Ep. 81 Especial Dia da Gestante | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Especial Dia da Gestante! No nosso episódio mega especial, tivemos a honra de receber duas obstetras incríveis para uma conversa inspiradora sobre a jornada da gravidez: Dra. Satie Suto e Dra. Thais Mantovani 💖🤰
Junte-se a nós para compartilhar experiências valiosas e dicas práticas que celebram cada momento dessa jornada única. Vem assistir! ▶

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP, centro de fertilidade de Ribeirão Preto. Seja bem -vindo ao podcast Papo de Tentante, um espaço onde compartilhamos informações sobre o universo das tentantes em busca do tão sonhado positivo. Aqui você poderá compartilhar suas experiências, se enterar sobre os assuntos de reprodução assistida e ainda conferir relatos de mamães que já passaram pelo tratamento e tiveram seu positivo. Você também poderá conferir novos episódios 15, em realmente, e assistir ao episódio em vídeo pelo YouTube do CEFERP. Vamos ao episódio de hoje?

Oi, pessoal! Sejam bem -vindos ao Papo de Tentante. Esse episódio é especial em homenagem a gestante, está chegando o dia da gestante, agora dia 15 de agosto. Então, nada mais justo do que a gente conversar com duas obstetras maravilhosas para falar um pouquinho sobre o pré -natal, sobre o parto, tirar as dúvidas, desmistificar um pouco esse assunto. Então, em primeiro lugar, queria agradecer a presença de vocês e a disponibilidade que eu sei que é difícil a gente bater os horários, mas deu certo, né?

Deu, é muito de Deus. Então, vou deixar primeiro vocês a vontade para se apresentarem. Tá, perfeito. Bom, boa tarde. Eu sou a Sati, sou de Nicologia e Obstetra.

Trabalho principalmente com a hominização do parto e estou muito feliz de ter dado certo, de a gente conseguir esse horário para a gente conversar um pouquinho. Perfeito. E meu nome é Taís, também sou de Nicologia e Obstetra e muito obrigada pelo convite. Cada vez mais a gente tem tido mais gestações por FIV, né? Ainda bem que temos tido mais resultados positivos e é importante a gente conversar para deixar mais tranquilo como é que funciona esse pré -natal, tirar algumas dúvidas e alinhar.

Tudo isso. E assim, o nosso trabalho juntos é muito importante, porque assim, uma coisa que a gente fala bastante também nos tratamentos é o nosso objetivo é o bebê nascido bem lá na frente, né? Porque às vezes as pacientes procuram a gente no sentido de assim, ah, eu quero o positivo, mas na verdade a gente quer mais do que isso, né? E aí para isso a gente tem que olhar para a segurança da evolução da gestação, do pré -natal e com certeza ter profissionais em quem a gente confia para poder entregar o nosso bem preciosíssimo, né? Ah, com certeza.

E a gente começa esse trabalho, a gente estava até falando um pouquinho antes de começar a gravação, na parte de preconcepção, né? Então a gente como ginecologista geral já orienta, já deveria pelo menos orientar um pouco as pacientes nesse sentido, né? E a gente acaba desenvolvendo um pouco desse trabalho juntos, né? Com certeza, né? Uma consulta pré -concepção sempre vale a pena, a gente pode olhar algumas questões metabólicas para se trabalhar antes do preparo para o tratamento, a gente pode começar a prescrição de astrofólico, a gente falar antes da gestação, né?

E tudo isso faz diferença, com certeza, no resultado da gestação. Já pode começar também exercício físico, checar vacinação, tem várias vacinas que podem ser feitas durante a gestação, mas algumas não, então talvez seja o melhor fazer agora que a gente está tentando, não que a gente já conseguiu para ter mais segurança durante todo esse processo. Checar se tem alguma doença preexistente, se… Que que é essa doença? Se eu posso controlar ou curar ela antes do processo?

Então acho que todo esse pré é muito importante. Com certeza. Tem o seu lado bom, assim, de certa forma, da gente engravidar por um tratamento que é a gestação mais planejada de todas, né? Então a gente tem todo esse tempo para fazer tudo isso da melhor forma, né? Então ajustar a remédio que eu posso estar usando, que possa ser necessário trocar, a todos esses cuidados que vocês comentaram.

Então, e fora que assim, eu vejo também que o vínculo da paciente com médico já vai começando por ali, né? E aproveitando que eu lembrei desse assunto, acho importante a gente falar um pouco dessa parte do vínculo do pré -natal também, né? Porque a gente estava até comentando das pacientes que começam o acompanhamento e depois quando a gente fala que não faz tal parte, elas, ah, mas eu queria continuar com você e isso eu percebo que acontece muito, por exemplo, com a gente no tratamento. Normalmente a gente acompanha até ali seis, sete semanas e a gente encaminha para obstetra, né? E esse vínculo do obstetra com a paciente durante o pré -natal é fundamental para que ela se sinta segura realmente, né?

Ainda mais uma gestação que tem todas essas questões de desejo, de ansiedade, de todo esse preparo, tratamento, a gente sabe que são gestações que são mais difíceis emocionalmente falando, né? Com certeza. Então esse vínculo, com certeza, faz diferença desde o início. Conhecer quem é, saber para quem pediu ajuda, para quem ligar, nem que seja só para responder uma pergunta, para dar uma orientação simples, né? Isso faz toda a diferença mesmo.

Acho que para calmar, né? Para a gente ter essa segurança de que está tudo tranquilo, afinal, estava até comentando com você, Cam, tem uma paciente minha que são sete anos de infertilidade. Se não tem esse vínculo, se não tem esse acesso, essa segurança de que está indo tudo bem, deve ser desgastante, deve ser desesperadora em alguns momentos de como que a gente vai lidar durante todo esse processo. Nossa, não foi um, dois dias, foram sete anos de caminhada até chegando aquele positivo, naquele ultrassom com PCF, com o coraçãozinho batendo. E agora, como é que vai ser todo esse processo até a gente chegar no parto, até ter um bebê no colo, que é o que você estava falando?

É, com certeza. Eu tive uma convidada aqui, né, que a gente estava conversando e aí ela falou que ela teve uma questão na gravidez, passou no pronto -atendimento, foi orientada ali e liberada, mas ela falou que não ficou em paz, ela falou a vontade que eu tinha era falar para o médico, você não sabe o quanto eu passei para poder estar aqui hoje grávida, então me ajude, por favor. Então é muito isso, né? E já falando, então, dessa questão de vínculo, o que que as porcentes podem esperar numa primeira consulta quando elas chegam para começar o pré -natal, assim, quais seriam as orientações mais importantes? Quer começar, phases?

Acho que a prefeitura da minha intenção. Então, me traz o cartão de vacina e todas as exames que foi feita durante o tratamento e todas as medicações que estão sendo usadas. Porque é diferente da gestante que é uma gestação espontânea, o post -five tem aqui as suas particularidades, né? Então tem hormônio, tem medicações que estão sendo usadas, normalmente vocês, graças a Deus, dão aquele encaminhamento pra gente falando até quando manter quais as particularidades daquela paciente e o que a gente pode preparar. Então isso já ajuda muito, muito, muito, porque não começa do zero, que nem aquela gestação que foi descoberta por acaso.

Então isso já ajuda muito. É, e a questão também pra gente saber certinho quando que a gente vai considerar a dumed, a data do de uma menstruação, então saber de que dia que foi em brião, esse tipo de informação, geralmente já vem tudo organizado da clínica e tal. Mas aí a gente provavelmente vai organizar a questão de suplementação, né? Vê se tem alguma deficiência ou não, pediu alguns exames pra complementação de pré -natal se for necessário, né? Dependendo do que já tivesse sido feito.

O tração geralmente o primeiro tração já vem. Então isso, né? Não, geralmente já chega com o tração pra gente. Resolientações básicas de pré -natal em relação a cuidados estéticos, alimentares, uso de hiperlênxia, toque sopulas mose, algumas coisas, covid, que a gente sempre orienta nessas primeiras consultas, mais ou menos qual que é a data provável, o que isso significa, a data provável de parto. Eu chamo de data improvável de parto, né?

Porque nem se nunca… A grande maioria não vai nascer nesse dia. Tem uma amiga nossa, que é enfermeiro obstétrica na cidade, que ela fala que ela queria mudar pra período provável de parto. De 37 a 41. Então seria uma boa conversa sobre isso, explicar mais ou menos como vai funcionar toda a questão ali, né?

Algumas programações que já são planejáveis ali, porque tem muita coisa que vai acontecendo no decorrer da gestação. Mas geralmente é por aí que a gente começa. E acho que a gente tava conversando também, né? Já começar a contar aquela sementinha de quem fez FIV, tem uma tendência, um risco maior, na verdade, esqueça a melhor palavra, de desenvolvimento de pré -eclampsia, que é o descontrole pressórico durante a gestação. Infelizmente é a doença que mais mata mães no mundo.

Então a gente tem como fazer uma prevenção. E é uma prevenção super simples que a gente tava conversando. A ESC, cálcio, uma dieta bem equilibrada a exercícios físicos. Então é uma primeira conversa já ali na primeira consulta, logo depois da liberação da clínica pro segmento de pré -natal. Porque a gente vai precisar fazer isso durante praticamente todo o pré -natal.

Então até 36 semanas é recomendado o uso dessas medicações pra gente evitar esse risco dessa doença tão grave. Não, perfeito. E só lembrei de uma coisa que você comentou dessa parte de período provável do parto, né? Porque tem um lado bom da gestação ser de certa forma planejada, mas tem um lado ruim, que assim, às vezes tem paciente que faz as contas, olha, mas então eu quero que o bebê ele nasça lá em tal momento, às vezes falar do que eu quero que seja tal, siga. E a gente não olha, não funciona assim, né?

A gente tem uma previsibilidade até certo ponto. Então a gente de 37 a 41 semanas muda muita coisa, né? Gente, isso é isso. Quando ela vai até 42, que é o entanto assim. Então vamos deixar o bebê decidir, né?

O mais importante é ele escolher o signo e o ascendente. Mais ou menos isso, brincadeiras a parte. E entrando especificamente nessa parte do pré -natal pós -fertilização, né? Eu acho muito interessante a gente falar essa questão dessas medidas, né, de prevenção, realmente, porque para muita dúvida e muita desinformação a respeito desse assunto. Já é alto risco, não é alto risco, o que que significa, né?

O que mais pode ter de diferença? Então acho que a gente pode pontuar algumas dessas questões, como essa, né? Que a gente colocou agora do risco de pré -eclampsia. E questão também de gêmeos, né? Gêmeos, trigêmeos, às vezes a gente da reprodução tá muito, olha, olha que lindos, vamos lá.

Mas tem o lado bom e o lado ruim, que a gente tem que sempre alertar, né? Tanto quando a gente vai decidir junto a questão de transferência de embrião, a gente sempre vai falar, olha, vamos ver quantos embriões então, pela classificação, pelo estágio de desenvolvimento, será que tem risco de alguma doença que possa descompensar? Porque a gestação gemelar, vocês como obstetras podem falar melhor, tem também as suas particularidades, né? Tirando a questão do gemelar, a gestação por fibra não é alto risco, ela tem fator de risco. Então isso não quer dizer, eu não tô deixando trilhado no teu caminho que é uma gravidez de alto risco, não, pelo amor de Deus, não é isso, fatores de risco, nós trabalhamos para diminuir isso.

Agora realmente quando é gemelar… Aí não tem como dizer que não é alto risco, né? Eu estou a me brincar que o outro é uma kit net, ele foi feito para um? Mas… Eu vou muito me apropriar das suas falas.

Fica a vontade, cara. Eu consigo brincar que o outro é uma kit net, ele é feito para um. Se os irmãos querem dividir, a gente puxa aqui, puxa um biombo, dá um jeitinho, cabe dois. A gente certamente vai cabe dois. Só que igual a uma kit net, vai ter a briga pelo espaço ali, vai ter uma briga entre aspas pelo espaço dentro do outro.

Então, o enfernecimento de nutrientes, local de placentação, se essa placente é única para os dois ou não, se a bolsa é única para os dois ou não e tudo isso que vai impactar no risco. Então se é para dividir, vamos pelo menos cada um ter sua caminha, cada um ter sua placentinha. Se não dá para ser, tem que ser uma cama de casal dividida, então cada um tem sua cobertinha. Então, quanto mais diferenciado é menor o risco, quanto mais coisas eu estou dividindo, maior esse risco. Ah, tá, a gente chegar nos genes conjugados, que é o famoso GMSI Amesis, que divida em partes do corpo.

Esse é o maior risco, vamos dizer assim. Mais grave, né? É mais grave e graças a Deus o mais raro. Então, quanto mais coisas eu estou dividindo, mais comum é. Mas assim, a gente tem que ter um pré -natal mais aprofundado, com uma pessoa que esteja acostumada com o GMLAR, que saiba que tem uma frequência maior de exames, porque tem uma frequência maior de complicações, mas não é porque eu tenho o risco de ter complicação que eu vou ter essa complicação.

Então, o mais importante é, pré -natal adequado, não faltar nas consultas, fazer os exames certinhos, para que a gente tenha um bom desfecho lá no fim. Se eu pudesse dar uma dica para quem pensa em transferir mais de um embrião e tem esse… Você vê que um embrião só também tem risco de ter GMLAR, que é um fator de risco para mono, né? Para mono coreônicos. Mas, enfim, para se preparar nesse sentido, então, o que eu daria de dica?

Primeiro, se preparar, é questão de convênio, financeiro, porque existe risco de prematuridade. Então, se tem, né? O natal vai precisar. Tem um obstetro que saiba lidar com complicações de higiene. Um ultrasonografista para chamar de seu.

Vale a pena ter um ultrasonografista bom para questões de transversão fatal, né? Algumas complicações específicas dos mono coreônicos, acho que vale a pena. Se preparar emocionalmente para uma prematuridade. Quando a gente fala de risco, o GMLAR tem risco de pressão alta, tem risco de diabetes extercional, tem risco de prematuridade falando assim, os mais comuns. E, lógico que, em compreendendo isso, eu não vejo porque não ter GMLS, porque eu entendo que o cansaço financeiro é muito complicado da FIV, né?

Então, imagino que às vezes é aquela tentativa, aquela vez, sim. Vamos ver de dois e tudo bem. Acho que cada um entendendo e compreendendo cada um é dono de seu corpo, de seus filhos, dos seus embriões e o que for ser. Mas, assim, avaliar esses fatores. Estou na caresta do convênio, não.

Tem outra senhora que eu fiz, que é bom para chamar de meu. O Obestetra é bom para lidar com isso. Você tem, né, o Natal do meu convênio, é bom, porque às vezes precisa nascer mais cedo. E, por aí, vai. Que eu daria de dica para quem…

Pediatra para cada bebê. Vai precisar de um pediatra para cada bebê na sala de recepção, né, o Natal, né? Tem a maior chance de cesárea. Trabalhou isso internamente, porque tem mulheres que têm sonho de parir. Sim.

Então, não que cesárea não seja parir, tá? Desculpa. Tem mulheres que têm sonho de parter normal. Então, é… Refletir sobre isso.

Tudo alinhado. E acho que uma coisa que você falou agora, que eu só queria ressaltar, não é porque a Gimela é que precisa ser cesária. Não, se eu ia fazer exatamente essa pergunta, eu ia levantar essa bola para você e salarem mesmo. Acho que essa é a maior cesária, mas não necessariamente ser cesária. Não necessariamente.

Então, existem parâmetros que a gente observa durante, principalmente, o finalzinho do pré -natal, para a gente ver posicionamento, tamanho, como que eles estão, se é uma bolsa ou não, para a gente poder determinar isso. Mas se for desejo da paciente, se a gente tem esses parâmetros, a gente consegue, sim, ter um parto vaginal gemelar. Ah, mas o primeiro está sefálico e o segundo está pélfico, está de bumbum. Isso também não é uma contraindicação, também, é uma possibilidade de ser um parto vaginal. Precisa ser conversado, precisa ser falado sobre riscos, benefícios, mas não é porque a gemelar precisa ser cesária.

Sim. É um excelente. Não pode esquecer que eu ia falar. Desculpa. Mas só levando em consideração isso, acho que, né?

Porque tinha pensado em alguma outra coisa. Ah, da… na via de parto, na via de futebol. Eu não quero ter rosto israels. Fiz eu certo?

Eu ficou ótima. Não, porque não adianta ser, era uma idade gêmea, mas o tá na carência do convêndulo, bem. Nossa, é. Nossa. São dois CTIs na Natal.

É, precisa pagar mais de mil reais a diária. É, é livre. Mais de mil. Sabe quanto custa um cateter? Não tenho nem interesse.

É periférico, aquele que vai no PAC, né? PIC. 900 reais, cada um dos turinhos. Deus! A sonda nasogástrica é 1 .200 e eles trocam a cada seis horas.

É caríssimo. É, caríssimo, caríssimo. Certegeme sem comendo. As caras que a vive. As caras que a vive.

E aproveitando que a gente entrou nessa questão, né, de via de parto, falando dos gêmeos, eu vejo muito isso também da parte, né, da via de parto e do receio que as pacientes tende de como vai ser, né? Tem muita, tem muita essa questão emocional, né, do que passou para chegar até ali e acaba sendo ainda um pouco cultural essa questão de, ah não, então aí chegou até o momento que eu vou fazer ces áreas, mas não é bem assim, né? E isso também ao longo do pré -natal é importante que vá sendo conversado. Na verdade, se pudesse ser conversado desde a programação de gestação, o ideal, né? O que a gente trabalha com humanização, né, Iassati?

A gente não curte muito esse tempo porque todo mundo deveria ter uma assistência respeitosa na hora do parto. E é lógico que acima de tudo tá ali o desejo da mulher. Mas é importante a gente conversar sobre se esse desejo é baseado em quê? Que tipo de medo? Que tipo de ansiedade?

Então é muito importante conversar sobre isso, tentar entender o que tá acontecendo. É todos os lendenção de ouro. Lógico, né? Nesse, no sentido literal como traza, né? Não é nem a de ouro.

A gente entende tudo isso, a gente trata todos com muito carinho. E lógico que a gente vai respeitar o desejo dessa mulher e se pôr ventura no final a desejar mesmo, se acesar. Mas faz parte do nosso papel como vestetra realmente explicar sobre os riscos e os benefícios. E parece que a gente é tinha, parte normal do tipo assim, é, queremos parte, não é isso, gente, é porque é melhor mesmo. Então na hora que a gente vai falar dos benefícios, né?

E dos riscos inerentes de cada procedimento, aí parece que a gente só tá favorecendo o lado. Mas não, é porque realmente é bom mesmo. E aí, eu sei que é difícil sair dessa questão de controle da situação. Eu falo isso por experiência própria. Meu neném nasceu de 41 semanas em dia.

Olha só. A filha da mãe ficou 3 dias a mais só pra me dar estria, né? Só pra me dar estria. E por mais que eu soubesse que a gente poderia ter 42 semanas, por mais que me ambe o vestetra, pra me explicar tudo e orientar as tudo, o coração vai ficando ansioso, a gente vai ficando com receio do tipo, cadê, cadê, não vem, não vem, não vai chegar esse dia, tem alguma coisa de errado. Mas a espera vale a pena.

Por quê? O bebê vai entrar em trabalho de parto na hora que ele estiver pronto. Peraí, só pra um adendo, a gente vai falar de estações de baixo risco, tá bom? A gente não vai entrar em mérito de indução ainda, né? Vamos falar dessa…

Só pra… Destoações tranquilos, sem nenhuma complicação, tá? Em uma patologia, nem um… É, tá. Então, o senhor, que foi o caso da minha, tá?

Então, por isso que eu falei que a gente sabe esperar ter 42. Mas enfim, o neném é que indita o dia de entrar em trabalho de parto. Não é o nosso corpo, né? Não é o meu útero, não é a placenta que indita isso. Quem indita é o neném.

A gente não sabe dizer muito bem, mas a gente sabe que tem algumas substâncias ali que estão envolvidas. E que o último amadurecimento do pulmão é quem dá um sinal pra nossa góndola, que tem lá no meio da nossa cabeça, pra dar um sinal pra começarem as contrações. Então assim, quem vai escolher o dia é o neném. E por conta disso, a gente vê vários benefícios, né? O neném que entra em trabalho de parto, ele tem 120 vezes menos risco de ter dificuldade respiratória, por exemplo, né?

Ele tem menos risco de ter pressão alta, diabetes, obesidade na vida adulta. Então, a gente tá falando de coisas de investimento a longo prazo, não é só ali, a longo prazo, né? E sem contar que, bom, a cirurgia tem uns riscos de ser uma cirurgia, de ser um corte, né? E por aí vai. Sangramentos, lesão de outros órgãos.

Infecção. Infecção. A cicatrização do útero, ela demora, então, qual que é o planejamento futuro -reproductivo? Eu ainda tenho embrião, o que que eu vou fazer com esses embriões? Eu quero transferir, eu quero ter mais filhos, então, a gente evitar primeiro acesário.

Eu tô falando de evitar complicações até para um futuro -reproductivo. Então, pensando em todo o investimento que você teve até agora, pensando que foi uma FIVE, e eu tenho outras embriões, talvez tenha outras embriões que eu queira ter, chamar esses irmãozinhos para vida um dia, se eu puder evitar essa acesária, eu tô diminuindo o risco da minha gestação no futuro. Então, pensando a longo prazo, faz todo sentido a gente esperar. Com certeza. Acaba sendo meio que o raciocínio que a gente segue também nas gestações que acabam não evoluindo, né?

Onde a gente tem a possibilidade de internar, fazer uma aspiração, uma curetagem, ou tentar condutos expectantes, né? E a gente sempre tenta falar, olha, se possível, se o quadro clínico e o emocional permitirem, vamos tentar ser menos intervencionistas nesse mesmo raciocínio, né? A gente quer o melhor útero possível para os futuros embriões que vão chegar, né? Quando a gente fala de intervalo, né, para a nova tentativa de parto após uma acesária, a gente fala de 18 meses, né? 12, 18 meses, varia, mas se fosse falar seguramente, 18 meses, um ano e meia, bastante tempo, né?

Sim, com certeza. Não sei como é que está a programação em relação a isso. E de qualquer forma… Comprimentar a problemática. De qualquer forma, tá, beleza, mas eu tenho medo de acontecer alguma coisa com o meu filho durante o trabalho de parto, acho que é o que elas mais trazem, né?

O medo de acontecer alguma coisa. E assim, quando a gente tem a boa assistência, uma assistência obstétrica bem feita, adequada, com a escuta, monitorização, tudo mais, a gente vê que o risco de alteração de bote -mento cardíaco é baixo, não é a principal indicação de cesário, no trabalho de parto não é alteração do bote -mento cardíaco, né? Do neném. Então, e é lógico que a gente sempre vai colocar na balança, tá, a cesária tem mais risco, tem mais risco que o parto normal, numa situação normal. Começou a ver que o neném está alterando o bote -mento cardíaco, o parto normal começa a ter mais risco do que a cesária.

Então, aí a gente começa a colocar na balança. Óbvio que o objetivo, afinal, é o neném bem no colo, não foi isso que você disse? É, é, é, é, é, nem bem no colo. E essa mudança de classificação de risco, acho que a gente faz o tempo todo, né? Então, desde a primeira consulta de pré -natal, eu vejo uma foto daquela paciente, de como ela está agora, mas eu não sei, a partir desse dia, como vai ser o parto dela e como vai ser o desfecho desse neném.

Então, por isso que a gente trabalha muito com o filme, que é o pré -natal. Então, a cada consulta, eu vou fazendo esse balanço de o que que tem mais risco, o que que tem menos risco. Ah, começar tal medicação, tem um risco, mas eu preciso dela, então, tá justificado. A mesma coisa, ali no trabalho de parto, que a gente fica até mais em cima da paciente do que quando a gente está durante o pré -natal, o começo é mensal, depois quinzenal, depois vai para a semana, porque, porque a cada tempo que passa, essa mudança de avaliação de risco fica cada vez mais frequente. Até chegar ali no trabalho de parto, que a gente está avaliando a paciente, ok, a cada hora, meia hora, quinze minutos, cinco minutos, dependendo da fase do trabalho de parto, dependendo da necessidade que aquele binômeno, aquela mãe e aquele nenê precisam, porque, ao final, é isso.

Eu quero um nenê bem no colo. Se a via de parto foi baixa, se a via de parto foi alta, se foi macesar, se foi um parto normal, no final das contas, não interessa tanto para aquele conjunto, para aquela família. O que a gente quer é todo mundo bem. Quando a gente fala sobre benefícios, é óbvio que o parto normal, numa situação normal, fisiológica, super tranquila, ela vai ser melhor, mas às vezes para aquela paciente não vai ser. Então, isso tem que ser classificado quase que minuto a minuto no trabalho de parto.

E faz diferença ter entrado em trabalho de parto, né, Sadi? Com certeza. A cirurgia fica mais fácil. Se por acaso a gente precisar de uma cirurgia, o fato de ser entre a parto é muito melhor, muito mais seguro para a gente obstetra performar, fazer essa cirurgia, do que se a gente marca eletivo, horário combinado, unha feita, cabelo na maquiagem. Pois é.

E os benefícios são parciais do trabalho de parto, né? E já, pelo menos, assim, entrou em trabalho de parto, como eu disse, o neném, pelo menos deu o sinal. Então, assim. Ah, eu estou muito ansiosa, não sei se eu quero, não… tá, perfeito.

Arrange pessoas que te deixam tranquilos. Uma pessoa que te deixa tranquila, que você consiga confiar, tá? Se puder ter equipe mais gente nessa equipe, faz diferença, fermero obstétrica, dola, pediado que você conheça. Então, tudo isso tem tempo para programar durante a gestação e sentir o que que quer, né? Perfeito.

Alguém para te trazer segurança. Não sente segurança mesmo assim? Será que existe a possibilidade de pelo menos esperar um sinal do neném? Tá. Porque realmente tem situações que realmente, para a gente, olha, não estou bem emocionalmente para esperar e tal.

Algum sinal do neném, podemos esperar e a gente vai para uma cesária. Uma segunda opção, né? Só para pensar nessa questão de esperar talvez a hora dele. Sim, sim. Seu ascendente que ele quis brincar.

E você tocou num ponto que eu ia falar também que é essa questão da equipe, se possível, né? Então, assim, a equipe faz muita diferença no suporte e o acompanhamento, o acompanhante também, né? A gente valoriza muito isso, por exemplo, durante o tratamento, que o casal esteja passando junto pelas etapas, acompanha o procedimento um do outro, venha nas consultas juntos, passa ele pela transferência de embrião juntos, porque é uma forma de eles se apoiarem, né, nesse momento e sem sombra de dúvidas no pré -natal, isso mais ainda, né? E principalmente lá no momento do parto, porque se a pessoa, se o parceiro ou a parceira estava lhe acompanhando, recebeu essas orientações juntos, eles estão vivendo essa jornada juntos, na hora que chegar lá no final, eles também têm um objetivo em comum, né? Diferente de às vezes a gente está vendo uma pessoa que a gente ama teoricamente com dor ali naquela situação de trabalho de parto e a gente vai tender às vezes entrar em desespero, em vez de poder ajudar, né?

Então a presença do acompanhante, o parceiro, a parceira, alguém da confiança dessa gestante, né? No momento do pré -natal, constrói também um parto adequado, né? E assim, por mais que meu abraço seja gostoso, que a massagem seja ótima, entendeu? Eu acabo com todas as frases de estímulo, nada como a parceria dessa gestante ali, ou quem ela escolheu estar ali, falar essas coisas, dar esse abraço, aquela força, entendeu? Nada substituir.

É muito diferente uma relação que você construiu. Tá, a gestação são nove meses, mas chega ali pra gente com dois meses, alguma coisa. Então eu tenho ali seis, sete meses pra construir uma confiança, versus quatro, cinco, dez, quinze anos de relacionamento. Então eu acho que, eu gosto de falar que eu faço pré -natal da família, porque mais do que lógico que a nossa objetiva é uma gestante saudável e tudo mais, mas essa saúde também não envolve saúde mental, então não se não envolve toda a família, aquele entorno paciente do que está acontecendo e dá esse suporte pra essa paciente. Então quando a gente fala de processo que vem de fívi, de tentativas, anos, já é uma família que tem uma ansiedade, um basal um pouco maior do que o habitual.

Justificado, completamente justificado, pelo amor de Deus. Isso envolve esse olhar da gente como obstetra. A gente entender que ali existe um grau de ansiedade, porque aquele bebê foi muito desejado. Foi muito tempo de espera, às vezes que nem a gente tava falando, anos de espera pra aquela vitinha chegar e agora que eu tenho uma forma, eu tenho uma barriga, eu tenho um chute, isso se torna cada vez mais palcoável. E a sensação de que isso pode escorrer pelas minhas mãos como areia, pode ser ainda mais sufocante se a gente não tem todo esse apoio de todo mundo.

Então saúde mental, nesses casos, pra todas, mas explicitamente para quem veio de um processo tão longo, eu acho que é fundamental. E não dá pra ter isso sem o resto da família apoiando. Com certeza. E assim, outro ponto que eu acho interessante, a gente falar para os gestantes que houvem a gente, porque assim, as nossas pacientes, elas acompanham e elas ficam gravidinhas e elas continuam acompanhando, acho isso maravilhoso. Que bom.

Que boas. Então, acho importante falar tanto para os gestantes, quanto para quem sonha em breve, gestante, né? Tem alguns mitos que circundam ali a gestação, né? Parece que a pessoa engravida não pode fazer nada. A gente já vê isso desde o momento da transferência de embrião.

Então assim, às vezes a gente transseia em embrião e fala, mas será que eu posso voltar pra casa? Será que eu posso dirigir? Isso é estrada de ver buraco. Isso é passar no buraco. Vai começar a ser.

Então, dá muito receio, né? Então isso começa desde o momento ali da transferência e se estende, né? Ao longo de toda a gravidez. E eu ainda costumo brincar que assim, quando a gente, porque normalmente a nossa orientação é, depois da transferência, você pode seguir a vida normal, porque quando você engravida espontaneamente, você não tá sabendo quando o embriãozinho chegou, você só vai saber lá na frente. Só que é o que eu sempre costumo falar, mas quando você não sabe, é muito mais confortável do que quando você sabe, né?

Porque quando você sabe, você tem a foto, você tem o hormônio, você tá vendo ali, tá tudo certo, né? Então você já se sente grávida naquele período, né? E aí com isso, vem todos esses mitos de que, ai, você não pode tomar suco disso, ai, você não pode fazer aquilo, ai, você não pode agachar, ah, mas não sei o que. Então, vamos quebrar um pouco desses mitos, né, pra gente falar um pouco. E um dos primeiros que eu vejo é a questão de atividade física, né?

Então assim, ah, que engravidor não pode fazer exercício físico. O que a gente pode passar de orientação para as distantes? Acho que é muito pelo contrário, na verdade, né, Cap? Porque assim, se a gente para pra pensar que o exercício, ele vai ser uma válvula de escape para a estresse, ele vai te deixar mais saudável, vai melhorar a circulação, vai melhorar a adeptocardica, a função cardíaca, nossa, o errado é a gente falar pra não fazer. Então, exceto em situações muito específicas, então, que seu médico vai te orientar com certeza, é o contrário, é quanto mais melhor.

E eu falo assim, tive paciente que fez durante todo o processo de prenatal, é… Crossfit, escalada, kung fu. Você teve paciente que fez o kung fu, né? Jogava bit tênis, a única coisa que a gente fala é tomar um pouco mais de cuidado com o impacto a partir do momento que você começa a ter barriguinho. Então, mais do que 15, 20 semanas, já começa a ter um abdome um pouquinho maior, a gente começa a pensar alguma coisa que vai cair, alguma coisa luta, alguma coisa que possa ter impacto direto na barriga, não é muito legal.

Mas fora isso, academia, com musculação, pilates, baixo impacto, piscina, está tudo liberado. A grande questão é que muda o centro de equilíbrio, né? Então tomar cuidado com quedas, quando a barriga fica mais apontada, a gente também tem uma frouxidão ligamentar, aumentado na gestação, né? Então isso também favorece em torce, então tomar cuidado com isso, e não aumentar risco de perda, que acho que é o grande receio delas. A atividade física não aumenta risco de perda, não aumenta risco de perda.

Olha pra câmera, fala pra todo mundo, não aumenta risco de perda. Então, não precisa suspender isso, né? Quanto mais normal tiver sua vida, melhor vai ser esse processo mais rápido, mais tranquilo vai ser esse processo. O que eu gosto de pensar? A pessoa que fez o design da gestante mandou muito mal.

Porque tem um enredo ergonômico, aquele carregão pra frente. E você sabe que você vai carregar ali mais quilo e de forma não ergonômica, né? Então se você sabe que você vai chegar lá, porque não começar a trabalhar isso antes. Então precisa ser um exercício específico pra gestante, não precisa, tá? Se pudesse ser focado pra coisas úteis durante a gestação legal, tá?

Então assim, tem gente que… Como agachar, como levantar de uma cama, então… Como fazer a contratura aqui da musculatura abdominal pra conseguir fazer esses movimentos. Exato, porque assim, carregar criança depois, gente… Gente, eu brinco com isso, eu recebo as pacientes que engravidaram que trazem o bebê, eu pergunto, ah, posso pegar no colo?

Ah, claro! Eu segundo cinco minutos, eu não consigo mais. Doias costas, doias colunas. Exato. Tem que aliar a cintura escapular, tá?

A cama e pra poder lamentar. Então eu já me ensino o que eu tenho que fazer aqui, olha. Então você sabe que você vai chegar lá, você pode ir trabalhando isso, né? Então é mais ou menos nessa ideia. Tem um número?

Não, né? Estudos falam pelo menos 150 minutos por semana, mas depende da agenda de cada uma, se é possível colocar ou não. Eu acho que também é começar… Mantenha aquilo que você já estava acostumado, eu estava falando de Kung Fu, de CrossFit, mas pacientes que já faziam. Então não é porque, nossa, agora engravidei, eu vou começar aí na academia sete dias por semana, e eu era cedentária que só levantava o garfo.

Não é assim que a gente vai começar. Talvez um pilátimo e yoga devagar aí, né? E isso acaba também que ajuda a diminuir pré -eclampsia e diabetes estacional, principalmente, são as principais doenças que a gente consegue evitar com atividade física, vale a pena. É, não, e até que é tão emocional que você estava apontando antes, né? Sem sombra de dúvidas, a gente vai passando mais tranquilo realmente, né?

Por essas etapas de saúde mental. Então, primeiro passo pra gente desmitificar é que pode, sim, fazer atividade física. Por favor, sim. Eu gostaria de agradecer. E acho que a gente, como a gente entrou nessa parte de atividade física, cabe também, às vezes, falar alguma coisa a respeito da fisioterapia nesse período, de um acompanhamento com uma fisiopélvica.

Vocês dão alguma recomendação específica com relação a isso ao longo do pré -natal, ou antes? Ó, você tem dor desde o início, tá? Então, assim, com certeza, desde o início, pra ver se tem tensão ligamental, se tem alguma tensão de musculatura de assólio pélvico, se tem froshidão, se, desculpa, se tem dor, se tem perdoinário. Então, esses dias do início. Senão, aí, cabe muito de cada uma, né?

Mas, assim, geralmente, a partir de 12 semanas, já tem benefício. Aí, vai depender da agenda de cada uma, da diacesse, o que não dá pra deixar de fazer. Massagem perineal. Essa tem evidência científica, realmente, que diminui a laceração para a parte. E parece bobo, tá?

Mas tem muitas dores na gestação, que a gente não sabe dizer muito bem da onde vem. E é de tensão ligamental. Como eu disse, o cara que fez o design da gestante não mandou bem a ergonomia. Então, é pouco provável que você não tenha uma tensão nesse assólio pélvico, tá? Muito pouco, provavelmente, que não tenha.

Então, pelo menos passar por uma avaliação, e aí, a fície que vai dizer como é que vai ser o segmento, o tratamento, né? É mais ou menos isso. Maravilha. E ainda nessa parte de estilo de vida, né? Da parte de atividade física, entra a questão do ganho de peso, né?

A gente estava falando da importância, até do pré -concepcional, do peso adequado e tudo mais. Querendo ou não, a ansiedade faz com que a gente tenha alguns hábitos que, infelizmente, não são bons. E com isso, vem o ganho de peso. E aí, na gestação, vem muita gente falando que agora você tem que comer. Porque agora você tem que comer por dois.

E você tem que fazer isso. Você tem que fazer aquilo, não é mesmo? Esquecendo que aquele segundo tem dois centímetros de tamanho. Exatamente, né? Quando eu falo, olha o tamanho dessa criança.

Você é um grãozinho de arroz, assim, destamaninho, né? Gente, quando nasce o estômago e o neném é pequenininho, assim, né? Imagina, né? Então, não é bem assim. Tem ali uma faixa de segurança para a ganho de peso na gestação, né?

Sim, sim. A gente sempre olha como essa paciente chegou nessa gestação. Então, eu vou fazer a classificação ainda pelo IMC dela para a gestacional. Para poder ver quanto que eu vou permitir o ganho de peso durante a gestação. A gente fala, a gente divide por trimestre.

Então, os três primeiros meses, o ganho não pode ser… Para quem já vem a obesa, não deve ser a verganho. E para quem não é obesa, não deve ser de mais que um quilo e meio, dois quilos, durante esses três meses. Depois disso, a gente permite um pouquinho mais de ganho no segundo trimestre e no terceiro trimestre. É quando tem maior ganho de peso, muito associado ao peso do neném.

E todas as mudanças cardiovasculares que estão acontecendo, então… Enchaço. Então, a gente vai falar ali para uma paciente em peso adequado, até ali entre 11, 15 quilos. Mas, assim, a gente não é porque a gente falou que pode chegar em 15, que a gente precisa… Quer para ter meta.

Não, a gente não vai dobrar meta aqui no caso. Então, a gente vai falar ali entre 11, 15 quilos quando a gente começa a gestação do peso adequado. E se for mais… Já está num sobrepeso, numa obesidade, a gente vai diminuindo esse… Quanto que a gente pode ganhar de peso nesse meio tempo.

Lembrando que é por trimestre, então não vou ganhar 15 quilos no primeiro trimestre, porque eu sei que depois eu vou ganhar muito mais. Então, a gente não precisa comer por dois. O segundo, como você disse, é um grãozinho de feijão e que vai crescendo aos pouquinhos e que não tem essa necessidade. Então, quer comer por dois, lembra que é proporcional, então você vai colocar mais um miligrama ali. Comida no prato.

Mais uma fala sobre o que eu vou me apropriar, que é proporcional. E lembrando que o risco é de ter exatamente as mesmas doenças, diabetes estacional e pré -eclampsia. Parece risco riscado, mas é porque são as mais comuns e… Toda essa mudança de estilo de vida é para a gente prevenir isso, que é mais comum e que traz mais malefício. Isso acaba que vai influenciar muita coisa, porque se a gente tem um ganho de peso adequado, vou falar o inverso.

Se a gente tem um ganho de peso excessivo, a gente tem mais risco de diabetes estacional e de pré -eclampsia. Aí a gente tem mais risco de indução de parto precoce, então a gente tem mais chance de cesária. Esse neném já tem vários estudos mostrando que ter diabetes estacional não controlada na gestação, aumenta risco de pressão alta, diabetes, obesidade na vida adulta do neném. Então, a gente está falando de algo aqui nesse momento, mas isso pode influenciar até a vida adulta do neném. Algumas escolhas que a gente faz durante a gestação vão se influenciar.

E aquela coisa que eu brinco muito com as pacientes, se eu te falar que existe uma medida, uma coisa que eu posso fazer agora, que vai influenciar positivamente a vida do seu filho até ele ter a vida adulta, até a idade que ele for idoso, você não faria. Se eu te falar que você vai tomar esse café aqui e ele vai ser o responsável por fazer… Café não é uma boa, né, para tentante, mas assim… Você vai tomar o café aqui e ela vai fazer o seu bebê ter uma vida saudável até ter 60, 70 anos de idade. Quanto você pagaria por essa água?

Quanto a gente não pagaria fortunas, porque é a vida do nosso neném? E aqui eu estou falando de coisas que a gente vai fazer, não só para no meu bebê, mas também para mim também. Então, comer bem, fazer exercício, ter um hábito de sono adequado, aquilo que na verdade todas nós deveríamos fazer sempre, mas muitas vezes a rotina nos engole e a gente acaba não fazendo. Mas se eu tiver que escolher nesse período agora que eu estou gestante, vamos tentar um pouquinho, porque é a época que a gente vai fazer toda a diferença para o nosso neném. E não tem muito erro.

Comida de verdade na grande maioria das refeições, alimentação balanceada, está com dificuldade, pede ajuda, tem nutricionista para isso, com certeza. E não pode coca -cola, não pode comer alguma porcaria de vez enquanto a gente salva 9 minutos, 40 semanas. Então, é óbvio que de vez em quando, você tem que ser leve também, tem que curtir a vida, vai com noob, etc. Então, está grávida, não está morto e nem doente. Exato, gente, coxinha, vida.

E porque tem que conseguir manter, ninguém passa os 9 meses nesse rigor todo. Exatamente, estresse que se gera também. Dieta low carb também não é bem vindo na gestação, tem alguns jeus específicos, jeus entremitentes, atividade física não pode ser engenjado junto. Então, assim, carboidrato é necessário na gestação também. Então, não tem erros, alimentação saudável, a maioria das refeições da semana, de vez em quando, alguma coisa, tudo bem.

E pede ajuda quando precisa. Tem uma festa de criança para aí, tem um suprim que está fazendo aniversário, pode comer um brigadeiro, a gente está tudo certo. É, é, é, é, é. Tem alguns que são ali, porque eu ia entrar nessa pergunta que vocês já até acabaram respondendo, que assim, se tem o que é proibido e que é permitido, no geral a gente orienta moderação, né? Entra ali a questão do proibido, por exemplo, para o álcool, né?

A bebida é o que você quiser. Álcool é o que você quiser. Essa não tem desculpa, não tem flexibilização. É, então, porque isso é importante a gente falar que realmente não existe dose segura de álcool para a gestante, né? Sim.

E aí, e o café? O café. O que que vocês costumam orientar do café? Só porque eu já falei do café. É, é, é.

Então, o café, ele tem, os estudos que falam sobre risco de apartamento com café, eles são com doses muito altas. Então, nenhum estudo que foi feito conseguiu avaliar risco de perda quando a gente tem uma dose menor do que 300, 200, 300 miligramas de café, de cafeína. Então, é super tranquilo. Uma xícara, duas xícaras de café, cada método tem uma quantidade de cafeína diferente, mas de forma geral, o coado que é o de todo dia da brasileira, duas xícaras ao dia não teriam um risco aumentado de apartamento. Lembrar de colocar na conta o chasque também pode ter cafeína.

Exato, é. Chocolate. Chocolate, mas é tão pequena a cafeína do chocolate. Até da Coca -Cola, é muito baixa a cafeína da Coca -Cola. Então, tá bem.

Mais uma vez, a flexibilidade, né, porque passar os nove e meio sem café é de nada. Pra quem é viciado. É, então, pra gente aqui conversando tomando café. Assim, então, antes com vontade, né? A gente toma, não pode tomar não, tá?

Café. Sacanagem. Sacanagem. E a comida japonesa, que é essa todo mundo também. A pergunta de sempre.

Assim, é… Primeiro, o principal risco que o pessoal fala em relação à comida japonesa é o risco de toxoplasmose, tá? Existe o risco da tênia, do salmão, mas esse risco é muito mais baixo, ainda mais se o salmão veio congelado, né? Que é uma maioria aqui no Brasil. É, no Brasil a gente não põe salmão.

Porque a gente não põe a fresco, né? E dá mais em Ribeirão Preto. Qual o mais perto daqui, gente? Pescar ali na Francisco Junqueira, um peito frico. Então, assim, a maioria vem congelar, tá?

Então, assim, a tênia é outra coisa e é baixo risco, né? Então, a gente fala mais de toxoplasmose. O que acontece? Ela contamina verduras e legumes. Então, poderia ter uma manipulação de alguma verdura, algum legume contaminado com a toxo que contaminou o peixe.

Entendeu? O peixe em que você não tem a toxoplasmose. Tá? Mas pode ser essa contaminação por contato mesmo. E se você nunca teve contato com a toxoplasmose, você não quer ter contato na gestação.

E se o obstáter também não quer. Porque realmente trazem riscos para o neném. Riscos que podem ser leves, mas também podem ser muito graves. Então, a gente não quer ter contato. Então, vai no japonês e você nunca teve contato com a toxoplasmose.

Eu, como médico, tenho que orientar assim a comer coisas já cozidas, ou pelo menos os frai da vida, né? O que você tem a ver mais? Mais do que japonês. Eu falaria sobre qualquer coisa cru. Cru, né?

Steak, carcarco. Steak, carcarco, aqui bi -cru, saladas em geral, de bifei. O que a gente tem que falar é o toxoplasmo, o protozoare, ele vai morrer numa certa temperatura. Então, por isso que a gente fala de comida cozida. Porque fritou, assou, cozinhou ou morreu.

Então, mesmo que ele esteja ali, ele não vai ter a capacidade de me infectar e infectar meu bebê. Agora, no caso da comida japonesa específica, seria só por contaminação. Mas vamos lá, você vai naquele restaurante sempre e você nunca pegou, existe o risco lógico que existe. E se você ficar bem claro, se ficar claro. Qualquer probabilidade, talvez seja baixa, você tá ciente e disposta a correr esse risco.

A grande maioria das pacientes me fala que não. Então, elas se abstentem de comer essas comidas cruas nesse período. Aí fica por conta de risco da pessoa escolher. Eu acho que é uma corresponsabilidade. Então, meu papel é te orientar a falar que existe o risco, esse risco, qual que é a probabilidade e o que vai acontecer essas alterações que a Taís falou.

Então, se eu tiver uma contaminação e for principalmente no início da gestação, a consequência é grave. E assim, a gente tava falando sobre investimento para chegar nesse nenê. Será que não vale a pena a gente segurar um pouquinho, comer as coisas cruas que a gente que preparou, que eu sei que eu deixei de molho no hipoclorito, ficou certinho lá ver folhinha por folhinha, da alface, ou lá fora. Então, eu vou pegar um refogado, alguma coisa diferente. O tritis.

Tritis, esse aí. Esse aí. Excelente. Bom, acho que falamos bastante, né? Muitos pontos interessantes.

Alguma coisa mais que vocês se lembrem, que vocês queiram comentar. Acho que foi, né? Acho que sim. Acho que a gente tinha programado e pensado, a gente trouxe, a gente gosta de falar. Esse foi maravilhoso.

Acho maravilhoso. Bom, queria mais uma vez agradecer a vocês e agradecer aos babies que vocês estão acompanhando, que deixaram um tempinho para vocês irem aqui conversar. Que sempre que a gente marca a cobi -stetra dá medo, né? Mas o que ia acontecer se ia em corrente. Já ia virar até novela aqui, já é em corrente.

Já volta, já conta que deu tudo certo, nasceu? Então, muito obrigada pela participação de vocês. Foi muito enriquecedor, tenho certeza que todo mundo que está ouvindo está com o coração muito mais em paz agora, para poder passar por essa fase e saber que podem contar com profissionais maravilhosos como vocês. Queria deixar o espaço para vocês deixarem um recado para quem está escutando a gente, quem já é gestante, quem é tentante, em homenagem a esse mês e esse dia especial aí da gestante. Já pensado.

Tá bom, mas fica um ordade. Tá bom. Ah, assim, Cami, o que acho importante durante a gestação é sem terrorismos, sem exageros, e assim, curta, porque realmente é um processo, é gostoso, é difícil para quem tem medo e receio, geralmente gestantes que vieram de FIVE, né? Tem muitos medos e receios, mas assim, tentem achar algumas brechas de alegria e de leveza nessa gestação, sabe? Eu trabalho com gestação de alto risco também e eu não sou das de fazer terrorismo, sabe?

Então, assim, porque eu acho que tem que ser leve, são lembranças da família que já está começando, se puderem tentar ter esses momentos de leveza, faz ensaio de gestante, aproveita para se informar, tem tanta coisa para aprender, não é só parto, não, viu? Você vai ter que saber se quer fazer cama, compartilhar do anão, como é que você vai fazer esse introdução alimentar, a amamentação, então, aproveita todo esse tempo para se preparar e também curtir, sabe? Curtir mesmo, ter memórias boas no barrigão, que dá saudade. Acho que se eu pudesse falar alguma coisa sobre esse processo de gestação, muito do que a Thaís já falou, né? É curta, apesar de a gente ter medo, a gente querer controlar, a gente querer saber o que vai acontecer daqui a pouco, a gente não tem nada disso nas nossas mãos, então, quando a gente vai passando por esse processo, a gente vai aprendendo que a gente não controla nada e que tudo é um pouco de escolha desse bebê, que ainda nem nasceu e já está mandando na gente, né?

Então, o que eu posso fazer, já que eu não posso controlar? Eu acho que o melhor item do enxovar é a informação. Então, aqui no Papo de Gestante, de tentante, Não gostei, já, de gestante. Hoje é o Papo de Gestante. Exatamente.

Aqui no Papo de Tentante, em outros materiais, e YouTube, com profissionais documentários. Não sei se pode falar aqui, o Renascimento do Pardo, acho que é um grande começo para quem está tentando, quem quer saber um pouco mais sobre esse processo de Paris, mas como a Thaís falou, também saber de introdução alimentar, de amamentação, a amamentação, acho que é mais difícil do que Paris, propriamente dito, então tem que saber o melhor item do enxovar, o vai -se -a informação, vai -se saber o que está acontecendo, porque controlar a gente não vai, mas pelo menos a gente não é pego de surpresa. Com certeza. Excelente, gente, muito obrigada. Obrigada, meu querido.

Se vocês quiserem deixar os seus contatos, onde as pessoas podem te encontrar, encontrar vocês? Bom, atualmente é só Instagram, por enquanto, é a roba Thaís Matovane, e lá tem um contato para agendamentos, se precisar de alguma coisa, manda mensagem, demora um pouquinho para responder, mas, olha, adoro receber perguntas, dúvidas, se a gente conversa. É. O Instagram é o… a roba doutora, né, dra .satisoto, s -a -t -i -s -e -o -t -o, o nome japonesa é difícil, mas…

A gente vai te encontrar. E a gente está lá na Unique Vergueiro, nós duas atendemos juntas, e vai ser um prazer conhecer e acompanhar vocês. Maravilha, obrigada, gente. Obrigada, tchau, tchau. Obrigada por assistir ao Papo de Tentante.

Para enviar seu relato, dúvida ou sugestão, mande um e -mail para papo -ditentantearoba -CEFERP .com .br. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. O conteúdo deste podcast é meramente informativo e não substitui uma consulta com o médico especialista. Te vejo no próximo episódio. Até lá.

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