, eu tô… Nossa, Lou, você no momento da coleta, acho que você não tem… Acho que você tem noção, assim, mas assim, do quanto você marca a vida de quem tá ali do ladinho, do lado de fora, né? Porque, nossa, o que tem de paciente, que fala aí, não esqueça do que a Luidinha falou pra mim naquele dia, naquele momento, nossa, é muito…
É, eu acho que é uma… É uma jornada tão grande delas, né, que a gente não tem como ajudar a segurar na mão. Eu adoro segurar na mãozinha delas, como vai… E a Adri também, gente, a Adri… Ela só come um geladinho, eu falo, não, não, vamos quentar essa mãozinha, fico segurando, sabe, isso é uma coisa que eu acho, assim, elas…
elas lutam tanto, né? Tanto que eu senti na pele esse último ano, né? O que é, espero, que é a luta, que é a esperança, sabe? Então, eu falo, não, vai dar certo, você vai ver. Eu teve uma, uns dois meses atrás, que seu nome dela, acho que é Christiane.
Ela veio congelar porque ela fez esquímia. Ah, eu pensei. Uns quatro anos atrás. E eu falei pra ela, falei, você vai voltar pra fazer um nenê aqui. Aí, a hora que ela me viu, ela fez, eu sabia que você ia estar aqui, eu não sei.
Eu falei, eu falei que você ia voltar. Adoro dela, achou minha mãe dela, com a mãe dela, que falou que eu ia voltar pra fazer, pra fazer o nenê. Eu falei, assim, então, veio a avó junto, falei, avó, ah, me abraçar, não é? Então, é tão gratificante você ver isso e falar, não, ela vai voltar, ela vai ser da certeza, ela tem um objetivo, né? E falar pra elas também, né, porque muitas vezes eu falo pras meninas, o seguinte, que é muito lindo a consulta, é muito lindo o positivo, mas, gente, pra mim, um maior vencedor é quando passa aquelas portas pra adembro.
Com o ráfego. É fácil, né? Porque eu ainda bem falo, gente, aqui tem censura, a porta tá me de sozinho e tal, mas até você ter essa convicção, essa certeza, essa força pra entrar, pra aceitar, não é fácil. Eu falo pra eles, pros pacientes, gente, pra mim, vocês já são vitoriosos. De verdade, porque passar dessa porta pra dentro não é fácil, porque ali na recepção, quantas vezes a gente escuta, vai perguntar, tipo, quando quer consulta, como que é o procedimento, e às vezes tem essa não aceitação só do casal, entre famílias, porque a gente sabe como que é ela dentro.
Muitos nem sonham que os pacientes estão fazendo tratamento, então isso pra mim já é um baita positivo, né? Porque só de não desistir, né? E ali depois tem aquela montanha russa, de sentimento, de hormônio, de tanta coisa e faz exame. É de negativo, né? É de negativo, de negativo.
É de variações assim, exercíveis. Mas, gente, na hora que chegue esse positivo, meu Deus, eu falo que qualquer hora você manda me embora lá na verga. De cor queira. Eu viro naquele corredor e eu não posso nem saber, e falo pras meninas mesmo, agora se vocês não tiveram desejo, vocês envelham. Eu adoro esse teu conceito.
É verdade, porque depois ainda nasce com a cara do pai e ainda puxa o saco, então o momento dela é agora, né? Mas não, assim como eu falei da luda, essa parte da coleta, eu vejo você, a gente está mais próxima ali na parte dos ultrassons e nossa, quantas vezes a gente faz ultrassom, por exemplo, que às vezes a resposta do Avara não está indo também ou às vezes faz ultrassom, a gente chega na alegria, porque teve o positivo, faz ultrassom e acaba vendo que não desenvolveu, né? E muitas vezes, eu acho que você não tem nem noção do quanto as coisas que você fala calma até a gente como médico. De verdade, porque você passa uma tranquilidade, uma força, uma esperança para as pacientes, que é uma coisa impressionante. Eu acho que muito disso de vocês, vem da vivência pessoal também, da família, do vinculo com os filhos, com os netos, né?
E faz muita diferença lá na clínica também, viu? Eu amo, que lindo. Eu sempre fui muito de fazerizar de pacientes mesmo, as anteriores, né? Você lembra de todo mundo, né? Eu acho, elas me encontram e bate papo, e você está com o Dr.
Jorge aí no topo Dr. Jorge. É? Tem uma dona de uma panaria que fica uma café da manhã, ela fala assim você é lurdinha, eu ponho. Olha só.
Você trabalha com o Dr. Jorge, trabalho fala para ele que ele operou ele e o Dr. Jorge me operaram há 30 anos atrás. Não, 28 anos atrás fala que ele tirou um cisto com o cabelo de buraco do meu outro, do meu Ovario que ele vai lembrar porque esse cara é admirado, né? E ela me deu o nome dela, eu vou dar seu nome inteiro que eu já vou mostrar para eles, eu mostrei para eles.
E eles lembraram mesmo? É, não, isso é muito interessante, é o vinculo. O vinculo é a mesma coisa que a gente estava falando das crianças, que às vezes marca umas coisas assim, às vezes acho que a gente não tem dimensão a gente na clínica do quanto a gente pode marcar a vida das pessoas, né? Com as vezes uma coisa que a gente fala, um abraço que a gente dá, um acolhimento, né? Aquele caso que é com a menininha, aquela tendra, aquela loirinha ela ia de carrinho e depois para de carrinho.
Ah, sim, sim. Nossa, bem, ela chegava e falava vamos por toca na bonequinha, no ursinho ela ligava, ai meu, ai meu. Ela mandou, aí ela falava assim a mãe dela, lurdinha foi com essa toca para casa, não deixou ter a boca do ursinho, e tal, ai essa toquinha do ursinho, então as sensões são coisas pequenas, às vezes marca para ver tudo, é muito legal. Com certeza. E aí depois quando essas mães voam, o que é tão lindo, a gente até pega até dos pais e só dá e não vê.
É bem isso, né? Vai direto. Que coisa mais linda, meu Deus, que coisa mais linda. Eles são lindos demais, né? Então, amados, né?
Quando eles chegam lá, passam o filme, se passa na nossa cabeça imagina pra eles, né? Quantas que chegam lá, ali chora, né? Tipo, ai meu Deus, tava tocando aqui uma lisa, tá? Aí eu falo pra eles, já pensou se tivesse desistido, não pode. Vamos tentar.
É verdade, é muito lindo. E nada mais justo, né? Pelo trabalho brilhante, pelo exemplo que vocês dão dentro da clínica, de avós, de profissionais, de seres humanos, né? Pra todos nossos, nossas mães, zonas, nossas avós. Nada mais justo de que, primeiro, vocês terem um episódio especial pra vocês Ai, que maravilhoso.
E de segundo, também, vocês terem uma surpresa nesse episódio especial de dia das avós. Então, quero convidar vocês a olharem ali na televisão e aí eu vou esperar um pouquinho pra nossa equipe colocar uma surpresa especial pra vocês, em homenagem ao dia dos avós. Acredito. Pode acreditar. Meu, minha pofinha.
Surpresa. Feliz dia da avó da senhora, mãe, que é vó lurdinha. Estamos aqui junto com a sonetinha, com a Eloisa, pra comemorar esse dia, pra saber que esse era uma pessoa muito especial, que faz alegria de todos, como avô, o avô faz alegria da Eloisa e do João também. Agora o João não esteja aqui, mas com certeza ele também tá feliz pela avó que ele tem. E desse exemplo de mulher aqui, a senhora.
A gente queria homenagear nesse dia o dia da avó e fica aqui todo o meu agradecimento, todo o meu reconhecimento de que você faz toda a diferença na vida da Elo, do Otávio, do João e eu queria agradecer no nome da Elo, por todo o carinho, por todo o afeto, por todo o cuidado que você tem com ela e dizer que ela é uma copinha sua. O serzinho de Sagittário, que nasceu partinho do seu aniversário, com a sua cara. Menino, eu tenho certeza que ela é muito feliz por ter você na vida dela. Obrigada, Lu, por tudo. Obrigada, Lu, um beijo pra você, Lu.
Lu, feliz dia da avó, eu te amo muito, eu tô fazendo esse vídeo por você. Te amo. Beijo. Oi, vó, tudo bem? Eu te amo muito, você é uma pessoa maravilhosa, incrível, um abraço.
Beijo no seu coração. Que amo, vó, vó, beijo. Ai, meu Deus! Ô, meu Deus, vó! Ai, meu Deus, vó!
Eu tô muito feliz, via das avós pra você. Vocês conseguem coisas, Zé, que a gente nem sabe, né? Não é? Terminou a se escutar. Obrigado, obrigado.
Tô só de hoje, né? Foi, não deu tempo, mas é um colocado, depois, episódio especial, no que ela viu. Gente, obrigada. Vocês merecem, viu? Obrigada por tudo que vocês fazem por nós, por todo o coração que vocês têm, né?
E quanto vocês se dedicam a nós e as nossas pacientes também. Vou deixar um espaço pra vocês deixarem agora um recadinho, então, pra quem tá ouvindo a gente. Mamães, futuras mamães, vovós e futuras vovós. Vocês também são muito importantes pra mim, toda clínica, né? Minha vida, tá dentro da clínica.
Todas as fases que eu passei da minha vida nos últimos 30 anos, Dr. Jorge, e hoje, Dr. Joaquim, agora vocês estão presentes. Então, cada faca, cada etapa, né? Com o sucesso, sem sucesso na época da minha doença, na época do meu tratamento, assim, todos foram muito, muito, muito gente comigo, muito…
Vocês me apoiaram em tudo, sabe? Então, só tenho que agradecer. Hoje estou muito mais grata ainda por todos vocês, por que fizeram pelo meus filhos ou esse último ano. E assim, eu acho assim que gratidão, respeito por vocês, pela clínica, respeito pelos profissionais, respeito pelos colegas, as pacientes também que estão tentando e que vão conseguir, sabe? Vão conseguir ser mãe, vão conseguir ser avós, as vozinhas, pra ficar confiante que a clínica tem tudo pra dar, pra gente melhorar e pra gente poder ir em frente.
Então, eu só tenho que agradecer a clínica e sucesso pras mamães que vão ser mamães e que vão fazer o tratamento pra ser mãe, com certeza. Ah, e eu também gostaria de deixar o meu agradecimento e eu prometo que não vou chorar. Não tem problema. Na verdade, o que ela falou, a gente passa mais as horas, né? Da nossa vida dentro, juntos, é muito mais do que uma família.
Eu admiro muito o jeito que vocês doutores, né? Donos e principalmente esse sentimento, essa humanização, esse amor ao próximo, esse respeito. Então, isso pra mim é grandioso. E eu gostaria muito de sincera. Quando eu entrei, eu falava, meu Deus, será que é porque no começo, não é muito assim?
Mas não, sabe? Com o passar do tempo, a gente vê que isso é isso melhor. Eu não tenho palavras pra descrever e nem agradecer o quanto eu sou grata a Deus por Deus ter preparado de eu entrar nesse lugar por todas as oportunidades que eu tive, tenho das pessoas maravilhosas e sem contar que além da gente ter família ali, tem uns mais próximos, outros, né? E assim, mas a gente saber que a gente ainda conta e ganha um pessoal na nossa vida porque eu sempre falo pra minha mãe, mesmo quando distante. Mãe, alurdinha, mesmo não tem idade pra ser a minha mãe.
Ela é minha mãe, ela é minha amiga, ela é minha conselheira, sabe? É uma das pessoas que eu tenho como referência na vida, porque assim é como, sabe? A gente se encaixa, tipo é uma coisa assim, não tem palavras pra explicar só o sentimento mesmo, sabe? É uma pessoa que é maravilhosa. Eu falo pra ela que Deus deveria ter mais fomos, né?
Como essa pessoa humana, tem empatia, então assim, apesar de ela ser meio séria, né, Luz? Mas é fácil, né? É, mas é uma pessoa muito doce e assim, gente, quando eu fiquei doente também sabe, assim, não tem etapas na vida que eu não tenho o que agradecer. Não tem. Eu só tenho muita gratidão por todos, principalmente de poder auxiliar seja um abraço, seja um copo de água, seja possível, mas pra gente marcar e marcar com positividade, né, na vida das pessoas e sabendo assim, gente, não desiste, não, porque não se esqueça também que a gente dá dicas de ouro lá pra que se não tiver desejo em vento, a gente ensina um monte de desistido, né?
De um monte de coisa e assim, na verdade, pra não desistir dos sonhos, principalmente as mães, não não deixar as filhas do lado, do lado, né? Tipo, independente se é casal homofetivo, segundo casamento independente do que? De que fase? Produção independente. Produção independente, gente, por reproduções, não desista, porque uma hora chega, olha hoje, ó, quanto tempo você esperou agora?
Um ano. Um ano? Quantos negativos? E isso a gente envencia? Já sinto de junho, mas é um ano.
E isso a gente envencia toda hora. Às vezes as pessoas perguntam se nossa, hoje a clínica tá cheia, né? É assim, sempre, aí eu brinco com elas, brinco não, fala a verdade, não fala pra gente. Até a gente não entrar nesse mundo, a gente acha que o problema é só a gente. É verdade.
Mas aí depois que você passa a viver isso daqui, você vê que hoje tá tão natural e normal como uma pessoa quando reclamar, ele tem um diabetes, olha, tem um diabetes, sua hipertensia, né? Porque acontece, olha quando você está na lua, 30 anos como funcionária, quantas pessoas que passou lá pela clínica? Nossa, é. E aí, o filho dela também não teve que pedir socorro? Pois é.
Então, sabe, não desista, corra atrás dos sonhos, sabe? Porque uma hora vai chegar, né? E a gente tá lá de braços e corações abertas pra esperar vocês. Ah, que lindas! Muito obrigada, gente.
Quanto tempo a gente tá vendo, como todo mundo. Ah, bem, muito obrigada, viu? Muito especial no nosso episódio. Você tem que voltar pra gente conversar mais esses, né? Vamos usar o marcado mais.
Combinado. Obrigada. A gente se vê no próximo episódio. Tchau, tchau. Tchau, tchau.
Tchau. Obrigada por assistir ao Papo de Tentante. Pra enviar seu relato, dúvida ou sugestão, mande um e -mail para papo -ditentantearobaceferpe .com .br Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com um médico especialista. Te vejo no próximo episódio.
Até lá!
