Gravidez ectópica: entenda por que ela ocorre

Gravidez ectópica: entenda por que ela ocorre

Gravidez ectópica: entenda por que ela ocorre

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Sendo uma condição pouco frequente entre a população, a gravidez ectópica acontece quando o embrião (óvulo já fecundado) é implantado de forma equivocada fora da cavidade uterina. 

A gravidez extrauterina afeta cerca de 2 a cada 100 gestações diagnosticadas no Brasil, e se não for tratada a tempo pode trazer sérios riscos à saúde e à fertilidade da mulher.

Quer saber mais sobre a gravidez ectópica, quais os principais sintomas, por que ela ocorre e como são os tratamentos disponíveis? Leia nosso artigo e entenda! 

Por que ocorre a gravidez ectópica? 

Na gravidez uterina, o processo que normalmente ocorre é a fecundação do óvulo pelo espermatozoide nas trompas de Falópio, a partir de uma relação sexual. 

Em seguida o embrião se deslocará até o útero, acontecendo então o processo de nidação, que se trata da implantação do embrião no endométrio, marcando o início de uma gestação. 

Numa gravidez ectópica, a implantação do saco gestacional ocorre em outro local que não a cavidade uterina. Geralmente, a gravidez extrauterina ocorre em uma das trompas – na forma de gravidez tubária, mas também pode acontecer em outras partes, como ovários, colo do útero, na cavidade pélvica ou abdominal. 

A gravidez ectópica pode ser unilateral – em apenas uma das trompas de Falópio (podendo ser gemelar ou não), ou bilateral que é uma das formas de gestação gemelar mais raras, quando acontece em ambas as trompas.

Infelizmente, caso o embrião se fixe fora da cavidade uterina, ele não possui as condições necessárias para se desenvolver. 

A gravidez ectópica pode trazer sérios riscos à saúde da mulher, pois pode causar hemorragia, fortes dores abdominais e em alguns casos danos aos órgãos, podendo provocar até mesmo a morte. Por isso, quando há suspeita de gravidez e o teste dá positivo é importante consultar com um ginecologista e realizar um exame de ultrassonografia. 

Possíveis causas 

A gravidez extrauterina é um evento que pode acontecer com qualquer mulher em idade reprodutiva, no entanto, alguns fatores podem influenciar no surgimento. 

Algumas condições como infecções ou cicatrizes nas trompas uterinas, assim como a má formação, são fatores que podem prejudicar o deslocamento do feto até o útero. 

Outros principais fatores descritos na literatura médica que podem influenciar numa gravidez ectópica são:

Importante destacar que a presença de tais fatores podem aumentar a chance de uma gestação fora do útero, mas não são determinantes para a ocorrência. É necessário que seja realizada uma investigação médica aprofundada e individualizada conforme o histórico da paciente.

Sinais e sintomas

A gravidez ectópica corresponde a cerca de 1 a 2% de todas as gravidezes, sendo que o diagnóstico pode ser realizado em torno da oitava semana de gravidez. 

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Os sintomas desse tipo de gestação variam, sendo inicialmente semelhantes aos de qualquer outra gravidez. A maioria das pacientes relata dor pélvica, cólicas e sangramento vaginal. Os sintomas podem muitas vezes ser ausentes, até a ruptura da estrutura que contém o embrião, que é uma situação bastante grave.

Sintomas de gravidez ectópica sem sinais de ruptura nas trompas:

  • dor ou desconforto na região abdominal;
  • sangramento vaginal irregular;
  • dor durante o exame pélvico;
  • dor às relações sexuais;
  • beta hCG  positivo.

Sintomas de gravidez ectópica com ruptura:

  • dor abdominal intensa;
  • fraqueza e desmaios;
  • sensação de peso na vagina;
  • forte dor à palpação do útero;
  • beta hCG positivo. 

Como é feito o diagnóstico 

Para ser diagnosticada, em caso de suspeita de gravidez ectópica o médico solicitará alguns exames que podem incluir:

  • nível sérico de beta-gonadotrofina coriônica humana (beta hCG);
  • ultrassonografia pélvica;

A gestação ectópica não pode progredir e chegar ao final, mas se diagnosticada e tratada antes de ocorrer a ruptura, os danos à saúde materna são raros. Caso haja a ruptura, o atendimento médico precisa ser imediato.

Tratamento 

O tratamento para a gestação ectópica pode ser realizado de algumas formas: por meio do uso de medicamentos que induzem o aborto, por meio de cirurgia para a retirada da estrutura acometida ou mesmo conduta expectante. A escolha do tratamento depende das características (localização, tamanho, fluxo sanguíneo, entre outros) avaliadas ao exame. 

O diagnóstico precoce é importantíssimo para que o tratamento possa ser menos invasivo e a recuperação mais simples, e o objetivo do tratamento é sempre na tentativa de preservar a fertilidade.

Leia também: Engravidar com uma trompa: descubra agora se é possível 

Como a reprodução humana pode auxiliar mulheres que já tiveram gestação ectópica?

Primeiramente, é importante destacar que é possível engravidar após uma gravidez ectópica. Uma mulher que passou por uma gestação ectópica continuará a ovular, sendo capaz de obter uma gestação natural ou com o auxílio da medicina reprodutiva. 

O sucesso de uma nova gestação dependerá dos danos que a gravidez fora do útero ocasionou ao aparelho reprodutor feminino. Por exemplo, no caso de gravidez tubária em que a mulher tenha perdido a trompa, uma nova gestação pode ficar mais difícil, mas é possível. Caso haja lesão de ambas as trompas, não é possível engravidar naturalmente, sendo necessário recorrer à fertilização in vitro

A gravidez ectópica pode acontecer em procedimentos de reprodução humana? 

Este tipo de gestação pode ocorrer no procedimento de reprodução humana de fertilização in vitro (FIV).

Embora os embriões sejam transferidos diretamente para a cavidade uterina, patologias nas trompas uterinas, tipos de tratamento realizado e microcontrações uterinas, além de outros fatores como idade materna avançada e tabagismo são alguns possíveis motivos de  gestação ectópica em mulheres submetidas ao procedimento. 

A gravidez fora do útero pode acontecer por diversas outras questões, pois possui vários fatores de risco associados, dessa maneira, é difícil atribuir a apenas uma causa isolada. 

Uma das formas de diminuir a incidência de gestação ectópica em procedimentos de FIV é a redução do número de embriões transferidos, além da transferência em estágio de blastocisto (embrião no 5° dia). 

Gostou do nosso artigo sobre gravidez ectópica? Caso ainda esteja com dúvidas entre em contato conosco ou deixe um comentário abaixo! 

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Dra. Rebecca Pontelo

Médica Ginecologista - CRM 123.481 Curso Superior de medicina na Universidade Federal do Espírito Santo - 1999 a 2005 Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na FMRP-USP - 2006 a 2009 Especialização em Reprodução Humana pela FMRP-USP - 2009 a 2010 Tìtulo de especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Febrasgo em 2009
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