Ep. 97 Celebração do amor que vira vida! | Podcast Papo de Tentante | CEFERP

Ela sonhava em ser mãe. E com amor, coragem e o apoio do CEFERP, esse sonho virou realidade.

Neste episódio do Papo de Tentante, recebemos Leticia Santos, uma mãe homoafetiva que compartilha sua jornada até a maternidade, com todas as emoções, desafios e conquistas que viveu nesse caminho ao lado de sua parceira.

Uma história inspiradora que mostra que amor é o que forma uma família!

#podcast #fertilidade #gravidez #maternidade #lgbt

Transcrição do episódio

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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje a gente vai contar a história de 2 mamães e de como foi todo o planejamento das tentativas, de todo o processo do tratamento, enfim, dividir um pouquinho dessa história tão bonita com vocês.

Então queria agradecer, você lê pela participação, por disponibilizar um tempinho. O pequeno tava aí mamando com você até agorinha, né? Então obrigada por tirar um tempinho pra contar a história de vocês, viu? Boa tarde, é eu sou a Letícia, mãe do Caetano, esposa da kétare. É primeiro agradecer não só a Camila, mas essa perto inteira.

Acho que vocês fazem parte da nossa história de uma maneira muito feliz, muito única. Eu acho que tudo que a gente passou aí com vocês é. É literalmente. É um caso de amor. Assim é.

Eu sou muito grata a cada um de vocês. Eu tava até conversando com a ketlin e antes da da gente começar o podcast, começar a conversar, ela tá assim, nossa, você lembra do nome de todo mundo e não sei o que eu falei. Eu queria lembrar. Mais. Porque foi uma história muito bacana.

Tá sendo, né? Ainda vocês. Eu quero muito que vocês façam parte até quando o Caetano tiver adulto. E me conta, lei, como é que foi pra vocês? Assim, vocês sempre, desde o início do relacionamento, conversaram sobre a possibilidade de filhos ou não.

Ou uma pensava uma coisa, outra pensava outra, como que foi isso pra vocês? Na verdade, eu acho que era um sonho que a gente tinha dentro de uma caixinha que tava guardadinha. E aí um Belo dia, a gente foi numa numa consulta com a nossa ginecologista aqui e ela falou, olha, meninas, é? Eu tenho que fazer uma pergunta pra vocês. Vocês vão querer ser mãe, não vão?

O que que vocês pensam sobre isso? E aí a gente ficou olhando pra cara da outra assim, pra pra a gente não não ter uma resposta pra te dar ela olha, se vocês decidirem ser mãe, eu acho que tá no momento de vocês começarem a construir, né? Buscar estudar, entender como é que funciona a reprodução assistida, a fib, quais clínicas que tem disponíveis, porque a questão biológica de vocês já tá caminhando pra pra um momento que já é o momento de da maternidade, né? Eu tenho. Na época eu tinha 35, a ketlin mais nova com 33, mas a gente sempre teve um acordo de que a ketlin não gestaria ela não era um desejo dela gestar e aí pra mim não seria um problema gestar.

Eu falei, não, se pra você não é um problema não gestar e pra mim é um, pra mim é tranquilo gestar, pra mim a gente já tem uma decisão tomada e aí a gente começou a buscar por clínicas e decidir ir pela maternidade. E aí vocês já tinham decidido que como você iria gestar, vocês já tinham decidido que então ela iria estimular ou vocês não tinham pensado nisso ainda? Não, essa foi uma construção conjunta. Depois que a gente passou pela consulta, é no início, a gente não sabia como seria. A gente não tinha nenhuma decisão tomada e a gente optou por fazer os exames, por entender como seria esse processo e para construir mesmo junto.

E a gente foi construindo bem tranquilo essa tanto com a gente como com a própria, com a própria clínica. É, e eu acho legal isso mesmo, né, porque o que eu gosto muito, né? E eu falo muitas vezes isso é que assim é bom a gente ter opções, né? Então a gente tem as 2 reservas ovarianas para ver a gente tem os 2 úteros para ver. Às vezes o casal já chega com uma decisão de Ah, mas a gente queria muito que fosse assim, e aí na hora que a gente olha e fala, olha, mas se a gente invertesse um pouquinho, talvez a gente IA aumentar tanto a chance de vocês, né?

Então é bom a gente ter essa, essa flexibilidade mesmo. É, e aí vocês já, logo. Vocês conversaram e chegaram à conclusão de que então vamos pensar na possibilidade. Vocês já passaram pela pela clínica, vocês pesquisaram? Como é que foi?

Porque assim, uma coisa que o que que eu quero entender disso é o que que a gente como clínica e como médico, porque, por exemplo, eu achei muito legal você falar que a sua médica falou, a médica de vocês falou para vocês sobre isso. Eu falei, e aí, vocês não estão pensando engravidar ou não? Então, assim, é importante a gente como clínica e como profissional da saúde é tentar. O atendimento melhor possível para todas as pessoas e todas as famílias que passam por nós, né? Então, o que que era importante para vocês quando vocês é, marcaram a consulta e passaram, né?

Pelas vivências e tudo mais para que vocês se sentissem acolhidas como família, sabe? É, a gente é de uma cidade do interior de Minas, né? A gente não é de Ribeirão. E aí a gente optou primeiro pela praticidade e olhou uma clínica próxima a região aqui, nossa. E aí a gente foi muito mal recebido, muito mal colhido.

Acho que essa questão de serem 2 mulheres, de serem um casal ainda é 11, tabu. E aí a gente falou, olha, aqui na região não dá, vamos procurar pra outros lugares. E aí a gente teve, conhecia uma pessoa que falou sobre a clínica, a gente pesquisou na internet algumas referências e a gente achou o serfer. Falei, Ah, vamos tentar, né? E aí eu vou falar, eu acho que eu nunca contei isso pra Camila, é?

AA, nossa relação de amor com a clínica começou no primeira consulta online, quando a Camila acertou o nome da kettry. É e é. É pouca coisa. Eu falei, mas, caraca, a médica acertou o nome da ketlin. Ela falou direito, porque se ele ketlin, não é um nome comum, né?

E aí todo mundo fala, ketlin, ketlin vários nomes. De repente, a Camila entrou online e falou, oi Letícia, oi ketlin. Meu nome é Camila. A gente se olha, Ela Foi. Não gosto nem de questioná la reconhecer como um casal, como a família, et cetera.

Ela acertou o indivíduo. É, é isso, é verdade? Isso faz diferença? Daí pra frente eu falei, não, agora realmente a gente achou o nosso lugar. E aí a gente foi super bem recebido, foi super bem acolhido.

É vocês? Começaram a conhecer a nossa história, que eu acho que isso é muito bacana também. E eu acho que o grande diferencial mesmo que nos fez escolher pela clínica, é a questão da empatia, né? É conhecer, porque por mais que seja uma história linda, também tem os nãos, tem as dúvidas, tem as ansiedades, é e aí saber que a gente não tava sozinho, porque a gente optou por não contar nem pros nossos familiares, nem pros nossos amigos. Então a gente tinha a única rede de apoio, era as terapeutas.

E a clínica, então foi daí que a gente começou a história. Vocês passaram um tratamento inteiro, sem contar, vocês só contaram depois que deu certo? A gente só contou no terceiro mês. Meu Deus, como vocês conseguiram esperar? A gente só contou com 11 semanas.

É pra esperar passar, né? A fase mais difícil, né? Ver que tava tudo certinho também, porque por um lado é bom contar pra gente, ter o apoio, mas por outro lado, a gente também não quer frustrar as pessoas. A gente não quer ficar sentindo aquela cobrança, aquela expectativa, né? Então tem muitas, né?

Porque é o primeiro tudo, é o primeiro neto, o primeiro sobrinho, o primeiro bisneto é dos 2 lados. Então pra gente controlar, pelo menos viver só com a nossa ansiedade, que já era o suficiente. É cada vez que a gente falasse que IA para Ribeirão, IA ser um surto. Eu falei, não vamos, vamos segurar as pontas até a gente ter um pouco mais de sins. E aí a gente vai contando.

É, e eu lembro que eu não sei. Eu acho que foi até numa caixinha do Instagram que vocês tinham perguntado, Ah, será que você não conhece algum grupo de mães tentantes e tudo mais? E aí eu lembro que eu falei, não, gente, eu vou achar. E aí eu fui procurar e aí eu achei um outro casal que tinha feito tratamento e elas tinham comentado do grupo E tudo mais. E esse essa pergunta que vocês fizeram me chamou muita atenção para como isso é importante mesmo, porque depois eu fui atrás delas, conversei, consegui, deu certo.

Grupo, elas até participaram já de um episódio também e elas estavam contando sobre isso assim, para falar de que como o grupo para elas fez diferença no sentido de eles, elas acompanham juntas ali não só os tratamentos, mas hoje em dia até as as crianças em si, virou 11 grupo de de convívio mesmo, de troca de experiências, né? É, então vocês me chamaram a atenção para o quanto isso era importante, sabe? E eu queria saber se isso na jornada de vocês também você vocês percebem que fez a diferença ou vocês acabaram não participando? Como foi para vocês essa parte? Não, a gente participou demais.

É, e eu acho que a gente buscar é pessoas próximas que passam pelas mesmas vivências. É importante, né? A gente se reconhecer e no outro é importante. Então, quando a gente entrou nos grupos, a gente falou, olha, dá certo. Né?

E aí quando? Agora quando você fala Ah, são as vivências. Agora a gente usa os grupos pra saber de escolinha, se vai. Foi isso que elas? Falaram mesmo, então assim, já fica trocando figurinhas aqui.

É porque foi exatamente isso que elas falaram, elas falaram, o grupo foi mudando. Agora a gente troca a dica da da introdução alimentar da escola. Tá certo que não dá e é isso. É muito legal, é? E um outro ponto que eu achei muito legal que você colocou também é dos dos nãos, né?

Então assim, Ah, a gente entra, lógico, com muita expectativa, com muita ansiedade, mas às vezes a gente acaba se deparando com uns uns revés ali no caminho. Nem sempre é tudo tão linear quanto a gente gostaria que fosse, né? E o que às vezes eu percebo é que quando a gente vai fazer tratamento, por exemplo, vocês não são inférteis, vocês não têm um diagnóstico de infertilidade. Então é isso, traz um certo, uma certa Esperança no sentido assim, Ah, então, já que tá tudo bem, vai ser só ir lá, forma esse embrião, coloca no outro e tá tudo certo, ele vai grudar, é, já vou sair da primeira consulta já planejado na segunda grávida, então é, por um lado, isso é bom, porque a gente talvez não não entre tão receosa, mas, por outro lado, quando a gente começa a se deparar com esses nãos, pode ser um pouquinho mais difícil de lidar com eles, né? Não sei se vocês viveram isso também.

O que que é isso? A gente começou o nosso quando a gente decidiu por realmente buscar e conversar direto com a clínica. Era junho. A gente iniciou o procedimento em dezembro. É, eu lembro quando você colocou falando assim, ó, foi O Presente do Papai Noel que ela conseguiu começar.

Noel, a gente foi, porque o que que acontece, né? Na quando a gente tinha, a gente tinha um interesse é em específico, no tratamento. E aí a questão de contagem de folículos da não era o suficiente e ela tinha um folículo dominante lá que ficava e persistia a vida inteira. E aí a gente IA para as consultas e aí a gente viajava 1 hora e meia, chegava na consulta, fazia o ultrassom e falava, olha, hoje não, a gente já tá bom. A gente vai passear no shopping, saia aí do outro mês a mesma coisa.

Então a gente fez por 6 meses essas idas a Ribeirão. E a gente optou sempre por estar indo, porque a nossa cidade também é muito burocrática essa questão de exames, de estrutura. Então a gente optou por por ir pela referência mesmo. E aí tanto foi muito engraçado porque a gente conheceu a clínica inteira nesses nãos, porque a gente começou pela Camila, conheceu a Ingrid, foi na Rebeca e aí a gente foi para o Anderson, Anderson. É e aí falei, gente, mas um médico homem, não é possível.

A gente passou por tantas médicas mulheres que a gente ainda tem essa, essa, essa prioridade, né, preferência. E aí ele pegou e falou assim, beleza, meninas, vamos começar. Aí a gente pegou e falou, então tá bom, mês que vem a gente volta, e aí ele virou e falou assim, volta para onde? Mas é para começar o tratamento. E aí a gente não entendeu que era um sim.

Já estava tão acostumada, né, que aí vai lá faz tradução. E volta. E aí quando a gente teve assim, a gente já ó, mês que vem a gente volta, a gente já está acostumado mesmo, sabe? E aí a gente começou o tratamento que foi dando tudo certo depois disso. E a parte de usar os hormônios da estimulação foi tranquila para vocês, o que que vocês acharam?

Extremamente tranquila. Não teve nada. A única coisa que teve foi um inchaçozinho, mas muito tranquilo, super sossegado. Eu acho que foi uma da eu acho que que foi a fase mais tranquila assim para nós. Olha só que legal, porque é uma fase que muitas vezes as pessoas têm medo, né?

Ah, não, mas vai ter que usar injeção. Ah, mas vai ter que fazer sedação para colher os óvulos e tudo mais. Então você acabou passando mais. Tranquilo. Então a gente saber todos os efeitos colaterais possíveis e imagináveis.

E aí a Camilo, super tranquila, a Ingrid, uma princesa. Calma, gente, vai acontecer. No máximo vai acontecer isso e aquilo. A gente contava aquele tanto de folículo, meu Deus. Vai dar a síndrome da superestimulação ovariana e vai internar e não sei o que e não entendo nada disso.

Foi super. Tranquilo? Que maravilha. E a parte de preparar o útero também, assim de usar os hormônios, fazer os ultrassons foi mais tranquila para vocês? Sim, sim, uma surpresa é a questão da medicação, né, que inclusive aqui a gente teve momentos que a gente costuma achar.

Mas deu tudo certo, a gente foi usando, criou a rotina e aí cria a expectativa junto com a rotina, né? É, é. Eu falo muito isso assim, porque na transferência você tem ali, né, a foto do embrião, você sabe o dia que o embriãozinho chegou, você sabe o dia de fazer o teste. Então parece que você passa da transferência até o teste já com a sensação de gravidez, né? Ah, o embrião já está aqui, ele já está grudando, está tudo certo, né?

Já estou conversando com ele, estou olhando a foto. Então é muito, não passa o tempo nesses 14 dias, né? Le? Não é possível, eu é. Eu brinco muito que assim pode não parecer, mas eu sou uma pessoa um pouco ansiosa.

Então a gente IA para as consultas com a Camila. A gente tinha um caderno de perguntas, tipo 50000 questões, e a Camila não paciência aliar, tipo responder todas as perguntas. E aí a gente fez a transferência que não ficou grávida. Estou me sentindo sair da clínica grávida já com a cabeça. E aí eu já fui na nossa ginecologista, que por coincidência tinha uma consulta marcada com ela, e aí eu cheguei na médica, falei, olha, chama a Marina, nossa médica, Marina, eu vim aqui para te contar que eu tô grávida, aí ela grávida, mas você fez o teste para nós, eu tô grávida de 5 dias, aí ela, calma, mas cadê o beta?

Não sei o que eu falei, não, fica tranquila que eu vou fazer o beta, vai dar tudo certo, mas já vai dar errado. E aí é claro que a gente não espera 14 dias para fazer um beta, né? A gente tem que comprar um teste da farmácia. Para ter uma prévia, para dar um suspense um pouco mais. Antecipado.

E aí, vocês fizeram super antecipado? Então lê. A gente fez o teste da farmácia por 10 dias e deu super grávida. Não. E aí nessa hora era difícil não conseguir contar, conseguir não contar pra família, né?

Já dava vontade de sair, pelo menos nesse momento já avisando, né? Não. 3 horas da manhã já tava louca. Não consegui dormir mais nem pra frente, nem pra trás. Falei, meu Deus, a gente tá grávida de verdade.

É muito grávida. E a ketel, olha, meu Deus, não, a gente vai fazer outro teste. Falei, meu filho, vamos fazer quanto você quiser aqui. AI. Eu tive uma vez uma paciente, ela botou o marido dela pra fazer.

Ela falou, não, esse teste deve tá errado, não é possível. Eu vou colocar ele pra fazer pra ver se tá certo o teste também, porque a gente demora a cair a ficha, né? E aí falei, Ah, já vou um spoiler aqui pra mais uma caixinha. Eu já fico com o cabelo todo dia mesmo, já vou contar. AI que maravilha.

E aí, como é que foi durante a gestação a experiência de vocês 2 passarem pela vivência da gestação? É eu, eu brinco muito que que a gestação pra nós, quando só é acordado, né? Que Caetano? Ele foi extremamente desejado e planejado e curtido todas as etapas, inclusive os nãos que eu acho que o não veio pra inclusive amadurecer a gente, preparar a gente pra pra maternidade real, que quando a gente pensa em beber e beber lindo do jeito que ele é, a gente esquece que o bebê chora, fica doente e mama e etc. Então é vem pra inclusive fortalecer a gente enquanto casal também, né?

E mas a gestação foi muito tranquila, muito tranquila. O Caetano ele foi um bebê pélvico. Então ele ficou sentado a gestação inteira e nasceu pélvico. Então, ele já veio me ensinando que que as coisas não são como a gente imagina. Né?

Desde folícula ele já ensinou isso pra vocês 2. Desde quando ele era um folícula ele já ensinou isso pra vocês 2. Inclusive a gente teve que esperar ele vários meses pra chegar o folícula que a gente queria e esperava, entendeu? Então ele vem pra pra dizer sobre tempo, inclusive. Eu acho que que o maior aprendizado que a gente teve foi sobre isso, que as coisas não acontecem no tempo que a gente quer, mas no tempo que que precisa acontecer.

Exato. E o quanto a gente vai se transformando igual você mesma falou, né? O quanto isso foi preparando vocês pra maternidade em si, né? Porque AAAA gente idealiza a maternidade de um jeito, mas eu imagino que na vida real é bem diferente, né? Lê.

É uma loucura boa, mas é uma loucura. Né? Não é uma loucura, sensacional, ele é maravilhoso, mas é, é. É algo que eu não conseguiria narrar assim. E aí eu já dizendo da questão da da gestação, uma cena que a gente ri até hoje aqui aqui em casa é a gente sabendo que o beta deu positivo, foi fazer o ultrassom para ouvir batimentos cardíacos, né?

E aí eu lembro da Ingrid, colocou o sotaque dela falando. Meu Deus, tem coração e no seu mundo. E aí a gente ficou rindo Na Na recepção da clínica por 30 minutos, esperando para ir embora. A gente não dava conta de de sair para ir embora. E as meninas da recepção todas na porta esperando a gente sair do ultrassom, então assim foi uma festa, né?

Que delícia, né? EE, depois assim do parto, como tá sendo? Eu sei que você já comentou da questão, né? Da da maternidade e tudo mais, mas é amamentação. Vocês conseguiram amamentar?

Que que vocês decidiram com relação à amamentação? Lê. O Caetano ele nasceu como? Ele foi, um bebê pélvico, ele nasceu sem fortalecimento da mandíbula. E aí a gente não sabia que ele, não ele, ele sugava, ele mamava, mas ele não conseguia sugar.

E aí os primeiros 15 dias a gente descobriu que ele não tava ganhando peso porque ele não mamava. E aí foi uma loucura. A gente teve que levar ele em fonoterapia e fazer fisioterapia com ele para ele aprender a sugar, né? Que ele não tinha força. E aí a gente teve que inserir a mamadeira e aí ele ganhou peso.

E aí a gente hoje está na alimentação mista, mas agora ele já é 11. Cerco que. Ele come, né, é? Acabou de chegar da consulta. Ele está com apenas 10 kg e 808 meses.

Gente. Então, além de ser um bebê, uma mente saudável, ele é gostoso e gordinho. Ah, ele é maravilhoso. Nossa, eu babo nele. Todas as vezes vocês mandam foto.

Ele é muito gostoso. E o que que vocês têm a dizer você no caso? Ali é para as mamães tentantes e futuras mamães que estão pensando na possibilidade de passar por um tratamento para os casais. O que que vocês consideram importante deixar de mensagem nesse momento? Eu acho que é primeiro que que vai dar certo.

Eu acho que se a gente tem um sonho, a gente tem que lutar por ele. É, os desafios acontecem, a gente tem, é. Eu acho que a gente acreditar que tudo na vida da gente vai ser um sim. É 11 utopia, né? Embora a gente sempre torce pelo sim e pelo mais fácil, mas a gente tem os obstáculos.

Mas a gente não está sozinho, é contem muito com os parceiros, contem muito com a rede de apoio e mais que isso, eu acho que a clínica ela vem, eu digo clínica, mas na figura de cada um da clínica é de cada profissional de lá, que a gente contou muito. É, contem com eles como rede de apoio. Eu acho que quando a gente se percebe junto, né? E a gente vê que tem pessoas torcendo pela gente, acho que as coisas ficam mais fáceis. Então, se a gente tem um sonho, a gente tem que correr atrás e aí lutem, busquem, estudem a gente.

Eu brinco muito com a com a com a Camila e principalmente com a Ingrid também, que a gente só tava preparado pra pra estimulação ovariana. Estudou, estudou, estudou, estudou. A gente sabia tudo de estimulação amoriana, muito fraca. E aí de repente deu certo a estimulação amoriana. Falei, calma, que agora a gente tem que saber sobre.

E aí deu. Certo. A informação. Falei, caraca, agora eu preciso descobrir o que que é ser mãe, porque a gente só sabia a ideia, né? Agora a gente vai estudar sobre gestação e maternidade.

Então é uma. A gente gosta muito de estudar, né? Né? Então a gente fica brincando aqui, cada ideia, cada novo ciclo aqui a gente estuda. Então eu acho que quando a gente entra em um processo, e é importante a gente saber, é as dificuldades, as facilidades, as possibilidades, e eu acho que que nisso também vocês são muito transparentes.

É quando a gente começou o tratamento, eu tinha uma alteração no, aí a Camila me ajuda. Camila, eu tinha uma alteração na trompa. Isso uma suspeita de alteração da trompa, isso mesmo. E aí eu tinha que fazer um exame e a Camila foi muito tranquila assim. No primeiro exame eu falei, olha, existe a possibilidade de você fazer um ultrassom e a gente tem um talvez, ou você faz um exame mais específico e a gente vai ter certeza o que que você prefere?

E aí essa possibilidade de deixar aberto pra gente decidir. E aí aqui na cidade a gente não tinha esse exame, a gente foi pra uma outra cidade fazer e aí a gente descobriu que essa alteração não, não IA repercutir na gestação ou IA dar certo fazer a implantação. Então assim é, eu acho que a transparência também no processo eu acho que é importante, né? É por mais que o não doa, que por mais que a gente adorava passear no shopping. Mas a gente teve vezes de voltar chorando e ter o nosso momento calado e tentar entender se era isso mesmo que a gente tava querendo, porque.

Como eu disse, a gente começou em junho a primeira consulta e ele só foi dar certo o início da da estimulação em dezembro. Então a gente teve todo um processo, né? Então, quando a gente quando o que eu posso dizer é que a gente tem Esperança e acreditar. E lutar e ir em frente. E saber que vai valer a pena que vão nascer muitos bebês bonitos.

Igual o caê, né? Você quer? Ele está mamando, quietinha e ou você quer trazer ele no finalzinho para dar um oi para todo mundo? Ou vou trazer ele aproveitar que ele está no estilo hoje está todo de jeans. Ele está maravilhoso, acho.

Que ele está maravilhoso. Então a gente espera, se quiser ele buscar ele, para a gente poder dar um tchauzinho para ele. AI, que lindeza, tia Camila. Eu sou muito estiloso. Eu sou tia Camila e era para esperar a minha vez.

Minhas mamães queriam que eu chegasse antes, mas tinha que me esperar, é? Quando a gente passou para uma consulta com a Rebeca. Ah, não vai dar certo, menina. Você fala, graças a Deus ele não vai ser de leão. Ela, ué, qual é o problema de ser de leão?

Porque eu sou de leão, eu falei. Não, não dá problema. Nenhum, mas a gente queria outro signo, tá libriano? Ele é libriano? Libriano.

É um príncipe net. A Camila eu sou. OKE, então você deixa aqui o seu beijo pra todo mundo pra falar mamães, não desistam que olha como eu sou lindo. Vai ver muita gente linda assim igual a mim é. Puxei minhas mães.

Foi em breve a gente vai pra Ribeirão conhecer todo mundo aí. Isso mesmo. E aí a gente vai, ficou nossa foto lá na parede, que também é algo que fez muita importância pra gente, pra gente ver o quanto que. Existe. Com.

Certeza ela, parente com aquele tanto de beber e falar, gente, um dia meu filho vai lá. É é porque é o que você falou, né? Assim é, a gente vê que dá certo para as outras pessoas, a gente encontrar identificação nas outras pessoas e falar, bom, se deu certo para elas, pode dar certo para gente também, né? Com certeza. E vamos colocar essa foto.

Lá, olha lá. Estou com sono. A gente faz que a gente quer que ele conheça a história dele, né? E a história dele com certeza é ligada a vocês. E a história dele é linda e Era Para Ser ele.

Queria muito, muito agradecer vocês, a participação, o tempinho para contar aqui uma parte da da história tão bonita, né? Da vida de vocês. A parte mais gostosa e mais linda da vida que é a maternidade, né? E mais uma vez, dar uns parabéns para vocês por toda a caminhada, por toda a resiliência, toda força que valeu a pena para chegar nesse príncipe hoje, viu? Lê.

A gente agradece e desde já a gente agradece. Não só a você, Camila, mas a todas as pessoas da clínica. Eu acho que a gente tá agradecendo também. Agora, é? Eu acho que desde a recepção ao pessoal da farmácia, da enfermaria, é, eu acho que todas as etapas, a gente foi extremamente bem acolhido.

E é até hoje, quando a gente manda as fotos do Caetano e mostra o quanto ele está desenvolvendo, crescendo. EE agradecer. Acho que a gente tem muita honra em ter vocês como parte da nossa história. AI que lindo. Le, que lindo.

Obrigada. Obrigada pelo carinho e pelas palavras, viu? E parabéns mais uma vez. Tchau, tchau. Tinha a Camila te espera aqui em.

Ribeirão agora, Hein, tá? Bom Combinado. Tchau, Alê, obrigada viu? Tchau tchau obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube pra ficar por dentro das novidades.

Te vejo no próximo episódio até lá.

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