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Dra. Camilla Vidal

Médica ginecologista com especialização em Reprodução Humana na HCFMRP – USP. CRM-SP 164.436
gravidez com doação de embrião

A gravidez com doação de embrião é uma excelente alternativa para casais que sonham com a maternidade, mas que enfrentam problemas de fertilidade. O método é reconhecido pelo Ministério da Saúde e aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, desde que algumas exigências sejam devidamente cumpridas.

Assim, diversos casais optam pela adoção de embriões para realizar o sonho da gestação, por motivos desde a preferência por tal método à necessidade de utilizar gametas (óvulos e/ou espermatozoides) doados. Esses casais, normalmente, buscam embriões cujos pais biológicos tenham características físicas semelhantes a eles. Para você entender tudo sobre o assunto, elaboramos este post com o intuito de desmitificar o tema. Confira!

Quais embriões são elegíveis para doação?

Muitos casais que fazem fertilização in vitro acabam deixando nas clínicas de reprodução humana embriões congelados para outras tentativas de tratamento ou uma possível segunda ou terceira gestação. No entanto, há diversos casos em que o casal acaba engravidando na primeira tentativa e/ou desistem de ter mais filhos e acabam assinando um termo de doação.

A legislação brasileira determina que os embriões sejam mantidos na clínica por um período de no mínimo 3 anos, para caso haja arrependimento ou mudança de planos do casal. Não existe tempo máximo para este armazenamento, podendo ser mantidos por tempo indeterminado.

Durante esse período eles ficam armazenados em botijões de nitrogênio líquido a temperaturas inferiores a -150ºC. Passados os 3 anos, os casais podem optar pelo descarte dos embriões, doação para pesquisa ou pela doação para outros casais que enfrentam a infertilidade.

Como é o tratamento com embriões doados?

Quando o casal decide que fará a adoção de um ou mais embriões, algumas etapas do tratamento não se fazem necessárias, como o controle da ovulação, coleta de óvulos e coleta espermática, uma vez que os embriões já estão formados (confira todas as etapas necessárias para a formação do embrião no nosso infográfico: Passo a Passo da FIV).

Os embriões são formados no laboratório por meio da fertilização in vitro, depois são congelados utilizando a técnica de vitrificação, que busca garantir melhor taxa de sobrevivência dos embriões quando descongelados. Quando armazenados em nitrogênio líquido, os embriões não tem prazo para serem utilizados.

Nos casos de adoção de embriões, a primeira etapa do tratamento após a identificação de embriões compatíveis para adoção, é o preparo endometrial para a transferência embrionária, confira no vídeo abaixo.

Quando o endométrio está apto a receber os embriões, esses são transferidos para a cavidade uterina por meio de um cateter orientado por ultrassom.

A quantidade máxima de embriões a ser transferida depende da idade da mulher que forneceu os óvulos, no momento da coleta dos óvulos, conforme imagem abaixo:

https://ceferp.com.br/wp-content/uploads/2019/01/transferencia-vs-idade-materna.png

Depois da transferência é necessário aguardar 14 dias para que seja realizado o exame BetaHCG para verificar a gestação. Em caso positivo, depois de mais 14 dias é feito o primeiro ultrassom, a fim de confirmar a gravidez dentro do útero, a chamada gestação clínica.

Quem pode fazer esse tipo de tratamento?

Qualquer casal poderia se beneficiar do tratamento utilizando embriões doados, o que ocorre é que os casais preferem tentar gerar filhos com seu patrimônio genético, recorrendo à opção de adoção de embriões apenas em casos extremos.

Normalmente, casais em que apenas um ou nenhum deles pode contribuir com seu material genético (o homem com seus espermatozoides, a mulher com seus óvulos) mas gostariam de passar pela experiência da gestação, podem fazer esse tipo de tratamento.

Isso pode ocorrer em algumas situações, como:

Homens:

– Azoospermia não obstrutiva (onde não há produção de espermatozoides);

Mulheres:

– Baixa reserva ovariana;

-Menopausa;

– Ausência dos ovários.

Mulheres que desejam a produção independente também poderiam se beneficiar deste tipo de tratamento.

O que diz o Conselho Federal de Medicina sobre a doação de embriões

A doação de embriões, no Brasil, é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina, desde que não tenha caráter lucrativo ou comercial.

É necessário manter o sigilo sobre a identidade dos doadores assim como dos receptores. De acordo com o CFM, a escolha dos doadores é de responsabilidade do médico, que fará o encontro de embriões com as características mais semelhantes possíveis com o casal receptor.

Por isso, a escolha de uma clínica de reprodução humana de credibilidade é fundamental em todo o procedimento de uma gravidez com doação de embrião.

Veja a evolução da doação de embriões no Brasil

Relatório do Sistema de Produção de Embriões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, vinculada ao Ministério da Saúde, mostra que o congelamento de embriões e consequentes doações estão em um processo de crescimento no Brasil.

Somente em 2017, foram 78.216 embriões congelados no país, um aumento de 17% em comparação ao ano anterior. Segundo o estudo, a região que mais congelou foi a Sudeste, com 65%, seguida pelo Sul e Nordeste.

Com o crescente número de ciclos de tratamento de reprodução assistida, e o aumento no número de embriões formados, vem crescendo também a realização e a divulgação da possibilidade de doação de embriões para auxiliar outros casais.

Você já conhecia a adoção de embrião? Trata-se de um procedimento regulamentado, que modifica vidas e traz uma nova razão de viver para muita gente que já estava praticamente desistindo do sonho da maternidade.

A gravidez com doação de embrião é uma tendência que veio para ficar, com a certeza de que os futuros habitantes do planeta terão um lar digno e com muito amor.

Ao ler este post, você percebeu que a idade é um fator que faz total diferença no sucesso de uma gravidez. Mas, por qual motivo? Saiba agora lendo o artigo que fala especificamente sobre o tema!

esperma amarelado

Muitos homens se assustam quando veem algumas características do sêmen, que não sabem dizer se são ou não normais. Um dos problemas mais comuns questionados pelos pacientes é o surgimento de um tom amarelado que os preocupa bastante, principalmente em relação à fertilidade. Mas, então, o que pode significar o esperma alterado? É uma doença? É algo realmente preocupante? Isso compromete a sua capacidade de ter filhos?

Para responder a essas e outras questões, escrevemos este conteúdo. Afinal, o aspecto do sêmen, popularmente conhecido como esperma, pode ser um indicador muito importante da saúde masculina e algumas alterações podem indicar, inclusive, um problema de saúde sistêmico. Quer saber mais? Acompanhe!

Como é o aspecto normal do sêmen?

O sêmen caracteristicamente normal é cinza-esbranquiçado, tendo uma textura gelatinosa e pegajosa. Ele é dessa cor devido à sua composição que, além das células reprodutivas (os espermatozoides), também conta com uma ampla variedade de minerais, proteínas, entre outras substâncias químicas.

Os espermatozoides são produzidos nos testículos e, após finalizado seu processo de produção e maturação, são eliminados no sêmen durante a ejaculação. A parte líquida do sêmen tem origem das glândulas do sistema reprodutor, como a vesícula seminal, a glândula bulbouretral e a próstata.

Todas as substâncias contidas no sêmen são essenciais para manter a viabilidade do espermatozoide e permitir que ele fecunde adequadamente o oócito da mulher, conhecido popularmente como óvulo. Qualquer alteração na composição dessas secreções pode alterar a cor do sêmen e, consequentemente, os demais parâmetros seminais.

Quais características são consideradas alteradas?

Como explicamos, a alteração mais comum relatada pelos homens é referente à cor do esperma, sendo principalmente referido o tom amarelado. Na maior parte das vezes, isso ocorre de forma esporádica e inespecífica. Nesse caso, falamos que provavelmente se trata de uma alteração benigna, isto é, não reflete nenhuma condição de saúde preocupante ou infertilidade.

Por outro lado, caso isso ocorra com uma frequência razoável, você deverá procurar um urologista para fazer uma investigação mais aprofundada. destacamos as causas mais comuns para a característica mais amarelada no esperma, a seguir.

Dieta e hábitos de vida

Alguns alimentos podem mudar a cor do sêmen em alguns homens, como os corantes amarelos e os alimentos ricos em enxofre, como a cebola e o alho. É importante também orientar que homens que ficam longos períodos sem ejacular podem apresentar coloração mais amarelada no líquido seminal, devido à degradação de grande quantidade de espermatozoides que tenham sido armazenados por muito tempo.

Leucospermia

Quando o sistema imunológico está combatendo uma infecção, várias células vão ao local para matar os micro-organismos. Uma das principais, os neutrófilos, são potentes bactericidas e liberam várias enzimas e substâncias, que dão um aspecto amarelado ou esverdeado ao sêmen. São as mesmas células que mudam a cor da secreção nasal nas sinusites e que dão cor ao pus.

Em infecções como prostatites, uretrites e ISTs (como clamídia e gonorreia), isso é muito comum e recebe o nome técnico de leucospermia. Nesses casos, é essencial procurar tratamento médico rapidamente. Há algumas infecções que podem causar infertilidade ou outros problemas de saúde, podendo, inclusive, ser transmissíveis ao(s) parceiro(s).

Infecção da próstata (prostatite)

Agora, vamos falar da infecção do sistema reprodutor mais comum nos homens após os 40 anos, a prostatite. Além da cor amarelada que pode aparecer no líquido seminal, geralmente, isso pode ser acompanhado de outros sintomas, como:

  • dificuldade em urinar;
  • dor na micção;
  • urgência miccional;
  • dor abdominal baixa;
  • dor durante a ejaculação, entre outros sintomas.

Nesse caso, é preciso fazer um tratamento com antibióticos, que só podem ser receitados por um médico após a devida avaliação do quadro.

Icterícia

A icterícia é caracterizada pelo aparecimento de um tom amarelo na pele e nas mucosas, como os olhos. Ela ocorre devido ao acúmulo de um pigmento chamado de bilirrubina no sangue, que é liberado durante a degradação da hemoglobina dos nossos glóbulos vermelhos.

É um quadro relativamente frequente na população e pode ocorrer por vários motivos, como cálculos nas vias biliares, doenças no fígado (hepatites, cirrose etc.), aumento da quebra de células sanguíneas (hemólise), entre outros.

Um dos efeitos secundários da icterícia pode ser o esperma amarelado, principalmente nos casos mais graves. Isso pode gerar alterações importantes que ocasionam uma infertilidade temporária. Assim que a icterícia e sua causa são corrigidas, a tendência é que tudo volte ao normal.

Quais são outras alterações comuns na cor do sêmen?

Enquanto a cor amarelada pode ser causada por vários motivos, o esperma amarronzado ou avermelhado, geralmente, aponta a presença de sangue.

O vermelho indica a presença de sangue vivo, provavelmente devido a alguma lesão no trajeto do sêmen desde o testículo. Isso pode ser causado pelo rompimento inofensivo de algum vaso por um trauma, mas precisa de uma investigação profunda, pois, mesmo que raramente, pode ser um sinal de neoplasias nos testículos ou na uretra.

O marrom pode significar que o sangue não se misturou com o sêmen no trajeto da ejaculação, mas que algum órgão produtor das secreções ou dos espermatozoides esteja com um sangramento mais crônico. Em ambos os casos, se houver persistência dos sintomas ou outros sinais associados, é importantíssimo procurar ajuda médica o quanto antes.

O que fazer quando o esperma está alterado e você suspeita de infertilidade?

Na maioria dos casos, assim que tratamos as causas das alterações seminais, ocorre a normalização do aspecto do sêmen. No entanto, caso você suspeite de que há algo mais, principalmente relacionado à fertilidade, é a hora de procurar um médico especialista em reprodução humana. Afinal, além de avaliar sua saúde geral, ele também pedirá uma série de exames importantes de avaliação seminal, como o espermograma e a espermocultura.

Com isso, você poderá saber se há alguma infecção nos testículos e no epidídimo, além de verificar a viabilidade dos seus espermatozoides. A partir dos resultados, o médico poderá elaborar um programa terapêutico que permita a normalização da fertilidade.

Portanto, se você perceber seu esperma alterado, primeiramente tenha calma! Observe se esse sintoma se repetirá e, nesse caso, procure uma consulta médica especializada o quanto antes, a fim de ter o tratamento adequado. Evite ao máximo tratamentos caseiros, pois eles podem adiar uma solução mais eficaz.

Quer saber mais sobre a fertilidade masculina e todos os mitos e verdades sobre ela? Então, confira o nosso e-book sobre o assunto!

HPV pode causar infertilidade? Entenda melhor essa relação!

Historicamente, a infecção pelo Papiloma Vírus Humano — o HPV — está associada ao desenvolvimento de verrugas genitais e também a alguns tipos de câncer. Recentes estudos também têm sugerido que a infecção pelo HPV pode causar infertilidade masculina e feminina.

Além disso, intercorrências na gravidez podem estar associadas ao vírus. Quando a mamãe grávida tem a infecção, pode ocorrer maior risco de abortamento, prematuridade ou o bebê pode nascer com um problema na laringe, o papiloma.

Pensando nisso e nas alternativas para se reduzir esses riscos, elaboramos um texto sobre o assunto para tranquilizar sua jornada em busca da saúde do bebê!

O que é HPV?

A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível (DST) de maior incidência na população brasileira. O quadro clínico é variável de acordo com o subtipo do vírus.

Existem 12 subtipos identificados como de alto risco. Os HPV’s tipo 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58 e 59 têm maior probabilidade de persistirem no organismo e estarem associados ao desenvolvimento do câncer. Os HPV’s de tipo 16 e 18 são os mais frequentemente associados ao surgimento do câncer de colo do útero (cerca de 70% dos casos).

Estes subtipos também são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, 60% dos casos de câncer de vagina e 50% dos casos de câncer vulvar. Os cânceres de boca e de garganta são o sexto tipo de neoplasia mais frequente em todo o mundo, sendo que a incidência desse tipo de câncer está relacionada ao HPV e à prática de sexo oral. Nos homens, o câncer de pênis é o mais associado ao vírus.

Os subtipos 6 e 11 (baixo risco) estão associados a lesões verrucosas genitais (ou condilomas) e papiloma de laringe, sem relação com malignidade. A pessoa infectada pode ficar anos sem manifestar qualquer sintoma e as primeiras verrugas podem aparecer depois de 20 anos da infecção. Por isso, muitas pessoas nem sabem que têm a infecção. Quando as lesões se tornam visíveis, as chances de contaminação são mais elevadas.

Como identificar o HPV?

Para confirmar a infecção pelo vírus papiloma humana, o médico precisa analisar, minuciosamente, a região genital do indivíduo. O objetivo é descobrir alguma lesão — ou a presença de verruga — sugestiva da doença.

Caso esses sinais sejam confirmados, será necessário realizar exames específicos que possam identificar a presença do HPV. A realização dos exames é importante porque nem todos os vírus provocam o aparecimento de verrugas ou de lesões na região genital. Porém, se essas lesões forem reconhecidas por um Urologista ou Ginecologista como sendo características do vírus HPV, exames específicos deverão ser solicitados e realizados para a confirmação do diagnóstico.

Para as mulheres, o exame mais indicado é a colposcopia. Para os homens, a melhor opção é a peniscopia. Todavia, dependendo do caso, o médico poderá solicitar testes ainda mais específicos a fim de identificar os subtipos virais. Entre os melhores exames, o mais recomendado é a captura híbrida, também conhecida como teste de hibridização molecular. Esse teste é feito pela análise específica de uma pequena parte do tecido lesionado.

Essas técnicas mais especificas objetivam detectar o subtipo do vírus do papiloma humano por meio da análise genética do vírus. Saber o tipo de vírus HPV é essencial para direcionar a conduta médica à escolha do tratamento mais adequado.

Como o HPV pode estar associado à infertilidade?

Para os futuros papais, a infecção pelo HPV pode reduzir a qualidade seminal por meio da diminuição da motilidade dos espermatozoides, devido à provável presença de anticorpos no sêmen.

Para as futuras mamães, os efeitos do HPV na fertilidade ainda são controversos. Entretanto, a infecção pelo vírus na época da fertilização in vitro (FIV) e inseminação intra-útero (IUI) está associada a menores taxas de gestação e maior risco de aborto. Sugere-se que nas mulheres com HPV pode ocorrer maior taxa de fragmentação (perda da integridade) das células dos embriões, mas isso ainda necessita ser confirmado.

Apesar dessas considerações, um estudo realizado na Dinamarca e publicado na Fertility Sterility, em 2019, avaliou 11088 mulheres entre 20 e 29 anos e verificou que a infecção pelo HPV não apresentou relação com a infertilidade feminina.

Como prevenir a infecção pelo HPV?

O uso do preservativo pode prevenir parcialmente a infecção pelo HPV, sendo que o feminino pode oferecer proteção maior do que o masculino. Já a vacina contra o HPV é a melhor maneira para evitar a infecção por esse vírus. Além de reduzir o risco para o câncer de colo do útero, essa vacina também diminui a incidência do câncer do pênis, orofaringe e ânus.

Há dois tipos de vacinas profiláticas para evitar o HPV, que estão liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

  • vacina quadrivalente protege contra a infecção pelos HPV’s 6, 11, 16 e 18 e é fabricada pela Merck Sharp & Dohme (Gardasil®);
  • vacina bivalente, que é fornecida pela empresa GlaxoSmithKline (Cervarix®), confere proteção contra o HPV 16 e 18.

No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a vacinação quadrivalente contra o HPV em duas doses, que devem ser aplicadas com intervalo de seis meses: meninas devem iniciar o esquema entre 9 e 14 anos e os meninos entre 11 e 14 anos. Além dos adolescentes portadores do vírus HIV entre 9 a 26 anos, pessoas em uso de quimioterapia/radioterapia para tratamento do câncer e que receberam algum transplante também têm direito a receber essa imunização.

Esse esquema vacinal protege contra os quatro subtipos mais frequentes do vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Em pessoas com HIV/AIDS são necessárias três doses da vacina (zero, dois e seis meses após a primeira dose). Pessoas que ainda não tiveram início da vida sexual podem receber a vacina também na vida adulta. Converse com seu especialista e discuta sobre a avaliação de diferentes causas que podem estar associadas à infertilidade.

A rotina ginecológica pode auxiliar na investigação da infecção pelo HPV para minimizar possíveis riscos para você e seu bebê! Entre em contato e agende uma visita ao CEFERP! Até breve!

Referências:

Nøhr B, Kjaer SK, Soylu L, Jensen A. High-risk human papillomavirus infection in female and subsequent risk of infertility: a population-based cohort study. Fertil Steril. 2019;111(6):1236-1242.

Ministério da Saúde: http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/vacinahpv/

gravidez pós-parto

Se você já tem um filho e está planejando aumentar a família, é importante considerar algumas questões, como os aspectos emocionais que envolvem essa decisão e o intervalo seguro para a gravidez pós-parto.

Para alguns casais, a menor diferença de idade entre os irmãos significa mais trabalho para cuidar de dois bebês ao mesmo tempo, além de mais despesas com ambos. Afinal, quanto menor a diferença, maior a probabilidade de o mais velho ainda usar fraldas, precisar de vacinas periódicas e, muitas vezes, ter dificuldades com o sono.

Porém, há quem tenha outra opinião e deseje filhos com idades próximas. Mas existe um momento certo para engravidar novamente? Confira o post e descubra agora mesmo!

Saiba quando uma nova gestação é segura

Independentemente de seu desejo de ter ou não filhos em idades próximas, existem diversos fatores que precisam ser considerados antes de começar, de fato, a planejar a nova gestação. Um dos principais motivos é a realidade de que o organismo materno necessita de um tempo para se recuperar da gravidez anterior.

Durante a gestação, o corpo feminino se modifica totalmente. Além das mudanças hormonais para manutenção da gravidez e aleitamento, há tendência à retenção de líquidos, que exige maior esforço cardiorrespiratório, bem como o crescimento do útero para acomodar o bebê.

Assim, o ideal é que a mulher só engravide novamente depois de seu organismo voltar ao normal.

O retorno da menstruação após o parto também está relacionado às mudanças corporais e hormonais. Quando a mãe amamenta o primeiro filho, o estímulo hormonal gerado pela amamentação pode interferir na pulsatilidade dos hormônios associados à ovulação, fazendo com que a mulher tenha tendência a apresentar ciclos anovulatórios.

Por isso, é muito comum mães que amamentam manterem-se por longos períodos sem menstruar. Porém, isso não é uma regra e em alguns ciclos ela pode apresentar ovulação, mesmo em vigência da amamentação. Dessa forma, é aconselhável que a mulher discuta a associação de um método anticoncepcional, liberado para esta fase, com seu ginecologista.

Nos casos em que o bebê não mama no peito, o retorno aos ciclos ovulatórios tende a ser mais precoce, podendo inclusive ocorrer no mês seguinte.

Em virtude dessas possíveis influências na ovulação, a ocorrência de gestação no período de apenas alguns meses após o parto pode ser mais difícil. Porém, existem também outros aspectos que precisam ser levados em consideração antes de programar uma nova gestação. Acompanhe!

Tipo de parto

O tipo de parto anterior pode estar associado a maiores riscos na gravidez ou parto atual, caso o intervalo entre os partos seja muito curto. Mulheres que passaram por uma cesariana têm uma cicatriz uterina recente, que pode se romper com o crescimento uterino e acomodação da segunda gestação, caso os partos sejam muito próximos.

Idade da mãe

A idade materna também faz diferença nessa decisão. Mulheres que tiveram o primeiro filho mais jovens podem considerar aguardar mais tempo, mas as que têm mais de 35 anos e desejam ter um segundo filho devem considerar um intervalo menor, pois sua fertilidade tende a diminuir.

Vale ressaltar que a reserva ovariana é dependente de muitos outros fatores, que também devem ser analisados caso a caso para presumir o risco de redução mais acelerada da reserva ovariana.

Intervalo interpartal

Independentemente do tipo de parto, intervalos muito pequenos entre as duas gestações podem aumentar o risco de prematuridade, descolamento de placenta e baixo peso do bebê. Assim, é recomendável que o intervalo interpartal (entre os partos) mínimo deve ficar em torno de 24 meses.

Ou seja, em recomendações de grandes sociedades internacionais, como o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists), o ideal é que a mulher engravide cerca de dezoito meses ou mais após o primeiro parto.

Em alguns casos, como na ocorrência de uma perda neonatal, é importante também considerar as razões do óbito para avaliar necessidade de investigações adicionais, bem como realização de procedimentos como curetagem uterina, e aguardar o tempo recomendado pelo médico após os procedimentos.

Entenda por que em alguns casos a gravidez pós-parto não acontece

Há casos em que o organismo da mulher já voltou ao normal e o casal se sente emocional e financeiramente preparado para aumentar a família, mas a gravidez não vem. Nessa situação, é importante consultar um médico especializado em reprodução para investigar a origem do problema e propor alternativas de tratamento.

A dificuldade pode ter diversas causas, desde o avanço da idade materna, até questões pontuais que podem interferir na fertilidade do casal. A presença de infecções, doenças como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) ou mesmo alterações na produção de espermatozoides podem atrapalhar as tentativas de gravidez pós-parto. Dependendo dos fatores que estão impedindo a concepção, o profissional poderá indicar os melhores caminhos para que você consiga engravidar novamente.

Quer saber mais sobre o tema? Então, continue a visita em nossa página para entender o que é e quais são as causas infertilidade secundária.

teste de gravidez de farmácia é confiável

Quando um casal está tentando engravidar, a ansiedade costuma ser grande, especialmente para a mulher. Quem nunca imaginou que estava grávida e chegou até a sentir alguns sintomas? Quando isso acontece, as mulheres recorrem a um teste de farmácia. Mas será que um teste de gravidez de farmácia é confiável?

Na verdade, os testes detectam a presença do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) na urina. Assim, supostamente, se houver a presença do hormônio, a mulher está grávida. Se não houver, o resultado é negativo.

No entanto, nem sempre esse resultado é confiável. Existem várias razões que levam tanto a falsos negativos quanto a falsos positivos. Continue a leitura deste artigo para entender melhor por que isso acontece.

Confira como funciona o teste de gravidez de farmácia

Existem vários tipos de testes, mas todos se baseiam na presença do hCG na urina da mulher. Esse hormônio começa a ser produzido somente quando o embrião se implanta na parede do útero, aproximadamente cinco a dez dias depois da fecundação. Sua função é estimular os ovários a produzirem progesterona, essencial para a continuidade da gestação.

Os testes vendidos nas farmácias podem ser um pouco diferentes entre si, mas todos têm a função básica de medir a presença do hCG na urina. Confira os principais tipos:

  • os mais simples consistem em uma fita que deve ser mergulhada em um copo contendo uma amostra de urina. Quando existe presença do hormônio, algumas partes da fita mudam de cor;
  • alguns testes contêm uma espécie de bastão, que pode ser molhado diretamente no jato de urina, sem a necessidade de coleta de amostra. Normalmente, eles mostram a presença de uma ou duas linhas, que identificam a gestação ou não;
  • há ainda alguns testes mais sofisticados, que mostram a palavra “positivo” ou “negativo”, sinais “+” (positivo) ou “-“ (negativo), ou a palavra “grávida” e a quantidade estimada de semanas de gestação, ou até mesmo um alarme sonoro.

Em princípio, todos eles funcionam para detectar o hormônio Beta HCG e são um indício de confirmação da gravidez. No entanto, é fundamental que a mulher tenha alguns cuidados para garantir o resultado mais acertado possível:

  • embora alguns testes mais modernos afirmem que conseguem confirmar a gestação alguns dias antes do atraso menstrual, o resultado será mais seguro depois do atraso de fato;
  • é fundamental observar se o teste tem o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e registro no Ministério da Saúde;
  • é importante verificar a validade do teste e as condições da embalagem. Se estiver aberta ou tiver sido exposta à umidade, é possível que o teste não funcione corretamente;
  • ao fazer o teste, pelo menos uma das linhas deve aparecer (ou a informação de negativo). Isso indica que ele está funcionando. Ou seja, se você fizer o teste e não aparecer nada, nem negativo nem positivo, é sinal de que ele falhou e o procedimento deve ser repetido com outro kit de teste;
  • na suspeita de gravidez, o ideal é sempre confirmar o diagnóstico (positivo ou negativo) através de uma dosagem de Beta HCG no sangue, pois este resultado é mais confiável já que o hormônio pode ser mais facilmente detectado no sangue, mesmo que em baixas doses.

Saiba por que os testes de farmácia podem errar

Como explicamos, os testes funcionam detectando a presença de hCG na urina da mulher. No entanto, existem diversas situações em que o resultado pode apontar um falso negativo ou um falso positivo (este segundo caso é mais raro, embora possível).

O teste foi feito cedo demais

Apesar de algumas marcas informarem que os testes funcionam antes mesmo do atraso menstrual, é muito difícil saber, com precisão, em qual momento do ciclo ocorreu a implantação do embrião e o consequente início de produção do hormônio hCG. Portanto, muitas vezes a mulher está de fato grávida, mas a concentração do Beta hCG na urina ainda é muito pequena para ser identificada pelo teste.

Seu ciclo menstrual não é regular

Muitas mulheres não têm ciclos regulares, de 28 dias. Isso significa que a ovulação pode ter ocorrido em outra fase do ciclo, dias depois do previsto. Assim, mesmo que a mulher esteja grávida, o teste poderá apontar um falso negativo, uma vez que ainda será muito cedo para detectar a presença de hCG na urina. Se os seus ciclos são irregulares, variando, por exemplo, entre 25 e 35 dias, o ideal é aguardar um pouco mais (por exemplo, até o 36º dia) para fazer o teste.

Você utilizou algum tipo de hormônio

Alguns tratamentos para fertilidade podem conter hCG. Isso significa que a substância pode estar presente no seu organismo mesmo que não esteja grávida e o teste poderá apontar um falso positivo.

Você não executou o teste corretamente

Será que a ansiedade fez com que você retirasse a fita do teste da amostra de urina muito rapidamente? Além de verificar a integridade da embalagem e a validade do kit, é importante conferir todas as orientações fornecidas pelo teste antes de realizá-lo.

O embrião não se implantou corretamente

É possível que a fecundação tenha realmente ocorrido e tenha havido um início de implantação embrionária, levando o seu organismo a produzir hCG. Porém, o processo de implantação pode não ter evoluído. Ou seja, o espermatozoide fecundou o óvulo, que chegou ao útero, mas não conseguiu se implantar adequadamente no endométrio. Esse processo é conhecido como gravidez química.

Embora o organismo feminino tenha começado a produzir hCG, com a falha na implantação a produção cessa, os níveis hormonais caem e ocorre a menstruação normalmente. Nesse caso, o teste pode apontar um resultado positivo no início, porém com o passar dos dias, a diminuição dos níveis hormonais pode levar a um resultado negativo posteriormente.

Descubra se o teste de gravidez de farmácia é confiável ou não

Como explicamos, se o teste for realizado de maneira correta, no momento certo do ciclo (não muito precocemente) e a mulher não tiver feito uso do hormônio hCG, as chances de um resultado positivo ser verdadeiro são altas. Porém, como você percebeu, existem situações de risco de falsos positivos.

Se você suspeita que está grávida e sua ansiedade não permite esperar o atraso menstrual, o ideal é fazer um exame de sangue para medir a concentração do Beta hCG em seu organismo. Geralmente, a elevação dos níveis deste hormônio no sangue é mais facilmente e precocemente percebida que na urina.

Existem exames qualitativos (que apenas indicam a presença ou ausência do hormônio) e quantitativos (que mostram a concentração real, permitindo inclusive uma melhor estimativa do tempo gestacional e evolução da gravidez).

Muitas vezes a ansiedade é tanta que a mulher não consegue aguardar algumas horas até conferir o resultado do exame de sangue. Então, nesse caso, o teste de gravidez de farmácia pode funcionar como um alívio para a tensão.

No entanto, independentemente do resultado, o ideal é procurar o seu médico e fazer um exame em um laboratório, cujo resultado é mais confiável. Se o resultado do seu teste de farmácia foi positivo, é importante confirmá-lo por meio de um exame de sangue, aproveitando para realizar outros exames necessários para garantir uma gestação saudável.

Por outro lado, se o resultado foi negativo, aguarde alguns dias. Caso você não menstrue normalmente, é possível repetir o teste. Ainda, se você estiver tentando engravidar, vale a pena procurar o médico para analisar quais razões podem estar impedindo a concepção.

Portanto, fique atenta: depois de vários negativos, é interessante analisar com atenção os motivos da demora, pois o casal pode ter algum fator que esteja interferindo na fertilidade.

Nosso artigo esclareceu suas dúvidas sobre o teste de gravidez de farmácia? Então, agora curta nossa página no Facebook e acompanhe mais informações sobre tratamentos para fertilidade e reprodução assistida.

síndrome de Asherman

Ausência de menstruação, dificuldade para engravidar ou ocorrência de abortos de repetição: esses são alguns dos sintomas mais evidentes da síndrome de Asherman, uma doença causada por adesões dentro da cavidade uterina.

Essas aderências no interior do útero, também conhecidas como sinéquias, dificultam ou impedem a implantação do embrião. Assim, mesmo quando a mulher engravida, o embrião pode não se fixar e a gestação pode evoluir para o abortamento espontâneo.

O problema pode ter várias causas, como curetagens anteriores, endometrite (inflamação do endométrio) ou cirurgias para retirada de miomas ou pólipos. Quer saber como é feito o diagnóstico e quais as chances de engravidar após o tratamento? Então, continue a leitura e esclareça suas dúvidas sobre a síndrome de Asherman.

O que é a síndrome de Asherman

Como explicamos, essa síndrome se caracteriza pela presença de aderências intrauterinas, que dificultam ou impedem a gestação, dependendo de sua gravidade. Mesmo em casos menos agressivos, com aderências menores e mais finas, as mulheres podem enfrentar dificuldades para engravidar e, quando conseguem, tem mais chances de sofrer um aborto espontâneo.

Quanto antes for feito o diagnóstico e o tratamento, maiores as chances de gravidez. Vale destacar que, sem o devido tratamento da síndrome de Asherman, até mesmo procedimentos como a fertilização in vitro (FIV) podem ter taxas limitadas de sucesso. Confira a seguir as respostas às principais dúvidas sobre essa doença.

Dúvidas sobre a síndrome de Asherman

1. O que causa a Síndrome de Asherman?

Quando ocorre algum tipo de agressão no interior do útero, podem surgir cicatrizes, formadas por um tecido fibroso. O crescimento desse tecido causa as aderências, conhecidas como sinéquias.

O principal fator associado ao surgimento da síndrome de Asherman é a realização de uma ou mais curetagens uterinas (depois de um aborto ou parto, por exemplo), podendo levar à formação das cicatrizes. O quadro pode ocorrer também devido a outros fatores, como:

  • remoção de placenta aderida à parede do útero de forma inadequada;
  • cirurgias para remoção de miomas ou pólipos;
  • infecções da membrana que reveste o útero (endométrio).

Segundo algumas teorias, pode também haver risco de desenvolvimento da doença pelo próprio período pós-parto, devido aos baixos níveis de estrogênio, hormônio importante para a regeneração e crescimento endometrial.

2. Quais são os sintomas?

Mulheres portadoras da síndrome de Asherman podem ser assintomáticas ou apresentarem problemas como amenorreia (ausência de menstruação) ou fluxo menstrual reduzido, dor pélvica crônica e abortamento de repetição. A infertilidade também pode ser observada, uma vez que o embrião pode ter dificuldade em se fixar no útero, em função das aderências.

A ausência de sintomas específicos é um dos fatores que dificultam o diagnóstico precoce da doença. Porém, sua ocorrência não é incomum. Segundo alguns estudos, as adesões podem estar presentes em cerca de 20% da população feminina com histórico de uma curetagem pós-parto ou aborto.

Embora o aborto espontâneo seja a manifestação obstétrica mais comum da doença, quando é possível levar a gestação adiante, podem surgir outras complicações, como parto pré termo e placenta acreta (quando ela se adere mais que o habitual à parede uterina).

3. Como é feito o diagnóstico?

Após a anamnese, as mulheres com suspeita da síndrome de Asherman geralmente são orientadas a realizar uma histeroscopia, um procedimento que permite a visualização do interior do útero através de uma pequena câmera, e desta maneira avaliar a presença de alterações anatômicas sugestivas da síndrome de Asherman. Este exame avalia a presença, extensão e características morfológicas das sinéquias presentes na cavidade uterina. Caso haja alguma alteração, a correção pode ser realizada no mesmo momento, dependendo do grau dos achados.

Métodos como a histerossalpingografia e o ultrassom transvaginal não são tão eficientes para o diagnóstico, além de não permitirem a remoção das sinéquias.

4. Qual é o tratamento para a síndrome de Asherman?

O tratamento mais comum é a indicação de histeroscopia com o objetivo de correção dos achados encontrados. Durante a histeroscopia, uma pequena tesoura é introduzida no interior do útero. Com o apoio de uma microcâmera, as aderências são desfeitas pelo profissional que executa o procedimento. A critério médico, o tratamento hormonal, especialmente com estrogênio, também pode ser recomendado após a cirurgia.

Em alguns casos, não é possível realizar a histeroscopia, em função de adesões mais severas que obstruem a parte inferior da cavidade uterina (local que permitiria o acesso dos instrumentos para a histeroscopia). Dependendo da extensão das sinéquias, pode ser necessária a realização de outros procedimentos para a eliminação da doença. Vale explicar que mulheres que tem o endométrio muito fino podem não responder bem ao tratamento, continuando com a dificuldade em manter a gestação.

5. A histeroscopia apresenta algum risco?

Embora o risco seja mínimo, as principais possíveis complicações são a perfuração uterina, a hemorragia e a infecção pélvica. Por essa razão, é fundamental realizar o procedimento com um profissional experiente e de sua confiança.

6. Depois do tratamento, a mulher consegue engravidar?

Após o tratamento, a chance de gestação aumenta. Porém, isso dependerá muito das condições de seu endométrio. Se essa membrana estiver muito fina, pode ser que a dificuldade persista, levando à necessidade de outros tratamentos.

7. Existem riscos na gravidez após o tratamento da síndrome de Asherman?

Isso pode variar de acordo com a severidade da síndrome. Assim, casos em que as sinéquias, antes da remoção, afetavam grande parte da cavidade uterina, podem trazer maiores riscos, como:

  • aborto espontâneo;
  • formação de placenta acreta, ou seja, que invade mais que o habitual a parede uterina. Geralmente, não é uma condição prejudicial ao bebê, mas existe risco de que a placenta não seja expulsa durante o parto, tornando necessárias medidas para sua extração, como curagem, curetagem ou até mesmo cirurgia para remoção do útero, a depender da extensão da invasão placentária.

8. A FIV é uma alternativa ao tratamento da síndrome de Asherman?

Em um primeiro momento, não. Como a síndrome de Asherman dificulta que o embrião se fixe no útero, não adiantaria optar pela fertilização in vitro sem correção das alterações uterinas, pois após a transferência embrionária, o embrião se depararia com as mesmas dificuldades de fixação ao útero. Para que esse ou outros tratamentos tenham melhores resultados, é fundamental remover as aderências da cavidade uterina previamente.

Em muitos casos, após a remoção das sinéquias, a mulher consegue engravidar de forma espontânea. Porém, dependendo de alguns fatores, como idade, parâmetros seminais do parceiro, entre outros, um tratamento especializado em uma clínica de reprodução humana, pode ser a melhor alternativa.

Afinal, até descobrir ser portadora da síndrome de Asherman e passar pelo tratamento específico, a paciente normalmente já enfrentou dificuldade para engravidar, ou até mesmo um ou mais abortos espontâneos, acumulando diversas frustrações decorrentes do quadro de infertilidade. Com o passar dos anos, a qualidade dos óvulos tende a ser menor e a fertilidade diminui, causando mais dificuldades para engravidar. Assim, o tratamento é uma alternativa para que a mulher não perca um tempo precioso tentando engravidar naturalmente.

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varicocele

Você e seu companheiro estão enfrentando dificuldades para engravidar? Saiba que existem várias questões que podem interferir, tanto na infertilidade masculina quanto na feminina. Um problema comum, que afeta muitos homens e pode causar infertilidade é a varicocele.

A doença, que causa a dilatação dos vasos venosos responsáveis por drenar o sangue que chega aos testículos, pode estará relacionada à redução das chances de gravidez de um casal. Porém, nem sempre quem apresenta o problema enfrenta dificuldades para obter a gestação de forma espontânea.

De qualquer forma, vale a pena investigar. Em grande parte dos casos, a varicocele pode ser diagnosticada em um exame clínico simples. Embora a sua correção cirúrgica não seja uma garantia de que a parceira engravidará, é importante destacar que as chances podem aumentar. Quer saber mais sobre esse problema e como revertê-lo? Então, acompanhe nosso post!

Entenda o que é a varicocele

O sangue que chega aos testículos pelas artérias testiculares precisa ser drenado, o que acontece por outros tipos de vasos, que são as veias. Quando isso não ocorre de maneira correta, a circulação sanguínea no local é prejudicada, favorecendo o surgimento de problemas nos vasos localizados junto aos testículos, especialmente do lado esquerdo devido a fatores anatômicos da vascularização.

A varicocele é causada pelo mesmo tipo de problema que leva à formação de varizes. No entanto, isso não significa que um indivíduo que tem varizes desenvolverá varicocele, e nem que a presença de uma das patologias pode levar ao surgimento da outra.

Normalmente, a varicocele é uma doença congênita, mas que só é identificada por volta dos 10 a 12 anos, quando o menino começa a desenvolver os sinais de puberdade. Em alguns casos, os vasos são bastante visíveis e o diagnóstico clínico é simples para um médico especialista. Em outras situações, são necessários exames complementares, como o ultrassom com Ddoppler.

A varicocele não costuma causar dor, mas quando descoberta ainda no final da infância ou durante a puberdade, a depender dos sintomas apresentados, pode existir recomendação de tratamento cirúrgico em função do risco de prejudicar o desenvolvimento dos testículos. Estima-se que cerca de 8% da população masculina tenha varicocele, embora esse percentual acabe sendo ser maior — 21 a 40% — entre aqueles que procuram clínicas de fertilidade.

Descubra como a varicocele interfere na fertilidade masculina

Como explicamos, nem sempre a doença é identificada durante a infância ou na puberdade. Muitos homens, inclusive, só descobrem que têm varicocele depois de adultos, e não são raros os casos em que já têm filhos, o que indica que não houve um comprometimento tão severo da fertilidade.

No entanto, em casais com dificuldade para conceber, a correção da varicocele pode ser recomendada. Estudos apontam uma melhora de cerca de 70 a 120% nos parâmetros seminais após o tratamento. O tratamento cirúrgico pode eliminar em até 90% as varicoceles, porém, a taxa de melhora nos parâmetros seminais é mais difícil de ser padronizada, pois ainda não há consenso de parâmetros que definiriam melhora nas características do espermograma.

As chances de gravidez após a correção também dependem de outros fatores envolvidos, inclusive relacionados à mulher. cirúrgico, e uma taxa de gravidez de aproximadamente 33 a 46%, em um período de até 12 meses após a cirurgia.

Porém, vale destacar que a correção cirúrgica — ou varicocelectomia — deve ser indicada apenas após a avaliação de outros fatores que possam também interferir na concepção. Muitas vezes, existe um conjunto de motivos, o que leva os profissionais especializados em reprodução assistida a orientar os casais a adotarem outras condutas.

Outro detalhe também diz respeito à idade da mulher. Quando a parceira tem idade superior a 35 anos — e, portanto, pode ter sua fertilidade reduzida por diminuição mais acelerada da reserva ovariana —, normalmente o casal é encaminhado para a reprodução assistida. Isso porque, após a cirurgia para correção da varicocele, é necessário um tempo de seis a nove meses para avaliação de melhora dos parâmetros espermáticos. Consequentemente, é necessário aguardar algum período de tentativas de gestação espontânea.

Em casais não tão jovens ou pacientes cuja reserva ovariana já apresente sinais de comprometimento, esse prazo pode representar uma perda maior da fertilidade, ou redução da quantidade/qualidade dos óvulos da parceira, causando frustração e sentimento de impotência diante do quadro. Assim, cada caso deve ser avaliado com cuidado.

Saiba como identificar a varicocele

A varicocele pode ser assintomática ou estar associada a algumas queixas, como quando o homem sente incômodo ou inchaço na região do testículo, dor ou sensação de peso, percepção visual da dilatação das veias no local ou percebe uma atrofia testicular — esses podem ser indicativos de varicocele. Contudo, mesmo que não existam veias dilatadas aparentes ou tais sintomas, caso o casal esteja enfrentando dificuldades para engravidar, vale a pena consultar um médico e investigar a possibilidade.

Quando o diagnóstico durante o exame clínico é inconclusivo, normalmente, o urologista especialista recorre a um ultrassom com Ddoppler, que permite a visualização da circulação do sangue no local e ajuda a identificar o problema.

Confira como é o tratamento para correção

Existem diversas possibilidades de tratamento para a varicocele, desde o acompanhamento clínico até o tratamento cirúrgico. A escolha do melhor tratamento deve ser individualizada, levando em conta o aparecimento e a severidade de sintomas, a presença ou não de infertilidade, entre outros fatores associados. Em princípio, estima-se que o tratamento cirúrgico elimine mais de 90% das varicoceles.

No entanto, a cirurgia nem sempre é indicada, mesmo nos casos de infertilidade, uma vez que outros fatores que possam comprometer a fertilidade do casal também precisam ser analisados. Quando há necessidade de indicação de correção cirúrgica, podem ser adotados dois procedimentos distintos:

  • a ligadura cirúrgica das veias afetadas, que pode ser feita por via retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica, a critério do profissional — o procedimento, normalmente, é feito com anestesia geral e leva cerca de 45 minutos;
  • a embolização percutânea, que consiste na injeção de um material capaz de obstruir a veia afetada.

Ambas as abordagens têm vantagens e desvantagens, devendo a escolha do tipo ideal ser pautada na avaliação individual de cada paciente e na habilidade e experiência do profissional que realizará o procedimento.

A embolização, geralmente, associa-se a menor dor pós operatória, porém esta pode estar associada ao maior risco de retorno do problema, em comparação com algumas técnicas cirúrgicas. Os riscos dos procedimentos são infrequentes.

Já a abordagem cirúrgica é segura e são raros os efeitos adversos. Entre os principais riscos estão a hidrocele — acúmulo de líquido em torno dos testículos, infecção, risco de recorrência e possível dano às estruturas próximas, como as artérias. Os quadros de hidrocele costumam ser transitórios e desaparecem espontaneamente.

Após a cirurgia para correção da varicocele, é importante que o homem realize novo espermograma para verificar se houve alteração no número e na motilidade, ou outros parâmetros dos espermatozoides. Vale ressaltar que esse exame deve ser feito, preferencialmente, em um laboratório especializado em reprodução, para que seja feita uma análise mais minuciosa.

A correção da varicocele é uma opção importante de tratamento quando existe infertilidade masculina, especialmente em situações nas quais os exames das parceiras não apresentem problemas. Porém, vale lembrar que existem situações de infertilidade sem causa aparente, como situações relacionadas à baixa reserva ovariana ou fatores tubários, que podem requerer outros tratamentos. ou mesmo de infertilidade transitória, causada por algum fator ocasional.

Além disso, é necessário deixar claro que, em muitos casos, a infertilidade é multifatorial, o que indica que podem existir outros fatores prejudicando a concepção. Nessa situação, a cirurgia apenas atenuará o problema.

Assim, se após a cirurgia para corrigir a varicocele não houver melhoras significativas no resultado do espermograma ou o casal não consiga atingir a gestação após um período de tentativas — que pode variar de 6 meses a 1 ano, aproximadamente, no período de seis meses, o ideal é que o casal procure uma clínica especializada em reprodução humana. clínica especializada em reprodução humana.

Gostou de nosso post e quer saber mais sobre os fatores que podem levar um casal à infertilidade? Então, deixe seu comentário abaixo com suas principais dúvidas sobre o problema!

post-mortem

A área de reprodução humana assistida tem evoluído muito nas últimas décadas, de forma que pode proporcionar aos casais com problemas de fertilidade a realização do sonho de serem pais e mães. Hoje em dia, há diversas formas de alcançar esse objetivo, inclusive respaldadas pelas normativas e resoluções sobre reprodução humana. Um desses casos é o da reprodução assistida post mortem.

Essa é uma situação peculiar, mas, após o falecimento de um dos cônjuges, é possível que o outro ainda tenha um filho ou uma filha dessa mesma pessoa. Este tema vem sendo muito discutido na sociedade, no que diz respeito às questões éticas e aos direitos da criança e sucessores.

Confira o conteúdo a seguir e aprenda um pouco mais sobre esse delicado tema.

O que é reprodução assistida post mortem?

Para entendermos este conceito, primeiro é necessário compreender algumas etapas e procedimentos que podem ser realizados com os óvulos, espermatozoides ou embriões. Todas estas células ou grupos de células (no caso dos embriões), podem ser submetidos a criopreservação, ou seja, um processo de congelamento que permite conservar estas estruturas.

Esta técnica é permitida no Brasil, e pode ter o objetivo de preservação de fertilidade (como congelamento de óvulos e espermatozoides) ou ocorrer durante um ciclo de fertilização in vitro (no qual haja produção de um número de embriões maior que o necessário em um primeiro momento, por exemplo, permitindo-se a criopreservação dos demais).

A reprodução assistida post mortem consiste no uso deste material congelado mesmo quando o homem ou a mulher cujos gametas foram congelados já tiver falecido.

Como é o passo a passo para a criopreservação?

O processo de criopreservação depende de qual o material a ser congelado: espermatozoides, óvulos ou embriões.

No caso de congelamento de espermatozoides, o processo é simples e rápido. É realizada coleta por meio da masturbação, mas se houver ausência de espermatozoide no sêmen ou outro fator que impossibilite a coleta desta forma, também pode ser feita uma punção testicular para obtenção de espermatozoides. O material obtido a partir destes procedimentos é submetido imediatamente a criopreservação e, logo depois, é armazenado.

Para o congelamento de óvulos, existem algumas outras etapas prévias à criopreservação em si. As mulheres são submetidas à estimulação ovariana por meio de medicamentos hormonais e, posteriormente, à coleta dos óvulos. O procedimento é feito por punção transvaginal, guiada com um ultrassom, e é bastante simples. É colocada uma agulha fina para aspirar o líquido do interior dos folículos e, assim, obter os óvulos.

Por fim, o congelamento de embriões ocorre quando houver a coleta dos óvulos e espermatozoides, e também a fertilização entre estes gametas. Ele pode ser realizado também como forma de preservação da fertilidade (por exemplo, casais que possuam relacionamento estável e desejem ter filhos apenas no futuro) ou em ciclos de fertilização in vitro, nos quais o número de embriões formados é maior que o número que será transferido para o útero. Neste caso, os embriões não transferidos são criopreservados.

Para o congelamento, tanto os espermatozoides quanto óvulos ou embriões são colocados em substâncias crioprotetoras, para que não formem cristais de gelo, o que poderia reduzir a sua viabilidade. Depois, é feito um congelamento veloz, em um processo conhecido como vitrificação, que quando realizada com os materiais e habilidade adequados, é muito segura às células.

Na última etapa, o material é armazenado em tanques de nitrogênio líquido, em palhetas que contém a identificação do paciente. Podem permanecer desta forma por tempo indeterminado.

Quando ocorre o congelamento de embriões, inclusive em casos de embriões excedentes do tratamento, segundo a Resolução 2.168/2017, estes devem ser mantidos congelados por, pelo menos, três anos e, depois desse período, podem ser descartados, caso seja a vontade dos responsáveis legais. Quando há o congelamento de óvulos ou espermatozoides, por se tratarem de células reprodutivas ainda não fertilizadas, a resolução não estabelece o período mínimo de três anos.

Como funciona a reprodução assistida post mortem?

Sempre que ocorre congelamento de material genético, sejam óvulos, espermatozoides ou embriões, deve ser assinado um termo de consentimento dos pacientes envolvidos. Portanto, o congelamento deve ocorrer com autorização por escrito dos pacientes quanto ao destino do material congelado (inclusive de embriões criopreservados), com a observação de conduta em casos de doenças graves e falecimento de um dos cônjuges — ou mesmo dos dois.

Este documento deve ser assinado antes mesmo da criopreservação do material, para que se possa esclarecer o destino futuro dos óvulos, espermatozoides ou embriões. É preciso esclarecer, inclusive, se desejarão doá-los (para pesquisa ou outros casais), ou descartá-los, respeitando sempre o prazo mínimo de três anos, de acordo com as normas éticas do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Dentro da regulamentação médica, desde a resolução publicada pelo CFM, em 2010, o tema de reprodução assistida post mortem foi abordado, constando que “não constitui ilícito ético a reprodução assistida post mortem, desde que haja autorização prévia específica do(a) falecido(a) para o uso do material biológico criopreservado, de acordo com a legislação vigente”. Portanto, no consentimento assinado previamente ao congelamento do material, deve constar esta autorização.

Caso a pessoa falecida tenha autorizado o uso do material, os procedimentos em reprodução seguem os mesmos passos técnicos, com a particularidade de utilização de tais gametas ou embriões.

Com a utilização do gameta da pessoa falecida no tratamento de reprodução humana, abre-se discussão sobre os direitos sucessórios e, até mesmo por isso, a vontade deve ter sido expressa no momento da coleta e tal conduta deve seguir rigorosamente os preceitos éticos estabelecidos.

O CFM constantemente atualiza as resoluções que regulamentam a reprodução assistida, devido aos avanços científicos e comportamentais da sociedade. Essas atualizações permitem contextualizar melhor o cenário de reprodução assistida, para que possa auxiliar ainda mais os pacientes ou casais que necessitem recorrer a estas técnicas.

Como é a reprodução post mortem pelo mundo?

O debate sobre a ética de uma reprodução assistida post mortem ganhou corpo na França, em 1984. O casal Alain Parpalaix e Corine Richard iniciou um relacionamento amoroso, quando foi descoberto um câncer no testículo de Alain.

Como o tratamento do câncer poderia afetar sua fertilidade, o casal optou por conservar o sêmen em um banco especializado, antes de iniciar o tratamento. Durante este período, eles se casaram, porém a doença se agravou. Após dois dias do matrimônio, infelizmente, Alain faleceu.

Corine decidiu que queria ter um filho do seu marido já falecido e solicitou ao banco de sêmen os espermatozoides. Porém, o banco se negou a entregá-los. Iniciou-se uma disputa judicial que levaria muito tempo, porém traria à tona a importância da discussão sobre o assunto.

Por fim, a justiça decidiu em favor de Corine, mas o procedimento acabou não sendo realizado, devido ao tempo já transcorrido. Depois disso, alguns países proibiram a reprodução assistida post mortem, enquanto outros autorizaram, desde que esse desejo tenha sido previamente expressado em alguns documentos.

No Brasil, essa discussão ainda está em andamento na legislação, e a regulamentação deste tipo de procedimento hoje se dá por meio das normas éticas do Conselho Federal de Medicina. Esse é um tema bastante delicado e curioso, mas necessário diante da evolução da medicina e da própria sociedade.

Entendeu o que é a reprodução assistida post mortem e as discussões no Brasil e no mundo? Ficou com alguma dúvida sobre como é feito o processo de criopreservação? Aprenda um pouco mais neste artigo sobre reprodução assistida e descubra como se preparar para a fertilização in vitro!

Perfil no Doctoralia
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