Ep. 85 Mitos e verdades sobre Fertilidade Masculina | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Será que tudo o que falam sobre Fertilidade Masculina é verdade?

Dra. Camilla e Dr. Raphael trazem esclarecimentos importantes sobre mitos que ainda circulam sobre o tema.

Se você tem dúvidas sobre o que afeta a fertilidade dos homens e o que é apenas especulação, assista ao vídeo completo desse bate papo que vai trazer respostas valiosas para sua saúde masculina!

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Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast Papo de Tentante. Vamos ao episódio de hoje? Oi, pessoal, sejam bem-vindos ao Papo de Tentante. Hoje o episódio é muito especial porque a gente vai falar um pouquinho sobre saúde masculina, mas de um jeito um pouquinho diferente.

A gente fala tanto sobre novembro azul, mas a gente tem que falar um pouco mais sobre a conscientização, quebrar um pouco desse tabu sobre fertilidade masculina. Então, para isso, tenho o maior prazer de te receber. Muito obrigada, Rafael, por aceitar o convite. Vou te deixar à vontade para se apresentar. Muito obrigado.

Eu que tenho que agradecer por estar aqui. Muito bacana, né? Sempre gostei muito dos seus podcasts. Acho um ambiente agradável. Eu acredito que vai ser um papo muito bacana, né?

Desmistificar um pouquinho, tirar um pouco da dúvida do pessoal. E, como você pediu, vou me apresentar. Então, eu sou Rafael Henrique Ferreira, sou médico urologista e andrologista. Então, uma especialidade dentro da urologia, que é uma subespecialidade, pra quem não conhece, que é a andrologia, a gente acaba cuidando, né, da saúde sexual e também da saúde reprodutiva do homem, né? Então, por isso que a gente tá aqui, né?

Hoje pra falar um pouquinho sobre a saúde reprodutiva do homem, que pra muitos é um tabu, mas que pra gente é uma coisa já rotineira, né? Exatamente. Exatamente, inclusive já me dá o seu parecer, o seu ponto de vista, porque a gente fala muito dessa questão de que realmente é um tabu, ainda hoje tem muito essa questão de que a infertilidade muito começa a investigação pela mulher, eu recebo muito paciente que fala assim, a gente não estava conseguindo, aí primeiro eu fui no ginecologista, eu fiz todos os meus exames, aí quando deu normal eu falei para o meu marido que agora ele tinha que ir, vem melhorando, mas ainda é um pouco assim, você percebe isso no consultório também? Percebo sim, isso daí é muito frequente. Esse mês de novembro azul é o mês onde a gente vê muito isso daí, as mulheres marcando muito a rotina do homem, né?

Então, se você vai ver lá, você vai enviar uma receita para aquele paciente, olha, esse telefone aqui no cadastro é seu ou da sua esposa, né? E é sempre a esposa que marca. E eu não vejo diferente isso daí em muitos casos relacionados à questão da infertilidade conjugal, né? Da mulher ter passado por toda avaliação com o ginecologista, e aí só num determinado momento falar, olha, mas na sua parte tá tudo ok, boa, então vamos investigar o marido. Então acaba que, ao invés de fazer tudo simultaneamente, né?

Acaba que você faz em partes, e isso é uma coisa frequente, mas creio que isso daí vai acabar diminuindo conforme a gente for realmente orientando, né, todo mundo? É, sim. E for desassociando, porque as pessoas ainda pensam muito sobre fertilidade associada à virilidade, né? Parece que se a pessoa não consegue engravidar, ela é, entre aspas, menos homem, tem algum problema relacionado à questão sexual, quando, na verdade, não tem nada a ver, né? Claro, não.

Não é porque você, nas suas condições de não poder, quando a gente identifica realmente a infertilidade masculina, não é que tudo isso daí está associado em você ser viril, em você ser mais ou menos homem. É importante que se diga que a infertilidade masculina é um problema que você, identificando, na grande maioria das vezes, é passível de se tratar. Então, a gente tem que desmistificar isso daí, de que aquele homem que não consegue ter filhos ou que tem algum problema relacionado à sua sexualidade, ele deixa de ser… homem, ou ele é menos homem por isso, né, então não é por isso, isso daí a gente não pode se auto julgar ou julgar aquele que está ao nosso lado, né, se ele é homem ou não pelo fato dele poder ou não gerar um filho, né, dele ter ou não uma condição sexual que realmente o atrapalhe em determinado momento, então isso daí a gente tem que colocar um pouco de lado, né. Até porque a maioria das condições não tem nada a ver com a questão sexual, né?

Eles vão ter uma vida sexual ativa, sem nenhum problema, e vão ter outras questões que impactam ali na produção de espermatozoides, mas que não interferem diretamente na vida sexual do casal, né? E… E tem muito essa questão de preconceito também, eu vejo, com relação, por exemplo, fazer espermograma. Então, a gente fala muito isso pras mulheres, né? Do tipo, a gente como ginecologista, olha, você vai lá, você faz ultrassom, você faz esterossalpingografia, tem que colocar aquele contraste, aquele negócio que dói.

E aí, você vai lá, seu marido não quer fazer um exame de espermograma, que é uma coisa, teoricamente, tão mais simples, né? Porque tem muito desse medo ainda, né, Rafael? Sim. Claro que é assim, tem muitos pacientes que se incomodam em fazer o espermograma, não se sentem à vontade de fazer, e até casos extremos que às vezes não conseguem fazer, mesmo que a gente, em casos selecionados, que a gente tira ele do ambiente da clínica, né, e deixa com que ele possa fazer, às vezes, no ambiente de casa, com a esposa, e mesmo assim, às vezes, ele não consegue colher. Isso por uma condição emocional, psicogênica daquele paciente, né?

Ou tem condições relacionadas à parte sexual também, que a gente pode até depois falar sobre elas, que impedem dele colher. Mas claro que existe também, né, essa vergonha de colher no laboratório. Ah, não, não vou fazer, porque lá vai ter um monte de gente olhando. Gente, para com isso, né? Dentro, por exemplo, do CEFERPtem, né, um espaço selecionado, um ambiente selecionado, onde realmente ele pode se sentir, né, tudo bem, que é um exame desconfortável às vezes pra ele.

Mas, poxa, a mulher faz tanta coisa, né? É transvaginal, é esterossalpina, como você bem falou, e o espermograma, é só, vai lá no potinho, né? E vai trazer tantas informações importantes pra gente. Porque hoje, pra nós, acaba sendo uma das maiores ferramentas, né? De informação sobre a questão da fertilidade masculina, né?

E falando sobre essa questão de ferramentas, de informação, acho que um ponto que a gente pode abordar um pouquinho, tem algumas coisas que o homem precisa ficar atento que possam significar algum problema ali na fertilidade ou algum histórico de alguma coisa que ele já tenha passado? Tem várias que a gente pode falar, né? Com certeza, sim. Sempre a gente notar uma investigação extremamente direta desses pacientes, desde a sua infância, históricos de trauma na região genital, históricos de cachumba, aquela cachumba que os pais falam, mas ela desceu lá para o escroto, desceu lá, entre aspas, para o saco mesmo. Isso daí é uma coisa que a gente tem que se pautar.

Se ele operou alguma questão genital na infância, então a gente lembrar da criptorquidia, aquele testículo que não desceu para a bolsa escrotal e às vezes ficou pelo caminho, no canal ingral, mesmo dentro do abdômen. Histórico de exposição ambiental, então aqueles pacientes que trabalham próximo de estruturas que aumentam a temperatura escrotal, como Por exemplo, pacientes que trabalham em indústria que tem caldeira, fica muito tempo exposto. O histórico de tratamentos oncológicos. Fez radioterapia, fez quimioterapia, por exemplo, câncer de testículo, linfoma. E atualmente o uso e o abuso extremamente importante dos anabolizantes.

O uso indiscriminado da testosterona. Imaginando-se que quanto mais testosterona eu tiver injetando de fora… Isso vai me deixar mais viril, mais fértil, mais homem. E a gente sabe que testosterona vinda de fora atrapalha e muito ao ponto de bloquear a produção dos espermatozoides. Então essas informações na história clínica são relevantes.

E sobre essa questão do uso de anabolizantes, acho que a gente pode até falar um pouquinho mais, porque realmente vem sendo cada vez mais frequente. E muitas vezes, quando eu vou explicar para o paciente, eles têm mesmo essa percepção, exatamente como você comentou, de que eu dosei e a minha testosterona estava baixa, então eu precisava deixar ela em níveis normais e com isso eu precisava repor a testosterona. E aí quando você vai explicar, fala, não, o eixo hormonal funciona completamente oposto, você está bloqueando. Aí muitos pacientes ficam, nossa, mas e agora? Será que é reversível?

Então, o que a gente pode falar um pouco mais sobre essa questão do dano dos anabolizantes na saúde reprodutiva do homem? Sim. O que a gente tem que entender é que quando a gente utiliza qualquer substância vindo de fora, então hoje, durateston, deposteron, um decilato de testosterona, hormos, enfim, essas marcas comerciais que são prescritas para pacientes que têm indicação de fazer uma terapia de reposição hormonal, que a gente conhece como TRT, ao ponto de você fazer isso indiscriminadamente, fazendo isso para performance, para físico, massa muscular, isso vai dizer ao seu organismo internamente que ele não precisa mais produzir aquele substrato de testosterona. Você eleva, sim, os níveis de testosterona sanguíneos. Mas o que a gente precisa lembrar e se atentar é que os mesmos estímulos para a produção de testosterona pelo testículo são os estímulos para a produção também dos espermatozoides.

Então, se o nosso organismo entende que ele não precisa mais estimular os testículos a produzirem a testosterona, eles também não vão produzir os espermatozoides. É aí que a gente entra nesse quadro de infertilidade associado ao uso e abuso de testosterona. E que depende diretamente de questões como o tempo de exposição, a dose, né, Rafael? Exato. Longos prazos e longos períodos expondo a testosterona exógena vinda de fora pode levar a um bloqueio completo do eixo hormonal e muitas vezes você não conseguir fazer o resgate desses pacientes, né?

que é o que eu chamo e digo aos pacientes que nós vamos fazer uma otimização hormonal sua. Então, aqueles pacientes que chegam com o quadro de hipogonadismo, testosterona em níveis céricos muito baixos, que tem alteração de espermatozoides no seu espermograma e que a gente quer promover para eles uma melhora da quantidade ou qualidade, existem maneiras. de você estimular internamente o organismo masculino a produzir testosterona e também melhorar toda a capacidade de qualidade e concentração dos espermatozoides sem fazer esse bloqueio do eixo hormonal. Exatamente. Então, é importante a gente falar desses perigos, né?

Porque, por exemplo, no caso das mulheres, a gente orienta muito isso com relação ao impacto da idade na reserva ovariana, qualidade dos óvulos e chances de sucesso. Porque existia muito um raciocínio de que assim, ah, eu não vou me preocupar com isso não, porque qualquer coisa mais pra frente eu faço uma FIV. Só que esse mais pra frente, se ela for tentar uma fertilização já numa idade bem mais avançada, não tem muitas ferramentas pra gente lidar com a questão da reserva ovariana. Então, eu percebo que às vezes para os homens, alguns casos recentes que eu atendi, eu vi um pouco disso também, no sentido assim, de que os homens estavam usando os hormônios sem acompanhamento, sem prescrição, puramente assim, uso indiscriminado, mas com aquela informação de que assim, não, qualquer coisa… Depois eu faço uma outra terapia hormonal.

Não, depois a gente usa esses espermatozoides para o tratamento. E não é bem assim, né? Porque nem sempre a gente vai conseguir ter essa reversão. Depende muito do tempo que ele estava usando os hormônios, do efeito, né? É homem que fica realmente sem a gente conseguir espermatozoides, né?

E para a gente tentar formas de contornar aquilo, pode ser muito difícil. Então, tem que tomar muito cuidado com isso, com esse pensamento simplista de que, não, eu estou bloqueando agora, mas aí depois, no futuro, eu dou um jeito. Exato. A reversibilidade é meio controversa, né? Exato, claro.

Você pode ter sim cenários em que você suspendendo a droga, suspendendo, né, essas terapias hormonais que se utilizam, que você volte o eixo de uma maneira hormonal, ou, desculpa, de uma maneira normal. Espontânea. Espontânea em seis meses, né, que normalmente é o que a gente orienta. Mas existem casos que realmente você acaba bloqueando de uma maneira definitiva. Então, a gente tem que tomar muito cuidado com isso.

E se a gente for parar para ver o cenário hoje da nossa população, e é um cenário mundial, as taxas de natalidade têm caído cada vez mais. Isso por, muitas vezes, opiniões próprias de não querer ter filhos mesmo, mas muito mais pelos fatores de exposição que a gente está vivendo. a nível global, seja do estilo de vida, seja da alimentação, ou seja desse uso indiscriminado de medicações anabolizantes, pelo fato de que com vinte anos o meu pensamento é apenas ficar bonito, ter um corpo bonito pra impressionar as meninas que estão ao meu redor. Porém, a hora que chega aos seus trinta, trinta e cinco anos e que você encontra alguém e ali você quer ter os seus filhos, tudo aquilo que você fez lá atrás vai impactar diretamente. Porque você costuma dizer isso e eu acho muito legal.

O tempo é óvulo, mas o tempo também é espermatozoide. Então, quanto mais velhos nós vamos ficando, a nossa qualidade, a quantidade dos nossos espermatozoides, a capacidade fértil que a gente vai ter, ela diminui também. E isso também, olhando para trás, tudo que a gente for exposto, Isso pode impactar diretamente no problema que a gente tem atual. Tanto que a gente vê, assim, os parâmetros de espermograma, né? Os parâmetros que a OMS coloca ali, vem também diminuindo.

A gente vai mudando um pouco, né? Trazendo um pouquinho mais, né? Pra tentar trazer aquilo pro normal. É, você vai baixando a regra um pouquinho, né? cada vez mais o menor ali acaba sendo normal.

Sim. Porque tá mudando pelo nosso estilo de vida realmente, né? Com certeza. Principalmente. A gente tava falando um pouquinho antes de começar a gravar sobre essa questão da saúde, né?

E você pode falar um pouquinho sobre essa questão de como isso impacta diretamente na produção dos espermatozoides? Claro. Se a gente for pensar que tudo que a gente faz vai impactar diretamente na nossa qualidade de saúde, de vida, né? Então, quando a gente avalia o espermograma, nada mais é do que um indicativo de como está a minha saúde, como está a saúde masculina. Então, quando eu olho lá e você tem problemas na quantidade, problemas na qualidade, quando a gente vê mutilidade…

as formas dos espermatozoides, a vitalidade, a capacidade dele estar sobrevivendo naquele meio em que você próprio cria, é o que você vê como está a qualidade de vida daquele paciente. Então, se você tem hábitos de vida saudáveis, e vamos começar pelo sono, porque sono impacta diretamente nos nossos níveis hormonais, nos nossos níveis de melhora do nosso espermograma, como outras coisas. Hábitos alimentares, porque quem dorme menos come muito mal. Porque sempre vai buscar comer mais carboidrato, vai querer mais doce, para saciar todo aquele processo inflamatório que você cria. Atividades físicas, que às vezes ele fala assim, mas eu jogo uma bolinha só no domingo.

Poxa, mas o que você faz nos outros seis dias da sua semana? Hábitos e vícios. Cigarro, tabagismo, esses vapers hoje, que é mais docinho, então não tem problema, já que é docinho não tem. E impacta muito quantas pessoas estão tendo problema com isso. E tudo isso daí pode gerar problemas de doenças crônicas.

Você vai ser hipertenso, você vai ter um diabetes. E a gente sabe que todo esse processo que causa uma cascata inflamatória geral no nosso organismo sistemicamente, Pode lesar os nossos protozoites, porque o testículo é muito sensível a qualquer mudança. Ele é sensível às mudanças de temperaturas. Então, ele é sensível a todo esse processo de oxidação, de processo de radicais livres, de inflamação crônica. Isso lesa diretamente a nossa produção, a nossa capacidade de ser fértil.

E a gente acabou assim, a gente fala muito dessa parte de suplementações, é importante também, mas eu vejo que a gente, como que eu posso explicar? A gente acaba não dando tanta importância para os nossos hábitos de vida e a gente acha que as vitaminas vão resolver o nosso problema, né? Eu tenho que suplementar isso, aquilo, aquilo outro, mas eu continuo comendo mal, dormindo mal, né? Sim. Não fazendo nenhuma atividade física.

Você estava comentando, eu lembrei de um paciente que eu atendi. E ele estava falando, ele, ah, eu comecei na academia, eu emagreci e tal. Eu estou fazendo agora atividade física, estou fazendo acompanhamento com nutricionista. E aí, em um certo momento, depois de que ele falou tudo isso, em um outro momento da consulta, ele comentou que ele estava tomando melatonina. E aí, ele falou assim, nossa, eu comecei a tomar melatonina e eu estou dormindo totalmente.

tão melhor? Você acha que é por conta da melatonina? Eu falei, olha, pode ser, mas você acabou de me contar que você emagreceu, que você tá comendo melhor, que você tá dormindo. Então, assim, isso tudo conta muito mais, né? Então, a gente precisa olhar pra esse todo.

Lógico que tem a questão da suplementação, que a gente pode falar um pouquinho também, mas olhar pra parte do estilo de vida mesmo, né? Porque isso é uma coisa que vai partir diretamente de você. A gente orienta os pacientes todos, mas é o que eu falo sempre pra eles. Falo, olha, toda essa orientação que eu vou dar pra você, isso vai ser uma troca. É cinquenta por cento da sua parte e pode ter certeza que eu vou fazer a minha.

E essa parte da mudança de estilo de vida, a gente sabe que não é fácil. Não é fácil pra eles mudarem a rotina, dormirem melhor. Às vezes eles têm, né? Tem um trabalho que os leva a dormir mais tarde, enfim. tem pessoas dentro de casa que às vezes merecem cuidados dele, a gente não sabe como é a rotina daquele casal, mas que realmente isso daí vai impactar.

Então, se ele mudou o estilo de vida, não foi a melatonina que fez ele dormir melhor. Foi ele, realmente, ele fez a mudança, ele fez a mudança acontecer. E aí, às vezes é um placebo ali, que fez ele dormir melhor. E sobre essa parte de alimentação e suplementação, tem algum cuidado? Lógico, a gente tem que sempre olhar de forma individualizada para cada paciente, mas tem alguma orientação mais geral que você indicaria para os homens que estão pensando nesse cuidado com a saúde e a fertilidade?

Sim, eu sempre faço uma orientação muito básica, claro que eu tenho sempre o apoio de uma nutricionista, Que eu acho isso daí extremamente… É uma particularidade. E elas lidam muito melhor do que isso daí. Com certeza. Mas tem muito a se falar.

Por exemplo, a diminuição da cafeína. É uma das coisas que a gente sabe que impacta diretamente nas questões de qualidade. A gente nem imagina, às vezes, os casais, né? Mas eu amo cafeína, né? É verdade.

É trezentos ml de manhã à tarde. E é uma coisa importante. Até mesmo a maneira como a gente cozinha os alimentos, né? O tipo de panela que você cozinha. o tipo de óleo que você usa para fazer aquilo ali.

Então, eu sempre oriento para eles, e eles sabem como que é ter uma questão de alimentação saudável. Um consumo rico em verduras, frutas, legumes, uma boa hidratação, evitar principalmente produtos industrializados, esses produtos condimentados, evitar tudo isso daí, e claro, para a atividade física. E o necessário for fazer a introdução de vitaminas específicas para aquilo, vitamina E, selênio, zinco, aquilo que estiver faltando você fazer um balanceamento, tudo isso daí, que ajuda muito nas questões de radicais livres, né, de processos oxidativos, né, mas é imprescindível um acompanhamento com o colega nutricionista, porque eles sabem fazer isso daí extremamente, né, ajuste fino mesmo, né, que a gente não sabe. Às vezes a gente até peca na alimentação. Não pode ser muito parâmetro.

Mas ajuste fino para aquilo. Com certeza. Trabalhar em equipe faz toda a diferença. Acho que em tudo. Na fertilidade é realmente importante.

E um outro ponto também, assim, que é bem frequente e que eu vejo que traz bastante dúvida é sobre varicocele, né? Então, tem uma certa preocupação, como que o homem vai suspeitar que ele possa ter ou não varicocele? O histórico da família é importante ou não? Ter varicocele significa que ele vai ter que operar? Porque aí ele já chega morrendo de medo, né, da cirurgia.

O que a gente pode orientar? Óbvio. Primeiro a gente tem que entender o que é a varicocele. A varicocele nada mais é do que aquelas veias dilatadas no escroto. Isso acontece por uma incompetência das veias em fazer a drenagem do sangue que chega para oxigenar os testículos e ele não consegue retornar a nível sistêmico, coração, pulmão, para ser realmente lavado, ser nutrido com oxigênio.

Ele acaba se acumulando ali na bússola escrotal fazendo um processo lesivo direto do testículo. Isso pode impactar diretamente na fertilidade desses homens e até mesmo na produção de testosterona. Então, tem trabalhos sobre isso já também. E a gente tem que entender que quarenta por cento da população masculina é portador de varicocele, mas nem sempre esses quarenta por cento vão ter problemas de fertilidade. Então, é algo muito prevalente e comum nos homens.

Agora, a gente pode notar essas varicocele, a varicocele, desde uma avaliação do próprio irmãozinho, quando vai tomar banho, e às vezes olha lá o testículo do irmão e fala assim, nossa, tem um monte de minhoca aí, né? Eu já ouvi criancinha falar isso daí, porque realmente em cenários de graus muito elevados parece um saco de minhoca mesmo, né? O testículo, aquelas dilatações das veias, né? Mas o autoexame é muito importante. Às vezes ele vai sentir alguma dilatação no testículo, às vezes ele vai notar uma assimetria testicular, então o testículo do lado direito vai ser maior do que o do lado esquerdo, isso é importante ele notar, porque pode ter uma diminuição do volume por lesão dessa varicocele, e isso pode fazer buscar…

um atendimento com especialista. Então, por isso que também tem essa companhia do novembro azul, quanto mais cedo o homem for, igual a mulher vai. A mulher tem a sua primeira menstruação, quem que ela busca? O ginecologista. Então, por que o menino, quando começa a adolescência, também não buscar o urologista?

E aí, nesse cenário, a gente consegue identificar. E dito isso, a varicocele, nem sempre ela é cirúrgica. Existem pacientes que a gente acompanha aquele paciente, principalmente aquelas varicoceles subclínicas, que a gente identifica só no ultrassom, por exemplo. mas que não causa nenhuma repercussão no padrão de fertilidade. Quantos casais que você vê que o homem tem varicocele e tem filhos?

Sem nenhum problema. Às vezes vai impactar numa infertilidade secundária, eles têm um filho e depois eles não conseguem ter outro. Então, quando a gente fala da varicocele impactando nas questões agora da fertilidade, é justamente por esse processo que ela causa de lesão direta do testículo, aumentando a região escrotal, aumentando a produção de radicais livres, a oxidação direta do seu testículo, danificando o material genético, por isso que a gente faz até um exame muito importante que é a fragmentação do DNA espermático, E muitas vezes na varicocele vão estar elevados. Então isso mostra que o material genético vai ser danificado. E dito isso, quando o casal tem dificuldade de engravidar, a varicocele pode ser sim um fator de risco e uma causa identificável e tratável.

Aí sim ela vai ser de caráter de tratamento e cirurgia. E quando nós falamos em cirurgia, nós temos que… orientar esses pacientes que a cirurgia é padrão ouro para correção de varicocele, ela é por técnica microcirúrgica. A gente precisa se utilizar do microscópio. Onde a gente vai ter um aumento de grandes dimensões, vinte, vinte e sete vezes, daquilo que eu enxergo eu consigo aumentar, e aí sim tratar somente as veias doentes.

Então é muito importante a gente… dizer isso ao paciente. E você já falou dessa questão da fragmentação, já vou deixar aqui um pré-convite, o spoiler, porque hoje a gente recebeu, bom, eu recebi a informação hoje, não sei exatamente quando ela entrou em contato, mas ela mandou uma mensagem pra nós, dizendo que uma futura nossa paciente que tava maratonando o podcast e que o esposo teve uma alteração da fragmentação do DNA e aí ela tava um pouco com dúvidas sobre esse assunto e aí eu já até falei pra equipe, falei não, nós vamos colocar aqui na programação um episódio só sobre fragmentação do DNA. Então, vou te deixar aqui pré-convidado pra gente poder falar depois dessa parte. Nem vou entrar muito nesse assunto agora pra gente falar depois.

Então, resumindo, nem toda varicocele é cirúrgica, né? O homem não precisa ficar com medo, mas precisa sim procurar ajuda porque esse dano é imprevisível. A evolução da varicocele também é imprevisível, né? Com certeza. E um outro ponto que eu vejo que é até um certo estigma e que, na minha visão pessoal, assim, é uma das maiores evoluções que a medicina reprodutiva trouxe pro homem, é nos casos de azospermia, onde a gente não encontra espermatozoides, né, no ejaculado, e antigamente aquele homem, ele receberia um rótulo, né, de que, ah, ele é estéreo, é, ele é estéreo.

ele não pode ter filhos, e acabou, e tem que adotar, e hoje a gente vê que não é bem assim, a zoospermia não significa de forma alguma impossibilidade, né, tem toda uma investigação que a gente pode fazer, toda uma proposta de tratamento, e que muitas vezes a gente vai conseguir, né, os espermatozoides pra dar andamento, né, Rafael? Sim, com certeza, então, acho que esse cenário da zoospermia, ele é um pouco temeroso, né, Os casais, quando recebem essa notícia, realmente é um impacto muito grande que geram para eles, mas a gente tem que entender que existem saídas. Existem dois caminhos quando a gente fala de azospermia. Ou nós vamos ter um paciente que tem uma azospermia por um fator obstrutivo, o mais comum deles, por exemplo, são aqueles pacientes que operam de vasectomia, ou que sofreram trauma, ou que tem algum processo inflamatório na região do epidídimo e isso impede do espermatozoide passar em todo o seu trajeto e ser eliminado, ejaculado. Mas existe também o problema da zoospermia não obstrutiva, que é o que eu costumo dizer que é um defeito na fabricação.

O testículo realmente está com algum problema, alguma insuficiência, que ele não está sendo produzido adequadamente ao ponto de conseguir sair no ejaculado. E a gente tem esse cenário da azospermia não obstrutiva. Que uma das causas muito, hoje, atualmente, presentes é o uso e o abuso de testosterona. Certo? Que faz aquele bloqueio, como a gente conversou nesse início do papo.

E sabendo que você, tirando a testosterona, aguardando às vezes o eixo se recuperar, ou mesmo otimizando e estimulando o eixo hormonal endogenamente, você consegue reestabelecer o processo de produção de espermatozoides. Mas entender também que existem outras causas, causas endócrinas, causas hormonais e, principalmente, as síndromes genéticas. A gente precisa ativamente investigar esses pacientes, se existem ou não alterações genéticas, não só fenotipicamente, mas também alterações genéticas do material genético do espermatozoide. E uma causa também, por isso que a gente sempre investiga a varicocele, a varicocele pode ser uma das causas identificáveis, tratáveis e que podem modificar o quadro desse homem todo, certo? Então, a gente não pode dizer que ele é estéreo até o momento em que a gente não fizer a investigação.

Exato, e muitos desses cenários a gente consegue contornar para conseguir espermatozoide, principalmente nos casos de azospermia obstrutiva, o que eu costumo falar, eu falo, a gente vai contornar, a gente vai lá na origem da produção de espermatozoides, aspirar ali para tentar conseguir para utilizar para fertilização. Eu já tive paciente, inclusive, que tinha uma azospermia, na verdade ele não tinha bem uma azospermia, ele tinha uma ejaculação retrógrada pós-trauma, Então, a gente fez, a gente colheu espermatozoides pela urina, alcalinizou a urina para poder usar os espermatozoides para formar embriões. Então, inclusive, eles engravidaram na primeira tentativa. Fiquei impressionada que eles tiveram uma evolução muito boa de todo o tratamento. E são casos que, assim, até antes da medicina reprodutiva, iriam ser interpretados como não, esse homem não pode ter filhos, né?

E que muito hoje já mudou de tudo isso, né? Com certeza. E até pra gente entender esses casos de azospermia obstrutiva, como você bem disse, né? Sendo uma das causas mais comuns e realmente que chegam de casais, às vezes, de segunda união, por exemplo, né? casamento, que separou e agora tem um novo relacionamento, são os homens que fazem vasectomia.

Que realmente eles não têm a passagem do espermatozoide, caracterizando essas osperminas não obstrutivas, e eles vão ter duas saídas. Ou eles podem pensar em fazer o processo de reversão dessa vasectomia, lembrando que isso a gente tem que sempre avaliar O tempo que foi feita a vasectomia. Porque a taxa de sucesso está muito atrelada ao tempo. Quanto melhor o tempo, maior a taxa. Como foi feita essa vasectomia.

É difícil você saber como foi feita. Porque às vezes você não tem o histórico médico desse paciente. Entender quem vai fazer. Se aquele profissional realmente está apto, está habilitado a fazer a reversão de vasectomia. Por ser um procedimento microcirúrgico.

E um dos mais delicados que você faz… dentro dessa área da fertilidade masculina e também olhar pra mulher, né? Olhar pra ela e ver idade, né? Se ela é uma mulher menor do que trinta e cinco anos, avaliar a reserva ovariana dessa mulher. Então, a gente tem que entender o âmbito geral desse casal pra ver o que que vai ser melhor pra ele.

Será que a reversão de vasectomia é o melhor pra esse cenário? Ou será que técnicas de recuperação espermática, né? Por punções, né? Seja testiculares ou epididimares, associada à técnica de FIV, né? Então, a gente tem que colocar eles numa caixinha, assim, né?

Pra saber onde eles vão se encaixar. Você vê como na fertilidade a gente tem que trabalhar em conjunto, né? Olhando pro homem e pra mulher, né? Você falou dessa questão da vasectomia. Eu falo muito isso também com relação a pacientes que têm endometriose.

Então, às vezes elas chegam e falam, ah, mas e se eu fizer a cirurgia, pode melhorar? Olha, depende, mas pra gente falar em cirurgia de endometriose, além da sua reserva ovariana, do grau da endometriose, como é que estão os fatores do seu parceiro, né? Com certeza. Será que se a gente otimizar essa endometriose, a gente vai ter boas chances pelo fator masculino também ou não? Sim.

A gente tem que trabalhar em conjunto pra todos os cenários, né? E os casais se impressionam, né? Quando você lida não só com aquele que te busca. As mulheres buscam você, os homens me buscam ali. Então, eles ficam muito impressionados quando você se preocupa principalmente com a mulher.

No meu caso, urologista. Então, eu sempre começo as minhas consultas nem olhando para o homem. Eu quero saber do histórico da mulher, o que está acontecendo com ela, como que é a questão da menstruação. Claro que eu não vou a fundo como você vai, mas nela pode ter fatores que às vezes não foram identificados, mas que vai trazer para mim uma história de como que a gente vai… trazer aquele paciente, triar aquele paciente, e o como eu vou conversar com você, né, ecologista.

Sim, exatamente. Como que eu vou trocar as ideias com você, como que a gente vai poder formular esse caso. E a gente tem vários casos em comum que a gente troca essas figurinhas, porque isso é importante, né, esse trabalho em conjunto que a gente precisa ter, né. E você comentou dessa questão da vasectomia, né? A gente vem tentando cada vez mais falar da conscientização de preservação da fertilidade para os dois, para o homem e para a mulher, mas no caso do homem especificamente, tende a ser muito simples, porque é um congelamento.

Ele vai lá, faz uma coleta, normalmente com essa uma coleta a gente já consegue fracionar a amostra para manter congelada. E uma das indicações para a preservação da fertilidade é naqueles homens que vão fazer a vasectomia, Porque se por um acaso eles se arrependerem e não quiserem fazer nenhum procedimento, eles têm ali material congelado, né? Mas como que você percebe essa aceitação no consultório? Porque normalmente quando a pessoa vai pra vasectomia, ele pensa, imagina, mas a última coisa que eu quero na minha vida é pensar em filho. Então, às vezes, nem sempre ele vai estar aberto a pensar em congelar, né?

Sim, com certeza. Isso daí é um cenário real. em que o paciente vá porque ele já tem a prole constituída, já não tem desejo mais de ter filhos, não tem nenhuma questão religiosa associada, e realmente ele toma essa opção junto com a parceria de fazer a vasectomia. Mas existem também casos de homens que não querem ter filhos, não têm parceiras, e ele vai no consultório justamente para isso. Então, o que mais falta, eu acredito, é a falta de orientação desses pacientes que, olha, tudo bem, a gente vai fazer o procedimento de vasectomia, que tem uma taxa de sucesso de noventa e nove por cento de contracepção, mas você, em um determinado momento da vida, pode ser que você queira ter filhos.

A gente não sabe, hoje a gente é um. Daqui a pouco a gente pode ser outro, vai encontrar o amor da vida, vai querer ter filhos, enfim. Então, é importante a gente orientar que existe essa possibilidade de congelamento seminal. Então, acho que falta um pouco mais de orientação a esses pacientes, que eles podem preservar a sua fertilidade e eles vão passar por um processo de vasectomia. Outro ponto importante que eu vejo também…

A gente fala dessa questão de fazer o espermograma, né? Do tabu que é fazer o espermograma. E tem muito também, às vezes, do homem falar assim, ah, mas vou fazer o espermograma, então eu vou ficar cinco, sete dias, vou ficar dez dias, porque quanto mais tempo eu ficar em abstinência, vai ter lá um monte de espermatozoide, aí vai vir um exame normal, né? Então, tem muito disso. Assim como eles têm preocupação com, ah, mas será que é porque eu bebi tal coisa um pouco antes?

Será porque aconteceu isso? Então, acho que a gente pode falar um pouquinho sobre o que pode falsear ali o resultado do espermograma, essa questão da abstinência. Por que é importante a gente se ater ao período de abstinência, nem mais nem menos, né, Rafael? Sim. Eu costumo dizer aos pacientes que me procuram, que eu falo, olha, o exame de espermograma é um exame extremamente artesanal.

Desde a sua coleta até a sua avaliação. Então, primeiro de tudo, escolher um local adequado para você fazer o seu exame. Porque às vezes a gente vai fazer um espermograma nesses laboratórios gerais que fazem exames. Não que eles façam errado, não é isso. Mas que às vezes eles dão a certa importância que laboratórios como clínicas de reprodução dão.

Em fazer a coleta rápida, a análise o mais rápido possível para que não haja oxidação, para que não haja perda do material, temperatura, ambiente, exposição. Tudo isso daí impacta também. Claro que todo o cenário do paciente também pode impactar. Cenário de nervosismo, de ansiedade, às vezes alguns com dificuldades até de coleta. Então, saber que naquele ambiente que ele vai fazer é conhecer o ambiente, não tem problema nenhum.

Conheça o ambiente onde você vai, se familiarize com aquilo ali e tira esse problema da cabeça que vai ter gente olhando, vai ter alguém te observando e não tem nada disso. E quando a gente fala em tempo de abstinência, a recomendação é que nós tenhamos de três a cinco dias apenas. Que a gente não faça mais o que é isso daí, porque isso daí pode prejudicar, na verdade, a qualidade da avaliação daqueles espermatozoides, né? Tanto que em pacientes em que a gente está programando de diminuir algumas taxas de fragmentação do DNA espermático, que é um exame genético que pode estar alterado, você faz protocolos de ejaculação curta, ejaculação precoce. Às vezes você pede o paciente ejacular até doze horas antes e depois fazer a coleta, porque a gente sabe que quanto menos o tempo de abstinência, você vai conseguir colher melhores espermatozoides ali.

É como se você limpasse aquele cano e o que está vindo por ali são de melhor qualidade, né? Aquela torneira suja passa a trazer uma água mais limpa. Isso é tão importante da gente falar, porque as pessoas têm muito… Eu percebo que quando eu oriento isso, por exemplo, quando a gente vai pedir coleta pra fertilização mesmo, né? Normalmente a gente fala, olha, um, dois dias de abstinência pra nós já é suficiente, é até melhor do que se tiver mais tempo de abstinência.

E eu percebo que às vezes eles ficam assim, mas como? E aí eu vou gastar meus espermatozoides? Você vai precisar deles? Você vai precisar usar? Mas é porque eles não entendem essa questão de que a qualidade para nós vai ser melhor do que só a quantidade.

Quanto mais guardar, parece que mais vai vir. Mas não é assim. O que a gente às vezes espera nas técnicas de fertilização in vitro, às vezes nem é a quantidade. A gente quer os melhores, a gente quer a qualidade. Tanto que quando a gente ejacula, são trezentos milhões, mas apenas um vai atingir o óleo.

A gente precisa desse um. E o que a gente quer desse um é qualidade. Exato, exatamente. Rafael, eu queria te agradecer muito pela nossa conversa. Foi muito enriquecedora.

Tenho certeza que ajudou muito as pessoas a abrirem um pouco mais a cabeça para o universo da fertilidade masculina. Te convidar a voltar mais vezes para o podcast. Já tem o nosso podcast de fragmentação para a gente conversar em breve. E vou te deixar um espaço também para deixar um recado para os casais, para os pacientes que estejam ouvindo a gente. Bom, queria te agradecer, Camila.

Muito obrigado pelo convite. Foi um prazer estar aqui com vocês. Espero que tenha esclarecido muitas dúvidas. E o que eu tenho para dizer aos casais é que vocês que estão lidando com esse processo de fertilidade e problemas durante… essa passagem, esse caminho que vocês estão enfrentando, o que vocês têm que ter a certeza é que vocês nunca vão estar sozinhos.

Vocês vão ter profissionais que vão estar ao seu lado, desde o médico ginecologista, do urologista que te atendeu, o andrologista, psicólogos, as técnicas do laboratório, enfim, toda uma equipe pronta e especializada para poder cuidar do seu caso, seja ele qual for. E independente do resultado, porque o que a gente quer é cuidar de você, é trazer você mais perto, né? E fazer com que esse teu problema, ou melhor, essa tua dificuldade, seja pra gente também motivo de alcançar resultados, né? Motivo da gente poder realmente trabalhar com vocês e trazer o melhor resultado possível, né? Nem sempre vai ser aquilo que a gente espera, né?

Mas a gente vai ser sempre procurar fazer o melhor por esses casais. Com certeza. Muito obrigada. Com prazer. O prazer é meu.

A gente se vê no próximo. Valeu. Obrigada por assistir ao Papo de Tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERP no Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio.

Até lá!

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