Cisto hemorrágico altera a fertilidade feminina?

Cisto hemorrágico altera a fertilidade feminina?

Cisto hemorrágico altera a fertilidade feminina?

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Os cistos são “bolsas” de conteúdo líquido que podem aparecer em várias regiões do corpo, como mama, fígado, tireoide, rins e ovários.

O surgimento dos cistos hemorrágicos nos ovários é em geral uma situação comum, que pode acontecer em várias fases da vida de mulheres em idade fértil.

Se você está com dúvidas a respeito do cisto hemorrágico e quer entender a relação dele com a fertilidade feminina, continue a leitura do artigo!

O que é cisto hemorrágico?

Existem vários tipos de cistos que podem surgir na região dos ovários. Os cistos nos ovários são estruturas de tecido orgânico com formato de bolsas repletas de líquido ou materiais semissólidos. A maioria desses cistos são benignos, ou seja, não representam riscos à saúde e não estão relacionados a doenças.

O cisto hemorrágico acontece quando há um rompimento de um pequeno vaso de um folículo, gerando sangramento em seu interior, o que forma o cisto. Na grande parte dos casos não é necessário intervenção médica.

O surgimento do cisto hemorrágico é comum em mulheres com idades entre 15 a 35 anos que não fazem uso de anticoncepcionais. O cisto pode aparecer de maneira espontânea, assim como desaparecer ao longo do ciclo menstrual a partir do crescimento dos folículos.

Entretanto, em alguns casos pode haver complicações, por isso é fundamental a consulta médica para avaliação e acompanhamento dessa condição.

O cisto hemorrágico pode alterar a fertilidade?

O cisto hemorrágico não costuma alterar a fertilidade, no entanto, dependendo de seu tamanho e sua evolução, ele pode trazer complicações que interferem.

Isso acontece porque alguns cistos podem ter um tamanho que distorça a arquitetura pélvica, ou mesmo pode haver risco de torção ou ruptura, o que levaria a uma intervenção cirúrgica. Esses casos são, felizmente, bastante raros, e via de regra a fertilidade não é afetada.

É importante não confundir a presença de cistos ovarianos com a síndrome dos ovários policísticos, pois nem sempre a existência de um cisto na região quer dizer que a paciente possui SOP.

A diferença de ambas as condições pode ser diagnosticada por meio da anamnese, de exames laboratoriais e de imagem.

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Como identificar um cisto hemorrágico?

O cisto hemorrágico pode ser identificado por meio de exames de imagem como ultrassom transvaginal ou pélvico. No diagnóstico será avaliado a presença do cisto, que possui um conteúdo espesso com aspecto semelhante ao de vidro fosco, sua localização, quantidade de sangramento e tamanho.

O principal sintoma é a dor pélvica, normalmente do lado do corpo em que o cisto se encontra.

Dependendo da situação podem ocorrer possíveis complicações, principalmente quando há torção ou ruptura do ovário – situações raras, como já mencionado.

É possível evitar esta condição?

Ter cistos benignos ou cistos funcionais no ovário, como é o caso do cisto hemorrágico, é relativamente comum entre mulheres em idade fértil, pois tem relação com o processo de ovulação. Por esse motivo não é possível evitar com que aconteça. O uso de pílulas anticoncepcionais pode contribuir com a redução do risco, ao colocar os ovários em repouso. Não havendo ovulação, diminuímos a possibilidade de haver esse tipo de cisto.

Existem mais dois tipos de cistos funcionais além do cisto hemorrágico, sendo:

  • Cistos foliculares: ocorrem quando o folículo, que é uma pequena vesícula que contém o óvulo, não se rompe durante a ovulação e acumula líquido em seu interior.
  • Cistos de corpo lúteo: surgem após a ovulação e produzem a progesterona, hormônio responsável por preparar o útero para uma gestação. Assim como os cistos foliculares não costumam apresentar sintomas.

Como é o tratamento para o cisto hemorrágico?

O tratamento não é necessário para cistos de diâmetro pequeno, pois, como falamos acima, os cistos tendem a desaparecer após alguns ciclos menstruais.

Caso ocorra dor pélvica persistente, é preciso procurar um profissional médico para que a paciente seja avaliada e prescritos medicamentos que aliviem os sintomas.

Cirurgias são recomendadas apenas para casos mais graves, quando o cisto é anormal ou há ruptura ou torção. Nesses casos pode ser preciso retirar o cisto ou até mesmo o ovário, tudo dependerá da avaliação intra-operatória.

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Dra. Rebecca Pontelo

Médica Ginecologista - CRM 123.481 Curso Superior de medicina na Universidade Federal do Espírito Santo - 1999 a 2005 Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na FMRP-USP - 2006 a 2009 Especialização em Reprodução Humana pela FMRP-USP - 2009 a 2010 Tìtulo de especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Febrasgo em 2009
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