No especial do mês dos namorados do Papo de Tentante, Dra. Camilla Vidal recebeu Bruna, Taina e o pequeno Mavi para uma conversa emocionante sobre amor, relacionamento e maternidade.
Entre dúvidas, escolhas, medos e descobertas, elas compartilham como o desejo de formar uma família ganhou espaço na vida do casal e como o tratamento de reprodução assistida no CEFERP fez parte dessa história de transformação.
Um episódio sobre acolhimento, parceria e esperança para quem também sonha em construir uma família.
Transcrição do episódio
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Olá, aqui é a doutora Camilla Vidal, médica especialista em reprodução humana do CEFERP. Seja bem-vindo ao podcast papo de tentante. Vamos ao episódio de hoje. Oi pessoal, sejam bem vindos ao papo de tentante. Hoje a gente tá gravando especial mês do do amor dos namorados, né?
Em junho, pra gente sair esse episódio. E então a gente vai falar um pouquinho sobre o tratamento, o impacto que isso tem no relacionamento, desde o planejamento da gestação, da maternidade, o enfrentamento dos tratamentos, dos negativos, da jornada mais longa e o como isso impacta, né? No tratamento, como isso fortalece o relacionamento. E pra isso eu tenho convidadas. Mini convidado muito especial, então queria em primeiro lugar agradecer imensamente a disponibilidade de vocês com ele tão pequenininho, vocês poderem poderem vir até aqui para levar tanta força, tanto amor e tanta Esperança para quem tá nessa caminhada.
Sei que nessa fase é tudo muito corrido, muito difícil né? Ainda mais com Mini convidado de 2 meses e meio. Então agradecer você Bruna, você Tainá e você mavi pequenininho por estarem aqui e queria convidar vocês para falarem um pouquinho dessa. Nada. Vou começar com uma pergunta, então, para vocês falarem como a maternidade e a ideia da maternidade entrou na vida e no relacionamento de vocês?
Bom, começou comigo é, eu sempre quis. Ser mãe eu sempre quis gestar, ter um filho e a Tainá não. Eu acho que essa é a maior, o maior assim, o maior problema que passa hoje em dia, né? Uma quer ter muito, outra não quer ter e eu sempre quis e venho me apaixonar pela Tainá. A gente namorou e a gente noivou e ela já deixou para mim, bem claro que ela já não queria ter filho.
Eu sempre quis ter e aí a gente ficava nessa AI, como vai ser e como vai ser? E a gente decidiu que então eu teria filho, seguiria essa minha vida sozinha com meu filho e a gente terminaria o relacionamento e enfim, né? Como se fosse assim, a gente vai ficar junto com prazo de. Validade? Era exatamente assim que a gente conversava.
Era assim. Aí eu sempre fui muito pesquisar. Sempre gostei de pesquisar sobre fertilização. Até a inseminação artificial não sabia qual era a diferença entre 1 e outro na época. Até que eu encontrei a CEFERP nessas pesquisas e eu vi o projeto sonhar juntos, que aí eu vi é doação de óvulos, que tinha como você doar os óvulos.
Seu tratamento ficava num valor bem mais barato, porque a gente já não tinha condições, ela já não queria, a gente já não tinha condições. Então aí eu falei assim, Ah, vou me escrever, eu me escrevi uma. Eu falei assim, Ah, eu achei que eu me escrevi de novo, vai dar bom. Teve 2. Eu falei assim, mas se eu tentar mais uma vez, eu acho que talvez eles não estão recebendo, certo?
Mas aí eu me escrevi 18 vezes. 1818 vezes e nesse meio tempo você conversava com a tayna ou. Não, eu IA jogando assim. No ar, né? Vamos?
Ah, tem. Eu achei uma clínica de fertilização em Ribeirão Preto, sei lá o que ela. Ah. Aí eu falei assim, e não, e você? Ela, Ah, mas é cara, essas coisas são muito caras, nunca a gente vai ter condições de fazer uma fertilização.
Falei assim, não, mas tem um projeto que é de você doa óvulos e meio que a pessoa a recetora, ela ajuda você a puxar o seu tratamento, sei lá o que, nossa, legal, Ah, mas não é chamado pra essas coisas, isso daí é só pra dizer não é, não existe. Eu falei assim, não e existe, sei lá o que, sei lá o que lá, eu estou pesquisando, vejo vídeos, não, e aí eu fui indo, fui uma, fui, depois eu comecei. Parei de falar. Falei assim, Ah, vou tentar por mim. Até que eu cheguei em 18 vezes.
Eu trabalho com uma pessoa também que já fez a fertilização na CEFERP ela deu mais força ainda. Então aí eu falei assim, Ah, então vai dar certo. E aí eu fui até que eu recebi a ligação. Viu depois de 18 vezes, depois de 18? Vezes de 1 ano, mais de 1 ano, colocando ali a inscrição, aí eu aí deu certo, a primeira ligação.
Aí chegou a hora de passar na consulta. E aí aquele aquela coisa de ficar assim, tá, e aí, aí vocês tiveram que conversar, vamos juntos? Não vamos, né? Quando recebi a ligação, eu fiquei quieta, fiquei ali, um mêsinho, ali quieta. Eu falei assim, eu não vou falar nada.
Isso foi chegando perto, era era uma consulta online, que a gente é de Matão. Aí eu falei, aí eu falei assim, AI, Tainá, é. Me ligou, falou que eu passei nessa primeira assim, tá? Para marcar uma consulta online e você fica à vontade, se você quiser participar, se você não quiser, marca o coração. Assim ela ficou assim.
Ela tinha passado por um trauma recentemente na família dela, que ela havia perdido a avó dela. Aí ela ficou parada, só falou assim, tá bom? E aí chegou perto, chegou, acho que foi um. Foi menos de 1 mês antes da consulta, porque a consulta foi 3 de agosto chegou. Foi.
3 de agosto chegou um tempinho perto, ela falou assim, Ah, eu gostaria de participar. Olha só, e eu fingi. Normalidade, falei assim, mas o coração é chato, você estava? Explodindo de Felicidade. Nossa, numa Alegria.
Assim, que horas que é a consulta? Ah, 10 horas, tá bom? 9 e 50. Eu estou aí. 9 e 40 eu estava lá.
Gente. Olha só que eu tinha saído. E você nisso tudo, tá que que passava na sua cabeça 11 misto, né? Assim, Ah, vamos. Ver, né?
Nunca foi meu sonho, né? Não, não está. Estava nos meus, nos meus planos. Mas a gente sempre tem vontade, né, de ter um nenê. Eu sempre gostei muito de criança, né?
Só que eu não imaginava que eu IA ser mãe de uma, né? E então passava na minha cabeça. Só que na realidade que a gente tava vivendo para mim. Não, não cabia, né? Falou assim, Ah, financeiramente eu não tô bem ainda, eu não tô preparada.
Mentalmente não tava suficiente. Madura também, né? A gente tinha meio que acabado de casar, né? Fazer o quê? A gente está há 9 anos junto.
Agora em junho. Nossa, é. E a gente está. Ela está casada há 3 anos. Então a gente tinha acabado de passar pelo casamento, que já muda o relacionamento, que.
Estava tudo. Muito novo, a gente namorou bastante, mas o casamento muda tudo. Eu imagino. É outra rotina. É tudo muda, tudo é.
Eu falei. Meu Deus, está mudando tudo muito depressa. Eu não vou dar conta disso, né? Aham? E aí, como a Bruna falou, passei por um trauma, né, de ter perdido minha avó.
EE, minha mãe me falou uma coisa que me despertou. Que foi? Nossa, Tainá, é, eu fico feliz de vocês. Você tá com 30, sua irmã com 22. Então eu fico feliz de vocês ter aproveitado a voz de vocês.
E isso me despertou assim, nossa, minha mãe não é vó ainda? Nossa é, imagina? Então eu falei assim, é, eu, eu quero, né? Que a minha vó, minha mãe tem esse sentimento, né? E eu falei assim, e meu sentimento de ser mãe?
Eu quero. E aí foi, foi aquela sementinha, sabe? Foi cutucando, não, eu quero, nossa, é divertido. Eu me dou muito bem com criança, eu dou aula para criança. Então já foi me despertando mais coisa.
Eu vi a criança, já ficava assim, então aí eu falei, não, vamos, vamos tentar aí, vamos lá na CEFERP. Aí a gente percebe que a chavinha parece que vai virando, né? Tem um momento, eu. Acredito que quando a gente ela se aceitou pensar na possibilidade, já era uma coisa dentro dela, só que era uma coisa que Eu Acredito que ela barrava ali para. Aí quando ela se aceitou, aí veio.
É que tem todo, tem todo aquele contexto também, né? Do do casal homoafetivo, né? A gente sempre fala assim, não vamos conseguir ter filhos, né? É a primeira coisa que que vem Na Na nossa cabeça, né? É, não vamos conseguir, é, a gente não vai ter um dinheiro para conseguir fazer isso.
E aí tem muitas opções que a gente não conhece, que aí a gente acaba conhecendo e tentando passar para outras pessoas para esse sonho seguir, né? O Thaís, você comentou a questão da da sua mãe, do comentário, né? Na família, vocês sentiam que tinha assim uma certa expectativa do tipo, e aí, será que vocês vão procurar um tratamento? Será que vocês vão ter filhos? Não vão.
Queremos netos. Como que era isso? A. Minha família, ela assim eu comecei a me relacionar com a Tainá, enfim, só para meio que explicar tudo, foi tudo muito tranquilo. Eu nunca escutei assim, vamos dizer uma palavra de estranhamento, nenhum estranhamento.
Eu nunca encontrei o estranhamento, então foi assim, tudo super natural. E então tinha minha irmã, tem o meu sobrinho tem 2 anos e ela sempre falou, AI, agora tá na época de você ter que eles crescerem juntos e tal. Então sempre teve minha mãe comentando e meu pai comentando, porque não? Porque geralmente quando é um casal de 2 mulheres ou até mesmo 2 homens, que acho que ainda mais difícil, não se comenta, né? Não se tem expectativa.
Parece que quando já é 2 mulheres, ele já está fadado a terminar ali. Não ter filho e não ter nada. Ele já eles ligam muito AA homossexualidade, a infertilidade, como se a gente fosse infértil, como a gente não pudesse ter um filho, ou até mesmo adoção, se for infértil no caso. Mas no meu, na minha família, não tinha até esse questionamento, essas brincadeiras. Mais por parte mesmo da minha irmã, não da Tainá não, né?
Acredito. A mãe dela já não achava mesmo que a gente. Que vocês iam querer não e que iam atrás, né? Não que a gente é. Eu sempre falei para mãe dela que era meu sonho.
Sim, mas ela, minha mãe, já sabia da minha negativa que eu não. Entendi. Então a mãe dela, então eu já estava. Assim, ó. Entendi.
Não entendi, não voltei pela Tainá, não. Mas foi bem, mas foi bem natural. Aham assim foi. Foi como qualquer casal heterossexual. Assim, vamos dizer, tem todo um planejamento, foi?
Tem todo um planejamento. Foi foi bem natural pra gente assim, a partir do momento que a gente falou que estava, que estava entrando nisso foi tudo OKEA gente nunca escutou da nossa família e na verdade, graças a Deus, de ninguém. Que bom. A gente nunca viu com a gente. O preconceito com a gente, a gente nunca viu, a gente nunca sentiu como é.
Que bom, que bom, porque eu imagino que isso seja uma questão muito difícil mesmo, né? Para quem é homoafetivo e procurar o tratamento e às vezes ter um receio de como vai ser recebido, né? Às vezes, mesmo na própria clínica, às vezes a pessoa tem medo, né? De como vai ser o atendimento, o tratamento e tudo, né? Era o medo que eu tinha AA clínica.
Era o medo que eu tinha. Eu falei assim, AI. Será como vai ser mais a gente para outra, porque a CEFERP é outra. A CEFERP, me desculpe os pais, mas a CEFERP é uma mãe. Foi assim uma coisa.
Que bom. Que bom, é muito bom, muito acolhedor. E aí chegou a primeira consulta. Chegou a primeira consulta foi com o doutor Jorge Barreto, é online e AI foi um dia que tem assim. O cardado fica guardado na memória.
A roupa que eu usei eu lembro e a gente ali fez a consulta e eu toda assim, AI meu Deus, como vai ser? Porque eu, quando mais nova, tive alguns casos de cisto novário e talvez essas coisas de talvez uma endometriose aí no meio do caminho, e eu pensei assim, AI, não é essa consulta não quer dizer que eu fui aprovada, então talvez aí eu passo pelas pelos exames e vê que não dá certo. Então eu fico assim, meio receio, mas assim, aí eu lá falando assim, bem tímida, e aí a Tainá, muito mais tímida que eu, falou assim, Ah, tem alguma vitamina, alguma coisa Pra Ela tomar eu ali. Ué, você não queria? Não era sei que não, né?
Falei assim, ué, e aí? Foi. E aí terminou a consulta, acabou a consulta tudo. Eu parada assim no sofá. Olhei para ela assim, é, vamos tirar uma foto de hoje.
Ah, meu Deus. E aí, aí foi esse dia, foi? Eu até comentei no vídeo, é da Cegonha tradutora, que foi esse ponto que virou assim, virou realmente eu consegui ver o não que seja errado, a mulher não querer ter filhos. Tudo bem, eu sempre respeitei a opinião dela, eu nunca forcei ela a ter. Só que eu vi uma mudança de chave e assim, Catarina só não queria ter filho antes por falta de maturidade, saber o que era um filho, de que era ter um filho e a partir desse momento, assim você.
Foi outra Tainá assim, olha só, outro relacionamento, na verdade, o mesmo. Só que assim, com outros problemas, outras dúvidas. Foi outra fase. Aí começa outro capítulo da nossa história. Com certeza, porque tem muitas.
A gente sempre fica querendo o cenário perfeito, né? AI porque a casa vai ter que estar preparada, AI porque no trabalho tem que estar mais tranquilo, AI porque o financeiro e nunca vai ter esse esse se a gente. Ficar esperando a hora não vai chegar no? Exatamente, exatamente. E eu imagino que assim isso já vem pra.
Casais héteros no sentido de tentar espontaneamente. Mas acaba sendo uma coisa meio que assim, Ah, vai deixando e vai vendo. E aí acho que você vai, né? Sei lá, parece que você vai deixando acontecer. Agora, quando a decisão é assim, ou vai para um tratamento ou não vai, parece que é uma coisa maior.
Mais responsabilidade, doutora, porque igual a gente fala, a gente tem que saber a hora, porque não vai acontecer. Deus não vai colocar assim Na Na nossa barriga, então a gente que vai saber a hora. E a gente vai igual a gente, comentou, indo mais para frente nesse tratamento ali, na hora de escolher o doador, que é uma parte para a gente. Meu Deus do céu. Para mim foi assim.
Dificuldade. A gente, porque? Você vai escolher, é o seu filho, como você escolhe? Parece até errado você escolher um doador, escolher características, parecer errado para mim, que eu estava fazendo uma coisa errada ali e Ah, é muito complicado, porque tudo vai dar sua responsabilidade. Você quis ter filho agora, você que escolheu, você que escolheu agora, então.
Então essa parte foi difícil para vocês, a parte da seleção do doador? Foi nossa, foi. A gente demorou demais. A gente demorou demais. Tanto que.
Na sefferf as meninas até mandavam pra gente que estava AI a gente está esperando. E a gente foi dias e dias a gente fez na procid aham a gente foi nossa e enche muito o saco da moça lá. Eu escolhi, até porque é uma responsabilidade para mim é. Eu mudei, a gente mudou. Eu acho que umas 3 vezes.
Vixe, eu estava trabalhando. Na época, eu trabalhava como ADI. E no tempo que eu tinha, eu abria lá e ficava 824 AI, meu Deus, 8 AI. Jesus, era exatamente assim que que. Você acha desse que?
Que você acha desse? Ah, mas não é errado, tá escolhendo isso. E a gente passava nossa e aí eu falava com a moça, esse já teve registro, esse já teve bebê, já teve, nasceu desse, nossa, foi assim. Aham e pra decidir assim a parte de quem iria passar pela estimulação, quem iria passar pela gestação, como foi? Essa parte assim foi meio foi meio Deus pra gente, porque era meu sonho.
Foi um pouco difícil para ela. Sempre quis ver as minhas características no nenenzinho, olhar a minha boa com meu olho e só que eu tinha baixo reserva, variana. E até a gente conversou com a doutora na época, doutora e a gente poderia tentar fazer 2 vezes, só que para a gente ficar um custo bem mais alto e a gente não tinha condições. Naquela época. Eu falei, nossa, e aí fui amadurecendo essa daí dentro de mim por conta disso.
Eu vou fazer todo um trabalho só por conta dessas características. E a Tainá também. Na verdade, foi no dia da consulta. A gente foi na consulta a bate reserva variana. A doutora conversou com a gente.
Eu falei assim, Ah, mas esse vê dela? Ela sim. Ela nem foi preparada. Para isso não pode ser, pode ser ela. Ah.
Pode. Tímida que é tímida. Aí ela. Contou de surpresa, foi uma ultrassão. Se eu não me engano, era 14 que eu tinha lá, já tinha lá 2830.
E foi assim. E aí foi Deus que escolheu para a gente. É, é. Verdade. Só que assim foi difícil para ela, porque você via na carinha dela, eu fazendo o exame ali e ela assim, murchando, então é duro.
Aí você se sente assim? Nossa. Que legal. Eu me sentia feliz. Aí eu olhava para o lado, eu já me sentia triste, então foi um misto de sentimento ali.
A gente voltou para Matão, meio que triste, né? E feliz ao mesmo tempo, porque a gente IA continuar o tratamento, mas que não, não seria. Até tentei de novo que a gente fez 2 fertilizações, né? Na segunda, falei assim, Ah. Se der certo, eu vou querer fazer com os meus agora.
E ela também, doutora, na verdade, a gente vai lembrando. Ela também tinha, porque a partir do momento que ela aceitou passar por esse processo, quis começar passar por esse processo. Ela queria ter uma participação, ela comentava muito que ela queria ter e eu meio que barrava essa ideia dela assim, não, o sonho sempre foi meu, não, não, eu que vou, não, não tem. Isso a nossa amiga que trabalha, trabalha com a gente que fez a. Fertilização na CEFERPtambém.
E a irmã dela me perguntou no dia, a gente trabalhava tudo junto. Tainá é, você não pensa, né, em ser em você. Aí eu falei, não. Aí eu comecei a jogar nela, falei assim, fui jogando, fui jogando. E ela barrando, barrando, barrando.
Mas a. Princípio, você pensou de engravidar? Não, não, não dá para mim. Ela queria mesmo que fosse os óvulos dela, ela queria ter algum participar de algum jeito do processo. Como já estava decidido que você iria gestar, quem sabe então você iria fornecer os?
Óvulos, exatamente, e. Eu sempre, só que aí foi. Deus que escolheu para a gente. Aí na segunda fertilização também, não foi. Eu falei assim, eu.
Aí ela falou assim, não, você quer tentar 2 vezes? A gente dá um jeito, a gente faz, a gente dá um jeito. Falei assim, não. É sempre deixando muito claro, não vai que eu falei, Bruna, vamos fazer em você? Né, você está?
O som inicial, né? Foi seu. Vamos fazer 2 vezes. A gente dá um jeito, né? A gente já está aqui mesmo.
Aí eu falei assim, não, eu senti no meu coração. Aí eu acho que foi o momento que eu me desprendi disso, né? Eu falei assim, não, eu sinto que. Você está sendo assim porque é para ser assim. Uhum e aí parece que quando vira a chavinha, as coisas acontecem, acontecem.
Né? E até minha minha mãe, minha irmã comentou comigo esses dias, falou assim, muda alguma coisa você olhar para uma via, não vê os seus traços. Aí eu falei assim, na verdade, não, OPA, na verdade não é até bom ver os traços da tayna, ele fala, é até bom ver os traços dela nele, porque ele é a cara dela e para mim, hoje não faz. Porque eu tinha medo de sentir que era menos meu filho. Era um medo muito grande que eu tinha.
Até chorei uma época aí assim, ó, você não vai ser meu filho. Eu não vou sentir quem é meu filho. E. Nada, né? Nada transferência faz a transferência ali.
Aquele cuidado já até para andar assim já é. É isso. É interessante da gente falar até para pacientes que às vezes fazem com óvulos de doadora e que tem esse medo também, né? De AI, será que eu vou me sentir menos mãe quando a criança nascer? Então é legal você falar isso, porque na verdade, não.
O amor é o mesmo, né? Da mesma forma, um chutinho na barriga. É da nossa. É uma coisa fora do comum. Eu falo, nunca, nunca passou pela minha cabeça, nunca foi uma coisa que eu busquei.
Nossa, deixa eu lembrar. É os não nunca, não sei se para fins médicos essas coisas do resto era nosso filho e pronto. Exatamente, e é o filho. E é nosso filho pronto, tanto com a nossa família. A família dela fala assim, AI, o pé é da Bruna, aí eu sei lá, OKEA, gente, entra, é meu, é fechou pra mim.
E a gente. E nasceu grande. Ah, é por causa da altura da é é mesmo? Eu acho que as vezes as pessoas mais velhas não entendem como é feito, acham que é feito, Ah, pegou um pouquinho das 2 e a gente? Acompanha essa ideia?
Foi um pouquinho das 2 e. Aí minha mãe fala, nossa, até brincar com isso, né, gente? A minha mãe fala, tomara que venha com a inteligência da Bruna. Ela. Falou nossa mãe.
Não é não? Confia. Super bem, super bem. Que bom, e aí veio o tratamento e os altos e baixos do tratamento, que também não é fácil, né? Ah, gente, Ah, eu acho que todo mundo.
Quem tá vendo esse podcast que tá passando, que já tá mais adiantado aí que não os que estão começando, lembra que quando começou por fazer os homoafetivos que começaram a fertilização somente por ser um casal de 2 mulheres? Acha que é assim? AI, eu tô super saudável. Eu fiz todos os exames ginecológicos e tá tudo bem. Não tenho endometriose, não tenho nada pra tudo.
Vai ser de primeira ali, acha? E não foi de primeira, na verdade. Foi dia primeiro a gente fez ali o beta, deu ali 37. A gente falou assim, eu falei assim, ó. Vou comprar o sapatinho.
Vai dar certo. Na verdade, a gente, como já sabia bastante, eu vi ali o Beto e falei assim, AI, não vai, não vai, não vai dar. Eu falei só que a gente tinha muito isso daí de casal hétero que faz a surpresa. A gente fala AI, não vai ter a surpresa pra gente, porque a gente foi junto, não vai ter como a gente fazer a surpresa. Falei assim, não, eu falei com a minha irmã.
Aí ela falou assim para mim, Bruna, aproveita o momento de agora, se agora está positivo, faz a surpresa. Agora fui lá e comprei o teste. Aqueles aquele digital. Chamei, fiz. Falei que eu tinha caído de moto.
AI, meu Deus. Ela veio para casa agora que o de moto olhou e estava lá. O aí eu expliquei para falei, ó, é baixo, não sei se vai dar mais a surpresa que a gente sempre sonhou em fazer. Aí eu fiz e aí não deu. E foi.
Assim pra mim eu sou eu quis manter como se tivesse anão a gente vai tentar de novo, tem aí outro embrião, a gente tenta de novo tudo mais, só que dentro de mim deu aquela baqueada de um jeito que eu fui entender, só depois eu falo, precisava ter feito um acompanhamento psicológico. Façam, façam que é um só, façam, porque a gente acha que a gente tá levando tudo, Ah não, eu vou levando no peito e tá tudo bem, eu sou só que ali na segunda tentativa. Eu não tenho quase nem lembranças, porque assim eu fui, eu só fui. É Ela. Na segunda tentativa, ela estava meio que não ligação, mas ela não queria vir, né?
Ela não estava ansiosa, ela não estava, é, sabe? Animada, a gente só vê. As 2, na verdade, sabe? Pra ser febre era sempre gostoso. É minha era sempre gostoso chegar.
Era meio maçante, igual a gente via vídeos porque né, começa a ver isso é só é no TikTok, não sabe em todo lugar é só beber, é só tentante, é só e apareceu para mim eu falei assim, eu não aguento mais ver eu parei até de eu não queria mais saber de grávida, eu olhava, mulher grávida tinha até eu não queria ficar perto de pessoa grávida apareceu porque comigo não e já não deu certo e quando deu falei assim, Ah, já sabia que não IA dar certo e não sei que enfim, e. Tem uma coisa que aconteceu que foi muito marcante pra gente, a gente enfim, acabou os embriões, a gente foi da consulta de retorno pra saber o que IA fazer e a gente tava lá esperando na cffer sentadinho assim e veio chegou um casal radiante. Na hora que eles cruzaram a porta, você sentia a Alegria deles de longe assim e sentaram super quietinhos os 2, mas parecia que eles estavam assim gritando pra gente tão feliz que eles estavam. E eles entraram, tal chamaram e eles saíram e aquela falação, aquela Alegria e parabéns e parabéns, e saíram com bolsinha que ela tava. Aí a gente viu que ela tava grávida, que tinha dado certo, e a gente assim sentada, lembro que a Tainá saiu, ficou lá fora um tempo, ficou lá fora assim, voltou assim com a listinha de lágrima e eu ali me mantendo o filme mais assim, a gente viu assim, sabe?
É complicado ver isso daí. Isso daí marcou bastante a gente assim, nessa consulta assim de retorno, né, gente? A gente senta de novo e aí deu certo. Mas, enfim, é mesmo que tenha sido difícil. Foi perto do que passam, foi muito rápido.
Perto de como é, foi muito rápido. A gente entra naqueles grupos do Facebook que meu Deus do céu. E aí vê que as pessoas fizeram muitas. Muitas. Vezes.
Um conselho, não entrem é não, não, não entra nem para. Tiver alguma dúvida? Pergunta pra pra médica, pra clínica é melhor porque você fica vendo a realidade da outra pessoa e não é a sua. Uhum a gente, então, é. E a gente costuma falar muito de que assim, quem fica nesses grupos é quem não engravidou.
Porque você engravida, você sai, você vai fazer outras coisas, né? Então acaba que você vai vendo lá. É muita negatividade. É muita forma, né? É.
Muito pesado. É, tem. Às vezes alguns grupos são mais que as pessoas dão suporte, né? Trocam experiências de um jeito bom, mas muitas vezes é muito isso, né? Porque eu já fiz não sei quantas vezes e aconteceu isso.
E eu senti aquilo e eu teve, tive sangramento isso. E a gente só vai pegando essa parte ruim e se comparando realmente, né? Uhum, ninguém volta, né? Eu não voltei. É verdade, a doutora me lembrou, eu tinha um plano de voltar, mas eu não voltei porque eu a vida muda.
Você pensar, tem outra, está passando por outra fase, você não volta para falar, ó, deu certo, é, então você não dá aquela devolutiva que vai dar Esperança é você da primeira vez deu errado, Hein? E a gente colocou ali que dá a primeira vez errado. Quando deu certo, a gente não voltou pra falar que deu certo. A gente só assumiu. Porque é o que a gente estava falando até antes de gravar.
A vida muda de um jeito que a gente não tem ideia, né? Então a última coisa que vocês estavam lembrando é sobre assim. Né? Com certeza agora que as coisas estão acalmando, né? Que ele já saiu da fase de recém nascido, que vai voltando um pouquinho, mas demora um tempo, né?
Natural. E falando nisso, vocês acharam que mudou muito? A gente já falou que sim, mas assim, o que que vocês acharam que mais mudou depois que o mavi nasceu? No, no relacionamento, na vida de trabalho, mas. Primeiro, no relacionamento.
A. Gente, assim como o casal é, eu acho que eu posso estar falando no geral, né? É, a gente se une. Uhum para cuidar dele, mas a gente se esquece um pouco exato e não pode deixar. A gente se esquece muito.
Isso não é um pouco. A gente esquece muito e as brigas mudam. Isso. Muda tudo agora as conversas mudam. É a.
Agora a briga é é assim, você não acordou para ver, eu fiquei acordada sozinha ou se não, você não fica com ele, não cola, eu estou cansada, uhum é, são outras conversas, as conversas não compram a tal fralda, tal fralda está vazando, nossa, uma vida estranha, não sei o que está acontecendo, olha aqui, manda uma foto, nossa, olha esse cocô dele, manda uma foto, galerinha só. Isso, né, é fralda de? Cocô. Ele está respirando errado. Olha aqui.
Está esquisito isso aqui está respirando. A gente, às vezes. E mandava mensaginhas uma pra outra no Instagram. Sabe que você agora são assim? É, são, é.
Você viu que eu te mandei no Instagram? É, você viu que eu te mandei no Instagram, é? Aquela aquela síndrome que a criança morre dormindo? Meu Deus, é, é vacina dos 2 meses, é bronquiolite e é isso que a gente manda uma para outra. Tem uma trendy, vocês já viram mensagens românticas que eu mando para o meu parceiro?
Eu até pensei em fazer. É a mesma coisa que eu falei, eu não vou fazer, se não eu vou passar vergonha, porque antes a gente conversa, e aí no e aí? No meio e no meio tem alguma coisa ou outra. Mas assim não muda totalmente, é outra. Coisa antes, a pergunta é, era, que série que a gente vai assistir agora?
Ela? Coloca ele pra pra arrotar um pouquinho. A gente tenta assistir, a gente tá, a gente tá começando a voltar a querer assistir alguma coisa junto, mas. Assim, junto a gente conseguiu umas 3 vezes. Assim.
Almoçar junto? Muda tudo. Aí a gente já muda tudo. Mudar muito, até na cama, porque a gente às vezes é, às vezes ele tá mais chorosoinho dia da mais de ele cola, ele cola, fica com a gente, a gente. É um distanciamento.
De um jeito que eu falo, é 11, fase que passa no relacionamento, que só continua se se realmente for para continuar. Mas. Que é o que a ta falou assim de que a gente não pode deixar mesmo, né? Então a gente tem que ter a consciência de se ficar tentando e voltando, mas é muito. Difícil.
É muito difícil, porque aí no meio do caminho ele chora. Vamos tentar assistir um filme, vamos dá 5 minutos, chora, a gente abandona o filme e aí vai para a realidade dele. Chorou. Aí fizemos dormir. Que que a gente vai fazer?
Vai para. Dormir porque a gente? Dormir também, exatamente. É como? Se não fosse mais 2, 2 namoradas, 2 pessoas casadas, que esse homem é como se fosse mesmo 2 parceiras em um trabalho com um foco, com um trabalho para fazer.
Mas é isso mesmo, teve 11 período até falando de mim assim, logo que o Arthur tinha nascido, que o meu marido falou para mim, ele falou assim, parece que você não é mais minha esposa, você só é mãe do Arthur, não? Mas é porque nesse começo é meio isso, porque é muito difícil. Você tá com todo seu foco para aquela criança, né, que precisa de você, da sua energia, então. Ô mamãe. Então você reorganizar ali toda a dinâmica do relacionamento requer muita paciência, muito esforço, né?
Muito conhecimento um do outro, né? E é 11 processo, mas acho que também pensar que isso é uma fase, né? Sim, é essa essa fase que essas mensagens motivacionais ajudam a gente, que é tipo assim, é uma fase e vai passar e enfim. A gente no final do dia, no final do dia a é Eu e Ela ali, ué, eles se a gente, porque as quando a gente se sente muito sozinha e passando por essa fase, a gente começa a se fechar. Se a gente não passar para outro, para outro que a gente tá passando, a gente começa a se fechar e achar que a gente tá fazendo a maior parte, tudo sozinho.
Aí meio que a gente consegue, a gente vai indo contra a outra pessoa. Então o importante mesmo é é conversar, não chegar só na hora da exaustão. E jogar ali, falar AI conversa e conversando, porque é complicado, é uma fase complicada. E isso acho que de certa forma, não sei, mas parece que o tratamento prepara um não prepara completamente porque nada prepara, mas querendo ou não, de uma certa forma prepara um pouco, porque vocês tem que conversar, lidar sobre as frustrações, né? E agora deu negativo, vamos tentar de novo, não vamos.
Você está preparada, não está em que momento? Então você já tem que ir se colocando na mesma página algumas vezes sobre esse assunto, né? Ao longo durante o. O tratamento também, né? O tratamento ajudou bastante a gente na.
Paciência. Nós foi o que mais ajudou. Foi nossa. Eu vou dar um exemplo do chá revelação. Nossa, a gente fez, né?
E o bife fez o chá revelação. Você estava com 6 meses. É, eu fiz, eu fiz tarde. Fizemos tarde e aí o pessoal falava assim. Eita, o?
Pessoal falava assim, é nossa, mas vocês não estão ansiosas para saber o sexo, né, gente? Não, a gente está tranquila, a gente não tem paciência. Nossa, e porque a gente aprende tanto? AA trabalhar com a paciência ou trata? Porque não é na hora que a gente quer, não é assim.
Por exemplo, tem, tem, tem gente, tem etapa para tudo igual. Você vai passar pela fase da estimulação. Vai passar pela coleta, vai esperar para ver os que deram certo. Depois você vai, você vai preparar o seu, o seu, o seu útero, de um jeito ou de outro, enfim. E tem aquela parte da preparação que é dificílimo de passar, porque tá tão perto, tão longe.
Aí você passa pela parte da preparação e depois faz a transferência. Aí tem aqueles. Aqueles 14 dias meu? Deus que. Parece que não passa.
Não passa, não passa. Você vai fazendo. Não passa, mas é o terceiro dia. Você já está com um estoque de de de teste em casa? Da vez, uma via eu fiz desde o segundo é meu Deus.
E você começou a pegar o positivo de quanto você lembra de eu? Já comecei a pegar porque uma via da primeira fatização a gente só fez ATVD 3, né? Aham de uma via que a gente tinha. De 5 é os blastocistas. E aí a gente então eu já fiz desde o terceiro dia e deu uma lista Clarinha de um jeito tão clarinho que eu falei assim, Ah, não, não vou.
Eu tenho uma pasta da CEFERPna contra. A capa está colado todos assim. AI, que graça. E vai acompanhando assim a cor, subindo até no final. Eu fui fazendo todos os dias, todos.
Os dias, todos os dias, todos os dias. E você IA passando para Tainá ou não? Você IA fazendo. Escondida, a Galeria nessa, a Galeria foi mudando. Daí gente, nossa era só exame, era era só aqueles, aquele suco de.
De fertilidade lá que a gente tomou e a Galeria foi mudando aí. Ajudou a? Ajudou a gente muito na paciência, porque eu falo, tem que ter paciência, tem cada etapazinha, cada coisa. E ajudou a gente bastante, bastante a ter paciência também. Ajudou nesse processo de agora, porque igual a gente sempre foi muito, a gente sempre conversou muito sobre tudo, né?
Assim, para passar pelo processo uma as 2 também sente de tudo, então? Ajuda a gente agora porque une a gente igual fala a fertilização. O processo da fertilização uniu a gente de um jeito que agora a maternidade às vezes parece estar tentando separar o processo da fertilização uniu a gente e agora parece que assim vai assim, AI, tentando separar. Só que a gente já está, a gente briga e briga e tudo parece AI. A pior briga do mundo.
Só que depois a gente não tem tempo de ficar as 2 emburradas a gente não tem tempo mais. Pra ficar? Pra ficar pensando, nossa, tô triste que ela me magoa, não tem tempo pra isso, então a gente tem aquela briga ali depois. Você vai fazer o leite ou? Olha, mas Tainá, olha que uma vida tá estranho.
Ou senão você chora de exaustão de cansaço. Que aconteceu isso? A gente teve uma briga assim e depois no dia de noite. Estava tão exausta, querendo não dormir, que eu fui pro banheiro. Eu só chorei, é, eu não aguento mais, eu chorei.
E aí ela falou assim, não dorme, eu fico com ele, só dorme. Só que então a gente. Tá vendo? E às vezes, essas atitudes restabelecem. Né?
Sim, a gente não tem mais aquele a tempo pra gente ficar. É pensando na briga. A gente foca em outra coisa aí. É gente a privação do sono. É.
Muda, né, é? Dureza. É faz com você restabelecer as prioridades, né? Sim, vou comer, vou dormir, vou dormir, vou brigar. Agora não está tudo bem, está tudo certo.
Eu vou dormir aqui, tudo bem. É aquela briga, que briga parece que vai acabar o mundo e ela acaba Do Nada. É Do Nada ela acaba e. Às vezes acaba com um sorrisinho, que ele dá um nego assim que ele faz, né? Dormiu de um jeito diferente, pôs uma roupinha tão gostoso?
Assim e é desse jeito, é e você fica um pouquinho pra. Brava que não dorme. Aí ele dá um sorriso. Você começa a se sentir culpado. Tipo meu AI, meu Deus.
Do céu que que eu estou sendo na vida desse menino? Bem assim, vocês pensaram em desistir em algum momento? Eu acho que a Bruna é. A gente pensou em dar uma pausa. Isso a.
Gente falou assim. Foi da época que da primeira fertilização. A gente não, a gente emendou uma fertilização na outra. A gente emendou uma na outra sim, e aí eu falei assim, Tainá, se nessa não der certo. Quero parar um pouco.
Não der certo. Por exemplo, AI teve um só, teve 2 igual foi da outra vez, fez não der certo. Eu quero parar um pouco porque. Vai sobrecarregando muito a gente, vai sobrecarregando demais. A gente vai ficando só naquilo.
A gente esquece do resto do mundo, a gente olha. Só conversava sobre isso, a gente saía para jantar, a gente só conversava sobre isso. Nossa, como que aquela pessoa está vivendo na vida normal? Como que? E a gente?
Aí eu falei assim, não, eu quero dar uma pausa, mas. Mas existia gente. Eu? Eu nunca pensei, mas pensei em dar uma pausa. Mas aí acabou dando certo.
Acabou dando certo. Embriões, e aí vocês já emendaram? Na verdade, a gente teve uma surpresinha nessa segunda fertilização, né? A gente teve quantos embriões você lembra? E depois a gente um começou, você lembra?
Aí um começou a. Ah, a gente tinha um tanto de embrião e depois ela falou, a gente, o laboratório mandou pra gente que um começou a evoluir, evoluir, e daí a gente ficou com o número, até pra gente que tinha ficado só com 2 números, super bom. E eu falei assim, nossa, é. Dá até um ânimo diferente pra gente. E foi assim, se não tivesse, eu acho, a gente IA ter dado uma pausa, porque eu falo.
A gente quando a gente foi fazer 11, fertilização, e a outra eu queria dar uma pausa já ali, só que a vontade de ter ele é tão, tão grande, tão grande, tão grande, tão grande que a gente vai vai ficar. Demorando muito tempo para ele chegar e. Aí deu tão certo, deu tão certo, foi tanta surpresa, maravilhosas depois. É. E hoje a gente vê que Era Para Ser ele, né?
Era. Para ser ele, a. Historinha dele, desse embriãozinho, desse menininho lindo, né? Sim, exatamente que a doutora falou, né? Que IA ser menino, né, eu?
Tinha certeza que era a menina. Que normalmente eu acerto o meu, eu errei, que eu achei que era a menina, mas o meus paciente eu acerto eu. Tinha certeza que era a menina. E o que que vocês gostariam de deixar de recado pra quem tá escutando a gente pensando em fazer um tratamento ou passando por testes negativos? Eu falo.
Pode falar pra mim? AI gente, só foca em você. Foca em você, no seu parceiro, na sua parceira. É deixa o mundo de fora, porque opiniões boas, ruins, sempre vão ter, sempre vai ter aquela pessoa que dá aquela opinião, que vai pegar ali, naquele ponto que vai te marcar de certa forma. Foca foca em vocês 2 ou em vocês 2 e segue o seu coração, segue o seu coração.
A força está em vocês, é? Se vier o negativo ou se vier, não conseguiu nenhum embrião, fez a coleta ali, não consegui nenhum óvulo. É, pensa em você, eu tô, eu tô podendo, não, não, não se força a nada, não se força a nada, você tá, você quer continuar? Você tá sentindo que a que a hora tá tudo bem? Continuando, escuta de fora, não entra em grupo, pelo amor de Deus, não entra, não entra em tem alguns grupos de tendentes, que realmente ajudam, só que alguns atrapalham a gente vai.
Em outras coisas eu sei que é difícil, mas tentar viver sua vida assim é mais naturalmente possível, porque aí no final tudo vai dar certo, tudo vai dar certo. Tudo tá escrito. E não, não se abandonem, uma coisa que a gente aprendeu é não se abandonem, porque na. Que como que IA ser o teu navio e não tá com ela? Como que IA ser a minha família?
Como que IA ser a nossa família? Então não se abandonem, porque vocês começaram, eu penso sempre isso. A gente começou o processo de fertilização por um motivo, por causa que a gente se amava, Era Para Ser fruto do nosso amor. A gente nunca pode esquecer isso. O que o que o filho representa, lógico.
Ah, se não tá dando tudo bem, beleza, mas. Não se abandona, sempre dá aquela manutençãozinha, nem que seja 1110 minutos de sérieus, não um abraço. Conversa, principalmente diálogo. É do nossa relação, né? Sim, o diálogo é a melhor.
Opção no momento, porque só conversa. Sozinha, só uma ou só a outra não vai dar certo. Se não conversar entre os 2, por, por favor, procurem. É psicólogo, né? Porque é importante porque a gente está.
Né? Na nessa corrida, na fertilização, querendo ter filho, a gente se esquece, a gente esquece do outro, a gente esquece até da própria família. E é o que eu falei para doutora, agora você está saindo para um jantar, para um aniversário, você só conversa disso. Então tem que ser leve, tem que ser calmo, tem que ser tranquilo. Então é isso, nunca se.
Esqueça do não se esquecer, nunca se esqueça do principal motivo. Isso. Que fez tudo isso começar, né? Como é que que fez começar? Foi o amor de vocês, foi esse motivo?
Isso aí vai dar certo, pode ter certeza. Pode demorar, pode ser rápido. Vai dar certo? É. Eu penso em Deus, é bom.
Tudo está escrito, né? A nossa história vai seguir conforme ela deve ser escrita. Exato. A gente tem que confiar aí. Fazer a nossa parte, seguir.
É sobre isso, Deus é bom o tempo todo, tá certo? Parabéns pela família linda de vocês e pelas palavras. Fiquei muito feliz de ter a participação de vocês aqui. Tenho certeza absoluta que vocês levaram muita Esperança para todas as pessoas que estão aqui escutando a gente. Obrigada vocês, viu?
Obrigada por assistir ao papo de tentante. Aproveite e acompanhe o CEFERPno Instagram e no YouTube para ficar por dentro das novidades. Te vejo no próximo episódio até lá.
