Tentante, quais suas dúvidas sobre fertilidade?
Neste episódio, as médicas ginecologistas Dra. Camilla Vidal e Dra. Ingrid Guedes respondem perguntas importantes do público e as respostas podem surpreender você.
Confira esse bate papo cheio de informação e cuidado!
#podcast #fertilidade #maternidade #gravidez #fiv
Transcrição do episódio
Clique para ler a transcrição completa
Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante, vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje é aquele episódio que eu tinha prometido para vocês que vocês vão fazer o episódio. Então a gente abriu uma caixinha de perguntas para que vocês pudessem mandar as suas dúvidas.
Queria já agradecer que foram muitas perguntas boas. E se você viu o episódio passado, vocês viram que a gente fez um formato diferente, que agora a gente tem uma nova host temporária. Temporária. Por favor. Então eu vou trocar de lado com a Jaque de novo para que ela possa fazer as perguntas de vocês para a gente poder conversar um pouquinho sobre as principais dúvidas.
Eu estou muito feliz de estar aqui nesse papel de host de novo, deixando bem claro que é temporário, tá bom? Ah, quem? Sabe, tá dando certo, Jaque. Não pode me chamar de vez em quando para ser convidada. Mas seu papel é seu doutora.
Então queria agradecer novamente pela presença da doutora Camilla, pela presença da doutora Ingrid aqui. E vamos então para as perguntas das caixinhas. Tem muita pergunta legal. A gente aqui selecionou algumas que são que a gente notou que são dúvidas assim do do do público, que às vezes a gente não fala tanto. Então vamos para elas.
Primeiro vou fazer uma pergunta mais geral para a gente é inserir aqui o assunto que é, até qual idade se tem sucesso na fertilização? É, a gente não tem uma idade limite assim específica, né? Na verdade, o mais importante é a gente pensar na questão da idade da mulher e a redução da reserva ovariana a nível de quantidade e qualidade, né? É, mas não que exista um corte de que acima DeX anos dá ou não dá para tentar com óvulo próprio ali, o que a gente precisa é colocar. Na balança, os prós e contras de cada caminho e pensar se talvez vai ser o momento, por exemplo, de óvulos doados ou adoção de embrião, né?
De outras estratégias de tratamento. Teoricamente, pelo conselho federal de medicina, a gente tem um limite de 50 anos para um tratamento, mas não significa que após os 50 anos uma mulher não possa fazer um tratamento. Só que a gente vai ter que olhar com um pouco mais de cuidado para questões clínicas, a saúde, cardiovascular, metabólica, ter outras avaliações para ter a segurança para o tratamento. Mas é basicamente pensar nas chances de sucesso, principalmente, né Ingrid? Isso?
A gente sabe como a Camila falou, né? A capacidade do óvulo de conseguir produzir um embrião que vá para frente, que gera uma gestação saudável. Ela vai realmente reduzindo ao longo do tempo. Mas não tem o limite máximo de que a gente poderia fazer aquele tratamento com óvulos próprios, por exemplo. Se a questão for focada nos nos óvulos próprios, né?
Mas a gente tem que passar para paciente as chances de sucesso. De acordo com aquela faixa etária. E a gente tem uma previsão de Ah, vai precisar de mais tentativas às vezes, ou um pouco menos de tentativa, pra paciente em conjunto tomar decisão se ela vai querer que caminhe Ah, com meus próprios óvulos, às vezes ser um óvulo, recepção mas a gente não tem um limite máximo de idade. Entendi. E falando sobre chances de sucesso, né?
Tem uma pergunta aqui que que falou, por que que a chance de conseguir um positivo de primeira é tão difícil? Realmente isso existe, é difícil. Na primeira tentativa, existem estatísticas. Por que que se tem essa percepção? É não é que é difícil de conseguir na primeira tentativa, né?
Eu sempre falo, a gente tem uma, vamos dizer assim, uma quantidade de embriões, e a gente não tem como ter a certeza absoluta. Mesmo a gente fazendo um teste genético, menos mesmo as minhas, do laboratório, nas embriologias, classificando aquele embrião, a gente não consegue dizer, Ah, esse embrião, ele vai vingar, ele vai implantar, ele vai gerar uma gravidez saudável que vai para frente. E vai nascer um filho saudável, isso a gente não consegue prever. Então o que a gente faz é tentar, a gente vai classificar o embrião, a gente vai olhar o melhor embrião e a gente vai testar, vamos dizer ele, primeiro naquele útero da mãe, né? E aí ele pode ir pra frente ou não.
Por que que é tão difícil de primeira? Não é que a primeira a gente faz algo diferente da segunda da terceira, é que a gente tá trabalhando com a probabilidade cumulativa, então quanto mais eu tento, mais eu tenho a chance de conseguir isso pra qualquer coisa que a gente trabalhe com prova. Na vida. E uma coisa que eu sempre sempre bato na tecla e que eu gosto de falar para os pacientes é sobre que é como se você fosse jogar um dado. E o número 6 é o embrião viável, o embrião que vai para frente.
E aí se eu posso jogar o dado uma vez e você já que pode jogar o dado 3? Quem tem uma chance maior de conseguir que aquele número 6 saia? Você então pode ser que o seu saia na primeira, o número 6, e você consegue conseguiu aquela gestação de primeira, mas pode ser que você consiga na terceira. Só que se eu não tentei as 3 e eu não consegui de primeira, eu não sei que se eu tentasse mais 2 vezes, eu conseguiria aquele mesmo 6. Então é não é que a gente faz algo diferente, é que a gente tá testando os embriões até a gente conseguir essa gestação saudável.
Mas claro que a gente sempre prioriza começar a transferir o embrião, que a gente acredita, pelas notas laboratoriais, que tem uma chance e sucesso maior. A gente não quer que aquela paciente tente tantas vezes, né? A gente quer que ela realmente consiga, mas às vezes a gente vai precisar de mais tentativas. Eu achava que só só na verdade eu vi esse exemplo do dado de uma pessoa. Falei, Ah, eu vou pegar pra mim, porque eu achei muito boa.
E eu achei que só eu falava esse exemplo. Achei maravilhoso na hora que você falou, porque é muito bom mesmo, né? Eu falo muito também assim. Por exemplo, Ah, tem pessoas. Pessoas que eu conheço que tem lá 3 filhos meninos, a cada vez que você engravida é 50% de chance de menino e 50% de menina.
Ela engravidou 3 vezes e caiu 3 vezes nos 50% de menino. São questões estatísticas, né? E o que eu acho legal da gente falar, eu gosto muito de frisar essa questão de que assim, Ah, não é que a gente vai mudar alguma coisa específica tal, porque é muito comum às vezes as pacientes falarem assim, Ah, mas se conseguir de primeiro é difícil guarda esse bom embrião aí. Então que eu quero tentar ele lá pela segunda, terceira. Primeira vez, não vou gastar ele na minha primeira, que é a que tem menos chance, né?
E na verdade não é por isso, é porque o aumento ele é cumulativo mesmo, né? Igual você tava explicando. Então é por isso que a gente já tenta formar mais embriões, se possível, pra que dentro de um ciclo só de tratamento, a gente consiga falar em chances cumulativas maiores, sem que essa pessoa precise passar por toda uma nova estimulação de novo, né? Entendi. Muito bom esse exemplo do dado.
Acho que ficou bem ilustrativo. As pessoas conseguiram entender. E aqui tem uma dúvida que surgiu que é, ó, fiz uma captação de óvulos e apareceu pequenas granulações dentro deles. Pode afetar na fertilização? Ou se eu fizer uma nova estimulação, pode acontecer de ter de novo essa granulação?
É quando a gente tem qualquer material, porque isso é uma coisa que é importante a gente falar também. A gente só consegue avaliar marcador de quantidade, mas a gente não consegue avaliar qualidade nos exames que a gente faz. Então, Ah, faz ultrassom para, conta folículo, dose hormônio antimileriano. A gente tá tentando entender a reserva ovariana quantitativamente, né? Mas às vezes a pessoa fala, AI, nossa, então se a minha reserva tá super boa, então tem um Monte de óvulo?
Bom, isso é algo que a gente não consegue saber, porque depende de vários fatores. Estilo de vida e principalmente na nossa idade, né? A partir do momento que a gente tem um gameta no laboratório, seja óvulo, seja espermatozoide ou o próprio embrião, aí sim a gente já consegue ter um pouco mais de embasamento de qualidade, de possíveis alterações da morfologia. É, então são quando a gente encontra alterações morfológicas, essas alterações podem ter um impacto negativo na evolução ali na taxa de fertilização, dependendo de qual é essa alteração da severidade dessas alterações também. Mas eu sempre gosto de falar que assim a gente tem que tomar muito cuidado para não colocar um rótulo de falar assim, AI, tá vendo, Ingrid?
Então você só tem óvulos ruins. Puxa, o que que a gente vai fazer? Na verdade, a gente tá olhando aquela amostragem daqueles óvulos daquele ciclo, né? É. Então pode ser que esse achado se repita, pode.
Não é algo que a gente tem muito como prever, mas isso não significa de forma alguma que não é possível utilizar esses óvulos ou que a paciente só tem esses óvulos dessa forma ou de outros. Específica que não vão permitir a evolução do tratamento da gestação, né? Então, para não não desesperar realmente, né? Ah, eu acho que é. Isso, né, Camila?
Não desesperar e Ah, não é porque teve as granulações que você não vai conseguir formar um bom embrião. Não tem como a gente prever se isso aconteceria de novo. Não é pra desistir, porque isso aconteceu. Acho que às vezes as pacientes se desesperam e é isso. Tem gente que, como você falou no episódio anterior, tem gente que desespera e age.
Ah, então vamos tentar de novo, vamos pra frente, como também tem gente que desespera e paralisa, Ah, então não quero mais tentar, não vou tentar de jeito nenhum. E a gente vê muito isso sobre como cada ciclo é diferente. Às vezes paciente que está congelando para preservar e está fazendo vários ciclos para ir guardando. Como a diferença, né? Ocorre de um ciclo para o outro, né?
A gente muda. Realmente é um ciclo. A gente vai mudando todo mês e. O que pode ser que a gente tenha uma resposta melhor, uma resposta inferior de um ciclo para o outro, então a gente vê isso com frequência. Sabe 11 exemplo que eu acho legal disso também, que eu acho que é um pouco mais palpável para as pessoas, é quando a gente faz análise genética no embrião.
Então, às vezes a paciente vai lá, tem um ciclo que forma os embriões, e aí ela forma, por exemplo, todos os embriões alterados. E aí já vem aquela sensação de falar, nossa, então, tá vendo? Eu só formo embrião alterado, não vou conseguir e tudo mais. E aí se essa paciente se permite fazer um outro ciclo, isso tem vários exemplos que a gente já viu Na Na nossa vida prática. Às vezes ela vai lá, ela vai ter um ciclo com todos os embriões normais, e aí se você for fazer a média dentro da média, está tudo normal.
Ela seguiu as estatísticas, né? Só que o nosso corpo, ele não é matemático para falar, olha exatamente, a gente vai estar nessa estatística, nesse ciclo, naquele naquele outro. Então a gente encontra variações que são normais realmente, né? É, inclusive, essa é uma pergunta que tá aqui. Ela falou, eu queria saber sobre o mistério de 1 mês não ter óvulos e no outro ter muito.
É isso mesmo? É um mistério. A gente não tem uma resposta. Tá, eu acho que nesse quesito dos óvulos que ela falou, talvez tenha sido da coleta dela, não sei muito o que aconteceu de fato é, a gente tem uma reserva ovariana que ela não modifica tanto de zero para vários, tá? Em geral ali, 3 para mais, 3 para menos de 1 mês para o outro, então a reserva ovariana.
Ela se mantém parecida de um ciclo pro outro. E o que que é essa reserva ovariana, né? A gente tem, a gente nasce com todos os óvulos, mas o nosso corpo faz um pré recrutamento de alguns todo mês. Esse pré recrutamento ele vai ser semelhante ao longo dos meses, mas vamos dizer que ao longo dos anos ele tem essa tendência aí reduzindo, mas de 1 mês pro outro ele tem uma tendência a ser parecido e ter essa variação pequena. Essa questão dos óvulos talvez tenha acontecido na coleta.
Ela deve ter feito um estímulo ovariano em um momento para coletar os óvulos. Então ela ela estimulou essa reserva ovariana dela e no momento da coleta, às vezes em um não teve óvulo e no outro ciclo que ela estimulou novamente ela tenha tido óvulo. Não sei se é essa a pergunta, mas se for isso, o que é que acontece? A gente faz estímulos ovarianos. Em que a maior parte das pacientes, então, o que a maioria das mulheres responderiam daquela forma?
A gente faz uma medicação final, que é o trigger que a gente ama, e a maior parte das pacientes conseguem soltar esse óvulo, vamos dizer assim, pra gente conseguir coletar entre 34 e 36 horas. A gente tem 2 extremos. Algumas pacientes ovulam antes do tempo, algumas pacientes ovulam depois do tempo. Isso é mais raro. Isso pode acontecer, então uma paciente que ovule, por exemplo, depois do tempo, que demore um pouco mais para o folículo soltar esse óvulo.
Pode ser que no momento da coleta dela, quando a gente coletou aquele líquido, porque a gente não vê o óvulo, a gente na coleta só consegue aspirar o líquido que está dentro do folículo. Pode ser que não tenha vindo nenhum óvulo, porque ela é um paciente que solta um pouco depois e o médico dela, em um outro momento, percebeu isso porque não veio e tentou fazer mudanças para aquela paciente. Específico em, por exemplo, isso passar esse momento da coleta. Ingrid porque que isso não espaço para todo mundo? Porque na maioria das pacientes, se a gente passasse, ela iria ovular e a gente IA perder todos os óvulos da mesma forma.
O que pode ter acontecido é que ela pode ser uma paciente que ovule antes do tempo. E aí quando ela chegou para coletar, ela já tinha ovulado e aí o médico dela percebeu que ela é uma paciente que ovula antes do tempo e na outra coleta. Fez essa coleta antes do tempo padrão, que é a maioria das mulheres respondem, então é por isso que a gente segue. Eu Acredito que seja isso, porque ela já falou na questão dos óvulos, não falou na questão dos folículos, né? Então acredito que seja isso.
Mas realmente a gente não tem uma diferença de folículos da reserva ovariana tão grande de 1 mês pro outro. Não é comum não ter nenhum e de repente ter vários em um ciclo seguinte. Essa reserva, ela vai ficando ali parecida. Tanto é que pacientes que a gente já vê, né? Camila, que tem uma quantidade menor, uma reserva ovariana menor ali que a gente vê no ultrassom.
A gente fala, Ah, vamos medir ao longo da de 23 meses pra gente ver se a gente encontra o ciclo que você tem um pouquinho a mais pra gente começar no seu melhor ciclo. Então a gente faz esse acompanhamento, mas em geral, numa paciente que tem pouco, ela não vai ter no mês seguinte muitos folículos. É isso é uma coisa que eu acho legal de de você falar dessas questões, de ajustes, de mudanças, porque numa das respostas anteriores a gente falou de que Ah, não é que vai mudar o que a gente faz de tratamento e tudo mais? Mas também não é para parecer que assim que todo tratamento é uma receita de bolo, na verdade não é, né? A gente vai é o tratamento.
Ele segue algumas bases fisiológicas, mas que cada pessoa é de um jeito, que é o que a gente tava falando das estatísticas. A gente tem uma noção da média, mas se a gente for olhar ali a curva da média, né, falando bem nerd, né? Tem todo aquele vai ter gente que vai estar no extremo de cá e vai ter gente que vai estar no extremo de lá. E se a gente nunca fez, se eu nunca fiz nenhum tratamento seu, eu vou considerar que você está na média, eu não sei. Agora se a partir do momento que eu fiz eu sei que você ficou mais pra cá ou mais pra lá, aí alguns ajustes a gente vai fazer.
Mesma coisa vale pra questão da transferência, Ah, a gente se deparou com alguma coisa que acendeu um alerta de que talvez você não esteja na média, nessa situação não. Então aí a gente vai parar, vai ajustar, vai investigar o que for de acordo pro seu caso e aí isso permite também alguns, é alguns, algumas melhoras ali até certo. Ponto, né? Do tratamento. Tem coisas que a gente não consegue interferir, por mais que a gente tente, né?
É, mas a gente vai cada vez mais tentando, né? Personalizar ali de acordo com o que o seu organismo já forneceu de informação nos tratamentos que você fez até ali, né? E sobre fatores externos, eles também podem influenciar, né? Tem alguma pergunta aqui falando se estar acima do peso a trabalho na fib, já fiz 2 transferências e resolvi perder peso pra próxima transferência. É, a gente sabe que os hábitos de vida em geral, alimentação, atividade física.
Os extremos de peso então, tanto obesidade quanto baixo peso extremo é, são fatores que podem impactar tanto na nossa fertilidade quanto no tratamento, né? É? A obesidade, segundo alguns estudos, pode estar associada realmente a piores desfechos. Mas é importante também a gente tomar muito cuidado com isso, porque é ótimo, né? Que ela esteja cuidando dessa parte, mas a gente não pode também.
Primeiro colocar uma sentença de falar aí, tá vendo? Agora, agora a gente achou o problema, porque se fosse assim, tanta gente com tantos outros problemas de saúde, também não conseguiria engravidar, né? É, e também não adiantaria a gente falar assim, olha, então agora a gente vai ter que fazer uma mudança abrupta no seu estilo de vida. Você vai ter que seguir essa dieta aqui. Você não pode fazer isso, não pode cozinhar aqui, não pode fazer não sei o que lá.
E aí só depois DeX meses que você vai voltar para transferir. A gente pode ter um benefício? Pode, mas talvez pequeno, porque essas mudanças de estilo de vida são muito mais a médio e longo prazo do que algo mais curto. E a gente tem um risco que a gente sabe que realmente existe, que é o risco do tempo, né? Então assim, é importante sim, com certeza a gente olhar pra nossa saúde, pros nossos bons hábitos como um todo, mas não como algo pontual, nem pra ser sentença de insucesso e nem pra que a gente condicione qualquer parte do tratamento.
Alguma mudança dessa? Não sei se você vê alguma coisa de. Diferente. Acho que é muito isso, a gente não perder esse tempo, porque perder e ninguém a peso é fácil, né? Mudar hábitos é muito difícil.
Não é da noite para o dia que você perde ou ganha o AI, aquele peso alvo que vai ser o perfeito para eu continuar. E o que eu vejo muito acontecer que às vezes as pacientes, elas ficam muito nessa questão do peso, do peso ideal. Para engravidar eu vou precisar desse peso ideal e os anos vão passando porque não é fácil, não vai ser do dia para noite. Se eu não vou chegar e falar, AI, você precisa estar com esse MC, então você vai fazer essa dieta, você vai fazer tanto de atividade física e aí daqui a 1 mês você volta e que vai estar tudo perfeito, não vai ser em 1 mês. Mudança de hábito não é de 1 mês para o outro.
Então acho que é muito importante a gente conversar sobre isso, sobre não perder tempo. Ah, quero tentar 6 meses, uma mudança de estilo de vida e vou ficar mais regrada nesses 6 meses pra tentar. Se nesses 6 meses, Ah, não conseguir essa mudança perfeita que eu coloquei na minha cabeça, Ah, também vamos é olhar outros fatores e não vamos atrasar o principal que a gente sabe que é o tempo. Que vai ser muito importante para o sucesso do tratamento. É até porque, sabe assim é falando até numa experiência pessoal, né?
Eu fiz uma cirurgia, eu tive uma perda de peso e tal, mas você não consegue manter nada se você não mudar os hábitos. E o nosso objetivo no tratamento não é que ela saia com um teste positivo, não é que ela saia com o coração batendo no primeiro ultrassom, é que ela tem uma gestação saudável, um parto adequado, um pós parto adequado, que ela acompanha a vida dessa criança por muitos anos, com muita saúde para correr atrás de muito menino. Então é seria muito simplista ali o raciocínio da gente falar Ah, não, então agora a gente vai fazer esse protocolo, você toma essas injeções que seja, você faz não sei o que lá, você perde um Monte de. E aí você volta pra transferir, tá? Mas o que que a gente realmente trouxe de mudança pra vida dessa pessoa?
Pros hábitos que ela vai ter, pro ambiente que essa criança vai crescer depois do sucesso do tratamento, né? Então a gente tem que ter um olhar. Eu sei que hoje em dia isso é muito batido, às vezes até de uma forma meio pejorativa, mas a gente tem que ter um olhar, meu Deus. Toma água? Pois é um pouco mais integral na minha opinião, sabe?
A gente não tá tratando o uso. Um ovário. A gente está tratando uma pessoa com uma história com toda 11. Questão por trás ali é com todos os seus momentos de fragilidade. Ela construiu aquele corpo, aquela relação com a comida, aqueles hábitos, desde que ela se entende por gente, né?
E essa mudança é muito difícil e é muito melhor que ela tome uma decisão de que essa mudança seja gradual pra que ela possa ir adaptando na rotina do que sair Do Nada pra pessoa que faz crossfit, que pula não sei quantas vezes na. Caixa machuca, lesiona e não vai ter uma mudança significativa pra aquele momento ou não vai ser algo que vai ser é que vai que ela vai conseguir manter a médio e longo prazo, né isso? Me lembra muito do workshop que a gente fez, né? Que a doutora Bruna é veio falar aqui a nutricionista e ela falou muito sobre a questão, que não é sobre peso, mas é sobre saúde. Então assim, são hábitos pra saúde, porque você tem que estar saudável, você vai gerar 11 vida que também precisa de nutrientes, precisa de saudável.
Gostei muito também que ela falou que não é sobre ficar, é restringindo, mas é sobre incluir nutrientes. Então eu acho que assim a gente não é pra prestar atenção sobre o peso, é obviamente extremos são preocupantes, tanto pra mais quanto pra menos, mas principalmente essa questão de saúde, né? Estar bem e que nem a doutora Ingrid falou não esperar o perfeito, porque o tempo tá passando, né? Que legal gente. Tem outra pergunta aqui também falando que ó, gostaria de saber mais sobre quem tem polipos.
Certo, vamos lá que que são esses pólipos, né, gente? O útero da gente é como se fosse, vamos dizer, um punho assim, fechado. Ele está bem fechadinho mesmo. Ele não fica oco que nenhuma bexiga, que eu acho que às vezes tem gente que tem essa impressão, porque quando está grávida, né, fico bebê lá no meio da água, as pessoas têm impressão que é uma estrutura oca. Mas ele é fechadinho assim.
E aí dentro dele tem a camada que todo mês cresce, que a gente chama de endométrio, que é a camada que sangra. Nessa camada de dentro, a gente pode ter algumas estruturas, parece até uma linguinha para fora. Então, algumas estruturas muito parecidas com esse endométrio, que é a camada de dentro, que são esses pólipos, esses pólipos, eles em geral são benignos, pode causar um pequeno sangramento. Só que quando a gente tá fazendo um tratamento para engravidar vezes uma fertilização in vídeo. Inseminação a gente quer tentar deixar o cenário o mais perfeito possível dentro das nossas possibilidades, porque a gente quer aumentar a chance de sucesso daquele casal.
Então, quando a gente encontra essa estrutura, que são esses pólipos, a gente em geral pede para paciente retirar eles, para a gente deixar esse endometro mais receptivo para o embrião. Em geral, é um procedimento extremamente simples, porque e eu gosto de falar isso, porque as pacientes, às vezes, tudo que você fala, ela fala AI, mais alguma coisa, Ah não, mas outra etapa, Ah, isso não, não acredito. Então elas lidam como se fosse cada notícia fosse uma frustração muito grande. E é algo muito simples a retirada desse pólipo. A gente vai com a camerazinha dentro do útero, em geral, a paciente vai estar sedada e a gente só faz como se fosse uma raspagenzinha.
Dessa dessa região do pólipo a gente tira esse pólipo. Geralmente a gente manda para análise, para gente saber que de fato era um pólipo tudo, mas é algo muito fácil, muito tranquilo e feito em um tempo curto. Assim, uns 30 minutos dá para já tirar esse pólipo. Então não é nada que vá ter tanto transtorno, mas o ideal seria realmente fazer a retirada para deixar um ambiente. É mais fácil desse embrião se implantar e, em geral, no ciclo seguinte da retirada dos pólipos, a gente já pode preparar esse útero para receber o embrião.
Da mesma forma quando a gente encontra miomas dentro desse dessa região, que é o endomedio, que é onde o embrião se implanta. Então, se a gente vê miomas que estão dentro desse dessa camada de dentro ali do útero, a gente esteja abalando, esteja atrapalhando. Da mesma forma, a gente vai com a câmerazinha e a gente pode é retirar esse mioma para tentar deixar o ambiente melhor. Para o embrião se implantar. Mas nem o mioma nem o polipo são causas que vão virar um câncer que vai fazer você perder o útero.
Em geral são alterações benignas, mas que a gente tenta retirar para deixar o ambiente o mais receptível possível para aquele embrião. E sobre trombofilia? É trombofilia, é o nome que a gente dá para algumas. É predisposições à alteração de coagulação. Então é algumas situações da nossa vida podem fazer o nosso sistema de coagulação trabalhar um pouco a mais.
Então, assim, viagem longa de avião que a gente fica muito tempo imobilizado, cirurgia que a gente fica muito tempo acamado e a própria gravidez. São são momentos ali que o nosso sistema de coagulação precisa trabalhar muito perfeitamente, porque se a gente. Tem algumas alterações que predispõem a formação de coágulos. Isso poderia tanto aumentar risco de trombose de embolia, quanto, no caso da gravidez, aumentar riscos obstétricos, principalmente de aborto, né? É, e de outras alterações do desenvolvimento.
Só que o diagnóstico de trombofilias a gente tem que tomar muito cuidado, porque hoje acaba sendo meio que, entre aspas, banalizado, né? Então assim, acaba que a todo mundo quer AI, quer engravidar, sai fazendo exame de trombofilia. E às vezes, isso pode trazer para a pessoa uma sensação de segurança, de falar, AI, tá vendo? Fui nesse profissional, pediu essa lista desses exames. Só que nem sempre, na verdade, na maioria das vezes, esses exames não vão fechar um diagnóstico de que a pessoa tem trombofilia se ela não tem nenhuma história clínica que justifique, né?
E um dos princípios básicos que a gente aprende na faculdade é, a gente não trata exame, a gente trata o paciente, né? Então não adianta nada eu pegar uma paciente saudável que eu não tenho histórico de nada. Precisa fazer um rastreamento aleatório e ela trazer esse exame, um exame que a ciência nem tem certeza se realmente a gente deveria nem pedir e nem tratar. E o quanto a gente vai valorizar? Então é, existe sim indicação em alguns casos da gente rastrear, trombofilia, mas principalmente quando a gente tem história clínica de trombose em bolia, aborto de repetição, né?
É, em alguns cenários da nossa prática, a gente acaba pedindo. Então, alguns exames, principalmente da saf, que é um tipo específico de trombofilias, é em pacientes com falha de implantação ou que apresentem, né? Algum histórico é em alguma transferência anterior de uma gestação ou mais, normalmente que não conseguiu evoluir. Mas então assim, quando o diagnóstico é adequado, é algo que a gente precisa, sim, cuidar, tratar, usar. Anticoagulante, desde anticoagulante oral até injetável.
Mas é importante a gente olhar com bastante atenção para a gente, não super. Estimar também é o diagnóstico das trombofilias, porque também é algo bastante invasivo, o tratamento em si da gente dá o anticoagulante, então a gente tem que pesar muito na balança dos prós e contras, de acordo com cada caso, né? Entendi. É mais uma pergunta aqui. Após retirar a cinéquia, ela pode voltar?
Fiz esteroscopia há 1 mês e ainda sinto dor. É a cinéquia, né? Ela é uma cicatriz no útero, né? Então, normalmente quando a gente faz alguns procedimentos mais, como a curetagem, a curetagem, nada mais é do que a gente pegar 11 bisturizinho circular e ficar passando as cegas ali em todas as paredes do endométrio, né? Então é um pouco agressivo.
E essa cicatrização, ainda mais que, como a Ingrid falou, o útero não é oco, as paredes estão juntinhas ali uma das umas das outras, né? Essa cicatrização pode fazer essas paredes se juntarem. Em alguns locais que é essa cinéquia, né? É. E aí existe um procedimento chamado lise de cinéquias, que nada mais é do que fazer uma outra, uma esteroscopia também para ir lá com aparelho para desfazer essas aderências.
Existem alguns mecanismos que podem ser utilizados depois dessa esteroscopia para tentar evitar que essa cinéquia se refaça, mas ainda assim pode acontecer dela refazer, né? É, não é algo que de rotina a gente precise ficar checando. Trocando de novo então, AI será que ela refez? Agora vou fazer uma nova esteroscopia, depois mais outra. Então assim, na maioria das vezes, como mais comum É Ela não refazer, a gente vai considerar que está resolvido e vai avaliar esse endométrio para o que a gente for se propor a fazer depois.
Se ele tiver suspeita de alguma alteração que não resolveu, aí a gente pensa em reavaliar. Mas, caso contrário, o processo da esteroscopia para essa lise de cinecas tende a ser resolutivo na maior parte das vezes, né? Sim. E o caso dela? Ainda sente dor depois de 1 mês, é normal?
Às vezes foi do próprio procedimento de ela ter feito a esteroscopia, de ter dilatado esse útero. E aí agora ela está assistindo algumas contraçõezinhas do procedimento. Então pode sim. Eu vejo às vezes paciente tanto esteroscopia quanto a esterossopingografia, que é o que a gente faz para ver as trompas, que às vezes passam uns dias a paciente nossa, mas eu ainda estou sentindo uma colicazinha. Esse útero ele vai tentando é, vamos dizer assim, voltar para o original dele.
Às vezes ele causa essas contraçõezinhas, essas coliquinhas. Então às vezes ela pode sentir dor pós procedimento mesmo. Não significa necessariamente que a cneca está voltando porque sentiu dor pós procedimento. Até porque, normalmente, quem tem cnec do ponto de vista de dor, não tem dor, né? Sim, o que a gente mais pode ter é da cnec.
É alteração de fluxo menstrual. O paciente percebe que acaba menstruando um pouco menos. Eu já tive paciente que falou que não menstruou mais depois da curetagem e aí foi fazer outras OA histeroscopia e realmente tinha todas várias cnecs ali. Tem muito mais a alteração do fluxo, tá? E sei que é bem repetitivo isso, mas assim, é importante ela conversar com o médico que fez o procedimento dela, saber como foi o procedimento, saber se tem algum risco de infecção, de alguma outra coisa que justifique.
Ela tá sentindo essa dor? Pode acontecer de realmente ser só do procedimento, mas é importante avaliar a individuação. Igualmente, né? Pra saber se tem ou mais alguma coisa. É essa personalização, ela é importantíssima.
Né sempre? É como lidar com a adenomiose antes da transferência pra ter positivo. Nossa, essa. Essa podia ter um podcast? Essa podia?
Ela, inclusive, vamos encerrar esse episódio. Vamos agora começar um próximo sobre adenominose, porque olha. Essa doutora Camilla, recentemente gravou uma aula sobre o ast, lembra recentes? Não tão recentes. Eu lembro porque me custou 2 meses de levantar a literatura e estudar e mas agora eu sou expert de já.
Vai lá, vai lá não. Ela deu uma aula no serfert sobre isso. Mas assim, falando de uma forma mais resumida, né, a adenomiose é quando a gente tem esse endométrio, que é o tecido que reveste só o útero ali por dentro, se infiltrando no músculo do útero. Então, a gente vê um útero que normalmente é aumentado de tamanho. Como ele tem um tecido que não deveria estar ali e esse tecido responde a hormônio, esse útero, ele vai ficando normalmente.
A paciente tem mais cólica, tem mais sangramento e a gente vê alguns achados tanto no ultrassom e às vezes. Na ressonância, né? É de alguns pontinhos branquinhos. Uma assimetria de paredes é, e esse ambiente ali do dos foquinhos, onde eles não deveriam estar, acabam acaba criando um ambiente inflamatório e um ambiente que pode sim ser disfuncional ali para receber o embriãozinho. Então, existem estudos sim que sugerem que a adenomiose é um fator negativo para implantação, então diminuindo as nossas taxas de sucesso na implantação e na taxa de nascido vivo.
É, mas ainda é muito difícil da gente falar o que que a gente faz. Então, até hoje eu fui no Congresso do ano passado, né, 2024, e tinha um pré Congresso para falar só disso, mostrando estudos que foram publicados desde, sei lá, 1015 anos lá para trás. E até hoje a gente não tem um consenso de como é que faz. Então, se a gente sabe que ela pode atrapalhar, como é que a gente faz ela deixar de atrapalhar? E a gente ainda não tem essa resposta.
Por quê? Porque o diagnóstico de adenomiose ele é muito amplo. Então assim, AA fisiopatologia, a gente conseguiu entender. Mas tem mulheres que vão ter isso só focal, tem mulheres que vão ter essa adenomiose difusa, que vão trazer um aumento muito grande do útero, um borramento ali do que a gente chama de zona juncional, que é a definição ali da camada inicial do endométrio. Então, depende muito da severidade dos achados, da severidade dos sintomas, para a gente poder pensar se a gente vai fazer.
Tem algum tratamento específico pensando nessa adenomiose antes de transferir o embriãozinho ou não? Então tem que realmente individualizar. Mas é 11 assunto bem amplo, que acho que a gente pode fazer depois um episódio. Eu acho que vou até sofre dar aqui esse Congresso que a gente tá falando do Oeste, né? É o Congresso europeu.
Ele acontece todo ano. E são as atualizações assim do mundo inteiro sobre o sistema de reprodução, né? Então essas são as evidências mais atuais sobre esse assunto, tá? Que às vezes eu eu tenho uma preocupação com as pacientes de reprodução que é muito grande sobre charlatanismo, até que as pacientes, às vezes elas caem em algumas. Coisas veem, Ah, vi isso e aquilo na internet, elas saem fazendo coisas bem, né?
Sem nenhum tipo de evidência e sem nenhum tipo de instrução. Às vezes, elas até chegam na consulta com a lista de coisas infinitas, tipo, Ah, eu quero fazer isso e isso, e isso e isso e isso e aquilo. E às vezes não tem nada a ver com o caso dela. Ela viu o que alguém fez, o que alguém falou. Então acho que é muito importante tentar buscar um médico que esteja atualizado e que mostre, né, as evidências sobre o seu caso e se vai fazer.
Alguma coisa diferente, outra que ela esteja bem ciente do que aquilo vai impactar ou não nas chances dela de sucesso. Então acho que é bem importante a gente sempre frisar essa questão. Realmente não tem um consenso de isso ou aquilo. Vai mudar sua chance de sucesso, você tendo adenomiose. Né?
Até porque, assim, convenhamos, é é muito, muito ruim a resposta que a gente tem até hoje. Ah, por que que o embrião não implanta? Pode ser isso, pode ser aquilo, pode ser aquilo outro, pode não ser nada. É muito doloroso. Você tá lá com.
Paciente faltar, então ninguém sabe porque que o embrião não implanta. É ruim mesmo a gente não ter essa resposta, mas é por isso que a gente junta todo, né? O Congresso todo mundo para tentar responder. Lógico que tende a ser muito mais confortável. Você vai no médico, você fala não, seu problema, seu problema é que você não faz esse exame aqui, você tem que fazer esse exame aqui, você trata assim, você vai resolver, você sai com aquela sensação de falar puxa, tá vendo?
Achei alguém que vai resolver o meu problema. Só que assim na medicina, né? Quando as coisas têm 11 evidência de que realmente ajudam, é muito fácil de você provar, porque qualquer estudo que você vai fazer vai dar o mesmo resultado e você vai falar, tá vendo? É consenso. Isso aqui melhora mesmo.
E se fosse uma resposta tão simples assim, com certeza todos os outros médicos de reprodução humana estavam fazendo também, porque todo mundo quer que as pacientes engravidem, né? Então, realmente a gente tem que tomar muito cuidado com isso e é por isso que a gente fala muito dessa questão de individualização, porque senão mais uma vez a gente poderia cair. Numa receita de bolo de que Ah, você tem que fazer tal coisa, você tem que usar esse remédio. Depois disso, seu protocolo de transferência é esse e cada pessoa pra cada organismo é o único, cada pessoa é única e a gente tem que ser transparente. A gente até pode decidir fazer esse mesmo protocolo, só que eu vou ter te explicado, olha, existe esse estudo, existe isso aqui, a gente tá tentando partir por esse caminho.
Vamos, vamos eu. Eu sempre tenho uma frase que eu não lembro certinho, mas assim. Que era AA medicina é AA ciência da da incerteza e a arte da probabilidade, alguma coisa assim, então assim, você nunca vai ter como falar assim, Jaque, você vai fazer isso que agora você vai engravidar, mas eu falo, olha, Jaque, a sua probabilidade tem essa e tem essa. Qual nós vamos escolher juntos, né? Que é o caminho cada vez mais que a medicina caminha da gente decidir em conjunto e não do médico ser top down de falar, faz isso agora você volta, faz aquilo, não sei o que lá.
Informar, né? A paciente está informado do que existe de evidência, do que não existe e o que a gente vai fazer Por Ela, que caminho que a gente vai seguir. Então acho que isso é é bem importante. Isso, na verdade, é tranquilizante de uma certa forma que, embora não tenham respostas certas, vocês estão realmente sempre procurando descobrir. Então assim, eu estou participando em Congresso, está se atualizando?
Está incansavelmente indo atrás da resposta. Pode ser que ela não chegue logo, mas vocês estão trabalhando para isso. Então acho que isso traz também o conforto de que as pacientes estão em boas mãos. É. Que elas se sintam assim.
Tem mais uma pergunta aqui, ó, cada ovulatório isso de ter tirado as 2 trompas? Atrapalha em questão a reserva, porque pretendo participar do programa sonhar juntos. Fiz a retirada das 2 trompas. Será que a minha reserva de óvulos ainda é boa? Há 1 mês atrás eu tinha 12 folículos.
Tá, vamos lá. A retirada das trompas não vai atrapalhar a reserva ovariana? Tá, em geral, quando a gente retira o as trompas, a gente não precisa mexer em nada, não ter sido ovariano, é eles. Ela fica repousando em cima do ovário, mas ela não é grudada no ovário, a gente consegue retirar ela sem precisar mexer no ovário, então não atrapalhou a reserva ovariana. Eu volta porque foram.
São muitas perguntas, é, ela pretende participar do programa sonhar juntos? Então isso não vai atrapalhar a questão da doação ou recepção de óvulos? Isso sobre o programa de sonhar juntos. Ela retirar as trompas não atrapalharia. A gente faz a punção, a retirada é dos folículos.
A gente não envolve as trompas, né? Então não teria problema só para quem não conhece. Mas o programa sonhar juntos é um programa do ceferb em que a paciente faz doação. Óvulos para tentar abater um pouco o custo do tratamento dela, né? Tem uma intenção de doando, ela vai estar ajudando outra paciente que por algum motivo, às vezes idade, às vezes número de tentativas, não conseguiu engravidar com os óvulos próprios.
E aí existe uma ajuda, né? 11. Sonhar juntos, uma a gente está auxiliando, a outra, participar do programa. Sonhar juntos também não vai impactar de modo algum negativamente naquela paciente, porque não é porque ela doou aqueles óvulos. É que ela não vai no mês seguinte, tá recrutando aqueles óvulos novamente.
Então participar do programa, sonha juntos, não vai impactar negativamente em nada na vida fértil dela. Retirar as trompas não vai impactar em nada negativamente na vida dela. Ah, legal. É porque aí depois ela pergunta, né? Será que minha reserva de óvulos ainda é boa?
Um mês atrás eu tinha 12 folículos. Essa questão dos folículos também, então, não é afetada. Isso não porque tirou as trompas, né? Ela vai ter uma, provavelmente uma. É uma contagem bem semelhante no ciclo seguinte.
É aí pra essa questão da contagem, só é importante a gente saber a idade dela, né? Saber histórico de saúde, se ela já fez alguma cirurgia, se tem endometriose, histórico familiar é e pensando no sonhar juntos especificamente, né? Pra que a pessoa possa ser doadora, normalmente o nosso objetivo é que ela tenha uma contagem, preferencialmente um pouquinho maior de folículos, porque no tratamento a gente vai tendo alguns afunilamentos, né? Algumas perdas e uma das. Perdas mais impactantes que a gente tem é da contagem de folículos inicial pro número de óvulos que a gente consegue, que normalmente gira em torno de 50 a 70% de quem a gente tinha lá no início.
Então, se a gente tá pensando na doação, a gente precisa trabalhar com o início de uma margem um pouquinho maior pra que ela possa doar sem que isso prejudique ela também ficar com uma boa quantidade para o tratamento dela, né? Então é importante a gente é entender um pouquinho melhor essa avaliação da reserva ovariana junto do histórico de saúde. Dela para um aconselhamento, se seria viável pensar realmente em um ciclo com doação ou talvez algum ajuste diferente aí de estratégia para o tratamento. Entendi e tem uma pergunta aqui que é se é possível fazer somente a doação de óvulos, sem necessariamente participar do programa? Acho que no caso aqui a pessoa não tem interesse em fazer nenhum tratamento, ela só queria doar.
É possível. É possível, é possível. Existe doação voluntária, igual quando a gente se inscreve pra doar sangue, medula, né? É, é muito bonito essa pergunta, até porque no episódio anterior a gente tava falando, né, da estimulação pra coleta e tudo mais. Então pra pessoa doar, ela precisa passar por essas etapas da estimulação e a pessoa tem que ter 11, coração muito bom, tem que ser muito altruísta, né?
Né, é muito nobre. É dela falar não, eu vou me submeter a tudo isso porque eu quero ajudar alguém a disponibilizar esses óvulos pra doação, né? Mas é possível, é permitido, desde que a pessoa tenha é condição clínica de passar pela estimulação e que cumpra alguns critérios. Então tem idade limite, tem alguns exames que precisam ser feitos, de sangue, de urina, pra saber que tá tudo certinho com a saúde. Mas parabéns pra pessoa que perguntou.
Legal, né? E agora tem uma pergunta aqui, ó, é o que tem que estar em ordem de exame, porque a minha progesterona estava baixa. Certo, vamos lá, ela colocou, será para transferência, para estimulação? Gente, eu acho que essa questão dos hormônios é algo que é bem importante, porque as pacientes confundem muito os nossos hormônios, eles não tem que estar alto o tempo todo, né? O ciclo menstrual ele é de fato um ciclo, as coisas vão acontecendo, então, em alguns momentos, alguns hormônios a gente quer que estejam mais altos, em outros, os hormônios abaixem, depois eles subam novamente.
Isso acontece naturalmente no nosso corpo todo mês. E essa mudança hormonal, né? Essa variação hormonal é que faz com que o nosso corpo esteja receptivo, tanto para é receber esse embrião e fazer com que ele vá para frente, quanto na fase que a gente está estimulando os óvulos. Eles precisam ter esse ciclo hormonal para gente tanto fazer com que o folículo cresça, que a gente consiga funcionar e obter esse folículo. O que eu vejo muito é colher hormônios aleatoriamente em qualquer fase do ciclo menstrual.
E vai ter um momento que a gente quer antes da gente começar é o preparo do útero. Eu quero que essa projesterona abaixe para depois ela começar a aumentar e ela ter uma idade, vamos dizer assim, semelhante com o embrião. Então, muito provavelmente a gente vai pedir uma coleta de projesterona, por exemplo, da paciente que quer fazer uma transferência fresco no dia da coleta. E essa projesterona eu quero que ela esteja baixa nesse momento, para depois eu começar uma projesterona e ela fique alta para receber o embrião. Então, às vezes as pacientes confundem porque elas vão passar de uma para outra nossa, mas ela continuou o meu tratamento com a minha projeciona baixa.
Ah, mas a minha médica falou que a minha projeciona tinha que estar alta, são em momentos diferentes. Então essa projeciona, ela precisa variar e vai depender do momento que a gente está pedindo para acolher ela. Não é para ser medida ao acaso, nem a projocerona, nem o estadiol, nem OFSHOLH. Todos eles vão mudando ao longo do ciclo, e é muito importante entender em que momento ela estava baixa, em que momento eu preciso dela alta. É, e essa questão é muito legal mesmo, da gente falar de momento para dosar hormônio e dessa variação cíclica, porque até sobre essa questão da progesterona é, às vezes tem paciente no consultório que fala assim, AI, porque a minha médica dosou, ela estava baixa e aí agora eu estou repondo progesterona.
Eu falo, tá, mas isso para nós não, não adianta, né? Primeiro, porque a progesterona é um hormônio cíclico. Segundo, que nada que você faça agora vai fazer você ter uma progesterona diferente dali x meses para frente e se tiver, isso não traz. Relevância clínica para nós, né? Então a progesterona ela varia e realmente depende muito da fase do ciclo.
Eu já atendi paciente que chegou para a primeira consulta que tinha um FSH super alto. Ela chegou chorando com o resultado do exame, porque falaram para ela que ela tava entrando na menopausa, que era uma reserva baixíssima por conta daquele FSHE que ela tinha que correr para engravidar. Em resumo da história, ela dosou no momento próximo ali da ovulação, onde OFSH aumenta mesmo, a gente faz inclusive o pico hormonal ali próximo da ovulação. Ela tinha uma reserva excelente, Ela Foi inclusive doadora de óvulos e engravidou. Então a gente tem que ter muito cuidado para interpretar primeiro para pedir, porque a gente tem que pedir o exame sabendo da suspeita que a gente tem, né?
Não só pedir por pedir e depois de interpretar no momento que ele foi colhido realmente, porque é isso que vai fazer diferença, né? Acho que essa é a grande diferença de trabalhar com especialistas numa determinada área, né? Que aí saber exatamente o que procurar e quando, né? É? É porque você tem que fazer um exame sabendo o que que você quer achar, né?
Eu sempre falo isso para os pacientes. Não adianta a gente sair fazendo para dar um tiro no escuro, Ah, vamos ver se tem isso, vamos ver se tem, mas qual é a suspeita, né? Qual é o que a gente chama de probabilidade pré teste? Qual é realmente a probabilidade de você ter essa alteração? Porque uma vez que vier esse resultado, a gente acho que quando a gente não é da da área.
Da saúde ou de áreas que lidem mais com essa questão? Probabilística, a gente olha para os exames muito como se fosse zero ou um ou um assim, nossa, então deu esse resultado, então é alterado, Ah, então deu esse então é normal e não é, né? A gente usa ele como uma ferramenta a mais para entender o conjunto, né, o contexto. Então é importante a gente olhar o todo. Excelente é?
Aqui tem uma pergunta sobre fertilidade masculina. É, estou com azospermia, fiz o espermograma e deu 0% FSH alto. É possível reverter? É, imagino que esse zero que ele tenha falado seria de concentração mesmo, né? Porque pela azospermia, então azospermia, quando a gente não encontra espermatozoides no ejaculado, né?
É, a gente pode ter tanto essa ausência de espermatozoides por uma questão obstrutiva. Então, assim, a produção está normal, mas alguma coisa na saída está barrando, eles não conseguem passar. O principal exemplo é a vasectomia. É como uma azospermia não obstrutiva. Então não é nenhuma questão relacionada à saída, é a produção mesmo.
Não tem nenhum problema de obstrução, mas a produção não está adequada. E pra gente diferenciar se é um ou se é outro, existe uma gama de exames que a gente vai fazer, avaliação genética, avaliação da parte anatômica e avaliação dos hormônios, que foi o que ele descreveu. É quando a gente fala no FSH aumentado em um homem com azospermia, acende um alerta de que provavelmente é algo relacionado. Mais a produção do que a obstrução, porque OFSH é um hormônio responsável por fazer o testículo trabalhar bem. Então, se aquele testículo já está sinalizando que ele não está conseguindo trabalhar bem, esse FSH vai subindo como se fosse um raciocínio assim.
Deixa eu tentar compensar isso para ver se a gente consegue fazer esse trabalho aumentar. Então isso traz um alerta de uma possível alteração da da produção, né? É só que a gente precisa avaliar ainda um pouco mais amplamente. Então assim, é alteração possivelmente de produção, porque tem alguma outra alteração nos outros exames. Será que esse exame também foi dosado enquanto ele tava usando alguma coisa?
Porque, por exemplo, se ele tiver usando clomifeno, é esperado a gente ter esse resultado alto sem que isso signifique nada. Então a gente tem que entender o momento que foi dosado esse exame, o resultado dos outros. E aí quando a gente não encontra espermatozoides, a gente tem algumas possibilidades, desde falar em tratamento clínico com urologista até procedimentos para tentar conseguir espermatozoides. Mas aí isso varia de acordo com a hipótese que a gente tem, do que que pode estar causando essa alteração na obtenção dos espermatozoides. Ainda sobre fertilidade masculina, tem uma pergunta.
Aqui é, não consigo engravidar porque o meu, os espermatozoides do meu marido são lentos, o que eu faço? Ah, vamos lá, a gente tem que ver Oo. Que são esses lentos? Quantos lentos, se não tem nenhum rápido? Eu acho que o espermograma é um exame muito importante para delinear o tipo de tratamento que a gente vai fazer para aquela paciente, né?
Se ela é uma paciente que tem um espermograma, que tem espermatozoides numa porcentagem suficiente mesmo lento, para a gente pensar até em um coito programado, que é quando a gente induz a ovulação, e falar para ela ter relação. Se naquela quantidade, naquele aspecto espermatozoides, a gente conseguiria fazer uma inseminação. Ou se a gente dependendo do resultado, Ah, não tem uma quantidade pequena, os espermatozoides realmente estão lentos. A gente precisaria fazer a five, porque a gente já injeta ali o espermatozoide, por exemplo, no óvulo aí, né? Então a gente tem que avaliar aquela quantidade, o percentual de espermatozoides que correm para a gente olhar qual que é o melhor tratamento, se a gente poderia é lançar mão, por exemplo, de um tratamento com urologista para a gente tentar melhorar esse termograma ou não, se isso não seria válido para aquele casal, se tem outros.
Fatores que estejam atrapalhando, além do espermograma e em conjunto, olhando tanto o paciente quanto o espermograma, a gente decidiu o melhor tipo de tratamento. Então só de dizer, Ah, eles estão mais lentos, eles não estão rápidos, não tem como a gente dizer, Ah, não, você vai usar isso e vai melhorar, e agora você vai engravidar. A gente realmente tem que olhar o casal. Eu acho que em reprodução a gente sempre tem que olhar, né Camila? O casal, porque um vai estar interferindo é no outro para gente tomar a decisão mais assertiva para o melhor.
Para tentar otimizar essa chance de gravidez. Né? Até porque assim, Ah, tem espermatozoides lentos, mas é uma redução discreta. Um casal jovem que tá tentando a pouco tempo. Tudo bem, se a gente quiser ser mais conservador, primeiro, agora não é um casal onde a mulher já tem uma idade mais avançada ou o tempo de tentativas já é maior.
A será que vale a pena a gente ir por esse caminho mais conservador, que vai custar um tempo de reserva ovariana muito precioso? Então a gente tem que tomar muito cuidado para não. Ah, tá só isso, Ah, não, então vai no urologista, ele vai prescrever esse remédio e aí daqui a um tempo você reavalia, mas e o restante, né? Será que essa mulher está ovulando? Será que as trompas também estão normais?
E as pessoas às vezes tem um certo preconceito com essa questão dos lentos, porque assim dentro do espermograma, se a gente for olhar, é um laudo complexo assim da gente avaliar, né? Então, por exemplo, os espermatozoides, eles recebem a classificação ali, tem progressivo rápido, tem progressivo lento, tem não progressivo e tem imóvel. Mas o que é válido pra nós são os progressivos, rápidos, mais lentos. Então é a soma do que a gente fala do a mais b então às vezes a gente fala nossa, mas os a são tão pouquinhos. A maioria é b, mas tem espermatozoide progressivo somando.
É o que a Ingrid falou também da questão da concentração, né? Porque assim, Ah, tá discretamente reduzido. Só que a concentração tá muito superior a ao corte ali. Então, se a gente for olhar em número absoluto de espermatozoides que se movimentam bem, tem muitos. Aí para nadar, então para a gente não também rotular e às vezes assustar as pessoas sem necessidade por um único parâmetro de espermograma tem que olhar o conjunto, né?
É cada caso é o único, cada pessoa é única, cada casal é único, sempre tem que ter essa personalização, né? É, eu atendi um casal. Eu falei, nossa, eu estava olhando o espermograma. Estava super bom. Melhorou em vista do último Sério, a aya falou para mim que estava péssimo.
Você. Jogou na yao, no espermograma. Não. Eu acho que é o mesmo casal. Eu fui olhar a Camila, tava de férias, e aí eu olhei o espermograma, eu falei, nossa, tá ótimo, é, melhorou muito.
E aí ela falou, eu já briguei com meu marido hoje, tá péssimo esse espermograma. E aí eu comecei a duvidar de mim mesma. Aí eu olhei o espermograma de novo, aí eu falei, não, mas tá tudo certo, espermograma, tá bom, tá excelente. Aí ela falou. Não, esse espermograma tá muito ruim.
E até então ela não tinha nem me falado que ela tinha colocado naya. E eu falei, gente, eu tô ficando louca. E aí eu abri esse espermograma de novo e aí eu liguei pra Rebeca, eu, Rebeca, por favor, abre esse espermograma aí. Eu não tô vendo alguma coisa porque eu já li esse espermograma de cabo a rabo e ele tá ótimo aí, Rebeca. Excelente, é um dos melhores espermogramas.
Aí eu falei, gente, aí eu mandei para ela, eu não estou entendendo. Aí ela, eu joguei na inteligência artificial, ela disse que esse espermograma estava péssimo. Aí eu falei, nossa, eu falei não pode ficar tranquilo, espermograma, está ótimo. Aí eu acho que eu até te mandei, eu falei, quando você voltar, reforça esse espermograma. Foi isso mesmo?
A IA meu Deus, tome cuidado com a IA, gente, usem com cautela. Pois é. Então eu fiquei muito tempo. Eu olhava, olhava, eu falava, gente, da onde que ela tá tirando espermograma? Tá ruim, não.
E às vezes as pessoas se prendem a um parâmetro só, né? Esses dias deve ter algumas semanas assim. Eu chequei um espermograma e tal. Eu falei, nossa, tá bom, tal, anotei aqui no prontuário, devolvi o exame pro casal, fui falar de outros assuntos e tal. Aí chegou no final ela.
Mas e esses espermograma? Falei, mas o espermograma tá bom. Eu olhei de novo que eu tinha anotado, né não, mas a gente olhou aqui não, tá bom, tem os. Eu falei, me devolve o exame, então. Deixa eu olhar de?
Novo? Será que eu olhei errado? É, aí eu olhei. É porque na verdade, OOA morfologia, lá era pra estar em 4%, tava 3 não, mas a gente vai olhar o conjunto e tudo mais e tal. Então, às vezes a gente se prende a pontos ali tão específicos e que não tem uma relevância se a gente não olhar o conjunto, né?
Gente, vamos lá. Aqui tem uma pergunta que AA mulher, ela tem óvulos congelados em outra clínica e quer transferir para o CEFERPpara fazer fibe. É possível? É possível? Eu sempre falo, né?
Assim, uma vez que você congelou qualquer material, o material é seu, você vai fazer o que você quiser, desde que, lógico, a gente respeite as normas do conselho federal de medicina, tem prazo de armazenamento e tudo mais. Mas a questão de onde o material vai ficar é a paciente que decide. Aí tem alguns trâmites burocráticos, né? Então, Ah, decidir que eu vou levar o CEFERPpassar numa consulta com o CEFERPsinalizar esse desejo, porque aí tem uma comunicação de clínica para clínica, tem documentação específica de clínica para clínica, tem transportadoras específicas para que isso seja seguro. Mas é possível.
AI, que ótimo. E aqui tem uma última que não é uma pergunta que eu até falo que sim, não é uma dúvida, é só para dizer que estou ansiosa para começar meu tratamento. Então é assim que a gente encerra hoje, é, meninas, tem alguma coisa que vocês gostariam de falar, de acrescentar, Ah, eu? Acho que eu gostei desse formato, eu acho que é uma coisa que é bem interessante, é que às vezes a gente. Como profissional da saúde, não consegue entender às vezes perceber algumas questões que estão passando na cabeça das pacientes e até o jeito de formular a pergunta, né?
O jeito que aquela dúvida surge. Então acho que é bem interessante quando a paciente pergunta. Porque às vezes é uma coisa que você não, não, às vezes não se atenta para passar na consulta porque você não percebe que é uma questão. Então achei bem legal esse formato de de caixinhas, que ficou bem interessante. Porque as pessoas se abrem mais, né?
Para perguntar um pouco mais e tudo. E às vezes a gente fala coisas como para nós fosse óbvio, né? Esses dias eu estava atendendo uma consulta e aí eu falei para ela, eu falei AI, porque aí talvez a gente precise de mais de uma tentativa, ela IA congelar óvulo, né? E aí eu falei, a gente vai estimular para tentar o máximo possível, mas talvez a gente. A gente precisa ir de mais de um ciclo para chegar nesse máximo possível.
E aí eu já tinha usado essa frase assim, ó, 5 vezes, aí ela máximo possível de que? Então assim, às vezes a gente se pega tanto na nossa parte técnica, né? E nem todo mundo às vezes se abre para dúvida, porque fica com vergonha alguma coisa, né? Então é bom mesmo. Eu gostei também, tá vendo, Jaque?
Tá dando. Certo, a gente dividir aqui, ó. Tipo roxo, gostei, Ah. Legal, então gente, também gostei muito de participar. Aqui e reforçando, se você tem mais dúvidas, pergunta, as meninas aqui, as doutoras são maravilhosas em responder as dúvidas do CEFERP.
Ele tem esse atendimento mais humanizado realmente para se conectar com o paciente. Fico muito feliz novamente com o convite de estar aqui, de ser host. Muito obrigado, doutora Camilla, muito obrigado, doutora Ingrid, e é isso. Até a próxima. Tchau, tchau, obrigada por assistir ao papo de tentante.
Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.
